Categoria: Fiea

  • Observatório da Indústria atualiza estudo sobre a Economia do Mar em Alagoas

    Observatório da Indústria atualiza estudo sobre a Economia do Mar em Alagoas


    A Federação das Indústrias do Estado de Alagoas (FIEA), por meio do Observatório da Indústria, divulgou a nova versão do estudo Economia do Mar em Alagoas, publicação que analisa o impacto socioeconômico das atividades relacionadas ao mar no estado. A atualização, lançada em outubro de 2025, revisa os dados da primeira edição publicada em março, reforçando o compromisso da entidade em oferecer informações sempre atuais para subsidiar políticas públicas e decisões estratégicas voltadas ao desenvolvimento da chamada Economia Azul.

    De acordo com a autora do estudo, pesquisadora Beatriz Almeida, o conteúdo foi mantido, havendo atualização apenas dos dados obtidos em bases oficiais, como Receita Federal, RAIS e ANP. “A ideia é que o levantamento seja atualizado semestralmente, permitindo acompanhar a evolução dos segmentos econômicos ligados ao mar em Alagoas”, explicou. Os dados sobre empregos – extraídos de bases como RAIS e CAGED – serão revisados sempre que houver atualização nacional.

    A segunda edição do estudo mantém a metodologia que organiza as atividades da Economia do Mar em seis linhas principais: Recursos Vivos do Mar, Energia do Mar, Manufaturas do Mar, Transportes do Mar, Serviços do Mar e Defesa do Mar. O levantamento mostra que o setor de Serviços do Mar segue como o principal gerador de empresas e empregos, com destaque para as áreas de turismo, alimentação e hospedagem, especialmente nos municípios de Maceió e Maragogi. Já as Manufaturas do Mar mantêm crescimento constante, impulsionadas pelo comércio e beneficiamento de pescado, enquanto a carcinicultura continua em expansão, consolidando Arapiraca, no Agreste do Estado, como referência na produção de camarão.

    O gerente executivo do Observatório da Indústria, Rafael Sampaio de Melo Fragoso, destaca que o acompanhamento contínuo dos dados é essencial para compreender a dinâmica desse setor. “A Economia do Mar tem papel estratégico na geração de emprego e renda, além de representar um vetor importante de inovação e sustentabilidade para o desenvolvimento regional”, afirmou.

    O estudo Economia do Mar em Alagoas – Versão 2.0 está disponível para consulta e download na área de Publicações do site da Federação das Indústrias do Estado de Alagoas: https://fiea.com.br/conteudo/publicacoes-em-geral/ .

  • IEL: confira as vagas de estágio e jovem aprendiz desta semana em Maceió e Arapiraca

    IEL: confira as vagas de estágio e jovem aprendiz desta semana em Maceió e Arapiraca


    O Instituto Euvaldo Lodi (IEL), que integra o Sistema FIEA ao lado do SESI e do SENAI, divulgou novas oportunidades de estágio e jovem aprendiz para esta semana, com vagas disponíveis em Maceió e Arapiraca. As inscrições já estão abertas e devem ser realizadas exclusivamente pelo portal de carreiras: carreiras.iel.org.br/AL.

    Em Maceió, há vagas de estágio para estudantes dos cursos de Administração, Administração Pública, Gestão Comercial, Ciências Contábeis, Design, Publicidade e Propaganda, Engenharia Civil, Técnico em Edificações, Técnico em Enfermagem e Técnico em Química. As bolsas variam de R$ 535,33 a R$ 1.500,00, com auxílio-transporte que pode chegar a R$ 8,00 por dia. Também há oportunidades para jovem aprendiz na função de assistente administrativo, com remuneração de R$ 759,00.

    Já em Arapiraca, o IEL oferece vagas de estágio para estudantes dos cursos de Administração, Técnico em Segurança do Trabalho e áreas de Tecnologia da Informação (Sistemas de Informação, Ciências da Computação e Análise e Desenvolvimento de Sistemas). As bolsas variam entre R$ 400,00 e R$ 900,00, com auxílio-transporte de R$ 100,00. Na modalidade jovem aprendiz, há 40 vagas para atuação em teleatendimento, com remuneração de R$ 1.515,68.

    Os interessados devem se cadastrar e acompanhar as oportunidades diretamente no portal do IEL. As vagas são atualizadas semanalmente e podem ser encerradas assim que preenchidas.

  • Em entrevista às Páginas Amarelas da VEJA, presidente da CNI diz que prioridade é reduzir o Custo-Brasil

    Em entrevista às Páginas Amarelas da VEJA, presidente da CNI diz que prioridade é reduzir o Custo-Brasil

    Foto: Iano Andrade / CNI

    De acordo com entrevista exclusiva para a Veja, publicada no dia 10 de outubro de 2025, edição nº 2965, escrita por Márcio Juliboni, Ricardo Alban, presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), destacou que a indústria brasileira perdeu espaço no cenário econômico mundial e precisa de medidas concretas para recuperar sua competitividade. Segundo ele, o setor representava 36% do PIB na década de 1980 e hoje corresponde a apenas 25%.

