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  • Moda do Agreste reafirma força criativa e industrial da moda alagoana

    Moda do Agreste reafirma força criativa e industrial da moda alagoana

    Arapiraca voltou a ocupar, nesta quarta-feira (19), lugar de destaque no cenário da moda alagoana com o lançamento da terceira edição do Inspire-se: Moda do Agreste. Realizado no Escritório Comedoria, o evento reuniu empreendedores, estilistas, criadores e representantes de instituições para valorizar a produção regional, fortalecer conexões e ampliar oportunidades de negócios. A iniciativa é promovida pelo Sebrae Alagoas, com participação do Sindicato da Indústria do Vestuário do Estado de Alagoas (Sindivest) e da Federação das Indústrias do Estado de Alagoas (FIEA) e patrocínio do SENAI Alagoas.

    Criado para dar visibilidade à produção de moda do Agreste e estimular a aproximação entre quem cria, produz, comercializa e apoia o desenvolvimento do setor, o Inspire-se chega à terceira edição consolidado como uma plataforma de integração da cadeia produtiva. A trajetória do evento acompanha a evolução da própria percepção sobre a moda produzida no interior de Alagoas. Mais do que uma expressão da economia criativa, o segmento se consolida como uma cadeia capaz de articular design, produção, comércio, cultura, tecnologia, qualificação e geração de renda.

    Esse potencial ganha relevância diante da dimensão do mercado nordestino, que reúne quase 50 milhões de habitantes e importantes polos de produção de vestuário. A região já ultrapassa a marca de 800 milhões de peças produzidas anualmente, atendendo aos mercados interno e externo. Em Alagoas, fortalecer essa cadeia significa ampliar a capacidade de transformar identidade cultural e criatividade em valor econômico, emprego e competitividade.

    Preparando empresas para novos mercados

    O presidente da FIEA, José Carlos Lyra de Andrade, destacou o papel da iniciativa na preparação das empresas para novos desafios. “Essa terceira edição consolida uma trajetória. O Inspire-se: Moda do Agreste é uma preparação das indústrias da moda desta região para a participação no Minas Trend, criando um ambiente de inspiração, qualificação e troca de experiências para que novas empresas também possam aproveitar essa vitrine, gerar negócios e conquistar novos mercados”, apontou.

    Para José Carlos Lyra, a competitividade do segmento depende de um conjunto de fatores que ultrapassa a criação e que envolve elementos como modelagem, padronização, desenvolvimento de coleções, gestão, sustentabilidade, acesso a mercados e qualificação profissional. “Temos bons exemplos dos resultados desse trabalho. A trajetória de sucesso da participação de Alagoas no Minas Trend, ao longo dos últimos 20 anos, está diretamente ligada à forte atuação do Sindivest e a uma parceria que reúne o Sebrae, a FIEA e o SENAI”, afirmou.

    O presidente do Sindivest Alagoas, Francisco Acioli, ressaltou a importância da articulação institucional para dar visibilidade aos profissionais da região. “Arapiraca já poderia ser vitrine da moda há muito tempo. Aqui existem grandes profissionais, mas a falta de apoio dificultava a vida. Hoje eles podem contar com o apoio de instituições que fortalecem o setor, e assim conseguem resistir às dificuldades e se mostrar. O Inspire-se prova que aqui tem talento e capacidade para competir lá fora”, observou.

    Conhecimento, tendências e conexões

    A programação da edição 2026 mantém a proposta de integração e qualificação. O Festival de Moda Inspire-se será realizado no dia 26 de setembro, no Espaço Renê, com oficinas práticas e teóricas sobre pintura em tecido, modelagem e costura, internacionalização para a moda e ferramentas de realidade aumentada (AR). A programação também contará com desfile de moda, sorteio de uma peça autoral e premiação dos participantes do desfile.

    A proposta é reforçar uma característica que acompanha o Inspire-se desde sua criação: apresentar a moda do Agreste como atividade econômica capaz de gerar valor, ampliar mercados e projetar novos talentos.

