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  • No Dia Internacional da Mulher, Sistema FIEA destaca presença feminina e avanço na equidade

    No Dia Internacional da Mulher, Sistema FIEA destaca presença feminina e avanço na equidade

    Elas estão nas salas de aula, nos laboratórios, nos bastidores administrativos e, cada vez mais, nas mesas onde as decisões são tomadas. No Sistema FIEA – que reúne a Federação das Indústrias do Estado de Alagoas (FIEA), o Serviço Social da Indústria (SESI), o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI) e o Instituto Euvaldo Lodi (IEL) – a presença feminina deixou de ser tendência para se consolidar como realidade.

    Neste 8 de março, Dia Internacional da Mulher, os indicadores reforçam um movimento que vai além da simbologia da data. Considerando colaboradores, aprendizes e estagiários, o Sistema soma 1.060 profissionais, sendo 518 mulheres – 49% do quadro geral. Porém, o dado que simboliza a virada de chave está nos cargos de gestão: 44 posições são ocupadas por elas, frente a 40 por homens – 52,4% das lideranças do Sistema.

    “Mais do que números, trata-se de representatividade em espaços estratégicos”, afirma o presidente da FIEA, José Carlos Lyra de Andrade. Das cinco diretorias, quatro são comandadas por mulheres – a de Gestão Estratégica por Nathália Romaguera; a de Saúde e Segurança para a Indústria por Cláudia Piatti, a de Educação por Cristina Suruagy; e a de Comercial e Marketing por Irene Simões.

    Ao ampliar a presença feminina nos espaços técnicos e de decisão, o Sistema FIEA consolida um ambiente que reconhece competências e contribui para uma indústria mais diversa, inovadora e conectada com o futuro de Alagoas. O presidente da FIEA acrescenta que a presença feminina fortalece a instituição em diferentes dimensões. “As mulheres demonstram uma dedicação constante, um cuidado atento aos detalhes e um compromisso que se reflete na qualidade do trabalho entregue. Elas têm papel essencial no crescimento e na solidez do Sistema FIEA”, diz.

    Os números

    Entre os 931 colaboradores efetivos das entidades que compõem o Sistema Indústria alagoano, 444 são mulheres. Em três das quatro casas, elas são maioria: no SESI, representam 56,7% da equipe; na FIEA, 66,7%; e no IEL, expressivos 73,7%. No SENAI, onde historicamente predominam funções técnicas industriais, as mulheres já ocupam 36,4% dos postos, índice que vem crescendo de forma consistente.

    Versões femininas

    O Sistema FIEA lançou a campanha “Todas as minhas versões cabem aqui” em alusão ao Dia Internacional da Mulher. A iniciativa reúne colaboradoras que representam múltiplas versões do ser mulher dentro da instituição, valorizando trajetórias, desafios e conquistas.

    Entre os relatos, a professora Deuza Denize, do projeto SESI Inspira, destacou sua trajetória de 35 anos na instituição. Mãe, avó e educadora, ela afirmou sentir orgulho por ter construído sua carreira no SESI, onde conquistou espaços e superou desafios ao longo das décadas. “Só tenho a agradecer todo apoio que sempre recebi dos meus gestores nos momentos difíceis”, ressaltou.

    A assistente de Operações e Logística, Marília Graziely, também celebrou o reconhecimento. Segundo ela, trabalhar em um ambiente onde as mulheres são vistas, ouvidas e valorizadas fortalece o sentimento de pertencimento. Marília destacou que, mesmo diante da rotina intensa entre família, estudos e trabalho, o acolhimento institucional reforça a certeza de estar no caminho certo.

  • Associação de Supermercados, Abrasel-AL, Ademi-AL e Maceió Convention aderem a manifesto sobre jornada

    Associação de Supermercados, Abrasel-AL, Ademi-AL e Maceió Convention aderem a manifesto sobre jornada

    O manifesto do setor produtivo alagoano que demonstra preocupação com propostas de redução da jornada semanal de trabalho ganhou a adesão de mais quatro entidades representativas da economia estadual. A iniciativa agora também conta com o apoio da Associação dos Supermercados de Alagoas (ASA), da Associação das Empresas do Mercado Imobiliário de Alagoas (Ademi-AL), da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes em Alagoas (Abrasel-AL) e do Maceió Convention & Visitors Bureau. A nota assinada, inicialmente, por outras oito entidades, foi divulgada na última quarta-feira (4).

    O documento reúne organizações empresariais que defendem que o debate sobre a redução da jornada de 44 para 40 horas semanais e o fim da escala 6×1 seja conduzido de forma equilibrada, considerando os desafios estruturais da economia brasileira e os impactos sobre o mercado de trabalho.

    No manifesto, as entidades destacam dados da Organização Internacional do Trabalho (OIT), segundo os quais o Brasil ocupa atualmente a 91ª posição no ranking de produtividade por hora trabalhada, atrás de países como Chile, Argentina e Cuba.

    Estudos citados no documento indicam que a redução da jornada pode elevar significativamente os custos das empresas. Levantamento da Confederação Nacional da Indústria (CNI) aponta que a medida pode gerar impacto de até R$ 267,2 bilhões por ano na folha de pagamento no país.

