Autor: Wagner Oliveira

  • Mundo Senai 2025 conecta talentos ao futuro da Indústria

    Mundo Senai 2025 conecta talentos ao futuro da Indústria

    Nos dias 5 e 6 de junho, o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) realiza a 17ª edição do Mundo Senai, evento de alcance nacional que abre as portas das unidades da instituição em todo o Brasil. Em Alagoas, a programação acontece nas unidades do Senai em Maceió — Poço e Benedito Bentes — e em Arapiraca, no bairro Primavera.

    Com entrada gratuita, o evento é voltado tanto para o público interno quanto externo, com o objetivo de apresentar a estrutura dos cursos oferecidos, promover oportunidades de capacitação e fomentar a conexão entre estudantes, empresas e novas tecnologias. Este ano, o grande destaque é a integração de conteúdos voltados à Inteligência Artificial e Tecnologias Digitais, pilares do novo mundo do trabalho.

    A programação é diversa e inclui palestras, oficinas e minicursos presenciais nas áreas de alimentos e bebidas, logística, eletroeletrônica, automotiva, química, gestão, moda, entre outras. Os visitantes poderão, por exemplo, aprender a montar painéis de Excel, fabricar sobremesas artesanais, experimentar comandos elétricos com CLP e até desenvolver ilustrações de moda.

    Outro grande atrativo do evento é o cadastramento para vagas de emprego nas empresas parceiras do Senai e para vagas de estágio disponibilizadas pelo Instituto Euvaldo Lodi (IEL). Durante o evento, quem busca uma nova oportunidade no mercado de trabalho poderá cadastrar ou atualizar seu currículo e ter acesso a diversas vagas alinhadas com os cursos oferecidos pela instituição.

    Na unidade de Arapiraca, a programação acontece no dia 5 de junho, com atividades nos turnos da tarde e da noite. Já em Maceió, as unidades do Poço e do Benedito Bentes recebem o evento no dia 6. Ambas também oferecerão tours guiados, recepções interativas e espaços para networking com profissionais da indústria.

    O Mundo Senai 2025 se consolida como vitrine do papel transformador da educação profissional e da importância da qualificação técnica para o desenvolvimento da indústria brasileira. Para jovens, empreendedores e profissionais em transição de carreira, o evento é uma porta de entrada para o futuro do trabalho.

    Mais informações sobre a programação específica de cada unidade estão disponíveis nos canais oficiais do Senai Alagoas.

  • Sindimóveis realizou o 1º Seminário de Inovação do Setor Moveleiro de Alagoas

    Sindimóveis realizou o 1º Seminário de Inovação do Setor Moveleiro de Alagoas

    Nos dias 27 e 28 de maio ocorreu, na Casa da Indústria Napoleão Barbosa, o 1º Seminário de Inovação do Setor Moveleiro de Alagoas, realizado pelo Sindicato das Indústrias de Marcenaria, Móveis e Esquadrias do Estado de Alagoas (Sindimóveis) em parceria com o Sebrae/AL e a Federação das Indústrias do Estado de Alagoas (Fiea).

    Com a temática “Marcenaria na era da I.A.”, a palestrante Simone Nascimento conduziu o seminário durante os dois dias, contando com a participação de expositores de produtos do setor moveleiro. A abertura do evento contou com a participação do Presidente do Sindimóveis, Kennedy Calheiros, do diretor do Sebrae/AL, Keylle Lima, do gerente da Unidade Sindical, Francisco Acioli e do coordenador do convênio do Sindimóveis com o Sebrae/AL e Fiea, André Gomes.

    Durante o seminário, ocorreram apresentações de Simone Nascimento, do consultor do Sebrae/AL, Gilson Borges, e da Assessora de Comunicação da Unidade Sindical da Fiea, Gabriela Souza. O seminário faz parte do convênio firmado entre a Fiea, o Sindimóveis e o Sebrae Alagoas.

  • CNI e Fiea homenageiam José Carlos Maranhão com a Medalha do Mérito Industrial

    CNI e Fiea homenageiam José Carlos Maranhão com a Medalha do Mérito Industrial

    Na noite dessa sexta-feira (30), a Confederação Nacional da Indústria (CNI) homenageou o empresário alagoano José Carlos Maranhão com a Medalha do Mérito Industrial, a mais alta condecoração da indústria brasileira. A indicação foi feita pela Federação das Indústrias do Estado de Alagoas (Fiea). A cerimônia, realizada durante solenidade na Casa da Indústria, em Maceió, celebrou o Dia da Indústria e reuniu dirigentes da Fiea, familiares e amigos do homenageado.