    O diretor técnico do Sebrae Alagoas, Keylle Lima, destacou a importância da iniciativa e da articulação entre as instituições parceiras. “Arapiraca precisava de um evento de grande porte no segmento da moda, e o Sebrae se orgulha de liderar esse projeto. Agradeço demais ao Sindivest, por ser um grande entusiasta da moda, e à Federação das Indústrias, porque parceria é parceria, e essa é uma das mais importantes que temos conduzido aqui na região”, pontuou.

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  • FIEA participa do 7º Congresso de Engenharia das Alagoas, que debate inovação e Indústria 5.0

    FIEA participa do 7º Congresso de Engenharia das Alagoas, que debate inovação e Indústria 5.0

    O vice-presidente da Federação das Indústrias do Estado de Alagoas (FIEA), José da Silva Nogueira Filho, participou, nesta quinta-feira (20), da solenidade de abertura do 7º Congresso de Engenharia das Alagoas (7º CEA), no Centro Cultural e de Exposições Ruth Cardoso, em Maceió. Com o tema “Inovação e Indústria 5.0: o Papel da Engenharia na Nova Economia”, o congresso reúne, até sábado (22), profissionais, estudantes, empresas e especialistas para discutir os desafios e as oportunidades da transformação tecnológica.

    Representando o setor produtivo, José Nogueira destacou a importância da engenharia para o fortalecimento da indústria e para a construção de uma economia mais competitiva e sustentável. “Eventos como o Congresso de Engenharia das Alagoas são fundamentais para alinharmos o nosso potencial produtivo às demandas da nova economia. A engenharia é a espinha dorsal da inovação, e é por meio desse diálogo técnico e estratégico que conseguiremos impulsionar a Indústria 5.0 em nosso estado, garantindo eficiência, sustentabilidade e maior competitividade para a indústria nordestina”, afirmou.

    Presidente do Sindicato da Indústria da Construção do Estado de Alagoas (Sinduscon-AL), o vice-presidente da FIEA também ressaltou a importância do setor da construção civil. “A construção civil é um dos segmentos mais importantes da indústria alagoana, pela sua capacidade de gerar empregos, movimentar uma extensa cadeia produtiva e participar diretamente da transformação das cidades”, disse.

    Para Nogueira, a amplitude da programação demonstra como a engenharia está diretamente relacionada às transformações econômicas e sociais. “É muito importante ver a engenharia discutindo não apenas obras e infraestrutura, mas também inteligência artificial, transformação digital, sustentabilidade, ESG, saneamento, inovação, formação profissional e os novos desafios das cidades e da indústria”, acrescentou.

    Entre os destaques da programação, os participantes conferiram, já na abertura, a palestra magna “Inovação Industrial 5.0: o Papel da Engenharia na Nova Economia”, ministrada pela gerente de Desenvolvimento e Inovação Industrial da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Paula Nadai. A agenda inclui ainda debates sobre sustentabilidade, eficiência, tecnologia, ESG, produção acadêmica e profissional e integração entre empresas, instituições de ensino e profissionais.

    Realizado pelo Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Alagoas (Crea-AL), o congresso também marca os 70 anos do Clube de Engenharia de Alagoas (CEA), fundado em 1956. A celebração reforça a trajetória de uma instituição que mantém intenso diálogo e parceria com o Crea-AL e que, ao longo de sete décadas, contribui para o desenvolvimento da engenharia em Alagoas.

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  • Projeto Fala Indústria aproxima estudantes do universo industrial com maratona de inovação

    Projeto Fala Indústria aproxima estudantes do universo industrial com maratona de inovação

    Estudantes das escolas SESI Centro, SESI Benedito Bentes e do Colégio Contato participaram, na manhã desta quarta-feira (19), de uma experiência de aproximação com o setor produtivo durante uma ação do projeto “Fala Indústria”, realizada na Escola SENAI Poço, em Maceió. A iniciativa do SESI conecta o ambiente escolar ao contexto da indústria, estimulando o pensamento crítico, o trabalho em equipe e o protagonismo dos jovens.

    A programação colocou os estudantes em contato com profissionais da indústria, que apresentaram desafios enfrentados no cotidiano do setor. A partir dessas experiências, os alunos participaram de uma imersão em formato de hackathon e foram convidados a desenvolver, em grupos, ideias e soluções para os problemas apresentados.