    Em Alagoas, a estimativa é de aumento de custos entre R$ 1,29 bilhão e R$ 1,93 bilhão, com reflexos mais intensos em setores intensivos em mão de obra, como construção civil, agropecuária, comércio, indústria de transformação e turismo.

    As entidades signatárias defendem que eventuais mudanças nas regras de jornada considerem ganhos de produtividade e respeitem as especificidades regionais e setoriais, ressaltando que a Constituição já permite ajustes por meio de negociação coletiva.

    Assinam o manifesto a Federação das Indústrias do Estado de Alagoas (FIEA); Federação do Comércio do Estado de Alagoas (Fecomércio); Federação da Agricultura do Estado de Alagoas (FAEAL); Federação das Associações Comerciais do Estado de Alagoas (Federalagoas); Federação dos Clubes de Diretores Lojistas (FCDL); Associação Comercial de Maceió (ACM); Associação Brasileira da Indústria Hoteleira (ABIH); e Associação do Comércio Atacadista e Distribuidor do Estado de Alagoas (ACADEAL); Associação dos Supermercados de Alagoas (ASA); Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel-AL); Maceió Convention & Visitors Bureau; e Associação das Empresas do Mercado Imobiliário de Alagoas (Ademi-AL).

    Leia na íntegra o manifesto das entidades produtivas alagoanas:

    Manifesto do Setor Produtivo alagoano sobre a redução da Jornada de Trabalho

    As entidades representativas do setor produtivo alagoano abaixo assinadas manifestam preocupação com as propostas em discussão no Congresso Nacional que tratam da redução da jornada de 44 para 40 horas e do fim da escala de trabalho 6×1.

    Não temos dúvida da importância de tratarmos de forma ampla e responsável sobre tempo de trabalho e qualidade de vida, mas entendemos que a discussão sobre o tema deve ser feita de forma equilibrada e responsável, atenta ao cenário de baixa produtividade que, ao lado de outros fatores, há anos impacta o crescimento econômico e o desenvolvimento social.

    O Brasil está hoje na 91ª posição no ranking de produtividade por hora trabalhada da Organização Mundial do Trabalho (OIT), abaixo de países vizinhos como Chile, Argentina e Cuba. Entre 1990 e 2024, o crescimento médio anual da produtividade no Brasil foi de apenas 0,9%, conforme pesquisa da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (FIEMG).

    Além disso, experiências internacionais de redução de jornada aconteceram em países com economias de alto nível de capital humano, forte investimento tecnológico e produtividade consolidada. O nosso país enfrenta infraestrutura logística deficitária, elevada carga tributária, complexidade regulatória e baixa qualificação média da força de trabalho, o que dificulta a competitividade com outras economias globais.

    A redução da jornada poderá gerar elevação do custo do trabalho, aumento dos preços de produtos e serviços, inflação, aceleração da automação com redução da mão de obra do trabalho sem planejamento e com consequente desemprego e até mesmo eventual queda na produção.

    Como efeitos colaterais, ainda é possível haver aumento da informalidade e da precarização das relações de trabalho e a possibilidade da ampliação indireta da carga de trabalho, porque, diante de eventual elevação do custo de vida e redução de oportunidades formais, muitos trabalhadores tendem a buscar atividades complementares, ocupando justamente as horas que deveriam representar ganho de qualidade de vida.

    Hoje a Constituição já oferece um modelo equilibrado ao fixar o limite de 44 horas semanais e permitir reduções por meio da negociação coletiva, respeitando as diferenças regionais e setoriais da economia brasileira. A jornada média efetivamente praticada no país já é inferior ao teto legal em diversos segmentos, resultado de acordos negociados e não de imposição normativa.

    Segundo estudo da Confederação Nacional das indústrias (CNI), a redução para 40 horas pode elevar em até R$ 267,2 bilhões por ano os custos com empregados formais na economia brasileira, representando acréscimo estimado de até 7% na folha das empresas.

    No Nordeste, o impacto pode alcançar R$ 34,3 bilhões, com aumento de até 6,1% nos gastos com pessoal. Em Alagoas, o acréscimo estimado varia entre R$ 1,29 bilhão e R$ 1,93 bilhão, com elevação de até 6,3% nos custos.

    Os setores mais afetados no estado seriam Construção Civil (14,1%), Agropecuária (13,7%), Comércio (13,4%) e Indústria de Transformação (12,5%), justamente áreas intensivas em mão de obra e fundamentais para o emprego local. Em Alagoas, há ainda um impacto relevante nas áreas ligadas ao Turismo, já que a redução da jornada pode representar um custo adicional de R$ 58,3 mi no setor de alojamento e R$ 76,8 mi no de alimentação. Nacionalmente, a Confederação Nacional de Comércio (CNC) estima que o acréscimo na folha de pagamento do Turismo seja de 26,9%.

    Sem ganhos consistentes de produtividade, a elevação estrutural do custo da hora trabalhada tende a pressionar micro e pequenas empresas, reduzir investimentos e ampliar riscos de informalidade e perda de competitividade.

    Reduzir a jornada pode ser um objetivo social desejável. Mas não deve ser tratado como atalho. O caminho responsável passa por fortalecer a negociação coletiva e criar as condições econômicas e produtivas que tornem essa transição viável no futuro, e não por antecipá-la por força de lei.

