A Federação das Indústrias do Estado de Alagoas (FIEA) considera inadequada a tentativa de acelerar, em período eleitoral, a votação de propostas sobre redução da jornada e mudanças nas escalas de trabalho.
A entidade reconhece a importância do debate, mas ressalta que alterações com impacto sobre trabalhadores, empresas, custos, empregos e competitividade exigem análise técnica, diálogo e avaliação cuidadosa, sem decisões apressadas.
Para a FIEA, um tema de alcance nacional não deve ser submetido à urgência do calendário político. A Federação também destaca que os setores econômicos têm realidades distintas, o que pode gerar efeitos diferentes diante de mudanças generalizadas.
Nesse contexto, defende a negociação coletiva para definir jornadas e escalas de acordo com as especificidades de cada atividade.
A FIEA se soma à CNI e a outras entidades do setor produtivo em defesa de um debate amplo, responsável e tecnicamente fundamentado, conduzido sem pressa e com serenidade.
O Sistema FIEA celebrou, nesta sexta-feira (28), trajetórias de vida que se confundem com a própria história da instituição. Na edição 2026 do programa Joias do Sistema, colaboradores com 35 e 40 anos de dedicação foram homenageados, respectivamente, com as joias Safira e Ametista. A iniciativa reconhece profissionais que ajudaram a construir o Sistema ao longo de décadas.
O programa começou em 2023 e cresceu para contemplar diferentes tempos de trajetória. “Uma instituição não chega longe se não tiver pessoas que gostem de estar nela, que tenham orgulho do que fazem e que sintam que fazem parte de alguma coisa maior”, afirmou o presidente da Federação das Indústrias do Estado de Alagoas (FIEA), José Carlos Lyra de Andrade.
Atualmente, cerca de 90 colaboradores são reconhecidos, desde a Joia Bronze, destinada a quem completa cinco anos de casa, até a Ametista, voltada aos profissionais que ultrapassam quatro décadas no Sistema FIEA.
Com 53 anos de casa, a colaboradora mais antiga em atividade da casa, Vanda Maria de Almeida Soriano, diz que a marca é resultado de uma relação construída com dedicação. Ela iniciou a carreira como auxiliar de apoio, passou pela sala de aula e pela gestão escolar antes de atuar na área de Segurança do Trabalho. “Tenho orgulho, porque sempre fiz com muito amor e amo o que faço até agora”, resumiu.
A gerente de Desenvolvimento Empresarial, Inovação e Pesquisa, Eliana Sá, homenageada pelos 35 anos de casa, relembrou o início como estagiária e as oportunidades de formação profissional recebidas dentro do Sistema. Segundo ela, permanecer tanto tempo na instituição exige identificação com o trabalho. “Não dá para viver tanto tempo assim no Sistema sem gostar e sem ser grata. Eu sou muito apaixonada pelo que faço”, afirmou.
Com 42 anos de casa, o advogado Djalma Maia Nobre definiu a homenagem como o reconhecimento de uma trajetória marcada por oportunidades, aprendizado e amizades. “E também a inserção do Sistema FIEA na comunidade pela sua seriedade, pela contribuição ao desenvolvimento de Alagoas e como destaque na nossa comunidade. Não são à toa os prêmios que a Federação e o Sistema têm conquistado ao longo do tempo e a posição de vanguarda que a instituição, capitaneada pelo doutor José Carlos, tem hoje, com o reconhecimento de toda a sociedade”, disse.
A cerimônia também reservou espaço para as famílias. Flora, filha de Vanda, representou os familiares e destacou o exemplo deixado pela mãe ao longo de 53 anos de vida profissional. Em sua fala, ela ressaltou ainda que uma trajetória tão longa não é construída individualmente. O trabalho em equipe, segundo Flora, é fundamental e está por trás da longevidade alcançada por sua mãe e pelos demais homenageados no Sistema FIEA.
O evento contou com as presenças do diretor regional do SENAI e superintendente do SESI Alagoas, Carlos Alberto Paes; do superintendente do IEL Alagoas, Hélvio Braga Vilas Boas; das diretoras de Gestão Estratégica, Nathália Romaguera, de SSI, Cláudia Piatti, e de Comercial e Marketing, Irene Simões; do diretor de Tecnologia, Inovação e Sustentabilidade Industrial da FIEA/SENAI, Julio Zorzal; e da gerente executiva de Gente e Cultura Organizacional, Luciana Melo.
