Categoria: Indústria

  • SILEAL formaliza à FIEA e à CNI pedido de suspensão temporária das licenças de importação de lácteos

    SILEAL formaliza à FIEA e à CNI pedido de suspensão temporária das licenças de importação de lácteos

    O Sindicato das Indústrias de Laticínios de Alagoas (SILEAL) formalizou, na última segunda-feira (10), à Federação das Indústrias do Estado de Alagoas (FIEA) e à Confederação Nacional da Indústria (CNI) um pedido de suspensão temporária das licenças de importação de produtos lácteos, diante da grave crise que atinge o setor em todo o país.

    A solicitação foi entregue em mãos pelo presidente do SILEAL, Arthur Vasconcelos, durante reunião realizada na sede da Casa da Indústria, em Maceió, com o presidente da FIEA e do Conselho Temático da Agroindústria (Coagro/CNI), José Carlos Lyra de Andrade.

    No documento, o SILEAL alerta que as importações de lácteos, especialmente de países do Mercosul, têm crescido de forma expressiva e provocado um forte desequilíbrio no mercado interno. Segundo a entidade, o aumento da entrada desses produtos — comercializados a preços artificialmente baixos — vem pressionando o setor nacional, que opera com margens cada vez menores e enfrenta uma acentuada queda nos preços pagos aos produtores. Essa situação tem levado à redução da produção local, à formação de estoques elevados e ao fechamento de postos de trabalho em toda a cadeia produtiva do leite.

    O texto também destaca que as indústrias brasileiras vêm enfrentando custos de produção muito superiores aos praticados nos países exportadores, o que gera uma desigualdade de condições competitivas e compromete a sustentabilidade do setor. Além disso, a ausência de políticas públicas adequadas de apoio à produção leiteira nacional agrava ainda mais o cenário, ampliando os prejuízos de produtores e indústrias e colocando em risco milhares de famílias que dependem diretamente da atividade.

    O presidente da FIEA, José Carlos Lyra de Andrade, que também preside o Conselho Temático da Agroindústria da CNI, encaminhou o pleito ao presidente da Confederação Nacional da Indústria, Ricardo Alban, considerando justos e relevantes os argumentos apresentados pelo SILEAL. Para José Carlos Lyra, o setor lácteo é estratégico para a segurança alimentar do país e para a geração de emprego e renda no campo, e por isso medidas de defesa comercial devem ser avaliadas com urgência, de modo a restabelecer o equilíbrio de mercado e proteger a produção nacional.

    A solicitação segue agora para análise no âmbito da Confederação Nacional da Indústria, por meio do Coagro, que acompanha de perto as questões relacionadas à competitividade e sustentabilidade da agroindústria brasileira.

    De acordo com o presidente do SILEAL, Arthur Vasconcelos, o cenário atual é de urgência e exige providências imediatas. Ele enfatizou que as importações têm inviabilizado a operação das indústrias e comprometido a sobrevivência dos produtores, e que a suspensão temporária das licenças de importação representa uma medida necessária para permitir que o setor volte a se equilibrar e a gerar renda de forma sustentável.

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  • FIEA participa das oficinas de validação do Planejamento Espacial Marinho do NE

    FIEA participa das oficinas de validação do Planejamento Espacial Marinho do NE


    A Federação das Indústrias do Estado de Alagoas (FIEA) participará das Oficinas de Validação dos Cadernos do Planejamento Espacial Marinho da Região Nordeste (PEM-NE), um processo colaborativo que reúne universidades, governos, setor produtivo e sociedade civil na construção de um modelo sustentável de desenvolvimento para o mar e a zona costeira brasileira.

    O Planejamento Espacial Marinho (PEM) é uma iniciativa coordenada pela Marinha do Brasil, por meio da Secretaria da Comissão Interministerial para os Recursos do Mar (SECIRM), e pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, com o objetivo de garantir segurança jurídica e infraestrutura para potencializar a Economia Azul, promovendo o uso sustentável dos recursos marinhos e costeiros. O projeto é considerado um megadesafio para o Estado Brasileiro, uma vez que a região oceânica nacional abrange 17 estados, 443 municípios e cerca de 45 milhões de habitantes.

    O PEM busca consolidar, até 2028, uma política pública que envolva a caracterização do sistema oceânico, o mapeamento dos usos sociais e econômicos do mar, a criação de indicadores de sustentabilidade e a organização de informações que subsidiem políticas de gestão integrada e conservação ambiental.

    Atendendo ao convite da professora Nídia Noemi Fabré, da Universidade Federal de Alagoas (UFAL) e coordenadora estadual do PEM-NE, o presidente da FIEA, José Carlos Lyra de Andrade, designou como representantes da Federação Rafael Sampaio, gerente executivo do Observatório da Indústria; Beatriz Lopes, analista prospectiva do Observatório da Indústria; Júlio Zorzal, assessor de Sustentabilidade Industrial; e Marília Belo, analista de Sustentabilidade Industrial.

