Autor: Wagner Oliveira

  • Dia da Indústria, na CNI, terá palestra de Luís Roberto Barroso sobre IA, anúncio de novos recursos para o Mover e painel com Geraldo Alckmin

    Dia da Indústria, na CNI, terá palestra de Luís Roberto Barroso sobre IA, anúncio de novos recursos para o Mover e painel com Geraldo Alckmin

    Confederação Nacional da Indústria (CNI) realiza na próxima segunda-feira (26/5), a partir das 14h, um evento de comemoração do Dia da Indústria, em Brasília. A programação terá palestra magna do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Luís Roberto Barroso; anúncio de nova chamada do Programa Mover e painel sobre política industrial e o contexto geopolítico, com a participação do vice-presidente e ministro de Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Geraldo Alckmin, e do advogado-geral da União, Jorge Messias.

    A palestra do ministro Luís Roberto Barroso se dará em torno da regulamentação da inteligência artificial (IA) no país, sob a perspectiva jurídica e seus impactos para o desenvolvimento tecnológico brasileiro.

    Na sequência, o evento contará com o anúncio de recursos para nova chamada do Programa Mover, de fomento ao setor automotivo, por meio de parceria entre o MDIC, o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI) e a Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii).

    O programa também será tema de painel, com participação do presidente da CNI, Ricardo Alban; da diretora de Desenvolvimento da Indústria de Alta-Média Complexidade Tecnológica do MDIC, Margarete Gandini; da diretora Tributária de Comércio Exterior da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), Andrea Serra; do diretor de Inovação do Sindicato Nacional da Indústria de Componentes para Veículos Automotores (Sindipeças), Maurício Muramoto; da diretora de Comunicação da Associação Brasileira de Engenharia Automotiva (AEA), Luciana Giles; do presidente da Embrapii, Álvaro Prata; e do diretor geral do SENAI, Gustavo Leal.

    O painel seguinte abordará o papel da política industrial em um novo contexto geopolítico, do qual participam Geraldo Alckmin; o ministro da Advocacia-Geral da União, Jorge Messias; a secretária-Geral das Relações Exteriores do Itamaraty, Maria Laura da Rocha; o vice-presidente da Siemens Energy e coordenador da Mobilização Empresarial pela Inovação (MEI), André Clark Juliano; o vice-presidente da CNI e presidente da Fibrasa, Léo de Castro; e o senador Nelsinho Trad (PSD/MS), presidente da Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional do Senado.

    Para encerrar o evento, haverá a cerimônia de entrega da Ordem do Mérito Industrial, que reconhece a contribuição de empresários e autoridades ao desenvolvimento da indústria.

    AVISO DE CREDENCIAMENTO – Os jornalistas interessados em cobrir o evento presencialmente devem enviar e-mail com o título “Pedido de credenciamento – Dia da Indústria” para [email protected].

    Programação

    • 13h30 | Recepção dos convidados
    • 14h | Abertura, com presidente da CNI, Ricardo Alban
    • 14h15 | Palestra magna: Inteligência Artificial e Desenvolvimento Nacional com o ministro Luís Roberto Barroso (STF)
    • 15h | Programa MOVER: resultados, impactos e lançamento de chamada de projetos
    • 16h | Painel: O papel da política industrial no novo cenário global
    • 17h | Cerimônia de entrega da Ordem do Mérito Industrial
  • Aprovação do PL do licenciamento ambiental vai ampliar investimentos e promover desenvolvimento sustentável, avalia CNI

    Aprovação do PL do licenciamento ambiental vai ampliar investimentos e promover desenvolvimento sustentável, avalia CNI

    Confederação Nacional da Indústria (CNI) avalia como positiva a aprovação, pelo plenário do Senado Federal, do Projeto de Lei nº 2.159/2021, que institui um novo marco legal para o licenciamento ambiental no Brasil. Após mais de 20 anos de debates intensos, a medida aprovada busca uniformizar procedimentos em todo o país e simplificar a concessão de licenças para empreendimentos de menor impacto. Representa um passo importante para modernizar a gestão ambiental, trazendo mais eficiência, previsibilidade e segurança jurídica.