Homenageados do Joias do Sistema FIEA – Edição 2026
Joia Safira – 35 anos de dedicação ao Sistema FIEA
– Ana Paula de Andrade Fonseca Duarte
– Carlos Alberto Pacheco Paes
– Eliana Maria de Oliveira Sá
– Fernando José Ramos Macias
– Israel Carvalho Rocha
– João Correia da Silva
– Omar de Oliveira Chagas
– Solange Viana Verçosa
– Zilda Rosa Ramos Barbosa
Joia Ametista – 40 anos de dedicação ao Sistema FIEA
O setor produtivo de Alagoas recebeu, na manhã desta segunda-feira (24), o candidato ao Governo do Estado Renan Filho (MDB) para um diálogo sobre as prioridades e os caminhos para o desenvolvimento econômico de Alagoas. O encontro reuniu representantes da indústria, comércio, serviços, agricultura e instituições ligadas ao ambiente de negócios e faz parte da iniciativa A Indústria na Agenda dos Governadores, realizada pela FIEA em parceria com Fecomércio AL, FAEAL, FederAlagoas e Sebrae Alagoas.
Na abertura do encontro, na Casa da Indústria, o presidente da Federação das Indústrias do Estado de Alagoas (FIEA), José Carlos Lyra de Andrade, destacou a importância do diálogo entre o setor produtivo e os candidatos, ressaltando que a participação empresarial contribui para a construção de políticas públicas alinhadas às necessidades da economia alagoana. “Precisamos criar um ambiente para que a indústria, a agricultura e a pecuária, o comércio, os serviços, o turismo e os pequenos negócios possam crescer, investir e se tornar cada vez mais competitivos”, disse.
Durante a conversa, Renan Filho afirmou que seu plano de governo ainda está em construção e será atualizado ao longo da campanha, após diálogos como o ocorrido na Casa da Indústria. Segundo ele, as discussões com a sociedade e, especialmente, com os setores produtivos, devem contribuir para o aperfeiçoamento das propostas. “Meu plano de governo está sendo debatido e vai sofrer atualizações. Nós vamos incorporar algumas propostas”, afirmou o candidato, acrescentando que pretende promover novas atualizações periodicamente, a partir das contribuições recebidas durante a campanha.
A reforma tributária esteve entre os principais temas debatidos. Renan Filho defendeu a reformulação do Conselho Estadual de Desenvolvimento Econômico e Social (Conedes), com uma governança participativa para definir a aplicação dos recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento Regional. A proposta, segundo ele, deve priorizar infraestrutura, qualificação profissional, fortalecimento de polos industriais, aquisição de áreas e investimentos voltados aos diferentes segmentos da economia.
O candidato também destacou a educação como elemento estratégico para o crescimento econômico. “A expansão da atividade industrial precisa estar acompanhada da formação de pessoas inovadoras e capacitadas para aproveitar as oportunidades geradas pelo desenvolvimento econômico”, disse.
Na área de segurança pública, Renan Filho afirmou que pretende avançar sobre os resultados já alcançados e defendeu o uso de inteligência, tecnologia e sistemas de monitoramento. Também se comprometeu com a criação de uma estrutura especializada de policiamento rural e com o fortalecimento da segurança jurídica para o setor produtivo e para os proprietários rurais. “Vou atuar como um garantidor da propriedade privada, sem abandonar as lutas sociais do Brasil”, frisou.
Sobre turismo, apontou a integração regional e a melhoria da infraestrutura como estratégias para ampliar a permanência dos visitantes em Alagoas. Entre as prioridades citadas estão obras de ligação entre destinos turísticos e investimentos que facilitem a circulação pelo Estado. “Precisamos fazer obras de infraestrutura para integrar as áreas turísticas e para aumentar a permanência do turista em Alagoas com experiências novas”, afirmou.
O candidato também defendeu maior participação das empresas locais nas compras públicas. Ele afirmou preferir contratos descentralizados, que permitam a participação de fornecedores de diferentes portes, e citou experiências adotadas em sua gestão anterior, como a autonomia das escolas para aquisição de merenda e fardamento.