    Alban ressaltou que os juros altos têm impacto direto nos investimentos industriais, encarecendo o crédito e dificultando a modernização das fábricas. O presidente apontou ainda a necessidade de ampliar a participação dos industriais nos debates sobre política econômica, infraestrutura e educação, para criar um ambiente mais favorável à produção, exportação e geração de empregos. Alban defende que a indústria volte a ter protagonismo, tanto no mercado interno quanto em negociações internacionais e na formulação de políticas públicas.

    Principais pontos respondidos na entrevista:

    • O senhor critica a Selic em 15% ao ano. Por que ela permanece nesse nível?
    • O descontrole fiscal não justifica a alta dos juros?
    • As projeções de inflação não convergirem para a meta não seria uma postura prudente?
    • O que falta para enriquecer o debate econômico atual?
    • Por que a CNI lançou a campanha sobre o custo-Brasil?
    • O que ainda não está claro à população sobre o custo-Brasil?
    • Por que é tão difícil resolver esse problema estrutural?
    • Por onde começar para reduzir o custo-Brasil?
    • Como o pacto social que o senhor propõe ajudaria na política industrial?
    • O pacto depende do Congresso. O que fazer diante de interesses divergentes?
    • Há condições de o Congresso priorizar políticas de Estado em vez de pautas próprias?
    • Qual é a vocação da indústria brasileira e como apoiá-la com políticas públicas?
    • O que o presidente Lula deveria oferecer a Donald Trump para reverter o tarifaço?

    Leia a íntegra da entrevista na VEJA, reportagem de Márcio Juliboni, e confira os desafios e soluções propostas pelo presidente da CNI.

  • CNI: 1 em cada 5 indústrias usaria o transporte aquaviário se houvesse condições adequadas

    CNI: 1 em cada 5 indústrias usaria o transporte aquaviário se houvesse condições adequadas

    Pesquisa da Confederação Nacional da Indústria (CNI) mostra que 29% das empresas industriais usam o transporte por cabotagem para o escoamento de cargas e que, entre as indústrias que não utilizam, 20% estariam dispostas a usar se houvesse condições adequadas de transporte.

    A consulta aponta que, entre os entrevistados que têm conhecimento do Programa de Estímulo ao Transporte por Cabotagem, conhecido como BR do Mar, nove em cada 10 vislumbram algum benefício com a medida, instituída no novo marco regulatório para o setor e em vigor desde julho.

    ❓O que é cabotagem: a cabotagem é o transporte entre portos do mesmo país, utilizando as costas e hidrovias sem cruzar fronteiras internacionais. Esta modalidade logística é uma alternativa ao transporte terrestre, com vantagens como a movimentação de grandes volumes, redução de custos, maior segurança contra roubos e menor impacto ambiental.

    A maior parte dos empresários que esperam ter benefício com o BR do Mar sinaliza que a redução de custos seria o principal benefício esperado a partir da efetiva implementação do programa – opção indicada por 85% das empresas que atuam na cabotagem e 70% das empresas que não usam o modal.

    “Apesar de termos uma costa litorânea extensa, ainda usamos pouco a navegação por cabotagem e os dados da pesquisa evidenciam esse potencial. Para a indústria, que transporta grandes cargas e volumes, a modalidade é um grande diferencial para a competitividade do setor. Por isso, o BR do Mar é tão relevante”, avalia o diretor de Relações Institucionais da CNI, Roberto Muniz.

    Cabotagem corresponde a apenas 11% do transporte nacional

    O Brasil tem enorme potencial para o uso da cabotagem, mas atualmente essa modalidade representa apenas 11% da matriz de transporte nacional, sendo majoritariamente concentrada na movimentação de petróleo e derivados (75% do total movimentado).

    Entre os motivos para as empresas não usarem a cabotagem, o principal apontado foi a incompatibilidade geográfica (45%). Foram mencionadas ainda a indisponibilidade de rotas (39%), o maior tempo de trânsito (15%) e a distância da origem do transporte até o porto (15%).

    Gaúchos são os que têm maior interesse em ampliar uso do modal

    Embora 65% das empresas consultadas não utilizem o transporte por cabotagem, uma em cada cinco estaria disposta em adotar o modal se houvesse condições adequadas de transporte. Firmas com maior interesse pelo modal estão situadas nos estados do Rio Grande do Sul (17%), Bahia (13%), Rio Grande do Norte (13%), Santa Catarina (13%), Pernambuco (8%), Rio de Janeiro (8%), São Paulo (8%), Sergipe (8%), Maranhão (4%), Pará (4%) e Paraná (4%).

    A redução de custos (79%) foi o principal fator para uso da cabotagem pelas empresas que responderam utilizar esse meio, seguido pela segurança no transporte (21%). A analista de infraestrutura da CNI, Paula Bogossian, explica que o fomento a navegação entre portos brasileiros para o transporte de cargas poderia resultar em uma queda expressiva nos custos logísticos do país.