    Aos 86 anos, Maranhão é o usineiro mais longevo do Brasil em atividade. Ele é diretor-superintendente do Grupo Santo Antônio, um conglomerado empresarial que conta com a Usina Santo Antônio, localizada em São Luís do Quitunde, e a Usina Camaragibe, situada em Matriz de Camaragibe.

    A honraria, concedida por indicação da Fiea, reconhece a dedicação de toda uma vida ao setor sucroenergético, estratégico para a economia alagoana. “É uma honra para nós. Ele é símbolo de resistência, de empreendedorismo. Um dos últimos da velha guarda em plena atividade”, afirmou o presidente da Fiea, José Carlos Lyra de Andrade. Ele lembra que Maranhão se junta a João Lyra, Emerson Tenório, Carlos Lyra e Vitor Wanderley, representantes de Alagoas anteriormente agraciados com a mesma comenda.

    Durante sua trajetória, Maranhão foi figura central na defesa do etanol brasileiro em disputas internacionais, além de ter sido o primeiro presidente da Associação Nacional dos Produtores de Álcool (Anapa), entidade que precedeu a criação do Proálcool, programa essencial para o desenvolvimento do setor.

    Emocionado, o homenageado lembrou os mais de 60 anos dedicados à indústria da cana. “Ser reconhecido por todo esse trabalho é gostoso, é gratificante. Valeu a pena”, declarou. Ele destacou ainda o papel histórico do açúcar no impulso à economia alagoana e à ocupação dos tabuleiros do Estado, por meio de investimentos em inovação e tecnologia.

    O presidente do Sindicato da Indústria do Açúcar e do Álcool no Estado de Alagoas (Sindaçucar), Pedro Robério, classificou a homenagem como “mais que justa” e ressaltou o papel de Maranhão como referência nacional. “Ele é o decano do setor. Comandou sua empresa com excelência numa das zonas mais difíceis do Estado. Uma inspiração para todos nós”, afirmou ele, que iniciou a carreira na empresa do homenageado.

    Para o presidente da Federação das Indústrias do Estado da Bahia (Fieb) e vice-presidente da CNI, Carlos Henrique Passos, a medalha é “o reconhecimento de uma vida inteira dedicada à indústria, que serve de exemplo para as novas gerações”. Passos participou da cerimônia representando do presidente da CNI, Ricardo Alban.

    Já o industrial Jorge Toledo destacou o legado de Maranhão. “Ele é um ícone. Conviveu com três gerações da minha família. Sua história se confunde com a própria história do setor canavieiro no Brasil”.

    Mérito Industrial

    Criada em 1958, a Medalha do Mérito Industrial é concedida a personalidades e instituições que prestaram serviços relevantes à indústria nacional. A honraria reconhece a atuação de personalidades e instituições nacionais e estrangeiras que tenham se destacado e mereçam o reconhecimento da indústria brasileira.

  • Sesi transforma realidades e fortalece a indústria com saúde e segurança

    Sesi transforma realidades e fortalece a indústria com saúde e segurança

    Garantir ambientes de trabalho mais saudáveis, seguros e produtivos é o que move o Serviço Social da Indústria (Sesi/ AL). Com uma atuação cada vez mais estratégica junto às indústrias de Alagoas, a instituição transforma a vida de trabalhadores e as empresas por meio de soluções em Segurança e Saúde na Indústria (SSI) que geram resultados como mais bem-estar, menos afastamentos e aumento de produtividade. Só em 2024, o Sesi beneficiou 58.001 trabalhadores de 1.092 indústrias.

    Já as Clínicas Sesi, com duas unidades em Maceió – bairros Cambona e Tabuleiro – e uma em Arapiraca – bairro Primavera –, realizaram 204.795 atendimentos, beneficiando 40.621 pessoas em 2024. Os serviços vão além da obrigatoriedade legal, oferecendo consultas médicas e odontológicas, exames, vacinas e controle de saúde ocupacional.