    Segundo a coordenadora de Educação Básica do SESI Alagoas, Marseille Lessa, a proposta é estimular os jovens a enxergarem a indústria também como um espaço para criação e transformação. “Eles estão escutando industriários falando dos problemas que enfrentam no dia a dia da indústria. Depois desses momentos, os meninos vão propor soluções para aqueles problemas. Esse momento é importante para instigar essa juventude, para que eles pensem sobre a indústria e proponham soluções”, afirmou.

    O projeto integra conteúdos trabalhados em sala de aula, a Matriz do Enem e conceitos relacionados à Indústria 4.0. A escolha do SENAI para sediar a etapa final ocorreu justamente pela estrutura e pela expertise da instituição em inovação e tecnologias aplicadas à indústria.

    O supervisor de Ciências Humanas do SESI Alagoas, Ronald Damasceno, afirma que a atividade representa uma conexão entre diferentes dimensões da formação dos estudantes. “É um projeto que vai fazer uma conexão entre a sala de aula, a Matriz Enem e a Indústria 4.0”, explicou.

    Durante a programação, os estudantes também participaram de uma visita guiada ao Hub SENAI. A proposta foi estimular a criação coletiva de soluções, com os alunos trabalhando em equipes. Os grupos foram formados de maneira mista, reunindo estudantes das diferentes instituições. A dinâmica não teve caráter de competição entre escolas, mas de colaboração, com foco na troca de conhecimentos e na construção conjunta de ideias.

    A expectativa é que a experiência contribua para despertar novas vocações e aproximar os jovens das possibilidades profissionais e empreendedoras existentes na indústria, fortalecendo a conexão entre educação, inovação e desenvolvimento do setor produtivo.

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  • Centelha 3 alcança maior número de inscrições em Alagoas e fica entre os maiores do Brasil

    Centelha 3 alcança maior número de inscrições em Alagoas e fica entre os maiores do Brasil

    A terceira edição do Programa Centelha alcançou um marco inédito em Alagoas. Com 1.423 ideias cadastradas, a iniciativa registrou o maior número de propostas entre as três edições realizadas no estado, superando a marca de 1.234 inscrições registrada na primeira edição.

    O resultado também coloca Alagoas entre os estados com maior participação no Centelha 3 em todo o país. O estado alcançou o segundo maior número de inscrições desta edição nacionalmente, ficando atrás apenas do Espírito Santo.

    Além do volume de propostas, a terceira edição ampliou o alcance territorial do programa em Alagoas. As inscrições envolveram empreendedores de 78 municípios, mostrando a presença da iniciativa em diferentes regiões do estado. Ao longo da mobilização, 3.556 empreendedores foram cadastrados na plataforma do programa.

    Executado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Alagoas (Fapeal), o Centelha busca estimular a criação de empreendimentos inovadores e transformar ideias em produtos, serviços e negócios. Nesta edição, o SENAI Alagoas atua como instituição aceleradora, contribuindo para a preparação e o desenvolvimento das propostas selecionadas.

    O analista de Inovação do SENAI Alagoas, Talmany Leite, afirma que os números refletem tanto o alcance da mobilização quanto o interesse dos empreendedores alagoanos em transformar ideias inovadoras em negócios.  “O resultado do Centelha 3 mostra uma evolução muito significativa do programa em Alagoas. Para o SENAI, participar como instituição aceleradora significa contribuir para que essas ideias avancem e tenham cada vez mais condições de chegar ao mercado”, afirma.

    Próximas etapas

    Com o encerramento das inscrições na segunda-feira (17), as propostas seguem agora para a etapa de avaliação. De acordo com o cronograma do edital, até 200 ideias serão classificadas para a segunda fase e, ao final do processo, até 47 projetos poderão ser aprovados para contratação. O resultado preliminar está previsto para 29 de setembro, enquanto a divulgação final dos projetos selecionados está programada para janeiro de 2027.

    Os projetos aprovados poderão receber até R$ 80 mil em subvenção econômica, além de até R$ 50 mil em bolsas de fomento tecnológico e extensão inovadora do CNPq. O programa também oferece capacitações e suporte para o desenvolvimento das soluções.

