A Federação das Indústrias do Estado de Alagoas (FIEA), por meio do seu Centro Internacional de Negócios (CIN/AL), promoveu nesta terça-feira (09/09), na Casa da Indústria, um encontro entre a cônsul-geral da Argentina no Recife-PE, Julieta Grande, e empresários alagoanos que já exportam ou têm potencial para negociar com o país vizinho. A diplomata foi recebida pelo presidente da FIEA, José Carlos Lyra de Andrade, e, em seguida, reuniu-se com representantes do setor produtivo no Observatório da Indústria, em encontro coordenado pelo vice-presidente da entidade, José da Silva Nogueira Filho.
A reunião teve como objetivo estreitar as relações comerciais entre os dois países e apresentar novas oportunidades de negócios em um momento de mudanças econômicas na Argentina. Segundo a gerente do CIN/AL, Dielze Mello, o país vizinho tem ampliado as importações neste ano, especialmente em setores como alimentos e bebidas, casa e construção e metalmecânico.
“Foi um encontro com empresários potenciais ou já exportadores para a Argentina, com o objetivo de estreitar relações, facilitar negócios e criar oportunidades. A Argentina é um parceiro do Mercosul, o que melhora a competitividade dos nossos produtos pelos acordos comerciais existentes. Queremos diversificar nossa pauta de exportações, incluindo mais setores nesse processo”, destacou Dielze.
A cônsul-geral Julieta Grande ressaltou que o governo argentino, sob a liderança de Javier Milei, vem promovendo mudanças para estimular o comércio e dar mais segurança aos investidores. “A Argentina tem feito várias alterações na política econômica, tributária e regulatória, justamente para facilitar os negócios privados. Nosso papel, enquanto consulado, é ser uma ponte entre os empresários alagoanos e argentinos, criando confiança e identificando oportunidades de negócios. Setores como alimentos e construção civil apresentam grande potencial”, afirmou Julieta.
Exportações x importações
Entre 2020 e 2025, as exportações de Alagoas para a Argentina foram lideradas pelo dicloreto de etileno, que respondeu por 43,8% do total, seguido pelas placas de cerâmica (27,6%) e pelos sucos de frutas (16,6%). Também tiveram participação artigos de escritório (4,1%), turbinas a vapor (1,6%) e monofilamentos de PVC (1,3%), além de outros produtos com menor peso na pauta.
Do lado das importações, os alhos dominaram o período, representando 38,2% das compras feitas da Argentina, seguidos pelos ácidos sulfônicos (13,3%), uvas passas e mistura de ácidos (7,7% cada), batatas congeladas (5,7%), azeitonas (4,9%) e ameixas secas (4,3%). Trigos (3,8%), para-choques (3,4%), filés de merluza (2,6%) e nozes (2,1%) também apareceram entre os principais itens importados.
Mudança significativa
No primeiro semestre de 2025, os dados mostram uma mudança significativa na pauta exportadora alagoana. As placas de cerâmica ampliaram sua participação, chegando a 51,5% das exportações, enquanto os sucos de frutas ficaram em 27,8%. Outros destaques foram o querosene de aviação (8,8%), os laticínios (5,2%), os açúcares (3,4%) e o coco e seus derivados (3,0%).
Já nas importações, os alhos aumentaram ainda mais sua relevância, alcançando 62,4% do total comprado da Argentina. O vestuário e acessórios surgiram como o segundo item mais importado (6,9%), seguidos por azeitonas (4,8%), ameixas secas (4,2%) e batatas congeladas (4,0%). Também entraram na lista para-choques (3,4%), filés de merluza (3,1%), leite integral em pó (2,3%) e xilol (1,9%), compondo o restante da pauta de importações.
Os estados de Alagoas e da Bahia serão o ponto de partida da etapa Nordeste da Jornada Nacional de Inovação da Indústria. Em Maceió, o encontro acontece no próximo dia 23/09, na Casa da Indústria Napoleão Barbosa, no bairro do Farol. O evento integra a programação itinerante que já passou pelas regiões Sul e Centro-Oeste e vai percorrer as 27 Unidades da Federação até março de 2026, quando será concluída no 11º Congresso de Inovação da Indústria, em São Paulo-SP.