    O Cartão Clínica Sesi amplia o acesso à saúde com custos reduzidos para trabalhadores e empresas. Na área de SSI, o Sesi/AL oferece programas completos, como Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR), Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional (PCMSO), Laudo Técnico das Condições Ambientais do Trabalho (LTCAT) e treinamentos obrigatórios, além da plataforma digital Sesi Viva+. Ela integra e automatiza a gestão de saúde e segurança no trabalho, garantindo o cumprimento das obrigações legais, promovendo a qualidade de vida dos trabalhadores e facilitando o atendimento ao eSocial. “Com ela, empresas relatam queda de até 20% nos índices de acidentes em menos de um ano”, afirma a diretora de Segurança e Saúde para a Indústria, Cláudia Piatti.

    Vida Saudável

    A promoção da qualidade de vida também vai além dos consultórios. A Corrida Nacional do Sesi – Etapa Maceió reuniu em 1º de maio, na Avenida Fernandes Lima, cerca de 1.500 pessoas em uma celebração da saúde e do Dia do Trabalhador, com ações preventivas e serviços gratuitos.

    Com foco técnico e abordagem humanizada, o Sesi/AL se destaca como um parceiro essencial das indústrias. Sua atuação gera resultados mensuráveis: mais saúde, menos custos e um ambiente de trabalho mais justo e produtivo. Tudo isso torna o Sesi uma referência quando o assunto é cuidar de pessoas e dos negócios.

    Veja como fazer o seu Cartão Clínica Sesi

    O Serviço Social da Indústria (Sesi) de Alagoas lançou oficialmente o Cartão Clínica Sesi, uma iniciativa que amplia o acesso a serviços de saúde de qualidade com condições facilitadas para trabalhadores da indústria, seus dependentes e também para a comunidade em geral.

    O Cartão oferece vantagens exclusivas, como descontos em consultas médicas, exames laboratoriais e de imagem, além de acompanhamento em programas de saúde preventiva. As especialidades médicas contempladas incluem clínica geral, ginecologia, cardiologia, ortopedia, dermatologia, pediatria, entre outras.

    As categorias do Cartão são segmentadas conforme o perfil do público: trabalhador da indústria, dependentes e comunidade. Cada uma possui uma tabela diferenciada de benefícios e valores, garantindo acessibilidade e qualidade no atendimento. Mais informações podem ser obtidas diretamente nas unidades do Sesi ou pelo site oficial da instituição.

    Online
    Basta acessar o endereço al.sesi.com.br/cartão e seguir o passo a passo. Depois, é só buscar na Clínica Sesi mais próxima, nas cidades de Maceió e Arapiraca.


    Presencial
    Procure uma das clínicas Sesi, sua empresa ou instituição e apresente a documentação necessária.


    Informe-se pela Central de Atendimento do Sesi, pelo telefone (82) 2121-3030.

  • Sesi/Senai: referência em ensino básico e profissionalizante

    Sesi/Senai: referência em ensino básico e profissionalizante

    Com a recente inauguração da Escola Sesi Centro Professor Abelardo Lopes, Maceió passa a contar com duas Escolas de Referência com metodologias ativas de ensino que promovem o protagonismo juvenil.

    O novo modelo pedagógico, alinhado às práticas STEAM (Ciência, Tecnologia, Engenharia, Artes e Matemática), aposta na integração entre teoria e prática, estimulando o pensamento crítico e criativo. Salas temáticas, laboratórios de robótica e espaços maker fazem parte dessa estrutura moderna. Os resultados são visíveis.

    Na educação profissionalizante, o Senai possui unidades em Maceió e Arapiraca. Em 2024, foram 14.470 pessoas capacitadas com metodologias alinhadas às tendências da Indústria 4.0. A instituição investe em metodologias de ensino alinhadas às exigências e tendências do mercado, o que garante uma formação ainda mais próxima da realidade industrial.

    A formação profissional do Senai é embasada em experiências e simulações que remetem a realidade da indústria, permitindo que o aluno trabalhe com projetos e processos produtivos, preparando-se para as oportunidades que o mercado oferece.

    O índice de empregabilidade dos alunos egressos dos cursos profissionalizantes do Senai é de 86%, o que demonstra a eficácia da formação.