  • Escola SESI Centro promove segunda edição do Soletrando da EJA

    Escola SESI Centro promove segunda edição do Soletrando da EJA

    A Escola SESI Centro realizou a segunda edição do Soletrando da EJA, atividade que reuniu estudantes das turmas C25 e D25 do Ensino Médio durante as oficinas da Competência 02. A iniciativa promoveu um momento de aprendizado, concentração e integração, com foco no desenvolvimento da leitura, do vocabulário e da comunicação.

    Nesta edição, o tema foi “Histórias do cotidiano brasileiro: entre crônicas e contos”, a partir das obras “O Homem Trocado” e “Beijos e Abraços”, de Luís Fernando Veríssimo; “A Última Crônica”, de Fernando Sabino; e do conto “A Cartomante”, de Machado de Assis.

    Ao final da competição, Janderson conquistou o primeiro lugar. Elizete ficou em segundo, enquanto Andressa terminou na terceira colocação. Para os participantes, a atividade também foi uma oportunidade de colocar em prática conhecimentos desenvolvidos em sala de aula.

    Estudante da EJA Ensino Médio, Vanessa Padilha destacou a experiência e o acolhimento recebido desde que ingressou na escola, no Ensino Fundamental – Anos Finais. “Minha experiência aqui na EJA foi incrível, desde o início. Uma experiência maravilhosa que eu queria que acontecesse há muito tempo”, relatou Vanessa. Sobre o Soletrando, ela afirmou que participar já representava uma conquista. “Não pensei, em nenhum momento, desistir. Sei que só de tentar, para mim, já foi uma vitória”.

    A estudante também ressaltou a contribuição dos professores para sua trajetória. “São todos incríveis, maravilhosos, têm muito o que nos ensinar e muito eu aprendi e ainda estou aprendendo”, afirmou.

    EJA SESI

    A Educação de Jovens e Adultos do SESI oferece uma proposta diferenciada para quem precisa concluir o Ensino Médio conciliando os estudos com as atividades do dia a dia. O curso é realizado de forma on-line, com um encontro presencial por semana, e conta com tutores preparados para fazer o Reconhecimento de Saberes, metodologia exclusiva do SESI, que reconhece e certifica os saberes dos estudantes.

    Dessa forma, conhecimentos adquiridos no trabalho, na família e em outras experiências são incorporados ao processo de aprendizagem, contribuindo para reduzir o tempo necessário para a conquista do certificado. Os encontros semanais acontecem na Escola SESI Centro, localizada na Rua General Hermes, 485, das 18h30 às 21h.

  • Professores do SESI participam de formação para fortalecer pesquisa científica nas escolas

    Professores do SESI participam de formação para fortalecer pesquisa científica nas escolas

    As Escolas SESI Centro e SESI Benedito Bentes receberam professores orientadores do projeto “Cultura Científica em Movimento” para uma formação voltada ao desenvolvimento da pesquisa científica e ao fortalecimento do protagonismo dos estudantes no ambiente escolar.

    A capacitação teve como foco o alinhamento da metodologia que será aplicada ao longo do projeto e a preparação dos docentes para acompanhar os alunos em todas as etapas da pesquisa, desde a elaboração das propostas até a execução dos trabalhos.

    A formação foi conduzida pela professora doutora Jadriane de Almeida Xavier, docente e pesquisadora do Instituto de Química e Biotecnologia da Universidade Federal de Alagoas (UFAL). Durante os encontros, os professores aprofundaram conhecimentos e discutiram estratégias para orientar os estudantes na construção e no desenvolvimento de projetos científicos.

    A programação também reuniu professores da Escola Massa, instituição municipal localizada no bairro Cidade Universitária que segue o mesmo padrão de ensino do SESI. A participação possibilitou a troca de experiências e o compartilhamento de práticas pedagógicas entre os profissionais.

    Segundo a coordenadora pedagógica da Rede SESI Alagoas, Marseille Lessa, a formação é importante para qualificar a atuação dos professores como orientadores. “Com isso, o SESI cria condições para que os estudantes desenvolvam projetos de pesquisa com maior autonomia, participação e envolvimento com a produção do conhecimento”, destacou.

