Categoria: Notícias

  • Alagoas registra R$ 4,26 bi em investimentos e previsão de mais de 4 mil empregos

    Alagoas registra R$ 4,26 bi em investimentos e previsão de mais de 4 mil empregos

    O Observatório da Indústria da Federação das Indústrias do Estado de Alagoas (FIEA) divulgou a nova edição do Radar de Investimentos, referente ao terceiro trimestre de 2025. O levantamento mapeia R$ 4,26 bilhões em aportes anunciados no estado, distribuídos entre quatro municípios – Pilar, Rio Largo, Batalha e Maceió – com projeção de geração de até 4.100 empregos diretos e indiretos.

    A iniciativa, conduzida pelo Observatório da Indústria, tem como objetivo monitorar e analisar os principais investimentos em Alagoas, oferecendo uma visão consolidada sobre a dinâmica de expansão industrial, a geração de empregos e as oportunidades setoriais.

    Segundo o estudo, os investimentos contemplam setores estratégicos como energia, alimentos, logística e infraestrutura, reforçando a diversificação produtiva e a interiorização do desenvolvimento econômico.

    Entre os destaques está o megaprojeto da Origem Energia, que prevê US$ 700 milhões (cerca de R$ 3,7 bilhões) para a implantação de termelétricas e de um sistema subterrâneo de estocagem de gás natural em Pilar – empreendimento inédito no Brasil, com potencial de posicionar Alagoas como um importante polo energético nacional.

    Ainda em Pilar, o Grupo Maratá anunciou R$ 400 milhões para a construção de um novo moinho de trigo, um dos seis maiores do país, com previsão de 600 empregos diretos e indiretos. O projeto fortalece o setor alimentício e cria novas oportunidades logísticas na região.

    Em Rio Largo, a Bauducco ampliará sua unidade local com uma nova linha de produção de mini panettones e mini chocottones, investimento estimado em R$ 10 milhões e geração de até 370 empregos. Já em Batalha, a Algás destinará R$ 5 milhões para expandir o fornecimento de gás natural ao sertão, etapa fundamental no processo de interiorização da rede de energia.

    Na capital, o Porto de Maceió passará por obras de modernização e requalificação, com investimentos de R$ 150 milhões até 2027. As intervenções incluem dragagem, novas defensas, sede administrativa e melhorias logísticas, com impacto direto na competitividade das exportações e na geração de até 1.000 empregos.

    Para o presidente da FIEA, José Carlos Lyra de Andrade, o Radar de Investimentos é uma ferramenta essencial para compreender a vitalidade econômica do estado e planejar o futuro do setor produtivo: “O estudo oferece uma visão aprofundada sobre onde estão sendo feitos os investimentos e quais setores estão puxando o crescimento de Alagoas. Essas informações ajudam o empresariado e o poder público a tomarem decisões mais estratégicas e a preparar nossa mão de obra para aproveitar as novas oportunidades que estão surgindo”, destacou o presidente.

    Com o novo levantamento, o Observatório da Indústria reforça seu papel de apoio à tomada de decisões estratégicas, fornecendo dados qualificados para orientar políticas públicas, ações empresariais e o fortalecimento do ambiente industrial de Alagoas.

    O estudo completo pode ser acessado no site da FIEA, na seção Publicações.

  • SILEAL formaliza à FIEA e à CNI pedido de suspensão temporária das licenças de importação de lácteos

    SILEAL formaliza à FIEA e à CNI pedido de suspensão temporária das licenças de importação de lácteos

    O Sindicato das Indústrias de Laticínios de Alagoas (SILEAL) formalizou, na última segunda-feira (10), à Federação das Indústrias do Estado de Alagoas (FIEA) e à Confederação Nacional da Indústria (CNI) um pedido de suspensão temporária das licenças de importação de produtos lácteos, diante da grave crise que atinge o setor em todo o país.