    Maceió (AL), 04 de março de 2026

    – Federação das Indústrias do Estado de Alagoas (FIEA)

    – Federação do Comércio do Estado de Alagoas (Fecomércio)

    – Federação da Agricultura do Estado de Alagoas (FAEAL)

    – Federação das Associações Comerciais do Estado de Alagoas (Federalagoas)

    – Federação dos Clubes de Diretores Lojistas (FCDL)

    – Associação Comercial de Maceió (ACM)

    – Associação Brasileira da Indústria Hoteleira (ABIH)

    – Associação do Comércio Atacadista e Distribuidor do Estado de Alagoas (ACADEAL)

    – Associação dos Supermercados de Alagoas (ASA)

    – Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel-AL)

    – Maceió Convention & Visitors Bureau

    – Associação das Empresas do Mercado Imobiliário de Alagoas (Ademi-AL)

  • Programa Finep pelo Brasil apresenta oportunidades de financiamento à inovação em Arapiraca

    Programa Finep pelo Brasil apresenta oportunidades de financiamento à inovação em Arapiraca

    Após a realização da etapa inicial em Maceió, o programa Finep pelo Brasil chegou, nessa quinta-feira (5), a Arapiraca, levando informações sobre financiamento público para inovação a empresários do Agreste e do Sertão de Alagoas. O encontro ocorreu no Teatro SESI, no bairro Primavera, reunindo representantes do setor produtivo e especialistas em fomento à inovação.

    A iniciativa é promovida pela Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, com apoio da Federação das Indústrias do Estado de Alagoas (FIEA). O programa percorre todo o país entre fevereiro e abril de 2026, com mais de 100 eventos em 27 estados e no Distrito Federal, com o objetivo de ampliar o acesso de empresas às oportunidades de financiamento em ciência, tecnologia e inovação.

    Durante as apresentações, foram detalhadas chamadas públicas de subvenção econômica que totalizam R$ 3,3 bilhões em recursos não reembolsáveis para empresas interessadas em desenvolver projetos inovadores e de risco tecnológico, a maioria em parceria com instituições científicas e tecnológicas (ICTs).

    Para a gerente da Unidade Integrada SESI SENAI de Arapiraca, Thiana Cysneiros, a presença da Finep na região representa uma oportunidade estratégica para fortalecer o desenvolvimento industrial. “Foi a conexão perfeita de inovação e desenvolvimento para a indústria. A Finep vem apresentando várias oportunidades para que as indústrias possam captar recursos e investir nesse desenvolvimento e elevar a competitividade”, destacou.

    Ela também reforçou o papel do SENAI no apoio às empresas interessadas em acessar os recursos. “O SENAI está aqui de portas abertas para auxiliar essas empresas na elaboração dos seus projetos e, juntos, caminhar no desenvolvimento da nossa região”, acrescentou.

    Durante o encontro, a analista de Fomento do Departamento Regional Nordeste da Finep, Rafaelly Fortunato, apresentou os editais de subvenção econômica e as linhas de crédito disponíveis para inovação. “Foi uma oportunidade de trazer os produtos da Finep, tanto os editais de subvenção econômica nacionais e o regional, que foram lançados recentemente, e também o crédito para a inovação. É importante que os empresários entrem em contato com a FIEA para tirar eventuais dúvidas que ainda existam”, explicou.

    Entre os participantes esteve o produtor de leite André Ramalho, proprietário da empresa Plantel Planejamento Técnico LTDA, localizada no município de Batalha e há 42 anos no mercado. Para ele, a iniciativa amplia as possibilidades de desenvolvimento para empresas da região. “Queria aproveitar esse momento para agradecer o convite da FIEA e do SENAI para essa tarde de hoje, para a gente poder se aprofundar mais no que é que a Finep. A gente precisa, cada vez mais, ser mais competitivo e um evento como esse, realmente, traz grandes possibilidades”, afirmou.

    Os dados apresentados durante o evento também mostraram o avanço do apoio da Finep em Alagoas. Entre 2023 e 2025, foram destinados R$ 80,8 milhões ao estado, um crescimento de 507% em relação ao período anterior. Nesse intervalo, 35 projetos foram contratados, incluindo recursos de crédito, subvenção econômica e apoio a instituições científicas e tecnológicas.

    A etapa em Arapiraca encerrou a programação do Finep pelo Brasil em Alagoas, conectando empresas, instituições e especialistas em torno de oportunidades de financiamento que estimulam inovação, produtividade e competitividade na indústria. O gerente regional da Finep no Nordeste, Ossi Ferreira, e a secretária de Estado da Ciência, Tecnologia e Inovação, Aline Rodrigues, participaram das apresentações em Maceió e Arapiraca.

    “O SENAI está à disposição para apoiar as empresas no desenvolvimento do projeto, desde a etapa de elaboração da proposta até a execução e o monitoramento, contando com o apoio nacional da Rede SENAI de Inovação”, explicou o diretor de Tecnologia, Inovação e Sustentabilidade da FIEA, Júlio Zorzal. Para obter apoio nesta fase de submissão dos projetos, o e-mail de contato é [email protected].

