Autor: Wagner Oliveira

  • Aliança entre FIEA, SESI e FIEC busca fortalecer a sustentabilidade na Indústria alagoana

    Aliança entre FIEA, SESI e FIEC busca fortalecer a sustentabilidade na Indústria alagoana

    A Federação das Indústrias do Estado de Alagoas (FIEA), por meio do Serviço Social da Indústria (SESI/AL), deu início, nessa terça-feira (08/06), a uma parceria estratégica com a Federação das Indústrias do Estado do Ceará (FIEC) voltada ao desenvolvimento de produtos sustentáveis com base nos princípios ESG (ambiental, social e de governança). O marco inicial foi a visita da gestora do Núcleo ESG da FIEC, Alcileia Farias, à Casa da Indústria, em Maceió, onde promove uma capacitação com lideranças da FIEA.

    A colaboração tem como meta estruturar um programa de certificação de práticas sustentáveis da indústria alagoana, contribuindo para o fortalecimento da cultura empresarial responsável e inovadora no estado. “Nós iniciamos, hoje, uma parceria para capacitação e consultoria em ESG, tendo como referência o trabalho já consolidado da FIEC. Essa troca de conhecimento vai gerar diagnósticos e planos de ação para impulsionar negócios sustentáveis em Alagoas”, disse Kledson Cavalcante, coordenador de Segurança do Trabalho do SESI/AL.

    A gestora Alcileia Farias ressaltou a importância da cooperação entre federações industriais como estratégia para acelerar a agenda da sustentabilidade no setor produtivo nacional. Segundo ela, o que se pretende com a parceria entre Alagoas e Ceará é mais do que compartilhar uma metodologia, é oferecer um modelo de governança orientado para o futuro.

    “A FIEC vem compartilhar um conhecimento que, para nós, é muito caro: a certificação de práticas sustentáveis no setor industrial. A FIEA exerce um papel fundamental na disseminação de conhecimento e no alinhamento dos sindicatos à agenda global de desenvolvimento sustentável. Não se trata apenas de uma prática, mas de uma transformação de mentalidade: de como fazemos negócios, de como produzimos, de como impactamos a sociedade”, ressaltou.

    Segundo Alcileia, o que a FIEA está fazendo em Alagoas, por meio do programa de ESG lançado há pouco mais de um ano, já é uma referência. “Encontramos uma instituição com posicionamento firme, com políticas estruturadas e um compromisso autêntico com o ESG. Instituir um programa próprio, com diagnóstico e plano de ação para as empresas, é uma ação concreta que ultrapassa a gestão e se transforma em legado”, disse.

    A diretora de Saúde e Segurança para Indústria (SSI) do SESI/AL, Cláudia Piatti, também destacou as ações contínuas alinhadas ao ESG realizadas pela FIEA. “A indústria tem um papel transformador na sociedade. Aqui em Alagoas, estamos construindo uma nova cultura empresarial baseada na sustentabilidade, com resultados expressivos que apontam para um futuro mais equilibrado e promissor”, disse.

    Piatti também reforçou que a parceria entre as federações visa não apenas à qualificação das empresas, mas, também, a geração de valor para o setor industrial, alinhando crescimento econômico com responsabilidade em governança, social e ambiental.

  • Sistema FIEA certifica lideranças e reforça compromisso com o futuro sustentável da indústria

    Sistema FIEA certifica lideranças e reforça compromisso com o futuro sustentável da indústria

    Com foco no futuro da Indústria alagoana, o Sistema FIEA está ampliando a qualificação de suas lideranças com certificações em ESG. O termo, sigla em inglês para Environmental, Social and Governance, traduz-se em práticas que valorizam a responsabilidade ambiental, o impacto social e a boa governança corporativa.

    Nove profissionais do SESI e do SENAI já receberam a Certificação Profissional em Liderança em ESG (CPESG) e outros cinco estão em processo de certificação. O curso é oferecido pelo LEC Certification Board, em parceria com a FGV Projetos, e tem validade de dois anos.

    A certificação é resultado de um movimento iniciado em 2024, quando a instituição estruturou uma frente de qualificação em ESG voltada a setores-chave como Educação, Gente & Cultura, Mercado, Comunicação, Observatório da Indústria, Serviços Compartilhados e Governança.