    A solicitação foi entregue em mãos pelo presidente do SILEAL, Arthur Vasconcelos, durante reunião realizada na sede da Casa da Indústria, em Maceió, com o presidente da FIEA e do Conselho Temático da Agroindústria (Coagro/CNI), José Carlos Lyra de Andrade.

    No documento, o SILEAL alerta que as importações de lácteos, especialmente de países do Mercosul, têm crescido de forma expressiva e provocado um forte desequilíbrio no mercado interno. Segundo a entidade, o aumento da entrada desses produtos — comercializados a preços artificialmente baixos — vem pressionando o setor nacional, que opera com margens cada vez menores e enfrenta uma acentuada queda nos preços pagos aos produtores. Essa situação tem levado à redução da produção local, à formação de estoques elevados e ao fechamento de postos de trabalho em toda a cadeia produtiva do leite.

    O texto também destaca que as indústrias brasileiras vêm enfrentando custos de produção muito superiores aos praticados nos países exportadores, o que gera uma desigualdade de condições competitivas e compromete a sustentabilidade do setor. Além disso, a ausência de políticas públicas adequadas de apoio à produção leiteira nacional agrava ainda mais o cenário, ampliando os prejuízos de produtores e indústrias e colocando em risco milhares de famílias que dependem diretamente da atividade.

    O presidente da FIEA, José Carlos Lyra de Andrade, que também preside o Conselho Temático da Agroindústria da CNI, encaminhou o pleito ao presidente da Confederação Nacional da Indústria, Ricardo Alban, considerando justos e relevantes os argumentos apresentados pelo SILEAL. Para José Carlos Lyra, o setor lácteo é estratégico para a segurança alimentar do país e para a geração de emprego e renda no campo, e por isso medidas de defesa comercial devem ser avaliadas com urgência, de modo a restabelecer o equilíbrio de mercado e proteger a produção nacional.

    A solicitação segue agora para análise no âmbito da Confederação Nacional da Indústria, por meio do Coagro, que acompanha de perto as questões relacionadas à competitividade e sustentabilidade da agroindústria brasileira.

    De acordo com o presidente do SILEAL, Arthur Vasconcelos, o cenário atual é de urgência e exige providências imediatas. Ele enfatizou que as importações têm inviabilizado a operação das indústrias e comprometido a sobrevivência dos produtores, e que a suspensão temporária das licenças de importação representa uma medida necessária para permitir que o setor volte a se equilibrar e a gerar renda de forma sustentável.

    Álbum de fotos no Flickr

  • Startups escolhem o SENAI Alagoas para testar tecnologias educacionais inovadoras

    Startups escolhem o SENAI Alagoas para testar tecnologias educacionais inovadoras


    Duas startups – Territorius, de Belo Horizonte (MG), e Btracer, de Manaus (AM)- escolheram o SENAI Alagoas para realizar os testes de suas soluções educacionais selecionadas pelo Programa Aliança Educacional 2025, iniciativa nacional de inovação aberta promovida pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI).

    A escolha é resultado de um esforço estratégico do SENAI Alagoas para atrair projetos inovadores e parceiros do ecossistema de inovação, conectando startups de diferentes regiões do país ao ambiente de experimentação e desenvolvimento tecnológico do Regional.

    As duas propostas foram escolhidas entre 142 submetidas em todo o Brasil e receberão aporte de R$ 250 mil cada, em recursos do SENAI Nacional. O valor será gerido diretamente pelo SENAI Alagoas, responsável pela condução e acompanhamento das atividades durante o desenvolvimento e validação dos projetos, que seguirão para a fase de execução em 2026 – a chamada prova de conceito, quando as soluções serão aplicadas e testadas nas Escolas do SENAI de Educação Profissional em Alagoas.

    Em Alagoas, os testes contarão com o suporte do HUB SENAI, espaço de inovação localizado na unidade do SENAI no bairro do Poço, em Maceió. O ambiente atua como laboratório de experimentação e colaboração, estimulando o desenvolvimento de soluções criativas e sustentáveis, o compartilhamento de informações e a aproximação com investidores, mentores e parceiros estratégicos.

