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  • SENAI Agreste Sertão investe em tecnologia para a área de Moda e reforça perfil empreendedor de Arapiraca

    SENAI Agreste Sertão investe em tecnologia para a área de Moda e reforça perfil empreendedor de Arapiraca

    Com aquisição de maquinário de ponta e novos cursos, unidade referência no interior alagoano fortalece a cadeia têxtil e cria oportunidades de geração de renda para a população

    Com o objetivo de fortalecer a cadeia produtiva do vestuário e impulsionar a geração de renda no interior de Alagoas, o SENAI Agreste Sertão, em Arapiraca, começa a expandir seu portfólio de cursos na área de Moda. A iniciativa foi viabilizada por um investimento de cerca de R$ 300 mil na aquisição de maquinário de última geração, um aporte que não apenas moderniza a infraestrutura da unidade de ensino, mas que se conecta diretamente à forte vocação empreendedora de uma das regiões mais importantes para a economia alagoana.

    Arapiraca, que já figura como o segundo município economicamente mais importante do estado, possui um perfil empresarial dinâmico e voltado para a criação de pequenos negócios. Dados recentes mostram que, até 2025, 48,2% das empresas registradas na cidade eram de Microempreendedores Individuais (MEIs), seguidas por 37,3% de microempresas. Apenas neste ano, os MEIs representaram 64,1% dos novos negócios abertos no município. Nesse cenário, o investimento do SENAI ganha ainda mais relevância, já que fornece a base técnica para que novos costureiros e estilistas criem suas próprias marcas, aumentem suas vendas e gerem empregos.

    Tecnologia para transformar negócios
    O ponto de partida dessa nova fase do SENAI Agreste Sertão está no lote de 30 novas máquinas de costura industrial reta eletrônica com refilador. Os equipamentos de ponta trazem inovações que facilitam diretamente a vida de quem pretende costurar para gerar renda.

    Com painéis touch screen de fácil programação e velocidade que chega a 5.000 rotações por minuto, o equipamento permite alternar o tamanho do ponto no meio da costura e traz motores de passo que garantem cortes de linha automáticos, nove pontos decorativos e retrocesso perfeito. Para o futuro empreendedor, isso se traduz em menos desgaste físico, baixíssimo ruído de operação, redução a zero da necessidade de manutenção e, o mais importante: um acabamento premium nas peças, o que agrega valor ao produto final e facilita a inserção no mercado.

    Com essa nova infraestrutura, os alunos terão a oportunidade de aprender na prática por meio de um portfólio renovado, que agora conta com os cursos de Corte e Costura, Costureiro, Confecção de Uniformes e Moda Íntima. Trata-se de uma formação completa, que une design, técnica e tecnologia para atender a um mercado promissor. Atualmente, o Nordeste brasileiro abriga um mercado consumidor de quase 50 milhões de habitantes e polos de confecção que produzem mais de 800 milhões de peças de vestuário por ano para consumo no Brasil e no mundo.

    Parceria institucional e impacto social
    A modernização da área de Moda foi conferida de perto pelo presidente da Federação das Indústrias do Estado de Alagoas (FIEA), José Carlos Lyra de Andrade, e pelo presidente do Sindicato das Indústrias do Vestuário do Estado de Alagoas (Sindivest), um dos 19 sindicatos ligados à FIEA, Francisco Acioli, que visitaram as instalações em Arapiraca.

    Para o presidente da FIEA, José Carlos Lyra de Andrade, a expansão reforça o compromisso da entidade com o desenvolvimento econômico descentralizado. “O papel da Federação das Indústrias é criar os meios para que a indústria alagoana cresça forte em todas as regiões. Investir na expansão do SENAI aqui em Arapiraca é garantir que a tecnologia e o conhecimento técnico cheguem a quem produz, fortalecendo a economia do agreste e do sertão e tornando nosso estado mais competitivo”, destacou.

    A sintonia com as necessidades do setor produtivo também foi celebrada por Francisco Acioli, presidente do Sindivest. “A indústria do vestuário exige, cada vez mais, acabamento perfeito e produtividade. Ofertar esses cursos aqui é fundamental para melhorar a qualidade da mão de obra nesse segmento. O empresário local precisa desse profissional capacitado, assim como o trabalhador precisa dessa oportunidade para crescer ou abrir sua própria confecção”, afirmou.

    Mais do que suprir demandas de mercado, a unidade atua como um transformador social em uma região ampla, atendendo tanto o agreste quanto o sertão alagoano, áreas onde o acesso ao ensino técnico é um divisor de águas. “Nossa missão é garantir que esse público, muitas vezes carente de uma oportunidade de aprendizado, tenha acesso a uma formação profissional de excelência”, explica Thiana Cysneiros, gerente do SENAI Agreste Sertão. “Com esses novos cursos e maquinários modernos, nós entregamos não apenas uma profissão, mas a dignidade e a perspectiva de um futuro onde eles possam ser donos de seus próprios negócios e transformar a realidade de suas famílias”, conclui.

  • FIEA, SESI e SENAI levam campanha contra riscos das Bets às indústrias de Alagoas

    FIEA, SESI e SENAI levam campanha contra riscos das Bets às indústrias de Alagoas

    Com teatro, orientação psicológica e informação por meio da cartilha Os Perigos das Bets, iniciativa teve lançamento na Origem Energia, em Pilar

    A Federação das Indústrias do Estado de Alagoas (FIEA), por meio do SESI e do SENAI, lançou nesta quinta-feira (3), em parceria com a Origem Energia, uma campanha educativa de prevenção aos riscos das apostas on-line, as chamadas Bets. Pioneira no estado em levar o tema diretamente ao ambiente de trabalho, a iniciativa teve sua largada na unidade da empresa em Pilar, a cerca de 35 quilômetros de Maceió, e deve alcançar outras indústrias e públicos no estado.

