O caminhão chega, a aula começa. Tem sido assim desde julho de 2024, quando a Prefeitura de Maceió e o SENAI Alagoas começaram a levar o TechMassa para diferentes localidades da capital. Em seu terceiro ano, o programa roda a cidade com números superlativos: até aqui, são mais de 14 mil pessoas certificadas e muitas vidas transformadas. Uma história de resultados que continua a percorrer os bairros maceioenses em 2026 – até o próximo dia 29, por exemplo, as unidades móveis do SENAI estarão no bairro de Petrópolis, região de alta densidade habitacional e um dos principais pontos de ligação da avenida Durval de Góes Monteiro com as Chãs da Jaqueira e de Bebedouro.
Realizado pela Secretaria Municipal de Estratégias Disruptivas e Economia Digital (Sedigi) e desenvolvido pelo SENAI, o programa busca estimular o interesse por inovação e tecnologia entre jovens e adultos a partir dos 14 anos. Para isso, utiliza unidades móveis equipadas e metodologias de ensino específicas, por meio das quais o público-alvo pode conhecer e aplicar diferentes competências digitais.
Entre as oficinas itinerantes do TechMassa, constam: Excel para o Trabalho; Canva: Crie Arte para o seu Negócio; Empreendedorismo; Informática para o Primeiro Emprego; Word Básico; Excel Básico; Power Point Básico; Criação de Currículo e Portfólio; Inclusão Digital para a Terceira Idade e ChatGPT para o seu Empreendimento.
Avanço com resultados Os resultados demonstram a receptividade à iniciativa. Na primeira edição, foram emitidos cerca de 5 mil certificados em 19 bairros. Já na segunda, o total ultrapassou 14 mil, um crescimento de mais de 170%. O número de bairros atendidos também aumentou, passando para 39, cerca de 105% de expansão. Esse avanço evidencia não apenas a adesão da população, mas também a eficiência do modelo de ensino aplicado pelo SENAI, que combina expertise técnica, estrutura pedagógica e qualificação dos instrutores.
As oficinas abordam temas como informática básica, empreendedorismo, redes sociais para negócios e ferramentas digitais, ampliando as possibilidades de inserção no mundo de trabalho, pela via do emprego formal ou informal. O programa também promove inclusão social ao atender públicos diversos, incluindo idosos e pessoas em situação de vulnerabilidade.
Com a expertise do SENAI, o TechMassa se alinha às diretrizes nacionais de popularização da ciência e inovação, fortalecendo o ecossistema tecnológico da capital. O programa se consolida, assim, como uma política pública de impacto social, impulsionando oportunidades e promovendo transformação econômica em Maceió.
SERVIÇO Tech Massa 2026 Bairro: Petrópolis Quando: 25 a 29 de maio Onde: rua Perimetral 5 Em frente à Escola Municipal Tradutor João Sampaio
REQUISITOS Ter mais de 14 anos Levar documento com foto
Celebrado em 25 de maio, o Dia da Indústria encontra Alagoas diante de uma das mais profundas transformações econômicas das últimas décadas. Em meio às discussões globais sobre descarbonização, transição energética, economia verde e reconfiguração das cadeias produtivas internacionais, a indústria alagoana busca consolidar um novo ciclo de desenvolvimento baseado em competitividade, inovação, sustentabilidade e expansão comercial. Nesse cenário, a Federação das Indústrias do Estado de Alagoas amplia seu papel como articuladora na condução do setor produtivo frente a tendências que já deixaram o status de projeção para se tornar realidade.
Com estoque superior a 115 mil empregos formais, a indústria permanece como um dos principais motores da economia alagoana. Dados do Novo Caged apontam que a maior parte dessas vagas está concentrada na indústria de transformação, segmento que também responde por cerca de 75% das exportações do estado. Mais do que cenários, os indicadores refletem a relevância estratégica de um parque industrial fortemente conectado aos recursos naturais, à agroindústria, ao setor sucroenergético, à cadeia químico-plástica e às atividades ligadas à energia e aos combustíveis.
Essa configuração produtiva coloca Alagoas em posição singular dentro da nova lógica econômica global. Em um ambiente internacional cada vez mais orientado por metas de neutralidade climática, segurança energética e redução das emissões de carbono, atributos naturais historicamente associados ao estado, como alta incidência solar, ventos constantes e potencial de produção de combustíveis renováveis, passam a assumir valor estratégico para a atração de investimentos e modernização industrial.