    A Territorius foi selecionada com o projeto Assistentes Holográficos na Educação, que propõe o uso de hologramas interativos como ferramenta de apoio ao ensino técnico. A solução utiliza tecnologia WebAR acessível via QR Code- sem necessidade de aplicativos – para ampliar a imersão e o engajamento dos alunos, integrando recursos de inteligência artificial conversacional, gamificação e uma plataforma administrativa para docentes. A aplicação será testada nas turmas de Eletrotécnica, Eletroeletrônica, Eletromecânica e Automação Industrial, com potencial de escalabilidade nacional.

    Já a Btracer desenvolverá a plataforma EcoTech – Capacitação ESG na Indústria 4.0 com Gamificação e IA, voltada à formação de profissionais com competências relacionadas à sustentabilidade industrial. A solução une inteligência artificial, Web3 e gamificação para criar uma economia virtual baseada em “Green Coins”, com trilhas de aprendizado, desafios práticos e um tutor virtual voltado ao desenvolvimento de habilidades em ESG.

    Para a gerente executiva de Educação, Serviços de Tecnologia e Inovação do SENAI Alagoas, Clarisse Barreiros, a presença das startups no Estado demonstra o sucesso da estratégia de inovação da instituição.“As duas startups poderiam escolher qualquer unidade da rede, mas optaram por desenvolver suas soluções em Alagoas. Esse resultado é fruto de uma atuação articulada, que envolveu nossos parceiros do ecossistema de inovação e consolidou o HUB SENAI como um ambiente propício ao desenvolvimento de soluções criativas e sustentáveis. É um espaço multiuso, com estrutura completa para experimentação de ideias, compartilhamento de informações e geração de oportunidades de investimento”, afirmou.

    Os projetos serão acompanhados regionalmente pelo SENAI Alagoas, reforçando o compromisso da instituição com o desenvolvimento de soluções tecnológicas aplicadas à educação profissional e ao fortalecimento da indústria local. O monitoramento nacional ficará a cargo do Instituto SESI SENAI de Tecnologias Educacionais, em Brasília, responsável pela coordenação do programa.

    A iniciativa integra a Plataforma Inovação para a Indústria, criada para fomentar o desenvolvimento de produtos, processos e serviços que aumentem a produtividade e a competitividade da indústria brasileira.

  • IEL abre novas vagas de estágio e jovem aprendiz em Maceió e Arapiraca

    IEL abre novas vagas de estágio e jovem aprendiz em Maceió e Arapiraca

    O Instituto Euvaldo Lodi (IEL), integrante do Sistema FIEA ao lado do SESI e do SENAI, anunciou novas oportunidades de estágio e jovem aprendiz disponíveis em Maceió e Arapiraca. As inscrições estão abertas e podem ser realizadas exclusivamente pelo portal carreiras.iel.org.br/AL.

    Em Maceió, há vagas para estudantes de Ciências Contábeis, Design, Publicidade e Propaganda, Engenharia Civil, Pedagogia, Jornalismo, Marketing, Relações Públicas, além de Ensino Médio e cursos técnicos como Administração, Logística e Edificações. As bolsas variam de R$ 535,33 a R$ 1.500,00, com auxílio-transporte entre R$ 146,00 e R$ 8,00 por dia, conforme a vaga.

    Já em Arapiraca, o IEL oferece oportunidades para alunos dos cursos de Administração, Arquitetura e Urbanismo, Engenharia Civil, Técnico em Edificações, Técnico em Segurança do Trabalho e áreas ligadas à Tecnologia da Informação — como Ciências da Computação e Análise e Desenvolvimento de Sistemas. As bolsas vão de R$ 400,00 a R$ 1.041,00, com auxílio-transporte de até R$ 100,00.

    Também estão abertas 20 vagas para Jovem Aprendiz na área de Teleatendimento, com remuneração de R$ 1.515,68.

