A Escola Sesi Benedito Bentes, de Maceió, teve quatro projetos agraciados na Feira Nordestina de Ciência e Tecnologia (Fenecit) 2024, que aconteceu no Recife-PE, até o último sábado (12). Na sua 20ª edição, a maior feira de ciência e tecnologia da região teve 129 trabalhos inscritos, sendo 58 do Nordeste – dos quais 15 de Alagoas – e os demais das outras regiões brasileiras e América Latina.
A Fenecit é realizada pelo Instituto Princípio do Saber, com o objetivo de despertar nos estudantes o interesse pela produção e saber científico, por meio da construção de projetos de pesquisas no cotidiano escolar.
Premiações
Ao final da feira científica, o Sesi Alagoas comemorou o segundo lugar de dois projetos: o Paperben – Papel Reciclado Antifúngico e o Gess Eco – Utilização Sustentável de Casca de Ovo na Produção de Gesso. Em quarto lugar, com Menção Honrosa, ficou o projeto Sargassole – Produção de Borracha Sustentável, também reconhecido com o Prêmio por um Mundo sem Lixo Internacional.
O desempenho dos estudantes do Sesi Alagoas também rendeu às equipes credenciais para participar de outros eventos científicos. O projeto Cobogós Ecológicos e Renda Filé – Sustentabilidade e Cultura na Arquitetura credenciou-se para a Fecitec Girasoles (Paraguai); o Sargassole para a Izmir International Innovation Science Energy Engineering Fair (Turquia); o Paperben e o Gess Eco para a Milaet Expo-Sciences International 2025 (Abu Dhabi, Emirados Árabes Unidos).
A Federação das Indústrias do Estado de Alagoas (Fiea), por meio do Centro Internacional de Negócios (CIN), levará 22 empresas alagoanas para a Missão Origem Brasil – Portugal, com destaque para os setores de alimentos e bebidas, moda criativa e autoral, e artesanato.
Entre os dias 24 e 27 de outubro próximos, Vila Nova de Gaia e o Porto, em Portugal, serão palco do evento organizado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), em parceria com a ApexBrasil. O projeto, articulado pela Federação das Indústrias da Bahia (Fieb), conta com o apoio das federações de indústrias, incluindo a Fiea, em colaboração com o Sindicato da Indústria do Vestuário (Sindivest) de Alagoas.
A missão tem como objetivo fortalecer e apresentar ao mercado internacional a diversidade e originalidade da indústria brasileira. Nela, serão realizadas Rodadas de Negócios Internacionais, que contarão com compradores de Portugal, Espanha, Reino Unido e Holanda.
Este ano, o evento inova ao oferecer rodadas tanto presenciais quanto virtuais. Além disso, empresas alagoanas poderão expor seus produtos na Casa Brasiliana, um showroom permanente, que ainda contará com um coquetel de degustação e desfile. Após o evento, essas empresas poderão ainda enviar seus produtos para a Embaixada do Brasil em Paris, ampliando suas oportunidades de negócios na França, em uma extensão da Missão Origem Brasil.
A edição anterior, realizada em 2023, contou com a participação de mais de 70 empresas brasileiras e gerou mais de R$ 3 milhões em negócios. Em 2024, a expectativa é ainda maior, com a participação de produtores de cacau, café, frutas, mel, própolis, fécula de mandioca, flocos e farinhas de milho, coco e derivados, além de cachaças, cervejas artesanais e moda autoral.
Esses setores terão destaque internacional, evidenciando a origem dos produtos. O estado de Alagoas, reconhecido por sua forte produção nos segmentos de alimentos, bebidas e moda, desempenha um papel vital na economia regional e nacional, reforçando sua relevância no mercado global.
A startup alagoana Nosso Mangue, incubada no HUB de Inovação e Tecnologia do Senai Alagoas, foi selecionada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) para representar o estado e o Brasil na 16ª Conferência das Partes da Convenção sobre Diversidade Biológica (COP16).