    Os números apontam também que empresas de maior porte têm mais tendência ao uso da cabotagem, inclusive em termos de intensidade. Das empresas de pequeno porte, apenas 7% utilizam o modal, de modo que, todas elas relatam pouco uso.

    Em médias empresas, o serviço é demandado por 22% dos respondentes – a maior parcela aponta utilização moderada (12%). Por fim, 44% das empresas de grande porte destacam uso da cabotagem em suas operações – 8% afirmam utilizar muito o meio de transporte em questão.

    “Os custos de transporte no Brasil são elevados, uma vez que utilizamos equivocadamente o modal rodoviário em longas distâncias. Como mostra a pesquisa, a situação poderia ser diferente se aumentássemos o uso da cabotagem”, aponta Paula. “Estimamos um potencial de redução dos custos logístico em cerca de 13%, se houvesse um melhor equilíbrio na matriz de transportes do país”, acrescenta a analista.

    A pesquisa revela ainda que as empresas que utilizam a cabotagem apresentam maior média de distância no transporte de suas cargas, entre o local de produção e o destino de suas mercadorias (1.213 km). Já aqueles que não usam o modal transportam suas produções em média por 862 km.

    Consulta Empresarial – Cabotagem.pdf(2,6 MB)

    Entenda o que é o programa BR do Mar

    Sancionado em 2022, o BR do Mar reúne um conjunto de medidas voltadas para o aumento da cabotagem no Brasil. O programa foi regulamentado em julho pelo governo federal, com possibilidade de investimentos e aumento de ofertas de navios para o transporte de produtos por via aquática no país.

    Com a publicação do Decreto nº 12.555/25, foram apresentadas as regras a serem cumpridas pela Empresa Brasileira de Navegação (EBN), de modo que esta possa realizar o afretamento de embarcações estrangeiras, de acordo com as condições previstas no BR do Mar.

    A redução de custos seria o principal benefício esperado a partir da efetiva implementação do “BR do Mar” – opção indicada por 85% das empresas que atuam na cabotagem e 70% das empresas que não usam o modal. Em relação aos desafios, sobressai a necessidade de superação dos baixos investimentos em infraestrutura portuária – opção indicada por 69% das empresas que atuam na cabotagem e 70% das empresas que não usam o modal.

    Participaram da Consulta Empresarial um total de 195 empresas de 29 setores da indústria distribuídas por todas as macrorregiões do país.

    Próximos passos

    Ainda que o decreto tenha apresentado os principais requisitos para habilitação das empresas ao BR do Mar, outros dispositivos importantes relacionados à plena execução do novo Marco Legal da Cabotagem ainda deverão ser regulamentados neste ano.

    Merecem atenção especial a portaria que tratará das cláusulas essenciais de um contrato de longo prazo para afretamento de navios, assim como a portaria que vai dispor sobre a definição do conceito de embarcação sustentável para fins de atendimento dos requisitos do programa.

    Sobre as chamadas “embarcações sustentáveis”, o diretor Roberto Muniz ressalta que a CNI busca ativamente a integração da indústria com a agenda ambiental e social, de forma a promover práticas sustentáveis e contribuir para a construção de uma economia de baixo carbono.

    “A Lei tem o objetivo de incentivar a cabotagem. Entendemos a importância de termos embarcações sustentáveis, mas os parâmetros a serem definidos em portaria para políticas de sustentabilidade não podem comprometer a necessária ampliação do uso do modal e o desenvolvimento da indústria naval brasileira, tampouco ser mais restritivos que em outros países”, pondera. “A cabotagem já é seis vezes menos poluente que o transporte rodoviário, se considerados a distância e o volume transportado”, acrescenta Muniz.

    Como a habilitação das empresas no BR do Mar está diretamente vinculada à delimitação desses conceitos, a CNI avalia que é essencial a participação do setor produtivo na Consulta Pública. Essa presença no debate é importante para garantir que o texto proposto nas portarias esteja alinhado não apenas às necessidades do setor transportador, como da indústria naval brasileira e dos usuários do transporte por cabotagem.

  • CNI reúne comunicadores de todo o país para conectar ideias, negócios e pessoas

    CNI reúne comunicadores de todo o país para conectar ideias, negócios e pessoas

    Mais do que discutir tendências, o 1º Encontro de Comunicadores da Confederação Nacional da Indústria (CNI) foi um espaço para ouvir histórias, conhecer casos reais e aprender com a experiência uns dos outros. Reunidos em Brasília nos dias 19 e 20 de agosto, mais de 130 profissionais de comunicação do Sistema Indústria compartilharam vivências, trocaram ideias e descobriram caminhos comuns para enfrentar desafios e ampliar o alcance da comunicação em todo o país.