A energia como valor central A energia, nesse contexto, deixa de ser apenas um insumo operacional para se transformar em vetor central de competitividade. O avanço da matriz renovável em Alagoas, impulsionado pela expansão da energia solar e pelo fortalecimento do setor sucroenergético, abre espaço para uma indústria mais eficiente, menos dependente de fontes fósseis e alinhada às exigências ambientais dos mercados internacionais. O estado já observa movimentos importantes ligados à produção de biogás, biometano, etanol de segunda geração e outras soluções associadas à chamada economia de baixo carbono.
A tradicional cadeia da cana-de-açúcar, por exemplo, passa por um processo de modernização tecnológica que amplia seu protagonismo além da produção de açúcar e etanol convencional. Subprodutos antes descartados ganham valor energético e ambiental, transformando-se em novas fontes de geração elétrica e combustíveis limpos. Ao mesmo tempo, o crescimento das florestas plantadas para biomassa e créditos de carbono reforça a inserção do estado no debate sobre economia verde e sustentabilidade industrial.
A FIEA acompanha diretamente essa transformação por meio de programas estruturantes voltados à inovação, governança ambiental e eficiência produtiva. O Programa ESG do Sistema FIEA, alinhado às diretrizes da Nova Indústria Brasil (NIB), tornou-se uma das principais iniciativas de estímulo à cultura empresarial sustentável no estado. Entre os projetos em execução estão o Programa de Neutralização de Carbono e o estudo sobre reuso de efluentes para abastecimento industrial, desenvolvido em parceria com a Confederação Nacional da Indústria (CNI) e o Governo de Alagoas, voltado à preservação hídrica e ao uso racional dos recursos naturais.
“O mundo vive uma transformação na forma de produzir, consumir energia e se relacionar comercialmente. A indústria alagoana não pode apenas acompanhar esse movimento, precisa estar preparada para atuar nessa nova lógica econômica”, observa o presidente da Federação das Indústrias do Estado de Alagoas, José Carlos Lyra de Andrade. Ele reafirma o papel da Federação nesse panorama. “A FIEA trabalha justamente para antecipar cenários, produzir inteligência estratégica, qualificar mão de obra, estimular inovação e apoiar as empresas nesse processo de adaptação e crescimento sustentável”, acrescenta.
Acordo Mercosul-União Europeia Além da agenda ambiental e energética, outro eixo começa a despontar entre as perspectivas econômicas do estado: a possível consolidação do Acordo Mercosul-União Europeia. Considerado um dos maiores tratados comerciais do mundo, o acordo tende a abrir novas oportunidades para a indústria alagoana em mercados de elevado poder aquisitivo e forte demanda por produtos sustentáveis e rastreáveis.
Estudos de inteligência comercial desenvolvidos pelo Observatório da Indústria da FIEA, com a participação do Centro Internacional de Negócios, apontam inicialmente que setores nos quais Alagoas já possui tradição e capacidade produtiva poderão ganhar competitividade com a redução gradual de barreiras tarifárias e técnicas. Entre eles estão o etanol industrial, os produtos da cadeia químico-plástica e itens de confecção e moda, além de segmentos agroindustriais de maior valor agregado, como mel e derivados lácteos.
A expectativa é que a combinação entre energia limpa, capacidade exportadora e adequação às novas exigências ambientais internacionais fortaleça o posicionamento competitivo do estado. Em um mercado global cada vez mais atento à origem da energia utilizada na produção e às práticas ESG adotadas pelas empresas, Alagoas passa a reunir condições para ampliar sua presença comercial internacional e atrair novos investimentos industriais.
Atuação setorial estratégica Nesse processo, o Sistema FIEA também amplia investimentos em qualificação profissional, tecnologia e inovação. O SENAI Alagoas vem fortalecendo formações ligadas à transformação digital, energias renováveis, automação industrial e hidrogênio verde, enquanto o IEL atua na produção de estudos prospectivos, diagnósticos setoriais e programas de desenvolvimento empresarial voltados à inovação e à competitividade.
