Categoria: Notícias FIEA

  • Coragem que inspira: colaboradora do Sistema Fiea é homenageada em campanha que conscientiza sobre câncer de mama

    Coragem que inspira: colaboradora do Sistema Fiea é homenageada em campanha que conscientiza sobre câncer de mama

    Outubro é o mês de conscientização sobre a prevenção ao câncer de mama, a doença mais comum entre as mulheres no mundo. A campanha Outubro Rosa, iniciada no Brasil em 2002, busca promover a importância do autocuidado e dos exames regulares para a detecção precoce.  

    Manter a rotina de exames preventivos, como a mamografia, aumenta significativamente as chances de um diagnóstico precoce e de um tratamento bem-sucedido. Foi assim que Patrícia Ferreira, colaboradora do IEL, aos 39 anos, descobriu um nódulo ainda em estágio inicial. Durante uma consulta de rotina, seu médico ultrassonografista recomendou que procurasse um mastologista para aprofundar a investigação.  

    “Já percebi que algo estava errado pela reação da médica. No início de julho, veio a confirmação do diagnóstico. No ano passado, não tinha nada, mas desta vez o nódulo foi detectado cedo”, relata.  

    Mesmo em tratamento, Patrícia mantém a rotina que está acostumada, o que tem sido fundamental para seu bem-estar. “É uma questão psicológica, né? Continuar com o trabalho e a atividade física trazem essa leveza e a ideia de que a vida segue”. Estudos mostram que a prática de exercícios durante o tratamento oncológico melhora a qualidade de vida e pode reduzir riscos de mortalidade.  

    “[…] A vida da mulher é corrida – trabalho, casa, filhos –, mas é importante reservar tempo para cuidar de si. Se você não se cuidar, quem é que vai cuidar de você?”, reflete.  

    Mas Patrícia tem motivos para se manter otimista. Além do apoio da medicina, ela se sustenta em uma rede de amor formada pela mãe, irmã e filha, que a acompanham de perto. “A rede de apoio é essencial. Elas são minha base e cuidam de mim quando eu mais preciso. Sempre foram tudo para mim, e tê-las por perto é muito importante”, declara.  

    Ela percorre agora o caminho do seu processo de cura, da qual ela sempre teve certeza, com uma determinação e vivacidade que são fundamentais em momentos como esse, onde o autoconhecimento e a espiritualidade são instrumentos para nutrir a esperança.  

    “Gosto de ler sobre autoconhecimento e assistir palestras religiosas. Venho trabalhando isso há uns dois anos. Sinto que estava sendo preparada para esse momento. Talvez a Patrícia de dois anos atrás teria lidado de uma maneira muito mais desesperada”, revela.  

    No final, a história da Patrícia e sua coragem em compartilhá-la nos deixa uma lição: a capacidade de lidar com os medos e incertezas nos dão poder diante das circunstâncias inesperadas, e que manter-se de pé para enfrentar o que vier é, na verdade, uma grande chance de nos tonarmos melhores.  

    “Tem a frase de um filósofo que eu gosto muito, ‘Nada acontece ao homem que não seja do próprio homem’. Então, nada acontece com a Patrícia que não seja da Patrícia. Não é à toa que eu esteja passando por isso, existe uma lição que eu tenho que tirar.” 

  • Fiea promove participação de 22 empresas alagoanas na Missão Origem Brasil-Portugal

    Fiea promove participação de 22 empresas alagoanas na Missão Origem Brasil-Portugal

    A Federação das Indústrias do Estado de Alagoas (Fiea), por meio do Centro Internacional de Negócios (CIN), levará 22 empresas alagoanas para a Missão Origem Brasil – Portugal, com destaque para os setores de alimentos e bebidas, moda criativa e autoral, e artesanato.

    Entre os dias 24 e 27 de outubro próximos, Vila Nova de Gaia e o Porto, em Portugal, serão palco do evento organizado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), em parceria com a ApexBrasil. O projeto, articulado pela Federação das Indústrias da Bahia (Fieb), conta com o apoio das federações de indústrias, incluindo a Fiea, em colaboração com o Sindicato da Indústria do Vestuário (Sindivest) de Alagoas.

    A missão tem como objetivo fortalecer e apresentar ao mercado internacional a diversidade e originalidade da indústria brasileira. Nela, serão realizadas Rodadas de Negócios Internacionais, que contarão com compradores de Portugal, Espanha, Reino Unido e Holanda.

