Uma turma de estudantes do Ensino Médio da Nova EJA SESI participaram, nesta semana, de uma atividade prática no laboratório da Escola SESI Centro, colocando em ação a metodologia que conecta conhecimento científico às situações do cotidiano.
Durante a experiência, os alunos investigaram a possível adulteração da gasolina por meio da análise do teor de álcool presente no combustível. A atividade abordou um tema diretamente ligado à realidade da população, envolvendo impactos no consumo, nos gastos com abastecimento e no funcionamento dos veículos.
Mais do que acompanhar uma reação química, os estudantes assumiram o papel de protagonistas do aprendizado, utilizando investigação, observação e análise para compreender problemas reais da sociedade. A proposta reforça o compromisso da Nova EJA SESI com uma aprendizagem significativa, voltada ao desenvolvimento da autonomia, do pensamento crítico e da preparação para o mundo do trabalho.
Segundo o professor Filipe, da área de Ciências da Natureza, as oficinas práticas fazem parte da metodologia aplicada pela instituição. “A gente sempre realiza essas atividades pensando em aproximar o conteúdo da realidade do aluno, para que ele desenvolva habilidades importantes tanto para o trabalho quanto para a vida cotidiana”, destacou.
A experiência realizada no laboratório da Escola SESI Centro evidencia a proposta da Nova EJA SESI de valorizar as vivências dos estudantes e transformar a sala de aula em um espaço de pesquisa, questionamento e construção do conhecimento.
O SESI SENAI Alagoas reuniu lideranças nessa segunda (1º) e terça-feira (2), no Hotel Jatiúca, em Maceió, durante o workshop “Construção dos PDCOs das Subculturas”. Considerado como uma nova etapa da jornada de evolução cultural das instituições, o encontro teve como objetivo construir, de forma colaborativa, os Planos de Desenvolvimento de Cultura Organizacional (PDCOs), traduzindo diretrizes estratégicas em ações práticas para cada área da organização.
A iniciativa faz parte de um projeto mais amplo de fortalecimento da cultura organizacional, que busca alinhar comportamentos, lideranças e processos aos objetivos estratégicos de cultura das entidades. Durante os dois dias de atividades, gestores e representantes das equipes trabalharam juntos para identificar desafios, propor soluções e construir planos capazes de gerar impactos reais no dia a dia das unidades e áreas.
Na abertura do evento, a diretora de Gestão Estratégica do Sesi e Senai, Nathália Romaguera, destacou que a cultura organizacional é um dos principais fatores para transformar estratégias em resultados concretos. “Nos últimos anos, avançamos em temas importantes como estratégia, processos, tecnologia e gestão. Mas os nossos maiores resultados são construídos pelas pessoas”, destacou.
Segundo ela, o trabalho realizado agora é resultado de um diagnóstico cultural que permitiu identificar tanto os pontos fortes da organização quanto oportunidades de melhoria. “A cultura organizacional é o que conecta a nossa estratégia ao cotidiano, influenciando a forma como lideramos, tomamos decisões, trabalhamos em equipe e entregamos valor aos nossos clientes e à indústria alagoana”, acrescentou Nathália.
“Agora é o momento de transformar essas reflexões em ações concretas. Quanto mais genuína e participativa for essa construção, mais forte será o resultado final”, reforçou.
A gerente executiva de Estratégia Organizacional, Mariana Souto, explicou que o workshop integra um conjunto de iniciativas já em andamento para fortalecer a cultura organizacional e aprimorar o desempenho institucional. “Já temos diversas iniciativas estratégicas pactuadas e a ideia é convergir tudo o que foi estruturado com novas propostas de ação. O objetivo é movimentar a cultura organizacional, fortalecer a orientação para resultados e enfrentar os desafios que estão postos para a instituição”, explicou.
Processo contínuo
O encontro também marcou uma nova fase do projeto de cultura organizacional desenvolvido pelo SESI e pelo SENAI. De acordo com a gerente de Gente e Cultura, Luciana Melo, o trabalho começou com um diagnóstico detalhado, seguido pela construção da Arquitetura Cultural e dos PDCOs estratégicos elaborados pela alta direção.