    A campanha utiliza a cartilha Os Perigos das Bets – Edição Indústria, desenvolvida pelo SESI e pelo SENAI em âmbito nacional, com linguagem simples e acessível. O material, que também ganhou versão para estudantes e que será distribuída nas escolas, aborda os impactos das apostas sobre saúde mental, finanças, relações familiares e desempenho profissional.

    O lançamento reuniu cerca de 100 trabalhadores e integra a programação do Setembro Amarelo da Origem, que, em 2026, tem como tema “Escutar é estar presente” e dedica especial atenção ao vício em jogos, incluindo as apostas on-line. A ação foi transmitida simultaneamente para as unidades Matriz, no Rio de Janeiro, e Tucano Sul, na Bahia. Ainda em setembro, ocorrerá presencialmente também na unidade da Origem Energia do Terminal Aquaviário (TAMAC), e em Furado, em São Miguel dos Campos.

    A iniciativa é lançada em um cenário em que o problema das Bets já ultrapassa a esfera financeira. Estimativas apontam que os danos associados às apostas e aos jogos de azar geram um custo social anual de R$ 38,8 bilhões no Brasil, dos quais R$ 30,6 bilhões estão relacionados à saúde. Em 2024, as famílias brasileiras movimentaram cerca de R$ 240 bilhões em apostas, segundo o Banco Central, enquanto o varejo deixou de faturar aproximadamente R$ 103 bilhões.

    Entre os jovens, os efeitos também atingem projetos de vida: levantamento da Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior (ABMES) indica que 34% dos brasileiros de 18 a 35 anos que pretendiam iniciar uma graduação em 2025 adiaram os planos em razão de gastos com apostas esportivas e jogos virtuais. Dados do INSS apontam ainda crescimento superior a 2.300% na concessão mensal de benefícios por incapacidade temporária relacionados à ludopatia entre junho de 2023 e abril de 2025.

    Para o presidente da FIEA, José Carlos Lyra de Andrade, não é mais possível tratar esse problema como algo distante da indústria ou da vida do trabalhador. “Quando uma pessoa perde o controle sobre as apostas, não perde apenas dinheiro: pode perder a tranquilidade, a convivência familiar, a capacidade de trabalhar e, em situações extremas, a própria perspectiva de futuro. Precisamos falar sobre isso com urgência, mas também com acolhimento, informação e responsabilidade”, afirmou.

    Teatro e orientação

    A programação na Origem Energia teve como destaque a apresentação da peça Um Caminho sem Volta, do Teatro Corporativo do SESI. A montagem retrata a trajetória de dois trabalhadores envolvidos com apostas esportivas e cassinos virtuais e mostra as consequências financeiras, emocionais, familiares e profissionais do comportamento abusivo.

    Antes da apresentação, a psicóloga Daniele Peixoto, da gerência de Saúde e Segurança para a Indústria do SESI, apresentou a palestra “Você está jogando ou sendo jogado?”, com orientações sobre os riscos das Bets, sinais de comportamento problemático e formas de prevenção e busca por apoio.

    Para a diretora de Saúde e Segurança para a Indústria, Cláudia Piatti, a abordagem preventiva é fundamental. “A indústria tem um papel importante na construção de ambientes de trabalho mais saudáveis. Falar sobre Bets é também falar sobre saúde mental, segurança, relações familiares e qualidade de vida. Nossa proposta é levar informação de maneira responsável, sem julgamentos, para que o trabalhador possa reconhecer os sinais e procurar ajuda antes que o problema se agrave”, destacou.

    Na avaliação do diretor de Qualidade, Segurança, Meio Ambiente, Saúde (QSMS) e Integridade da Origem Energia, Humberto Romanus, a campanha amplia o alcance de uma agenda que precisa ser tratada de maneira integrada. “A prevenção começa pela capacidade de escutar e de reconhecer que determinados comportamentos podem comprometer a saúde, as relações e a própria segurança das pessoas. Trazer esse debate para dentro da empresa é uma forma concreta de cuidar dos trabalhadores”, observou.

    Combinando teatro, orientação profissional e material educativo, o SESI está preparado para levar a campanha a outras empresas de Alagoas. O lançamento em Pilar representou, portanto, o primeiro passo de uma mobilização mais ampla no estado.

    O lançamento da campanha reuniu representantes das duas instituições e trabalhadores da Origem Energia. Pela FIEA, marcaram presença na ação, além do presidente José Carlos Lyra e do vice-presidente, José Nogueira Filho, o superintendente do SESI e diretor regional do SENAI, Carlos Alberto Paes; a diretora de Saúde e Segurança para a Indústria, Cláudia Piatti; a diretora Comercial e de Marketing, Irene Simões; a assessora de Relações Institucionais, Luiza Barreiros; a gerente Comercial, Mônica Vieira, e a gerente da unidade SESI Tabuleiro, Ianara Aguiar.

    Pela Origem Energia, participaram, além do diretor de QSMS e Integridade, Humberto Romanus, a gerente de Ativos, Selma Fontes, e o gerente executivo de Relações Institucionais, Ruan Santos.

    Albúm de fotos no Flickr

  • FIEA, SESI e SENAI levam campanha contra riscos das Bets às indústrias de Alagoas

    FIEA, SESI e SENAI levam campanha contra riscos das Bets às indústrias de Alagoas

    A Federação das Indústrias do Estado de Alagoas (FIEA), por meio do SESI e do SENAI, lançou nesta quinta-feira (3), em parceria com a Origem Energia, uma campanha educativa de prevenção aos riscos das apostas on-line, as chamadas Bets. Pioneira no estado em levar o tema diretamente ao ambiente de trabalho, a iniciativa teve sua largada na unidade da empresa em Pilar, a cerca de 35 quilômetros de Maceió, e deve alcançar outras indústrias e públicos no estado.