    Este ano, o evento inova ao oferecer rodadas tanto presenciais quanto virtuais. Além disso, empresas alagoanas poderão expor seus produtos na Casa Brasiliana, um showroom permanente, que ainda contará com um coquetel de degustação e desfile. Após o evento, essas empresas poderão ainda enviar seus produtos para a Embaixada do Brasil em Paris, ampliando suas oportunidades de negócios na França, em uma extensão da Missão Origem Brasil.

    A edição anterior, realizada em 2023, contou com a participação de mais de 70 empresas brasileiras e gerou mais de R$ 3 milhões em negócios. Em 2024, a expectativa é ainda maior, com a participação de produtores de cacau, café, frutas, mel, própolis, fécula de mandioca, flocos e farinhas de milho, coco e derivados, além de cachaças, cervejas artesanais e moda autoral.

    Esses setores terão destaque internacional, evidenciando a origem dos produtos. O estado de Alagoas, reconhecido por sua forte produção nos segmentos de alimentos, bebidas e moda, desempenha um papel vital na economia regional e nacional, reforçando sua relevância no mercado global.

  • Startup liderada por mulher em Maceió representa a indústria de Alagoas na COP16, na Colômbia

    Startup liderada por mulher em Maceió representa a indústria de Alagoas na COP16, na Colômbia

    A startup alagoana Nosso Mangue, incubada no HUB de Inovação e Tecnologia do Senai Alagoas, foi selecionada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) para representar o estado e o Brasil na 16ª Conferência das Partes da Convenção sobre Diversidade Biológica (COP16).

     O evento, que ocorre de 21 de outubro a 1º de novembro em Cali, na Colômbia, reunirá 196 países para discutir estratégias globais de conservação e regeneração de ecossistemas, alinhadas ao Marco Global da Biodiversidade de Kunming-Montreal, assinado em 2022.

    A Conferência das Partes é uma reunião global que acontece anualmente com o objetivo de discutir medidas para a preservação da diversidade biológica do planeta. Durante a sua 16ª edição, os países discutirão questões relacionadas à conservação da diversidade biológica, ao uso sustentável de seus componentes e à distribuição justa e equitativa dos benefícios decorrentes da utilização dos recursos genéticos. O objetivo é encontrar soluções para os problemas críticos que o planeta enfrenta.

    A Nosso Mangue é especializada no reflorestamento e regeneração de manguezais, considerados “berçários” da vida marinha. Liderada por uma mulher alagoana, a startup já plantou mais de 15 mil mudas e retirou mais de meia tonelada de resíduos dos mangues do Pontal da Barra, em Maceió. Além disso, promove ações de ecoturismo e educação ambiental, capacitando comunidades ribeirinhas na preservação de seus territórios. Essas iniciativas estão em sintonia com as metas globais de conservação e os princípios da bioeconomia, uma prioridade da indústria brasileira.

    Mayris Nascimento, idealizadora do projeto, vê na participação na COP16 uma oportunidade de dar visibilidade ao trabalho realizado em Alagoas. “Representar o estado com o Nosso Mangue na COP16 é uma honra e uma enorme responsabilidade. Significa colocar a riqueza dos nossos manguezais e o compromisso com a sustentabilidade no cenário internacional, mostrando que é possível conciliar desenvolvimento econômico e conservação ambiental”, destaca.

    Desafios globais

    Durante a COP16, a startup participará de discussões sobre financiamento para ações de conservação, repartição justa de benefícios relacionados ao uso de recursos genéticos, monitoramento de metas de biodiversidade, entre outros assuntos.

     Julia Pupe, analista da Gerência de Recursos Naturais da CNI, destaca que a seleção da startup pela Confederação demonstra a importância de ações locais para enfrentar desafios globais, reforçando a presença da indústria alagoana nos debates internacionais sobre sustentabilidade.

    “Como maior representante da indústria nacional, a atuação da CNI na COP16 reforça o engajamento da indústria brasileira com a biodiversidade e a necessidade de integrar práticas sustentáveis aos negócios”, destaca a analista.

    Documentos estratégicos

    A entidade apresentará documentos estratégicos, como a “Visão da Indústria para a COP16 de Biodiversidade”, que destaca temas prioritários para o Brasil, e o estudo “Integração da Biodiversidade aos Negócios”, que oferece recomendações práticas para o setor. Essa participação reafirma o compromisso com a preservação da biodiversidade e a integração da agenda ESG em suas operações.

