Iniciativa criada por alunas do SESI une inovação, inclusão produtiva e vocação científica na Educação Básica
Um projeto criado por duas alunas da Escola SESI Centro garantiu o primeiro lugar geral na VI Feira de Ciências da Educação Básica de Alagoas (FECIAL), realizada em parceria com o Cesmac e que reuniu 97 trabalhos finalistas de instituições de todo o Estado. A premiação reconhece o potencial dos estudantes para transformar realidades por meio da pesquisa, da criatividade e da inovação, marcas presentes na proposta pedagógica do SESI.
O destaque da edição foi oErgoEnxada, desenvolvido pelas estudantes Ellayne Pereira Araújo e ShayonaraBarros Lima dos Santos, sob orientação da professora Andrea Silva Souza. O projeto apresenta uma enxada mecanizada, de baixo custo e fácil manutenção, pensada para agricultores de subsistência com deficiência locomotora ou limitações físicas que dificultam o uso das ferramentas tradicionais. A solução reduz esforço, previne lesões e promove autonomia e inclusão produtiva no campo.
Para a professora Andrea Souza, a conquista representa mais do que um prêmio. “A ErgoEnxada expressa o verdadeiro propósito da educação: transformar vidas. Ver duas estudantes criando uma solução acessível, sustentável e comprometida com a inclusão social é motivo de imenso orgulho. Mesmo com poucos recursos, conseguimos desenvolver uma ferramenta funcional, construída com materiais reciclados e ao custo final de apenas R$ 378,00. É prova de que iniciamos a iniciação científica na escola com brilho e impacto real”, afirmou
O projeto contou com apoio do SENAI Alagoas, especialmente no processo de orientação técnica e construção do protótipo, reforçando a integração entre as instituições do Sistema FIEA na formação científica e tecnológica dos estudantes. Para a diretora de Educação, Tecnologia e Inovação do SESI/SENAI, Cristina Suruagy, o resultado confirma um trabalho contínuo de incentivo à pesquisa ainda na Educação Básica. “Iniciação científica já é um diferencial das escolas SESI em Alagoas. Estimulamos nossos alunos a buscarem soluções para desafios reais da sociedade, e os professores têm tempo e estrutura para orientar esse processo. Cada projeto apresentado e cada premiação reforçam nosso orgulho e mostram que estamos transformando vidas”, justificou.
O projeto Seja SESI 2025 teve início na última quinta-feira (13) com um dia inteiro de atividades voltadas aos alunos dos 6º anos da Escola SESI Benedito Bentes, em Maceió. A programação segue nesta sexta (14), com os estudantes da Escola SESI Centro, e continua nos dias 18 e 19 de novembro, com os alunos do 9º ano. Já as turmas da 3ª série do Ensino Médio participam de suas vivências nos dias 17 e 24 de novembro, no Sítio Varrelinha.
As ações que marcam a culminância do projeto estão sendo realizadas na Associação das Irmãs do Sagrado Coração de Jesus, na Serraria, e reúnem dinâmicas, palestras e atividades de reflexão e autoconhecimento.
O pontapé inicial do Seja SESI 2025 aconteceu ainda na primeira semana de novembro, com o lançamento oficial da iniciativa nas escolas. O momento foi marcado por grande emoção e simbolismo: os estudantes receberam seus passaportes para a jornada, gesto que simbolizou o convite para viverem uma experiência de pertencimento e identidade SESI. Entre os mais empolgados estavam os alunos da 3ª série do Ensino Médio, que aguardam com expectativa o grande encontro de encerramento — um dia repleto de diversão, memórias e celebração, sonho cultivado ao longo dos anos e que representa a conquista de fazer parte dessa história.
Segundo o gerente de Educação Básica do SESI Alagoas, Tássio Paiva, o Seja SESI é uma proposta institucional que busca fortalecer o sentimento de pertencimento dos estudantes às escolas do SESI, reconhecendo suas trajetórias e os valores que constroem durante a vida escolar. “A ideia é fazer com que cada aluno se perceba como parte importante da escola e compreenda que a jornada no SESI vai além do aprendizado em sala de aula. Ela envolve identidade, valores e vínculos que se formam ao longo do tempo”, explica.