    Como o texto sofreu alterações, será necessário que a proposta retorne à Câmara dos Deputados, onde foi originalmente apresentada. A CNI defende que a tramitação seja concluída com celeridade, garantindo a aprovação final de um marco legal equilibrado e tecnicamente robusto.


    A regulamentação do licenciamento ambiental permite que o país supere gargalos históricos com mais racionalidade, mantendo o foco na proteção ambiental e qualificando, tornando previsível e ampliando o investimento essencial para o crescimento econômico e para a transição para uma economia de baixo carbono”, afirma o presidente da CNI, Ricardo Alban.


    O atual sistema de licenciamento ambiental é marcado por insegurança burocrática, jurídica e sobreposição de exigências, o que compromete a qualidade das análises e desestimula o investimento produtivo. O novo marco busca qualificar procedimentos, com normas mais claras, proporcionais ao risco ambiental e com uso intensivo de ferramentas técnicas e tecnológicas, como o licenciamento digital.

    A proposta também favorece setores estratégicos como infraestrutura, energia e logística, além de beneficiar micros e pequenas empresas, que muitas vezes enfrentam grandes obstáculos para operar devido à complexidade do sistema atual. Com critérios mais objetivos e previsíveis, o país poderá acelerar a tramitação de licenças sem abrir mão da qualidade técnica das decisões.

    A proposta de lei também contribui com a agenda ambiental e climática ao viabilizar projetos voltados à sustentabilidade com mais agilidade e segurança, como os de energia renovável, eficiência energética, infraestrutura verde e economia circular.

    Aspectos técnicos que fortalecem o novo marco legal

    • Respeito às competências federativas: a Constituição determina que Lei Complementar regulamente as competências administrativas comuns, como faz a LC nº 140/2011. O texto mantém regras gerais nacionais, preserva as competências dos entes federativos e a autonomia para adotar procedimentos próprios, conforme suas realidades econômicas, sociais e ambientais.
    • Ritos e processos adaptados: o texto apresenta diferentes estudos, tipos e modalidades de licenciamento ambiental, definidos pelo órgão competente conforme as características das atividades. Essa flexibilidade permite adequar exigências à realidade de cada caso.
    • Previsibilidade: a proposta aumenta a previsibilidade do processo, com Termos de Referência padrão, prazos administrativos definidos e exigência de digitalização e transparência em todas as etapas.
    • Otimização e redução de custos: obriga o poder público a disponibilizar dados e estudos anteriores para novos empreendimentos e unificar procedimentos similares. A Licença por Adesão e Compromisso (LAC) evita repetição de estudos para empreendimentos já conhecidos.
    • Condicionantes proporcionais aos impactos: prevê que condicionantes ambientais devem ter nexo causal com os impactos identificados, evitando exigências abusivas ou desvinculadas da atividade licenciada.
    • Independência do órgão ambiental: garante que manifestações de órgãos como Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), Fundação Cultural Palmares e Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) não sejam vinculantes e respeitem prazos, evitando atrasos e exigências desproporcionais.
    • Fortalecimento dos órgãos ambientais: exige que autoridades apresentem relatórios sobre recursos humanos, financeiros e institucionais necessários ao cumprimento da lei.
    • Redução do risco de financiamento: define que terceiros não têm poder de polícia ambiental. Basta exigir comprovação de regularidade ambiental dos contratados, reduzindo riscos para financiamentos

    Setor produtivo expressa, em carta, apoio ao marco legal  

    Diversas instituições representativas do setor produtivo divulgaram nesta semana uma carta aberta em apoio à aprovação do novo marco legal do licenciamento ambiental. O documento foi entregue à senadora Tereza Cristina (PP-MS), relatora da matéria na Comissão de Agricultura e Reforma Agrária (CRA) do Senado, durante reunião da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), em Brasília. 

    Na carta, mais de 80 entidades reconhecem o licenciamento como um instrumento de proteção ambiental e destacam a necessidade de modernizar o processo, conferindo mais eficiência, previsibilidade e segurança jurídica. Elas também manifestam apoio ao relatório unificado dos senadores Tereza Cristina e Confúcio Moura (MDB-RO), e reforçam o pedido de celeridade na votação final da proposta.