    Após o evento, serão elaborados materiais e estudos para capacitar o setor em questões relacionadas à biodiversidade, criando um canal de comunicação com stakeholders globais para compartilhar práticas e experiências.

     Cristina Suruagy Nogueira, diretora de Educação e Tecnologia do Senai Alagoas, ressalta o papel essencial do HUB Senai de Inovação no apoio a startups que combinam tecnologia e sustentabilidade. “Nosso foco é na transformação digital e na sustentabilidade. Oferecemos consultoria e desenvolvimento de soluções digitais, e o Sistema Fiea está comprometido com a agenda ESG, promovendo bioeconomia e transição energética”, afirma.

    Compromisso com a sustentabilidade

    Como entidade comprometida com a sustentabilidade, a Fiea atua como um canal para disseminar informações e práticas sustentáveis para o setor industrial alagoano, incentivando mais empresas a integrarem a biodiversidade em seus negócios. “O Sistema Indústria do Estado de Alagoas tem se posicionado como principal promotor dessa agenda, lançando recentemente o programa ‘Conectando o futuro: Avançando com ESG na Indústria’, o qual, por meio de uma mobilização empresarial, levantou as principais demandas das indústrias locais nos temas da Bioeconomia, Transição Energética, Transformação Digital e Economia Circular”, destacou a executiva.

    Além do apoio da CNI e do HUB Senai, a startup conta com o suporte de empresas como a Maceió Investe. Mariane Silveira, gerente de captação de novos negócios, destaca que a parceria com o Nosso Mangue está alinhada aos objetivos da empresa. “A criação da Maceió Investe tem o objetivo de manter e expandir os níveis de crescimento da cidade. Por isso, entendemos que investir nos ativos estratégicos é uma forma de promovermos o crescimento sustentável, a inovação e a prosperidade econômica. O meio ambiente emerge como um ativo especial em Maceió, pois o sistema costeiro e estuarino-lagunar e a insolação da cidade não apenas atraem para o turismo, mas também pode se converter em uma fonte de energia sustentável”, diz.

    Com sua participação na COP16, a startup Nosso Mangue, em colaboração com a indústria alagoana e outros apoiadores, busca demonstrar que o desenvolvimento sustentável é um caminho viável para a conservação de ecossistemas essenciais, como os manguezais, e para o fortalecimento da economia verde em Alagoas.

  • Indústria recebe homenagem por apoiar projeto de reinserção de egressos do sistema prisional

    Indústria recebe homenagem por apoiar projeto de reinserção de egressos do sistema prisional

    O presidente da Federação das Indústrias do Estado de Alagoas (Fiea) e diretor regional do Serviço Social da Indústria (Sesi/AL), empresário José Carlos Lyra de Andrade, foi um dos homenageados pelo Tribunal de Justiça (TJAL) como parceiro do projeto Começar de Novo. Criado pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), o projeto tem como objetivo promover a reinserção social de egressos do sistema prisional, em todo País.

    “Aqui em Alagoas o projeto vem sendo desenvolvido com eficiência. É um grande trabalho, que vem dando frutos”, disse o presidente do TJAL, desembargador Fernando Tourinho, na solenidade de entrega de selo e certificado aos homenageados, realizada nessa segunda-feira (30), na sede do Tribunal.

    Ele destacou o trabalho da equipe do Começar de Novo, liderada pelo desembargador Otávio Praxedes, e cooperação das instituições que se disponibilizaram a dar oportunidades para os presos na volta ao convívio em sociedade.

    Para José Carlos Lyra, que falou em nome dos agraciados, o projeto Começar de Novo é fundamental para o apenado voltar ao convívio social de forma digna. “Todo preso, cumprida a pena, volta à sociedade. Todos precisam de uma oportunidade”, disse ele.

    A Federação das Indústrias, por meio do Sesi e Senai, tem convênios com o Judiciário e a Secretaria de Estado da Ressocialização e Inclusão Social (Seris) que garantem cursos do formação profissional a egressos do sistema prisional alagoano, parte das atividades do projeto Começar de Novo. O mais recente convênio de cooperação foi assinado em agosto último.