  • Lidera AL reúne lideranças femininas e prepara nova etapa para fortalecer negócios em Alagoas

    Lidera AL reúne lideranças femininas e prepara nova etapa para fortalecer negócios em Alagoas

    Cerca de 20 empresárias estiveram reunidas na última sexta-feira (14), na Casa da Indústria, em Maceió, para marcar a nova etapa do Projeto Lidera AL – Mulheres que Moldam a Indústria com Sabor & Estilo, iniciativa que busca ampliar a participação feminina na liderança empresarial e fortalecer a atuação de mulheres na indústria alagoana. Apoiado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), o projeto, desenvolvido pelo Instituto Euvaldo Lodi (IEL), foi selecionado em primeiro lugar no Edital Lidera, entre 21 propostas apresentadas por federações de todo o país.

    O encontro teve como objetivo aproximar as empresárias que participarão da iniciativa e apresentou a estratégia que será desenvolvida até dezembro. O projeto prevê o mapeamento de 40 empresárias industriais nas regiões Leste, Agreste e Sertão, além de ações de capacitação, mentorias, formação de uma rede de lideranças, rodadas de negócios e a realização da 1ª Feira Lidera AL Mulheres.

    “Estamos aqui na Casa da Indústria, com mais de 20 mulheres que foram convidadas para o lançamento do Projeto Lidera AL”, explicou a gerente de Desenvolvimento Empresarial do IEL, Eliana Sá, na abertura do encontro. Segundo ela, serão realizadas 13 ações até dezembro, incluindo capacitações, identificação de lideranças femininas, formação de mentoras, mentorias, exposição de produtos e rodada de negócios.

    Eliana pontua que a iniciativa parte de um diagnóstico que evidencia a necessidade de ampliar a presença feminina no comando dos negócios. Em Alagoas, 33% das empresas são comandadas por mulheres, percentual inferior à média nacional de 34,4%. “Muitas empreendedoras ainda enfrentam dificuldades de acesso a mercados, crédito, tecnologia e gestão, e é nesse sentido que o Lidera AL certamente fará a diferença”, ela observa.

    O projeto prioriza os segmentos de moda (incluindo têxtil, confecção, vestuário, bijuterias, calçados e bolsas) e alimentos e bebidas, setores nos quais a presença feminina tem se destacado e que apresentam potencial de geração de valor, emprego e renda.

    Construção coletiva

    Para a representante de Alagoas no Fórum Nacional da Mulher Empresária (FNME) e vice-presidente da Federação das Indústrias do Estado de Alagoas (FIEA), Lucinha Peixoto, o encontro representa o começo de uma construção coletiva. “Foi uma satisfação muito grande recebermos, aqui na Federação, essas mulheres empreendedoras e empresárias. Elas responderam a um chamamento importante, porque o Lidera representa uma possibilidade muito grande de crescimento, de expansão”, afirmou.

    A próxima fase prevê a seleção de 12 mulheres, quatro de cada mesorregião, para integrar o futuro Comitê de Mulheres Empresárias da FIEA, estrutura que terá vínculo com o FNME. O grupo deverá contar ainda com representantes institucionais e terá regimento interno e plano estratégico trienal. “Nas próximas reuniões, nós vamos começar a fazer um trabalho junto com todas elas”, destacou Lucinha. “Espero que esse encontro de hoje seja o primeiro de muitos”, acrescentou.

    Além da governança, o Lidera AL prevê a formação de 10 mentoras âncoras, capazes de multiplicar conhecimentos e experiências, e a realização de três grupos de mentorias voltados a competências como estratégia, inteligência, negociação, liderança, cultura e delegação.

    Participação ampla

    A agenda do Lidera AL também será desenvolvida no interior de Alagoas, o que já começou a ser feito com o encontro, em 12 de agosto último, na Câmara Municipal de Arapiraca, que reuniu cerca de 30 lideranças femininas. A proposta estabelece a participação de empresárias das três mesorregiões alagoanas, com mínimo de dez representantes no Leste, dez no Agreste e dez no Sertão, ampliando a capilaridade da iniciativa e enfrentando a fragmentação territorial que dificulta o acesso a redes de negócios.