Ao final do encontro, Renan Filho recebeu um exemplar da Agenda do Setor Produtivo para o Desenvolvimento Sustentável de Alagoas, entregue pelo presidente da FIEA, José Carlos Lyra de Andrade, e o Estudo de Complexidade Econômica de Alagoas, entregue pelo diretor-superintendente do Sebrae Alagoas, Domício Silva. Os documentos reúnem diagnósticos, propostas e informações estratégicas para subsidiar o debate sobre o desenvolvimento econômico do Estado.
A Confederação Nacional da Indústria (CNI) e a Federação das Indústrias do Estado de Alagoas (FIEA) apresentaram, durante o 7º Congresso de Engenharia das Alagoas (7º CEA), um estudo que propõe ampliar o uso de efluentes tratados como fonte de água para a indústria. A apresentação foi conduzida por Mário Cardoso, gerente de Recursos Naturais da CNI, e Júlio Zorzal, diretor de Tecnologia, Inovação e Sustentabilidade Industrial da FIEA.
O trabalho consolida estudos desenvolvidos pela CNI desde 2017 e apresenta uma metodologia atualizada para identificar onde o reuso de água pode ser técnica e economicamente viável. A publicação reúne análises realizadas entre 2017 e 2025 em nove estados brasileiros e na Região Metropolitana de São Paulo.
“Em vez de você despejar todo o esgoto tratado no curso d’água e a empresa ter que recorrer ao corpo d’água para captar a água necessária para as suas atividades, esse próprio esgoto tratado recebe um outro tratamento para se adequar à necessidade da empresa”, explicou Mário Cardoso.
Segundo ele, a metodologia considera, principalmente, a proximidade entre as estações de tratamento (ETE) e as indústrias, a quantidade de efluente disponível e a demanda das empresas. “Tem uma série de critérios que você analisa para ver se existe ou não a viabilidade”, afirmou.
O estudo representa uma evolução do trabalho iniciado há oito anos em parceria com O centro Internacional de Referência em Reúso de Água da Universidade de São Paulo (CIRRA/USP). “A gente vem fazendo esse trabalho desde 2017, são oito anos de desenvolvimento e aprendizado”, disse Cardoso. A nova publicação reúne os aperfeiçoamentos incorporados ao longo desse período e foi preparada para também ser aplicada em outros países da América do Sul.
Potencial de Alagoas
Em Alagoas, a análise identificou áreas com diferentes níveis de potencial para o reuso industrial. O estudo aponta, por exemplo, a Região de Tabuleiros do Sul, onde estão municípios como Teotônio Vilela, Coruripe e São Miguel dos Campos, como uma área de forte demanda industrial por água.
Teotônio Vilela aparece ainda em um dos estudos de caso da CNI. O levantamento avaliou uma estrutura capaz de produzir água de reuso para atendimento de atividades industriais. O investimento estimado no cenário analisado é de R$ 35,7 milhões.
Outro caso envolve o Polo Industrial José Aprígio Vilela, em Marechal Deodoro, com uma proposta de atendimento da demanda de água não potável do polo a partir de uma futura estação de tratamento de esgoto em Pilar.
Para Cardoso, porém, a identificação de uma oportunidade não significa que o projeto será automaticamente implantado. “Analisamos o potencial de reúso, sua viabilidade. Ainda temos que elaborar o projeto e buscar linhas de financiamento”, explicou.
Ele destacou ainda a importância de criar condições para que os projetos avancem. Segundo o gerente da CNI, a entidade trabalha também na busca por mecanismos de financiamento e conseguiu incluir o reúso entre as atividades financiadas pelo Fundo Nacional sobre Mudança do Clima (“Fundo Clima”), operado pelo BNDES.
A responsabilidade pela implantação, segundo Cardoso, envolve diferentes atores. “A partir da análise quanto à viabilidade, o poder público local e a empresa concessionária pelo serviço têm elementos para a tomada de decisão”, afirmou.
Trabalho é alinhado à estratégia da FIEA
Na avaliação de Júlio Zorzal, o estudo está alinhado às estratégias de sustentabilidade defendidas pela indústria alagoana. “A expectativa nossa é muito positiva porque ela conecta com a agenda de sustentabilidade da Federação, dentro da agenda de baixo carbono e recursos naturais”, afirmou.