    Juntamente com o presidente da Federação das Indústrias, foram homenageados Carlos Alberto Paes, superintendente do Sesi/Al e diretor regional do Senai; Rafael Tenório, sócio da empresa Verdes Mares; Adeildo Sotero, presidente da Fecomércio AL; Felipe Dietschi, diretor regional do Senac; e Carlos Alberto Marques, diretor regional do Sesc, que foi representado pela diretora financeira Natália Bakker.   Participaram da solenidade os desembargadores Orlando Rocha (vice-presidente do TJAL), Ivan Brito, Fábio Ferrário e Márcio Roberto Tenório; o presidente da Associação Alagoana de Magistrados (Almagis), Hélio Pinheiro; os juízes Antônio Rafael Casado (auxiliar da Presidência do TJAL), Diego Araújo e Fátima Pirauá, além de servidores do Judiciário alagoano.

  • Senai Alagoas e Prefeitura de Penedo entregam 395 certificados e anunciam novas turmas do programa Minha Chance 

    Senai Alagoas e Prefeitura de Penedo entregam 395 certificados e anunciam novas turmas do programa Minha Chance 

    O Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial de Alagoas (Senai/AL), em parceria com a Prefeitura de Penedo, entregou mais 395 certificados de qualificação técnica aos estudantes beneficiados pelo programa Minha Chance. A cerimônia que marcou o início de uma nova fase para os concluintes de 23 turmas aconteceu no Centro de Convenções da cidade no último sábado, 14. 

    Desde sua criação, em agosto de 2023 pela Secretaria Municipal de Assistência Social e Direitos Humanos (SEMASDH), já foram mais de 1.300 penedenses capacitados para o mercado de trabalho. 

    “Penedo vive uma realidade incrível e o ‘Minha Chance’ é um dos programas que a gestão atual criou para promover a qualificação profissional gratuita e mudar a vida de quem precisa”, afirmou a Secretária Ana Teresa Lopes. 

    De acordo com a gerente da Unidade Integrada Sesi Senai de Arapiraca, Thiana Cysneiros, o programa reforça o compromisso com o desenvolvimento econômico e social da cidade, capacitando os cidadãos para o mercado de trabalho.  

    “Cada certificado representa uma nova oportunidade de transformação, inserção profissional e melhoria da qualidade de vida, transformando vidas e fortalecendo o desenvolvimento da cidade”, afirmou. 

    Para o instrutor Rômulo França, fazer parte do programa é motivo de grande satisfação. “Muitos chegam sem uma profissão definida e saem qualificados, prontos para o mercado de trabalho. Ver a evolução de cada um deles, buscando uma nova oportunidade e acreditando no seu potencial, é muito gratificante. Me sinto privilegiado em poder contribuir com essa transformação”, concluiu. 

    Os cursos oferecidos nesta etapa abrangeram diversas áreas profissionais, como Confeitaria, Costura, Mecânica de Motocicletas, Operação de Computadores, Instalação Elétrica Predial, Soldagem no Processo TIG em Aço, Instalação de Sistemas de Refrigeração e Climatização Doméstica, Planejamento e Controle da Produção, Eletricidade Automotiva, Assistência Administrativa, Soldagem com Eletrodo Revestido em Aço Carbono, e Operação de Processos de Produção de Pães, Massas, Bolos e Biscoitos. 

    A oferta de cursos no programa Minha Chance segue em expansão, com a meta de qualificar mais de dois mil alunos. Novas turmas serão abertas em outubro, ampliando ainda mais as oportunidades de capacitação para a população de Penedo, fortalecendo a economia local e proporcionando inserção no mercado de trabalho. 

  • FIEA atua para ampliar parcerias de Alagoas com a Argentina

    FIEA atua para ampliar parcerias de Alagoas com a Argentina

    Além de ampliar as relações com o país, a Federação das Indústrias do Estado de Alagoas (FIEA) está comprometida em criar um ambiente propício para o diálogo construtivo, a colaboração empresarial e a construção de parcerias duradouras entre Alagoas e a Argentina. Por ocupar a 3ª posição entre os maiores destinos das exportações brasileiras, Alagoas vem ampliando cada vez mais suas relações com este país.


    Neste sentido, o vice-presidente da FIEA, José da Silva Nogueira Filho, recebeu, nesta quinta-feira, 12, a Consulesa-Geral da Argentina, Julieta Grande, com quem discutiu as relações comerciais, parcerias e colaboração internacional entre a Argentina e o Estado de Alagoas.