    O lançamento reuniu cerca de 100 trabalhadores e integra a programação do Setembro Amarelo da Origem, que, em 2026, tem como tema “Escutar é estar presente” e dedica especial atenção ao vício em jogos, incluindo as apostas on-line. A ação foi transmitida simultaneamente para as unidades Matriz, no Rio de Janeiro, e Tucano Sul, na Bahia. Ainda em setembro, ocorrerá presencialmente também na unidade da Origem Energia do Terminal Aquaviário (TAMAC), e em Furado, em São Miguel dos Campos.

    A iniciativa é lançada em um cenário em que o problema das Bets já ultrapassa a esfera financeira. Estimativas apontam que os danos associados às apostas e aos jogos de azar geram um custo social anual de R$ 38,8 bilhões no Brasil, dos quais R$ 30,6 bilhões estão relacionados à saúde. Em 2024, as famílias brasileiras movimentaram cerca de R$ 240 bilhões em apostas, segundo o Banco Central, enquanto o varejo deixou de faturar aproximadamente R$ 103 bilhões.

    Entre os jovens, os efeitos também atingem projetos de vida: levantamento da Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior (ABMES) indica que 34% dos brasileiros de 18 a 35 anos que pretendiam iniciar uma graduação em 2025 adiaram os planos em razão de gastos com apostas esportivas e jogos virtuais. Dados do INSS apontam ainda crescimento superior a 2.300% na concessão mensal de benefícios por incapacidade temporária relacionados à ludopatia entre junho de 2023 e abril de 2025.

    Para o presidente da FIEA, José Carlos Lyra de Andrade, não é mais possível tratar esse problema como algo distante da indústria ou da vida do trabalhador. “Quando uma pessoa perde o controle sobre as apostas, não perde apenas dinheiro: pode perder a tranquilidade, a convivência familiar, a capacidade de trabalhar e, em situações extremas, a própria perspectiva de futuro. Precisamos falar sobre isso com urgência, mas também com acolhimento, informação e responsabilidade”, afirmou.

    Teatro e orientação
    A programação na Origem Energia teve como destaque a apresentação da peça Um Caminho sem Volta, do Teatro Corporativo do SESI. A montagem retrata a trajetória de dois trabalhadores envolvidos com apostas esportivas e cassinos virtuais e mostra as consequências financeiras, emocionais, familiares e profissionais do comportamento abusivo.

    Antes da apresentação, a psicóloga Daniele Peixoto, da gerência de Saúde e Segurança para a Indústria do SESI, apresentou a palestra “Você está jogando ou sendo jogado?”, com orientações sobre os riscos das Bets, sinais de comportamento problemático e formas de prevenção e busca por apoio.

    Para a diretora de Saúde e Segurança para a Indústria, Cláudia Piatti, a abordagem preventiva é fundamental. “A indústria tem um papel importante na construção de ambientes de trabalho mais saudáveis. Falar sobre Bets é também falar sobre saúde mental, segurança, relações familiares e qualidade de vida. Nossa proposta é levar informação de maneira responsável, sem julgamentos, para que o trabalhador possa reconhecer os sinais e procurar ajuda antes que o problema se agrave”, destacou.

    Na avaliação do diretor de Qualidade, Segurança, Meio Ambiente, Saúde (QSMS) e Integridade da Origem Energia, Humberto Romanus, a campanha amplia o alcance de uma agenda que precisa ser tratada de maneira integrada. “A prevenção começa pela capacidade de escutar e de reconhecer que determinados comportamentos podem comprometer a saúde, as relações e a própria segurança das pessoas. Trazer esse debate para dentro da empresa é uma forma concreta de cuidar dos trabalhadores”, observou.

    A campanha utiliza a cartilha Os Perigos das Bets – Edição Indústria, desenvolvida pelo SESI e pelo SENAI em âmbito nacional, com linguagem simples e acessível. O material, que também ganhou versão para estudantes e que será distribuída nas escolas, aborda os impactos das apostas sobre saúde mental, finanças, relações familiares e desempenho profissional.

    Combinando teatro, orientação profissional e material educativo, o SESI está preparado para levar a campanha a outras empresas de Alagoas. O lançamento em Pilar representou, portanto, o primeiro passo de uma mobilização mais ampla no estado.

    O lançamento da campanha reuniu representantes das duas instituições e trabalhadores da Origem Energia. Pela FIEA, marcaram presença na ação, além do presidente José Carlos Lyra e do vice-presidente, José Nogueira Filho, o superintendente do SESI e diretor regional do SENAI, Carlos Alberto Paes; a diretora de Saúde e Segurança para a Indústria, Cláudia Piatti; a diretora Comercial e de Marketing, Irene Simões; a assessora de Relações Institucionais, Luiza Barreiros; a gerente Comercial, Mônica Vieira, e a gerente da unidade SESI Tabuleiro, Ianara Aguiar.

    Pela Origem Energia, participaram, além do diretor de QSMS e Integridade, Humberto Romanus, a gerente de Ativos, Selma Fontes, e o gerente executivo de Relações Institucionais, Ruan Santos.

    Em um estado que ainda precisa avançar em indicadores sociais e não pode desperdiçar oportunidades e nem recursos capazes de produzir melhoria concreta na vida da população, a iniciativa da FIEA estabelece uma frente de atuação que ultrapassa os limites tradicionais da atividade industrial. Ao reconhecer que saúde, segurança, educação, informação e bem-estar também fazem parte de um ambiente produtivo sustentável, a indústria assume seu papel como agente de transformação social.