    Ao longo dos seis meses de execução, o projeto prevê ainda a realização da 1ª Feira Lidera AL Mulheres, com estandes segmentados por setor e região, e uma rodada business to business (B2B) com compradores de hotelaria, varejo, comércio eletrônico, plataformas digitais e distribuidores.

    Mais do que uma programação de capacitação, o Lidera AL pretende deixar uma estrutura permanente de representação feminina na indústria alagoana, conectando empresárias ao Sistema Indústria e criando uma rede capaz de transformar conhecimento, relacionamento e protagonismo em competitividade e novas oportunidades de negócios.

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  • SENAI Alagoas abre 15 vagas gratuitas para formação de eletricista industrial em Arapiraca

    SENAI Alagoas abre 15 vagas gratuitas para formação de eletricista industrial em Arapiraca

    O SENAI Alagoas recebe, até o próximo dia 25, inscrições para o preenchimento de 15 vagas gratuitas no curso de Eletricista Industrial, em Arapiraca. A formação presencial é resultado de uma parceria com a Agreste Saneamento e representa uma oportunidade para quem busca qualificação profissional e um primeiro passo para ingressar ou se reposicionar no mercado de trabalho. As inscrições são gratuitas e devem ser feitas exclusivamente pela internet.

    Com 180 horas de duração, o curso será realizado no período noturno, das 19h às 22h, no SENAI Agreste Sertão. As aulas começam em 1º de setembro. Para participar, é necessário ter pelo menos 18 anos, Ensino Fundamental completo, disponibilidade para frequentar as aulas presenciais e acesso a computador ou notebook com internet para eventuais atividades on-line.

    Mais do que uma formação específica, a qualificação pode funcionar como porta de entrada para o setor industrial. Ao oferecer conhecimentos profissionais em uma área diretamente relacionada à operação e à manutenção de instalações e equipamentos, o curso contribui para ampliar o repertório técnico de quem ainda busca a primeira oportunidade ou pretende conquistar novas possibilidades de atuação.

    A seleção será feita pela ordem de inscrição. Serão convocados os 15 primeiros candidatos que cumprirem todas as exigências previstas no edital. A relação dos selecionados e dos candidatos em lista de espera será publicada no site do SENAI Alagoas em 26 de agosto. A confirmação da matrícula ocorrerá nos dias 27 e 28 de agosto.

    Para se inscrever, o candidato deve preencher o formulário on-line disponibilizado pelo SENAI Alagoas e anexar cópias legíveis de RG, CPF, comprovante de residência e comprovante de escolaridade, que deve atestar a conclusão do Ensino Fundamental. O edital estabelece ainda frequência mínima de 75% e nota superior a 6,0 na avaliação de desempenho para aprovação e obtenção do certificado.

    Formação alinhada ao mercado

    A iniciativa também reforça a estratégia do SENAI Alagoas de aproximar a formação profissional das necessidades concretas do setor produtivo. A parceria com a Agreste Saneamento amplia esse vínculo ao associar a qualificação de novos profissionais a uma empresa que atua diretamente em uma área essencial da infraestrutura regional.

    A Agreste Saneamento, empresa do Grupo Iguá, opera em parceria público-privada com a Companhia de Saneamento de Alagoas (Casal) no tratamento e abastecimento de água de 10 municípios do Agreste alagoano, entre eles Arapiraca, Craíbas e Igaci. A operação beneficia cerca de 400 mil habitantes e envolve estruturas como estações de tratamento, sistemas adutores e equipamentos tecnológicos utilizados no abastecimento da região.

    A parceria entre as duas instituições não é inédita. Em fevereiro deste ano, SENAI e Agreste Saneamento concluíram uma formação gratuita de Operador de Estações de Tratamento de Água e Efluentes que qualificou 13 alunos em Arapiraca para atuação na operação e no controle de sistemas de captação, tratamento e distribuição de água.

    Veja como participar

    As inscrições para o curso de Eletricista Industrial ficam abertas até 25 de agosto de 2026. O candidato deve ter 18 anos ou mais, Ensino Fundamental completo e disponibilidade para estudar no período noturno, presencialmente, em Arapiraca. A inscrição é gratuita e deve ser realizada pelo formulário indicado no edital (acesse no link).