  • Indústria brasileira investe mais de R$ 100 mi em tecnologia de captura carbono

    Indústria brasileira investe mais de R$ 100 mi em tecnologia de captura carbono

    Com potencial de reduzir 57% das emissões de gases de efeito estufa (GEE) das indústrias no Brasil, os projetos de captura, utilização e armazenamento de carbono (CCUS, na sigla inglês) são alternativas para os setores mais intensivos que, mesmo adotando todas as estratégias de descarbonização possíveis, têm mais dificuldade de serem livres de carbono nos seus processos produtivos. Por exemplo, as indústrias de cimento e de siderurgia.

    O dado é da organização CCS Brasil e integra estudo da Confederação Nacional da Indústria (CNI). O levantamento “Captura, utilização e armazenamento de carbono (CCUS): experiências internacionais e o potencial brasileiro” analisa os programas de Estados Unidos (EUA), Canadá, União Europeia, Noruega, Reino Unido, Alemanha, Dinamarca e Indonésia, destacando como as principais lições, avanços e desafios aprendidos em outros países podem fornecer subsídios para o desenvolvimento de CCUS no Brasil.

    CAPTURA, UTILIZAÇÃO E ARMAZENAMENTO DE CARBONO (CCUS) EXPERIÊNCIAS INTERNACIONAIS E O POTENCIAL BRASILEIRO.docx(1,1 MB)

    Atualmente, existem cerca de 45 instalações comerciais em operação no mundo, com uma capacidade total de captura de mais de 50 milhões de toneladas de CO2 anualmente. Entre 2022 e 2023, dez grandes instalações começaram a operar, incluindo novos projetos na China e nos Estados Unidos (EUA). No entanto, mesmo com esse crescimento recente, a capacidade atual de captura continua abaixo do necessário.

    No Brasil, segundo a CCS Brasil, o potencial de captura pode atingir cerca de 190 milhões de toneladas de CO2 por ano, apenas considerando o atual nível de produção industrial e geração de energia. Para não ficar atrás na corrida mundial pelo domínio da tecnologia, a indústria brasileira tem investidos mais de R$ 100 milhões em projetos de pesquisa espalhados pelo país (mais informações sobre os quatro projetos do setor com Institutos de Inovação do SENAI abaixo).

    No ritmo atual, captura mundial vai alcançar apenas 40% da meta Net Zero para 2030 

    A Agência Internacional de Energia (IEA) estima que, para atender ao cenário Net Zero, ou seja, de zerar as emissões líquidas de carbono até 2030 para evitar o ponto de “não-retorno” – quando a quantidade de carbono levada à atmosfera for igual à quantidade que é removida – a capacidade global de CCUS deve atingir aproximadamente 1,2 bilhão de toneladas de CO2 por ano.  

    No momento, a capacidade dos projetos anunciados em desenvolvimento para 2030 representa apenas 40% dessa meta, o que, para a CNI, evidencia a necessidade de um aumento expressivo na velocidade de implementação e investimentos em novas tecnologias de captura e armazenamento. Até agora, cerca de 20% das capacidades anunciadas já estão em operação ou com decisão final de investimento (FID), indicando que muitos projetos permanecem em estágios iniciais.  

    “As experiências internacionais mostram que a implementação bem-sucedida de projetos de CCUS foi possível em países em que indústria e governo trabalharam de maneira coordenada, criando um cenário de incentivos e previsibilidade regulatória que estimulou o investimento tecnológico. Ainda que em estágio embrionário no Brasil, temos potencial técnico e institucional para integrar essas tecnologias nas nossas cadeias produtivas”, afirma o superintendente de Meio Ambiente e Sustentabilidade, Davi Bomtempo.  

    Como funcionam as tecnologias de CCUS?  

    As principais rotas tecnológicas de captura de carbono incluem:  

    • Captura pós-combustão, em que o CO2 é removido dos gases de combustão após a queima de combustíveis fósseis, como carvão ou gás natural, em usinas de energia ou processos industriais. São instaladas tubulações ou filtros químicos que impedem que o CO2 resultante de processos industriais vá para a atmosfera.   
    • Captura pré-combustão, usada principalmente em processos de gaseificação e em plantas de produção de hidrogênio a partir de fontes fósseis. O combustível é convertido em gás de síntese (H2 e CO) antes da combustão, e o CO2 é removido antes da queima.  
    • Captura oxicombustão, processo em que o combustível é queimado em uma mistura de oxigênio puro, em vez de ar, resultando em uma corrente de gases de combustão rica em CO2 e água, que facilita a captura. Apesar de ter uma eficiência relativamente alta na separação do CO2, os custos de separação e compressão do oxigênio são desafiadores.  