    O diretor de Comunicação da Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul (FIERGS), Nilson Vargas, trouxe como exemplo a Rota FIERG, um programa de aproximação entre as indústrias e as realidades locais. Trabalho feito com visitas, escutas ativas e diálogo com pequenas e médias indústrias.

    Além de aproximar a entidade das indústrias locais, a imersão possibilita o debate e a identificação das prioridades da região, muito por conta da comunicação mais efetiva. Segundo Nilson, o encontro foi uma ponte para elevar a relação entre os comunicadores das federações.

    “O contato próximo, a troca de vivências, a percepção de que muitos desafios são comuns e a solução pode estar num projeto conduzido em outro estado abrem novas portas para parcerias e iniciativas em conjunto. A pauta diversificada dos debates, que incluiu temas como Inteligência Artificial, Diversidade e gestão de conteúdos, enriqueceu muito os dois dias de discussão”, disse Nilson.

    Representante do Espírito Santo, Beatriz Seixas, gerente de Comunicação e Relações Públicas da Federação das Indústrias do Estado do Espírito Santo (FINDES), inspirou com histórias sobre “indústria em rede” e a participação das mulheres no setor. “ Foi muito importante reforçar o papel estratégico da comunicação não só para o desenvolvimento da indústria, como para a conexão deste setor tão relevante junto à sociedade. Ter a oportunidade de compartilhar experiências e ouvir outras federações foi enriquecedor. Uma boa comunicação requer escuta ativa e atualização constante”, comentou Beatriz.

    Branding e reputação

    A abertura do encontro trouxe um debate de alto nível: branding e reputação foram o tema do bate-papo comandado por dois especialistas no assunto, Alexandre Loures, sócio-controlador e líder da Área Privada na FSB Holding – maior ecossistema de gestão de reputação da América Latina; e Ricardo Sapiro, sócio-fundador da agência Touch Branding, a frente de grandes marcas como Nestlé, Gerdau, Petrobras, Unilever.

    O clima foi de dobradinha: enquanto Sapiro trouxe conceitos e apresentou um case da Gerdau, com várias percepções; Loures mostrou como transformar posicionamento e reputação em estratégia prática, conectada com o negócio e com o público.

    A programação do encontro foi pensada para trazer diferentes experiências. Os de aprendizado, com os painéis, sempre com abertura para responder às perguntas ou tirar dúvidas do público participante; o dos cases, com exemplos e histórias reais, e também de oficinas, com temas pertinentes para a comunicação.

    O painel Mídias Sociais e Influenciadores Digitais reuniu o publicitário Leandro Albuquerque, representando o TikTok, e o gerente de contas André Fagundes, representando o LinkedIn, sob moderação da gerente de Criação de Publicidade e Mídias Sociais da CNI, Joana Pericas.

    Os especialistas debateram como as redes sociais têm transformado estratégias de comunicação e engajamento, explorando diferenças-chave em públicos e formatos de conteúdo e algoritmos. Além disso, os especialistas destacaram como criadores de conteúdo e marcas podem potencializar a presença digital de forma estratégica e autêntica, com dicas de ferramentas das próprias plataformas.

    Como a Inteligência Artificial pode ajudar profissionais da comunicação?

    Na oficina “Inteligência Artificial e novos formatos para a Comunicação”, o pesquisador em ciência da informação pela UniRio Bruno Rodrigues trouxe esse questionamento para o debate: como a I.A pode ajudar? Rodrigues mostrou que é possível aperfeiçoar a produção de conteúdo para as mais diversas plataformas com a parceria dessa ferramenta e deu dicas importantes sobre como fazer isso.

    Segundo Rodrigues, a IA não é uma moda passageira. “Ela veio para ficar e quem não se atualizar e aprender a utilizar a ferramenta de forma profissional e assertiva já está ficando para trás”, comentou.

    Crise?

    Um dos maiores especialistas em comunicação em gestão de crise em organizações públicas e privadas, o comunicador João José Forni foi um dos painelistas do tema “Crise em tempo real”, que também contou com a doutora em comunicação e diretora da Escola de Comunicação, Artes e Design – Famecos/PUCRS, Rosangela Florczak.

    Em um período tomado pelo tarifaço, a palavra crise tem sido cada vez mais comum no cotidiano de organizações públicas e privadas. Mas, como enfrentar cenários que podem colocar em risco a imagem e reputação das instituições e qual o papel da comunicação na gestão de crise?

    Para Forni, sete elementos são fundamentais para o gerenciamento estratégico que começa com a escolha de um líder, um plano de crise, o envolvimento do time de comunicação, a identificação dos stakeholders, a construção de mensagens-chave, a preparação dos porta-vozes e o tempo estratégico para respostas.

    Rosangela Florczak reforçou a necessidade dos planos de prevenção e de mitigação, já que as crises deixaram de ser extraordinárias e tornaram-se cenários permanentes, inclusive nas redes sociais. Florczak diz que é preciso estamos preparados para enfrentar momentos difíceis com efetividade e segurança.