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  • Coalizão latino-americana de energia limpa inicia atuação no Brasil a partir de Alagoas

    Coalizão latino-americana de energia limpa inicia atuação no Brasil a partir de Alagoas

    A Coalizão de Energia Limpa da América Latina (LACEC) inicia hoje (01/09) sua atuação no Brasil durante o evento “Diálogo sobre o futuro da energia limpa para a indústria do Brasil”, em Maceió. No encontro, a Federação das Indústrias do Estado de Alagoas (FIEA), o SENAI Alagoas e o WRI Brasil formalizam um Protocolo de Intenções para apoiar a implementação da iniciativa em Alagoas.

    Após o lançamento da iniciativa no México e na Colômbia, Alagoas inaugura a construção de uma agenda brasileira pela transição energética. A escolha do estado como ponto de partida responde ao peso do Nordeste no setor: a região concentra o maior potencial eólico e solar do país e um parque sucroenergético consolidado, com potencial de escala em bioenergia. O objetivo é ampliar o acesso do setor produtivo à energia limpa, competitiva e segura. Para isso, o encontro reúne representantes da indústria, instituições financeiras, desenvolvedores de projetos e poder público.

    Ponto de partida

    “Alagoas é o ponto de partida, o Nordeste é a escala natural desse trabalho e a ambição é nacional. A LACEC chega ao Brasil para aproximar esses atores e enfrentar, de forma prática, as barreiras que ainda limitam o acesso da indústria a energia limpa e competitiva. O que aprendermos aqui ajudará a construir as prioridades da coalizão para o país”, afirma Mirela Sandrini, diretora executiva do WRI Brasil.

    O protocolo prevê ações voltadas à produção de estudos, mobilização de parceiros, diálogo público-privado e desenvolvimento de soluções de mercado para a descarbonização industrial. A cooperação também abrange fontes como energia renovável, bioenergia, biometano, biocombustíveis avançados e hidrogênio de baixo carbono.

    Para José Carlos Lyra de Andrade, presidente da FIEA, a iniciativa permite transformar o potencial energético de Alagoas em oportunidades concretas para o setor produtivo. “Alagoas tem um grande potencial para contribuir com a transição energética e a assinatura deste protocolo representa um passo importante para transformar esse potencial em oportunidades concretas para a indústria. A partir da LACEC, vamos ampliar o diálogo, conectar empresas e instituições e a Rede SENAI de Inovação para desenvolver soluções sustentáveis que fortaleçam a competitividade do setor produtivo, ao mesmo tempo em que avançamos na agenda de descarbonização”, afirma.

    A parceria também dialoga com o Mapa Estratégico da Indústria de Alagoas 2025–2032, que identifica sustentabilidade, inovação e transição energética entre as prioridades para fortalecer a competitividade industrial no estado.

    Diálogo ajudará a construir prioridades para o Brasil

    Além da formalização da parceria e da apresentação da LACEC, a programação do encontro inclui painel técnico e mesas de debate com representantes da indústria, setor financeiro, desenvolvedores de projetos, especialistas e formuladores de políticas públicas.

    As discussões buscarão identificar, a partir da experiência concreta da indústria alagoana, quais são os principais gargalos e oportunidades para ampliar o acesso do setor produtivo a soluções de energia limpa no país. Entre os temas estão financiamento, infraestrutura, ambiente regulatório, desenvolvimento de projetos e condições para que novas soluções sejam técnica e economicamente viáveis.

    As contribuições levantadas durante o encontro vão subsidiar a construção das prioridades de atuação da LACEC no Brasil, tendo as experiências, os desafios e as oportunidades de Alagoas como ponto de partida. A proposta é que essa primeira experiência também ajude a orientar a expansão da iniciativa para os demais estados do Nordeste e para outros contextos industriais brasileiros.

    De Alagoas para a agenda internacional

    Os aprendizados do diálogo serão levados ao encontro da LACEC durante a Climate Week de Nova York, em 23 de setembro, conectando as discussões realizadas no Brasil às experiências da coalizão em outros países da América Latina.

    A Climate Week NYC 2026 acontece de 20 a 27 de setembro, paralelamente à Assembleia Geral das Nações Unidas, e reúne governos, empresas, investidores e organizações da sociedade civil para discutir soluções e compromissos relacionados à ação climática.

    Ao conectar a experiência de Alagoas debate regional, nacional e latino-americano, a iniciativa busca transformar desafios identificados pela própria indústria em uma agenda de soluções capaz de contribuir para uma indústria brasileira mais limpa, competitiva e preparada para a transição energética.

    Sobre o WRI Brasil

    O WRI Brasil trabalha para melhorar a vida das pessoas, proteger e restaurar a natureza e estabilizar o clima. Como uma organização de pesquisa independente, utilizamos nossos dados, expertise e alcance global para influenciar políticas públicas e catalisar mudanças em sistemas como alimentos, uso da terra e água; energia; e cidades.

    O WRI Brasil faz parte do World Resources Institute (WRI). Fundado em 1982, o WRI conta com mais de 2.000 colaboradores que trabalham em mais de uma dúzia de países-chave e com parceiros em mais de 50 nações.

  • Entidades do setor produtivo recebem JHC durante sabatina na FIEA

    Entidades do setor produtivo recebem JHC durante sabatina na FIEA

    Lideradas pela Federação das Indústrias do Estado de Alagoas (FIEA), entidades do setor produtivo receberam o candidato JHC, do PSDB, na manhã desta segunda-feira (31), na Casa da Indústria, em Maceió. O encontro marcou mais uma rodada de diálogo entre representantes da economia alagoana e candidatos ao Governo do Estado.