    As oficinas setoriais de validação ocorrerão entre 2025 e 2026, abrangendo 12 temas estratégicos: Pesca Industrial, Pesca Artesanal, Aquicultura, Petróleo e Gás, Geologia e Mineração, Navegação e Portos, Segurança e Proteção, Turismo, Energias Renováveis, Meio Ambiente, Instituições de Pesquisa e Investimentos. A primeira delas, dedicada às Energias Renováveis, será realizada no dia 27 de novembro, de forma remota, com possibilidade de participação presencial.

    Para o presidente da FIEA, José Carlos Lyra de Andrade, a participação da Federação reforça o compromisso da indústria alagoana com a sustentabilidade e o uso responsável dos recursos naturais. “Acreditamos que planejar o futuro do mar é também planejar o futuro do desenvolvimento do país. A FIEA está honrada em contribuir com esse debate estratégico, que une ciência, governo e setor produtivo em torno de uma mesma missão: garantir crescimento econômico com equilíbrio ambiental e social”.

  • Startups escolhem o SENAI Alagoas para testar tecnologias educacionais inovadoras

    Startups escolhem o SENAI Alagoas para testar tecnologias educacionais inovadoras


    Duas startups – Territorius, de Belo Horizonte (MG), e Btracer, de Manaus (AM)- escolheram o SENAI Alagoas para realizar os testes de suas soluções educacionais selecionadas pelo Programa Aliança Educacional 2025, iniciativa nacional de inovação aberta promovida pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI).

    A escolha é resultado de um esforço estratégico do SENAI Alagoas para atrair projetos inovadores e parceiros do ecossistema de inovação, conectando startups de diferentes regiões do país ao ambiente de experimentação e desenvolvimento tecnológico do Regional.

    As duas propostas foram escolhidas entre 142 submetidas em todo o Brasil e receberão aporte de R$ 250 mil cada, em recursos do SENAI Nacional. O valor será gerido diretamente pelo SENAI Alagoas, responsável pela condução e acompanhamento das atividades durante o desenvolvimento e validação dos projetos, que seguirão para a fase de execução em 2026 – a chamada prova de conceito, quando as soluções serão aplicadas e testadas nas Escolas do SENAI de Educação Profissional em Alagoas.

    Em Alagoas, os testes contarão com o suporte do HUB SENAI, espaço de inovação localizado na unidade do SENAI no bairro do Poço, em Maceió. O ambiente atua como laboratório de experimentação e colaboração, estimulando o desenvolvimento de soluções criativas e sustentáveis, o compartilhamento de informações e a aproximação com investidores, mentores e parceiros estratégicos.

    A Territorius foi selecionada com o projeto Assistentes Holográficos na Educação, que propõe o uso de hologramas interativos como ferramenta de apoio ao ensino técnico. A solução utiliza tecnologia WebAR acessível via QR Code- sem necessidade de aplicativos – para ampliar a imersão e o engajamento dos alunos, integrando recursos de inteligência artificial conversacional, gamificação e uma plataforma administrativa para docentes. A aplicação será testada nas turmas de Eletrotécnica, Eletroeletrônica, Eletromecânica e Automação Industrial, com potencial de escalabilidade nacional.

    Já a Btracer desenvolverá a plataforma EcoTech – Capacitação ESG na Indústria 4.0 com Gamificação e IA, voltada à formação de profissionais com competências relacionadas à sustentabilidade industrial. A solução une inteligência artificial, Web3 e gamificação para criar uma economia virtual baseada em “Green Coins”, com trilhas de aprendizado, desafios práticos e um tutor virtual voltado ao desenvolvimento de habilidades em ESG.

    Para a gerente executiva de Educação, Serviços de Tecnologia e Inovação do SENAI Alagoas, Clarisse Barreiros, a presença das startups no Estado demonstra o sucesso da estratégia de inovação da instituição.“As duas startups poderiam escolher qualquer unidade da rede, mas optaram por desenvolver suas soluções em Alagoas. Esse resultado é fruto de uma atuação articulada, que envolveu nossos parceiros do ecossistema de inovação e consolidou o HUB SENAI como um ambiente propício ao desenvolvimento de soluções criativas e sustentáveis. É um espaço multiuso, com estrutura completa para experimentação de ideias, compartilhamento de informações e geração de oportunidades de investimento”, afirmou.

    Os projetos serão acompanhados regionalmente pelo SENAI Alagoas, reforçando o compromisso da instituição com o desenvolvimento de soluções tecnológicas aplicadas à educação profissional e ao fortalecimento da indústria local. O monitoramento nacional ficará a cargo do Instituto SESI SENAI de Tecnologias Educacionais, em Brasília, responsável pela coordenação do programa.

    A iniciativa integra a Plataforma Inovação para a Indústria, criada para fomentar o desenvolvimento de produtos, processos e serviços que aumentem a produtividade e a competitividade da indústria brasileira.