    O objetivo é formar lideranças com capacidade de implementar e gerir estratégias alinhadas aos princípios ambientais, sociais e de governança, reforçando a posição do Sistema FIEA como referência em sustentabilidade e inovação no setor produtivo.

    Essa iniciativa reforça os avanços do Programa de ESG do Sistema FIEA, que completou um ano em junho e já apresenta resultados concretos na transformação da cultura empresarial em Alagoas. Desde seu lançamento, em 2024, a estratégia mobiliza empresários, especialistas e instituições em torno de temas como inovação e desenvolvimento sustentável.

    Entre os destaques do primeiro ano estão a realização de painéis com mais de 65 especialistas, que elaboraram publicações nas áreas como Bioeconomia, Energias Renováveis, Economia Circular e Transformação Digital, além do estudo de estudo Reúso de Efluentes para Abastecimento Industrial: avaliação de oferta e da demanda no estado de Alagoas objetiva identificar as oportunidades para implantação de programas de reúso não potável de água para atendimento de demandas industriais no estado.

    Outro marco importante foi a criação da Assessoria Executiva de Sustentabilidade Industrial da FIEA, responsável por articular ações institucionais voltadas à transição energética e ao alinhamento da indústria alagoana à agenda de neoindustrialização nacional com base nas diretrizes da Nova Indústria Brasil (NIB).

    No Sistema FIEA, o conceito ganhou força como base para um modelo de desenvolvimento industrial que alia crescimento econômico a compromissos sustentáveis, preparando a Indústria de Alagoas para os desafios e as oportunidades do futuro.

  • Custo Brasil está entre as principais barreiras da competitividade industrial, revela pesquisa da CNI

    Custo Brasil está entre as principais barreiras da competitividade industrial, revela pesquisa da CNI

    Pesquisa inédita da Confederação Nacional da Indústria (CNI) revela que 45% dos empresários industriais brasileiros acreditam que a bitributação e a complexidade tributária são as principais barreiras para a competitividade internacional. Em seguida, aparecem o Custo Brasil, com 35% dos empresários; a falta de mão de obra qualificada, com 31%; burocracia e ambiente regulatório, 25%; e a insegurança jurídica, 22%.

    A lista ainda traz inovação e tecnologia, 14%; reputação e imagem do Brasil, 13%; custos de energia, 13%; exigências da legislação ambiental internacional, 11%; falta de crédito para a exportação, 10%; e cumprimento de exigências ambientais de clientes, 8%.

    O impacto do Custo Brasil

    “O Custo Brasil é esse conjunto de dificuldades estruturais, burocráticas e econômicas que prejudica o ambiente de negócios do país, pois encarece os custos das empresas, atrapalha investimentos e compromete a competitividade. Todos os fatores apresentados na pesquisa estão ligados ao valor do Custo Brasil, estimado em R$ 1,7 trilhão por ano, o que equivale a 20% do PIB brasileiro”, pontua o presidente da CNI, Ricardo Alban.

    Visão regional

    Quando comparado regionalmente, 55% dos empresários do Nordeste afirmam que a bitributação e a complexidade tributária são os fatores que mais influenciam a competitividade industrial, seguidos dos industriais do Sudeste, com 45%; do Sul, 43%; e do Norte/Centro-Oeste, com 33%.

    Quando o assunto é o cumprimento de exigências ambientais de clientes, apenas 7% dos empresários da região Sul acreditam que esse fator pode impactar a competitividade industrial; enquanto 8% dos industriais do Sudeste acham o mesmo; 9% do Norte/Centro-Oeste; e 11% do Nordeste.

    Fortalecimento da imagem da indústria e aumento da exportação

    Outra pergunta destaque da pesquisa é se o fortalecimento da imagem da indústria brasileira pode contribuir para o aumento da exportação do setor. Os empresários são otimistas e 77% acreditam que sim. 29% informaram que o fortalecimento pode “aumentar muito” a exportação, enquanto 48% disseram “aumentar um pouco”. Já 19% responderam que o fato não interfere.

    A pesquisa Sustentabilidade e Indústria foi realizada pelo Instituto de Pesquisa Nexus e ouviu representantes de mil empresas industriais de pequeno, médio e grande portes, em todo o país. As entrevistas foram realizadas entre 15 de maio a 17 de junho de 2025.