Para a coordenadora de Educação Básica, Marseille Lessa, o Seja SESI marca o início de uma jornada simbólica na vida dos estudantes, semelhante a experiências que ficam na memória de todos, como feiras de ciências, jogos internos e formaturas. “É uma trilha de engajamento e pertencimento. No 6º ano, o estudante vive o ‘sou visto’; no 7º, ‘pertenço a este espaço’; no 8º, ‘aqui sou escutado’; no 9º, ‘valores são inegociáveis’. Já no Ensino Médio, ele passa por etapas que falam sobre escolhas, futuro e, por fim, o sentimento de ser parte dessa história”, explica.
Marseille destaca ainda que o projeto, que será implementado em todas as séries a partir de 2026, começou este ano com uma amostra especial voltada aos 6º e 9º anos e à 3ª série do Ensino Médio, como um “brinde de abertura” dessa jornada de construção coletiva da identidade SESI.
A diretora de Educação, Tecnologia e Inovação do SESI/SENAI, Cristina Suruagy, observa que as experiências foram planejadas para promover emoção, reflexão e integração entre os alunos, fechando o ano letivo com um olhar de reconhecimento de si, dos colegas e da escola.
O Observatório da Indústria da Federação das Indústrias do Estado de Alagoas (FIEA) divulgou a nova edição do Radar de Investimentos, referente ao terceiro trimestre de 2025. O levantamento mapeia R$ 4,26 bilhões em aportes anunciados no estado, distribuídos entre quatro municípios – Pilar, Rio Largo, Batalha e Maceió – com projeção de geração de até 4.100 empregos diretos e indiretos.
A iniciativa, conduzida pelo Observatório da Indústria, tem como objetivo monitorar e analisar os principais investimentos em Alagoas, oferecendo uma visão consolidada sobre a dinâmica de expansão industrial, a geração de empregos e as oportunidades setoriais.
Segundo o estudo, os investimentos contemplam setores estratégicos como energia, alimentos, logística e infraestrutura, reforçando a diversificação produtiva e a interiorização do desenvolvimento econômico.
Entre os destaques está o megaprojeto da Origem Energia, que prevê US$ 700 milhões (cerca de R$ 3,7 bilhões) para a implantação de termelétricas e de um sistema subterrâneo de estocagem de gás natural em Pilar – empreendimento inédito no Brasil, com potencial de posicionar Alagoas como um importante polo energético nacional.
Ainda em Pilar, o Grupo Maratá anunciou R$ 400 milhões para a construção de um novo moinho de trigo, um dos seis maiores do país, com previsão de 600 empregos diretos e indiretos. O projeto fortalece o setor alimentício e cria novas oportunidades logísticas na região.
Em Rio Largo, a Bauducco ampliará sua unidade local com uma nova linha de produção de mini panettones e mini chocottones, investimento estimado em R$ 10 milhões e geração de até 370 empregos. Já em Batalha, a Algás destinará R$ 5 milhões para expandir o fornecimento de gás natural ao sertão, etapa fundamental no processo de interiorização da rede de energia.
Na capital, o Porto de Maceió passará por obras de modernização e requalificação, com investimentos de R$ 150 milhões até 2027. As intervenções incluem dragagem, novas defensas, sede administrativa e melhorias logísticas, com impacto direto na competitividade das exportações e na geração de até 1.000 empregos.
Para o presidente da FIEA, José Carlos Lyra de Andrade, o Radar de Investimentos é uma ferramenta essencial para compreender a vitalidade econômica do estado e planejar o futuro do setor produtivo: “O estudo oferece uma visão aprofundada sobre onde estão sendo feitos os investimentos e quais setores estão puxando o crescimento de Alagoas. Essas informações ajudam o empresariado e o poder público a tomarem decisões mais estratégicas e a preparar nossa mão de obra para aproveitar as novas oportunidades que estão surgindo”, destacou o presidente.
Com o novo levantamento, o Observatório da Indústria reforça seu papel de apoio à tomada de decisões estratégicas, fornecendo dados qualificados para orientar políticas públicas, ações empresariais e o fortalecimento do ambiente industrial de Alagoas.