    A abertura foi conduzida pelo presidente da FIEA, José Carlos Lyra de Andrade, que ressaltou o papel do setor produtivo na construção de propostas para o desenvolvimento de Alagoas. Para o presidente da FIEA, apesar das transformações na comunicação eleitoral, e da presença da inteligência artificial, permanece a necessidade de propostas concretas. “Precisamos criar um ambiente para que a indústria, a agricultura e a pecuária, o comércio, os serviços, o turismo e os pequenos negócios possam crescer, investir e se tornar cada vez mais competitivos”, disse.

    Lyra também destacou que a “Agenda do Setor Produtivo para o Desenvolvimento Sustentável de Alagoas – 2026”, também entregue na semana passada ao candidato Renan Filho (MDB), foi construída de forma conjunta pela FIEA, Fecomércio, Federação da Agricultura do Estado de Alagoas (FAEAL), Federalagoas e Sebrae. O documento reúne propostas voltadas à melhoria do ambiente de negócios, segurança jurídica, infraestrutura, logística, qualificação profissional, inovação, tecnologia e atração de investimentos.

    Propostas

    Ao apresentar suas propostas, JHC defendeu uma relação permanente entre governo e iniciativa privada. “Estou pronto para governar Alagoas, para fazer o melhor governo da história do nosso estado. E estejam prontos para que a gente possa caminhar junto. Ninguém conhece mais de Alagoas do que vocês. O maior patrimônio que o nosso Estado tem são as pessoas”, afirmou.

    O candidato disse que pretende estabelecer um pacto com o setor produtivo, especialmente nas áreas de educação e formação profissional. Para ele, a qualificação da mão de obra é fundamental diante do avanço da automação e da inteligência artificial.

    Na área econômica, JHC afirmou que a reforma tributária exigirá uma nova estratégia para atrair e manter empresas no Estado. Entre as medidas citadas estão o uso dos recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento Regional, incentivos não fiscais e uma estrutura permanente de governança com participação do setor produtivo.

    “O setor produtivo vai ser fundamental nessas discussões”, declarou. Ele também defendeu a adoção de mecanismos de subvenção econômica para apoiar empresas instaladas em Alagoas e novos investimentos. 

    Infraestrutura

    Outro ponto destacado foi a infraestrutura. JHC citou a necessidade de ampliar estradas, melhorar a logística e garantir energia para atividades produtivas, principalmente no interior. Segundo ele, investimentos nessa área são essenciais para aumentar a produtividade e facilitar o escoamento da produção.

    No agronegócio, o candidato defendeu mais assistência técnica, tecnologia, insumos e melhoria das estradas vicinais. Também apontou a necessidade de fortalecer a patrulha rural e integrar as estruturas de segurança para ampliar a proteção no campo.

    Para o turismo, JHC propôs integrar os municípios e promover Alagoas como um destino único, aproveitando diferentes segmentos, como turismo cultural, religioso, gastronômico e de natureza. Ele citou a experiência de Maceió como referência para ampliar o tempo de permanência dos visitantes e distribuir os benefícios da atividade para outras regiões. “É um só o Estado e é uma só Alagoas”, afirmou ao defender uma estratégia integrada de promoção turística.

    Diálogo

    O candidato encerrou sua participação reforçando a importância do diálogo com as entidades empresariais. “Não há nada que nos mova, o mercado é confiança, política é confiança, iniciativa privada é confiança. A gente precisa dar as mãos”, declarou.

    Ao final, foram entregues materiais que reúnem diagnósticos e propostas para o desenvolvimento do Estado, reforçando a intenção das entidades de manter o diálogo com os futuros gestores de Alagoas.

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  • FIEA defende debate técnico sobre jornada e rejeita pressa em período eleitoral

    FIEA defende debate técnico sobre jornada e rejeita pressa em período eleitoral

    A Federação das Indústrias do Estado de Alagoas (FIEA) considera inadequada a tentativa de acelerar, em período eleitoral, a votação de propostas sobre redução da jornada e mudanças nas escalas de trabalho.

    A entidade reconhece a importância do debate, mas ressalta que alterações com impacto sobre trabalhadores, empresas, custos, empregos e competitividade exigem análise técnica, diálogo e avaliação cuidadosa, sem decisões apressadas.

    Para a FIEA, um tema de alcance nacional não deve ser submetido à urgência do calendário político. A Federação também destaca que os setores econômicos têm realidades distintas, o que pode gerar efeitos diferentes diante de mudanças generalizadas.

    Nesse contexto, defende a negociação coletiva para definir jornadas e escalas de acordo com as especificidades de cada atividade.

    A FIEA se soma à CNI e a outras entidades do setor produtivo em defesa de um debate amplo, responsável e tecnicamente fundamentado, conduzido sem pressa e com serenidade.

  • Sistema FIEA celebra histórias que se transformaram em uma vida de dedicação

    Sistema FIEA celebra histórias que se transformaram em uma vida de dedicação

    O Sistema FIEA celebrou, nesta sexta-feira (28), trajetórias de vida que se confundem com a própria história da instituição. Na edição 2026 do programa Joias do Sistema, colaboradores com 35 e 40 anos de dedicação foram homenageados, respectivamente, com as joias Safira e Ametista. A iniciativa reconhece profissionais que ajudaram a construir o Sistema ao longo de décadas.

    O programa começou em 2023 e cresceu para contemplar diferentes tempos de trajetória. “Uma instituição não chega longe se não tiver pessoas que gostem de estar nela, que tenham orgulho do que fazem e que sintam que fazem parte de alguma coisa maior”, afirmou o presidente da Federação das Indústrias do Estado de Alagoas (FIEA), José Carlos Lyra de Andrade.