Promovida pela Mobilização Empresarial pela Inovação (MEI), a Jornada busca revelar e conectar empresas, startups, ICTs, governos e investidores em torno da transição ecodigital – aliança entre sustentabilidade e transformação tecnológica – com foco em soluções regionais que possam ganhar escala nacional.
O assessor de Sustentabilidade Industrial da FIEA, Júlio Zorzal, explica a importância deste encontro na capital alagoana. “O evento será um espaço de escuta ativa e de conexão entre os desafios reais da indústria alagoana e as soluções inovadoras que já estão sendo desenvolvidas em nosso estado e em todo o Nordeste”, afirma.
Já o diretor de Desenvolvimento Industrial, Tecnologia e Inovação da CNI, Jefferson Gomes, reforça o caráter transformador da iniciativa. “Mais do que um evento, a Jornada é um processo de mobilização da inteligência coletiva regional, que respeita as especificidades locais ao mesmo tempo em que projeta uma agenda nacional para a transição ecológica e digital”, destacou.
A gestora do projeto de Ecossistema de Inovação do SEBRAE/AL, Danúbia Dantas, afirma que esta é uma oportunidade estratégica de fortalecer o ecossistema de inovação de Alagoas, conectando micro e pequenas empresas, startups, universidades, indústrias e governo em torno de soluções que unem sustentabilidade e transformação digital.
“Nosso papel é apoiar os empreendedores locais para que eles consigam transformar ideias em negócios inovadores, competitivos e de impacto, ampliando a inserção do estado na economia do futuro. Esse movimento dialoga diretamente com o que já estamos construindo no ecossistema alagoano: um ambiente colaborativo que valoriza a criatividade, a ciência e a tecnologia como caminhos para o desenvolvimento regional”, revelou.
Empresas em destaque
Em Maceió, a programação contará com painéis sobre os desafios e oportunidades do estado nas áreas de transição ecológica, com apresentações de experiências e soluções das empresas Nosso Mangue, Cooperativa Pindorama, Veolia/Braskem, e transformação digital, com a Hand Talk, Telesil e Solar Bebidas (Coca-Cola).
Além dos painéis, a tarde será dedicada a workshops de acesso a recursos financeiros para inovar, com orientações sobre editais, linhas de financiamento e estratégias para estruturar projetos inovadores em empresas de diferentes portes.
Sobre a Jornada
A Jornada Nacional de Inovação da Indústria é promovida pelo Sistema Indústria (CNI, SESI, SENAI e IEL) em parceria com o Sebrae, dentro do projeto Juntos pela Indústria. Até março de 2026, serão realizados, ao menos, 27 encontros estaduais e cinco regionais, reunindo empresários, pesquisadores, investidores e autoridades públicas.
O Instituto Euvaldo Lodi (IEL) está com novas vagas abertas para estudantes e jovens em busca da primeira experiência no mercado de trabalho em Maceió e Arapiraca. As bolsas de estágio variam de R$ 550 a R$ 1.300, acrescidas de auxílio-transporte diário de R$ 8,00. Já para jovem aprendiz em Arapiraca, a remuneração é de R$ 1.515,68.
Em Maceió, há vagas de estágio para cursos como Administração, Ciências Contábeis, Economia, Pedagogia, Educação Física, Gastronomia e Publicidade e Propaganda, além de oportunidades para ensino médio. Somente para licenciaturas (Letras, Pedagogia, Geografia, História e Ciências Sociais), são 13 vagas disponíveis. Também estão abertas 3 vagas de jovem aprendiz na área de Assistente Administrativo.
Já em Arapiraca, são 30 vagas para jovem aprendiz em Teleatendimento, com salário fixo. As inscrições devem ser realizadas, exclusivamente, pelo portal de carreiras do IEL: carreiras.iel.org.br/AL.
Concluinte do curso técnico de Química do SENAI Arapiraca, a alagoana Mariana Cabral do Nascimento Santos, de 20 anos, participa, de 1º a 5 de setembro, da seletiva nacional da WorldSkills. A competição acontece na Escola SENAI “Ettore Zanini”, em Sertãozinho, interior de São Paulo.