A 11ª Bienal Internacional do Livro de Alagoas se transformou em um verdadeiro palco para a ciência feita na escola, durante o lançamento, na terça-feira (4) da Coleção SINPETE – Ciência na Escola para o Desenvolvimento Sustentável. A iniciativa, fruto de uma parceria entre a Universidade Federal de Alagoas (UFAL) e o Laboratório de Mentoria (LabMent), tem como propósito fortalecer a pesquisa escolar, promover a cultura científica e estimular práticas sustentáveis alinhadas aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Agenda 2030 da ONU.
O lançamento reuniu 30 projetos escolares de pesquisa e intervenção desenvolvidos por mais de 100 autores — entre professores e estudantes de diferentes níveis de ensino — de nove municípios alagoanos. Entre eles, três projetos da Escola SESI SENAI Benedito Bentes foram selecionados e transformados em publicações científicas: Cobogós com Alma Alagoana, Gess Eco e Sargassole.
Segundo a coordenadora de Educação Básica do SESI, Marseille Lessa, as produções aliam criatividade, sustentabilidade e inovação, reforçando o compromisso do SESI Alagoas com uma educação que forma jovens críticos, protagonistas e comprometidos com o futuro.
O projeto “Cobogós com Alma Alagoana: renda filé, arquitetura e sustentabilidade”, orientado pelo professor Claitton Lourenço da Silva e desenvolvido pelos estudantes Lucas Afonso e Júlia Melissa, sob a mentoria do professor Müller Ribeiro, une tradição e inovação ao reinterpretar o artesanato local em soluções de arquitetura bioclimática.
Para o professor Claitton, participar da Bienal foi um marco de reconhecimento: “Estarmos na Bienal do Livro com três projetos é a concretização de um trabalho coletivo e da dedicação desses jovens pesquisadores.”
A segunda publicação, “Gess Eco: utilização sustentável de casca de ovo na produção de gesso”, orientado pela professora Madalena Ferreira da Silva e desenvolvido pelos estudantes Alicia Vitória Marques, Caio David Nunes e Yzis Maria da Rocha, sob mentoria do professor Eliemerson Sales, propõe o aproveitamento de resíduos alimentares como alternativa ecológica para o setor da construção civil.
A professora Madalena celebrou a conquista com emoção: “Estou orgulhosa dos nossos estudantes, deles estarem aqui lançando seu primeiro livro. Isso é algo que eles vão levar desde agora até sua carreira. É muito gratificante saber que iniciaram esse caminho e que, quando chegarem à universidade, terão essa bagagem.”
A estudante Alicia Vitória, uma das autoras do Gess Eco, destacou o aprendizado conquistado com a pesquisa: “Está sendo um momento maravilhoso, um processo cheio de aprendizagens”.
O terceiro trabalho, “Sargassole – É possível produzir borracha a partir do sargaço?”, orientado pela professora Thatiany de Sousa Pereira e desenvolvido pelos estudantes Sophia Lisboa, Iago Soares e Rhian Leite, investiga o potencial do sargaço como matéria-prima sustentável para a indústria de polímeros, representando uma inovação científica com foco ambiental e tecnológico.
Para o diretor da Escola SESI SENAI Benedito Bentes, Eduardo Barsi, o lançamento das publicações é reflexo de um processo educativo que valoriza a pesquisa e a curiosidade científica. “É a realização desse acompanhamento, o registro vivo da participação, do envolvimento e da busca desses meninos pelo conhecimento científico”.
Quando você vê uma pessoa sentada à frente ao computador, coluna alinhada, cotovelos sobre a mesa e pés apoiados, você pensa que essa é uma postura impecável para o ambiente de trabalho? Se você respondeu sim, repense. Isso não é mais considerado sinônimo de uma condição saudável.
A orientação mais moderna, endossada pelo Ministério da Saúde e pelo Serviço Social da Indústria (SESI), é que você precisa se mexer se quer evitar dores musculares e lesões.