    Atualmente, cerca de 90 colaboradores são reconhecidos, desde a Joia Bronze, destinada a quem completa cinco anos de casa, até a Ametista, voltada aos profissionais que ultrapassam quatro décadas no Sistema FIEA.

    Com 53 anos de casa, a colaboradora mais antiga em atividade da casa, Vanda Maria de Almeida Soriano, diz que a marca é resultado de uma relação construída com dedicação. Ela iniciou a carreira como auxiliar de apoio, passou pela sala de aula e pela gestão escolar antes de atuar na área de Segurança do Trabalho. “Tenho orgulho, porque sempre fiz com muito amor e amo o que faço até agora”, resumiu.

    A gerente de Desenvolvimento Empresarial, Inovação e Pesquisa, Eliana Sá, homenageada pelos 35 anos de casa, relembrou o início como estagiária e as oportunidades de formação profissional recebidas dentro do Sistema. Segundo ela, permanecer tanto tempo na instituição exige identificação com o trabalho. “Não dá para viver tanto tempo assim no Sistema sem gostar e sem ser grata. Eu sou muito apaixonada pelo que faço”, afirmou.

    Com 42 anos de casa, o advogado Djalma Maia Nobre definiu a homenagem como o reconhecimento de uma trajetória marcada por oportunidades, aprendizado e amizades. “E também a inserção do Sistema FIEA na comunidade pela sua seriedade, pela contribuição ao desenvolvimento de Alagoas e como destaque na nossa comunidade. Não são à toa os prêmios que a Federação e o Sistema têm conquistado ao longo do tempo e a posição de vanguarda que a instituição, capitaneada pelo doutor José Carlos, tem hoje, com o reconhecimento de toda a sociedade”, disse.

    A cerimônia também reservou espaço para as famílias. Flora, filha de Vanda, representou os familiares e destacou o exemplo deixado pela mãe ao longo de 53 anos de vida profissional. Em sua fala, ela ressaltou ainda que uma trajetória tão longa não é construída individualmente. O trabalho em equipe, segundo Flora, é fundamental e está por trás da longevidade alcançada por sua mãe e pelos demais homenageados no Sistema FIEA.

    O evento contou com as presenças do diretor regional do SENAI e superintendente do SESI Alagoas, Carlos Alberto Paes; do superintendente do IEL Alagoas, Hélvio Braga Vilas Boas; das diretoras de Gestão Estratégica, Nathália Romaguera, de SSI, Cláudia  Piatti, e de Comercial e Marketing, Irene Simões; do diretor de Tecnologia, Inovação e Sustentabilidade Industrial da FIEA/SENAI, Julio Zorzal; e da gerente executiva de Gente e Cultura Organizacional, Luciana Melo.

    Homenageados do Joias do Sistema FIEA – Edição 2026

    Joia Safira – 35 anos de dedicação ao Sistema FIEA

    – Ana Paula de Andrade Fonseca Duarte

    – Carlos Alberto Pacheco Paes

    – Eliana Maria de Oliveira Sá

    – Fernando José Ramos Macias

    – Israel Carvalho Rocha

    – João Correia da Silva

    – Omar de Oliveira Chagas

    – Solange Viana Verçosa

    – Zilda Rosa Ramos Barbosa

    Joia Ametista – 40 anos de dedicação ao Sistema FIEA

    – Ageval Rodrigues Doria

    – Artur Cesar Nogueira

    – Carolina Rosa de Carvalho Antunes

    – Cleonice Pereira da Silva

    – Djalma Mendonça Maia Nobre

    – Francisco de Assis Braga Soares

    – Hélvio Braga Vilas Boas

    – José Hilton Verçosa

    – José Medeiros de Aquino

    – Valquiria Marcia Crisostomo

    – Vanda Maria de Almeida Soriano

    – Walter Luiz Jucá Sá

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  • Setor produtivo recebe Renan Filho e reforça diálogo para o desenvolvimento de Alagoas

    Setor produtivo recebe Renan Filho e reforça diálogo para o desenvolvimento de Alagoas

    O setor produtivo de Alagoas recebeu, na manhã desta segunda-feira (24), o candidato ao Governo do Estado Renan Filho (MDB) para um diálogo sobre as prioridades e os caminhos para o desenvolvimento econômico de Alagoas. O encontro reuniu representantes da indústria, comércio, serviços, agricultura e instituições ligadas ao ambiente de negócios e faz parte da iniciativa A Indústria na Agenda dos Governadores, realizada pela FIEA em parceria com Fecomércio AL, FAEAL, FederAlagoas e Sebrae Alagoas.

    Na abertura do encontro, na Casa da Indústria, o presidente da Federação das Indústrias do Estado de Alagoas (FIEA), José Carlos Lyra de Andrade, destacou a importância do diálogo entre o setor produtivo e os candidatos, ressaltando que a participação empresarial contribui para a construção de políticas públicas alinhadas às necessidades da economia alagoana. “Precisamos criar um ambiente para que a indústria, a agricultura e a pecuária, o comércio, os serviços, o turismo e os pequenos negócios possam crescer, investir e se tornar cada vez mais competitivos”, disse.

    Durante a conversa, Renan Filho afirmou que seu plano de governo ainda está em construção e será atualizado ao longo da campanha, após diálogos como o ocorrido na Casa da Indústria. Segundo ele, as discussões com a sociedade e, especialmente, com os setores produtivos, devem contribuir para o aperfeiçoamento das propostas. “Meu plano de governo está sendo debatido e vai sofrer atualizações. Nós vamos incorporar algumas propostas”, afirmou o candidato, acrescentando que pretende promover novas atualizações periodicamente, a partir das contribuições recebidas durante a campanha.