A etapa reúne competidores de seis estados brasileiros: Alagoas, São Paulo, Tocantins, Bahia, Paraná e Minas Gerais. Todos disputam vagas para representar o Brasil na edição mundial da WorldSkills, que ocorrerá em 2026, em Xangai, na China.
Mariana compete na ocupação de Tecnologia Laboratorial Química, modalidade que exige domínio técnico, rapidez e precisão em análises experimentais. Ela é uma das oito representantes do SENAI Alagoas na seletiva nacional.
A gerente da Unidade Integrada SESI SENAI de Arapiraca, Thiana Cysneiros, recebeu a família de Mariana, e destacou a importância da conquista. “Essa é uma conquista grandiosa que reflete o talento e a dedicação da aluna, além do compromisso do SENAI Arapiraca em formar profissionais de excelência. Que esta semana de Olimpíada seja bastante produtiva e que possamos alcançar a tão desejada classificação”, afirmou.
Com entusiasmo e maturidade, Mariana compartilhou o significado dessa oportunidade. “Ser competidora por Alagoas na WorldSkills transformou minha vida. Aprendi que a química vai além do domínio técnico: envolve coragem, confiança e superação. Carrego comigo a experiência de representar meu estado com dedicação e amor pela profissão”, declarou.
O treinador da jovem, instrutor Paulo de Tárcio, reforça a confiança na equipe. “Nossa expectativa é subir ao pódio, mesmo sendo a primeira participação. Sabemos que vamos enfrentar delegações fortes como Bahia, São Paulo e Paraná, mas estamos preparados”, disse.
Worldskills
A WorldSkills é realizada a cada dois anos desde 1950 e reúne os melhores alunos da formação técnica de todos os continentes, em disputas que refletem as mais diversas profissões da indústria e do comércio. O Brasil, representado por instituições como o SENAI, SENAC e os Institutos Federais, tem se destacado historicamente, com resultados expressivos, como o primeiro lugar geral conquistado em 2015, quando o evento foi sediado em São Paulo-SP.
O Observatório da Indústria de Alagoas, vinculado à Federação das Indústrias do Estado de Alagoas (FIEA), foi eleito na quinta-feira (28), em Brasília-DF, para compor a Governança da Rede de Observatórios do Sistema Indústria. A escolha representa um reconhecimento nacional à atuação técnica e institucional do observatório alagoano, que em apenas dois anos de existência conquistou espaço entre os principais centros de inteligência do país.
A Rede de Observatórios do Sistema Indústria, coordenada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), reúne praticamente todos os estados brasileiros e funciona como um ecossistema de alto capital intelectual, prospectivo, multidisciplinar e colaborativo. O grupo produz inteligência estratégica para a Indústria, promove a transferência de tecnologias, otimiza recursos e fomenta a troca de conhecimentos que resultam em ações integradas baseadas em dados em diversos eixos temáticos.
Até este ano, apenas três observatórios integravam o comitê executivo da Rede: Ceará, Santa Catarina e Paraná, além do Observatório Nacional. Agora, mais duas vagas foram abertas, disputadas por estados convidados que já apresentavam maior nível de organização e maturidade institucional.
Na eleição realizada em Brasília, os observatórios de quatro estados apresentaram candidaturas e defenderam seus projetos. Todos os observatórios do país participaram da votação, com direito a dois votos cada. O resultado apontou a eleição de Alagoas e Paraíba para ocupar as novas cadeiras da governança, ao lado dos três centros mais antigos e reconhecidos do Brasil.
Para o gerente do Observatório da Indústria de Alagoas, Rafael Fragoso, a conquista tem um peso simbólico e técnico relevante. “Foi um reconhecimento nacional. Não houve indicação, houve uma votação em que todos os observatórios participaram, e Alagoas foi eleito. Isso mostra que, mesmo sendo um estado pequeno, com pouca industrialização e apenas dois anos de observatório, conseguimos nos colocar ao lado de centros que têm 10, 15, até 20 anos de trajetória”, destacou.