Estudos mais recentes apontam que manter a mesma postura por longos períodos é justamente o que pode causar dor ou desconforto. De acordo com o Ministério de Saúde, não existe uma postura ideal. A postura depende do contexto. O que sobrecarrega a coluna é manter o corpo em uma única posição por muito tempo.
“Você pode ter uma super cadeira de trabalho, mas, se ficar muito tempo sentado na mesma posição, poderá ter dores na lombar, pois seus músculos poderão ficar sobrecarregados”, explica Elen Passos, ergonomista do SESI Bahia. “Uma postura desalinhada não será um problema, desde que ela seja realizada em um período curto durante a jornada de trabalho. Mais de 10% do seu tempo de trabalho na mesma posição já representa um possível risco”, orienta a especialista.
Alternar é preciso
Dito isso, a dica de ouro é alternar a postura enquanto trabalha. As cartilhas do Ministério da Saúde explicam que não é sobre “ficar reto” ou “sentar direito”, mas sobre manter o corpo ativo. A ergonomista do SESI Bahia reforça a mensagem, sobretudo para quem atua em escritório.
“Esse é o ponto principal. A gente precisa se movimentar ao longo do dia. A postura alinhada é importante, mas não é isso que tem o maior peso. Ficar sentado o tempo inteiro pode ser mais prejudicial do que passar o dia em movimento”, pondera.
Elen conta que muitas empresas oferecem mesas de ping-pong ou totó para os momentos de relaxamento. “Mas, se a pessoa trabalha digitando e mexendo no mouse o dia inteiro, acontecerá exatamente o contrário, pois ela vai sobrecarregar os membros superiores quando deveria relaxá-los”, explica.
Quer saber mais sobre o assunto?
Segundo a ergonomista Elen Passos, o Brasil possui uma regulamentação exclusiva para tratar de ergonomia. Uma delas é a Norma Regulamentadora nº 17 (NR 17), que estabelece parâmetros para permitir a adaptação das condições de trabalho às características psicofisiológicas dos trabalhadores. O texto foi revisado em outubro de 2021.
Já a norma técnica brasileira NBR ISO 11.226, que trata da avaliação de posturas estáticas de trabalho, foi publicada em 2013 e determina as recomendações ergonômicas para diferentes tarefas de trabalho.
A Estação Sesi Saúde Conectada, instalada no Sesi Lab, em Brasília, já alcançou outros quatro estados, e atende atualmente mais de 1 mil colaboradores da indústria. A estação é uma estrutura móvel, preparada para consultas médicas a distância e exames, que foi pensada para ampliar o acesso da população a atendimentos de saúde por meio da tecnologia digital.
Na terça-feira (06/05), o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, visitou a cabine e pode conferir todos os serviços disponíveis pela Estação Sesi Saúde. Padilha declarou que a iniciativa está alinhada à diretriz do governo federal de ampliar o acesso da população a serviços especializados com o uso de tecnologias e parcerias estratégicas.
Segundo ele, o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, determinou que toda a estrutura existente no país seja mobilizada para garantir atendimento médico em tempo adequado em todo o território nacional. “O Sesi tem sido um grande parceiro, inovando com uma proposta que mexe com a indústria, cria emprego e cuida dos trabalhadores e trabalhadoras”, afirmou.
O ministro destacou que a privacidade oferecida na cabine e a possibilidade de ter um atendimento completo e multiprofissional é uma solução que alia geração de emprego e inovação industrial.
“Quem estiver dentro dessa cabine, no meio da fábrica, por exemplo, tem a privacidade assegurada. Além disso, é um canal importante de integração entre os dados gerados nas cabines e o SUS (Sistema Único de Saúde). Vamos fortalecer essa integração para que o prontuário eletrônico do atendimento possa ser visualizado por unidades de saúde da cidade ou hospitais, garantindo continuidade e qualidade no cuidado”, defendeu Alexandre Padilha.
Tecnologia é aliada à saúde do trabalhador
O presidente do Conselho Nacional do Sesi, Fausto Augusto Junior, ressaltou que a saúde do trabalhador é um dos pilares de atuação da instituição e que o avanço da telessaúde é parte de uma estratégia nacional em articulação com o Ministério da Saúde. Segundo ele, o Sesi, por meio do Conselho Nacional e do Departamento Nacional, tem buscado estruturar políticas de ampliação do acesso à atenção integral em saúde.