    No encontro, com a participação da gerente do Centro Internacional de Negócios (CIN/FIEA), Dielze Mello, foram discutidos e compartilhados dados econômicos importantes que destacam o potencial e o crescimento da indústria de Alagoas.


    O empresário José Nogueira revelou que, nos últimos cinco anos, os três principais produtos alagoanos exportados para a Argentina foram placas de cerâmica (da indústria Pointer), suco de frutas e derivados (das empresas Sococo e Copra) e dicloreto de etileno (utilizado como matéria-prima). Já nas importações, há diversidade na pauta.


    Por sua vez, Dielze Mello disse que a reunião com a consulesa Julieta Grande foi significativa, por concretizar essa parceria com as indústrias alagoanas e incentivar a participação argentina no desenvolvimento industrial de Alagoas.

  • B20: CNI promove em Maceió discussões sobre transformação digital e avanços sociais

    B20: CNI promove em Maceió discussões sobre transformação digital e avanços sociais

    A Confederação Nacional da Indústria (CNI) realizou, na última segunda-feira, 9, em Maceió, o Business 20. O B20, como é chamado, é parte das atividades que estão sob a responsabilidade do governo brasileiro que, ao longo de 2024, está presidindo o G20, fórum de debates entre as maiores economias do mundo.

    Para realizar o seminário interativo “Transformação digital como catalisadora de avanços sociais”, a CNI contou com total apoio da Federação das Indústrias do Estado de Alagoas (FIEA) que, organizou toda a ambiência para realização do seminário interativo “Transformação digital como catalisadora de avanços sociais”.

    O evento reuniu representantes do governo brasileiro, empresas, academia e a sociedade civil no Hotel Jatiúca, no bairro de Cruz das Almas, onde discutiram sobre conectividade, inclusão digital, cibersegurança e o uso responsável da inteligência artificial.

    “A tecnologia digital mudou a maneira como as pessoas vivem, trabalham e interagem uma com as outras” – disse o empresário José Carlos Lyra de Andrade, presidente da FIEA, destacando, na saudação aos participantes, a importância do B20.

    Como expandir o acesso à tecnologia para micro, pequenas e médias empresas, cibersegurança como fundação para o sucesso da transformação digital, fluxo de dados entre países, e o uso responsável e sustentável da Inteligência Artificial foram temas abordados.

    Organizado pela CNI, o B20 é a reunião de representantes empresariais dos países do G20, de países convidados selecionados e de organizações internacionais, para discutir questões econômicas e empresariais.

    Principal representante e órgão máximo do sistema sindical da indústria, a CNI estabeleceu sete forças-tarefa e um conselho de ação, dedicados a áreas específicas que ressoam o lema “Crescimento Inclusivo para um Futuro Sustentável”.

  • A crise do Crédito no Brasil e o Risco de Alta dos Juros com o Fim da Deflação Chinesa

    A crise do Crédito no Brasil e o Risco de Alta dos Juros com o Fim da Deflação Chinesa

    Este cenário impede o avanço de projetos cruciais para o desenvolvimento econômico do país, afetando especialmente o setor industrial, onde cadeias produtivas mais longas sofrem com o acúmulo de custos financeiros ao longo das etapas produtivas. O resultado é um encarecimento do produto final, comprometendo a competitividade brasileira.

    O elevado custo do crédito no Brasil é, em grande parte, consequência de uma taxa básica de juros real muito alta, agravada por um spread bancário expressivo. Com a Selic fixada em 10,5% ao ano e a inflação esperada de 3,83% nos próximos 12 meses, a taxa de juros real brasileira alcança 6,42%, significativamente superior à taxa de juros neutra estimada pelo Banco Central, de 4,75%. Isso demonstra que o país adota uma política monetária contracionista, que já se estende desde fevereiro de 2022, impactando o crescimento econômico.

    O Brasil ocupa a terceira posição mundial em termos de juros reais, atrás apenas de Turquia e Rússia. Esse cenário contrasta fortemente com a realidade de outros países em desenvolvimento, como África do Sul, Índia e China, que possuem taxas de juros reais consideravelmente mais baixas.