Às vésperas de completar oito décadas de atuação, a FIEA reforça o entendimento de que o futuro da indústria passa necessariamente pela capacidade de interpretar tendências, transformar conhecimento em estratégia e preparar o setor produtivo para um ambiente econômico cada vez mais tecnológico, sustentável e integrado globalmente. Neste Dia da Indústria, Alagoas celebra não apenas a força de seu parque fabril, mas a construção de um novo posicionamento econômico capaz de conectar desenvolvimento, energia limpa, inovação e competitividade internacional.
O Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial de Alagoas inscreve, até o dia 30 de abril, para uma nova rodada de cursos gratuitos de aperfeiçoamento profissional no formato EAD voltados a áreas estratégicas da indústria. A iniciativa representa uma nova chance para quem deseja ingressar ou se reposicionar em um setor que, historicamente, oferece melhores salários, benefícios e perspectivas de crescimento em comparação com outros segmentos produtivos.
As formações atendem diretamente às demandas atuais da indústria, que passa por um processo acelerado de modernização e transformação digital. Por isso, os cursos contemplam áreas com alta necessidade de profissionais qualificados, como Automação, Desenvolvimento de Sistemas, Automotiva, Refrigeração e Climatização, Construção Civil e Meio Ambiente.
Vagas industriais O movimento reflete uma mudança estrutural no perfil das vagas industriais. Hoje, mais do que força operacional, o setor exige domínio de tecnologias, capacidade de adaptação e conhecimento em ferramentas digitais. Nesse cenário, capacitações alinhadas às práticas mais recentes tornam-se decisivas para quem busca espaço no mercado.
Na área de tecnologia, por exemplo, os cursos de Desenvolvimento de Sistemas abordam temas como Inteligência Artificial e programação em Python, competências cada vez mais presentes nos processos produtivos. Já na Automação, os conteúdos incluem programação de controladores industriais, automação predial e fundamentos da Internet das Coisas (IoT), que integra máquinas e sistemas em ambientes inteligentes.
Outros segmentos também acompanham essa evolução. A Construção Civil avança com o uso do BIM (Modelagem da Informação da Construção), enquanto a área ambiental ganha protagonismo com práticas voltadas à gestão de resíduos e sustentabilidade industrial. Já os segmentos de automotiva e de climatização seguem em expansão, ampliando a demanda por profissionais qualificados.
Além de gratuitos e online, os cursos foram estruturados para garantir flexibilidade ao aluno, permitindo que trabalhadores e candidatos a uma vaga na indústria possam se capacitar mesmo diante de limitações de tempo ou recursos financeiros.
Inscrições e seleção O processo seletivo é realizado de forma totalmente digital. Para participar, os interessados devem possuir acesso à internet e ter um e-mail ativo, que será utilizado para todas as comunicações oficiais. No ato da inscrição, o candidato escolhe o curso desejado e pode concorrer a mais de uma formação, desde que realize inscrições separadas.
A seleção dos participantes ocorre conforme os critérios estabelecidos no edital (disponível no endereço eletrônico https://al.senai.br/edital-gratuidade/). Os candidatos aprovados serão informados exclusivamente por e-mail, com orientações para acesso ao ambiente virtual de aprendizagem e confirmação da matrícula.
Para a gerente de Educação Profissional do SENAI Alagoas, Clarisse Barreiros, a iniciativa contribui diretamente para fortalecer a indústria local. “Os cursos são pensados para atender às necessidades reais do setor produtivo, com conteúdo atualizado e alinhado às tecnologias mais recentes. Isso aumenta a empregabilidade dos participantes e ajuda a reduzir o déficit de mão de obra qualificada”, destaca.
Desenvolvimento de Sistemas Fundamentos de IA na Indústria (40h): descubra como a inteligência artificial está transformando a indústria e desenvolva conhecimentos essenciais para aplicar tecnologias de IA. Fundamentos de Python para IA (30h): entender o Python é dar o primeiro passo para entrar no universo da Inteligência Artificial, Ciência de Dados e Automação.
Automação Automação Industrial com PLR Finder Opta (30h): aprenda a programar controladores industriais com o Finder Opta e desenvolva soluções de automação utilizadas na indústria moderna. Automação Predial com Sistema Finder Yesly (30h): aprenda a instalar e configurar sistemas de automação predial com a tecnologia Finder Yesly e prepare-se para atuar no mercado de casas e edifícios inteligentes. Fundamentos de IoT Industrial (20h): conheça os fundamentos da Internet das Coisas e descubra como máquinas, sensores e sistemas conectados estão transformando a indústria moderna.