Zorzal também destacou a possibilidade de o trabalho estimular investimentos no estado. “A expectativa nossa é que isso acaba mobilizando investimentos locais, inclusive nas políticas voltadas para o saneamento e também para reúso de efluentes aqui no estado.”
A metodologia da CNI utiliza o método ETE-Usuário e o Índice de Aptidão de Reúso (IAR) para apontar áreas com maior potencial. A proposta é oferecer informações que possam orientar empresas, gestores públicos e companhias de saneamento na elaboração de futuros projetos.
Para Cardoso, além de representar uma alternativa para a indústria, o reúso pode contribuir para reduzir a pressão sobre os mananciais e compor a estratégia para adaptação à mudança do clima. “Com a utilização de fontes alternativas de recursos hídricos, como o reúso, a industría garante segurança hídrica para suas atividades e reduz os conflitos pela utilização de água a partir dos corpus d’água”, afirmou, ao citar a disputa pelo uso da água e os efeitos de eventos climáticos extremos.
A apresentação ocorreu durante o 7º CEA, realizado pelo Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Alagoas (Crea-AL), no Centro Cultural e de Exposições Ruth Cardoso, em Maceió. O congresso também marca os 70 anos do Clube de Engenharia de Alagoas.
A Federação das Indústrias do Estado de Alagoas (FIEA) participou, na noite dessa quinta-feira (20), da abertura oficial do Salão do Imóvel Ademi 2026, no Centro de Convenções de Maceió. Representando a entidade, o 1º vice-presidente da FIEA e presidente do Sindicato da Indústria da Construção do Estado de Alagoas (Sinduscon-AL), José da Silva Nogueira Filho, destacou a importância do evento para a construção civil e para toda a cadeia produtiva ligada ao mercado imobiliário.
“O Salão do Imóvel cria um ambiente que aproxima empresas, consumidores e investidores, fortalece a geração de negócios e mostra a força da construção civil e do mercado imobiliário de Alagoas”, afirmou José Nogueira. Segundo ele, a parceria entre Sinduscon-AL e Associação das Empresas do Mercado Imobiliário de Alagoas (Ademi-AL), realizadora do evento, reforça o compromisso das entidades com o desenvolvimento do setor.
“Temos uma cadeia produtiva muito ampla, que gera emprego, renda e oportunidades. Um evento dessa dimensão dá visibilidade a esse potencial e proporciona um espaço importante para que as empresas apresentem seus empreendimentos e para que o público encontre diferentes possibilidades de compra e investimento”, acrescentou.
SENAI apresenta soluções para a construção civil
O SENAI Alagoas também está presente no Salão com um estande voltado à apresentação de serviços de tecnologia, inovação e consultoria para empresas. A proposta é mostrar que a instituição pode atuar de forma integrada, oferecendo diferentes soluções conforme as necessidades de cada negócio.
Batizado de “Espaço SENAI 360”, o espaço permite aos visitantes conhecer possibilidades nas áreas de automação de processos e soluções digitais, metrologia, ensaios, calibração e consultorias voltadas à produtividade, entre outras. A ideia é oferecer uma jornada de soluções, e não apenas serviços isolados.
No local, o SENAI colocou um café para que as pessoas consigam fazer networking e em, todos os dias, temos alguém do Hub SENAI, de Soluções Digitais e consultoria para atender ao público. Os visitantes também podem preencher um diagnóstico no estande. A partir das informações, o SENAI poderá identificar demandas e apresentar soluções adequadas a cada empresa.
Salão reúne 2.713 imóveis
Com uma programação que segue até o próximo domingo (23), o Salão do Imóvel Ademi 2026 reúne 2.713 unidades imobiliárias, que representam aproximadamente R$ 2,67 bilhões em Valor Geral de Vendas (VGV).
São apartamentos, studios, salas comerciais e lojas, com preços que variam de R$ 316,8 mil a R$ 10 milhões. Os empreendimentos estão distribuídos por diferentes regiões de Maceió e também por municípios como Barra de São Miguel e São Miguel dos Milagres. Participam desta edição as construtoras V2, Telesil, Record, Markup, Rocha e Moura Dubeux.