    A CNI reconhece o empenho dos senadores Confúcio Moura e Tereza Cristina pela construção conjunta e pelo esforço de convergência que permitiu a aprovação do texto no Senado.

  • Brasil precisa priorizar a manufatura na relação com a China

    Brasil precisa priorizar a manufatura na relação com a China

    O estreitamento da relação comercial entre o Brasil e a China precisa vir acompanhado de um protagonismo da nossa indústria de transformação, que hoje está em enorme desvantagem na balança comercial com o país asiático. A chamada indústria manufatureira – que engloba as atividades de transformar matérias-primas e insumos em produtos intermediários ou finais – é a responsável por desenvolver e disseminar tecnologia no país e pelos maiores investimentos e salários. Embora represente apenas 14,4% do PIB nacional, a manufatura responde por 47,6% das exportações de bens e serviços do país, por 62,4% do investimento empresarial em pesquisa e desenvolvimento, e por 25,6% da arrecadação de tributos federais.

    Esses dados ilustram a importância da indústria de transformação para o desenvolvimento do país e mostram que a agropecuária não pode ser a única protagonista na relação com a China. Esse setor tem fundamental importância para o Brasil. Não se trata de reduzir a participação do agro, mas de ampliar o leque de atração de investimentos para a indústria da manufatura e de buscar espaço para que o nosso produto entre no mercado chinês.

    A China foi o principal destino das exportações brasileiras em 2024, com US$ 94,4 bilhões, o que significa 28% do que exportamos no ano passado. O país asiático foi também a principal origem das nossas importações, com US$ 63,6 bilhões, o equivalente a 24,2% do que importamos. No entanto, quando falamos da indústria de transformação, a balança está longe, muito longe do equilíbrio: temos um déficit de R$ 45 bilhões entre o que vendemos e o que compramos de bens industriais.

    O crescimento sustentado da China aumenta a demanda por produtos agropecuários, minerais e insumos industriais, favorecendo especialmente os setores de commodities no Brasil, mas também há espaço para o produto manufaturado. Precisamos de uma estratégia consistente e arrojada para abrir mais espaço para o produto de maior valor agregado da indústria brasileira na China.

    Reafirmo. A indústria brasileira precisa ganhar espaço na relação bilateral com a China. As oportunidades estão surgindo, mas é imprescindível que o governo brasileiro impulsione políticas industriais e priorize a manufatura para equilibrar a balança comercial de produtos manufaturados, hoje muito desfavorável ao país.

    Uma estratégia é focar em inovação, qualidade e diferenciação de produtos, em vez de competir apenas pelo preço. Precisamos investir em design, branding e atendimento especializado para agregar valor e criar nichos de mercado onde a simples vantagem de custo não é determinante. Além disso, a adoção de tecnologias avançadas de automação e gestão da produção, bem como a busca de parcerias comerciais mais amplas, fortalecerão a nossa competitividade.

    Precisamos atrair investimentos produtivos da China, de forma que a presença asiática não se baseie apenas em exploração do nosso mercado para consumo de bens, mas em encadeamento produtivo, de forma que a parceria contribua para a neoindustrialização do Brasil e para a integração das nossas empresas a cadeias mais complexas e tecnológicas.  

    Recentemente, atraímos empresas chinesas do setor automotivo e de eletrônicos na Bahia, em Goiás e no Amazonas. Esse movimento é essencial, mas ainda mais importante é garantir o encadeamento produtivo de forma que peças e equipamentos sejam fabricados no Brasil. A instalação de polos de pesquisa e desenvolvimento e a criação de novos parques fabris com parceiros chineses no país, como anunciados durante a visita do presidente Lula à China recentemente, precisam ganhar escala e integrar, irrevogavelmente, a agenda de negociações entre os países.

    Outro exemplo do que o Brasil precisa nessa relação bilateral é o acordo que prevê a instalação do grupo Windey Energy Technology Group Co. no campus do SENAI CIMATEC, na Bahia. A parceria busca soluções em energia eólica, hidrogênio verde e sistemas de armazenamento de energia em baterias, com inovação aplicada e investimento para a instalação de fábricas de turbinas eólicas e sistemas para armazenamento de energia em baterias. Essa é mais uma medida que pode fortalecer a cadeia produtiva nacional e contribuir para a geração de empregos.