Automotiva Introdução à Eletromecânica de Veículos Leves – Motores de Combustão Interna (40h): aprenda os fundamentos da mecânica e da eletromecânica de motores automotivos e dê o primeiro passo para trabalhar no setor automotivo.
Refrigeração e Climatização Refrigeração e Climatização Residencial (20h): aprenda como funcionam os sistemas de refrigeração e ar-condicionado e dê o primeiro passo para atuar em um dos setores que mais crescem.
Construção Civil Introdução a Construção de Modelos Digitais – BIM (40h): aprenda os fundamentos do BIM e descubra como a modelagem digital está transformando os projetos e a gestão da construção civil.
Meio Ambiente Gestão de Resíduos Sólidos (40h): aprenda a aplicar práticas eficientes de gestão de resíduos sólidos e contribua para processos industriais mais sustentáveis e responsáveis.
A entrega dos kits para os atletas inscritos na 2ª Corrida Nacional do SESI, etapa Maceió, será feita nos dias 29 e 30 de abril, das 8h às 20h, na Nova Clínica SESI, no Farol. A prova acontece na próxima sexta-feira, 1º de maio, às 16h, com largada também na Nova Clínica SESI, localizada na Rua Oldemburgo Paranhos (antiga rua Goiás), nº 341, Farol.
Com 2 mil inscritos, a edição 2026 reforça a consolidação da prova ao apostar em um percurso inovador no circuito de corridas da capital alagoana. Fugindo das tradicionais rotas da orla, o trajeto tem como eixo principal a avenida Fernandes Lima, inserindo o bairro do Farol e a parte alta da cidade no mapa das grandes competições. A mudança não apenas diversifica a experiência dos corredores, como também valoriza uma região historicamente central para o cotidiano de Maceió.
Requisitos para a retirada
Para os corredores, a retirada do kit exige atenção: é necessário apresentar documento oficial com foto, comprovante de inscrição e realizar a doação de 2 kg de alimentos não perecíveis, requisito importante para o caráter solidário da iniciativa. O material inclui camiseta oficial, número de peito com chip, viseira e sacochila. A organização da prova lembra que não haverá entrega de kits no dia do evento.
Pensada para promover inclusão e integração, a corrida tem modalidades para diferentes perfis de participantes. Desde a prova de 10 km, voltada aos atletas mais experientes, passando pelo percurso de 5 km, até a caminhada de 3 km, destinada a iniciantes e famílias, o evento se estrutura sob o conceito de que “correr é para todos”. Há ainda categorias por faixa etária, além de divisões específicas para trabalhadores da indústria e pessoas com deficiência.
Celebração da saúde
O entusiasmo em torno da edição deste ano é impulsionado pelo desempenho da estreia, em 2025, quando cerca de 1.500 participantes ajudaram a transformar a corrida em um sucesso de público e organização. Bem avaliada pelos corredores, a primeira edição abriu caminho para o crescimento da iniciativa, que agora amplia seu alcance e reforça o potencial de se firmar como um dos acontecimentos mais relevantes do calendário esportivo de Maceió.
Promovida pelo Conselho Nacional do SESI, com patrocínio da Caixa Econômica Federal, Sococo, Origem Energia, Telesil, LèMix Concreto, Sindágua-AL, Fika Frio, Popular Alimentos, Algás, Madeiras do Brasil e Ibratin, e apoio do Ministério do Trabalho e Emprego, por meio da Superintendência Regional do Trabalho e Emprego em Alagoas e da Prefeitura de Maceió, a Corrida Nacional do SESI chega à sua segunda edição ainda mais robusta, consolidando-se não apenas como um evento esportivo, mas como uma celebração coletiva de saúde, integração e valorização da cidade.
Uma correalização entre o Conselho Nacional do SESI e os Departamentos Regionais do SESI em todo o Brasil, a Corrida Nacional do SESI é um grande evento esportivo que visa promover a conscientização dos trabalhadores e da indústria acerca da importância da prática de exercícios físicos. A ação também angaria doações de alimentos não perecíveis para apoiar entidades sociais, numa grande jornada de saúde, bem-estar e impacto social.