O evento, que ocorre de 21 de outubro a 1º de novembro em Cali, na Colômbia, reunirá 196 países para discutir estratégias globais de conservação e regeneração de ecossistemas, alinhadas ao Marco Global da Biodiversidade de Kunming-Montreal, assinado em 2022.
A Conferência das Partes é uma reunião global que acontece anualmente com o objetivo de discutir medidas para a preservação da diversidade biológica do planeta. Durante a sua 16ª edição, os países discutirão questões relacionadas à conservação da diversidade biológica, ao uso sustentável de seus componentes e à distribuição justa e equitativa dos benefícios decorrentes da utilização dos recursos genéticos. O objetivo é encontrar soluções para os problemas críticos que o planeta enfrenta.
A Nosso Mangue é especializada no reflorestamento e regeneração de manguezais, considerados “berçários” da vida marinha. Liderada por uma mulher alagoana, a startup já plantou mais de 15 mil mudas e retirou mais de meia tonelada de resíduos dos mangues do Pontal da Barra, em Maceió. Além disso, promove ações de ecoturismo e educação ambiental, capacitando comunidades ribeirinhas na preservação de seus territórios. Essas iniciativas estão em sintonia com as metas globais de conservação e os princípios da bioeconomia, uma prioridade da indústria brasileira.
Mayris Nascimento, idealizadora do projeto, vê na participação na COP16 uma oportunidade de dar visibilidade ao trabalho realizado em Alagoas. “Representar o estado com o Nosso Mangue na COP16 é uma honra e uma enorme responsabilidade. Significa colocar a riqueza dos nossos manguezais e o compromisso com a sustentabilidade no cenário internacional, mostrando que é possível conciliar desenvolvimento econômico e conservação ambiental”, destaca.
Desafios globais
Durante a COP16, a startup participará de discussões sobre financiamento para ações de conservação, repartição justa de benefícios relacionados ao uso de recursos genéticos, monitoramento de metas de biodiversidade, entre outros assuntos.
Julia Pupe, analista da Gerência de Recursos Naturais da CNI, destaca que a seleção da startup pela Confederação demonstra a importância de ações locais para enfrentar desafios globais, reforçando a presença da indústria alagoana nos debates internacionais sobre sustentabilidade.
“Como maior representante da indústria nacional, a atuação da CNI na COP16 reforça o engajamento da indústria brasileira com a biodiversidade e a necessidade de integrar práticas sustentáveis aos negócios”, destaca a analista.
Documentos estratégicos
A entidade apresentará documentos estratégicos, como a “Visão da Indústria para a COP16 de Biodiversidade”, que destaca temas prioritários para o Brasil, e o estudo “Integração da Biodiversidade aos Negócios”, que oferece recomendações práticas para o setor. Essa participação reafirma o compromisso com a preservação da biodiversidade e a integração da agenda ESG em suas operações.
Após o evento, serão elaborados materiais e estudos para capacitar o setor em questões relacionadas à biodiversidade, criando um canal de comunicação com stakeholders globais para compartilhar práticas e experiências.
Cristina Suruagy Nogueira, diretora de Educação e Tecnologia do Senai Alagoas, ressalta o papel essencial do HUB Senai de Inovação no apoio a startups que combinam tecnologia e sustentabilidade. “Nosso foco é na transformação digital e na sustentabilidade. Oferecemos consultoria e desenvolvimento de soluções digitais, e o Sistema Fiea está comprometido com a agenda ESG, promovendo bioeconomia e transição energética”, afirma.