    O painel foi moderado pelo superintendente de Jornalismo do Sistema Indústria, Rafael Mônaco.

    Encontro dos comunicadore

    + Diversidade

    Um dos painéis foi sobre Diversidade na Comunicação. Participaram Marcelo Ramos, gerente de Desenvolvimento Estratégico e Sustentável (ESG) do SENAI CETIQT; Anna Brandão, especialista de RH e responsável pelo programa de Diversidade do Sistema Indústria; e Ana Rosa Fagundes, gerente de Comunicação Institucional, trouxe um case de inclusão e comunicação do Sistema FIEMT.

    A moderação ficou com a analista da Diretoria de Comunicação da CNI Thays Amorim. “O debate de diversidade, equidade e inclusão é fundamental porque amplia vozes, fortalece as organizações e aproxima as pessoas. Foi um momento de escuta, compartilhamento e aprendizado para uma comunicação mais inclusiva e plural”, afirmou Thays.

    Para fechar a programação com chave de ouro, os comunicadores visitaram o SESI Lab. O museu que conecta arte, ciência, tecnologia e educação. O diretor de Comunicação do Sistema Indústria, André Curvello, acredita que a comunicação é ferramenta indispensável na transformação do mundo. “Dois dias debatendo comunicação e temas ligados ao sistema indústria. Nosso encontro de comunicadores termina com uma certeza: ano que vem tem mais. Mais próximos e mais fortes. Agradeço ao presidente Ricardo Alban, colegas de diretoria e toda a equipe que viabilizou a realização deste evento”, afirmou Curvelo.

    Um dos parceiros do evento, o Conselho Nacional do SESI (Cnsesi), foi representado pela gerente-executiva de Comunicação Institucional do Cnsesi, Vanessa Ramos. A gerente citou o filósofo Paul Ricœur para falar sobre construção de memórias. “O que a gente está fazendo aqui é construir memórias. Paul Ricœur fala que memória é um conjunto de narrativas, e o ato de contar histórias promove lembranças, constrói histórias e também identidade. E isso importa muito. Encontro como esse não acontece há cerca de 10 anos. Pode contar com o Conselho para que outros aconteçam”, garantiu Vanessa.

  • Terras raras, minerais críticos e estratégicos: entenda as diferenças e a importância para o Brasil

    Terras raras, minerais críticos e estratégicos: entenda as diferenças e a importância para o Brasil

    Nos últimos dias, terras raras e minerais estratégicos ganharam destaque na mídia, devido à sua importância econômica e papel central na tecnologia e no desenvolvimento sustentável. Mas qual a real diferença entre esses termos? Confira no vídeo a seguir:

    O que são minerais?

    Minerais são substâncias naturais extraídas da terra que compõem boa parte do nosso cotidiano. Eles estão presentes desde o celular e o carro até a energia que ilumina as casas. Eles passam por processos de beneficiamento e transformação para virar matérias-primas essenciais à indústria moderna.

    Minerais críticos e estratégicos: qual a diferença?

    Minerais críticos são aqueles essenciais para setores estratégicos, como energia limpa, eletrificação e defesa, com alta demanda global e riscos de fornecimento concentrados em poucos países. Já minerais estratégicos são definidos segundo o interesse de cada país, sendo vitais para a economia, segurança nacional e soberania tecnológica. 

    Terras raras: o que são e por que importam?

    As terras raras são um grupo de 17 elementos químicos usados para produzir ímãs superpotentes, ligas metálicas especiais e componentes de alta tecnologia. Apesar do nome, são relativamente abundantes, mas a extração é complexa e custosa. Atualmente, a China domina a produção global, detendo cerca de 40% das reservas conhecidas e produzindo mais de 70% do total mundial. O Brasil, por sua vez, tem uma das maiores reservas do mundo, cerca de 19%, mas sua produção ainda é muito baixa, representando menos de 0,1% do total global.

    Terras raras e o tarifaço dos EUA!

    Nos últimos meses, os Estados Unidos decretaram altas tarifas sobre produtos brasileiros. Em resposta, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, sugeriu incluir os minerais críticos e as terras raras nas negociações. Afinal, os EUA são altamente dependentes de importações desses recursos, principalmente da China, e o Brasil possui grande potencial de fornecimento.

    Nos últimos meses, os Estados Unidos decretaram altas tarifas sobre produtos brasileiros. Em resposta, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, sugeriu incluir os minerais críticos e as terras raras nas negociações. Afinal, os EUA são altamente dependentes de importações desses recursos, principalmente da China, e o Brasil possui grande potencial de fornecimento.

  • COP30: Empresários focam em soluções de sucesso da agenda verde

    COP30: Empresários focam em soluções de sucesso da agenda verde

    Liderar pelo exemplo é a estratégia da Sustainable Business COP (SB COP) para influenciar os rumos da 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30). É dessa forma que o chair da iniciativa, Ricardo Mussa, acredita que o setor empresarial pode contribuir efetivamente para a construção de consensos internacionais e o avanço da agenda climática. Lançada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), a SB COP quer mostrar, com base em experiências concretas, que o setor privado já entrega soluções e pode ir além.