RETIRADA DE KITS
Datas: 29 e 30 de abril de 2026
Horário: das 8h às 20h
Local: Nova Clínica SESI (rua Oldemburgo Paranhos, 341, antiga rua Goiás, Farol)
O que apresentar: documento com foto, comprovante de inscrição e 2 kg de alimento não perecível (terceiros podem retirar o kit mediante apresentação do documento, digital ou cópia, do atleta)
Realizada de 14 a 16 de abril no BH Shopping, em Belo Horizonte (MG), a 35ª edição do Minas Trend, o maior salão de negócios de moda da América Latina, contou com a presença de 10 indústrias alagoanas dos segmentos de vestuário e acessórios. Entre veteranas e novatas, a participação das marcas ocorreu por meio do Sindicato das Indústrias do Vestuário do Estado de Alagoas (Sindivest), com o apoio da Federação das Indústrias do Estado de Alagoas (FIEA) e patrocínio de Sebrae Alagoas e SENAI Alagoas.
A comitiva foi liderada pelo presidente da FIEA, José Carlos Lyra de Andrade, pelo vice-presidente da Federação, José Nogueira Filho, e pelo presidente do Sindivest Alagoas, Francisco Acioli, e contou com a participação do secretário de Articulação Política de São Miguel dos Campos, Jó Clemente, da presidente da Associação Comercial do município, Alezandra Rocha, e da Secretária Adjunta de Saúde da cidade, Esther Torres.
“Mais um ano no Minas Trend, mais um ano apoiando a indústria da moda. Há 17 anos a Caleidoscópio veio pela primeira vez ao salão, quando se nacionalizou e se internacionalizou, e continuamos marcando presença. Nesta edição tivemos 10 empresas alagoanas, que mostraram para o mundo a arte e os acessórios de Alagoas. Por causa desse evento, muitas empresas de Alagoas hoje possuem clientes de todo o Brasil e do exterior, uma mudança significativa para a indústria da moda do nosso estado”, observou o presidente da FIEA.
Um dos destaques desta edição foi o estande coletivo Conceito Alagoas, que, pela quarta vez na feira, apresentou cinco marcas alagoanas com peças feitas à mão, valorizando os bordados, o filé do Pontal da Barra e a renda Singeleza. Nos acessórios, Shirley Alencar, da ShiÁ Studio, expôs peças de macramê feitas à mão, compostas também com cascas de sururu e ostras.
Trazendo também o feito à mão por meio do crochê, a marca estreante Ellu Ateliê, da empresária Anne Almeida, exibiu peças com a temática Brazil Core, além de trabalhar a versatilidade das suas peças. Para Anne, a presença no 35° Minas Trend superou todas as expectativas para uma primeira edição. “Fazer parte do Minas Trend foi um divisor de águas. Foi uma oportunidade de gerar novos clientes, dar maior visibilidade para a marca e criar novos contatos com empresários da área, além de gerar negócios e parcerias. E isso tudo só foi possível graças ao apoio da FIEA, do Chico, com o Sindivest, do SENAI e do Sebrae”.
As inscrições para o 9º Prêmio Nacional de Inovação (PNI) foram prorrogadas até o dia 5 de dezembro, ampliando o prazo para que empresas de todos os portes e setores de Alagoas participem da principal premiação brasileira dedicada às melhores práticas de inovação empresarial. A iniciativa é promovida pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) e pelo Sebrae, em parceria com o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), SESI, SENAI e IEL.
A Federação das Indústrias do Estado de Alagoas (FIEA) destaca que o Instituto Euvaldo Lodi (IEL/AL) está à disposição das empresas interessadas para orientações sobre o processo de inscrição, critérios de participação e documentação necessária, apoiando empreendimentos que desejam disputar a premiação.
O Prêmio reconhece empresas que transformam investimentos em pesquisa, desenvolvimento e inovação em resultados concretos de mercado, fortalecendo competitividade, produtividade e capacidade tecnológica. Nesta edição, uma categoria inédita foi criada exclusivamente para projetos inovadores apoiados pela Lei do Bem, principal política federal de incentivo à inovação tecnológica no país.