    Álbum de fotos no Flickr

  • Veja as vagas de estágio e jovem aprendiz disponibilizadas pelo IEL em Maceió e Arapiraca

    Veja as vagas de estágio e jovem aprendiz disponibilizadas pelo IEL em Maceió e Arapiraca

    O Instituto Euvaldo Lodi em Alagoas (IEL/AL) está com novas oportunidades de estágio e jovem aprendiz abertas para estudantes de diferentes áreas em Maceió e Arapiraca. As vagas contemplam cursos de nível médio, técnico e superior e oferecem bolsas que podem chegar a R$ 1.500, além de auxílio-transporte.

    Em Maceió, o valor da bolsa estágio varia de R$ 535,33 a R$ 1.500, com auxílio-transporte de R$ 146. Já para jovem aprendiz, a remuneração é de R$ 761,55.

    Entre as oportunidades de estágio na capital estão vagas para Administração (2); Administração, Pedagogia ou Técnico em Secretaria Escolar (1); Administração/Técnico em Administração ou Ensino Médio (1); Administração ou Ciências Contábeis (1); Ciências Contábeis (4); Design, Marketing, Publicidade e Propaganda ou Comunicação Social (1); Direito (2); Engenharia Civil (1); Ensino Médio (2); Ensino Médio ou Técnico em Administração (1); Mecânica – técnico ou superior (1); Pedagogia (3); Técnico em Administração (1); Técnico em Edificações (1); Técnico em Mecânica, Mecânica Automotiva, Eletricista de Autos ou Engenharia Mecânica (1); e Técnico em Saúde Bucal (1).

    Também há uma vaga para jovem aprendiz na função de assistente administrativo em Maceió.

    Arapiraca

    Em Arapiraca, as bolsas de estágio variam entre R$ 500 e R$ 1.000, com auxílio-transporte entre R$ 100 e R$ 200, dependendo da vaga.

    No município, as oportunidades são para Administração (3), Ensino Médio (2), Design, Marketing ou Publicidade e Propaganda (1) e Ciências Contábeis (2).

    Para concorrer a qualquer uma das vagas, os interessados devem realizar o cadastro no portal carreiras.iel.org.br/AL, onde também estão disponíveis mais informações sobre os processos seletivos e requisitos de cada oportunidade. Estudantes devem manter o cadastro atualizado para ampliar as chances de encaminhamento às empresas parceiras.

  • Finep pelo Brasil inicia etapa Alagoas em Maceió com oportunidades de inovação para a Indústria

    Finep pelo Brasil inicia etapa Alagoas em Maceió com oportunidades de inovação para a Indústria

    A etapa alagoana do programa Finep pelo Brasil teve início nesta quarta-feira (4), em Maceió, apresentando oportunidades de financiamento público para empresas e instituições científicas interessadas em investir em inovação. A iniciativa, que segue nesta quinta-feira (5), em Arapiraca, é promovida pela Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, com apoio da Federação das Indústrias do Estado de Alagoas (FIEA).

    Em Maceió, o evento ocorreu na Casa da Indústria, no bairro do Farol, reunindo empresários, representantes de instituições de pesquisa e autoridades. Em Arapiraca, a programação acontece no Teatro SESI, no bairro Primavera.

    Durante a abertura do encontro, o vice-presidente da FIEA, José da Silva Nogueira Filho, reforçou que as empresas interessadas em acessar o crédito e os editais podem procurar a FIEA para apoio desde a inscrição até a execução dos projetos inovadores. “Que procurem o SENAI e a Diretoria de Tecnologia, Inovação e Sustentabilidade da FIEA para tirar dúvidas e buscar apoio para se desenvolverem”, orientou.

    Pela Finep, participaram a analista de Fomento do Departamento Regional Nordeste, Rafaelly Fortunato, e o gerente regional, Ossi Ferreira. Em sua apresentação, Rafaelly destacou que os editais de subvenção econômica somam R$ 3,3 bilhões em recursos não reembolsáveis, alinhados à política da Nova Indústria Brasil, contemplando áreas estratégicas de desenvolvimento, como agroindústria, saúde, infraestrutura, transformação digital, transição energética e defesa.

    No recorte estadual, a Finep já disponibilizou R$ 80,8 milhões em apoio a Alagoas entre 2023 e 2025, um crescimento de 507% em relação ao período anterior. Desse total, R$ 1,1 milhão refere-se a crédito, R$ 23,8 milhões à subvenção econômica e R$ 55,9 milhões ao apoio a Instituições Científicas e Tecnológicas (ICTs).

    Ossi Ferreira destacou que as regiões Sul e Sudeste ainda lideram os financiamentos, mas que o Nordeste precisa ampliar sua participação. Segundo ele, quando não são a fundo perdido, os recursos contam com taxa de 2,5% mais TR, significativamente inferior à Selic, atualmente em 15%, tornando o crédito mais atrativo. “O governo tem um foco claro: retomar a industrialização com base na inovação”, afirmou, citando a Nova Indústria Brasil (NIB) como estratégia alinhada às necessidades do país.

    Papel do Sistema FIEA

    O diretor de Tecnologia, Inovação e Sustentabilidade da FIEA, Júlio Zorzal, ressaltou que a iniciativa cria oportunidades para que empresas alagoanas desenvolvam a agenda da inovação.