    As vagas são atualizadas semanalmente e podem ser encerradas assim que preenchidas. O IEL orienta que os candidatos mantenham seus cadastros atualizados no portal de carreiras para não perderem novas oportunidades.

  • Alunos do SESI Alagoas participam do lançamento da Coleção SINPETE na 11ª Bienal do Livro

    Alunos do SESI Alagoas participam do lançamento da Coleção SINPETE na 11ª Bienal do Livro

    A 11ª Bienal Internacional do Livro de Alagoas se transformou em um verdadeiro palco para a ciência feita na escola, durante o lançamento, na terça-feira (4) da Coleção SINPETE – Ciência na Escola para o Desenvolvimento Sustentável. A iniciativa, fruto de uma parceria entre a Universidade Federal de Alagoas (UFAL) e o Laboratório de Mentoria (LabMent), tem como propósito fortalecer a pesquisa escolar, promover a cultura científica e estimular práticas sustentáveis alinhadas aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Agenda 2030 da ONU.

    O lançamento reuniu 30 projetos escolares de pesquisa e intervenção desenvolvidos por mais de 100 autores — entre professores e estudantes de diferentes níveis de ensino — de nove municípios alagoanos. Entre eles, três projetos da Escola SESI SENAI Benedito Bentes foram selecionados e transformados em publicações científicas: Cobogós com Alma Alagoana, Gess Eco e Sargassole.

    Segundo a coordenadora de Educação Básica do SESI, Marseille Lessa, as produções aliam criatividade, sustentabilidade e inovação, reforçando o compromisso do SESI Alagoas com uma educação que forma jovens críticos, protagonistas e comprometidos com o futuro.

    O projeto “Cobogós com Alma Alagoana: renda filé, arquitetura e sustentabilidade”, orientado pelo professor Claitton Lourenço da Silva e desenvolvido pelos estudantes Lucas Afonso e Júlia Melissa, sob a mentoria do professor Müller Ribeiro, une tradição e inovação ao reinterpretar o artesanato local em soluções de arquitetura bioclimática.

    Para o professor Claitton, participar da Bienal foi um marco de reconhecimento: “Estarmos na Bienal do Livro com três projetos é a concretização de um trabalho coletivo e da dedicação desses jovens pesquisadores.”

    A segunda publicação, “Gess Eco: utilização sustentável de casca de ovo na produção de gesso”, orientado pela professora Madalena Ferreira da Silva e desenvolvido pelos estudantes Alicia Vitória Marques, Caio David Nunes e Yzis Maria da Rocha, sob mentoria do professor Eliemerson Sales, propõe o aproveitamento de resíduos alimentares como alternativa ecológica para o setor da construção civil.

    A professora Madalena celebrou a conquista com emoção: “Estou orgulhosa dos nossos estudantes, deles estarem aqui lançando seu primeiro livro. Isso é algo que eles vão levar desde agora até sua carreira. É muito gratificante saber que iniciaram esse caminho e que, quando chegarem à universidade, terão essa bagagem.”

    A estudante Alicia Vitória, uma das autoras do Gess Eco, destacou o aprendizado conquistado com a pesquisa: “Está sendo um momento maravilhoso, um processo cheio de aprendizagens”.

    O terceiro trabalho, “Sargassole – É possível produzir borracha a partir do sargaço?”, orientado pela professora Thatiany de Sousa Pereira e desenvolvido pelos estudantes Sophia Lisboa, Iago Soares e Rhian Leite, investiga o potencial do sargaço como matéria-prima sustentável para a indústria de polímeros, representando uma inovação científica com foco ambiental e tecnológico.

    Para o diretor da Escola SESI SENAI Benedito Bentes, Eduardo Barsi, o lançamento das publicações é reflexo de um processo educativo que valoriza a pesquisa e a curiosidade científica. “É a realização desse acompanhamento, o registro vivo da participação, do envolvimento e da busca desses meninos pelo conhecimento científico”.