Agora, o foco está nos PDCOs táticos, desenvolvidos por cada área da organização. “Cada setor teve a oportunidade de identificar suas principais dores, compreender os impactos dessas questões e propor melhorias alinhadas à estratégia institucional. Estamos analisando essas propostas para impulsionar resultados e fortalecer a cultura que queremos construir para o futuro”, explicou.
Após a conclusão dos planos, as propostas passarão por validação da diretoria. Em seguida, serão estabelecidos indicadores, mecanismos de governança e acompanhamento contínuo para medir a efetividade das ações implementadas.
Tangibilidade
Luciana destacou ainda o papel da consultoria Taigéta, parceira do projeto, que utiliza uma metodologia própria para transformar aspectos subjetivos da cultura organizacional em ações mensuráveis.
“Uma das grandes contribuições da consultoria é justamente tornar tangível um tema tão subjetivo quanto a cultura. O diagnóstico mostrou que nossa estratégia e nossos valores estão muito bem definidos. O desafio agora está no ‘como fazer’, ou seja, em transformar intenção em atitude. Esses planos vão nos ajudar a promover essa mudança e alcançar os resultados que buscamos”, afirmou.
Ao final do ciclo de execução, um novo diagnóstico cultural será realizado para avaliar os avanços conquistados e identificar novas oportunidades de desenvolvimento, garantindo a evolução contínua da cultura organizacional do SESI e do SENAI Alagoas.
Estudantes das escolas SESI Centro e SESI SENAI Benedito Bentes, de Maceió, conquistaram resultados de destaque na Copa Nordeste de Foguetes, realizada nos dias 23 e 24 de maio, no campus A.C. Simões da Universidade Federal de Alagoas (Ufal). A competição reuniu equipes de vários estados da região em desafios que unem teoria, prática e experimentação científica.
A Escola SESI Centro teve desempenho expressivo e conquistou medalhas em duas categorias. No Ensino Fundamental – Nível 3 (categoria em que os foguetes são movidos a água e ar comprimido), a equipe Centrofog alcançou 353,2 metros e conquistou a medalha de ouro. No Ensino Médio – Nível 4 (categoria de reação química entre vinagre e bicarbonato de sódio), a equipe Cambfog garantiu medalha de prata ao atingir 258,7 metros.
O principal resultado da Escola SESI SENAI Benedito Bentes veio com a equipe Zumbi Beta, que garantiu o 3º lugar no nível 3 da competição. A equipe alcançou a marca de 380,2 metros, ficando entre as três melhores colocadas da categoria, que reuniu 32 equipes. No nível 4, a equipe Zumbi Alfa, da unidade Benedito Bentes, terminou na 12ª colocação entre 83 participantes, com alcance de 324 metros.
Promovida pela Estelar Educacional, a Copa Nordeste de Foguetes incentiva o desenvolvimento científico e tecnológico entre os estudantes por meio de desafios práticos envolvendo conceitos de física, engenharia, matemática e aerodinâmica. A classificação das equipes é definida pela distância alcançada pelos foguetes lançados.
O professor de Ciências da Natureza do SESI, Marcos Lima, ressalta que a participação dos alunos vai muito além da competição. Segundo ele, a experiência permitiu que os estudantes aplicassem, na prática, conteúdos vistos em sala de aula e utilizassem métodos científicos durante todas as etapas do projeto.
“O resultado foi importante porque os nossos alunos colocaram em prática os métodos científicos aprendidos na escola, como observação de problemas, levantamento de hipóteses, construção e testes de protótipos. Isso mostra para eles que o conhecimento adquirido em sala pode ser aplicado em situações reais”, destacou.
O professor também frisou que a competição serve como estímulo para novas pesquisas e melhorias nos projetos desenvolvidos pelos estudantes, principalmente nas áreas de engenharia, aerodinâmica e física aplicada.