O presidente da FIEA, José Carlos Lyra de Andrade, ressaltou que a conquista reforça o compromisso do observatório alagoano com a produção de inteligência estratégica e com o fortalecimento da Indústria. “Mostra que estamos no caminho certo, entregando resultados e ganhando a confiança de todo o Brasil para participar da gestão dessa rede”, afirmou.
O mandato será de dois anos, período em que Alagoas terá assento no comitê responsável por conduzir a Rede de Observatórios do Sistema Indústria. Após esse prazo, o grupo poderá passar por renovação ou reeleição.
O Instituto Euvaldo Lodi (IEL) divulgou, nesta sexta-feira (29), novas vagas de estágio e de jovem aprendiz para estudantes de Maceió e Arapiraca. As oportunidades abrangem cursos de Administração, Ciências Contábeis, Gastronomia, Pedagogia, Tecnologia da Informação, Edificações, Logística e áreas correlatas.
Na capital, estão abertas oito vagas de estágio, além de quatro para jovem aprendiz na função de assistente administrativo. Já em Arapiraca, os candidatos podem concorrer a três vagas de estágio nas áreas de Administração, Recursos Humanos e Marketing.
As bolsas variam de R$ 535,33 a R$ 1.000, com acréscimo de auxílio-transporte e, em alguns casos, auxílio combustível.
As inscrições devem ser realizadas, exclusivamente, pelo portal de carreiras do IEL: carreiras.iel.org.br/AL.
A Federação das Indústrias do Estado de Alagoas (FIEA) recebeu na quinta-feira (28), durante a reunião de diretoria, representantes da Origem Energia para apresentação do projeto de estocagem subterrânea de gás natural. A empresa destacou que a prática operacional é amplamente utilizada há mais de um século nos Estados Unidos e também na Europa, e por empresas de petróleo de todo o mundo. Em Alagoas a atividade operacional de injeção e produção já ocorria, sendo a novidade apenas a atividade de forma comercial.
Segundo o diretor de Estocagem de Gás da Origem, Anderson Bastos, o objetivo central é oferecer mais segurança operacional e comercial ao mercado, reduzindo riscos relacionados à volatilidade de preços e desequilíbrios entre oferta e demanda de gás natural. “A estocagem proporciona flexibilidade e fortalece a abertura competitiva do mercado de gás, criando condições mais seguras para todos os agentes”, afirmou.
A gerente do projeto, Danielle Carmo, reforçou que a estocagem subterrânea é uma solução consolidada em diversos países e seguirá os mesmos padrões de segurança em Alagoas. “Trata-se de uma atividade que já faz parte da história do setor energético, reconhecida internacionalmente pela sua confiabilidade. O diferencial, agora, é que o Estado se insere de maneira estratégica no cenário nacional com a comercialização da injeção e retirada do gás natural”, explicou.
Na prática, o processo consiste em injetar o gás natural em reservatórios geológicos já explorados, onde antes havia petróleo ou gás. As rochas-reservatório são capazes de armazenar gás em seus microporos de forma estável e segura, que pode ser retirado de volta ao sistema de produção quando houver demanda. Essa tecnologia aproveita formações geológicas já conhecidas e exploradas, com monitoramento contínuo para garantir a integridade do reservatório e a segurança ambiental.
Transparência
O presidente da FIEA, José Carlos Lyra de Andrade, ressaltou a relevância da iniciativa e a importância da transparência com a sociedade. “A apresentação foi extremamente esclarecedora e reforça a segurança da atividade, que se mostra como um verdadeiro vetor de desenvolvimento para o Estado. A Federação e o Sistema Indústria estão à disposição para apoiar, no que for necessário, o êxito desse empreendimento”, destacou.
O projeto será desenvolvido no município do Pilar, dentro da concessão do Polo Alagoas, e terá capacidade de armazenar até 50 milhões de metros cúbicos de gás natural, integrados à malha nacional de transporte. A iniciativa faz parte da estratégia da Origem de fortalecer a infraestrutura energética no país.