    Os candidatos precisam acompanhar as publicações e eventuais comunicados do processo seletivo no site do SENAI Alagoas. As aulas terão início em 1º de setembro, no SENAI Agreste Sertão, localizado na rua Engenheiro Camilo Collier, 520, no bairro da Primavera. Transporte e alimentação não serão fornecidos pelo SENAI Alagoas ou pela Agreste Saneamento.

  • IEL fortalece a liderança das mulheres empresárias em Arapiraca

    IEL fortalece a liderança das mulheres empresárias em Arapiraca

    Com a chegada do Projeto Lidera Alagoas a Arapiraca, o fortalecimento da liderança feminina no mundo dos negócios ganha um novo capítulo no estado. Após o lançamento em Maceió, a iniciativa do Instituto Euvaldo Lodi (IEL), desenvolvida a partir de uma demanda do Fórum Nacional de Mulheres Empresárias (FNME), foi apresentada nessa quarta-feira (12) em reunião na Câmara Municipal, com o objetivo de mobilizar mulheres que empreendem, lideram empresas e buscam ampliar a capacidade de seus negócios no setor industrial, em especial nos segmentos de moda, alimentos e bebidas.

    A escolha de Arapiraca considera a relevância econômica do município e a força de seu ambiente empresarial. Dados do Observatório Setorial Territorial do Sebrae mostram que a cidade tinha 22.058 empresas ativas em maio de 2026 e 59.326 trabalhadores no mercado formal em 2025. Desse total, 46,5% eram mulheres, evidenciando a expressiva participação feminina na economia local.

    Ambiente favorável ao empreendedorismo

    Representante de Alagoas no FNME e vice-presidente da Federação das Indústrias do Estado de Alagoas (FIEA), a empresária Lucinha Freire Peixoto recebeu cerca de 30 empreendedoras no encontro, que contou ainda com a participação da secretária municipal de Políticas para a Mulher, Paula Tainá; do secretário municipal de Desenvolvimento Econômico e Turismo, Hibernon Cavalcante Albuquerque; e da gerente de Desenvolvimento Empresarial do IEL, Eliana Sá.

    “Nós não poderíamos ter escolhido melhor a cidade para dar continuidade ao nosso projeto”, afirmou Lucinha. Segundo ela, a construção de uma rede de apoio é fundamental para fortalecer trajetórias e ampliar a presença das mulheres nos negócios. “A gente pode ajudar as mulheres de modo mais direto, mais objetivo. Com esse apoio, certamente as iniciativas serão fortalecidas, e isso representa um ganho para todo mundo”, acrescentou.

    O perfil empresarial de Arapiraca reforça esse potencial. Entre as empresas registradas até 2025, 48,2% eram Microempreendedores Individuais (MEIs), 37,3% microempresas e 6,93% empresas de pequeno porte. Em 2025, os MEIs representaram 64,1% dos novos negócios abertos no município, enquanto as microempresas responderam por 27,4%. “Esse panorama confirma a vocação empreendedora da nossa cidade e mostra um caminho que pode e deve ser percorrido pelas mulheres de todos os segmentos”, destacou Paula Tainá.

    Liderança para gerar conexões

    É nesse cenário que o IEL amplia sua atuação como indutor do desenvolvimento empresarial. O Lidera AL reúne ações de identificação das lideranças femininas do setor industrial, mobilização territorial, mapeamento de desafios, capacitação em liderança e gestão, além de rodadas de negócios e exposições, criando um ambiente de troca de experiências, formação e conexão entre empresárias.

    A proposta ganha relevância diante da participação feminina na economia alagoana. Embora as mulheres representem mais da metade da população, apenas 33% dos negócios no estado são comandados por elas, segundo dados apresentados pelo IEL. No país, a média é de 34,4%. “Daí a importância do Lidera AL, um movimento que começou há cerca de um ano e vem crescendo em função do perfil empreendedor das mulheres aqui”, afirmou Eliana Sá. Para ela, a iniciativa representa uma oportunidade de fortalecer trajetórias e ampliar o protagonismo feminino no setor produtivo.