Além da exposição de imóveis, o evento conta com a Arena Ademi, espaço para até 500 pessoas destinado a palestras, workshops e atrações de entretenimento. A programação é realizada em parceria com o LIDE Alagoas. O acesso à área de exposição imobiliária é gratuito durante os quatro dias do evento. A programação da Arena Ademi possui ingressos próprios.
Para José Nogueira, a dimensão do Salão demonstra a força do mercado imobiliário alagoano e sua capacidade de gerar negócios e movimentar diferentes segmentos da economia. “A realização do Salão contribui diretamente para o desenvolvimento econômico do nosso Estado e fortalece um setor que gera emprego, renda e oportunidades em toda a sua cadeia produtiva”, ressaltou.
A crescente valorização dos móveis sob medida e o avanço de nichos especializados têm ampliado as oportunidades para quem quer ingressar ou empreender no setor moveleiro. Atento a esse cenário, o SENAI Alagoas está com matrículas abertas para o curso de Marcenaria, com aulas iniciando em 14 de setembro no polo Distrito Industrial, em Maceió. A formação oferece conhecimentos técnicos sobre o processo produtivo da marcenaria, da concepção ao desenvolvimento de projetos e passando pela fabricação de peças de mobiliário, em um ambiente equipado com máquinas e ferramentas adequadas ao aprendizado.
Mais do que ensinar a fabricar móveis, o curso prepara profissionais para compreender todas as etapas da produção em madeira, com o desenvolvimento de habilidades técnicas e práticas essenciais para um mercado cada vez mais segmentado.
Nas aulas, os participantes aprendem técnicas básicas de marcenaria, execução de projetos, utilização correta de equipamentos, processos de acabamento e os chamados “macetes”, aqueles conhecimentos adquiridos com a experiência e que fazem diferença na qualidade do produto final.
A formação acontece no SENAI Distrito Industrial, polo criado para ampliar o acesso da população da parte alta de Maceió à educação profissional e estrategicamente localizado para atender moradores do Benedito Bentes e bairros vizinhos. Além de facilitar a qualificação, a localização favorece quem deseja iniciar um pequeno negócio ou expandir uma atividade já existente, aproveitando o crescimento da demanda por móveis personalizados na região.
Especialização e novos nichos
A marcenaria brasileira vive um momento de transformação. Se antes o profissional atuava de maneira mais generalista, hoje o mercado valoriza cada vez mais a especialização em nichos específicos, estratégia que permite agregar valor aos serviços, reduzir a concorrência baseada apenas em preço e conquistar clientes dispostos a investir em projetos exclusivos.
Entre os segmentos que mais crescem está a produção de móveis planejados para residências, apartamentos compactos, ambientes corporativos e, principalmente, projetos destinados a áreas gourmet, varandas, terraços e espaços de lazer.
Esse último nicho tem se destacado em todo o país impulsionado pelas mudanças no conceito de moradia, que passaram a valorizar ambientes de convivência integrados e personalizados. A tendência abre espaço para marceneiros capazes de desenvolver projetos originais, muitas vezes com estética rústica, utilização de madeiras de alta resistência e soluções adaptadas às condições climáticas.
Outro diferencial da especialização está na possibilidade de construir um portfólio consistente e direcionado, fortalecendo a imagem profissional e aumentando a competitividade no mercado.
Nordeste, ambiente favorável
No Nordeste, o cenário é especialmente promissor. O aquecimento da construção civil, a expansão do mercado de móveis planejados e a força do turismo têm impulsionado a procura por peças sob medida, mobiliário rústico, produtos autorais e soluções em madeira que dialogam com a arquitetura regional.
Além disso, a distância dos grandes polos moveleiros do Sul e Sudeste torna a produção local mais competitiva, reduzindo custos logísticos e criando oportunidades para pequenos empreendedores atenderem a uma demanda crescente por móveis personalizados.
Nesse contexto, cresce também o interesse por marcenaria criativa, restauração de móveis, produção artesanal e fabricação de peças utilizando madeiras de reflorestamento e materiais de reuso, segmentos que ampliam ainda mais as possibilidades de atuação profissional.