Além do desempenho técnico, os alunos destacaram o aprendizado pessoal proporcionado pelo evento. Gabriel Oliveira, de 13 anos, estudante do 9º ano da Escola SESI SENAI Benedito Bentes, afirmou que a competição foi uma das experiências mais marcantes de sua vida. “Foi muito interessante participar dos lançamentos, acompanhar o desempenho dos foguetes e conhecer pessoas novas. A competição ajudou bastante no trabalho em equipe e na troca de experiências com estudantes de outras escolas”, relatou.
A estudante Maria Luiza Evangelista, de 15 anos, também enfatizou os conhecimentos adquiridos durante a competição. “Aprendi muito sobre ciência, tecnologia e sobre como funcionam os foguetes na prática. Além do aprendizado, desenvolvi organização, trabalho em equipe e conheci pessoas novas. Foi uma experiência muito rica e motivadora”, afirmou.
O Sistema FIEA – formado pela Federação das Indústrias, SESI, SENAI e IEL – aderiu ao Pacto Global da ONU (Organização das Nações Unidas), maior iniciativa de sustentabilidade corporativa do mundo. O programa reúne empresas e instituições de diversos países comprometidas com princípios relacionados aos direitos humanos, relações de trabalho, proteção ambiental e combate à corrupção.
A coordenadora de Desenvolvimento Socioambiental da FIEA, Sarah Lessa, destacou que a adesão representa mais do que um compromisso institucional: é também uma forma de ampliar o impacto positivo da indústria no desenvolvimento de Alagoas.
“Fazer parte do Pacto Global da ONU significa assumir, de forma ainda mais estruturada, o compromisso com práticas sustentáveis, éticas e responsáveis. É um passo importante para fortalecer a atuação do Sistema FIEA junto à indústria alagoana e contribuir para um desenvolvimento mais equilibrado e inovador”, afirmou.
Com a adesão, ela explica que o Sistema FIEA reafirma o compromisso com práticas alinhadas ao ESG – sigla que reúne ações voltadas às áreas Ambiental, Social e de Governança –, fortalecendo uma atuação cada vez mais ética, transparente, inovadora e sustentável.
Segundo Sarah Lessa, a iniciativa fortalece a cultura organizacional do Sistema FIEA e amplia o olhar para temas ligados à governança, responsabilidade corporativa e valorização das pessoas. “A sustentabilidade, hoje, está diretamente ligada à competitividade. A indústria tem um papel fundamental na construção de soluções inovadoras e responsáveis para o futuro, e o Sistema FIEA busca atuar como parceiro estratégico nesse processo”, ressaltou.
O Pacto Global também incentiva ações alinhadas aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), agenda criada pela ONU para promover melhorias sociais, econômicas e ambientais em todo o mundo.
A atuação será desenvolvida de forma contínua e integrada pelas casas que compõem o Sistema FIEA, fortalecendo ações voltadas à ética, transparência, inovação sustentável, responsabilidade ambiental e desenvolvimento humano. “Queremos contribuir para uma indústria mais preparada para os desafios do presente e do futuro”, concluiu a coordenadora.
O caminhão chega, a aula começa. Tem sido assim desde julho de 2024, quando a Prefeitura de Maceió e o SENAI Alagoas começaram a levar o TechMassa para diferentes localidades da capital. Em seu terceiro ano, o programa roda a cidade com números superlativos: até aqui, são mais de 14 mil pessoas certificadas e muitas vidas transformadas. Uma história de resultados que continua a percorrer os bairros maceioenses em 2026 – até o próximo dia 29, por exemplo, as unidades móveis do SENAI estarão no bairro de Petrópolis, região de alta densidade habitacional e um dos principais pontos de ligação da avenida Durval de Góes Monteiro com as Chãs da Jaqueira e de Bebedouro.
Realizado pela Secretaria Municipal de Estratégias Disruptivas e Economia Digital (Sedigi) e desenvolvido pelo SENAI, o programa busca estimular o interesse por inovação e tecnologia entre jovens e adultos a partir dos 14 anos. Para isso, utiliza unidades móveis equipadas e metodologias de ensino específicas, por meio das quais o público-alvo pode conhecer e aplicar diferentes competências digitais.
