O Serviço Social da Indústria (Sesi) realiza, nesta segunda-feira (4), a palestra “O impacto da saúde mental no futuro do trabalho e suas repercussões para o mundo corporativo”, com o Dr. Marcos Mendanha. Ele é advogado, médico do trabalho e autor do livro “O que ninguém te contou sobre Burnout”, publicado pela Editora Mizuno.
Empresários, médicos, psicólogos, gestores e recursos humanos vão ter a oportunidade de ouvir um dos mais respeitados especialistas do Brasil em saúde mental no ambiente de trabalho. A iniciativa faz parte da estratégia de ESG – Meio Ambiente, Social e Governança – adotada e disseminada pelo Sesi em Alagoas.
Na palestra, os representantes das empresas verão exemplos práticos de como investir em ferramentas e iniciativas que, no longo prazo, promovam um ambiente mais saudável, reduzindo problemas como burnout, aumentando a retenção de talentos e a satisfação dos colaboradores.
“Com referências bibliográficas sólidas, a palestra apresenta, de forma bastante didática, o que uma organização moderna deve fazer para não ‘burnoutar’ ninguém e promover a saúde mental dos seus trabalhadores, aumentando também assim sua eficiência e lucratividade”, destaca Mendanha.
Além da palestra, o Sesi vai lançar uma novidade: a plataforma ASSTI. Ela permite avaliar a saúde dos trabalhadores e oferece insights práticos para melhorar o ambiente de trabalho. Com indicadores como produtividade, estilo de vida e segurança, a ferramenta ajuda as empresas a identificarem pontos críticos que impactam o desempenho e, por meio de um plano estruturado, propõe intervenções que garantem resultados tangíveis.
Com esta solução, as empresas têm uma ferramenta poderosa para alcançar não só o compliance com normas de segurança, mas, também, para transformar a saúde dos trabalhadores em um diferencial competitivo. Afinal, um trabalhador saudável e motivado é o maior ativo de uma empresa.
Serviço
– Palestra “O impacto da saúde mental no futuro do trabalho e suas repercussões para o mundo corporativo”, com o Dr. Marcos Mendanha
Nesta segunda-feira, 4 de novembro, a partir das 8h30, a Casa da Indústria Napoleão Barbosa sedia o “1º Workshop Sucroalcooleiro de Alagoas para Descarbonização da Mobilidade”. A ação é uma parceria da Federação das Indústrias do Estado de Alagoas (Fiea), Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) e Sindicato da Indústria do Açúcar e do Álcool de Alagoas (Sindaçúcar).
As entidades se uniram para realizar um diagnóstico junto às usinas sucroalcooleiras do estado, com o objetivo de estruturar uma carteira de projetos de inovação, além de promover a melhoria de processos e produtos destinados à descarbonização da mobilidade.
A descarbonização na mobilidade refere-se ao desenvolvimento de tecnologias de baixo carbono para contribuir com a redução das emissões de gases de efeito estufa no transporte automotivo. Esse também é um dos objetivos da neoindustrialização.
A iniciativa é continuidade do programa “Conectando o Futuro: Avançando com ESG na Indústria”, lançado em junho pela Fiea. Ela está alinhada ao plano de ação para a neoindustrialização (2024 a 2026), previsto no programa Nova Indústria Brasil (NIB). Na missão 5, o plano define que a bioeconomia, descarbonização e transição e segurança energéticas devem garantir os recursos para as gerações futuras.
O workshop conta com o apoio de especialistas em descarbonização e produção de biocombustíveis do Senai Cimatec, como iniciativa do Acordo de Cooperação Técnica firmado entre a Fiea e a Federação das Indústrias da Bahia (Fieb). O evento terá, ainda, a participação da Maceió Investe e do Banco do Nordeste.
Programação
08h30 às 09h00
– Recepção
09h00 às 09h10
– Abertura
– Tema: Conectando o futuro: Avançando com ESG na Indústria
09h10 às 10h00
– Tema: Meio ambiente e Descarbonização para indústria sucroalcooleira
– Palestrante: José Luís, Gerente Executivo do Senai Cimatec
10h00 às 11h00
– Tema: Processos eletroquímicos e termoquímicos para descarbonização da mobilidade urbana
– Palestrante: Gerhard Ett, Professor e Pesquisador Líder em Descarbonização do Senai Cimatec
11h00 às 11h30
– Tema: Oportunidades de fomentos (subvenção econômica) e alinhamento para o mapeamento das oportunidades.