    “Abrimos uma chamada para envio de cases de sucesso das empresas, e já recebemos mais de 700 projetos. Vamos, lá na COP, mostrar esses exemplos”, afirmou Mussa nesta quarta-feira (6), durante evento paralelo à São Paulo Climate Week, promovido pela SB COP na sede da CNI, em São Paulo.

    Ex-presidente da Raízen, uma das maiores fabricantes de etanol do mundo (biocombustível relevante para a redução das emissões globais), Mussa hoje lidera a articulação internacional que reúne organizações empresariais equivalentes à CNI em mais de 60 países. Ao todo, a SB COP representa mais de 35 milhões de empresas.

    A iniciativa organizou o trabalho em oito eixos temáticos, com o objetivo de apresentar contribuições práticas e relevantes para os negociadores da conferência nas seguintes áreas: economia circular; green skills e empregos verdes; soluções baseadas na natureza (NbS); cidades sustentáveis; transição energética; e bioeconomia. Em vez de anunciar novas iniciativas, o grupo aposta em demonstrar o que já está funcionando.

    “A melhor forma da gente ajudar, talvez, não seja só dar as recomendações. Como a gente tem 35 milhões de empresas, a gente pensou diferente. Vamos olhar o que está funcionando”, explicou. “Vamos entender por que um projeto de bioeconomia na Malásia está dando certo. Por que ele está funcionando? A partir desse entendimento, que veio de um caso concreto, partiremos para a negociação.”

    O modelo de atuação foi inspirado no B20, braço empresarial do G20. “A gente copiou muito da estrutura do B20, mas qual foi a vantagem que percebi ao longo do tempo? Que tínhamos uma infinidade de exemplos excelentes para levarmos para a COP”, aponta o chair da SB COP.

    Para Mussa, o caminho é oferecer soluções reais, testadas e replicáveis. “A gente tem que estar do lado da solução. Claro que tem mazelas, mas, em vez de falar dos problemas, vamos falar das soluções e fazer uma excelente COP.”

    Durante o fórum realizado nesta quarta-feira (6), os grupos temáticos da SB COP debateram o avanço das recomendações e a curadoria dos projetos que serão levados à conferência em Belém. A abertura reuniu o superintendente de Meio Ambiente e Sustentabilidade da CNI, Davi Bomtempo (CNI); Gabriella Dorlhiac, diretora executiva da ICC Brasil; Dan Ioschpe, Campeão de Alto Nível da COP30; e o próprio Mussa. 

    Participando remotamente, a CEO da COP30, Ana Toni, destacou a importância da mobilização do setor privado para o sucesso da conferência e parabenizou a atuação da SB COP.

  • Momento exige negociação e não retaliação, avalia CNI sobre decreto de tarifas de 50% dos EUA

    Momento exige negociação e não retaliação, avalia CNI sobre decreto de tarifas de 50% dos EUA

    Confederação Nacional da Indústria (CNI) reiterou nesta quarta-feira (30) que a imposição de tarifa de 50% para os produtos brasileiros, oficializada por decreto publicado pelo governo norte-americano, causa grande preocupação, pois compromete cadeias produtivas, reduz a produção, ameaça empregos e investimentos e contratos de longo prazo. A entidade descarta, contudo, a possibilidade de retaliação, e reforça que o país deve se manter unido e ampliar os canais de diálogo e de negociação com os Estados Unidos.


    “A confirmação da aplicação da sobretaxa sobre os produtos brasileiros, ainda que com exceções, penaliza de forma significativa a indústria nacional, com impactos diretos sobre a competitividade. Não há justificativa técnica ou econômica para o aumento das tarifas, mas acreditamos que não é hora de retaliar. Seguimos defendendo a negociação como forma de convencer o governo americano que essa medida é uma relação de perde-perde para os dois países, não apenas para o Brasil”, afirma o presidente da CNI, Ricardo Alban.


    Com o objetivo de atenuar os efeitos da aplicação das tarifas sobre a indústria nacional, a CNI apresentou ao governo federal uma lista de 8 medidas prioritárias com diversas propostas do setor em áreas como crédito, tributação, emprego e comércio exterior. A relação foi entregue nesta quarta-feira (30) ao ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Geraldo Alckmin.