Entre as oficinas itinerantes do TechMassa, constam: Excel para o Trabalho; Canva: Crie Arte para o seu Negócio; Empreendedorismo; Informática para o Primeiro Emprego; Word Básico; Excel Básico; Power Point Básico; Criação de Currículo e Portfólio; Inclusão Digital para a Terceira Idade e ChatGPT para o seu Empreendimento.
Avanço com resultados Os resultados demonstram a receptividade à iniciativa. Na primeira edição, foram emitidos cerca de 5 mil certificados em 19 bairros. Já na segunda, o total ultrapassou 14 mil, um crescimento de mais de 170%. O número de bairros atendidos também aumentou, passando para 39, cerca de 105% de expansão. Esse avanço evidencia não apenas a adesão da população, mas também a eficiência do modelo de ensino aplicado pelo SENAI, que combina expertise técnica, estrutura pedagógica e qualificação dos instrutores.
As oficinas abordam temas como informática básica, empreendedorismo, redes sociais para negócios e ferramentas digitais, ampliando as possibilidades de inserção no mundo de trabalho, pela via do emprego formal ou informal. O programa também promove inclusão social ao atender públicos diversos, incluindo idosos e pessoas em situação de vulnerabilidade.
Com a expertise do SENAI, o TechMassa se alinha às diretrizes nacionais de popularização da ciência e inovação, fortalecendo o ecossistema tecnológico da capital. O programa se consolida, assim, como uma política pública de impacto social, impulsionando oportunidades e promovendo transformação econômica em Maceió.
SERVIÇO Tech Massa 2026 Bairro: Petrópolis Quando: 25 a 29 de maio Onde: rua Perimetral 5 Em frente à Escola Municipal Tradutor João Sampaio
REQUISITOS Ter mais de 14 anos Levar documento com foto
Celebrado em 25 de maio, o Dia da Indústria encontra Alagoas diante de uma das mais profundas transformações econômicas das últimas décadas. Em meio às discussões globais sobre descarbonização, transição energética, economia verde e reconfiguração das cadeias produtivas internacionais, a indústria alagoana busca consolidar um novo ciclo de desenvolvimento baseado em competitividade, inovação, sustentabilidade e expansão comercial. Nesse cenário, a Federação das Indústrias do Estado de Alagoas amplia seu papel como articuladora na condução do setor produtivo frente a tendências que já deixaram o status de projeção para se tornar realidade.
Com estoque superior a 115 mil empregos formais, a indústria permanece como um dos principais motores da economia alagoana. Dados do Novo Caged apontam que a maior parte dessas vagas está concentrada na indústria de transformação, segmento que também responde por cerca de 75% das exportações do estado. Mais do que cenários, os indicadores refletem a relevância estratégica de um parque industrial fortemente conectado aos recursos naturais, à agroindústria, ao setor sucroenergético, à cadeia químico-plástica e às atividades ligadas à energia e aos combustíveis.
Essa configuração produtiva coloca Alagoas em posição singular dentro da nova lógica econômica global. Em um ambiente internacional cada vez mais orientado por metas de neutralidade climática, segurança energética e redução das emissões de carbono, atributos naturais historicamente associados ao estado, como alta incidência solar, ventos constantes e potencial de produção de combustíveis renováveis, passam a assumir valor estratégico para a atração de investimentos e modernização industrial.
A energia como valor central A energia, nesse contexto, deixa de ser apenas um insumo operacional para se transformar em vetor central de competitividade. O avanço da matriz renovável em Alagoas, impulsionado pela expansão da energia solar e pelo fortalecimento do setor sucroenergético, abre espaço para uma indústria mais eficiente, menos dependente de fontes fósseis e alinhada às exigências ambientais dos mercados internacionais. O estado já observa movimentos importantes ligados à produção de biogás, biometano, etanol de segunda geração e outras soluções associadas à chamada economia de baixo carbono.