    A Exportação de Deflação pela China e Seus Riscos para o Brasil

    O Brasil tem mantido sua taxa de juros elevada mesmo em um contexto global que se beneficia da deflação exportada pela China, impulsionada pelos baixos custos de produção e elevados subsídios governamentais. Estimativas indicam que, em 2019, o governo chinês destinou €221,3 bilhões (1,73% do PIB) em subsídios ao setor produtivo, o que manteve os preços das exportações chinesas baixos, pressionando a inflação mundial para baixo, inclusive no Brasil.

    No entanto, essa dinâmica pode estar próxima de uma mudança. Com o aumento do protecionismo em várias economias e a possibilidade de a China enfrentar restrições fiscais, o efeito deflacionário dos produtos chineses pode diminuir ou até desaparecer. Se isso ocorrer, o Brasil deverá estar preparado para enfrentar um cenário de inflação crescente, o que pode resultar em novas elevações na taxa de juros.

    Selic Acima do Necessário: Uma Política Monetária Conservadora

    Além de elevada em comparação com outros países, a Selic atual é considerada excessiva mesmo para as condições inflacionárias internas. A Confederação Nacional da Indústria (CNI) estima, com base na Regra de Taylor, considerando a inflação acumulada nos últimos 12 meses, que a taxa básica de juros de equilíbrio deveria estar em 7,95% ao ano, o que colocaria a Selic 2,55 pontos percentuais acima do nível necessário para conter a inflação e evitar prejudicar o crescimento econômico.

    Mesmo ao considerar a expectativa de inflação, a taxa de juros de equilíbrio seria de 9,70% ao ano, ainda assim abaixo dos 10,5% praticados atualmente. A manutenção dessa política rigorosa está comprometendo o crescimento econômico do país e elevando os custos fiscais. Cada ponto percentual a mais na Selic representa cerca de R$ 40 bilhões por ano em despesas com juros, impactando negativamente as contas públicas.

    Comparações Internacionais: Discrepâncias e Distorções

    A discrepância entre a taxa de juros brasileira e a de outros países emergentes é evidente. A Índia, por exemplo, possui uma taxa de juros real de 2,16%, com um nível de endividamento próximo ao do Brasil, mas com um crescimento do PIB muito superior. Já a China opera com uma taxa de 1,15% ao ano, significativamente menor do que a brasileira, e com crescimento econômico mais robusto.

    Essa diferença também se verifica quando comparamos o Brasil a economias desenvolvidas. O Reino Unido, por exemplo, apresenta uma taxa de juros real de 2,39% ao ano, muito inferior à brasileira, apesar de seu nível elevado de endividamento e crescimento econômico mais modesto.

    O Spread Bancário e o Custo do Crédito

    Além da alta Selic, o Brasil enfrenta um dos spreads bancários mais altos do mundo, atingindo 27,4%, segundo o Banco Mundial. Essa diferença é acentuada quando comparada a países como o Peru, onde o spread é de apenas 7,8%. A elevada concentração bancária no Brasil contribui para essa distorção. Em 2021, cinco bancos dominavam quase 80% dos ativos do sistema bancário, o que limita a competitividade e eleva o custo do crédito para as empresas.

    Em junho de 2024, as empresas brasileiras se financiavam, em média, a uma taxa de 20,94% ao ano. Pequenas empresas, contudo, enfrentam condições ainda mais duras, com taxas quase duas vezes superiores à média.

    Redução Global dos Juros: Pressão para uma Selic Mais Baixa no Brasil

    Com a tendência global de redução das taxas de juros, o Brasil corre o risco de se distanciar ainda mais do cenário internacional se mantiver sua Selic nos patamares atuais. Recentemente, países como China e México reduziram suas taxas básicas, enquanto economias desenvolvidas, como o Reino Unido e o Canadá, também seguiram o mesmo caminho.

    Nos Estados Unidos, o Federal Reserve sinaliza uma possível redução na taxa de juros, o que pode abrir uma oportunidade para o Brasil diminuir sua Selic sem reduzir o diferencial de juros em relação às economias mais avançadas. Esse movimento poderia aliviar a pressão sobre o câmbio e, consequentemente, sobre a inflação.

    Aproveitando a Liquidez Global

    A redução dos juros em economias desenvolvidas aumenta a liquidez global, com investidores buscando maior rentabilidade em mercados emergentes. Essa é uma janela de oportunidade que o Brasil deve aproveitar para atrair investimentos produtivos e modernizar seu parque industrial.