Além dessa novidade, o PNI reconhecerá práticas de inovação em cinco grandes frentes: descarbonização; recursos renováveis; inteligência artificial para produtividade; digitalização de negócios; e inovações Lei do Bem. Até 21 projetos serão premiados.
Os vencedores terão direito a certificado, troféu, ampla divulgação nacional, participação no 11º Congresso de Inovação da Indústria, em março de 2026, em São Paulo, e participação em uma imersão internacional em ecossistemas de inovação.
A premiação é estruturada em quatro etapas — habilitação, avaliação por especialistas, validação dos projetos semifinalistas e seleção final por banca de jurados e pelo voto do público do Congresso. O objetivo é identificar e valorizar iniciativas capazes de fortalecer a cultura de inovação no país e ampliar a competitividade da indústria brasileira.
Empresas de Alagoas interessadas em participar podem acessar o regulamento e realizar a inscrição pelo site oficial do prêmio (www.premiodeinovacao.com.br). Para dúvidas e orientação, o IEL/AL está disponível para atendimento e apoio técnico durante todo o processo de candidatura. Contato pelo telefone 82 2121 3085 ou [email protected] .
Iniciativa criada por alunas do SESI une inovação, inclusão produtiva e vocação científica na Educação Básica
Um projeto criado por duas alunas da Escola SESI Centro garantiu o primeiro lugar geral na VI Feira de Ciências da Educação Básica de Alagoas (FECIAL), realizada em parceria com o Cesmac e que reuniu 97 trabalhos finalistas de instituições de todo o Estado. A premiação reconhece o potencial dos estudantes para transformar realidades por meio da pesquisa, da criatividade e da inovação, marcas presentes na proposta pedagógica do SESI.
O destaque da edição foi oErgoEnxada, desenvolvido pelas estudantes Ellayne Pereira Araújo e ShayonaraBarros Lima dos Santos, sob orientação da professora Andrea Silva Souza. O projeto apresenta uma enxada mecanizada, de baixo custo e fácil manutenção, pensada para agricultores de subsistência com deficiência locomotora ou limitações físicas que dificultam o uso das ferramentas tradicionais. A solução reduz esforço, previne lesões e promove autonomia e inclusão produtiva no campo.
Para a professora Andrea Souza, a conquista representa mais do que um prêmio. “A ErgoEnxada expressa o verdadeiro propósito da educação: transformar vidas. Ver duas estudantes criando uma solução acessível, sustentável e comprometida com a inclusão social é motivo de imenso orgulho. Mesmo com poucos recursos, conseguimos desenvolver uma ferramenta funcional, construída com materiais reciclados e ao custo final de apenas R$ 378,00. É prova de que iniciamos a iniciação científica na escola com brilho e impacto real”, afirmou
O projeto contou com apoio do SENAI Alagoas, especialmente no processo de orientação técnica e construção do protótipo, reforçando a integração entre as instituições do Sistema FIEA na formação científica e tecnológica dos estudantes. Para a diretora de Educação, Tecnologia e Inovação do SESI/SENAI, Cristina Suruagy, o resultado confirma um trabalho contínuo de incentivo à pesquisa ainda na Educação Básica. “Iniciação científica já é um diferencial das escolas SESI em Alagoas. Estimulamos nossos alunos a buscarem soluções para desafios reais da sociedade, e os professores têm tempo e estrutura para orientar esse processo. Cada projeto apresentado e cada premiação reforçam nosso orgulho e mostram que estamos transformando vidas”, justificou.
O Observatório da Indústria da Federação das Indústrias do Estado de Alagoas (FIEA) divulgou a nova edição do Radar de Investimentos, referente ao terceiro trimestre de 2025. O levantamento mapeia R$ 4,26 bilhões em aportes anunciados no estado, distribuídos entre quatro municípios – Pilar, Rio Largo, Batalha e Maceió – com projeção de geração de até 4.100 empregos diretos e indiretos.
A iniciativa, conduzida pelo Observatório da Indústria, tem como objetivo monitorar e analisar os principais investimentos em Alagoas, oferecendo uma visão consolidada sobre a dinâmica de expansão industrial, a geração de empregos e as oportunidades setoriais.
Segundo o estudo, os investimentos contemplam setores estratégicos como energia, alimentos, logística e infraestrutura, reforçando a diversificação produtiva e a interiorização do desenvolvimento econômico.