A tradicional cadeia da cana-de-açúcar, por exemplo, passa por um processo de modernização tecnológica que amplia seu protagonismo além da produção de açúcar e etanol convencional. Subprodutos antes descartados ganham valor energético e ambiental, transformando-se em novas fontes de geração elétrica e combustíveis limpos. Ao mesmo tempo, o crescimento das florestas plantadas para biomassa e créditos de carbono reforça a inserção do estado no debate sobre economia verde e sustentabilidade industrial.
A FIEA acompanha diretamente essa transformação por meio de programas estruturantes voltados à inovação, governança ambiental e eficiência produtiva. O Programa ESG do Sistema FIEA, alinhado às diretrizes da Nova Indústria Brasil (NIB), tornou-se uma das principais iniciativas de estímulo à cultura empresarial sustentável no estado. Entre os projetos em execução estão o Programa de Neutralização de Carbono e o estudo sobre reuso de efluentes para abastecimento industrial, desenvolvido em parceria com a Confederação Nacional da Indústria (CNI) e o Governo de Alagoas, voltado à preservação hídrica e ao uso racional dos recursos naturais.
“O mundo vive uma transformação na forma de produzir, consumir energia e se relacionar comercialmente. A indústria alagoana não pode apenas acompanhar esse movimento, precisa estar preparada para atuar nessa nova lógica econômica”, observa o presidente da Federação das Indústrias do Estado de Alagoas, José Carlos Lyra de Andrade. Ele reafirma o papel da Federação nesse panorama. “A FIEA trabalha justamente para antecipar cenários, produzir inteligência estratégica, qualificar mão de obra, estimular inovação e apoiar as empresas nesse processo de adaptação e crescimento sustentável”, acrescenta.
Acordo Mercosul-União Europeia Além da agenda ambiental e energética, outro eixo começa a despontar entre as perspectivas econômicas do estado: a possível consolidação do Acordo Mercosul-União Europeia. Considerado um dos maiores tratados comerciais do mundo, o acordo tende a abrir novas oportunidades para a indústria alagoana em mercados de elevado poder aquisitivo e forte demanda por produtos sustentáveis e rastreáveis.
Estudos de inteligência comercial desenvolvidos pelo Observatório da Indústria da FIEA, com a participação do Centro Internacional de Negócios, apontam inicialmente que setores nos quais Alagoas já possui tradição e capacidade produtiva poderão ganhar competitividade com a redução gradual de barreiras tarifárias e técnicas. Entre eles estão o etanol industrial, os produtos da cadeia químico-plástica e itens de confecção e moda, além de segmentos agroindustriais de maior valor agregado, como mel e derivados lácteos.
A expectativa é que a combinação entre energia limpa, capacidade exportadora e adequação às novas exigências ambientais internacionais fortaleça o posicionamento competitivo do estado. Em um mercado global cada vez mais atento à origem da energia utilizada na produção e às práticas ESG adotadas pelas empresas, Alagoas passa a reunir condições para ampliar sua presença comercial internacional e atrair novos investimentos industriais.
Atuação setorial estratégica Nesse processo, o Sistema FIEA também amplia investimentos em qualificação profissional, tecnologia e inovação. O SENAI Alagoas vem fortalecendo formações ligadas à transformação digital, energias renováveis, automação industrial e hidrogênio verde, enquanto o IEL atua na produção de estudos prospectivos, diagnósticos setoriais e programas de desenvolvimento empresarial voltados à inovação e à competitividade.
Às vésperas de completar oito décadas de atuação, a FIEA reforça o entendimento de que o futuro da indústria passa necessariamente pela capacidade de interpretar tendências, transformar conhecimento em estratégia e preparar o setor produtivo para um ambiente econômico cada vez mais tecnológico, sustentável e integrado globalmente. Neste Dia da Indústria, Alagoas celebra não apenas a força de seu parque fabril, mas a construção de um novo posicionamento econômico capaz de conectar desenvolvimento, energia limpa, inovação e competitividade internacional.
A Federação das Indústrias do Estado de Alagoas realiza, na próxima segunda-feira, 25 de maio, a solenidade oficial de entrega da Medalha da Ordem do Mérito Industrial ao empresário alagoano José Hipólito Correia Costa, diretor-presidente da Asa Branca. A homenagem será conduzida pelo presidente da FIEA, José Carlos Lyra de Andrade, durante cerimônia na Casa da Indústria, em Maceió.