O curso do SENAI Alagoas foi estruturado justamente para acompanhar essa evolução do mercado. A metodologia privilegia atividades práticas, para que os participantes aprendam desde o planejamento das peças até a execução, acabamento e utilização correta dos equipamentos, adquirindo uma base sólida para atuar como profissionais autônomos, integrar empresas do setor moveleiro ou investir no próprio negócio.
A combinação entre infraestrutura industrial, instrutores com experiência de mercado e foco nas tendências atuais torna a formação uma oportunidade para quem busca transformar habilidade manual em profissão ou ampliar conhecimentos para explorar novos nichos de atuação.
Serviço
Curso de Marcenaria
Local: SENAI Distrito Industrial – Maceió
Início: 14 de setembro de 2026
Carga horária: 70h (cerca de 1 mês)
Horário: das 19h às 22h
Investimento: em até 12x R$ 89,83
Mais informações: 2121-3030 e no link https://al.senai.br/curso/marcenaria-para-hobby/
Arapiraca voltou a ocupar, nesta quarta-feira (19), lugar de destaque no cenário da moda alagoana com o lançamento da terceira edição do Inspire-se: Moda do Agreste. Realizado no Escritório Comedoria, o evento reuniu empreendedores, estilistas, criadores e representantes de instituições para valorizar a produção regional, fortalecer conexões e ampliar oportunidades de negócios. A iniciativa é promovida pelo Sebrae Alagoas, com participação do Sindicato da Indústria do Vestuário do Estado de Alagoas (Sindivest) e da Federação das Indústrias do Estado de Alagoas (FIEA) e patrocínio do SENAI Alagoas.
Criado para dar visibilidade à produção de moda do Agreste e estimular a aproximação entre quem cria, produz, comercializa e apoia o desenvolvimento do setor, o Inspire-se chega à terceira edição consolidado como uma plataforma de integração da cadeia produtiva. A trajetória do evento acompanha a evolução da própria percepção sobre a moda produzida no interior de Alagoas. Mais do que uma expressão da economia criativa, o segmento se consolida como uma cadeia capaz de articular design, produção, comércio, cultura, tecnologia, qualificação e geração de renda.
Esse potencial ganha relevância diante da dimensão do mercado nordestino, que reúne quase 50 milhões de habitantes e importantes polos de produção de vestuário. A região já ultrapassa a marca de 800 milhões de peças produzidas anualmente, atendendo aos mercados interno e externo. Em Alagoas, fortalecer essa cadeia significa ampliar a capacidade de transformar identidade cultural e criatividade em valor econômico, emprego e competitividade.
Preparando empresas para novos mercados
O presidente da FIEA, José Carlos Lyra de Andrade, destacou o papel da iniciativa na preparação das empresas para novos desafios. “Essa terceira edição consolida uma trajetória. O Inspire-se: Moda do Agreste é uma preparação das indústrias da moda desta região para a participação no Minas Trend, criando um ambiente de inspiração, qualificação e troca de experiências para que novas empresas também possam aproveitar essa vitrine, gerar negócios e conquistar novos mercados”, apontou.
Para José Carlos Lyra, a competitividade do segmento depende de um conjunto de fatores que ultrapassa a criação e que envolve elementos como modelagem, padronização, desenvolvimento de coleções, gestão, sustentabilidade, acesso a mercados e qualificação profissional. “Temos bons exemplos dos resultados desse trabalho. A trajetória de sucesso da participação de Alagoas no Minas Trend, ao longo dos últimos 20 anos, está diretamente ligada à forte atuação do Sindivest e a uma parceria que reúne o Sebrae, a FIEA e o SENAI”, afirmou.
O presidente do Sindivest Alagoas, Francisco Acioli, ressaltou a importância da articulação institucional para dar visibilidade aos profissionais da região. “Arapiraca já poderia ser vitrine da moda há muito tempo. Aqui existem grandes profissionais, mas a falta de apoio dificultava a vida. Hoje eles podem contar com o apoio de instituições que fortalecem o setor, e assim conseguem resistir às dificuldades e se mostrar. O Inspire-se prova que aqui tem talento e capacidade para competir lá fora”, observou.