    Podemos e devemos fabricar máquinas agrícolas em vez de importar esses equipamentos na China, como também precisamos explorar cada vez mais o nosso potencial para atender a elevada demanda mundial por minerais críticos, especialmente no contexto da transição energética.

    A atração de Data Centers também é uma outra oportunidade que bate a nossa porta. Temos enorme disponibilidade de energias renováveis e podemos desenvolver em conjunto com parceiros comerciais tecnologias como super baterias para serem usadas em polos tecnológicos. Muitos países, como a China e os EUA, usam pequenas termelétricas para abastecer os Data Centers, enquanto nós temos condições de fazer centros de dados realmente verdes com energia totalmente renovável.

    A ampliação do uso de políticas industriais ativas pós-pandemia e a recente guerra tarifária provocada pelos Estados Unidos mostraram ao mundo a extrema necessidade de os países protegerem e fortalecerem suas indústrias, sob o risco de perderem espaço e serem engolidos pelas tecnologias e investimentos de outras economias. Nesse cenário, precisamos manter diálogo aberto com países que querem acordos e relações de ganha-ganha.

    O anúncio esta semana de acordos de cooperação entre Brasil e China, assinados durante visita do presidente Lula a Pequim, preocupa setores da indústria brasileira. Os investimentos chineses em infraestrutura são bem-vindos, mas não podemos abrir mão de produzir e exportar para a China, em detrimento de comprar produtos manufaturados chineses – o que enfraquece a indústria brasileira.

    A baixa capacidade de agregação de valor no Brasil pode ser evidenciada pela realidade de que vamos exportar etanol para a China transformar em combustível da aviação e revender para o mundo. Esse não é o caminho. Precisamos ter capacidade e tecnologia para produzir e vender o produto final.

    Os empresários industriais brasileiros entendem que o Brasil corre o risco de deixar a indústria da manufatura em segundo plano diante das oportunidades de estreitamento do comércio com a China. Precisamos aproveitar essa onda. Caso contrário, quem perderá será a indústria nacional.

    *Ricardo Alban é empresário e presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI).

    O artigo foi publicado na CNN Brasil, no dia 19 de maio. 

  • Três provas, três ouros: nadador do Sesi Alagoas brilha em seletiva paralímpica

    Três provas, três ouros: nadador do Sesi Alagoas brilha em seletiva paralímpica

    O sábado (17) foi de conquistas para o nadador William Costa Neves, de 32 anos, integrante do Programa Sesi Pessoas com Deficiência (PSPCD). Em Aracaju (SE), onde disputou a seletiva nacional para o Campeonato Brasileiro Loterias Caixa de Natação Paralímpica, o alagoano brilhou ao vencer as três provas que disputou: os 400 metros livre, os 50 metros livre e os 100 metros peito.

    William encerrou sua participação com o tempo de 6min23s74 nos 400m livre, 34s74 nos 50m livre e 1min29s92 nos 100m peito — marcas que lhe renderam o lugar mais alto do pódio em sua categoria e o índice para a competição nacional.

    Na primeira prova do dia, os 400 metros livre, o atleta chegou a sentir uma fisgada na região lombar durante a virada dos 300 metros. A dor acendeu o alerta da equipe técnica, mas, graças ao trabalho rápido e eficaz do fisioterapeuta Sílvio Romero, William conseguiu se recuperar a tempo e disputar as duas provas seguintes, nas quais também saiu campeão.

    Além das medalhas de ouro, William alcançou o índice necessário para garantir vaga no Brasileiro, que será realizado em dezembro, na sede do Comitê Paralímpico Brasileiro, em São Paulo, reunindo os melhores atletas da natação paralímpica do país.

    Competindo na classe S12 — destinada a atletas com deficiência visual —, William mostrou domínio técnico e excelente desempenho físico ao longo da competição. A seletiva contou com a participação de cerca de 70 atletas de diversos estados, todos em busca de um lugar no principal evento da modalidade no calendário nacional, promovido pelo Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB).

    “Ele fez uma competição perfeita. Resultado do comprometimento nos treinos e da experiência acumulada em outras provas importantes”, avaliou o professor Pablo Lucini, que acompanhou o atleta na viagem junto ao fisioterapeuta Sílvio Romero.