Concedida pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), a Medalha da Ordem do Mérito Industrial é a principal honraria da indústria brasileira e reconhece personalidades que contribuem de forma relevante para o fortalecimento do setor produtivo e para o desenvolvimento econômico do país. Criada em 1958, a comenda é tradicionalmente entregue durante as celebrações do Dia da Indústria, comemorado em 25 de maio.
A escolha de José Hipólito Costa reforça o reconhecimento à trajetória de um empresário que consolidou a Asa Branca como uma das maiores referências do Nordeste nos segmentos de distribuição e atacado, ao mesmo tempo em que vem ampliando a atuação do grupo no setor industrial, especialmente na área de beneficiamento de pescados. Com forte presença regional, a empresa mantém operações integradas de logística, distribuição e industrialização, fortalecendo cadeias produtivas estratégicas e gerando emprego e renda em Alagoas e em outros estados do Nordeste.
Fundada em Arapiraca, a Asa Branca tornou-se símbolo do empreendedorismo alagoano. Sob a liderança de Hipólito, o grupo expandiu sua atuação mantendo uma relação histórica com o desenvolvimento da região agreste, investindo em inovação, infraestrutura, geração de oportunidades e fortalecimento econômico local.
Resiliência e perseverança A história pessoal do empresário também é marcada por episódios de superação. Em 2021, José Hipólito ganhou projeção nacional ao ser submetido a um transplante duplo de pulmão após complicações severas provocadas pela Covid-19. O procedimento, considerado pioneiro no Brasil para pacientes pós-Covid, foi realizado com sucesso em São Paulo e transformou-se em referência médica no país.
O caso repercutiu nacionalmente pela gravidade do quadro clínico e pela recuperação do empresário, que retomou suas atividades à frente do grupo empresarial após o tratamento. Desde então, Hipólito passou a ser também associado a uma trajetória de resiliência e perseverança, características frequentemente apontadas por parceiros e lideranças empresariais ao se referirem à sua atuação.
A homenagem promovida pela FIEA integra as celebrações do Dia da Indústria, data instituída em homenagem ao industrial e empresário Roberto Simonsen, patrono da indústria nacional e idealizador do Sistema S, responsável pela criação do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI) e do Serviço Social da Indústria (SESI), em 1946.
Ao conceder a Medalha da Ordem do Mérito Industrial a José Hipólito Costa, a indústria alagoana reconhece uma trajetória empresarial marcada pela capacidade de inovação, pela visão estratégica e pelo compromisso com o desenvolvimento regional, valores alinhados à contribuição histórica do setor industrial para o crescimento econômico e social de Alagoas.
Em um mundo marcado por transformações tecnológicas e pela demanda por profissionais versáteis, a robótica ganha cada vez mais espaço nas escolas brasileiras. Nessas atividades, mais do que montar e programar protótipos, os estudantes desenvolvem competências que dialogam com as novas exigências do mercado de trabalho, provando que o maior valor dessa área reside na amplitude das habilidades mobilizadas nos processos que envolvem o robô – comunicação e cooperação, espírito investigativo, trabalho em equipe e planejamento, entre tantas outras.
Um exemplo desse impacto é a equipe FTCamb, da Escola SESI Centro, 1º lugar no Prêmio Alcance (Reach Award) e Prêmio Bússola (Compass Award) no Festival SESI de Educação 2025-2026. O Prêmio Alcance reconhece grupos que atuam como embaixadores da robótica, e evidencia especialmente capacidades sociais e estratégicas, essenciais à popularização dessa cultura dentro e fora das arenas. A FTCamb compete na categoria FIRST Tech Challenge (FTC) e se consolidou como uma das maiores potências do país na modalidade, projetando, construindo e programando robôs de alta complexidade em competições nacionais e internacionais (prêmios Impacto Comunitário, em 2021, e Destaque Nacional, em 2022).