    As tecnologias comerciais mais estabelecidas, como a captura pós-combustão, são implementadas desde 1930 por diversas indústrias, embora ainda enfrentem desafios de custo e eficiência energética quando aplicadas em larga escala. Por isso, os países têm investido em pesquisa, desenvolvimento e inovação (PD&I) para aprimorar essas rotas, aumentar as taxas de captura e reduzir a demanda energética do processo.  

    Depois de capturado, o que é feito com o CO2?   

    Após a captura, o CO2 é comprimido, transportado e depositado em locais seguros de armazenamento, em formações geológicas subterrâneas, como de petróleo e gás natural já exauridos e reservatórios salinos. Se essa for a etapa final, a sigla vira CCS (captura e armazenamento em carbono, em inglês).  

    Os principais modais de transporte de CO2 incluem dutos, navios e caminhões, sendo a escolha determinada por fatores como a distância a ser percorrida, o volume de CO₂ transportado, as características geográficas da região e a infraestrutura disponível.  

    Nos Estados Unidos, há mais de 8 mil quilômetros de dutos em operação, movimentando aproximadamente 70 milhões de toneladas por ano (Mtpa) de CO2. Esse modal apresenta um histórico seguro desde a década de 1970 e representava 85% de toda a infraestrutura global de dutos de CO2 em 2019.   

    Quais os usos do CO2 capturado?   

    • Produção de combustíveis sintéticos: o CO2 pode ser combinado com hidrogênio de baixo carbono para criar combustíveis sintéticos, como metano ou combustíveis líquidos, oferecendo uma alternativa ao uso de combustíveis de alta intensidade de emissões de GEE.  
    • Materiais de construção: o CO2 pode ser utilizado para a produção de concreto e agregados de baixo carbono.   
    • Produção de produtos químicos: o CO₂ pode ser insumo para a produção de produtos químicos como metanol e ureia, que têm diversas aplicações industriais. No entanto, muitos desses produtos resultam em uma liberação posterior do CO2 ao serem consumidos, o que limita o impacto de mitigação no longo prazo.  
    • Indústria alimentícia: o CO₂ é amplamente utilizado em indústrias alimentícias para carbonatação de bebidas e na refrigeração, embora essa rota não ofereça uma solução de armazenamento permanente e seja considerada de menor impacto na redução total das emissões.  

    Qual é o estágio da tecnologia no Brasil? 

    Na indústria brasileira, a aplicação de CCUS pode ser uma ferramenta para atender aos compromissos ambientais do país e assegurar a competitividade global com a crescente pressão por soluções e produtos industrializados de baixo carbono. 

    A geologia brasileira oferece condições vantajosas para o desenvolvimento de CCUS em larga escala. O país conta com uma base técnica consolidada na indústria de óleo e gás, e a disponibilidade de formações geológicas adequadas, como reservatórios salinos e campos de petróleo exauridos, que colocam o Brasil em uma posição de destaque global para a adoção de projetos de captura e armazenamento de carbono. 

    Recentemente, o Brasil aprovou um marco regulatório para CCUS, a Lei do Combustível do Futuro, que representou um avanço importante na agenda. Outro incentivo relevante é a lei que estabelece o Programa de Aceleração da Transição Energética (PATEN). Este programa inclui CCUS entre as atividades que poderão se beneficiar de incentivos específicos para a promoção de tecnologias de baixo carbono.   

    O estabelecimento de um mercado regulado de carbono no Brasil também criou um ambiente favorável para os projetos de CCUS. Sancionada no fim do ano passado, a lei que criou o sistema de precificação de carbono estabeleceu metas de redução de emissões, permitindo que a captura e o armazenamento de carbono se tornem uma opção viável e atrativa para setores industriais que buscam cumprir as obrigações de mitigação de emissões.   

