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  • Alagoas se reposiciona para a nova economia verde e mira expansão internacional

    Alagoas se reposiciona para a nova economia verde e mira expansão internacional

    Celebrado em 25 de maio, o Dia da Indústria encontra Alagoas diante de uma das mais profundas transformações econômicas das últimas décadas. Em meio às discussões globais sobre descarbonização, transição energética, economia verde e reconfiguração das cadeias produtivas internacionais, a indústria alagoana busca consolidar um novo ciclo de desenvolvimento baseado em competitividade, inovação, sustentabilidade e expansão comercial. Nesse cenário, a Federação das Indústrias do Estado de Alagoas amplia seu papel como articuladora na condução do setor produtivo frente a tendências que já deixaram o status de projeção para se tornar realidade.

    Com estoque superior a 115 mil empregos formais, a indústria permanece como um dos principais motores da economia alagoana. Dados do Novo Caged apontam que a maior parte dessas vagas está concentrada na indústria de transformação, segmento que também responde por cerca de 75% das exportações do estado. Mais do que cenários, os indicadores refletem a relevância estratégica de um parque industrial fortemente conectado aos recursos naturais, à agroindústria, ao setor sucroenergético, à cadeia químico-plástica e às atividades ligadas à energia e aos combustíveis.

    Essa configuração produtiva coloca Alagoas em posição singular dentro da nova lógica econômica global. Em um ambiente internacional cada vez mais orientado por metas de neutralidade climática, segurança energética e redução das emissões de carbono, atributos naturais historicamente associados ao estado, como alta incidência solar, ventos constantes e potencial de produção de combustíveis renováveis, passam a assumir valor estratégico para a atração de investimentos e modernização industrial.

    A energia como valor central
    A energia, nesse contexto, deixa de ser apenas um insumo operacional para se transformar em vetor central de competitividade. O avanço da matriz renovável em Alagoas, impulsionado pela expansão da energia solar e pelo fortalecimento do setor sucroenergético, abre espaço para uma indústria mais eficiente, menos dependente de fontes fósseis e alinhada às exigências ambientais dos mercados internacionais. O estado já observa movimentos importantes ligados à produção de biogás, biometano, etanol de segunda geração e outras soluções associadas à chamada economia de baixo carbono.

    A tradicional cadeia da cana-de-açúcar, por exemplo, passa por um processo de modernização tecnológica que amplia seu protagonismo além da produção de açúcar e etanol convencional. Subprodutos antes descartados ganham valor energético e ambiental, transformando-se em novas fontes de geração elétrica e combustíveis limpos. Ao mesmo tempo, o crescimento das florestas plantadas para biomassa e créditos de carbono reforça a inserção do estado no debate sobre economia verde e sustentabilidade industrial.

    A FIEA acompanha diretamente essa transformação por meio de programas estruturantes voltados à inovação, governança ambiental e eficiência produtiva. O Programa ESG do Sistema FIEA, alinhado às diretrizes da Nova Indústria Brasil (NIB), tornou-se uma das principais iniciativas de estímulo à cultura empresarial sustentável no estado. Entre os projetos em execução estão o Programa de Neutralização de Carbono e o estudo sobre reuso de efluentes para abastecimento industrial, desenvolvido em parceria com a Confederação Nacional da Indústria (CNI) e o Governo de Alagoas, voltado à preservação hídrica e ao uso racional dos recursos naturais.

    “O mundo vive uma transformação na forma de produzir, consumir energia e se relacionar comercialmente. A indústria alagoana não pode apenas acompanhar esse movimento, precisa estar preparada para atuar nessa nova lógica econômica”, observa o presidente da Federação das Indústrias do Estado de Alagoas, José Carlos Lyra de Andrade. Ele reafirma o papel da Federação nesse panorama. “A FIEA trabalha justamente para antecipar cenários, produzir inteligência estratégica, qualificar mão de obra, estimular inovação e apoiar as empresas nesse processo de adaptação e crescimento sustentável”, acrescenta.

    Acordo Mercosul-União Europeia
    Além da agenda ambiental e energética, outro eixo começa a despontar entre as perspectivas econômicas do estado: a possível consolidação do Acordo Mercosul-União Europeia. Considerado um dos maiores tratados comerciais do mundo, o acordo tende a abrir novas oportunidades para a indústria alagoana em mercados de elevado poder aquisitivo e forte demanda por produtos sustentáveis e rastreáveis.