  • Quer manter uma boa postura no ambiente de trabalho? Mexa-se!

    Quer manter uma boa postura no ambiente de trabalho? Mexa-se!

    Quando você vê uma pessoa sentada à frente ao computador, coluna alinhada, cotovelos sobre a mesa e pés apoiados, você pensa que essa é uma postura impecável para o ambiente de trabalho? Se você respondeu sim, repense. Isso não é mais considerado sinônimo de uma condição saudável.

    A orientação mais moderna, endossada pelo Ministério da Saúde e pelo Serviço Social da Indústria (SESI), é que você precisa se mexer se quer evitar dores musculares e lesões.

    Estudos mais recentes apontam que manter a mesma postura por longos períodos é justamente o que pode causar dor ou desconforto. De acordo com o Ministério de Saúde, não existe uma postura ideal. A postura depende do contexto. O que sobrecarrega a coluna é manter o corpo em uma única posição por muito tempo. 

    “Você pode ter uma super cadeira de trabalho, mas, se ficar muito tempo sentado na mesma posição, poderá ter dores na lombar, pois seus músculos poderão ficar sobrecarregados”, explica Elen Passos, ergonomista do SESI Bahia. “Uma postura desalinhada não será um problema, desde que ela seja realizada em um período curto durante a jornada de trabalho. Mais de 10% do seu tempo de trabalho na mesma posição já representa um possível risco”, orienta a especialista. 

    Alternar é preciso

    Dito isso, a dica de ouro é alternar a postura enquanto trabalha. As cartilhas do Ministério da Saúde explicam que não é sobre “ficar reto” ou “sentar direito”, mas sobre manter o corpo ativo. A ergonomista do SESI Bahia reforça a mensagem, sobretudo para quem atua em escritório.

    “Esse é o ponto principal. A gente precisa se movimentar ao longo do dia. A postura alinhada é importante, mas não é isso que tem o maior peso. Ficar sentado o tempo inteiro pode ser mais prejudicial do que passar o dia em movimento”, pondera.

    Elen conta que muitas empresas oferecem mesas de ping-pong ou totó para os momentos de relaxamento. “Mas, se a pessoa trabalha digitando e mexendo no mouse o dia inteiro, acontecerá exatamente o contrário, pois ela vai sobrecarregar os membros superiores quando deveria relaxá-los”, explica.

    Quer saber mais sobre o assunto? 

    Segundo a ergonomista Elen Passos, o Brasil possui uma regulamentação exclusiva para tratar de ergonomia. Uma delas é a Norma Regulamentadora nº 17 (NR 17), que estabelece parâmetros para permitir a adaptação das condições de trabalho às características psicofisiológicas dos trabalhadores. O texto foi revisado em outubro de 2021. 
     
    Já a norma técnica brasileira NBR ISO 11.226, que trata da avaliação de posturas estáticas de trabalho, foi publicada em 2013 e determina as recomendações ergonômicas para diferentes tarefas de trabalho.

  • Setor privado entrega 24 recomendações de políticas públicas aos chefes de Estado do BRICS

    Setor privado entrega 24 recomendações de políticas públicas aos chefes de Estado do BRICS

    Representantes do setor privado do BRICS entregaram uma lista com 24 recomendações de políticas públicas aos chefes de Estado dos países que integram o bloco, presidido pelo Brasil em 2025. A cerimônia de entrega foi na Cúpula do BRICS, no Rio de Janeiro, neste domingo (6). É a primeira vez, desde a criação do BRICS, que o setor privado apresenta recomendações objetivas ao bloco.

    As medidas são para aprimorar os laços comerciais, o desenvolvimento de inovação e tecnologia, a conexão de infraestrutura, a sinergia regulatória, a transição energética e a equidade de gênero entre os países-membros.

    As recomendações resultam do trabalho conduzido ao longo do ano pelo Conselho Empresarial do BRICS (BRICS Business Council – BBC, na sigla em inglês) e pela Aliança Empresarial das Mulheres do BRICS (Women’s Business Alliance – WBA), ambos secretariados pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) durante o comando brasileiro do BRICS.

    A construção das propostas considerou os principais desafios e as oportunidades de avanços, com a participação de mais de 1 mil representantes do setor produtivo e especialistas das 11 nações que compõem o BRICS – Brasil, Rússia, Índia, China, Emirados Árabes, África do Sul, Indonésia, Etiópia, Irã, Egito e Arábia Saudita.