“A saúde do trabalhador é um dos principais focos de ação do Serviço Social da Indústria. Apresentar a cabine hoje é a possibilidade de abrir o debate e avançar na discussão sobre a telessaúde e a telemedicina como formas de levar atendimento a regiões distantes e de difícil acesso”, afirmou Fausto Augusto Junior.
Fausto explicou que o projeto está em fase de implementação, com 12 estações em operação em diferentes partes do país. “Essa experiência tem a ver com a construção de novas formas de garantir saúde integral ao conjunto dos trabalhadores brasileiros”, afirmou.
Projeto tem potencial para expansão
O diretor superintendente do Sesi Nacional, Paulo Mól, afirmou que a Estação Sesi Saúde Conectada representa um passo estratégico na atuação em saúde por parte do Sesi. Atualmente, o projeto atende cerca de mil trabalhadores em diferentes regiões do país.
Mól ressaltou que, embora seja uma fase de testes, a proposta tem potencial de expansão. “É um projeto teste, mas que tem toda a possibilidade de alcançar um número ainda maior de trabalhadores, não só da indústria, mas de todo o país.”
Segundo ele, as estações foram estruturadas para lidar com as doenças mais recorrentes, com suporte remoto de médicos e outros profissionais. “É um atendimento de qualidade, em que você consegue, de fato, dar assistência aos nossos trabalhadores para que possam ter uma vida mais saudável”, disse.
Iniciativa humaniza o atendimento
Segundo Emmanuel Lacerda, superintendente de Saúde e Segurança na Indústria do Sesi, a expectativa da Estação Sesi Saúde Conectada é alcançar locais que ainda não contam com a presença do Sesi. Hoje, existem oito projetos, alocados em cinco estados: Bahia, Ceará, Santa Catarina, São Paulo e Rio Grande do Sul.
“A proposta da Estação Sesi Saúde Conectada está alinhada ao movimento global de desospitalização e humanização dos ambientes de saúde, focando em proporcionar uma experiência mais acolhedora aos usuários. O conceito abrange toda a cadeia de saúde, reconhecendo que o ambiente de atendimento influencia diretamente o bem-estar do paciente”, enfatiza Emmanuel Lacerda.
Conheça a Estação Sesi Saúde Conectada
Projetada conforme a norma NBR 9050, a estação foi desenvolvida no Centro Universitário Senai (Cimatec), na Bahia, com foco em acessibilidade e segurança. O local possui rampa de entrada, barras de apoio, sinalização em braile e espaço adaptado para diferentes perfis de usuários. O agendamento das consultas é feito por celular, tablet ou computador e o acesso à cabine é liberado por meio de QR Code, no dia e horário marcados.
O interior da cabine reúne assento, maca, equipamentos clínicos digitais e integração com prontuário eletrônico. Estão disponíveis medidor de pressão, oxímetro, termômetro, glicosímetro, espirômetro e balança digital. Três câmeras – frontal, lateral e traseira – com recurso de zoom permitem ao profissional de saúde visualizar o paciente com precisão, inclusive em atendimentos como telefisioterapia.
A estação oferece suporte para consultas com médicos, enfermeiros, fisioterapeutas, psicólogos e nutricionistas. Também há um botão de emergência, que pode ser acionado pelo paciente ou pelo profissional remoto, garantindo resposta rápida da equipe de apoio local em casos de intercorrência.
Ao fim de cada atendimento, a cabine passa por higienização por meio do sistema de oxisanitização – tecnologia com luz infravermelha que elimina microrganismos no ambiente. A iniciativa do SESI busca levar serviços de saúde de qualidade a diferentes localidades, promovendo inclusão, conectividade e inovação no cuidado com a população.
Como garantir a transição energética no futuro? Você decide! É com este desafio que o Sesi Lab apresenta a exposição interativa “Energia, Sou Watt?”, em cartaz a partir de 9 de maio na sede do museu de arte, ciência e tecnologia, em Brasília. Especialistas e representantes da sociedade civil guiarão os visitantes com informações para que assumam o controle de decisões estratégicas e aprendam mais sobre o tema.