    Esses investimentos serão cruciais para que o país esteja preparado para o fim da “exportação de deflação” pela China. Quando essa dinâmica terminar, o Brasil precisará de uma estrutura produtiva mais robusta para suprir a demanda atualmente atendida pelos produtos chineses, tanto no mercado interno quanto nas exportações.

    Conclusão: A Necessidade de Reduzir a Selic

    Não há mais espaço para novos aumentos da Selic. Com os sinais de desaceleração da inflação — o IPCA de agosto registrou variação negativa de 0,02% — e o cenário global de cortes nas taxas de juros, o Brasil deve aproveitar o momento para reduzir a Selic. A manutenção de uma política monetária tão conservadora coloca o país em uma posição desfavorável na competitividade global e penaliza o crescimento econômico.

    A sincronia entre a política fiscal, com os cortes de despesas anunciados pelo governo, e a política monetária pode criar as condições necessárias para uma redução mais acentuada dos juros no curto prazo, posicionando o Brasil de forma mais estratégica no cenário internacional e promovendo o crescimento sustentável.

  • Sesi e Senai apresentam soluções e serviços em reunião com o Sindcachaça

    Sesi e Senai apresentam soluções e serviços em reunião com o Sindcachaça

    Durante encontro promovido pela Unidade Sindical da Federação das Indústrias de Alagoas (Fiea) na Casa da Indústria Napoleão Barbosa, a gerente executiva comercial do Sistema Fiea, Mônica Vieira, apresentou à presidente do Sindicato das Indústrias de Cachaça, Cerveja, Bebidas Destiladas e Bebidas Fermentadas do Estado de Alagoas (Sindcachaça-AL), Maria Carolina Lins de Albuquerque, as soluções que o Sesi e Senai ofertam para contribuir com o desenvolvimento da Indústria. A reunião aconteceu no último dia 25 de julho.

    Maria Carolina assumiu em 25 de abril último a liderança da entidade que representa um setor com 11 indústrias no estado. No Senai, estas empresas podem contar com serviços de qualificação profissional, laboratórios e consultorias nas áreas de tecnologia e inovação para aumentar a produtividade e a competitividade industrial.

    Já o Sesi cuida de adequações às normas de segurança e saúde no trabalho, além de possuir programas voltados à saúde do trabalhador e prevenção de acidentes. “O Sesi deixa o ambiente de trabalho mais seguro e saudável e o Senai dá todo o suporte para que essa mão de obra seja mais qualificada e para que a empresa se torne mais competitiva e produtiva. São dois parceiros muito importantes para desenvolver a indústria e a presidente do Sindcachaça compreendeu isso”, afirmou Mônica.     

    Outros parceiros

    Na reunião, o diretor técnico do Serviço Brasileiro de Apoio à Micro e Pequena Empresa de Alagoas (Sebrae/AL), Keylle Lima, também apresentou os serviços da instituição, como boas práticas de produção, viagens e consultorias. Com a presença do gerente da Unidade Sindical da Fiea, Francisco Acioli e do consultor André Luiz, o encontro incluiu discussão sobre como fortalecer ainda mais do Sindcachaça-AL.

  • Fiea promove curso de RIG para lideranças sindicais

    Fiea promove curso de RIG para lideranças sindicais

    A Federação das Indústrias do Estado de Alagoas (Fiea), por meio da Unidade Sindical, reuniu empresários na Casa da Indústria, em Maceió, para o almoço de lançamento do curso “Relações Institucionais e Governamentais – RIG”. O evento ocorreu nesta quinta-feira, 18 de julho.

    Destinada a presidentes e executivos de sindicatos das Indústrias de Alagoas, a capacitação será desenvolvida pelo Instituto Euvaldo Lodi (IEL). “Esta é mais uma oportunidade de obter conhecimentos estratégicos para fortalecer os nossos sindicatos na defesa dos interesses da Indústria e do desenvolvimento do nosso estado”, afirmou o presidente da Fiea, empresário José Carlos Lyra de Andrade.

    O curso será online, por meio da plataforma IEL, com carga de 16 horas, de 30 de julho a 30 de setembro. As vagas são limitadas. Nele, os participantes serão atualizados sobre os conceitos de políticas públicas e relações governamentais. Durante a capacitação, serão apresentados casos de sucesso aplicáveis ao trabalho, ajudando no desenvolvimento do senso crítico, mediante análise de problemas e proporcionando uma visão abrangente na área de RIG.