    Para que o Brasil possa aproveitar as oportunidades atreladas ao desenvolvimento de CCUS, o estudo recomenda:

    • Criação de incentivos fiscais e linhas de financiamento específicas para projetos de CCUS.
    • Desenvolvimento de hubs industriais de CCUS, compartilhando infraestrutura entre diferentes setores industriais.
    • Ampliação dos investimentos em pesquisa, desenvolvimento e inovação (P&D) para aprimorar as tecnologias de captura e armazenamento.
    • Promoção do engajamento público e do diálogo com as comunidades locais para garantir a licença social para operar.
    • Implementação de regulamentação clara para o licenciamento ambiental e monitoramento dos projetos de CCUS.
    • Estabelecimento de um mapeamento das áreas mais promissoras para a criação de hubs industriais de CCUS, com sinergias para produção de hidrogênio.
    • Mapeamento da cadeia de suprimentos de CCUS no Brasil para identificar lacunas e oportunidades no desenvolvimento de infraestrutura.
    • Fomento de parcerias internacionais para achatamento da curva de aprendizado e aceleração da implementação de projetos.
    • Promoção da integração de CCUS às políticas climáticas e industriais nacionais, assegurando sua presença em estratégias de descarbonização.

    Conheça projetos brasileiros de captura de carbono 

    Quatro projetos de PD&I para captura de carbono são desenvolvidos por Institutos SENAI de Inovação de diferentes regiões do país com indústrias e outras instituições de pesquisa. Mais de R$ 100 milhões estão sendo investidos para o Brasil ter domínio tecnológico das soluções de captura. Conheça os projetos: 

    1 – Captura de CO2 em unidade alimentada por energia renovável

    2 – Tupã

    3 – CO2CHEM: combustível sintético de hidrogênio verde

    4 – Captura de CO2 e utilização em materiais avançados

    As salas de prova têm um papel crucial na avaliação do desempenho dos motores a combustão interna, proporcionando um ambiente controlado para conduzir testes rigorosos.

    Elas desempenham um papel duplo, não apenas como locais essenciais para aprimorar o desempenho dos motores a combustão interna, mas também como catalisadores para o desenvolvimento de tecnologias mais eficientes e sustentáveis, que podem reduzir o consumo de combustível e as emissões de poluentes na indústria automotiva. 

    Dada sua importância, é essencial desenvolver estratégias para mitigar o impacto ambiental dessas instalações. E nossa abordagem tecnológica permite a captura e utilização do CO2 gerado durante os ensaios.  

    Importante salientar que o projeto tem como pressuposto não apenas realizar a captura do CO2, mas sim desenvolver novos usos e materiais a partir dele. Isso porque a simples mitigação das emissões não é suficiente; é igualmente crucial explorar tecnologias inovadoras que permitam o aproveitamento do CO2 capturado.

    Isso envolve pesquisa e o desenvolvimento de tecnologias que transformem o CO2 em matérias-primas valiosas, como sua aplicação para a produção de materiais cimentícios, contribuindo assim para a busca de soluções mais sustentáveis na indústria automotiva. O processo de captura proposto tem potencial de capturar até 90% do CO2 emitido no processo.  

    Os Institutos SENAI 

    Os 28 Institutos SENAI de Inovação (ISIs) compõem a maior rede de ciência e tecnologia para o setor industrial. Espalhados por 13 Unidades da Federação (UFs), eles fazem a ponte entre a indústria e a academia, por meio do trabalho de mais de 1.560 pesquisadores, desses 47% doutores e mestres.

    Desde sua criação, em 2011, a rede já desenvolveu mais de 3,3 mil projetos de PD&I e teve mais de 1,3 mil empresas atendidas, totalizando mais de R$2,47 bilhões em projetos. 

  • Dia da Indústria: presidente da Fiea destaca papel estratégico do setor

    Dia da Indústria: presidente da Fiea destaca papel estratégico do setor

    Neste domingo, 25 de maio, o Sistema Fiea celebra o Dia da Indústria reafirmando seu compromisso com o desenvolvimento sustentável de Alagoas.  O presidente da Federação das Indústrias do Estado de Alagoas (Fiea), José Carlos Lyra de Andrade, afirma que a data é um marco para reconhecer o papel transformador do setor no estado.

    “É um dia para festejar, mas também para renovar o nosso compromisso com a inovação, a qualificação profissional e o bem-estar da população alagoana”, afirmou Lyra.

    O Sistema Fiea — formado pela Fiea, Senai, Sesi e IEL — atua de forma integrada para fortalecer o setor produtivo. A Fiea articula políticas públicas, fomenta o debate por meio do Fórum Futuro da Indústria e disponibiliza dados estratégicos através do Observatório da Indústria. “Nosso trabalho diário é tornar a indústria mais competitiva e sustentável, gerando emprego e renda para mudar realidades”, disse o presidente.