Sesi Lab investe em programação viva
Cada visitante tem a responsabilidade de tomar decisões sobre o futuro energético de uma cidade, estado ou país, equilibrando demandas sociais, econômicas e ambientais. Ao longo de dez estações, equipadas com dispositivos interativos, são apresentados problemas reais sobre um tema cada vez mais urgente, construindo, passo a passo, um mix energético equilibrado e com metas até 2050.
“Desde que o Sesi Lab abriu as portas, escolhemos trabalhar com temas anuais para deixar nossa programação mais viva. Assim, conseguimos mergulhar fundo em assuntos importantes, que já fazem parte das nossas atividades ou que estão em pauta no mundo, sempre conectando diferentes áreas do conhecimento com a indústria e com a realidade”, explica a superintendente de Cultura do Serviço Social da Indústria (Sesi), Cláudia Ramalho.
“Em 2025, o tema que guia as experiências do Sesi Lab é ‘Energia e Transição Energética’, um assunto urgente e essencial para enfrentar as mudanças climáticas. A transição energética está no centro das discussões científicas e movimenta empresas, universidades e governos ao redor do mundo”, completa Ramalho.
O jogo imersivo da exposição “Energia, Sou Watt?” traz os temas: acesso à energia, dependência de fontes fósseis, matérias-primas renováveis, energia nuclear, energias renováveis, armazenamento, redes, mobilidade, habitação e produção e consumo responsável. Em cada estação, o visitante assiste a um vídeo explicativo, é apresentado a um desafio real e escolhe uma entre três políticas públicas, com pontos fortes e fracos sobre cada uma.
O objetivo é definir estratégias energéticas que garantam a descarbonização até 2050, como previsto no acordo climático assinado por diversos países em 2015, em Paris. Como fazer isso sem comprometer o crescimento econômico e a demanda por energia? O mix energético deve equilibrar produção e consumo, garantir aceitação social e ser financeiramente viável.
Os desafios incluem análise de dados reais e reações da opinião pública, por exemplo. Todas as escolhas são registradas em um cartão magnético e, dependendo das respostas ao longo das dez estações, o visitante saberá em qual perfil se encaixa, como por exemplo se é alguém que acredita na economia de mercado, na cooperação internacional ou em regulamentações para o tema, entre outros. Ao final, recebe um cartão com sua avaliação, levando para casa uma lembrança da experiência e uma reflexão sobre seu papel na transição climática.
Os resultados gerais da exposição também são apresentados em painéis eletrônicos na exposição e podem ser compartilhados nas redes sociais com um QR code.
Eu sou um watt?
A exposição “Energia, Sou Watt?” foi criada originalmente pela Citéco (Cité de l’Économie), museu interativo francês. O nome é uma brincadeira com a unidade padrão usada para medir a transferência de energia, ou seja, a quantidade de energia usada ou gerada por um aparelho.
A unidade foi criada pelo engenheiro escocês James Watt no século 18. A exposição, então, traz um senso de pertencimento aos visitantes: como você faz parte da energia no mundo?
“Transição energética é um tema complexo e que afeta a todos nós, porque as escolhas feitas hoje moldarão a sociedade amanhã. É exatamente por isso que a ‘Sou Watt?’ foi criada”, afirma Raphaël Bonetto, do departamento de exposições da Citéco.
“A experiência divertida e imersiva permite que você se coloque no lugar de um tomador de decisões e sinta o peso dessas escolhas. Uma coisa fica clara: não existe receita única e universal quando se trata de energia. A exposição faz as pessoas pensarem e discutirem com amigos e familiares. Ao fazer isso, capacita cidadãos e torna questões complexas mais acessíveis e até mesmo agradáveis”, completa Bonetto.
A versão especial para o público brasileiro foi desenvolvida pela Ponto Produção e conta com curadoria científica do Observatório do Clima. “Energia, Sou Watt?” faz parte da Temporada França-Brasil 2025, organizada pelo Instituto Guimarães Rosa e pelo Institut Français, com apoio dos ministérios da cultura e das relações exteriores dos dois países.