Compromisso com a sustentabilidade
Como entidade comprometida com a sustentabilidade, a Fiea atua como um canal para disseminar informações e práticas sustentáveis para o setor industrial alagoano, incentivando mais empresas a integrarem a biodiversidade em seus negócios. “O Sistema Indústria do Estado de Alagoas tem se posicionado como principal promotor dessa agenda, lançando recentemente o programa ‘Conectando o futuro: Avançando com ESG na Indústria’, o qual, por meio de uma mobilização empresarial, levantou as principais demandas das indústrias locais nos temas da Bioeconomia, Transição Energética, Transformação Digital e Economia Circular”, destacou a executiva.
Além do apoio da CNI e do HUB Senai, a startup conta com o suporte de empresas como a Maceió Investe. Mariane Silveira, gerente de captação de novos negócios, destaca que a parceria com o Nosso Mangue está alinhada aos objetivos da empresa. “A criação da Maceió Investe tem o objetivo de manter e expandir os níveis de crescimento da cidade. Por isso, entendemos que investir nos ativos estratégicos é uma forma de promovermos o crescimento sustentável, a inovação e a prosperidade econômica. O meio ambiente emerge como um ativo especial em Maceió, pois o sistema costeiro e estuarino-lagunar e a insolação da cidade não apenas atraem para o turismo, mas também pode se converter em uma fonte de energia sustentável”, diz.
Com sua participação na COP16, a startup Nosso Mangue, em colaboração com a indústria alagoana e outros apoiadores, busca demonstrar que o desenvolvimento sustentável é um caminho viável para a conservação de ecossistemas essenciais, como os manguezais, e para o fortalecimento da economia verde em Alagoas.
Nessa terça-feira (1º), a Rede Sesi/AL deu início ao período de matrículas para o ano letivo de 2025, oferecendo vagas a partir do 6º ano do Ensino Fundamental II a 3ª Série do Ensino Médio, nas unidades Sesi Benedito Bentes e Sesi Centro, em Maceió.
Em linha com a proposta de oferecer “O Melhor de Dois Mundos”, as escolas Sesi combinam o ensino tradicional com abordagens inovadoras, proporcionando uma experiência educacional completa.
O material didático digital está incluído para novos e atuais alunos, eliminando custos adicionais para as famílias. Dependentes de trabalhadores da indústria também podem concorrer a 25 bolsas integrais para o 1º ano do Ensino Médio no turno da tarde.
As matrículas para novos alunos são feitas presencialmente, e oferecem a oportunidade de conhecer a estrutura das unidades, enquanto as renovações podem ser realizadas de forma on-line.
Formação além da sala de aula e educação inovadora
Nas escolas Sesi, a aprendizagem vai além da sala de aula. Com uma proposta pedagógica inovadora, os alunos são incentivados a serem protagonistas do seu próprio processo de aprendizagem, enquanto professores atuam como mentores e guias. O ambiente escolar, equipado com tecnologia de ponta e inspirado nas melhores práticas educacionais, estimula o pensamento crítico, a criatividade e o desenvolvimento socioemocional.
Com projetos inovadores, competições desafiadoras e congressos estudantis, os estudantes da Rede Sesi/AL são preparados para o mundo do trabalho e as demandas do futuro. A metodologia STEAM (Ciências, Tecnologia, Engenharia, Artes e Matemática) integra os conteúdos de maneira prática e interdisciplinar, promovendo uma formação completa que prepara os alunos para enfrentar, com confiança, os desafios das próximas etapas da sua vida, visando a melhor adequação para qualquer linha de carreira que esse aluno deseja seguir.
Cristina Suruagy, Diretora de Educação e Tecnologia do Sesi Senai Alagoas, destaca a importância de formar cidadãos prontos para as transformações do futuro.
“Nosso desafio é formar o cidadão com pensamento crítico, que desenvolva habilidades de solução de problemas com criatividade e inovação, que esteja preparado para o mundo do trabalho, que é incerto e em constante transformação. Para isso, contamos com uma infraestrutura que possibilita aos nossos profissionais, capacitados a trabalharem a proposta pedagógica por área de conhecimento, que integra a cultura maker, a educação tecnológica, reconhecidas pelas nossas atividades de robótica e iniciação científica, fazendo com isso um paralelo entre este mundo de educação inovadora com o que há de melhor na educação tradicional”, reforça.
