A Federação das Indústrias do Estado de Alagoas (FIEA) realizou nesta quarta-feira (8), na Casa da Indústria, em Maceió, a reunião de abertura do Grupo de Trabalho em Baixo Carbono e Recursos Naturais, órgão propositor da Federação para questões relacionadas à economia de baixo carbono, à redução de emissões de gases de efeito estufa (GEE), à economia circular e à gestão sustentável de recursos naturais.
Reunidos na FIEA, os integrantes do GT foram recebidos pelo vice-presidente da Federação, José da Silva Nogueira Filho, pelo diretor de Tecnologia, Inovação e Sustentabilidade Industrial, Julio Zorzal, e pelo superintendente do Instituto Euvaldo Lodi (IEL), Helvio Braga Villas Boas. “Esse GT configura uma grande oportunidade, porque o tema da descarbonização é essencial para a indústria brasileira”, afirmou o vice-presidente José Nogueira. Ele lembrou a necessidade de posicionar Alagoas nesse contexto. “Nosso maior objetivo é preparar as empresas alagoanas para a agenda do futuro”, disse.
Indústrias estratégicas
Formado por indústrias estratégicas e organizações setoriais, o Grupo de Trabalho contou com a presença de representantes das empresas Solar Coca-Cola, Pointer, Usina Coruripe, Usina Pindorama, Usina Santo Antônio, Equatorial Energia, Intercement, Mineração Vale Verde, Telesil Engenharia, BRK Ambiental, Braskem, Usina Caeté e Algás. Integram o grupo, ainda, Veolia e Origem. A Universidade Federal de Alagoas (Ufal) também compareceu à reunião. “Participar desse GT é muito importante, porque a academia precisa dialogar com a indústria”, enfatizou Reynaldo Rubem Ferreira Jr., professor do mestrado em Economia Aplicada e do Programa de Pós-Graduação em Propriedade Intelectual e Transferência de Tecnologia para a Inovação.
Para Diego Souza, engenheiro ambiental da Equatorial, o GT tem o papel fundamental de promover discussões em torno das possibilidades de descarbonização. “A Equatorial tem todo interesse em manter essa discussão viva e em contribuir para alcançar mais e melhores resultados”, pontuou. Engenheira química, Janaína Maria da Silva, coordenadora do Sistema de Gestão da Qualidade e Segurança de Alimentos da Usina Santo Antônio, destacou a oportunidade, proporcionada pelo GT, de compartilhar experiências sobre o segmento. “Nós desenvolvemos muitas ações sustentáveis na usina, e vai ser um momento bastante significativo promover esse compartilhamento. Vamos aprender muito”, afirmou.
Evento sobre ESG
Diretor de Tecnologia, Inovação e Sustentabilidade Industrial da FIEA, Julio Zorzal lembrou que o marco inicial do GT se deu em 2024, com a realização do evento Conectando o Futuro: Avançando com ESG na Indústria, que trouxe especialistas a Maceió para discutir políticas de ESG. “Foi o início de todo o debate em torno da descarbonização”, observou. Para ele, a FIEA tem papel preponderante na construção de um modelo de produção que leve em conta quatro pilares – economia circular, transformação digital, energias renováveis e bioeconomia. “Com a abertura desse GT, nós reforçamos o compromisso com a articulação dos interesses das indústria, funcionando como um canal de defesa de interesses com um recorte de acordo com as nossas especificidades”, reiterou.
Criado para apoiar a indústria alagoana na transição para uma economia de baixo carbono, o uso responsável de recursos naturais e a adoção de práticas de economia circular, o GT atuará de acordo com os preceitos do Mapa Estratégico da Indústria de Alagoas (2025-2032), da Nova Indústria Brasil (NIB) e do Plano Clima.
O calendário de atividades do grupo prevê quatro encontros ao longo de 2026. “Esse GT é, acima de tudo, colaborativo”, explicou Marília Belo, analista de Sustentabilidade Industrial da FIEA. Ela ressaltou a oportunidade que os integrantes do fórum terão de imprimir possibilidades de mudança em toda a cadeia de valor envolvida na produção. “Não se trata apenas de olhar para as indústrias e identificar ações possíveis, porque até os fornecedores dessas empresas devem estar inseridos nessas ações”, finalizou. O próximo encontro do Grupo de Trabalho em Baixo Carbono e Recursos Naturais será realizado em julho.