Entre os destaques está o megaprojeto da Origem Energia, que prevê US$ 700 milhões (cerca de R$ 3,7 bilhões) para a implantação de termelétricas e de um sistema subterrâneo de estocagem de gás natural em Pilar – empreendimento inédito no Brasil, com potencial de posicionar Alagoas como um importante polo energético nacional.
Ainda em Pilar, o Grupo Maratá anunciou R$ 400 milhões para a construção de um novo moinho de trigo, um dos seis maiores do país, com previsão de 600 empregos diretos e indiretos. O projeto fortalece o setor alimentício e cria novas oportunidades logísticas na região.
Em Rio Largo, a Bauducco ampliará sua unidade local com uma nova linha de produção de mini panettones e mini chocottones, investimento estimado em R$ 10 milhões e geração de até 370 empregos. Já em Batalha, a Algás destinará R$ 5 milhões para expandir o fornecimento de gás natural ao sertão, etapa fundamental no processo de interiorização da rede de energia.
Na capital, o Porto de Maceió passará por obras de modernização e requalificação, com investimentos de R$ 150 milhões até 2027. As intervenções incluem dragagem, novas defensas, sede administrativa e melhorias logísticas, com impacto direto na competitividade das exportações e na geração de até 1.000 empregos.
Para o presidente da FIEA, José Carlos Lyra de Andrade, o Radar de Investimentos é uma ferramenta essencial para compreender a vitalidade econômica do estado e planejar o futuro do setor produtivo: “O estudo oferece uma visão aprofundada sobre onde estão sendo feitos os investimentos e quais setores estão puxando o crescimento de Alagoas. Essas informações ajudam o empresariado e o poder público a tomarem decisões mais estratégicas e a preparar nossa mão de obra para aproveitar as novas oportunidades que estão surgindo”, destacou o presidente.
Com o novo levantamento, o Observatório da Indústria reforça seu papel de apoio à tomada de decisões estratégicas, fornecendo dados qualificados para orientar políticas públicas, ações empresariais e o fortalecimento do ambiente industrial de Alagoas.
A Federação das Indústrias do Estado de Alagoas (FIEA) participará das Oficinas de Validação dos Cadernos do Planejamento Espacial Marinho da Região Nordeste (PEM-NE), um processo colaborativo que reúne universidades, governos, setor produtivo e sociedade civil na construção de um modelo sustentável de desenvolvimento para o mar e a zona costeira brasileira.
O Planejamento Espacial Marinho (PEM) é uma iniciativa coordenada pela Marinha do Brasil, por meio da Secretaria da Comissão Interministerial para os Recursos do Mar (SECIRM), e pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, com o objetivo de garantir segurança jurídica e infraestrutura para potencializar a Economia Azul, promovendo o uso sustentável dos recursos marinhos e costeiros. O projeto é considerado um megadesafio para o Estado Brasileiro, uma vez que a região oceânica nacional abrange 17 estados, 443 municípios e cerca de 45 milhões de habitantes.
O PEM busca consolidar, até 2028, uma política pública que envolva a caracterização do sistema oceânico, o mapeamento dos usos sociais e econômicos do mar, a criação de indicadores de sustentabilidade e a organização de informações que subsidiem políticas de gestão integrada e conservação ambiental.
Atendendo ao convite da professora Nídia Noemi Fabré, da Universidade Federal de Alagoas (UFAL) e coordenadora estadual do PEM-NE, o presidente da FIEA, José Carlos Lyra de Andrade, designou como representantes da Federação Rafael Sampaio, gerente executivo do Observatório da Indústria; Beatriz Lopes, analista prospectiva do Observatório da Indústria; Júlio Zorzal, assessor de Sustentabilidade Industrial; e Marília Belo, analista de Sustentabilidade Industrial.
As oficinas setoriais de validação ocorrerão entre 2025 e 2026, abrangendo 12 temas estratégicos: Pesca Industrial, Pesca Artesanal, Aquicultura, Petróleo e Gás, Geologia e Mineração, Navegação e Portos, Segurança e Proteção, Turismo, Energias Renováveis, Meio Ambiente, Instituições de Pesquisa e Investimentos. A primeira delas, dedicada às Energias Renováveis, será realizada no dia 27 de novembro, de forma remota, com possibilidade de participação presencial.