Para mais informações sobre matrículas, infraestrutura, preços e agendamento de visitas, entre em contato com as unidades Sesi Benedito Bentes e Sesi Centro ou acesse nosso site: https://escolasesial.com.br/
O presidente da Federação das Indústrias do Estado de Alagoas (Fiea) e diretor regional do Serviço Social da Indústria (Sesi/AL), empresário José Carlos Lyra de Andrade, foi um dos homenageados pelo Tribunal de Justiça (TJAL) como parceiro do projeto Começar de Novo. Criado pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), o projeto tem como objetivo promover a reinserção social de egressos do sistema prisional, em todo País.
“Aqui em Alagoas o projeto vem sendo desenvolvido com eficiência. É um grande trabalho, que vem dando frutos”, disse o presidente do TJAL, desembargador Fernando Tourinho, na solenidade de entrega de selo e certificado aos homenageados, realizada nessa segunda-feira (30), na sede do Tribunal.
Ele destacou o trabalho da equipe do Começar de Novo, liderada pelo desembargador Otávio Praxedes, e cooperação das instituições que se disponibilizaram a dar oportunidades para os presos na volta ao convívio em sociedade.
Para José Carlos Lyra, que falou em nome dos agraciados, o projeto Começar de Novo é fundamental para o apenado voltar ao convívio social de forma digna. “Todo preso, cumprida a pena, volta à sociedade. Todos precisam de uma oportunidade”, disse ele.
A Federação das Indústrias, por meio do Sesi e Senai, tem convênios com o Judiciário e a Secretaria de Estado da Ressocialização e Inclusão Social (Seris) que garantem cursos do formação profissional a egressos do sistema prisional alagoano, parte das atividades do projeto Começar de Novo. O mais recente convênio de cooperação foi assinado em agosto último.
Juntamente com o presidente da Federação das Indústrias, foram homenageados Carlos Alberto Paes, superintendente do Sesi/Al e diretor regional do Senai; Rafael Tenório, sócio da empresa Verdes Mares; Adeildo Sotero, presidente da Fecomércio AL; Felipe Dietschi, diretor regional do Senac; e Carlos Alberto Marques, diretor regional do Sesc, que foi representado pela diretora financeira Natália Bakker. Participaram da solenidade os desembargadores Orlando Rocha (vice-presidente do TJAL), Ivan Brito, Fábio Ferrário e Márcio Roberto Tenório; o presidente da Associação Alagoana de Magistrados (Almagis), Hélio Pinheiro; os juízes Antônio Rafael Casado (auxiliar da Presidência do TJAL), Diego Araújo e Fátima Pirauá, além de servidores do Judiciário alagoano.
Os alunos da Escola Sesi Benedito Bentes foram o grande destaque da 9ª edição da Feira Brasileira de Iniciação Científica (Febic), realizada entre os dias 16 e 20 de setembro, em Pomerode, Santa Catarina. Com o projeto Inclupen, uma caneta vibratória adaptada para melhorar a escrita de pessoas com Parkinson, a equipe alagoana conquistou o 1º lugar na categoria de Iniciação Científica, durante a cerimônia de encerramento do evento na última sexta-feira (20).
Sob a orientação do professor Alef Jordi, os estudantes Vinícius Alves de Sá, Guilherme Pietro Costa Alves Santos e Vinícius Roberto Camilo dos Santos, todos do 8º ano do Ensino Fundamental, desenvolveram a Inclupen, uma caneta inovadora que utiliza vibrações controladas para estabilizar os tremores característicos da doença de Parkinson, proporcionando maior precisão e legibilidade na escrita.