    A preparação e a estratégia foram coordenadas pelo técnico Henrique Costa.Em 2024, William já havia subido ao pódio com um bronze no nado peito no Campeonato Brasileiro.

    Agora, retorna ao cenário nacional com ainda mais confiança. “Voltar com três ouros e o índice é uma vitória pessoal e coletiva. Agradeço ao Sesi Alagoas por todo o suporte. Vamos com tudo para o Brasileiro”, comemorou o atleta.

    O Programa Sesi Pessoas com Deficiência é uma iniciativa voltada ao desenvolvimento esportivo e à inclusão por meio do esporte. Atualmente, cerca de 150 pessoas com deficiência são atendidas pelo programa, que conta com estrutura técnica especializada e acompanhamento multidisciplinar.

  • Corrida Nacional do Sesi em Maceió arrecadou 2,8 toneladas de alimentos

    Corrida Nacional do Sesi em Maceió arrecadou 2,8 toneladas de alimentos

    Mais do que promover saúde, bem-estar e integração social, a 1ª Corrida Nacional do Sesi – etapa Maceió também movimentou a solidariedade. Graças às inscrições sociais feitas pelos atletas participantes, foram arrecadados 2.800 kg de alimentos não perecíveis, que agora serão destinados a cinco entidades assistenciais da capital.

    As instituições beneficiadas serão: Lar Batista Marcolina Magalhães, Lar de Amparo à Criança para Adoção – LACA, Associação Educacional e Assistencial Casa dos Amarelinhos, Instituto Cidadão Lagoa Mundaú e Associação Beneficente Santa Terezinha.

    A inscrição social, que custou R$ 65,00 e exigia a doação de 2 kg de alimentos não perecíveis, foi uma alternativa solidária à taxa convencional de inscrição. Para a coordenadora de Desenvolvimento Socioambiental do Sistema FIEA, Sarah Lessa, a adesão dos atletas surpreendeu positivamente.

    “A solidariedade foi o grande diferencial da Corrida Nacional do Sesi em Maceió. Cada quilo de alimento representa o gesto concreto de alguém que escolheu correr também por quem mais precisa”, destacou.

    O coordenador de Esportes do Sesi Alagoas, Eduardo Andrade, lembra que a adesão dos atletas foi gratificante e deixa claro a necessidade de ações de promoção a saúde e qualidade de vida no Estado. Realizada no dia 1º de maio, em comemoração ao Dia do Trabalhador, a prova reuniu 1.500 participantes e teve percurso inédito pela Avenida Fernandes Lima, com largada em frente à Casa da Indústria, sede da Federação das Indústrias do Estado de Alagoas (Fiea). A corrida teve provas de 5 km, 10 km, caminhada e categorias especiais para pessoas com deficiência e crianças.

    Além de incentivar práticas saudáveis, o evento reforçou o compromisso do Sistema FIEA – formado por FIEA, Sesi, Senai e IEL – com o desenvolvimento humano e o apoio às comunidades locais.

    A iniciativa teve o patrocínio da Caixa Econômica Federal, Sococo, Algás, Fika Frio, Telesil, Popular Alimentos, Engemat, Ibratin e Sindágua-AL. Contou com apoio do Ministério do Trabalho e Emprego, por meio da Superintendência Regional do Trabalho em Alagoas, e da Prefeitura de Maceió.

  • Economia circular: o que falta para acelerar boas práticas no Brasil?

    Economia circular: o que falta para acelerar boas práticas no Brasil?

    Não é novidade: o conceito de economia circular está consolidado como um modelo econômico viável no meio acadêmico. Da mesma forma, as boas práticas do setor produtivo têm contribuído para um cenário cada vez mais favorável. No setor financeiro, a sinalização de investimentos valiosos tem aumentado.

    Por que, então, ainda existem tantos desafios de mercado no Brasil, que impedem a adoção dessas práticas em grande escala? O que falta para o país acelerar a transição de uma economia linear para uma economia circular?

    Segundo o diretor executivo de ESG do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), Luiz Gabriel de Azevedo, financiar a circularidade em escala é um grande desafio.