Conhecimento, tendências e conexões
A programação da edição 2026 mantém a proposta de integração e qualificação. O Festival de Moda Inspire-se será realizado no dia 26 de setembro, no Espaço Renê, com oficinas práticas e teóricas sobre pintura em tecido, modelagem e costura, internacionalização para a moda e ferramentas de realidade aumentada (AR). A programação também contará com desfile de moda, sorteio de uma peça autoral e premiação dos participantes do desfile.
A proposta é reforçar uma característica que acompanha o Inspire-se desde sua criação: apresentar a moda do Agreste como atividade econômica capaz de gerar valor, ampliar mercados e projetar novos talentos.
O diretor técnico do Sebrae Alagoas, Keylle Lima, destacou a importância da iniciativa e da articulação entre as instituições parceiras. “Arapiraca precisava de um evento de grande porte no segmento da moda, e o Sebrae se orgulha de liderar esse projeto. Agradeço demais ao Sindivest, por ser um grande entusiasta da moda, e à Federação das Indústrias, porque parceria é parceria, e essa é uma das mais importantes que temos conduzido aqui na região”, pontuou.
O vice-presidente da Federação das Indústrias do Estado de Alagoas (FIEA), José da Silva Nogueira Filho, participou, nesta quinta-feira (20), da solenidade de abertura do 7º Congresso de Engenharia das Alagoas (7º CEA), no Centro Cultural e de Exposições Ruth Cardoso, em Maceió. Com o tema “Inovação e Indústria 5.0: o Papel da Engenharia na Nova Economia”, o congresso reúne, até sábado (22), profissionais, estudantes, empresas e especialistas para discutir os desafios e as oportunidades da transformação tecnológica.
Representando o setor produtivo, José Nogueira destacou a importância da engenharia para o fortalecimento da indústria e para a construção de uma economia mais competitiva e sustentável. “Eventos como o Congresso de Engenharia das Alagoas são fundamentais para alinharmos o nosso potencial produtivo às demandas da nova economia. A engenharia é a espinha dorsal da inovação, e é por meio desse diálogo técnico e estratégico que conseguiremos impulsionar a Indústria 5.0 em nosso estado, garantindo eficiência, sustentabilidade e maior competitividade para a indústria nordestina”, afirmou.
Presidente do Sindicato da Indústria da Construção do Estado de Alagoas (Sinduscon-AL), o vice-presidente da FIEA também ressaltou a importância do setor da construção civil. “A construção civil é um dos segmentos mais importantes da indústria alagoana, pela sua capacidade de gerar empregos, movimentar uma extensa cadeia produtiva e participar diretamente da transformação das cidades”, disse.
Para Nogueira, a amplitude da programação demonstra como a engenharia está diretamente relacionada às transformações econômicas e sociais. “É muito importante ver a engenharia discutindo não apenas obras e infraestrutura, mas também inteligência artificial, transformação digital, sustentabilidade, ESG, saneamento, inovação, formação profissional e os novos desafios das cidades e da indústria”, acrescentou.
Entre os destaques da programação, os participantes conferiram, já na abertura, a palestra magna “Inovação Industrial 5.0: o Papel da Engenharia na Nova Economia”, ministrada pela gerente de Desenvolvimento e Inovação Industrial da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Paula Nadai. A agenda inclui ainda debates sobre sustentabilidade, eficiência, tecnologia, ESG, produção acadêmica e profissional e integração entre empresas, instituições de ensino e profissionais.
Realizado pelo Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Alagoas (Crea-AL), o congresso também marca os 70 anos do Clube de Engenharia de Alagoas (CEA), fundado em 1956. A celebração reforça a trajetória de uma instituição que mantém intenso diálogo e parceria com o Crea-AL e que, ao longo de sete décadas, contribui para o desenvolvimento da engenharia em Alagoas.
Estudantes das escolas SESI Centro, SESI Benedito Bentes e do Colégio Contato participaram, na manhã desta quarta-feira (19), de uma experiência de aproximação com o setor produtivo durante uma ação do projeto “Fala Indústria”, realizada na Escola SENAI Poço, em Maceió. A iniciativa do SESI conecta o ambiente escolar ao contexto da indústria, estimulando o pensamento crítico, o trabalho em equipe e o protagonismo dos jovens.