    Conheça as medidas propostas: 

    • Criar linha de financiamento emergencial do BNDES, com juros de 1% a 4% a.a., específicas para capital de giro para empresas que tiverem exportações afetadas e suas cadeias produtivas;
    • Ampliar, de 750 dias para 1.500 dias, o prazo máximo entre a contratação e a liquidação do contrato de câmbio de exportação nas modalidades Antecipação de Contrato de Câmbio (ACC) e Adiantamento sobre Cambiais Entregues (ACE), especialmente aqueles que estão em andamento, realizados por bancos públicos e desenvolvimento, após o embarque da mercadoria ou após a prestação do serviço;
    • Prorrogar o prazo e/ou carência para pagamento de financiamentos direcionados ao comércio exterior, como PROEX e BNDES-Exim;
    • Aplicar direito provisório de dumping e reforçar os recursos humanos e tecnológicos para resposta rápida a desvios de comércio;
    • Adiar, por 120 dias, o pagamento de todos os tributos federais, incluindo as contribuições previdenciárias, e parcelar, em pelo menos seis parcelas mensais e sem incidência de multas e juros, o pagamento dos valores dos tributos que tiveram o recolhimento adiado;
    • Realizar o pagamento imediato dos pedidos de ressarcimento de saldos credores de tributos federais (PIS/Cofins e IPI) já homologados pela Receita Federal do Brasil e garantir compensações mais ágeis e previsíveis;
    • Ampliação do Reintegra, com elevação para 3% da alíquota de ressarcimento de tributos residuais nas exportações;
    • Reativar o Programa Seguro-Emprego (PSE) com aperfeiçoamentos.

    “Nossas propostas buscam mitigar os efeitos econômicos adversos aos setores afetados pelas barreiras, preservar a capacidade exportadora das empresas brasileiras e garantir a continuidade das operações internacionais em um cenário de alta imprevisibilidade”, destaca o presidente Ricardo Alban.


    Indústria avalia impactos para setores que ficaram de fora das isenções

    Uma análise preliminar do documento divulgado pela Casa Branca mostra que cerca de 700 produtos brasileiros serão isentos da tarifa de 50% (aumento de 40% nas tarifas já existentes, de 10%), aprovada pelo International Emergency Economic Powers Act (IEEPA). Importante ressaltar que eles seguirão sujeitos à tarifa de 10%, anunciadas em abril. 

    No entanto, setores importantes como de proteína animal e café, etanol, máquinas e equipamentos, outros manufaturados e produtos com grande relevância para a pauta exportadora brasileira, ficaram de fora da lista de exceções e enfrentarão o aumento da tarifa.

    Do total das exceções previstas, 565 referem‑se a produtos destinados ao uso da aviação civil. Essas mercadorias não estarão sujeitas à tarifa adicional, desde que comprovadamente destinadas ao setor de aviação civil.

    Cabe destacar que o ato normativo americano determinou que a tarifa adicional de 40% não se aplica quando já houver tarifa setorial em vigor sob a Seção 232, que incluem aço e alumínio, produtos derivados de alumínio e aço e automóveis e autopeças. 

    Confira exemplos de produtos isentos do tarifaço: 

    • Agroindústria: castanhas-do-pará, suco e polpa de laranja, frutas processadas;
    • Máquinas e equipamentos: compressores, motores, geradores, bombas, válvulas, peças industriais;
    • Aeronáutica: partes de aeronaves civis, drones, turbojatos, hélices, instrumentos de navegação;
    • Produtos químicos e minerais: ceras mineirais/sintéticas, derivados de petróleo, fertilizantes, minérios (ferro, níquel, silício, manganês, estanho);
    • Eletrônicos e tecnologia: telecomunicações, roteadores, monitores, baterias, circuitos impressos;
    • Energia e elétrica: transformadores, disjuntores, UPS, sistemas de iluminação e controle.
    • Outros setores: borracha vulcanizada, plásticos técnicos, fibras têxteis, papel e celulose, madeira tropical, cortiça, móveis industriais.

    CNI organiza missão aos EUA

    A CNI está organizando uma missão empresarial aos Estados Unidos para aproximar empresas brasileiras e americanas que mantêm relações comerciais. O objetivo é promover a sensibilização mútua sobre os impactos negativos do tarifaço e ampliar canais de interlocução, sem interferir diretamente nas negociações governamentais.

    “Nosso papel é ser um facilitador e o nosso objetivo é sensibilizar as empresas para que elas sensibilizem o governo. As tarifas também vão afetar a economia americana”, disse o dirigente. 

    EUA são principal parceiro comercial da indústria brasileira

    Brasil e Estados Unidos sustentam uma relação econômica robusta, estratégica e mutuamente benéfica alicerçada em 200 anos de parceria. Os EUA são o 3° principal parceiro comercial do Brasil e o principal destino das exportações da indústria de transformação brasileira. 

    O relacionamento bilateral Brasil-EUA é marcado por complementariedade, isto é, o comércio bilateral é composto por fluxos intensos de insumos produtivos. Na última década, esses bens representaram, em média, 61,4% das exportações e 56,5% das importações brasileiras.

    A forte integração econômica entre os dois países é evidenciada pelas 3.662 empresas americanas com investimentos no Brasil e pelas 2.962 empresas brasileiras com presença nos Estados Unidos. Os Estados Unidos foram o principal destino dos anúncios de investimentos greenfield brasileiro no mundo entre 2013 e 2023, concentrando 142 projetos de implantação produtiva.