Referência na adoção de estratégias da robótica em sua proposta pedagógica, a Escola SESI tornou-se a instituição de Educação Básica mais premiada de Alagoas na área, justamente por incentivar a atuação dos alunos no que podemos chamar de “órbita” do robô. “É até comum a gente ter de explicar aos pais que não necessariamente a evolução pedagógica dos seus filhos passa pelo robô. Eles podem estar na robótica de forma extremamente atuante sem, contudo, precisar programar e projetar. São atividades tão importantes quanto”, explica a diretora da Escola SESI Centro, Alessandra Damacena.
Formação com múltiplas habilidades
A trajetória da estudante Ariana Serpa Tomaz é outra que ilustra como a robótica pode impactar positivamente na formação educacional de crianças e adolescentes. Aluna da Escola SESI SENAI Benedito Bentes, ela conquistou uma bolsa quase integral para o programa Yale Young Global Scholars, da Yale University, uma das instituições mais prestigiadas do mundo.
Selecionada entre mais de 4.300 candidatos de 135 países, Ariana atribui parte significativa de seu desempenho à atuação na robótica. Ela participou de competições como a FIRST Tech Challenge e a FIRST Lego League, nas quais desenvolveu não apenas habilidades técnicas, mas também liderança e capacidade de articulação.
Para os educadores, o maior legado da robótica na escola não está apenas na formação de futuros engenheiros ou programadores, mas na preparação de cidadãos críticos, criativos e adaptáveis. Em um cenário de escassez de profissionais com múltiplas habilidades, a área surge como uma ferramenta estratégica para transformar a educação e reduzir lacunas. Ao integrar conhecimento técnico e competências humanas, ela ajuda a formar indivíduos prontos para lidar com desafios complexos, dentro e fora do mercado de trabalho.
Assim, fica claro: na robótica educacional, o robô é apenas o começo.
Supervisora de produção em uma das maiores plantas de fabricação de tubos e conexões do Brasil, Júlia Alves, 28, estava com sua caderneta de vacinação em dia – “Só falta a da gripe, que vou tomar agora”, fazia questão de informar –, mas era uma das colaboradoras mais empolgadas com o Dia D na Krona, indústria de material plástico onde trabalha. Instalada no município de Marechal Deodoro, a 30 km de Maceió, a empresa foi uma das que receberam ações do Dia D de Vacinação do Trabalhador da Indústria em Alagoas, nesta sexta-feira, 15 de maio.
Promovida pelo Conselho Nacional do SESI e pelo Departamento Nacional do SESI, em parceria com o Ministério da Saúde, a mobilização nacional pelo avanço da imunização dentro das indústrias brasileiras contou com quatro bases do SESI Alagoas: além da Krona, houve aplicação de vacinas na Origem Energia – na planta de Pilar e do Porto de Maceió – e no município de São Miguel dos Campos, entreposto que é um dos principais polos industriais e agrícolas do estado, a cerca de 60 km da capital.
O fator Zé Gotinha
Na Krona, as atividades do Dia D começaram cedinho, com a chegada do Zé Gotinha. Criado há quase 40 anos pelo artista plástico Darlan Rosa para dar cara à campanha de vacinação contra a poliomielite no país, o personagem fez a alegria dos colaboradores. “Estou incentivando o meu time, de mais de 90 pessoas, a comparecer, a se vacinar. Eles sabem que devem se cuidar, que a vacina é fundamental para nossa saúde”, pontuava Júlia Alves ao caminhar pelos setores da planta, ao lado do símbolo da vacinação no Brasil. “Com o Zé Gotinha, ninguém vai resistir”, brincou.
A iniciativa disponibilizou, gratuitamente, vacinas Tríplice Viral (sarampo, caxumba e rubéola); DT (difteria e tétano); Hepatite B; e H1N1 para os trabalhadores do setor, reforçando o compromisso do Serviço Social da Indústria com a prevenção de doenças, o bem-estar dos trabalhadores e a construção de ambientes produtivos mais seguros. “É excelente esse serviço, eu sempre participo, venho me vacinar. Tem que aproveitar, porque é para a nossa qualidade de vida e é disponibilizada sem custo para os colaboradores”, afirmou Alvanir Correia, inspetor de pintura da Origem Energia.