    Ele destacou que o SENAI Alagoas conta com um HUB de Inovação e Tecnologia, na unidade do bairro do Poço, conectando os atores do ecossistema local e integrando a Rede SENAI de Inovação e Tecnologia em âmbito nacional. “O SENAI está à disposição para apoiar as empresas no desenvolvimento do projeto, desde a etapa de elaboração da proposta, execução e monitoramento”, informou.

    A analista de Sustentabilidade Industrial da FIEA, Marília Belo, apresentou a atuação do SENAI na promoção da inovação. A instituição oferece serviços tecnológicos, consultorias especializadas, apoio em pesquisa, desenvolvimento e inovação (PD&I), além de conectar empresas aos Institutos SENAI de Inovação e de Tecnologia, fortalecendo a competitividade industrial.

    Para obterem apoio nesta fase de submissão dos projetos, o e-mail de contato é [email protected].


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  • Setor produtivo de Alagoas manifesta preocupação com redução da jornada de trabalho

    Setor produtivo de Alagoas manifesta preocupação com redução da jornada de trabalho

    O setor produtivo alagoano divulgou um manifesto conjunto demonstrando preocupação com as propostas em tramitação no Congresso Nacional que preveem a redução da jornada semanal de 44 para 40 horas e o fim da escala 6×1. No documento, as entidades defendem que a discussão seja feita de forma equilibrada, considerando o cenário econômico e os desafios estruturais do país.

    O manifesto destaca que o Brasil ocupa, atualmente, a 91ª posição no ranking de produtividade por hora trabalhada da Organização Mundial do Trabalho (OIT), ficando atrás de países como Chile, Argentina e Cuba. Entre 1990 e 2024, o crescimento médio anual da produtividade brasileira foi de apenas 0,9%, segundo levantamento da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (FIEMG).

    De acordo com estudo da Confederação Nacional da Indústria (CNI), a redução da jornada para 40 horas pode elevar em até R$ 267,2 bilhões por ano os custos com empregados formais no país, o que representaria acréscimo estimado de até 7% na folha das empresas. No Nordeste, o impacto pode chegar a R$ 34,3 bilhões.

    Em Alagoas, o aumento de custos varia entre R$ 1,29 bilhão e R$ 1,93 bilhão, com elevação de até 6,3% nas despesas com pessoal. Os setores mais afetados seriam Construção Civil (14,1%), Agropecuária (13,7%), Comércio (13,4%) e Indústria de Transformação (12,5%), áreas intensivas em mão de obra e estratégicas para o emprego no estado. O Turismo também sentiria os efeitos, com custo adicional estimado em R$ 58,3 milhões no setor de alojamento e R$ 76,8 milhões no de alimentação.

    As entidades argumentam que, sem ganhos consistentes de produtividade, a elevação estrutural do custo da hora trabalhada pode pressionar micro e pequenas empresas, reduzir investimentos, ampliar a informalidade e comprometer a competitividade. O documento sustenta ainda que a Constituição já permite a redução da jornada por meio de negociação coletiva, respeitando as especificidades regionais e setoriais.

    Assinam o manifesto a Federação das Indústrias do Estado de Alagoas (FIEA); Federação do Comércio do Estado de Alagoas (Fecomércio); Federação da Agricultura do Estado de Alagoas (FAEAL); Federação das Associações Comerciais do Estado de Alagoas (Federalagoas); Federação dos Clubes de Diretores Lojistas (FCDL); Associação Comercial de Maceió (ACM); Associação Brasileira da Indústria Hoteleira (ABIH); e Associação do Comércio Atacadista e Distribuidor do Estado de Alagoas (ACADEAL); Associação dos Supermercados de Alagoas (ASA); Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel-AL); Maceió Convention & Visitors Bureau; e Associação das Empresas do Mercado Imobiliário de Alagoas (Ademi-AL).

    Entidades nacionais

    Nessa terça-feira (3), a Confederação Nacional da Indústria (CNI) e mais de 100 outras instituições do setor privado divulgaram um manifesto conjunto em favor da modernização da jornada de trabalho no Brasil. Para o setor produtivo, a discussão do tema deve levar em conta os princípios da preservação do emprego formal; da produtividade como base para a sustentabilidade e o desenvolvimento; da diferenciação por setor e uso da negociação coletiva; e da discussão técnica aprofundada.

    Leia na íntegra o manifesto das entidades produtivas alagoanas:

    Manifesto do Setor Produtivo alagoano sobre a redução da Jornada de Trabalho


    As entidades representativas do setor produtivo alagoano abaixo assinadas manifestam preocupação com as propostas em discussão no Congresso Nacional que tratam da redução da jornada de 44 para 40 horas e do fim da escala de trabalho 6×1.

    Não temos dúvida da importância de tratarmos de forma ampla e responsável sobre tempo de trabalho e qualidade de vida, mas entendemos que a discussão sobre o tema deve ser feita de forma equilibrada e responsável, atenta ao cenário de baixa produtividade que, ao lado de outros fatores, há anos impacta o crescimento econômico e o desenvolvimento social.

    O Brasil está hoje na 91ª posição no ranking de produtividade por hora trabalhada da Organização Mundial do Trabalho (OIT), abaixo de países vizinhos como Chile, Argentina e Cuba. Entre 1990 e 2024, o crescimento médio anual da produtividade no Brasil foi de apenas 0,9%, conforme pesquisa da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (FIEMG).