    A expectativa do Brasil é que a sistematização e padronização das recomendações contribua para o acompanhamento das entregas esperadas.

    Entre as recomendações gerais, estão a criação de um programa conjunto para a recuperação de áreas degradas por meio de agricultura regenerativa; a ampliação de rotas aéreas entre os países; a aceleração do uso de energias renováveis, inclusive de oferta de combustível sustentável para aviação; o aumento de oferta de qualificação de pessoas para tecnologias verdes; e a expansão de oferta de crédito para pequenos e médios negócios.

    “Sob o lema Cooperação empresarial para um futuro inclusivo e sustentável, o relatório de 2025 apresenta recomendações objetivas do setor privado que contribuem de forma concreta para fortalecer o ambiente de negócios nos nossos países”, afirma Francisco Gomes Neto, CEO da Embraer e presidente da Seção Brasileira do Conselho.

    Mulheres no BRICS

    Já as recomendações para inclusão e desenvolvimento de mulheres, pelo WBA, as medidas visam a melhorar serviços e o acesso à saúde; a ampliação do crédito para empresas lideradas por mulheres; estimular a inserção de mulheres em carreiras tecnológicas e na indústria criativa.

    “A WBA é uma iniciativa inédita de fortalecimento da representatividade das mulheres não apenas nos negócios, mas no desenvolvimento social e econômico do BRICS, pois avançar na inclusão e na equidade de gênero tem reflexos positivos para todos. É fundamental construir políticas transversais que apoiem a atuação das mulheres nas empresas, na economia digital e criativa e, também, que garantam acesso à saúde”, afirma Mônica Monteiro, vice-presidente Comercial e de Novos Negócios da Times Brasil, licenciado exclusivo CNBC, e presidente global do WBA durante a gestão brasileira. 

    Conheça os mecanismos

    Criado em 2013, o Conselho Empresarial do BRICS é composto por representantes das principais entidades e empresas privadas dos países membros. Em 2025, o BBC operou sob a presidência brasileira com nove Grupos de Trabalho que cobriram setores estratégicos como Agronegócio, Aviação, Economia Digital, Energia, Finanças, Infraestrutura, Manufatura, Inovação, Comércio e Qualificação Profissional.

    Já a WBA, fundada em 2019 pelos Chefes de Estado do BRICS, promove a liderança feminina e a inclusão econômica por meio de seis Grupos Temáticos que tratam de Segurança Alimentar e Ambiental, Economia Criativa, Saúde, Turismo, Economia Inclusiva e Desenvolvimento Inovador.

    O Fórum Empresarial do BRICS

    Fórum Empresarial do BRICS é uma plataforma para o avanço da cooperação diante dos desafios globais que reúne esforços dos países membros para promover uma agenda baseada em inovação, sustentabilidade e inclusão econômica. O evento conta com os patrocinadores XCMGDP WorldKeetaWEGEmbraerValeFebrabanMebo InternationalMarfrig/BRFServiço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI)Serviço Social da Indústria (SESI) e Instituto Euvaldo Lodi (IEL), além do apoio institucional do Conselho Nacional do Sesi, da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), da Natura, do SEBRAE, da ApexBrasil e da Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan).

  • Nova escola pública de Maceió começa a ser construída com modelo pedagógico inspirado no SESI

    Nova escola pública de Maceió começa a ser construída com modelo pedagógico inspirado no SESI

    A nova escola pública na parte alta de Maceió já está em construção, com fundações e serviço preliminares em andamento. A obra é executada pela Federação das Indústrias do Estado de Alagoas (FIEA), por meio do Termo de Cooperação Técnica firmado entre o Ministério Público do Trabalho (MPT), a Braskem e a Prefeitura de Maceió.

    Localizada no residencial Novo Jardim, bairro da Cidade Universitária, a unidade terá mais de 4.200 m² de área construída, distribuída em dois pavimentos, com previsão de entrega para março de 2026. A obra teve início em junho deste ano e será executada em dez meses.

    O presidente da FIEA, José Carlos Lyra de Andrade, visitou, recentemente, o canteiro de obras e destacou a importância da iniciativa, acompanhado do superintendente do SESI Alagoas, Carlos Alberto Paes, e da equipe de Engenharia. “Estaremos entregando não apenas uma estrutura física de excelência, mas um espaço pensado para promover transformação social por meio da Educação”, afirmou.