    Álbum de fotos no FLICKR

  • Escola SESI participa da 11ª Bienal do Livro com oficinas e experiências interativas

    Escola SESI participa da 11ª Bienal do Livro com oficinas e experiências interativas

    A partir desta sexta-feira (31), o público que visitar a 11ª Bienal Internacional do Livro de Alagoas poderá conhecer de perto o modelo inovador de ensino da Escola SESI. Com um estande montado no Centro de Convenções, em Jaraguá, a instituição convida crianças, jovens e adultos a viver experiências criativas e inovadoras que mostram como o aprendizado pode ser divertido, prático e transformador.

    Durante os dez dias de evento, de 31 de outubro a 9 de novembro, o espaço da Escola SESI oferecerá uma programação variada com oficinas e atividades gratuitas, abertas ao público visitante. Entre elas estão “Criando Mosaicos (Tangram)”, “Construindo Figuras em 3D” e “Robô Lego”, realizadas nos turnos da manhã, tarde e noite, conforme programação divulgada pela instituição.

    Além das oficinas, o estande contará com demonstrações especiais do Robô NAO, humanoide programável capaz de interagir com o público, e do Robô que monta o cubo mágico, ambos utilizados nas aulas de robótica das Escolas SESI. As atividades serão intercaladas ao longo do dia, promovendo momentos de interação e encantamento para visitantes de todas as idades.

    De acordo com o gerente de Educação Básica do SESI, Tássio Paiva,  a participação na Bienal reforça o compromisso da instituição com a educação de qualidade e o estímulo à criatividade, aproximando o público da proposta pedagógica que combina tecnologia, inovação e aprendizado ativo. “Queremos que cada visitante veja como a Escola SESI transforma o aprendizado em experiências práticas e envolventes, despertando a curiosidade e o gosto por aprender”, destaca.

    A Bienal Internacional do Livro de Alagoas, promovida pela Universidade Federal de Alagoas (Ufal), é o maior evento cultural e literário do Estado e deve receber entre 300 e 400 mil visitantes até o dia 9 de novembro. A edição de 2025 reúne mais de 700 autores, editoras locais e nacionais, além de mais de 600 escolas inscritas de Alagoas e de outros estados do Nordeste.

    Álbum de fotos no Flickr.

    Serviço
    O quê: Participação da Escola SESI na 11ª Bienal Internacional do Livro de Alagoas
    Quando: 31 de outubro a 9 de novembro

    Onde: Centro de Convenções, Jaraguá – Maceió (AL)

    Atividades: Oficinas de Tangram, Robô Lego, Construção em 3D, interações com o Robô NAO e o Robô que monta o cubo mágico.

    Entrada gratuita

    Escolas participantes: Escola SESI Centro e Escola SESI Benedito Bentes.
    Horários das oficinas: manhã (11h), tarde (16h e 17h) e noite (19h)

  • Nosso Mangue leva solução ambiental alagoana para a COP30

    Nosso Mangue leva solução ambiental alagoana para a COP30

    Da incubadora ao palco internacional, o negócio de impacto alagoano Nosso Mangue, que nasceu no Hub SENAI de Inovação e Tecnologia, está prestes a viver dias intensos de visibilidade e impacto ambiental. A empresa, que atua na preservação de manguezais por meio do turismo regenerativo, educação ambiental e iniciativas que favorecem a creditação de carbono, terá participação na COP30, em Belém-PA.

    Fundado pela empreendedora social Mayris Nascimento, do Pontal da Barra, em Maceió, o empreendimento já plantou mais de 25 mil mudas de mangue e desenvolve projetos que integram comunidades locais à preservação ambiental. “O apoio da CNI, da FIEA e do Hub SENAI foi fundamental para transformar nossa ideia em ação. É nesse ambiente que incubamos nosso primeiro serviço de compensação de emissões de carbono, e hoje seguimos com estudos para captação de recursos em parceria com SENAI Hub, SENAI Cimatec e Maceió Investe”, afirma Mayris.