    Além disso, experiências internacionais de redução de jornada aconteceram em países com economias de alto nível de capital humano, forte investimento tecnológico e produtividade consolidada. O nosso país enfrenta infraestrutura logística deficitária, elevada carga tributária, complexidade regulatória e baixa qualificação média da força de trabalho, o que dificulta a competitividade com outras economias globais.

    A redução da jornada poderá gerar elevação do custo do trabalho, aumento dos preços de produtos e serviços, inflação, aceleração da automação com redução da mão de obra do trabalho sem planejamento e com consequente desemprego e até mesmo eventual queda na produção.

    Como efeitos colaterais, ainda é possível haver aumento da informalidade e da precarização das relações de trabalho e a possibilidade da ampliação indireta da carga de trabalho, porque, diante de eventual elevação do custo de vida e redução de oportunidades formais, muitos trabalhadores tendem a buscar atividades complementares, ocupando justamente as horas que deveriam representar ganho de qualidade de vida.

    Hoje a Constituição já oferece um modelo equilibrado ao fixar o limite de 44 horas semanais e permitir reduções por meio da negociação coletiva, respeitando as diferenças regionais e setoriais da economia brasileira. A jornada média efetivamente praticada no país já é inferior ao teto legal em diversos segmentos, resultado de acordos negociados e não de imposição normativa.

    Segundo estudo da Confederação Nacional das indústrias (CNI), a redução para 40 horas pode elevar em até R$ 267,2 bilhões por ano os custos com empregados formais na economia brasileira, representando acréscimo estimado de até 7% na folha das empresas.

    No Nordeste, o impacto pode alcançar R$ 34,3 bilhões, com aumento de até 6,1% nos gastos com pessoal. Em Alagoas, o acréscimo estimado varia entre R$ 1,29 bilhão e R$ 1,93 bilhão, com elevação de até 6,3% nos custos.

    Os setores mais afetados no estado seriam Construção Civil (14,1%), Agropecuária (13,7%), Comércio (13,4%) e Indústria de Transformação (12,5%), justamente áreas intensivas em mão de obra e fundamentais para o emprego local. Em Alagoas, há ainda um impacto relevante nas áreas ligadas ao Turismo, já que a redução da jornada pode representar um custo adicional de R$ 58,3 mi no setor de alojamento e R$ 76,8 mi no de alimentação. Nacionalmente, a Confederação Nacional de Comércio (CNC) estima que o acréscimo na folha de pagamento do Turismo seja de 26,9%.

    Sem ganhos consistentes de produtividade, a elevação estrutural do custo da hora trabalhada tende a pressionar micro e pequenas empresas, reduzir investimentos e ampliar riscos de informalidade e perda de competitividade.

    Reduzir a jornada pode ser um objetivo social desejável. Mas não deve ser tratado como atalho. O caminho responsável passa por fortalecer a negociação coletiva e criar as condições econômicas e produtivas que tornem essa transição viável no futuro, e não por antecipá-la por força de lei.


    Maceió (AL), 04 de março de 2026

    – Federação das Indústrias do Estado de Alagoas (FIEA)

    – Federação do Comércio do Estado de Alagoas (Fecomércio)

    – Federação da Agricultura do Estado de Alagoas (FAEAL)

    – Federação das Associações Comerciais do Estado de Alagoas (Federalagoas)

    – Federação dos Clubes de Diretores Lojistas (FCDL)

    – Associação Comercial de Maceió (ACM)

    – Associação Brasileira da Indústria Hoteleira (ABIH)

    – Associação do Comércio Atacadista e Distribuidor do Estado de Alagoas (ACADEAL)

    – Associação dos Supermercados de Alagoas (ASA)

    – Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel-AL)

    – Maceió Convention & Visitors Bureau

    – Associação das Empresas do Mercado Imobiliário de Alagoas (Ademi-AL)

    *Atualizada em 06/03/2026

  • SESI Alagoas leva 36 integrantes ao Festival SESI de Educação 2026, em São Paulo

    SESI Alagoas leva 36 integrantes ao Festival SESI de Educação 2026, em São Paulo

    O SESI Alagoas estará presente no Festival SESI de Educação 2026, que acontece desta quinta-feira (5) até domingo (8), na Fundação Bienal de São Paulo, no Parque Ibirapuera. A delegação viaja nesta terça-feira (3), garantindo organização logística e segurança durante toda a missão.

    Ao todo, 36 integrantes compõem a delegação: 26 estudantes e 10 colaboradores do Departamento Regional do SESI Alagoas. O grupo participará das competições e atividades formativas que integram a programação oficial do evento, considerado referência nacional nas áreas de educação, tecnologia e inovação.

    Alagoas será representada por três equipes do Polo de Robótica do SESI, vinculadas às escolas da rede e participantes das modalidades do programa FIRST. Integram a delegação as equipes SESI CAMBTEC (FLLC), SESI FTCAMB (FTC) e SESI SENAI BBTECH (FRC), que desenvolveram projetos alinhados à metodologia STEAM, unindo ciência, tecnologia, engenharia, artes e matemática.

    A equipe contará com suporte técnico e supervisão ao longo de toda a programação. Entre os profissionais confirmados estão o supervisor Eduardo Monteiro Cerqueira e os técnicos Joab de Almeida Leite, Matheus Antônio Lima dos Santos, Sandro Anderson Neris dos Santos e Gabriela Pereira de Moraes Toledo, além de outros colaboradores que completam o grupo.