    Estudos de inteligência comercial desenvolvidos pelo Observatório da Indústria da FIEA, com a participação do Centro Internacional de Negócios, apontam inicialmente que setores nos quais Alagoas já possui tradição e capacidade produtiva poderão ganhar competitividade com a redução gradual de barreiras tarifárias e técnicas. Entre eles estão o etanol industrial, os produtos da cadeia químico-plástica e itens de confecção e moda, além de segmentos agroindustriais de maior valor agregado, como mel e derivados lácteos.

    A expectativa é que a combinação entre energia limpa, capacidade exportadora e adequação às novas exigências ambientais internacionais fortaleça o posicionamento competitivo do estado. Em um mercado global cada vez mais atento à origem da energia utilizada na produção e às práticas ESG adotadas pelas empresas, Alagoas passa a reunir condições para ampliar sua presença comercial internacional e atrair novos investimentos industriais.

    Atuação setorial estratégica
    Nesse processo, o Sistema FIEA também amplia investimentos em qualificação profissional, tecnologia e inovação. O SENAI Alagoas vem fortalecendo formações ligadas à transformação digital, energias renováveis, automação industrial e hidrogênio verde, enquanto o IEL atua na produção de estudos prospectivos, diagnósticos setoriais e programas de desenvolvimento empresarial voltados à inovação e à competitividade.

    Às vésperas de completar oito décadas de atuação, a FIEA reforça o entendimento de que o futuro da indústria passa necessariamente pela capacidade de interpretar tendências, transformar conhecimento em estratégia e preparar o setor produtivo para um ambiente econômico cada vez mais tecnológico, sustentável e integrado globalmente. Neste Dia da Indústria, Alagoas celebra não apenas a força de seu parque fabril, mas a construção de um novo posicionamento econômico capaz de conectar desenvolvimento, energia limpa, inovação e competitividade internacional.

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  • FIEA homenageia José Hipólito Correia Costa com Medalha da Ordem do Mérito Industrial

    FIEA homenageia José Hipólito Correia Costa com Medalha da Ordem do Mérito Industrial

    A Federação das Indústrias do Estado de Alagoas realiza, na próxima segunda-feira, 25 de maio, a solenidade oficial de entrega da Medalha da Ordem do Mérito Industrial ao empresário alagoano José Hipólito Correia Costa, diretor-presidente da Asa Branca. A homenagem será conduzida pelo presidente da FIEA, José Carlos Lyra de Andrade, durante cerimônia na Casa da Indústria, em Maceió.

    Concedida pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), a Medalha da Ordem do Mérito Industrial é a principal honraria da indústria brasileira e reconhece personalidades que contribuem de forma relevante para o fortalecimento do setor produtivo e para o desenvolvimento econômico do país. Criada em 1958, a comenda é tradicionalmente entregue durante as celebrações do Dia da Indústria, comemorado em 25 de maio.

    A escolha de José Hipólito Costa reforça o reconhecimento à trajetória de um empresário que consolidou a Asa Branca como uma das maiores referências do Nordeste nos segmentos de distribuição e atacado, ao mesmo tempo em que vem ampliando a atuação do grupo no setor industrial, especialmente na área de beneficiamento de pescados. Com forte presença regional, a empresa mantém operações integradas de logística, distribuição e industrialização, fortalecendo cadeias produtivas estratégicas e gerando emprego e renda em Alagoas e em outros estados do Nordeste.

    Fundada em Arapiraca, a Asa Branca tornou-se símbolo do empreendedorismo alagoano. Sob a liderança de Hipólito, o grupo expandiu sua atuação mantendo uma relação histórica com o desenvolvimento da região agreste, investindo em inovação, infraestrutura, geração de oportunidades e fortalecimento econômico local.

    Resiliência e perseverança
    A história pessoal do empresário também é marcada por episódios de superação. Em 2021, José Hipólito ganhou projeção nacional ao ser submetido a um transplante duplo de pulmão após complicações severas provocadas pela Covid-19. O procedimento, considerado pioneiro no Brasil para pacientes pós-Covid, foi realizado com sucesso em São Paulo e transformou-se em referência médica no país.

    O caso repercutiu nacionalmente pela gravidade do quadro clínico e pela recuperação do empresário, que retomou suas atividades à frente do grupo empresarial após o tratamento. Desde então, Hipólito passou a ser também associado a uma trajetória de resiliência e perseverança, características frequentemente apontadas por parceiros e lideranças empresariais ao se referirem à sua atuação.