    A iniciativa surgiu como alternativa para viabilizar, com maior celeridade e qualidade, a construção de um equipamento educacional de grande porte. A escola será um importante legado de um conjunto de compromissos institucionais voltados às ações de reparação promovidas pela Braskem na capital alagoana e ao fortalecimento da educação pública no município.

    A unidade será capaz de atender a 1.080 estudantes nos turnos da manhã e tarde, com possibilidade de oferecer turmas da Educação de Jovens e Adultos (EJA) à noite. A construção adota o moderno método Light Steel Frame, sistema industrializado que proporciona agilidade na execução, sustentabilidade e alto padrão de qualidade.

    Projeto educacional inspirado no SESI

    Além da engenharia eficiente, a nova escola se diferencia pelo conceito pedagógico. Inspirado no modelo das Escolas de Referência do Sesi, o projeto educacional foi idealizado para oferecer uma experiência de ensino moderna e significativa. O espaço contará com 12 salas de aula e diversos ambientes de apoio à aprendizagem, como laboratórios de ciências, salas maker, de robótica, de informática, além de áreas destinadas às artes e à convivência.

    A gerente executiva de Educação do Serviço Social da Indústria (SESI/AL), Clarisse Barreiros, explica que o Sistema FIEA contribui não apenas com a construção da unidade, mas também com o desenvolvimento do seu modelo pedagógico. “A proposta contempla metodologias ativas, organização curricular por áreas do conhecimento, cultura digital e estímulo ao protagonismo estudantil. Após a entrega da escola, o SESI continuará atuando com assessoria técnico-pedagógica, por meio do Programa SESI de Gestão Educacional (PSGE)”, detalhou.

    Ela acrescenta que essa assessoria incluirá desde a estruturação do Projeto Político-Pedagógico (PPP) até formações continuadas para professores, coordenadores e gestores escolares, com foco em avaliação formativa, inovação, liderança pedagógica e gestão baseada em resultados. Haverá ainda suporte ao uso de simulados, análise de indicadores e elaboração de planos de melhoria com base em evidências.

  • Alagoas concorre com 13 trabalhos no Prêmio IEL de Talentos da Construção

    Alagoas concorre com 13 trabalhos no Prêmio IEL de Talentos da Construção

    Alagoas é o terceiro estado em número de projetos inscritos na primeira edição do Prêmio IEL de Talentos da Construção. Foram 13 trabalhos enviados por estudantes alagoanos, ficando atrás apenas do Rio de Janeiro (27) e do Piauí (15). O resultado reforça a qualidade dos cursos de Engenharia Civil e Arquitetura oferecidos pelas instituições locais.

    A iniciativa do IEL, integrante do Sistema Indústria, busca valorizar estudantes e professores que se destacam com soluções inovadoras para os desafios do setor da construção, especialmente nas áreas de sustentabilidade e mudanças climáticas. Ao todo, a edição de 2025 contabilizou 158 projetos de 84 cidades brasileiras, com participação de 250 instituições de ensino superior de 25 unidades da federação.

    Em Alagoas, o bom desempenho é atribuído ao trabalho estratégico do IEL no estado, que mobilizou universidades públicas, privadas e o Sistema S. A gerente de Desenvolvimento Empresarial, Inovação e Pesquisa do IEL Alagoas, Eliana Sá, destacou o papel das parcerias institucionais para o resultado expressivo. “Esse resultado confirma a excelência das engenharias e da arquitetura de Alagoas e a força das parcerias do Sistema FIEA nas ações de inovação para superar os desafios climáticos e de sustentabilidade no setor da construção”, afirmou.

    O cronograma do prêmio segue até setembro, com divulgação dos finalistas marcada para 9 de agosto e votação popular entre 10 de agosto e 16 de setembro. A cerimônia de premiação ocorrerá no dia 26 de setembro, durante o Rio Construção Summit, com a presença confirmada de representantes das regionais de Alagoas, Piauí, Ceará e Santa Catarina.