    Com expectativa elevada, a delegação embarca levando na bagagem não apenas robôs e projetos, mas também o compromisso de representar Alagoas com excelência em um dos maiores palcos da educação tecnológica do país. Além da competição, os estudantes terão a oportunidade de vivenciar um ambiente de troca de experiências, inovação e protagonismo juvenil.

  • FIEA lança Mapa Estratégico da Indústria de Alagoas 2025–2032 durante o Gazeta Summit

    FIEA lança Mapa Estratégico da Indústria de Alagoas 2025–2032 durante o Gazeta Summit

    A Federação das Indústrias do Estado de Alagoas (FIEA) lançou, nesta segunda-feira (2), o Mapa Estratégico da Indústria de Alagoas 2025–2032, durante a 5ª edição do Gazeta Summit, realizada no Centro de Inovação Tecnológica, em Jaraguá. O documento vai orientar políticas públicas, investimentos e ações do setor produtivo nos próximos anos, com foco em inovação, sustentabilidade e aumento da competitividade.

    A apresentação do Mapa foi feita pelo diretor de Tecnologia, Inovação e Sustentabilidade Industrial da FIEA, Júlio Zorzal, ao lado do professor da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), Reynaldo Ferreira.

    O material consolida diagnósticos, metas e iniciativas estratégicas para fortalecer a indústria alagoana até 2032.“A FIEA busca, justamente, a agenda do futuro. O Mapa não é apenas um planejamento institucional, mas um direcionamento para todo o setor industrial, com prioridades claras em tecnologia, inovação, sustentabilidade e formação de capital humano”, afirmou Zorzal.

    Segundo ele, o documento foi construído com base em dados, escuta ativa e alinhamento com tendências nacionais e globais.

    O vice-presidente da FIEA, José da Silva Nogueira Filho, destacou que o lançamento marca um novo momento para a indústria local. “Estamos apresentando um instrumento de planejamento de longo prazo, que dialoga com as demandas do presente, mas olha firmemente para o futuro. A indústria precisa de previsibilidade e estratégia, e é isso que estamos propondo para Alagoas”, disse.

    Alagoas 2050

    Com o tema “Alagoas 2050 – Indústria, Comércio e Serviços: diagnóstico do presente e apostas para o futuro”, o evento reuniu empresários, gestores públicos, estudantes e profissionais da economia.

    A iniciativa foi promovida pela Organização Arnon de Mello (OAM), com apoio do Governo de Alagoas e da Assembleia Legislativa do Estado de Alagoas (ALE).

    No painel de abertura, o diretor-adjunto de Desenvolvimento Industrial, Inovação, Comércio e Serviços da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Mário Sérgio Telles, demonstrou preocupação com o ritmo de crescimento do país.

    Segundo ele, o Brasil vem crescendo 3,2% nos últimos anos, resultado de reformas que trouxeram avanços. No entanto, a CNI avalia que o potencial atual de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) é de 2,5%.

    “O crescimento acima desse patamar tem gerado pressão inflacionária, o que mantém uma taxa de juros asfixiante, hoje em 15%. Para este ano, nossa projeção é de 1,8% de crescimento”, afirmou.

    Para sustentar um crescimento mais robusto sem elevação dos juros, Telles defendeu três frentes: ajuste do cenário macroeconômico, com foco na responsabilidade fiscal; fortalecimento de políticas de desenvolvimento produtivo – como o programa Nova Indústria Brasil (NIB), que, segundo ele, deve ser uma política de Estado; e maior integração internacional, com redução do chamado custo-Brasil e ampliação de acordos comerciais, como o firmado com a União Europeia.

    Protagonismo regional

    O diretor-executivo da Gazeta de Alagoas, Luís Amorim, defendeu maior protagonismo do estado no cenário nacional. “Nós conseguimos ser protagonistas nos nossos próprios destinos. Não podemos ficar a reboque das agendas do Centro-Sul do país, e ficarmos aqui apenas sendo vistos como os últimos das prioridades. Precisamos emergir dessa forma, levar aos grandes debates profissionais qualificados, para criar uma agenda com começo, meio e fim até 2050”, afirmou.

    Amorim destacou diferenciais estratégicos de Alagoas, como o gás natural, a estrutura e a localização do Porto de Maceió e a malha rodoviária que facilita o escoamento da produção. “Nosso Estado aprendeu a transformar vocação natural em desenvolvimento econômico, desde o tempo da cana-de-açúcar. Ao projetarmos 2050, falamos de tecnologia, ciência aplicada, sustentabilidade e bioeconomia. Estamos falando de agregar valor ao que antes era subproduto e ampliar a competitividade internacional, com o etanol de terceira geração, por exemplo”, disse.

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  • FIEA debate Agenda Legislativa da Indústria 2026 com deputados federais

    FIEA debate Agenda Legislativa da Indústria 2026 com deputados federais

    A reunião mensal da diretoria da Federação das Indústrias do Estado de Alagoas (FIEA), realizada na manhã desta sexta-feira (27), teve como convidados os deputados federais por Alagoas Alfredo Gaspar (União) e Fábio Costa (PP). O encontro na Casa da Indústria Napoleão Barbosa, em Maceió, teve como foco a apresentação de pontos da Agenda Legislativa da Indústria 2026, conduzida pela superintendente de Relações do Trabalho da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Sylvia Lorena.