    A homenagem promovida pela FIEA integra as celebrações do Dia da Indústria, data instituída em homenagem ao industrial e empresário Roberto Simonsen, patrono da indústria nacional e idealizador do Sistema S, responsável pela criação do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI) e do Serviço Social da Indústria (SESI), em 1946.

    Ao conceder a Medalha da Ordem do Mérito Industrial a José Hipólito Costa, a indústria alagoana reconhece uma trajetória empresarial marcada pela capacidade de inovação, pela visão estratégica e pelo compromisso com o desenvolvimento regional, valores alinhados à contribuição histórica do setor industrial para o crescimento econômico e social de Alagoas.

  • Empresários alagoanos podem fortalecer pesquisa nacional sobre propriedade intelectual e acesso ao crédito

    Empresários alagoanos podem fortalecer pesquisa nacional sobre propriedade intelectual e acesso ao crédito

    Empresários alagoanos têm a oportunidade de contribuir com uma iniciativa nacional que visa a auxiliar na construção de políticas públicas voltadas ao acesso ao crédito e ao fortalecimento da inovação no Brasil. A pesquisa sobre o uso de ativos de propriedade intelectual como garantia em operações financeiras, lançada pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) em parceria com a Associação Brasileira da Propriedade Intelectual (ABPI), busca reunir informações estratégicas sobre desafios, oportunidades e experiências relacionadas ao tema.

    A iniciativa é considerada importante para o ambiente de negócios e o desenvolvimento industrial, e o presidente da Federação das Indústrias do Estado de Alagoas (FIEA), José Carlos Lyra de Andrade, destaca que a participação dos empresários pode colaborar para que as políticas e futuras iniciativas relacionadas ao setor sejam construídas com base nas necessidades reais das empresas.

    O levantamento integra a segunda etapa do projeto IP Finance, iniciativa que busca estruturar mecanismos capazes de permitir a utilização de ativos de propriedade intelectual — como marcas, patentes, desenhos industriais e outros registros — como garantias em operações de crédito.

    Informações estratégicas

    A proposta representa uma possibilidade de aproximação entre inovação e financiamento. Atualmente, muitas empresas possuem ativos intangíveis valiosos, mas encontram dificuldades para transformá-los em instrumentos capazes de ampliar o acesso a recursos financeiros. O projeto pretende compreender como o mercado brasileiro pode evoluir para tornar esses ativos economicamente mais aproveitáveis.

    “A participação das empresas pode contribuir para que o diagnóstico reflita de forma mais precisa a realidade do setor produtivo. As informações coletadas poderão ajudar na identificação de desafios enfrentados pelas empresas, barreiras regulatórias, demandas do mercado e oportunidades de desenvolvimento”, explica Lyra.

    Os resultados da pesquisa deverão servir de base para futuras propostas do Governo Federal no âmbito do Grupo Interministerial de Propriedade Intelectual (GIPI), responsável por coordenar estratégias ligadas à propriedade intelectual no país.

    A iniciativa dá continuidade a estudos realizados dentro da Estratégia Nacional de Propriedade Intelectual. Entre eles está o relatório internacional sobre IP Finance, desenvolvido com apoio da Organização Mundial da Propriedade Intelectual (OMPI), que analisou experiências em mais de quinze países e apresentou modelos de referência para estruturas de financiamento baseadas em ativos intelectuais.

    Objetivos da nova etapa

    Agora, a nova etapa busca aprofundar a discussão na realidade brasileira, reunindo experiências e informações diretamente de instituições públicas e privadas que fazem parte do sistema nacional de inovação.

    A pesquisa está organizada em três públicos específicos:

    • Empresas interessadas em utilizar ativos de propriedade intelectual como garantia financeira: https://forms.gle/Ti41B92CJnPJbr1f6

    • Escritórios de advocacia com experiência prática no tema: https://forms.gle/rnCcLmMV86Cuj4eK9

    • Instituições financeiras, aceitando ou não ativos de propriedade intelectual em operações de crédito: https://forms.gle/dGMUQSx66nDMGVYR6

    Empresas e instituições também podem encaminhar contribuições adicionais por meio da consulta pública disponível até o dia 30 de junho. O edital completo da consulta pública está disponível no link.

    Mais informações podem ser obtidas no Portal de Propriedade Intelectual do Governo Federal (gov.br/propriedade-intelectual). Dúvidas também podem ser encaminhadas para o e-mail [email protected].