    O assessor de Sustentabilidade Industrial da FIEA, Júlio Zorzal, reforça o impacto do apoio institucional. “O suporte da FIEA, por meio do nosso programa de ESG (Meio Ambiente, Social e Governança), tem gerado resultados concretos. Casos como o da Nosso Mangue mostram que investir em inovação e sustentabilidade é investir em futuro”, orgulha-se.

    Na COP30, em Belém-PA, a alagoana apresentará seu modelo de negócios no espaço da Confederação Nacional da Indústria (CNI). “Estamos levando um estudo de P&D focado em captação de investimentos e recursos, mostrando que soluções ambientais podem ser sustentáveis e escaláveis”, explica Mayris, destacando a relevância da participação em fóruns internacionais para alavancar ações locais.

    Esta será a terceira COP da empreendedora Mayris Nascimento, CEO do Nosso Mangue. Sua primeira participação foi na COP16, em Cali-Colômbia, focada em mitigar mudanças climáticas e promover acordos ambientais globais, e a segunda na COP29, em Bacu-Azerbaijão, voltada à adaptação climática e inovação sustentável.

    Ela destaca que o trabalho está apenas no começo. “Nossa missão é mostrar que preservar os manguezais vai muito além do plantio de mudas. É unir comunidades, ciência e negócios para criar soluções que beneficiem a todos. Participar da COP30 é um passo importante para amplificar nossa mensagem e atrair parcerias que potencializem nosso impacto”, conclui.

    Álbum de fotos no Flickr

  • ABNT abre consulta pública sobre norma para diretrizes de sustentabilidade do Programa Selo Verde Brasil

    ABNT abre consulta pública sobre norma para diretrizes de sustentabilidade do Programa Selo Verde Brasil

    A Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) lançou na segunda-feira (27/10) uma consulta pública sobre o Projeto ABNT NBR 20250 – Diretrizes gerais de sustentabilidade para produtos e serviços, que integra o Programa Selo Verde Brasil (PSVB). A iniciativa é coordenada pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), por meio da Secretaria de Economia Verde, Descarbonização e Bioindústria.

    O objetivo é reunir contribuições de empresas, especialistas, instituições e da sociedade em geral para definir as bases da certificação ambiental de produtos e processos produtivos sustentáveis que farão parte do programa.

    Instituído pelo Decreto nº 12.063/2024, o Programa Selo Verde Brasil é uma ferramenta estratégica do governo federal para promover práticas sustentáveis no setor industrial, alinhando-se às políticas públicas do Plano de Transformação Ecológica (PTE) e da Taxonomia Sustentável Brasileira (TSB). O programa faz parte da missão 5 da Nova Indústria Brasil (NIB), voltada à bioeconomia, descarbonização e transição energética.

    A NBR 20250 propõe critérios técnicos claros e verificáveis para avaliar a conformidade de produtos e serviços que buscam o Selo Verde, abrangendo dimensões ambientais, sociais e econômicas. A norma pretende servir de referência para organizações de todos os portes e setores, promovendo práticas como consumo consciente, fortalecimento da economia circular, redução de emissões de gases de efeito estufa e apoio a compras públicas sustentáveis.

    A norma foi elaborada pela Comissão de Estudo Especial de Avaliação da Sustentabilidade de Produtos e Serviços (CEE 260), com a participação de representantes da indústria, do setor acadêmico e de entidades como Confederação Nacional da Indústria (CNI), Federações das Indústrias de São Paulo (FIESP) e de Alagoas (FIEA).

    Segundo a ABNT, ao adotar os critérios propostos, as organizações poderão não apenas comprovar seu compromisso com a sustentabilidade, mas também aumentar sua competitividade, atrair investimentos e fortalecer a confiança de consumidores e parceiros.