    Criado a partir de uma proposta apresentada por Lucinha Peixoto ao FNME, o projeto foi acolhido e aprimorado pelo IEL Alagoas e ganhou dimensão nacional com o apoio da Confederação Nacional da Indústria (CNI). Vale ressaltar que o projeto apresentado em Arapiraca concorreu com todo o Brasil e foi classificado em primeiro lugar no edital da CNI. A primeira edição oferece 15 vagas gratuitas para empresárias alagoanas em temas de gestão, além de 10 vagas para a formação de mentoras.

    Ao chegar a Arapiraca, o Lidera AL amplia o acesso de empresárias do interior a formação, mentoria e redes de relacionamento que historicamente se concentram nos grandes centros. Mais do que uma capacitação, a iniciativa propõe a construção de uma rede capaz de transformar experiências, conexões e conhecimento em novas possibilidades de crescimento para os negócios e para a economia regional.

  • Estudantes do SESI levam projeto de tecnologia assistiva para teste em campo

    Estudantes do SESI levam projeto de tecnologia assistiva para teste em campo

    Estudantes da Base do Sapiens Lab e da Iniciação Científica da Escola SESI Centro participaram de uma visita técnica à ONG Vale do Sol, no Benedito Bentes, em Maceió. A atividade proporcionou aos alunos uma experiência prática sobre agroecologia, agricultura familiar, desenvolvimento sustentável e inovação no campo.

    A programação contou com profissionais convidados de outro município e aproximou os estudantes de práticas desenvolvidas diretamente no campo. Um dos destaques foi a validação do projeto “Ergoenxada: Tecnologia Assistiva Mecanizada para Redução do Esforço Físico na Agricultura Familiar”.

    Desenvolvido pelas alunas Júlia Mariana Alves da Silva, do 3º ano, e Shayonara Barros Lima dos Santos, do 2º ano A, sob orientação da professora Andrea Silva Souza, o projeto busca utilizar a tecnologia para tornar o trabalho agrícola menos desgastante e mais acessível. “A Ergoenxada nasceu de uma pergunta muito simples: como podemos utilizar a tecnologia para tornar o trabalho na agricultura familiar menos desgastante e mais acessível? A partir disso, desenvolvemos uma ferramenta mecanizada para reduzir o esforço físico e tornar o trabalho mais ergonômico”, explica Júlia.

    Durante a visita, as alunas conversaram com um agroflorestor, conheceram suas práticas e identificaram possibilidades de aplicação da ferramenta em sistemas de multicultura e agroflorestais. Outro aprendizado foi compreender a importância de considerar o meio ambiente no desenvolvimento de tecnologias para o campo.

    “Percebemos que o solo é um sistema vivo, cheio de relações e processos que sustentam a vida. Por isso, uma tecnologia voltada para a agricultura precisa respeitar o ambiente onde será utilizada”, afirma Shayonara.

    Teste com agricultores

    A etapa de validação contou com agricultores familiares com comorbidades, mobilizados pela ONG. Eles testaram o protótipo e contribuíram com avaliações e sugestões para o aprimoramento da pesquisa. “Conseguimos observar o comportamento da ferramenta em uma situação real de trabalho, avaliar seu potencial e identificar pontos que ainda precisam ser aprimorados. Esse contato direto com o usuário transforma o protótipo em uma tecnologia com propósito”, destaca Júlia.

    A experiência também permitiu conhecer a realidade de um assentamento urbano legalizado e ouvir histórias de pessoas que trabalham para preservar a terra e produzir de forma sustentável. O projeto está alinhado aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU, especialmente às ODS 2, de Fome Zero e Agricultura Sustentável; ODS 3, de Saúde e Bem-Estar; e ODS 10, de Redução das Desigualdades.

    Para as estudantes, a visita mostrou que a pesquisa científica pode ultrapassar os limites da escola e responder a necessidades reais. “A ciência pode sair da sala de aula, chegar ao campo e nascer do diálogo com quem realmente vive o problema. A Ergoenxada é uma tentativa de aproximar tecnologia, sustentabilidade e conhecimento popular para criar uma solução com impacto na vida dos trabalhadores da agricultura familiar”, conclui Shayonara.