  • SENAI Benedito Bentes completa três anos e amplia oportunidades na parte alta de Maceió

    SENAI Benedito Bentes completa três anos e amplia oportunidades na parte alta de Maceió

    O SENAI Alagoas celebra, neste dia 26 de maio, três anos de operação da sua unidade no Benedito Bentes, em Maceió. Instalado em uma das regiões mais populosas e economicamente vibrantes da capital, o centro de formação consolidou sua posição como uma referência na oferta de educação profissional e técnica, conectando o potencial humano da parte alta da cidade às demandas do setor industrial.

    Desde sua inauguração, em 26 de maio de 2023, a unidade assumiu a missão de democratizar o acesso à qualificação profissional de excelência na região. Situado na avenida Antônio Lisboa de Amorim, uma das principais do bairro, o SENAI Benedito Bentes está disponível para um contingente de mais de 110 mil habitantes e para uma rede de aproximadamente 10 mil empresas ativas, reduzindo a distância entre os trabalhadores e as oportunidades geradas pelo mercado de trabalho.

    A criação da unidade reflete a própria evolução do Benedito Bentes, que nas últimas décadas superou o estigma de bairro periférico para se tornar um polo estratégico de desenvolvimento urbano e econômico. Hoje, a região pulsa com uma dinâmica própria, concentrando um comércio robusto, ampla prestação de serviços, pequenas, médias e grandes indústrias e vários empreendimentos habitacionais. Nesse contexto, o SENAI atua como um motor de mobilidade social, atendendo desde jovens em busca do primeiro emprego até profissionais que buscam atualização ou recolocação em um mercado cada vez mais competitivo.

    Estrutura para a prática

    Com infraestrutura moderna e capacidade para receber até 450 alunos por turno, o SENAI Benedito Bentes dispõe de quatro salas de aula, três laboratórios de informática, sala de desenho técnico e oficinas práticas especializadas em moda, eletricidade predial, instalações industriais e motocicletas. O complexo foi projetado para simular o ambiente de diferentes segmentos da indústria, de modo a garantir que o aprendizado teórico seja aplicado na prática.

    O portfólio da unidade reflete essa sintonia com a economia local e regional, reunindo cursos técnicos e de qualificação e aperfeiçoamento em áreas de alta demanda. Entre os cursos com matrículas abertas estão as formações técnicas em Redes de Computadores, Eletrotécnica e Planejamento e Controle da Produção, além de aperfeiçoamentos e qualificações em sistemas fotovoltaicos e elétrica industrial.

    A unidade também fomenta o empreendedorismo local por meio de cursos nos segmentos de alimentos e vestuário, englobando desde a panificação básica até técnicas avançadas de corte e costura.

    Ao completar três anos, o SENAI Benedito Bentes celebra não apenas um marco operacional, mas seu compromisso com o desenvolvimento socioeconômico do estado. Ao levar educação profissional de qualidade para o coração de um dos bairros mais importantes da capital, a instituição fortalece a empregabilidade da população e garante que o crescimento da parte alta de Maceió esteja ancorado na formação de profissionais preparados para evoluir junto com a indústria alagoana.

    Para saber mais sobre o portfólio de cursos da unidade, ligue 2121-3030 ou acesse o link https://al.senai.br/cursos/?unit%5B%5D=BENEDITO%20BENTES.

  • IEL abre vagas de estágio e jovem aprendiz em Maceió e Arapiraca

    IEL abre vagas de estágio e jovem aprendiz em Maceió e Arapiraca

    O Instituto Euvaldo Lodi (IEL) está com novas oportunidades abertas para estudantes e jovens aprendizes em Maceió e Arapiraca. As vagas contemplam diferentes áreas de formação e oferecem bolsas que variam de R$ 550 a R$ 1.621, além de benefícios como auxílio-transporte e outras vantagens, conforme a vaga.

    Em Arapiraca, as oportunidades de estágio são destinadas aos cursos de Administração, Ensino Médio, Recursos Humanos, Técnico em Informática e Ciências Contábeis. As bolsas variam entre R$ 550 e R$ 1 mil, com auxílio-transporte entre R$ 50 e R$ 100.

    Já em Maceió, há vagas para estudantes de Administração, Ciências Contábeis, Direito, Psicologia, Pedagogia, Comunicação Social, Design, Publicidade e Propaganda, Engenharia, Recursos Humanos, cursos técnicos e Ensino Médio, entre outras áreas. Os valores das bolsas partem de R$ 550 e podem chegar a R$ 1.621, com benefícios adicionais.

    Também estão disponíveis oportunidades para jovens aprendizes, com remuneração de R$ 821, além de auxílio-transporte, assistência odontológica, auxílio-alimentação e plano de saúde.