Serviço Exposição “Energia, Sou Watt?” Período: de 9 de maio de 2025 a 7 de setembro de 2025 Local: SESI Lab, ao lado da rodoviária do Plano Piloto, Brasília (DF) Visitação: de terça a sexta-feira, das 9h às 18h; sábado, domingo e feriados, das 10h às 19h
O Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) lançou na sexta-feira (25/04) o Programa de IA Industrial, uma iniciativa nacional que une diagnóstico, formação e aplicação prática de IA para acelerar a transformação digital da indústria brasileira. Com foco tanto em trabalhadores quanto em empresas, o programa estrutura trilhas formativas personalizadas, adaptadas ao nível de maturidade tecnológica de cada participante.
A jornada começa com uma imersão presencial para lideranças industriais, onde terão contato, na prática, com tecnologias transformadoras e debaterão sobre barreiras reais à adoção da IA. A partir daí, as empresas passam por um diagnóstico gratuito de prontidão tecnológica, que orienta a elaboração de um plano de ação personalizado. As soluções podem incluir desde cursos de qualificação e de pós-graduação até consultorias especializadas e programas de residência, com desenvolvimento de provas de conceito (PoCs) aplicadas ao contexto produtivo.
“Nosso compromisso é apoiar a indústria brasileira na incorporação da Inteligência Artificial aos processos produtivos, promovendo o aumento da produtividade e da competitividade. Ao mesmo tempo, queremos capacitar os trabalhadores para operar, adaptar e evoluir junto com essas tecnologias. É dessa forma que o SENAI contribui para uma transformação digital acessível, efetiva e sustentável no longo do tempo”, destaca o diretor geral do SENAI, Gustavo Leal.
Casos reais mostram o impacto da IA na indústria. No Paraná, por exemplo, uma fábrica de chás conseguiu calibrar automaticamente suas máquinas de envasamento, reduzindo o desperdício de insumos. Já na agroindústria, a tecnologia tem sido usada para monitorar o desenvolvimento da soja talhão por talhão, otimizando a irrigação e o rendimento das colheitas. Esses são apenas alguns exemplos do potencial transformador da IA, impulsionados por parcerias entre o SENAI e o setor produtivo.
Serviços de IA para indústrias
Para as empresas, o novo programa de IA Industrial do Senai apresenta uma jornada personalizada, construída a partir do nível de maturidade tecnológica e das necessidades reais de cada organização. A trilha começa com uma experiência prática e se desdobra em ações formativas, consultivas e aplicadas:
Imersão presencial: Voltada a lideranças industriais, essa etapa acontece nas unidades do Senai, simulando ambientes produtivos reais. Os participantes vivenciam tecnologias, discutem suas barreiras e analisam aplicações concretas de IA.
Avaliação de Prontidão: Após a imersão, a empresa realiza uma avaliação de prontidão gratuita distribuídas em seis dimensões (cultura, pessoas, processos, tecnologia, estratégia e modelo de negócios). O resultado é um plano de ação personalizado, que pode envolver diferentes combinações de soluções.
Formação de lideranças, com cursos como IA para Negócios (4h) e Governança em Big Data (24h);
Capacitação técnica para equipes, por meio de trilhas de qualificação customizadas;
Consultoria especializada, com foco na transformação digital;
Residência em IA, em que bolsistas desenvolvem provas de conceito (PoCs) baseadas em desafios reais da empresa, com possibilidade de futura contratação dos talentos.
Além disso, ao longo de toda a jornada, as empresas têm acesso ao HUB de IA do Senai, uma rede de especialistas, boas práticas e casos de sucesso já implementados em indústrias de diferentes portes e segmentos em todo o Brasil.
No dia 11 de abril de 2025, a Arena da Academia de Negócios da FIESC, em Florianópolis, foi palco de um momento marcante para a educação profissional: a cerimônia de colação de grau da primeira turma do UniSENAI Digital, uma iniciativa pioneira do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI), em nível nacional.