    O Senai é referência em educação profissional e tecnologia, capacitando mais de 14 mil pessoas em 2024 e apoiando empresas com soluções inovadoras. O Sesi promove saúde, segurança no trabalho e educação de excelência com foco em tecnologia e inserção no mundo do trabalho. Já o IEL aproxima jovens talentos das empresas, estimulando inovação e promovendo programas de estágio, jovem aprendiz e capacitação.

    Homenagem

    Em alusão ao Dia da Indústria, a Fiea vai realizar a cerimônia de outorga da Ordem do Mérito Industrial, uma honraria concedida pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) ao diretor-superintendente do Grupo Santo Antônio, José Carlos Maranhão. A solenidade, que contará com a presença do vice-presidente da CNI e presidente da Fieb, Carlos Henrique Passos, acontece às 19h30 da próxima sexta-feira (30/05), na Casa da Indústria Napoleão Barbosa.

    Celebração nacional

    Para celebrar a data nacionalmente, a CNI realiza, nesta segunda-feira (26/05), um grande evento em Brasília-DF.  A programação inclui palestra magna com o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luís Roberto Barroso, debates sobre política industrial, lançamentos do Programa Mover, e a entrega da Ordem do Mérito Industrial a personalidades que contribuem com o setor. O evento começa às 14h. Informações: noticias.portaldaindustria.com.br.

  • Observatório da Indústria produz inteligência estratégica

    Observatório da Indústria produz inteligência estratégica

    Lançado em 2023 pela Fiea, o Observatório da Indústria foi criado para ser uma ferramenta estratégica essencial para o desenvolvimento econômico do estado. Inspirado nos Observatórios da Confederação Nacional da Indústria (CNI) e de outras Federações de Indústrias, o projeto transforma dados em decisões, oferecendo suporte técnico para o setor produtivo e para a gestão pública.

    A missão do Observatório é clara: reunir, tratar e analisar dados para subsidiar ações mais eficazes. Com uma equipe multidisciplinar, formada por 21 profissionais de diversas áreas, e tecnologia de ponta, o núcleo já produziu mais de 50 produtos técnicos, entre painéis interativos, estudos setoriais e diagnósticos estratégicos.

    Os resultados são visíveis. Painéis sobre mercado de trabalho, exportações, produtividade e investimentos já orientam políticas públicas e decisões empresariais. Estudos específicos nas áreas de alimentos, energia, construção e setor sucroalcooleiro também contribuem para identificar oportunidades e gargalos.

    Parcerias com prefeituras, secretarias estaduais e entidades do Sistema S ampliam o alcance dos dados produzidos. Além disso, a integração com a Rede de Observatórios da CNI garante acesso às melhores práticas nacionais em inteligência industrial.

    Além de subsidiar ações da própria Federação e segmentos industriais, o Observatório pode ser contratado para prestar serviços de inteligência competitiva, seja para iniciativa privada ou poder público, bastando para isso entrar em contato com a área comercial do Sistema Indústria.

  • Fiea aposta no associativismo para alavancar setor industrial em Alagoas

    Fiea aposta no associativismo para alavancar setor industrial em Alagoas

    Com atuação estratégica e associativismo ativo, a Fiea fortalece o setor produtivo alagoano e promove um ambiente mais competitivo e representativo. A entidade representa, articula e defende os interesses de 19 sindicatos patronais que integram o Sistema Indústria. Com base no associativismo, a Federação promove a união das indústrias para enfrentar desafios coletivos e construir soluções estratégicas para o desenvolvimento industrial de Alagoas.

    Hoje, cerca de 350 indústrias alagoanas são filiadas a sindicatos vinculados à Fiea, tendo acesso a benefícios exclusivos, como condições especiais em produtos e serviços do Sesi, Senai e IEL. A atuação é coordenada pela Unidade Sindical, que oferece suporte jurídico, contábil, administrativo e de comunicação aos sindicatos, fortalecendo sua gestão e representatividade.

    Um dos principais espaços de diálogo é a reunião mensal da diretoria da Federação das Indústrias, realizada na última quinta-feira de cada mês. O encontro reúne lideranças sindicais para discutir políticas públicas, cenários econômicos e oportunidades de crescimento, debatendo sobre o futuro da indústria no estado de Alagoas.