    Para participar dos processos seletivos, os candidatos interessados devem realizar cadastro no portal do IEL de Alagoas – carreiras.iel.org.br/AL.

  • Além do robô: robótica se consolida como diferencial na educação para o futuro

    Além do robô: robótica se consolida como diferencial na educação para o futuro

    Em um mundo marcado por transformações tecnológicas e pela demanda por profissionais versáteis, a robótica ganha cada vez mais espaço nas escolas brasileiras. Nessas atividades, mais do que montar e programar protótipos, os estudantes desenvolvem competências que dialogam com as novas exigências do mercado de trabalho, provando que o maior valor dessa área reside na amplitude das habilidades mobilizadas nos processos que envolvem o robô – comunicação e cooperação, espírito investigativo, trabalho em equipe e planejamento, entre tantas outras.

    Um exemplo desse impacto é a equipe FTCamb, da Escola SESI Centro, 1º lugar no Prêmio Alcance (Reach Award) e Prêmio Bússola (Compass Award) no Festival SESI de Educação 2025-2026. O Prêmio Alcance reconhece grupos que atuam como embaixadores da robótica, e evidencia especialmente capacidades sociais e estratégicas, essenciais à popularização dessa cultura dentro e fora das arenas. A FTCamb compete na categoria FIRST Tech Challenge (FTC) e se consolidou como uma das maiores potências do país na modalidade, projetando, construindo e programando robôs de alta complexidade em competições nacionais e internacionais (prêmios Impacto Comunitário, em 2021, e Destaque Nacional, em 2022).

    Referência na adoção de estratégias da robótica em sua proposta pedagógica, a Escola SESI tornou-se a instituição de Educação Básica mais premiada de Alagoas na área, justamente por incentivar a atuação dos alunos no que podemos chamar de “órbita” do robô. “É até comum a gente ter de explicar aos pais que não necessariamente a evolução pedagógica dos seus filhos passa pelo robô. Eles podem estar na robótica de forma extremamente atuante sem, contudo, precisar programar e projetar. São atividades tão importantes quanto”, explica a diretora da Escola SESI Centro, Alessandra Damacena.

    Formação com múltiplas habilidades

    A trajetória da estudante Ariana Serpa Tomaz é outra que ilustra como a robótica pode impactar positivamente na formação educacional de crianças e adolescentes. Aluna da Escola SESI SENAI Benedito Bentes, ela conquistou uma bolsa quase integral para o programa Yale Young Global Scholars, da Yale University, uma das instituições mais prestigiadas do mundo.

    Selecionada entre mais de 4.300 candidatos de 135 países, Ariana atribui parte significativa de seu desempenho à atuação na robótica. Ela participou de competições como a FIRST Tech Challenge e a FIRST Lego League, nas quais desenvolveu não apenas habilidades técnicas, mas também liderança e capacidade de articulação.

    Para os educadores, o maior legado da robótica na escola não está apenas na formação de futuros engenheiros ou programadores, mas na preparação de cidadãos críticos, criativos e adaptáveis. Em um cenário de escassez de profissionais com múltiplas habilidades, a área surge como uma ferramenta estratégica para transformar a educação e reduzir lacunas. Ao integrar conhecimento técnico e competências humanas, ela ajuda a formar indivíduos prontos para lidar com desafios complexos, dentro e fora do mercado de trabalho.

    Assim, fica claro: na robótica educacional, o robô é apenas o começo.

  • SENAI Alagoas abre 480 vagas gratuitas em cursos de gestão e produção para o Agreste e Sertão

    SENAI Alagoas abre 480 vagas gratuitas em cursos de gestão e produção para o Agreste e Sertão

    O SENAI Alagoas está com inscrições abertas para um novo edital de gratuidade voltado a cursos de qualificação profissional nas áreas de gestão, administração e produção. Ao todo, estão sendo ofertadas 480 vagas gratuitas destinadas, prioritariamente, a pessoas de baixa renda residentes em municípios do Agreste e Sertão alagoano. As inscrições seguem até o dia 22 de maio e devem ser realizadas de forma online.

    O edital contempla três formações: Assistente Administrativo, Agente de Produção e Consumo Sustentável e Assistente de Planejamento e Controle da Produção (PCP). As aulas serão realizadas nos turnos da tarde e da noite, em formato presencial, em cidades do interior do estado.