  • IEL oferece vagas de estágio, jovem aprendiz e empregos efetivos em Maceió e Arapiraca

    IEL oferece vagas de estágio, jovem aprendiz e empregos efetivos em Maceió e Arapiraca

    O Instituto Euvaldo Lodi (IEL) está com dezenas de oportunidades abertas para quem busca inserção no mercado de trabalho em Maceió e Arapiraca. As vagas estão distribuídas entre estágios, programas de jovem aprendiz e cargos efetivos, com oportunidades em diferentes níveis de escolaridade e áreas de atuação. Para se candidatar, os interessados devem se cadastrar no portal de carreiras do IEL: carreiras.iel.org.br/AL.

    Na capital alagoana, há vagas de estágio para estudantes de cursos como Administração, Arquitetura e Urbanismo, Ciências Contábeis, Engenharia Civil, Farmácia, Recursos Humanos, Marketing, Publicidade, Design, entre outros. A bolsa-estágio varia entre R$ 400,00 e R$ 1.000,00, além do auxílio-transporte, que pode chegar a R$ 176,00.

    Ainda em Maceió, o programa Jovem Aprendiz oferece duas vagas para assistente administrativo, e há dez oportunidades de trabalho efetivo para instrutores nas áreas de Biologia, Recursos Humanos, Logística, Direito, Administração, Psicologia, Engenharia de Produção, Sociologia e Pedagogia.

    Arapiraca

    Em Arapiraca, também há opções de estágio nas áreas de Ciências Contábeis e Marketing, com bolsas entre R$ 700,00 e R$ 800,00, além de auxílio-transporte. O programa Jovem Aprendiz disponibiliza 19 vagas — sendo 18 para teleatendimento e uma para assistente administrativo. Já para empregos efetivos, estão abertas três vagas nas funções de vendedor, supervisor e auxiliar de estoque.

  • SB COP seleciona iniciativas do setor privado com resultados na agenda do clima

    SB COP seleciona iniciativas do setor privado com resultados na agenda do clima

    Sustainable Business COP30 (SB COP) abriu chamada pública para selecionar iniciativas do setor privado com soluções concretas para o enfrentamento das mudanças climáticas.

    Lançada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), a medida reconhece cases inovadores e escaláveis que geram resultados reais alinhados ao Acordo de Paris – tratado internacional que visa limitar o aquecimento global a menos de 2 °C, com esforços para mantê-lo abaixo de 1,5 °C em relação aos níveis pré-industriais.

    Empresas, instituições e organizações privadas de todos os portes podem participar. Os cases devem se enquadrar em uma das oito áreas temáticas da SB COP:

    • Transição energética
    • Economia circular e materiais
    • Bioeconomia
    • Sistemas alimentares
    • Soluções baseadas na natureza
    • Cidades sustentáveis e resilientes
    • Finanças e Investimento para a transição
    • Empregos e habilidades verdes

    “O setor privado já atua com protagonismo e entrega resultados concretos para a agenda climática. A chamada reconhece essas iniciativas e oferece uma vitrine internacional para soluções que contribuem de forma real com uma transição justa e sustentável”, afirma Davi Bomtempo, superintendente de Meio Ambiente e Sustentabilidade da CNI.


    A avaliação dos cases considerará cinco critérios principais: escala de impacto, viabilidade em até cinco anos, retorno econômico ou custo acessível, inovação e alinhamento com as prioridades estratégicas da SB COP.

    Os casos selecionados poderão integrar a programação oficial da SB COP e ganhar visibilidade nos eventos preparatórios para a COP30, que será realizada em Belém (PA), em 2025. A proposta é transformar a COP na conferência da ação climática, mostrando como o setor privado já coloca em prática soluções efetivas para enfrentar os desafios ambientais.

    Como participar

    O formulário de inscrição está no site oficial da SB COP: https://sbcop30.com/

    Os participantes devem preencher informações detalhadas sobre o case, como objetivos, localização, cronograma, indicadores, impactos e fontes de financiamento, além de apresentar como o case atende aos critérios de seleção.

    Iniciativas já implementadas e com resultados têm prioridade, mas outras em fase de planejamento também podem se inscrever. O prazo para envio das propostas termina em 18 de julho.

  • Virada Esportiva Inclusiva transforma Maceió em palco do paradesporto

    Virada Esportiva Inclusiva transforma Maceió em palco do paradesporto

    Durante três dias transformadores, aproximadamente mil pessoas descobriram na capital alagoana o poder do paradesporto para quebrar barreiras e aproximar corações. A Virada Esportiva Inclusiva (VEI), realizada entre 25 e 27 de junho, proporcionou experiências inesquecíveis que mudaram a perspectiva dos participantes sobre inclusão, superação e potencial humano.