  • Renovação do parque industrial: caminho para a automação

    Renovação do parque industrial: caminho para a automação

    Quando se trata de avanço tecnológico, a indústria precisa trilhar diversos caminhos para se manter no fluxo destas transformações. O investimento desempenha um papel fundamental neste cenário, uma vez que a automação é uma necessidade crescente nas indústrias.  Para acompanhar o avanço tecnológico e a competitividade do mercado, é crucial realizar modificações nos maquinários e equipamentos industriais e atualizar os programas utilizados, garantindo um caminho voltado para a modernização, como mostram dados da última sondagem especial da CNI, Idade e Ciclo das Máquinas e Equipamentos no Brasil

    Segundo a pesquisa, as máquinas e equipamentos utilizados na indústria extrativa e de transformação têm idade média de 14 anos e 38% já estão próximos ou ultrapassaram a idade apontada pelo fabricante como ciclo de vida ideal.  

    Entre as empresas que participaram da pesquisa, apenas 2% têm maquinário com até 2,5 anos de uso. Outro dado apontado pela sondagem é que quatro em cada dez empresas possuem maquinário com potencial de renovação.   Mesmo os equipamentos que estão dentro do limite do ciclo de vida previsto pelo fabricante apresentam defasagem tecnológica, o que impacta diretamente a automação dos processos produtivos. Estes dados são essenciais para identificar a realidade do cenário industrial e criar alternativas para impulsionar as inovações tecnológicas.      

    Inovar na Mentalidade Estratégica   

    O governo anunciou recentemente um investimento significativo de até R$ 14 bilhões na chamada depreciação acelerada, um benefício fiscal que visa renovar e modernizar os equipamentos industriais até 2024. Esta injeção de recursos pode ser o impulso necessário para iniciar as transformações tão esperadas.  Entretanto, para que as mudanças ocorram em grande escala, é imprescindível investimentos políticos e acordos comerciais, além do fomento às inovações tecnológicas nas grandes e pequenas indústrias. Estas, assim, poderiam alcançar benefícios produtivos e qualitativos, tornando-se mais competitivas no mercado. 

    As empresas precisam acompanhar as intervenções tecnológicas e adaptar-se às novas ideias de relação empresarial, gestão e estrutura organizacional. Somente desta forma serão capazes de permanecer flexíveis diante das mudanças, independentemente do seu setor de atuação.     

    Modernização de Maquinários e Equipamentos   

    Investir na renovação do parque industrial é fundamental para acelerar a produtividade e impulsionar o crescimento das indústrias. Através da modernização de maquinários e equipamentos, bem como da adoção de novas tecnologias, as empresas poderão se destacar em um mercado cada vez mais competitivo e se preparar para enfrentar os desafios da indústria 4.0.  Portanto, é crucial que as empresas estejam atentas aos dados e pesquisas que mostram a necessidade de renovação e de investimentos na área industrial. Além disso, a mentalidade estratégica das organizações deve ser adaptada para abraçar as inovações tecnológicas como um caminho para o sucesso e o crescimento sustentável. 

    O Senai, como uma instituição de referência em educação e tecnologia industrial, está à disposição para auxiliar as empresas nesse processo de renovação e modernização, proporcionando soluções personalizadas e o suporte necessário para alcançar a máxima eficiência e competitividade no mercado.

  • Eficiência energética: como a inovação pode ajudar?

    Eficiência energética: como a inovação pode ajudar?

    A eficiência energética é um desafio para muitas empresas que buscam se adaptar a um modelo mais produtivo e de menor impacto ambiental. O tema é urgente e importante, pois a utilização descontrolada de energia afeta a maioria dos setores econômicos e a sociedade como um todo.  

    Em novembro deste ano, acontece a COP28, um evento que debate e reestrutura os efeitos das mudanças climáticas. Dentre as negociações pautadas pelo relatório Visão da Indústria sobre a COP28, da CNI, as mais aguardadas na conferência deste ano são: a aceleração da transição energética até 2030 e a reestruturação do acordo de financiamento climático.  

    A tecnologia inserida na Indústria 4.0 assume um papel fundamental nesse movimento de transição energética, uma vez que a integração de máquinas e sistemas automatizados auxiliam no controle e redução de energia elétrica. 

    A inovação é outra grande aliada na eficiência energética. Seja no desenvolvimento de uma empresa, ou para atender às necessidades de consumidores cada vez mais exigentes, em um mercado direcionado ao modelo sustentável e veloz. 

    A inovação é uma das principais ferramentas para superar os desafios da eficiência energética. Ao investir em novas tecnologias e soluções, as empresas podem reduzir o consumo de energia, aumentar a produtividade e contribuir para a preservação do meio ambiente. 

    Se a sua empresa quer maximizar resultados, a partir de perspectivas inovadoras, mas não sabe por onde começar, visite o Hub Senai de Inovação. O Hub é um ambiente totalmente voltado ao fomento e desenvolvimento de ideias e iniciativas sustentáveis para impulsionar negócios.