    A 31ª edição da Agenda Legislativa será lançada no dia 24 de março, em sessão solene conjunta do Congresso Nacional, em Brasília. O documento reúne 135 proposições – sendo 89 de interesse geral e 46 de interesse setorial – definidas a partir da participação de 153 entidades do setor produtivo.

    Entre as prioridades está o debate sobre a redução da jornada de trabalho. A indústria defende que eventuais mudanças na escala 6×1 sejam tratadas por meio de negociação coletiva, e não por imposição legal. O presidente da FIEA, José Carlos Lyra de Andrade, ressaltou que a definição da carga horária deve considerar as diferentes realidades econômicas. “A negociação é o melhor caminho, respeitando os diversos setores, sem comprometer a competitividade”, afirmou.

    Sylvia Lorena destacou que a discussão sobre a jornada é hoje a principal pauta da indústria no Congresso. “Embora o tema seja legítimo, é fundamental analisar os impactos econômicos e os dados de produtividade antes de qualquer decisão”, destacou.

    Impactos

    Estudos apresentados durante a reunião indicam que a redução da jornada de 44 para 40 horas semanais pode elevar os custos da indústria em até 11,1%, o equivalente a R$ 87,8 bilhões. No cenário de redução para 36 horas (escala 4×3), o aumento pode chegar a 25,1% nos custos com empregados formais, representando até R$ 178,8 bilhões. Dados do Ipea apontam que o custo médio do trabalho celetista pode subir entre 7,84% e 17,57%, a depender do novo limite semanal.

    Levantamentos também indicam possíveis reflexos sobre o Produto Interno Bruto (PIB). Estimativas da FGV/IBRE projetam queda potencial entre 6,2% e 11,3% no caso de redução para 36 horas. Já estudo da FIEMG aponta que a redução para 40 horas poderia gerar impacto negativo ainda maior no PIB e nos níveis de emprego.

    A apresentação destacou ainda que o Brasil ocupa a 100ª posição no ranking mundial de produtividade por empregado e a 91ª por hora trabalhada, segundo dados da OIT. Entre 1981 e 2024, a produtividade por trabalhador no país cresceu apenas 0,2% ao ano, em média.

    Discussão técnica

    O deputado Alfredo Gaspar afirmou acreditar que o relator da proposta sobre a jornada 6×1 na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), deputado Paulo Azi (União-BA), deve conduzir uma discussão técnica e responsável. Favorável ao encaminhamento e à ampla discussão da PEC da Redução do Trabalho, Alfredo Gaspar destacou que o debate precisa buscar um equilíbrio que proteja o emprego, garanta o descanso e a renda do trabalhador e preserve a capacidade produtiva do país. O parlamentar também defendeu reformas estruturais e a redução dos gastos públicos como medidas essenciais para o crescimento econômico.

    O delegado Fábio Costa reforçou a necessidade de aprofundar o debate com base em estudos técnicos e diálogo, para que eventuais mudanças não penalizem trabalhadores nem empresas.

    Além da questão trabalhista, a Agenda Legislativa da Indústria 2026 traz como eixos prioritários temas como regulamentação da inteligência artificial, reforma da Lei Geral de Concessões e das parcerias público-privadas (PPPs), modernização das normas de comércio exterior, tributação da renda corporativa, inovação e política industrial.

    Segundo a CNI, o objetivo é construir uma pauta voltada ao crescimento econômico, à segurança jurídica e ao fortalecimento da competitividade da indústria brasileira.

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  • IEL-AL divulga novas vagas de estágio e jovem aprendiz em Maceió e Arapiraca

    IEL-AL divulga novas vagas de estágio e jovem aprendiz em Maceió e Arapiraca

    O Instituto Euvaldo Lodi em Alagoas (IEL-AL) está com vagas abertas para estágio e jovem aprendiz nos municípios de Maceió e Arapiraca. As oportunidades abrangem estudantes do ensino médio, cursos técnicos e ensino superior, com bolsas que podem ultrapassar R$ 1 mil, além de auxílio-transporte.

    Em Maceió, as bolsas de estágio variam de R$ 535,33 a R$ 1.134,70, acrescidas de auxílio-transporte entre R$ 88,00 e R$ 146,00. Há vagas para estudantes dos cursos de Administração, Ciências Contábeis, Engenharia Civil, Análise e Desenvolvimento de Sistemas, Pedagogia, Química, além de áreas técnicas como Enfermagem, Mecânica, Administração e Saúde Bucal.

    Já em Arapiraca, as bolsas de estágio vão de R$ 500,00 a R$ 1.000,00, com auxílio-transporte entre R$ 100,00 e R$ 200,00. As oportunidades contemplam estudantes de Administração, Design, Marketing, Publicidade e Propaganda e Ensino Médio. O município também conta com uma vaga para jovem aprendiz, destinada a candidatos com ensino médio completo ou em andamento, com remuneração de R$ 811,36.

    Para concorrer a qualquer uma das vagas, os interessados devem realizar o cadastro no portal carreiras.iel.org.br/AL.