Vinícius Alves, um dos alunos envolvidos no projeto, destacou a importância da iniciativa para melhorar a qualidade de vida das pessoas com a doença. “O Parkinson é uma doença que traz muitas dificuldades, na escrita, no andar, em realizar atividades básicas do dia a dia e o nosso projeto veio para ajudar essas pessoas a ter mais dignidade e a possibilidade de se expressar através da escrita.”
Para o professor Alef, que pôde acompanhar o projeto desde o seu surgimento em sala de aula, passando pelas etapas de ideação e prototipagem, é inspirador ver o crescimento científico dos alunos ao longo do processo.
“Sair como campeão da Febic é reafirmar a importância da metodologia Sesi na vida de nossos estudantes. É a validação de que nossa ciência é significativa e ativa na vida de nossos alunos. A Febic é uma das maiores feiras científicas do Brasil, na qual participam mais de 360 projetos não só do Brasil, mas da América Latina. O 1º lugar nos diz que sim, nossos alunos são capazes de transformar o mundo, porque o mundo é todo deles”, completou.
A Febic é uma das maiores feiras científicas do Brasil, reconhecida por reunir jovens talentos da ciência e promovendo inovação e experimentação. Este ano, o evento contou com 120 equipes e mais de 350 participantes de diversas regiões do Brasil e da América Latina.
Com sua metodologia STEAM, o Sesi oferece aos alunos a oportunidade de se envolverem em projetos científicos e pesquisas acadêmicas desde a educação básica. O projeto, que competiu na categoria Ciências da Saúde, resultou de uma pesquisa abrangente, que incluiu revisão bibliográfica, desenvolvimento de protótipo e testes com participantes diagnosticados com Parkinson, com o objetivo de melhorar a autonomia e a qualidade de vida dessas pessoas.
A unidade Sesi Senai do Benedito Bentes recebeu, no último sábado (17), a edição 2020 do Dia Nacional da Construção Social. Durante as atividades, o Serviço Social da Indústria (Sesi) levou aos trabalhadores da construção civil e seus familiares ações de odontologia, divulgação das matrículas da educação básica, além dos cursos de capacitação profissional do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), com um game e entrega de brindes a quem acertasse as questões do jogo da memória.
O vice-presidente da Federação das Indústrias do Estado de Alagoas (Fiea) e presidente do Sindicato da Indústria de Construção (Sinduscon/AL), José da Silva Nogueira Filho, participou da abertura do evento. “É uma hora recebê-los aqui. O Sesi Senai é a casa de vocês, é onde vocês encontram oportunidades de construírem o futuro”, afirmou.
A cerimônia teve ainda a presença do empresário Alfredo Brêda, que é vice-presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) e do Sinduscon/AL, além de 1º secretário da Fiea; e do diretor de Responsabilidade Social da Associação das Empresas do Mercado Imobiliário de Alagoas (Ademi/AL), Marcelo Tavares.
O evento
Em 2024, o tema do Dia Nacional da Construção Social foi “Vida, sua melhor obra!”. Promovido pela CBIC e pelo Sesi Nacional, conta com o apoio do Serviço Social da Construção Civil (Seconci). No estado, é realizado pela Ademi-AL, com a parceria do Sesi/AL, Sinduscon/AL, Sebrae/AL, Prefeitura de Maceió, Governo de Alagoas e um grupo de empresas apoiadoras.
A iniciativa já entrou no calendário do setor, ocorrendo, simultaneamente, em mais de 20 cidades pelo país. Durante a manhã, os trabalhadores e seus dependentes tiveram a acesso a serviços de saúde, lazer infantil, esporte e cidadania. O evento também foi marcado pelo show de talentos, pelo campeonato de futsal e pelo casamento coletivo, entre outras atividades.
Pelo Sistema Fiea, acompanharam o Dia da Construção Social a gerente executiva comercial, Mônica Vieira, a assessora de Marketing, Ana Paula Andrade, a diretora da Unidade Sesi Senai Benedito Bentes, Dayse Teixeira, a gerente de Produto e Cliente, Cristiane Gomes, além de parte do time Sesi Senai.