    A reforma tributária esteve entre os principais temas debatidos. Renan Filho defendeu a reformulação do Conselho Estadual de Desenvolvimento Econômico e Social (Conedes), com uma governança participativa para definir a aplicação dos recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento Regional. A proposta, segundo ele, deve priorizar infraestrutura, qualificação profissional, fortalecimento de polos industriais, aquisição de áreas e investimentos voltados aos diferentes segmentos da economia.

    O candidato também destacou a educação como elemento estratégico para o crescimento econômico. “A expansão da atividade industrial precisa estar acompanhada da formação de pessoas inovadoras e capacitadas para aproveitar as oportunidades geradas pelo desenvolvimento econômico”, disse.

    Na área de segurança pública, Renan Filho afirmou que pretende avançar sobre os resultados já alcançados e defendeu o uso de inteligência, tecnologia e sistemas de monitoramento. Também se comprometeu com a criação de uma estrutura especializada de policiamento rural e com o fortalecimento da segurança jurídica para o setor produtivo e para os proprietários rurais. “Vou atuar como um garantidor da propriedade privada, sem abandonar as lutas sociais do Brasil”, frisou.

    Sobre turismo, apontou a integração regional e a melhoria da infraestrutura como estratégias para ampliar a permanência dos visitantes em Alagoas. Entre as prioridades citadas estão obras de ligação entre destinos turísticos e investimentos que facilitem a circulação pelo Estado. “Precisamos fazer obras de infraestrutura para integrar as áreas turísticas e para aumentar a permanência do turista em Alagoas com experiências novas”, afirmou.

    O candidato também defendeu maior participação das empresas locais nas compras públicas. Ele afirmou preferir contratos descentralizados, que permitam a participação de fornecedores de diferentes portes, e citou experiências adotadas em sua gestão anterior, como a autonomia das escolas para aquisição de merenda e fardamento.

    Ao final do encontro, Renan Filho recebeu um exemplar da Agenda do Setor Produtivo para o Desenvolvimento Sustentável de Alagoas, entregue pelo presidente da FIEA, José Carlos Lyra de Andrade, e o Estudo de Complexidade Econômica de Alagoas, entregue pelo diretor-superintendente do Sebrae Alagoas, Domício Silva. Os documentos reúnem diagnósticos, propostas e informações estratégicas para subsidiar o debate sobre o desenvolvimento econômico do Estado.

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  • CNI e FIEA apresentam estudo para ampliar reuso de água na indústria em Alagoas

    CNI e FIEA apresentam estudo para ampliar reuso de água na indústria em Alagoas

    A Confederação Nacional da Indústria (CNI) e a Federação das Indústrias do Estado de Alagoas (FIEA) apresentaram, durante o 7º Congresso de Engenharia das Alagoas (7º CEA), um estudo que propõe ampliar o uso de efluentes tratados como fonte de água para a indústria. A apresentação foi conduzida por Mário Cardoso, gerente de Recursos Naturais da CNI, e Júlio Zorzal, diretor de Tecnologia, Inovação e Sustentabilidade Industrial da FIEA.

    O trabalho consolida estudos desenvolvidos pela CNI desde 2017 e apresenta uma metodologia atualizada para identificar onde o reuso de água pode ser técnica e economicamente viável. A publicação reúne análises realizadas entre 2017 e 2025 em nove estados brasileiros e na Região Metropolitana de São Paulo.

    “Em vez de você despejar todo o esgoto tratado no curso d’água e a empresa ter que recorrer ao corpo d’água para captar a água necessária para as suas atividades, esse próprio esgoto tratado recebe um outro tratamento para se adequar à necessidade da empresa”, explicou Mário Cardoso.

    Segundo ele, a metodologia considera, principalmente, a proximidade entre as estações de tratamento (ETE) e as indústrias, a quantidade de efluente disponível e a demanda das empresas. “Tem uma série de critérios que você analisa para ver se existe ou não a viabilidade”, afirmou.

    O estudo representa uma evolução do trabalho iniciado há oito anos em parceria com O centro Internacional de Referência em Reúso de Água da Universidade de São Paulo (CIRRA/USP). “A gente vem fazendo esse trabalho desde 2017, são oito anos de desenvolvimento e aprendizado”, disse Cardoso. A nova publicação reúne os aperfeiçoamentos incorporados ao longo desse período e foi preparada para também ser aplicada em outros países da América do Sul.

    Potencial de Alagoas

    Em Alagoas, a análise identificou áreas com diferentes níveis de potencial para o reuso industrial. O estudo aponta, por exemplo, a Região de Tabuleiros do Sul, onde estão municípios como Teotônio Vilela, Coruripe e São Miguel dos Campos, como uma área de forte demanda industrial por água.

    Teotônio Vilela aparece ainda em um dos estudos de caso da CNI. O levantamento avaliou uma estrutura capaz de produzir água de reuso para atendimento de atividades industriais. O investimento estimado no cenário analisado é de R$ 35,7 milhões.

    Outro caso envolve o Polo Industrial José Aprígio Vilela, em Marechal Deodoro, com uma proposta de atendimento da demanda de água não potável do polo a partir de uma futura estação de tratamento de esgoto em Pilar.

    Para Cardoso, porém, a identificação de uma oportunidade não significa que o projeto será automaticamente implantado. “Analisamos o potencial de reúso, sua viabilidade. Ainda temos que elaborar o projeto e buscar linhas de financiamento”, explicou.

    Ele destacou ainda a importância de criar condições para que os projetos avancem. Segundo o gerente da CNI, a entidade trabalha também na busca por mecanismos de financiamento e conseguiu incluir o reúso entre as atividades financiadas pelo Fundo Nacional sobre Mudança do Clima (“Fundo Clima”), operado pelo BNDES.