    Interessados em associar suas indústrias a um dos sindicatos podem entrar em contato pelo telefone (82) 2121-3011 ou pelo e-mail unidadesindical@ fiea.com.br. A sede da Fiea é a Casa da Indústria Napoleão Barbosa, em Maceió.

  • Panorama da indústria: saldo positivo no comércio exterior e avanço da diversificação produtiva

    Panorama da indústria: saldo positivo no comércio exterior e avanço da diversificação produtiva

    A economia industrial de Alagoas vem dando sinais claros de transformação. Apesar de um ambiente nacional marcado por incertezas e desaceleração da confiança dos empresários, o setor industrial alagoano se destacou com superávit na balança comercial, expansão do número de empresas e aumento de empregos no acumulado do ano. Os dados são do Observatório da Indústria da Federação das Indústrias do Estado de Alagoas (Fiea).


    A balança comercial do estado encerrou o ano de 2024 com superávit de 33,7 milhões de dólares. O valor exportado ultrapassou os US$ 901 milhões, sendo 99,84% das vendas feitas por transporte marítimo, majoritariamente por minérios, açúcares e derivados. A importação, por sua vez, totalizou US$ 868 milhões, consolidando um saldo positivo impulsionado por uma pauta exportadora em expansão e pela consolidação de novos parceiros comerciais — hoje, 96 países compram de Alagoas.


    Um dos marcos desse desempenho é a consolidação da cidade de Craíbas como principal polo exportador do Estado, responsável por 28% de toda a exportação alagoana, com destaque para os minérios e derivados, vendidos para mercados como China, Finlândia, Singapura e EUA.

    A chegada da Mineradora Vale Verde foi determinante nesse novo perfil da balança comercial alagoana, elevando a relevância da indústria extrativa no portfólio de exportações. Craíbas é seguida por São Luís do Quitunde, Coruripe, São José da Laje e Atalaia no ranking de municípios exportadores.


    “O desempenho da indústria alagoana reflete um esforço articulado para ampliar o portfólio produtivo e gerar mais valor agregado à nossa pauta de exportações”, avalia o presidente da Fiea, José Carlos Lyra de Andrade. “Avançamos na diversificação, sem abrir mão dos setores tradicionais. O resultado é mais resiliência e mais oportunidades para o estado”, conclui.


    Entre os dez principais produtos exportados estão ainda produtos cerâmicos, tabaco, conservas vegetais, máquinas e até frutas e carnes. O açúcar e derivados continuam sendo os campeões de vendas, representando 68,7% do total exportado, mas perdem espaço para novas frentes industriais. A indústria extrativa, por exemplo, fechou 2024 com crescimento de 12,5% na geração de empregos, puxando o desempenho positivo do setor.


    Segundo o gerente do Observatório da Indústria, Rafael Fragoso, os dados demonstram uma reconfiguração produtiva em curso. “Mesmo com a queda da confiança no início de 2025, o ano passado mostrou que Alagoas ganhou musculatura no comércio exterior. Diversificamos mercados, ganhamos novos parceiros e ampliamos a base produtiva, com geração líquida de 4.621 empregos no setor industrial em 2024”, explica.


    Além disso, o saldo entre abertura e fechamento de empresas foi positivo: 7.078 novas empresas foram constituídas entre janeiro e abril, com destaque para a formalização de microempreendedores e o crescimento do número de empresas industriais — hoje, 26.989 empreendimentos industriais ativos no estado, sendo 57% MEIs e 29% microempresas.

    CIN: apoio à internacionalização e conquista de mercados


    Esse movimento de fortalecimento do setor exportador tem contado com o apoio do Centro Internacional de Negócios (CIN) da Fiea, que atua na qualificação e orientação de empresas interessadas em acessar o mercado internacional.

    A gerente do CIN, Dielze Mello, afirma que o foco está em democratizar o acesso à exportação. “Temos investido em capacitação, consultorias e rodadas de negócios para inserir pequenas e médias empresas alagoanas no comércio exterior. Nosso objetivo é que mais empreendedores enxerguem a exportação como caminho de crescimento”, afirma.

    Ela ressalta que a perspectiva para 2025 é de crescimento ainda maior, com diversificação da pauta exportadora e consolidação de novos mercados.