    Com perfil voltado às demandas administrativas e industriais do mercado, os cursos surgem como uma alternativa rápida de qualificação para quem busca inserção profissional ou recolocação no mercado de trabalho. Entre as oportunidades oferecidas, o curso de Assistente Administrativo prepara profissionais para atuar no suporte às rotinas organizacionais de empresas de diferentes portes e segmentos, atividade considerada estratégica para o funcionamento de qualquer instituição.

    Já a formação de Assistente de Planejamento e Controle da Produção aproxima os alunos da dinâmica industrial, capacitando-os para atuar na organização de fluxos produtivos, acompanhamento de indicadores, emissão de ordens de produção e controle de materiais e prazos, funções cada vez mais requisitadas pela indústria.

    O edital também inclui o curso de Agente de Produção e Consumo Sustentável, formação alinhada às novas exigências de sustentabilidade e eficiência produtiva, com foco em práticas de economia circular, educação ambiental e gestão consciente de recursos.

    Vagas e municípios

    As vagas estão distribuídas entre municípios como Jaramataia, Major Izidoro, Pão de Açúcar e Olho d’Água das Flores, ampliando o acesso à educação profissional para moradores do interior alagoano, já que, muitas vezes, há escassez de oportunidades de qualificação técnica e profissionalizante nessas localidades.

    As inscrições são totalmente gratuitas e a seleção será realizada por ordem de inscrição e matrícula, respeitando os critérios de prioridade para candidatos autodeclarados de baixa renda. Para participar, é necessário ter, no mínimo, 14 anos completos e Ensino Fundamental I concluído.

    Os candidatos devem preencher o formulário online e apresentar dados pessoais, documentos de identificação, comprovante de residência atualizado e autodeclaração de baixa renda. O resultado das matrículas validadas será divulgado no site oficial do SENAI Alagoas.

    Mais informações, no link https://al.senai.br/edital-gratuidade/.

  • Estudo da FIEA aponta setores estratégicos para Alagoas ampliar exportações com acordo Mercosul-União Europeia

    Estudo da FIEA aponta setores estratégicos para Alagoas ampliar exportações com acordo Mercosul-União Europeia

    A Federação das Indústrias do Estado de Alagoas (FIEA) lançou o estudo “Acordo Mercosul-União Europeia: Panorama geral, impactos e oportunidades para o setor produtivo alagoano”. Elaborado pelo Observatório da Indústria, com apoio do Centro Internacional de Negócios (CIN) da Federação, o levantamento detalha os impactos do acordo comercial firmado entre os dois blocos econômicos. O documento aponta oportunidades estratégicas para a indústria alagoana ampliar exportações, acessar novos mercados e fortalecer sua competitividade internacional.

    Na avaliação do presidente da FIEA, José Carlos Lyra de Andrade, o estudo chega em um momento decisivo, em que as empresas alagoanas devem se preparar para um novo cenário econômico internacional. “Esse estudo é estratégico porque mostra, com dados concretos, onde estão as oportunidades para Alagoas crescer no mercado internacional. O acordo entre Mercosul e União Europeia abre portas importantes para os nossos produtos, mas também aumenta a concorrência dentro do próprio mercado brasileiro”, revelou. Por isso, acrescenta Lyra, a FIEA está atuando para apoiar as empresas alagoanas na preparação necessária para competir, inovar, ganhar produtividade e conquistar novos mercados com segurança e planejamento.

    O gerente do Observatório da Indústria, Rafael Fragoso, destacou que o levantamento foi construído para atender tanto empresas já exportadoras quanto indústrias que ainda pretendem iniciar o processo de internacionalização. “O estudo mostra os impactos e as oportunidades para empresas que já exportam, mas também para aquelas que desejam acessar o mercado internacional pela primeira vez. Além disso, traz informações importantes sobre adaptação às novas condições competitivas que o acordo vai impor, principalmente, em áreas como adequação regulatória, certificações, planejamento tributário e inteligência comercial”, ressaltou.

    Já a gerente do Centro Internacional de Negócios da FIEA, Dielze Mello, afirmou que o CIN vai atuar diretamente no suporte às empresas alagoanas interessadas em aproveitar os benefícios do acordo. “Para que o acordo da União Europeia com o Mercosul seja um verdadeiro motor de transformação econômica, é necessário que as empresas adotem uma estratégia de internacionalização, atuando em áreas como planejamento tributário, facilitação de comércio e ampliação das exportações com maior valor agregado. O CIN poderá apoiar os empresários desde a identificação das fases de desgravação tarifária até ações de capacitação, promoção comercial, rodadas de negócios e emissão do Certificado de Origem”, explicou.