    A chegada da Virada Esportiva Inclusiva a Maceió, viabilizada pelo patrocínio da Braskem através da Lei de Incentivo ao Esporte do Ministério do Esporte, representa um marco para o desenvolvimento do paradesporto no Nordeste. Isso reforça o compromisso com a transformação social e evidencia a importância de promover em Alagoas iniciativas de inclusão, posicionando o estado como referência nacional na promoção da igualdade através do esporte.

    Descobertas que transformam

    Na Vila Olímpica do Sesi, aproximadamente mil pessoas vivenciaram a experiência do paradesporto. Crianças correram com os olhos vendados no futebol de cinco, adolescentes dominaram cadeiras de rodas no basquete e adultos descobriram a precisão da bocha paralímpica.

    “A linha que conecta tudo isso é a relação humana que se estabelece pela vivência, pelo contato entre essas pessoas usando o esporte como ferramenta”, explicou Luiz Marcelo Ribeiro da Luz, coordenador do projeto realizado pelo Instituto Incentivar.

    O evento estruturou-se em três etapas: diálogos sobre inclusão e vivências práticas com 11 modalidades paradesportivas.

    Para Renato Buarque, praticante de goalball e pessoa com deficiência visual, a Virada representou uma oportunidade única. “Vivemos fora desse circuito do grande esporte nacional. Trazer um evento como esse apresenta novas modalidades”, destacou o atleta. “O esporte é vida. Faz evoluir como pessoa, socializar, encontrar um papel na sociedade.”

    Pedro Daniel, que não pratica esportes regularmente, saiu transformado: “O esporte é bom para ligar as pessoas, mas também faz cada um ficar melhor consigo mesmo.”

    Flávio Melo, coordenador do handebol em cadeira de rodas, observou a quebra de preconceitos: “Estar em uma cadeira de rodas não necessariamente está relacionado ao fato de ter uma deficiência. O público pode ver isso como uma alternativa, como até um brinquedo. Estamos falando de atletas, de pessoas que praticam esporte como qualquer outra, com uma característica distinta.”

    Parcerias estratégicas

    Milton Pradines, gerente de Relações Institucionais da Braskem em Alagoas, destacou o alinhamento com os valores da empresa: “É uma grande satisfação apoiar um projeto que promove a inclusão e a transformação social através do esporte. Iniciativas como a Virada fortalecem nossos laços com a sociedade.”

    Sarah Lessa, coordenadora de Desenvolvimento Socioambiental do Sesi Alagoas, reforçou que o apoio está alinhado ao Programa Sesi de Pessoas com Deficiência: “Acreditamos que o esporte tem a capacidade de melhorar a qualidade de vida, além de fazer a inclusão necessária.”

    Paulo Pontes, presidente do Instituto Incentivar, enfatizou: “O objetivo é permitir que o público realmente vivencie uma das modalidades, proporcionando uma experiência socioesportiva para pessoas com ou sem deficiência.”

    Alagoas como referência

    A terceira edição da Virada Esportiva Inclusiva em Maceió, após Campinas (2023) e Santo André (2024), consolida Alagoas como estado comprometido com a inclusão social. “O esporte é o melhor meio para inclusão de pessoas com deficiência. O esporte transforma e ressignifica vidas, criando ídolos e grandes exemplos de superação”, afirmou Luiz Marcelo.

    As 11 modalidades oferecidas – atletismo adaptado, parabadminton, basquete em cadeira de rodas, futebol de cinco, rugby em cadeira de rodas, goalball, voleibol sentado, handebol adaptado, hóquei indoor, bocha paralímpica e xadrez para pessoas com deficiência visual – contaram com coordenadores qualificados e instrutores especializados, todos atletas com deficiência.

    Sobre a Virada Esportiva Inclusiva

    A Virada Esportiva Inclusiva é uma realização do Instituto Incentivar, com patrocínio da Braskem através da Lei de Incentivo ao Esporte do Ministério do Esporte, e apoio do Sesi Alagoas. O projeto promove a inclusão social através de vivências em modalidades paradesportivas.