A programação colocou os estudantes em contato com profissionais da indústria, que apresentaram desafios enfrentados no cotidiano do setor. A partir dessas experiências, os alunos participaram de uma imersão em formato de hackathon e foram convidados a desenvolver, em grupos, ideias e soluções para os problemas apresentados.
Segundo a coordenadora de Educação Básica do SESI Alagoas, Marseille Lessa, a proposta é estimular os jovens a enxergarem a indústria também como um espaço para criação e transformação. “Eles estão escutando industriários falando dos problemas que enfrentam no dia a dia da indústria. Depois desses momentos, os meninos vão propor soluções para aqueles problemas. Esse momento é importante para instigar essa juventude, para que eles pensem sobre a indústria e proponham soluções”, afirmou.
O projeto integra conteúdos trabalhados em sala de aula, a Matriz do Enem e conceitos relacionados à Indústria 4.0. A escolha do SENAI para sediar a etapa final ocorreu justamente pela estrutura e pela expertise da instituição em inovação e tecnologias aplicadas à indústria.
O supervisor de Ciências Humanas do SESI Alagoas, Ronald Damasceno, afirma que a atividade representa uma conexão entre diferentes dimensões da formação dos estudantes. “É um projeto que vai fazer uma conexão entre a sala de aula, a Matriz Enem e a Indústria 4.0”, explicou.
Durante a programação, os estudantes também participaram de uma visita guiada ao Hub SENAI. A proposta foi estimular a criação coletiva de soluções, com os alunos trabalhando em equipes. Os grupos foram formados de maneira mista, reunindo estudantes das diferentes instituições. A dinâmica não teve caráter de competição entre escolas, mas de colaboração, com foco na troca de conhecimentos e na construção conjunta de ideias.
A expectativa é que a experiência contribua para despertar novas vocações e aproximar os jovens das possibilidades profissionais e empreendedoras existentes na indústria, fortalecendo a conexão entre educação, inovação e desenvolvimento do setor produtivo.
A terceira edição do Programa Centelha alcançou um marco inédito em Alagoas. Com 1.423 ideias cadastradas, a iniciativa registrou o maior número de propostas entre as três edições realizadas no estado, superando a marca de 1.234 inscrições registrada na primeira edição.
O resultado também coloca Alagoas entre os estados com maior participação no Centelha 3 em todo o país. O estado alcançou o segundo maior número de inscrições desta edição nacionalmente, ficando atrás apenas do Espírito Santo.
Além do volume de propostas, a terceira edição ampliou o alcance territorial do programa em Alagoas. As inscrições envolveram empreendedores de 78 municípios, mostrando a presença da iniciativa em diferentes regiões do estado. Ao longo da mobilização, 3.556 empreendedores foram cadastrados na plataforma do programa.
Executado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Alagoas (Fapeal), o Centelha busca estimular a criação de empreendimentos inovadores e transformar ideias em produtos, serviços e negócios. Nesta edição, o SENAI Alagoas atua como instituição aceleradora, contribuindo para a preparação e o desenvolvimento das propostas selecionadas.
O analista de Inovação do SENAI Alagoas, Talmany Leite, afirma que os números refletem tanto o alcance da mobilização quanto o interesse dos empreendedores alagoanos em transformar ideias inovadoras em negócios. “O resultado do Centelha 3 mostra uma evolução muito significativa do programa em Alagoas. Para o SENAI, participar como instituição aceleradora significa contribuir para que essas ideias avancem e tenham cada vez mais condições de chegar ao mercado”, afirma.
Próximas etapas
Com o encerramento das inscrições na segunda-feira (17), as propostas seguem agora para a etapa de avaliação. De acordo com o cronograma do edital, até 200 ideias serão classificadas para a segunda fase e, ao final do processo, até 47 projetos poderão ser aprovados para contratação. O resultado preliminar está previsto para 29 de setembro, enquanto a divulgação final dos projetos selecionados está programada para janeiro de 2027.
Os projetos aprovados poderão receber até R$ 80 mil em subvenção econômica, além de até R$ 50 mil em bolsas de fomento tecnológico e extensão inovadora do CNPq. O programa também oferece capacitações e suporte para o desenvolvimento das soluções.