    A responsabilidade pela implantação, segundo Cardoso, envolve diferentes atores. “A partir da análise quanto à viabilidade, o poder público local e a empresa concessionária pelo serviço têm elementos para a tomada de decisão”, afirmou.

    Trabalho é alinhado à estratégia da FIEA

    Na avaliação de Júlio Zorzal, o estudo está alinhado às estratégias de sustentabilidade defendidas pela indústria alagoana. “A expectativa nossa é muito positiva porque ela conecta com a agenda de sustentabilidade da Federação, dentro da agenda de baixo carbono e recursos naturais”, afirmou.

    Zorzal também destacou a possibilidade de o trabalho estimular investimentos no estado. “A expectativa nossa é que isso acaba mobilizando investimentos locais, inclusive nas políticas voltadas para o saneamento e também para reúso de efluentes aqui no estado.”

    A metodologia da CNI utiliza o método ETE-Usuário e o Índice de Aptidão de Reúso (IAR) para apontar áreas com maior potencial. A proposta é oferecer informações que possam orientar empresas, gestores públicos e companhias de saneamento na elaboração de futuros projetos.

    Para Cardoso, além de representar uma alternativa para a indústria, o reúso pode contribuir para reduzir a pressão sobre os mananciais e compor a estratégia para adaptação à mudança do clima. “Com a utilização de fontes alternativas de recursos hídricos, como o reúso, a industría garante segurança hídrica para suas atividades e reduz os conflitos pela utilização de água a partir dos corpus d’água”, afirmou, ao citar a disputa pelo uso da água e os efeitos de eventos climáticos extremos.

    A apresentação ocorreu durante o 7º CEA, realizado pelo Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Alagoas (Crea-AL), no Centro Cultural e de Exposições Ruth Cardoso, em Maceió. O congresso também marca os 70 anos do Clube de Engenharia de Alagoas.

    O documento está disponível aqui.

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  • FIEA participa da abertura do Salão do Imóvel Ademi 2026 em Maceió

    FIEA participa da abertura do Salão do Imóvel Ademi 2026 em Maceió

    A Federação das Indústrias do Estado de Alagoas (FIEA) participou, na noite dessa quinta-feira (20), da abertura oficial do Salão do Imóvel Ademi 2026, no Centro de Convenções de Maceió. Representando a entidade, o 1º vice-presidente da FIEA e presidente do Sindicato da Indústria da Construção do Estado de Alagoas (Sinduscon-AL), José da Silva Nogueira Filho, destacou a importância do evento para a construção civil e para toda a cadeia produtiva ligada ao mercado imobiliário.

    “O Salão do Imóvel cria um ambiente que aproxima empresas, consumidores e investidores, fortalece a geração de negócios e mostra a força da construção civil e do mercado imobiliário de Alagoas”, afirmou José Nogueira. Segundo ele, a parceria entre Sinduscon-AL e Associação das Empresas do Mercado Imobiliário de Alagoas (Ademi-AL), realizadora do evento, reforça o compromisso das entidades com o desenvolvimento do setor.

    “Temos uma cadeia produtiva muito ampla, que gera emprego, renda e oportunidades. Um evento dessa dimensão dá visibilidade a esse potencial e proporciona um espaço importante para que as empresas apresentem seus empreendimentos e para que o público encontre diferentes possibilidades de compra e investimento”, acrescentou.

    SENAI apresenta soluções para a construção civil

    O SENAI Alagoas também está presente no Salão com um estande voltado à apresentação de serviços de tecnologia, inovação e consultoria para empresas. A proposta é mostrar que a instituição pode atuar de forma integrada, oferecendo diferentes soluções conforme as necessidades de cada negócio.

    Batizado de “Espaço SENAI 360”, o espaço permite aos visitantes conhecer possibilidades nas áreas de automação de processos e soluções digitais, metrologia, ensaios, calibração e consultorias voltadas à produtividade, entre outras. A ideia é oferecer uma jornada de soluções, e não apenas serviços isolados.

    No local, o SENAI colocou um café para que as pessoas consigam fazer networking e em, todos os dias, temos alguém do Hub SENAI, de Soluções Digitais e consultoria para atender ao público. Os visitantes também podem preencher um diagnóstico no estande. A partir das informações, o SENAI poderá identificar demandas e apresentar soluções adequadas a cada empresa.

    Salão reúne 2.713 imóveis

    Com uma programação que segue até o próximo domingo (23), o Salão do Imóvel Ademi 2026 reúne 2.713 unidades imobiliárias, que representam aproximadamente R$ 2,67 bilhões em Valor Geral de Vendas (VGV).

    São apartamentos, studios, salas comerciais e lojas, com preços que variam de R$ 316,8 mil a R$ 10 milhões. Os empreendimentos estão distribuídos por diferentes regiões de Maceió e também por municípios como Barra de São Miguel e São Miguel dos Milagres. Participam desta edição as construtoras V2, Telesil, Record, Markup, Rocha e Moura Dubeux.

    Além da exposição de imóveis, o evento conta com a Arena Ademi, espaço para até 500 pessoas destinado a palestras, workshops e atrações de entretenimento. A programação é realizada em parceria com o LIDE Alagoas. O acesso à área de exposição imobiliária é gratuito durante os quatro dias do evento. A programação da Arena Ademi possui ingressos próprios.

    Para José Nogueira, a dimensão do Salão demonstra a força do mercado imobiliário alagoano e sua capacidade de gerar negócios e movimentar diferentes segmentos da economia. “A realização do Salão contribui diretamente para o desenvolvimento econômico do nosso Estado e fortalece um setor que gera emprego, renda e oportunidades em toda a sua cadeia produtiva”, ressaltou.

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