    “Um dos principais entraves é o modelo de negócio tradicional linear, que ainda foca na produção em massa. As empresas já compreendem que as soluções de economia circular oferecem novas oportunidades de valor no mercado, porém, os modelos circulares exigem uma mudança sistêmica. Produtos circulares demandam investimento em pesquisa, inovação e design, por exemplo”, explicou o especialista em ESG, durante o painel no Fórum Mundial de Economia Circular, que teve início nesta quarta (13), em São Paulo.


    Confira as novidades da indústria no Fórum Mundial de Economia Circular

    Para Azevedo, é preciso pensar a longo prazo e focar em ações. “Como podemos trazer iniciativas interessantes e que podem ser aplicadas em escala? Temos muitas vantagens competitivas no Brasil. É uma oportunidade que não podemos desperdiçar na América Latina e Caribe”, destacou.  

    O representante do BID também afirmou que é necessário mudar a maneira como identificamos e avaliamos projetos, atribuindo mais peso a benefícios de longo prazo. “Muito pode ser obtido com as novas taxonomias [forma de avaliar se uma atividade/empresa é sustentável]. E, nesse ponto, os financiamentos dos setores público e privado são fundamentais”, apontou.

    Na opinião de Ambroise Fayolle, vice-presidente do Banco Europeu de Investimento (EIB) e que também participou do painel, a insegurança nos investimentos torna a economia circular menos atraente para o mercado.


    “A falta de regulamentação é um grande obstáculo. Previsibilidade e certeza são importantes, porque estão relacionadas ao risco. E são elementos interessantes, porque são positivos. É um processo lento, é verdade, mas totalmente necessário”, pontuou.


    Fayolle acrescentou que os produtos circulares costumam ser avaliados somente pelo preço. “Essa disparidade também desencoraja investimentos na economia circular. O plástico é um grande exemplo disso. Se avaliarmos a poluição plástica dos oceanos, em 2050 haverá mais plástico do que peixes no mar. Não é fácil repensar esses modelos, mas existem maneiras corretas de promover a produção, venda e tratamento de matérias-primas secundárias”, garantiu.

    O especialista foi enfático ao dizer que a economia do futuro é circular. “E vamos precisar cada vez mais de matérias-primas críticas. Se avaliarmos como se faz o design desses produtos, considerando sua reciclagem e com foco no processo circular, teremos um futuro esperançoso pela frente”, afirmou Fayolle.


    Outro ponto de atenção abordado por Luiz Gabriel de Azevedo foi a ausência de regras de contabilidade padronizadas. “Essa é uma barreia importante para destravarmos investimentos na área. Quando você engaja em projetos de economia circular, você precisa assumir outros riscos que vão além do financeiro, como o de reputação. O sistema financeiro precisa estar preparado para isso”, alertou.


    Azevedo afirmou que os padrões de contabilidade melhoram a transparência. “As empresas precisam ter KPIs [indicadores] muito bem definidos, para medir o retorno. Na medida em que padronizamos as métricas financeiras, possibilitamos a expansão de produtos financeiros baseados em sustentabilidade. Conectar a economia circular a outros riscos, com métricas padronizadas, permite aos investidores avaliarem a viabilidade a longo prazo. Ou seja, a métrica é vital para reduzir a incertezas e melhorar os investimentos”, avaliou.

  • Nadador do Sesi Alagoas disputa seletiva nacional para campeonato de natação paralímpica

    Nadador do Sesi Alagoas disputa seletiva nacional para campeonato de natação paralímpica

    O nadador do Sesi Alagoas William Costa Neves, de 32 anos, está entre os atletas que disputarão, nesta sexta (16) e sábado (17), a seletiva para o Campeonato Brasileiro Loterias Caixa de Natação Paralímpica, em Aracaju (SE). Integrante do Programa Sesi Pessoas com Deficiência (PSPCD), William é da categoria S11, destinada a competidores com deficiência visual.

    Com histórico de destaque, William conquistou a medalha de bronze no nado peito na edição de 2024 do Campeonato Brasileiro Loterias Caixa. Agora, busca uma nova classificação para representar Alagoas na competição mais importante do calendário paralímpico nacional.