Do primeiro treino, no último dia 8 de julho, até hoje, a equipe de futebol de cegos do Serviço Social da Indústria (Sesi) é só evolução. Por meio do Programa Sesi Pessoas com Deficiência (PSPCD), a entidade segue investindo na modalidade, trazendo inovações. Na segunda-feira, 12, a novidade foi a instalação de guizos nas redes das traves, um estímulo auditivo que comunica aos jogadores quando o tento é marcado.
“Já senti a emoção de fazer um gol!”, comemorou o atleta Luiz Renato Buarque, 39 anos, na quadra da Vila Olímpica Albano Franco, onde os treinamentos ocorrem às segundas e quartas-feiras. O jornalista aponta mudanças positivas em pouco mais de um mês de treinamentos. “A diferença é notável, porque nós estamos trabalhando o fundamento aqui, começando a evolução do chute, do controle de bola, do passe de bola… é notável!”, destacou.
O crescimento pessoal é outro resultado proporcionado pela prática esportiva no Sesi. “É a primeira vez que eu vim jogar, não tinha experiência, mas, estou me identificando. Estou gostando de participar. Eles [colegas de time] me deram muita força. Eu não queria antes, achava que não tinha condições, mas, graças a Deus, estou me dando bem”, afirmou Edson Justino, de 48 anos.
Diante do progresso do time de cegos do Sesi, hoje com dez atletas, o professor do PSPD, Pablo Lucini, sonha com a participação dos alagoanos em campeonato regional no próximo ano. Para ampliar a equipe, ele vai iniciar diálogo com instituições como a Escola Cyro Accyoli e a Associação de Cegos de Alagoas. Em outubro, viaja a São Paulo e fará uma visita à Confederação Brasileira de Desportos de Deficientes Visuais, em busca de mais experiência.
Além disso, em breve, o Sesi Alagoas vai adquirir mais seis bolas adaptadas para evoluir no quesito domínio. Motivação não falta, segundo o professor, e ela é o motivo da evolução da equipe. “O progresso se vê pela vontade deles. A vontade, com a alegria que estão. Estamos em um caminho muito certo”, afirmou Lucini.
A equipe pedagógica da Rede Sesi de Educação Básica recebeu, nessa terça-feira, 13, a visita da juíza do trabalho Luciana Espírito Santo Silveira e da procuradora do trabalho Rosemeire Lopes de Lobo Ferreira. O encontro aconteceu na Escola Sesi de Referência, no bairro Benedito Bentes, em Maceió.
Na reunião, que contou com a presença do secretário municipal de Educação, Victor Braga, elas conheceram a estrutura da unidade e a metodologia de ensino do Sesi, modelo que deve ser transferido para a Rede Municipal de Maceió com a construção de uma nova escola na capital alagoana, como previsto no acordo entre Prefeitura de Maceió, Braskem e Ministério Público do Trabalho (MPT). A ideia é, após este projeto-piloto, expandir a experiência para toda a rede municipal.
A gerente executiva de Educação do Sesi Alagoas, Clarisse Barreiros, disse que a entidade enxerga nessa possível parceria uma oportunidade de colocar em prática a missão de transformar vidas sendo uma ponte para o futuro, por meio da Educação. “O Sesi está comprometido, de fato, com a construção de um cidadão que vai se ocupar de pensar em como o mundo precisa ser para ficar melhor, que consegue colaborar com o seu entorno e com a sua comunidade”, destacou.
Na ocasião, o coordenador de Educação Básica do Sesi Alagoas, Tássio Paiva, apresentou detalhes como a metodologia Maker, em que os alunos aprendem com a “mão na massa” e a STEAM, metodologia interdisciplinar que une os conhecimentos em Ciências, Tecnologia, Engenharia, Artes e Matemática. “O modelo pedagógico do Sesi transforma a realidade de aprendizagem do aluno, dando muito mais significado para essa aprendizagem, porque ela vai além da teoria, ele consegue aprender na prática”, acrescentou Clarisse Barreiros.