Na apresentação, os representantes da empresa destacaram os impactos socioeconômicos da atuação da Origem em Alagoas, onde já foram gerados mais de 1.500 empregos diretos e indiretos, além de um crescimento de quatro vezes na produção de gás natural entre 2022 e 2024, com pagamento de R$ 50 milhões em royalties à União apenas no último ano, somando R$ 160 milhões desde o início das operações no Estado.
Nesta sexta-feira (29) e no sábado (30), a Escola SESI Centro, em Maceió, receberá dois grandes desafios tecnológicos promovidos pelo projeto Nativos do Futuro: as etapas regionais Nordeste da Olimpíada de Programação e da Olimpíada de Robótica. A expectativa é reunir cerca de 90 alunos, distribuídos em 20 equipes de robótica e 10 equipes de programação, cada uma delas com três integrantes.
Segundo o professor Eduardo Cerqueira, coordenador de Robótica do SESI Alagoas, o diferencial da competição é a inclusão. “Os robôs são padronizados, com o mesmo kit de materiais. Assim, estudantes sem experiência prévia podem competir em igualdade com os mais experientes. O que faz diferença é a estratégia, a calma e a habilidade no controle”, explica.
Na prova de Robótica, os competidores irão montar e programar robôs, que depois serão controlados com joysticks de videogame. Já na programação, os times participam de treinamentos e de uma prova classificatória em formato de maratona.
As equipes vencedoras de cada modalidade garantem vaga na etapa nacional, marcada para os dias 30 e 31 de outubro, no Instituto Nacional de Telecomunicações (Inatel), uma instituição de ensino superior e pesquisa localizada em Santa Rita do Sapucaí-MG, conhecida como o “Vale da Eletrônica”.
Nativos do Futuro
O projeto Nativos do Futuro é patrocinado pela Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), uma empresa pública vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e realizado pelo Inatel. O objetivo é incentivar jovens a ingressarem nas profissões do futuro, oferecendo cursos, videoaulas, podcasts, séries e competições em todo o país.
As clínicas de saúde do SESI Alagoas acabam de conquistar um marco inédito: a certificação da Organização Nacional de Acreditação (ONA), tornando-se o primeiro SESI do Brasil a alcançar esse reconhecimento nacional. O processo, que teve início em 2023, culminou com a certificação, em agosto deste ano, das clínicas SESI Tabuleiro e Arapiraca, após uma rigorosa avaliação de padrões de qualidade e segurança na assistência em saúde.
A acreditação da ONA é considerada uma das mais importantes certificações de qualidade na área da saúde no país, atestando que a instituição segue critérios de excelência em gestão, segurança do paciente, melhoria contínua dos processos e foco na experiência do usuário.
As clínicas do SESI Alagoas – localizadas no Polo Multisetorial do Tabuleiro do Martins, na Cambona e em Arapiraca – oferecem serviços tanto na área de saúde ocupacional quanto na atenção à saúde complementar. Elas atendem a trabalhadores da Indústria e comunidade em geral, com consultas médicas, exames laboratoriais e de imagem e serviços odontológicos.
“Essa conquista é resultado de um trabalho coletivo e consistente. Investimos em melhorias estruturais, capacitação das equipes e padronização dos processos com foco total na segurança, ética e qualidade da assistência”, afirma Cláudia Piatti, diretora de Saúde e Segurança para a Indústria (SSI) do SESI em Alagoas.
O processo de acreditação envolveu a revisão de protocolos clínicos, rotinas administrativas, aprimoramento da gestão de riscos e integração entre as áreas assistenciais e operacionais das clínicas. “A certificação reforça o compromisso do SESI Alagoas com a oferta de serviços de saúde seguros, éticos e acessíveis”, comemorou Carlos Alberto Paes, superintendente do SESI Alagoas.
Cartão Clínica SESI
Para quem quiser ser atendido nas clínicas, o SESI disponibiliza o Cartão Clínica SESI. Ele é gratuito, não tem taxa de adesão ou mensalidade, e garante acesso a consultas e exames com valores reduzidos. Além disso, o Cartão Clínica SESI oferece benefícios que vão além da saúde, com descontos em produtos e serviços em farmácias, salão de beleza, óticas, entre outros.