    Sob o comando técnico de Henrique Costa e orientação do professor Pablo Lucini, que o acompanha na viagem juntamente com o fisiterapeuta Sílvio Romero, William entra na piscina com boas expectativas. “Estamos confiantes. Ele vem treinando forte e tem chances reais de conquistar a vaga novamente”, afirma Lucini.

    A seletiva contará com cerca de 70 atletas de várias partes do país, todos em busca de um lugar na próxima edição do campeonato, promovido pelo Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB). A competição é uma das mais importantes da modalidade, reunindo os principais nomes da natação paralímpica nacional.

    O superintendente do Sesi Alagoas, Carlos Alberto Paes, destacou o compromisso da entidade com a inclusão e o desenvolvimento de seus atletas, especialmente, daqueles que enfrentam desafios. “O Programa Sesi Pessoas com Deficiência é uma das iniciativas que reforçam nossa missão de oferecer oportunidades para que todos possam mostrar seu talento e conquistar seus sonhos. Estamos muito orgulhosos do William e torcemos por seu sucesso nessa seletiva. Ele é um exemplo de superação e dedicação, e representa o melhor de nossa equipe”, disse.

  • O que é uma guerra comercial? | Indústria de A a Z (Ep. #41)

    O que é uma guerra comercial? | Indústria de A a Z (Ep. #41)

    Uma guerra comercial acontece quando pelo menos dois países começam a ter problemas na relação de comércio entre eles, a conhecida relação de compra e venda. Seja impondo tarifas aos produtos, barreiras, restrições…

    É como se eles dessem um recado: se quer vender pra cá, vai pagar o preço que eu considero justo. A briga geralmente começa porque um dos países não fica satisfeito com as tarifas praticadas nessa relação ou para forçar uma negociação. 

    E a alegação quase sempre é a mesma: proteger a indústria local. Tudo isso tem consequências, gera impactos e a gente juntou tudo nesse episódio #41 do Indústria de A a Z!

    O que você vai encontrar?

    • 0:00 – Abertura
    • 00:22 – Vamos entender o contexto de guerra comercial?
    • 01:10 – A grande disputa econômica
    • 01:55 – Quais as consequências e os impactos?
    • 03:14 – Como ficam os empregos?
    • 03:36 – A guerra comecial e o isolamento de outros países
    • 04:09 – Quando a guerra comercial vira uma oportunidade
    • 04:54 – Os meios de acalmar os ânimos e o papel da OMC
    • 06:06 – Negociar é preciso!
    • 6:53 – Encerramento

    Esse é o Indústria de A a Z

    Todo mês temos um novo encontro por aqui. A gente traz os temas da indústria sempre de um jeito muito fácil de entender. Para acompanhar os próximos programas, é só se inscrever no nosso canal no Youtube.

    Se ficou com alguma dúvida ou quer saber mais sobre um assunto, é só deixar um comentário lá no Youtube. A sua sugestão pode ser o nosso próximo vídeo!

  • Faturamento industrial sobe 4,7% no 1º trimestre do ano, aponta CNI

    Faturamento industrial sobe 4,7% no 1º trimestre do ano, aponta CNI

    O faturamento real da indústria subiu 4,7% no primeiro trimestre de 2025, em relação ao quarto trimestre do ano passado, revelam os Indicadores Industriais divulgados pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), nesta sexta-feira (9).  O resultado positivo ocorre mesmo após o faturamento das empresas do setor cair 2,4% em março. Na comparação com o primeiro trimestre de 2024, indicador cresceu 10,8%. 

    Em março, as horas trabalhadas na produção caíram 1,6%. A queda reverteu a maior parte da alta observada em fevereiro, de 1,9%. Ainda assim, o indicador encerrou o primeiro trimestre 1,1% acima do patamar registrado no quarto trimestre de 2024 e 4,2% acima do resultado do primeiro trimestre do mesmo ano. 

    Já a Utilização da Capacidade Instalada (UCI) seguiu estável. Assim como em fevereiro, a UCI não mudou em março. Permanece em 78,9%, considerando a série livre de efeitos sazonais. A UCI média do primeiro trimestre é 0,1 ponto percentual inferior à média do trimestre anterior e, está 0,6 ponto percentual aquém do primeiro trimestre do ano passado. 