A turma concluiu o Curso Superior de Tecnologia em Análise e Desenvolvimento de Sistemas, na modalidade EAD, utilizando recursos didáticos especialmente desenvolvidos para o novo modelo de graduação digital.
O curso teve duração de 2 anos e meio, com uma carga horária de 2.130 horas. A formatura marcou o encerramento de um ciclo e o início de novas trajetórias para os 20 formandos distribuídos por quatro estados brasileiros. De Santa Catarina, participaram estudantes de Florianópolis, Joinville, Jaraguá do Sul e Lages. Também colaram grau estudantes do Rio de Janeiro (capital), São Paulo (Campinas) e Minas Gerais (Contagem).
A solenidade foi realizada em formato híbrido, com os estudantes participando de forma online e a mesa diretiva presente fisicamente na sede da FIESC. A transmissão foi aberta ao público e contou com a presença virtual de familiares, amigos e convidados de diferentes partes do Brasil, o que proporcionou um clima de emoção, pertencimento e conexão — mesmo à distância.
O evento reforça o compromisso da instituição com a formação de profissionais preparados para os desafios do mercado, utilizando metodologias ativas, tecnologias educacionais e uma abordagem centrada no estudante, que valoriza a autonomia e o desenvolvimento de competências práticas.
A primeira turma do UniSENAI Digital deixa seu legado: de confiança em um novo modelo, de adaptação e superação, e de pioneirismo na construção de um caminho que certamente será seguido por muitas outras.
O que é o UniSENAI Digital?
Lançado como uma iniciativa do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI), o UniSENAI Digital é um modelo inovador de ensino superior tecnológico a distância. Com foco em metodologias ativas, recursos digitais de ponta e uma proposta pedagógica centrada no estudante, o programa busca ampliar o acesso à formação de qualidade, preparando profissionais para os desafios reais da indústria brasileira.
Os cursos são desenvolvidos com apoio de tecnologias educacionais e estruturados para garantir flexibilidade, autonomia e o desenvolvimento de competências práticas, mantendo a excelência reconhecida da instituição no ensino profissional.
O faturamento real da indústria aumentou 1,6% entre janeiro e fevereiro, mostram os Indicadores Industriais, divulgados pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) nesta segunda-feira (7). Com isso, a receita bruta das empresas do setor, descontada a inflação, acumula alta de 5,5% em 2025, em relação a dezembro de 2024.
De acordo com a pesquisa, o número de horas trabalhadas na produção subiu 2%, em fevereiro. Assim como o faturamento, o indicador cresceu pelo segundo mês consecutivo. Em 2025, o número de horas trabalhadas na produção acumula alta de 3,3%.
“O resultado é bastante positivo, sobretudo porque 2024 foi um bom ano para a indústria, em que a demanda por bens industriais cresceu significativamente, o que puxou a atividade do setor. Como em 2025 há expectativa de menor demanda e desaceleração da atividade industrial, a alta do faturamento e do número de horas trabalhadas até aqui são mais fortes do que esperávamos”, avalia Marcelo Azevedo, gerente de Análise Econômica da CNI.
Em fevereiro, a Utilização da Capacidade Instalada (UCI) da indústria permaneceu em 78,9%, considerando a série livre de efeitos sazonais. Em relação ao mesmo mês do ano passado, a UCI recuou 0,6 ponto percentual.
Emprego sobe acima do esperado, mas rendimento médio e massa salarial caem
O emprego industrial segue trajetória de alta. Na passagem de janeiro para fevereiro, os postos de trabalho do setor aumentaram 0,4%. Em 2025, o emprego industrial acumula alta de 0,8%. “Embora 0,4% seja um percentual baixo, trata-se de um crescimento significativo quando falamos de uma evolução mensal do emprego”, pontua Marcelo Azevedo.
Apesar disso, a massa salarial da indústria e o rendimento médio do trabalhador caíram. O primeiro recuou 0,6%, acumulando queda de 1,4% nos dois primeiros meses do ano em relação ao mesmo período do ano passado.
O segundo caiu 1% na passagem de janeiro para fevereiro e totaliza 4,1% de recuo no primeiro bimestre de 2025 frente ao primeiro bimestre de 2024.