    As exportações brasileiras para os EUA têm grande relevância para a economia nacional. Em 2024, a cada R$ 1 bilhão exportado ao mercado americano foram criados 24,3 mil empregos, R$ 531,8 milhões em massa salarial e R$ 3,2 bilhões em produção no Brasil. Portanto, o aumento da tarifa de importação americana para 50% impacta diretamente a economia brasileira e abala a cooperação com os EUA.


    *Conteúdo atualizado às 21h17 de 30 de julho para a seguinte correção: subsituição do termo ceras vegetais por ceras mineirais/sintéticas, no tópico Produtos químicos e mineirais da lista de exemplos de bens isentos 

  • Empresários defendem adiamento de tarifaço dos Estados Unidos

    Empresários defendem adiamento de tarifaço dos Estados Unidos

    O presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Ricardo Alban, convocou no fim da tarde desta segunda-feira (14) uma reunião virtual de emergência com os presidentes das federações das indústrias de todo o país para discutir o anúncio do governo norte-americano, feito na semana passada, de elevação tarifária de até 50% sobre produtos brasileiros.

    A reunião contou também com a participação da secretária de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Tatiana Lacerda Prazeres, e teve como foco a avaliação dos impactos econômicos e sociais da medida.

    Durante o encontro, os representantes do setor produtivo alinharam a defesa de um adiamento mínimo de 90 dias na aplicação das novas tarifas. Esse prazo é considerado essencial para que a indústria brasileira possa analisar de forma mais aprofundada os efeitos da medida, além de buscar soluções diplomáticas para evitar perdas mais amplas.

    A estimativa preliminar apresentada durante a reunião aponta para uma possível perda de pelo menos 110 mil postos de trabalho, caso a medida entre em vigor nos termos anunciados, além de forte impacto negativo no PIB.

    Os participantes também destacaram a importância de conduzir o processo com prudência, equilíbrio e diálogo técnico, preservando os canais institucionais entre os dois países e reforçando a necessidade de cooperação para manter relações comerciais estáveis e previsíveis.

    A secretária de Comércio Exterior do MDIC assegurou que as ponderações serão encaminhadas ao governo.

  • Custo Brasil está entre as principais barreiras da competitividade industrial, revela pesquisa da CNI

    Custo Brasil está entre as principais barreiras da competitividade industrial, revela pesquisa da CNI

    Pesquisa inédita da Confederação Nacional da Indústria (CNI) revela que 45% dos empresários industriais brasileiros acreditam que a bitributação e a complexidade tributária são as principais barreiras para a competitividade internacional. Em seguida, aparecem o Custo Brasil, com 35% dos empresários; a falta de mão de obra qualificada, com 31%; burocracia e ambiente regulatório, 25%; e a insegurança jurídica, 22%.

    A lista ainda traz inovação e tecnologia, 14%; reputação e imagem do Brasil, 13%; custos de energia, 13%; exigências da legislação ambiental internacional, 11%; falta de crédito para a exportação, 10%; e cumprimento de exigências ambientais de clientes, 8%.

    O impacto do Custo Brasil

    “O Custo Brasil é esse conjunto de dificuldades estruturais, burocráticas e econômicas que prejudica o ambiente de negócios do país, pois encarece os custos das empresas, atrapalha investimentos e compromete a competitividade. Todos os fatores apresentados na pesquisa estão ligados ao valor do Custo Brasil, estimado em R$ 1,7 trilhão por ano, o que equivale a 20% do PIB brasileiro”, pontua o presidente da CNI, Ricardo Alban.

    Visão regional

    Quando comparado regionalmente, 55% dos empresários do Nordeste afirmam que a bitributação e a complexidade tributária são os fatores que mais influenciam a competitividade industrial, seguidos dos industriais do Sudeste, com 45%; do Sul, 43%; e do Norte/Centro-Oeste, com 33%.

    Quando o assunto é o cumprimento de exigências ambientais de clientes, apenas 7% dos empresários da região Sul acreditam que esse fator pode impactar a competitividade industrial; enquanto 8% dos industriais do Sudeste acham o mesmo; 9% do Norte/Centro-Oeste; e 11% do Nordeste.

    Fortalecimento da imagem da indústria e aumento da exportação

    Outra pergunta destaque da pesquisa é se o fortalecimento da imagem da indústria brasileira pode contribuir para o aumento da exportação do setor. Os empresários são otimistas e 77% acreditam que sim. 29% informaram que o fortalecimento pode “aumentar muito” a exportação, enquanto 48% disseram “aumentar um pouco”. Já 19% responderam que o fato não interfere.

    A pesquisa Sustentabilidade e Indústria foi realizada pelo Instituto de Pesquisa Nexus e ouviu representantes de mil empresas industriais de pequeno, médio e grande portes, em todo o país. As entrevistas foram realizadas entre 15 de maio a 17 de junho de 2025.