    Números

    O estudo mostra que a União Europeia representa um mercado de US$ 19,4 trilhões em PIB nominal e foi responsável, em 2025, por uma corrente de comércio de US$ 100 bilhões com o Brasil, equivalente a 16% de todo o comércio exterior brasileiro. O bloco europeu também é o segundo principal parceiro comercial brasileiro.

    Em Alagoas, os números indicam avanço nas relações comerciais com os países europeus. Em 2025, o estado exportou US$ 89,9 milhões para a União Europeia, crescimento de 13,56% em relação ao ano anterior. Já as importações somaram US$ 28,6 milhões, resultando em superávit de US$ 61,2 milhões na balança comercial alagoana com o bloco europeu. 

    Os principais destinos das exportações alagoanas foram Espanha, Croácia e Portugal. A pauta exportadora é liderada pelo açúcar de cana, seguido por tabaco, cabos de fibra óptica e derivados do coco. Do lado das importações, os principais fornecedores europeus são Países Baixos, Itália e Alemanha, com destaque para fertilizantes, vinho e azeite de oliva.

    Cenários

    O acordo prevê redução ou eliminação gradual de tarifas para cerca de 95% das exportações brasileiras destinadas à União Europeia e deve atingir diretamente setores estratégicos da economia alagoana. Segundo o levantamento, 54% dos produtos brasileiros exportados para o bloco europeu terão desgravação tarifária imediata já com a entrada em vigor do acordo, prevista para 2026. 

    O estudo identifica oportunidades imediatas e de médio prazo para segmentos como agroindústria sucroenergética, alimentos e bebidas, químicos, PVC, plásticos, couro, vestuário, mel, frutas, etanol, cachaça e máquinas industriais.

    O açúcar aparece como um dos setores mais favorecidos. O acordo estabelece uma cota de 180 mil toneladas com tarifa zero para o Mercosul, cenário considerado estratégico para Alagoas, maior produtor nordestino do produto.

    Outro destaque é o setor de alimentos e bebidas. O estudo aponta potencial de expansão para sucos de frutas, água de coco, óleo de coco e mel. No caso do mel natural, o acordo prevê cota de 45 mil toneladas com tarifa zero desde a entrada em vigor do tratado. O levantamento revela que Alagoas produziu 538,6 mil quilos de mel em 2024, mas exportou apenas 168 quilos em 2025 – apenas 0,03% da produção estadual. 

    A pesquisa também chama atenção para o avanço da indústria de transformação alagoana. O setor de fabricação de produtos alimentícios alcançou R$ 8,66 bilhões em valor bruto de produção industrial em 2023, crescimento acumulado de 117,8% desde 2016.

    Já a indústria química praticamente dobrou de tamanho no período, chegando a R$ 3,84 bilhões em produção industrial. O segmento de borracha e material plástico apresentou expansão ainda mais acelerada: crescimento acumulado de 275,2% entre 2016 e 2023, saltando de R$ 495 milhões para R$ 1,86 bilhão.

    O levantamento destaca que produtos como PVC, embalagens plásticas, artefatos técnicos, tubos e conexões terão ganhos de competitividade com a redução tarifária prevista no acordo. O mesmo ocorre com couros, calçados, bolsas, mochilas, moda praia, moda fitness e bijuterias produzidas em Alagoas. 

    O estudo completo está disponível aqui.

  • SESI Alagoas leva Dia D de Vacinação às indústrias alagoanas

    SESI Alagoas leva Dia D de Vacinação às indústrias alagoanas

    Supervisora de produção em uma das maiores plantas de fabricação de tubos e conexões do Brasil, Júlia Alves, 28, estava com sua caderneta de vacinação em dia – “Só falta a da gripe, que vou tomar agora”, fazia questão de informar –, mas era uma das colaboradoras mais empolgadas com o Dia D na Krona, indústria de material plástico onde trabalha. Instalada no município de Marechal Deodoro, a 30 km de Maceió, a empresa foi uma das que receberam ações do Dia D de Vacinação do Trabalhador da Indústria em Alagoas, nesta sexta-feira, 15 de maio.

    Promovida pelo Conselho Nacional do SESI e pelo Departamento Nacional do SESI, em parceria com o Ministério da Saúde, a mobilização nacional pelo avanço da imunização dentro das indústrias brasileiras contou com quatro bases do SESI Alagoas: além da Krona, houve aplicação de vacinas na Origem Energia – na planta de Pilar e do Porto de Maceió – e no município de São Miguel dos Campos, entreposto que é um dos principais polos industriais e agrícolas do estado, a cerca de 60 km da capital.