Encantamento. Essa foi a palavra usada pela juíza do trabalho Luciana Espírito Santo ao descrever a impressão que sentiu ao conhecer a Escola Sesi de Referência que, segundo ela, rompe com os padrões de ensino que conhecemos. “Aqui, o ser humano é colocado na escola como um cidadão, com poder de voz, com poder de soluções e de fazer parte da transformação. É isso que me encantou aqui e que faz com que eu veja o mundo da Educação, agora, com novos olhos, porque eu acho que essa metodologia veio para ficar”, declarou.
A estrutura escolar e a metodologia Sesi de ensino também foi elogiada pela procuradora do trabalho Rosemeire Lopes. Ele observou a engenharia do prédio construído com a técnica steel frame, além de questões como acessibilidade, ventilação e iluminação. Na avaliação da procuradora, a unidade do Sesi localizada no Benedito Bentes une muito bem a metodologia inovadora à infraestrutura de ponta.
“É uma coisa, realmente, de primeiro mundo. Que um dia nossas escolas públicas também cheguem a um nível desses, e que o aluno seja parte, também, do processo não só recebendo, mas, construindo o aprendizado”, afirmou. Ela lembrou que os professores devem ser capacitados e as autoridades dispostas a contribuir para que isso aconteça. “E é o que a gente está fazendo aqui”, concluiu. O secretário de Educação de Maceió, Victor Braga, terminou a reunião otimista com a troca de experiências. “Eu saio daqui com alma lavada e com a certeza de que a gente vai aplicar esse projeto-piloto que vai dar certo com toda a rede. Assim, os resultados virão rapidamente. Eu saio realmente, hoje, elogiando o nível da Educação, a metodologia que é aplicada aqui no Sesi e a estrutura física da unidade. O Sesi está de parabéns!”, finalizou.
Durante encontro promovido pela Unidade Sindical da Federação das Indústrias de Alagoas (Fiea) na Casa da Indústria Napoleão Barbosa, a gerente executiva comercial do Sistema Fiea, Mônica Vieira, apresentou à presidente do Sindicato das Indústrias de Cachaça, Cerveja, Bebidas Destiladas e Bebidas Fermentadas do Estado de Alagoas (Sindcachaça-AL), Maria Carolina Lins de Albuquerque, as soluções que o Sesi e Senai ofertam para contribuir com o desenvolvimento da Indústria. A reunião aconteceu no último dia 25 de julho.
Maria Carolina assumiu em 25 de abril último a liderança da entidade que representa um setor com 11 indústrias no estado. No Senai, estas empresas podem contar com serviços de qualificação profissional, laboratórios e consultorias nas áreas de tecnologia e inovação para aumentar a produtividade e a competitividade industrial.
Já o Sesi cuida de adequações às normas de segurança e saúde no trabalho, além de possuir programas voltados à saúde do trabalhador e prevenção de acidentes. “O Sesi deixa o ambiente de trabalho mais seguro e saudável e o Senai dá todo o suporte para que essa mão de obra seja mais qualificada e para que a empresa se torne mais competitiva e produtiva. São dois parceiros muito importantes para desenvolver a indústria e a presidente do Sindcachaça compreendeu isso”, afirmou Mônica.
Outros parceiros
Na reunião, o diretor técnico do Serviço Brasileiro de Apoio à Micro e Pequena Empresa de Alagoas (Sebrae/AL), Keylle Lima, também apresentou os serviços da instituição, como boas práticas de produção, viagens e consultorias. Com a presença do gerente da Unidade Sindical da Fiea, Francisco Acioli e do consultor André Luiz, o encontro incluiu discussão sobre como fortalecer ainda mais do Sindcachaça-AL.