Com forte presença na Bacia Sergipe-Alagoas, a Origem é uma empresa de energia e infraestrutura centrada no segmento de óleo e gás que atua na transição energética e na gestão de campos maduros. Instalada no município de Pilar, a 40 km de Maceió, a empresa também recebeu o Zé Gotinha durante as ações do Dia D. Depois de animar a sala de vacinação, o personagem passeou por outras áreas da planta, chegando até o refeitório. “Eu acho que esse Dia D é super prático, ideal para o trabalhador, porque às vezes a gente não tem tempo mesmo”, frisou Dayane Albuquerque, analista de Meio Ambiente.
Vacinação contínua
Para a diretora de Saúde e Segurança para a Indústria do SESI Alagoas, Cláudia Piatti, o Dia D já é uma tradição no calendário das indústrias alagoanas. “Estamos empenhados em alcançar cada vez mais trabalhadores com o Dia D, mas é importante lembrar que essas vacinas estão disponíveis gratuitamente na Clínica SESI Tabuleiro, em Maceió”, ela destaca.
Com ações simultâneas em 25 estados e no Distrito Federal, a expectativa da campanha para este ano é superar a marca de 21 mil doses aplicadas em trabalhadores da indústria em todo o país. Em 2025, a mobilização registrou a aplicação de 19.735 doses.
O Serviço Social da Indústria (SESI) e o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI) participam do Arraial da Justiça e Cidadania, em Porto Calvo, levando triagem oftalmológica gratuita, capacitação profissional e incentivo ao empreendedorismo para a população do município e região Norte de Alagoas.
O evento acontece até esta sexta-feira (15), na Creche Solar da Criança, no bairro Mangazala, reunindo instituições do sistema de Justiça brasileiro e órgãos públicos em um grande mutirão de cidadania. A iniciativa oferece atendimento jurídico, emissão de documentos, ações educativas, serviços de saúde e oficinas profissionalizantes.
Entre os destaques da programação estão os atendimentos do SESI Bons Olhos, com triagem oftalmológica rápida e gratuita, voltada à prevenção e identificação de problemas de visão. Os atendimentos ocorrem das 9h às 12h e das 14h às 17h.
Já o SENAI promove oficinas práticas nas áreas de culinária, moda, mosaico e marca pessoal, com turmas às 10h e às 14h. As atividades são voltadas para quem deseja aprender uma nova habilidade, complementar a renda ou iniciar um pequeno negócio. “Estamos aproximando saúde, educação profissional e oportunidades de renda das pessoas que mais precisam. É uma ação que transforma vidas, fortalece a cidadania e que demonstra como SESI e SENAI podem apoiar os municípios alagoanos nos seus desafios em saúde e educação”, destacou a assessora de Parcerias Estratégicas do Sistema FIEA, Ana Paula Andrade.
Além das atividades presenciais em Porto Calvo, o SENAI Alagoas abriu inscrições para cadastro de reserva em cursos gratuitos de Aperfeiçoamento Profissional na modalidade de Educação a Distância (EaD). As capacitações são autoinstrucionais, permitindo que o aluno estude no próprio ritmo, utilizando computador ou celular com acesso à internet.
Entre os cursos disponíveis estão Fundamentos de Python para IA, Fundamentos de IA na Indústria, Automação Industrial com PLC Finder Opta, Refrigeração e Climatização Residencial, Gestão de Resíduos Sólidos e Introdução à Construção de Modelos Digitais (BIM). As inscrições seguem até o dia 15 de maio, por meio do endereço eletrônico cadastroaluno.al.senai.br/cadastro. As aulas serão realizadas entre os dias 20 de maio e 5 de junho.
O Arraial da Justiça e Cidadania é realizado em parceria com a Prefeitura de Porto Calvo, Governo de Alagoas, tribunais, defensorias, ministérios públicos, forças de segurança e diversas instituições públicas e privadas, em uma ação integrada de promoção da cidadania e garantia de direitos.