    Para Marcelo Azevedo, gerente de Análise Econômica da CNI, a estagnação da UCI pode ter relação com queda na demanda por produtos industriais. “Isso caracteriza uma perda do dinamismo, que a gente vem observando desde o fim do ano passado. Esse movimento também pode se verificar no recuo do faturamento e da produção de março.” 

    Emprego sobe, mas massa salarial e rendimento diminuem

    Segundo o levantamento, o emprego industrial registrou estabilidade em março. Nos dois primeiros meses do ano, os postos de trabalho haviam crescido 0,4%. Com isso, o indicador encerrou o primeiro trimestre de 2025 com alta de 0,8% frente ao trimestre imediatamente anterior. Em relação aos três primeiros meses de 2024, a alta foi de 2,7%. 

    “O emprego industrial vinha de uma sequência de 17 meses de crescimento ininterrupto, com variações pequenas, mas consistentes. Nos dois primeiros meses, o ritmo de crescimento do emprego foi significativo e, agora, está estável. No entanto, ainda é cedo para apontar se é o fim desse longo ciclo ou se ele vai se repetir nos próximos meses, mas fica o alerta, sobretudo quando analisadas outras variáveis que, em sua maioria, foram negativas na passagem de fevereiro para março”, avalia o gerente de Análise Econômica da CNI, Marcelo Azevedo. 

    Por outro lado, a massa salarial e o rendimento médio dos trabalhadores da indústria fecharam os três primeiros meses do ano em queda. Após cair 2,8% em março, a massa salarial consolidou recuo de 1,9% no primeiro trimestre, em relação aos três meses anteriores.

    Já o rendimento médio diminuiu 2,6% na passagem de fevereiro para março. Foi o quarto mês consecutivo de queda do indicador. Na comparação do primeiro trimestre de 2025 com o último trimestre de 2024, o rendimento médio real caiu 3,1%. Já na comparação com o primeiro trimestre de 2024, a queda foi de 3,9%. 

  • Alunos do Sesi Alagoas participam da Febic com 30 projetos científicos

    Alunos do Sesi Alagoas participam da Febic com 30 projetos científicos

    As escolas Sesi de Alagoas terão uma participação expressiva na edição de 2025 da Feira Brasileira de Iniciação Científica (Febic). Ao todo, 30 projetos desenvolvidos por estudantes das unidades Benedito Bentes e Centro foram selecionados para a etapa virtual do evento, que acontece de 23 de junho a 4 de julho, de forma remota, com avaliação de 700 iniciativas de todo o Brasil.

    A Febic, promovida pelo Instituto Brasileiro de Iniciação Científica (IBIC), é uma das maiores vitrines de ciência, pesquisa e inovação estudantil no país. Além da etapa online, os projetos mais bem avaliados participarão da fase presencial em Joinville, Santa Catarina, de 8 a 12 de setembro. O evento contará com apresentações, oficinas, palestras e oportunidades de networking entre jovens cientistas e educadores.

    “Essa atuação reforça o compromisso pedagógico do Sesi com a formação científica, criativa e cidadã dos alunos. A Febic estimula o protagonismo juvenil, promovendo o desenvolvimento sustentável e a inclusão nas diversas áreas do conhecimento”, explica diretora de Educação e Tecnologia do Sesi Senai, Cristina Suruagy.

    O Sesi Alagoas marca presença na feira com 22 projetos da Escola Sesi Benedito Bentes e 8 da Escola Sesi Centro. Ao todo, 87 estudantes estão envolvidos nas iniciativas, com o suporte de 13 professores orientadores, sendo 9 da unidade Benedito Bentes e 4 da unidade Centro.

    Em 2024, a Rede Sesi já havia se destacado na Febic, conquistando o 1º lugar com o projeto Inclupen — caneta adaptada para pessoas com Parkinson, uma inovação voltada à acessibilidade e melhoria da qualidade de vida de pessoas com distúrbios motores. A inovação foi reconhecida por sua contribuição à acessibilidade e melhoria da qualidade de vida.

    Durante a etapa presencial, a feira oferece premiações que vão desde excelência acadêmica até o incentivo à participação feminina na ciência, como o Prêmio Maria Laura Mouzinho Leite Lopes, e a publicação dos melhores projetos na Revista Sementes.