    A consulta pública ficará disponível até 25 de novembro e pode ser acessada de acordo com as etapas abaixo:

    – Acessar o site https://www.abntonline.com.br/consultanacional/default.aspx;

    – Digitar “20250” na aba de pesquisa;

    – Clicar em “Projeto ABNT NBR 20250 – Diretrizes gerais de sustentabilidade para produtos e serviços”;

    – Inserir e-mail e senha, ou realizar cadastro no site, para ler o documento e enviar sugestões.

  • IEL abre 40 vagas para Jovem Aprendiz em Arapiraca com inscrições online

    IEL abre 40 vagas para Jovem Aprendiz em Arapiraca com inscrições online

    O Instituto Euvaldo Lodi (IEL), entidade integrante do Sistema FIEA, está com 40 vagas abertas para o programa Jovem Aprendiz em Arapiraca, na área de teleatendimento. A iniciativa oferece aos jovens a oportunidade de ingressar no mercado de trabalho com formação prática e teórica.

    A remuneração é de R$ 1.515,68. As inscrições são gratuitas e devem ser realizadas, exclusivamente, pelo portal de carreiras do IEL, no endereço: carreiras.iel.org.br/AL. O programa Jovem Aprendiz visa a promover a inclusão de jovens no mercado de trabalho, combinando aprendizado técnico e experiência em empresas parceiras.

  • Selo Alagoas pelo Clima tem 28 instituições inscritas em sua primeira edição

    Selo Alagoas pelo Clima tem 28 instituições inscritas em sua primeira edição

    O Selo Alagoas pelo Clima, uma iniciativa que reforça o compromisso com o futuro sustentável do estado, recebeu 28 inscrições de instituições públicas e privadas dispostas a medir, reduzir e compensar suas emissões de gases de efeito estufa. A iniciativa do Governo de Alagoas, por meio do Instituto do Meio Ambiente (IMA-AL), foi lançada em agosto na Casa da Indústria, em parceria com a Federação das Indústrias do Estado de Alagoas (FIEA), durante a 2ª edição do Estopim, promovido pelo movimento Território Sustentável.

    Segundo o diretor-presidente do IMA/AL, Gustavo Lopes, o número expressivo de inscrições mostra que a agenda climática vem ganhando espaço entre empresas e instituições alagoanas. “A adesão ao selo é um passo concreto rumo a uma Alagoas mais sustentável. Ao reconhecer quem mede e reduz suas emissões, incentivamos novas ações e valorizamos quem já faz a diferença”, destacou.

    O assessor de Sustentabilidade Industrial da FIEA, Júlio Zorzal, destacou o engajamento das empresas alagoanas no processo. “Ver a indústria participando ativamente dessa agenda é motivo de orgulho. A sustentabilidade já é parte da estratégia de crescimento do setor produtivo, e o selo vem para reconhecer esse esforço coletivo. A FIEA tem atuado para incentivar este movimento”, ressaltou.

    As inscrições estão em fase de análise documental, que inclui relatórios de emissões, planilhas no formato GHG Protocol, licenças ambientais e demais documentos exigidos.

    Para a gerente de Mudanças Climáticas e Sustentabilidade do IMA/AL, Marianna Farias, o selo é um instrumento inovador para impulsionar boas práticas ambientais. “O Selo Alagoas pelo Clima mostra que é possível unir competitividade e compromisso ambiental. É uma iniciativa que fortalece a parceria entre o Estado e a FIEA na construção de uma economia mais limpa e responsável”, afirmou.

    A certificação adota a metodologia internacional GHG Protocol e será concedida nas categorias Ouro, Prata e Bronze, de acordo com o nível de reporte de emissões. Os resultados serão divulgados na primeira quinzena de dezembro, no Diário Oficial do Estado e nas redes sociais do IMA-AL.

    O superintendente de Controle Ambiental e Sustentabilidade do IMA/AL, Paulo Freire, destacou que o selo marca um novo ciclo de cooperação em prol do meio ambiente. “Esse resultado mostra que Alagoas está pronta para liderar a transição para um modelo mais verde, inovador e sustentável”, concluiu.