Para o presidente da FIEA, José Carlos Lyra de Andrade, a participação da Federação reforça o compromisso da indústria alagoana com a sustentabilidade e o uso responsável dos recursos naturais. “Acreditamos que planejar o futuro do mar é também planejar o futuro do desenvolvimento do país. A FIEA está honrada em contribuir com esse debate estratégico, que une ciência, governo e setor produtivo em torno de uma mesma missão: garantir crescimento econômico com equilíbrio ambiental e social”.
Duas startups – Territorius, de Belo Horizonte (MG), e Btracer, de Manaus (AM)- escolheram o SENAI Alagoas para realizar os testes de suas soluções educacionais selecionadas pelo Programa Aliança Educacional 2025, iniciativa nacional de inovação aberta promovida pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI).
A escolha é resultado de um esforço estratégico do SENAI Alagoas para atrair projetos inovadores e parceiros do ecossistema de inovação, conectando startups de diferentes regiões do país ao ambiente de experimentação e desenvolvimento tecnológico do Regional.
As duas propostas foram escolhidas entre 142 submetidas em todo o Brasil e receberão aporte de R$ 250 mil cada, em recursos do SENAI Nacional. O valor será gerido diretamente pelo SENAI Alagoas, responsável pela condução e acompanhamento das atividades durante o desenvolvimento e validação dos projetos, que seguirão para a fase de execução em 2026 – a chamada prova de conceito, quando as soluções serão aplicadas e testadas nas Escolas do SENAI de Educação Profissional em Alagoas.
Em Alagoas, os testes contarão com o suporte do HUB SENAI, espaço de inovação localizado na unidade do SENAI no bairro do Poço, em Maceió. O ambiente atua como laboratório de experimentação e colaboração, estimulando o desenvolvimento de soluções criativas e sustentáveis, o compartilhamento de informações e a aproximação com investidores, mentores e parceiros estratégicos.
A Territorius foi selecionada com o projeto Assistentes Holográficos na Educação, que propõe o uso de hologramas interativos como ferramenta de apoio ao ensino técnico. A solução utiliza tecnologia WebAR acessível via QR Code- sem necessidade de aplicativos – para ampliar a imersão e o engajamento dos alunos, integrando recursos de inteligência artificial conversacional, gamificação e uma plataforma administrativa para docentes. A aplicação será testada nas turmas de Eletrotécnica, Eletroeletrônica, Eletromecânica e Automação Industrial, com potencial de escalabilidade nacional.
Já a Btracer desenvolverá a plataforma EcoTech – Capacitação ESG na Indústria 4.0 com Gamificação e IA, voltada à formação de profissionais com competências relacionadas à sustentabilidade industrial. A solução une inteligência artificial, Web3 e gamificação para criar uma economia virtual baseada em “Green Coins”, com trilhas de aprendizado, desafios práticos e um tutor virtual voltado ao desenvolvimento de habilidades em ESG.
Para a gerente executiva de Educação, Serviços de Tecnologia e Inovação do SENAI Alagoas, Clarisse Barreiros, a presença das startups no Estado demonstra o sucesso da estratégia de inovação da instituição.“As duas startups poderiam escolher qualquer unidade da rede, mas optaram por desenvolver suas soluções em Alagoas. Esse resultado é fruto de uma atuação articulada, que envolveu nossos parceiros do ecossistema de inovação e consolidou o HUB SENAI como um ambiente propício ao desenvolvimento de soluções criativas e sustentáveis. É um espaço multiuso, com estrutura completa para experimentação de ideias, compartilhamento de informações e geração de oportunidades de investimento”, afirmou.
Os projetos serão acompanhados regionalmente pelo SENAI Alagoas, reforçando o compromisso da instituição com o desenvolvimento de soluções tecnológicas aplicadas à educação profissional e ao fortalecimento da indústria local. O monitoramento nacional ficará a cargo do Instituto SESI SENAI de Tecnologias Educacionais, em Brasília, responsável pela coordenação do programa.
A iniciativa integra a Plataforma Inovação para a Indústria, criada para fomentar o desenvolvimento de produtos, processos e serviços que aumentem a produtividade e a competitividade da indústria brasileira.