Existem cinco categorias de cartão, pensadas para atender diferentes perfis de público: trabalhadores da Indústria (sindicalizados e não sindicalizados), seus dependentes e colaboradores do Sistema FIEA; estudantes, pais ou responsáveis por alunos das escolas do SESI e SENAI; colaboradores de instituições conveniadas ao SESI e seus dependentes e o público em geral.
Empresas interessadas em oferecer o benefício aos seus colaboradores podem entrar em contato com a Central de Atendimento do SESI, pelo telefone (82) 2121-3030. Já para o público em geral, basta acessar o site al.sesi.com.br/cartao e conferir como garantir o seu.
Mais do que discutir tendências, o 1º Encontro de Comunicadores da Confederação Nacional da Indústria (CNI) foi um espaço para ouvir histórias, conhecer casos reais e aprender com a experiência uns dos outros. Reunidos em Brasília nos dias 19 e 20 de agosto, mais de 130 profissionais de comunicação do Sistema Indústria compartilharam vivências, trocaram ideias e descobriram caminhos comuns para enfrentar desafios e ampliar o alcance da comunicação em todo o país.
O diretor de Comunicação da Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul (FIERGS), Nilson Vargas, trouxe como exemplo a Rota FIERG, um programa de aproximação entre as indústrias e as realidades locais. Trabalho feito com visitas, escutas ativas e diálogo com pequenas e médias indústrias.
Além de aproximar a entidade das indústrias locais, a imersão possibilita o debate e a identificação das prioridades da região, muito por conta da comunicação mais efetiva. Segundo Nilson, o encontro foi uma ponte para elevar a relação entre os comunicadores das federações.
“O contato próximo, a troca de vivências, a percepção de que muitos desafios são comuns e a solução pode estar num projeto conduzido em outro estado abrem novas portas para parcerias e iniciativas em conjunto. A pauta diversificada dos debates, que incluiu temas como Inteligência Artificial, Diversidade e gestão de conteúdos, enriqueceu muito os dois dias de discussão”, disse Nilson.
Representante do Espírito Santo, Beatriz Seixas, gerente de Comunicação e Relações Públicas da Federação das Indústrias do Estado do Espírito Santo (FINDES), inspirou com histórias sobre “indústria em rede” e a participação das mulheres no setor. “ Foi muito importante reforçar o papel estratégico da comunicação não só para o desenvolvimento da indústria, como para a conexão deste setor tão relevante junto à sociedade. Ter a oportunidade de compartilhar experiências e ouvir outras federações foi enriquecedor. Uma boa comunicação requer escuta ativa e atualização constante”, comentou Beatriz.
Branding e reputação
A abertura do encontro trouxe um debate de alto nível: branding e reputação foram o tema do bate-papo comandado por dois especialistas no assunto, Alexandre Loures, sócio-controlador e líder da Área Privada na FSB Holding – maior ecossistema de gestão de reputação da América Latina; e Ricardo Sapiro, sócio-fundador da agência Touch Branding, a frente de grandes marcas como Nestlé, Gerdau, Petrobras, Unilever.
O clima foi de dobradinha: enquanto Sapiro trouxe conceitos e apresentou um case da Gerdau, com várias percepções; Loures mostrou como transformar posicionamento e reputação em estratégia prática, conectada com o negócio e com o público.
A programação do encontro foi pensada para trazer diferentes experiências. Os de aprendizado, com os painéis, sempre com abertura para responder às perguntas ou tirar dúvidas do público participante; o dos cases, com exemplos e histórias reais, e também de oficinas, com temas pertinentes para a comunicação.
O painel Mídias Sociais e Influenciadores Digitais reuniu o publicitário Leandro Albuquerque, representando o TikTok, e o gerente de contas André Fagundes, representando o LinkedIn, sob moderação da gerente de Criação de Publicidade e Mídias Sociais da CNI, Joana Pericas.
Os especialistas debateram como as redes sociais têm transformado estratégias de comunicação e engajamento, explorando diferenças-chave em públicos e formatos de conteúdo e algoritmos. Além disso, os especialistas destacaram como criadores de conteúdo e marcas podem potencializar a presença digital de forma estratégica e autêntica, com dicas de ferramentas das próprias plataformas.