    O fator Zé Gotinha

    Na Krona, as atividades do Dia D começaram cedinho, com a chegada do Zé Gotinha. Criado há quase 40 anos pelo artista plástico Darlan Rosa para dar cara à campanha de vacinação contra a poliomielite no país, o personagem fez a alegria dos colaboradores. “Estou incentivando o meu time, de mais de 90 pessoas, a comparecer, a se vacinar. Eles sabem que devem se cuidar, que a vacina é fundamental para nossa saúde”, pontuava Júlia Alves ao caminhar pelos setores da planta, ao lado do símbolo da vacinação no Brasil. “Com o Zé Gotinha, ninguém vai resistir”, brincou.

    A iniciativa disponibilizou, gratuitamente, vacinas Tríplice Viral (sarampo, caxumba e rubéola); DT (difteria e tétano); Hepatite B; e H1N1 para os trabalhadores do setor, reforçando o compromisso do Serviço Social da Indústria com a prevenção de doenças, o bem-estar dos trabalhadores e a construção de ambientes produtivos mais seguros. “É excelente esse serviço, eu sempre participo, venho me vacinar. Tem que aproveitar, porque é para a nossa qualidade de vida e é disponibilizada sem custo para os colaboradores”, afirmou Alvanir Correia, inspetor de pintura da Origem Energia.

    Com forte presença na Bacia Sergipe-Alagoas, a Origem é uma empresa de energia e infraestrutura centrada no segmento de óleo e gás que atua na transição energética e na gestão de campos maduros. Instalada no município de Pilar, a 40 km de Maceió, a empresa também recebeu o Zé Gotinha durante as ações do Dia D. Depois de animar a sala de vacinação, o personagem passeou por outras áreas da planta, chegando até o refeitório. “Eu acho que esse Dia D é super prático, ideal para o trabalhador, porque às vezes a gente não tem tempo mesmo”, frisou Dayane Albuquerque, analista de Meio Ambiente.

    Vacinação contínua

    Para a diretora de Saúde e Segurança para a Indústria do SESI Alagoas, Cláudia Piatti, o Dia D já é uma tradição no calendário das indústrias alagoanas. “Estamos empenhados em alcançar cada vez mais trabalhadores com o Dia D, mas é importante lembrar que essas vacinas estão disponíveis gratuitamente na Clínica SESI Tabuleiro, em Maceió”, ela destaca.

    Com ações simultâneas em 25 estados e no Distrito Federal, a expectativa da campanha para este ano é superar a marca de 21 mil doses aplicadas em trabalhadores da indústria em todo o país. Em 2025, a mobilização registrou a aplicação de 19.735 doses.

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  • IEL Alagoas abre vagas de estágio em Maceió e Arapiraca

    IEL Alagoas abre vagas de estágio em Maceió e Arapiraca

    O Instituto Euvaldo Lodi em Alagoas (IEL/AL) está com novas vagas de estágio abertas para estudantes de Maceió e Arapiraca. As oportunidades contemplam alunos do ensino médio, cursos técnicos e graduação em diversas áreas.

    Em Maceió, o valor das bolsas varia entre R$ 500 e R$ 1.250, além de auxílio-transporte de R$ 100. Já em Arapiraca, as bolsas vão de R$ 550 a R$ 1 mil, com auxílio-transporte entre R$ 50 e R$ 100.

    Na capital alagoana, estão disponíveis vagas para estudantes de Administração (4 vagas); Administração/Ciências Contábeis (2); Administração/Direito (2); Administração, Processos Gerenciais, Gestão Comercial, Engenharia de Produção, Engenharia Mecânica e Engenharia Elétrica (1); Ciências Contábeis (4); Direito (2); Educação Física Bacharelado (1); Engenharia Civil/Técnico em Edificações (1).

    Há também oportunidades em Engenharia de Produção (1); Engenharia de Produção, Engenharia de Alimentos, Administração e Ciências Contábeis (1); Ensino Médio (1); Ensino Médio/Técnico em Administração (3); Pedagogia (1); além de Técnico em Mecânica, Eletromecânica e Engenharia Mecânica (1).

    Em Arapiraca, as oportunidades são para Administração (4 vagas), Ensino Médio (3) e Recursos Humanos (1).  Para concorrer a qualquer uma das vagas, os interessados devem realizar o cadastro no portal carreiras.iel.org.br/AL.