Como a Inteligência Artificial pode ajudar profissionais da comunicação?
Na oficina “Inteligência Artificial e novos formatos para a Comunicação”, o pesquisador em ciência da informação pela UniRio Bruno Rodrigues trouxe esse questionamento para o debate: como a I.A pode ajudar? Rodrigues mostrou que é possível aperfeiçoar a produção de conteúdo para as mais diversas plataformas com a parceria dessa ferramenta e deu dicas importantes sobre como fazer isso.
Segundo Rodrigues, a IA não é uma moda passageira. “Ela veio para ficar e quem não se atualizar e aprender a utilizar a ferramenta de forma profissional e assertiva já está ficando para trás”, comentou.
Crise?
Um dos maiores especialistas em comunicação em gestão de crise em organizações públicas e privadas, o comunicador João José Forni foi um dos painelistas do tema “Crise em tempo real”, que também contou com a doutora em comunicação e diretora da Escola de Comunicação, Artes e Design – Famecos/PUCRS, Rosangela Florczak.
Em um período tomado pelo tarifaço, a palavra crise tem sido cada vez mais comum no cotidiano de organizações públicas e privadas. Mas, como enfrentar cenários que podem colocar em risco a imagem e reputação das instituições e qual o papel da comunicação na gestão de crise?
Para Forni, sete elementos são fundamentais para o gerenciamento estratégico que começa com a escolha de um líder, um plano de crise, o envolvimento do time de comunicação, a identificação dos stakeholders, a construção de mensagens-chave, a preparação dos porta-vozes e o tempo estratégico para respostas.
Rosangela Florczak reforçou a necessidade dos planos de prevenção e de mitigação, já que as crises deixaram de ser extraordinárias e tornaram-se cenários permanentes, inclusive nas redes sociais. Florczak diz que é preciso estamos preparados para enfrentar momentos difíceis com efetividade e segurança.
O painel foi moderado pelo superintendente de Jornalismo do Sistema Indústria, Rafael Mônaco.
+ Diversidade
Um dos painéis foi sobre Diversidade na Comunicação. Participaram Marcelo Ramos, gerente de Desenvolvimento Estratégico e Sustentável (ESG) do SENAI CETIQT; Anna Brandão, especialista de RH e responsável pelo programa de Diversidade do Sistema Indústria; e Ana Rosa Fagundes, gerente de Comunicação Institucional, trouxe um case de inclusão e comunicação do Sistema FIEMT.
A moderação ficou com a analista da Diretoria de Comunicação da CNI Thays Amorim. “O debate de diversidade, equidade e inclusão é fundamental porque amplia vozes, fortalece as organizações e aproxima as pessoas. Foi um momento de escuta, compartilhamento e aprendizado para uma comunicação mais inclusiva e plural”, afirmou Thays.
Para fechar a programação com chave de ouro, os comunicadores visitaram o SESI Lab. O museu que conecta arte, ciência, tecnologia e educação. O diretor de Comunicação do Sistema Indústria, André Curvello, acredita que a comunicação é ferramenta indispensável na transformação do mundo. “Dois dias debatendo comunicação e temas ligados ao sistema indústria. Nosso encontro de comunicadores termina com uma certeza: ano que vem tem mais. Mais próximos e mais fortes. Agradeço ao presidente Ricardo Alban, colegas de diretoria e toda a equipe que viabilizou a realização deste evento”, afirmou Curvelo.
Um dos parceiros do evento, o Conselho Nacional do SESI (Cnsesi), foi representado pela gerente-executiva de Comunicação Institucional do Cnsesi, Vanessa Ramos. A gerente citou o filósofo Paul Ricœur para falar sobre construção de memórias. “O que a gente está fazendo aqui é construir memórias. Paul Ricœur fala que memória é um conjunto de narrativas, e o ato de contar histórias promove lembranças, constrói histórias e também identidade. E isso importa muito. Encontro como esse não acontece há cerca de 10 anos. Pode contar com o Conselho para que outros aconteçam”, garantiu Vanessa.