– Palestrante: Silmar Baptista Nunes, Gerente de Novos Negócios do SENAI CIMATEC
11h30 às 13h00
– Almoço na Casa da Indústria
13h00 às 15h00
– Mesa redonda:
– Mapeamento Oportunidades de projetos de inovação no setor sucroalcooleiro:
1.Convergência por temas
2.Priorização por investimento
3.Avaliação do TRL – Nível de Maturidade Tecnológica
Os estandes do Sesi e do Senai são uma atração à parte na Feira Minha Casa Própria, iniciada na quarta-feira, 30, no Shopping Pátio Maceió, bairro Cidade Universitária. Com uma proposta interativa, por meio do Jogo da Memória, QR Code e distribuição de brindes, as entidades levam soluções em educação básica e profissionalizante para os visitantes do evento que se estende até este domingo, 3.
O Sesi divulga a campanha de matrículas 2025 para as escolas de Maceió – Centro e Benedito Bentes –, que tem como tema “O melhor de dois mundos”, por unir tradição e inovação no ensino ao oferecer uma experiência educacional completa. Há vagas do 6º ano do Ensino Fundamental II até a 3ª Série do Ensino Médio.
No Senai, as pessoas podem conhecer os cursos profissionalizantes com matrículas abertas nas áreas de Construção Civil, Eletricidade, Tecnologia da Informação, Moda, Química, Segurança, Logística e Meio Ambiente. São cursos com a qualidade de uma instituição que registra 81% de ex-alunos aproveitados no mercado de trabalho.
O evento
A 6ª edição da Feira Minha Casa Própria é promovida pelo Sindicato da Indústria da Construção do estado de Alagoas (Sinduscon-AL). O evento reúne cerca de 2.300 unidades, entre casas, apartamento e terrenos, com preços a partir de R$ 196 mil. A Feira reúne 15 empreendimentos de cinco construtoras: EngenhArq, Engemat, Sanco, Solidez e Telesil Engenharia.
O evento tem correalização da Ademi-AL e Sebrae; apoio do Governo do Estado e patrocínio da Caixa, Coopercon-AL, Lémix, Mútua, Creci-AL, Fecomércio, Ibratin, Carajás, Algás, Madeiras do Brasil e Rupi Telecom.
A Federação das Indústrias do Estado de Alagoas (Fiea), por meio do Instituto Euvaldo Lodi (IEL) e do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), marcou presença no OAB Law Trend 2024, promovido pela Ordem dos Advogados do Brasil de Alagoas (OAB/AL) de 23 a 25 últimos.
Com palestras, oficinas práticas e oportunidades de networking nas áreas jurídica e tecnológica, a sede da OAB/AL, no bairro de Jacarecica, em Maceió, foi o espaço ideal para as entidades da Indústria mostrarem como podem contribuir com soluções inovadoras para os advogados alagoanos.
A participação do IEL/AL no OAB Law Trend foi uma oportunidade para a instituição lançar uma novidade, a consultoria “Planejamento estratégico para advogados e escritórios de advocacia”, explica a coordenadora de Inovação e Pesquisa do IEL/AL, Eliana Sá. Ela também foi mediadora de painéis realizados no evento, com abordagens sobre empreendedorismo jurídico e o novo modelo de advocacia.
Além disso, o IEL sorteou duas consultorias em planejamento estratégico e um processo de recrutamento e seleção de talentos. O evento proporcionou uma aproximação produtiva entre a entidade e a advocacia. “O networking com os advogados foi necessário para a divulgação dos produtos e proporcionou muito conhecimento sobre as dores e ansiedades da classe”, afirmou.
Morgana Moura, analista de Inovação do IEL/AL, ministrou a oficina “Metodologias ágeis”, ensinando os advogados a usarem o sistema Kanban nas suas atividades.
Hub Senai foi um dos destaques
Durante os três dias do OAB Law Trend, profissionais e estudantes do Direito puderam conhecer as ações de empreendedorismo, soluções digitais e de inovação ofertadas pelo Hub Senai de Inovação e Tecnologia, por meio do estande montado na sede da Ordem dos Advogados em Alagoas.
Na sexta-feira, 25, o supervisor de Inovação e Empreendedorismo do Senai/AL, Marcos Guimarães, ministrou a oficina “Empreendedorismo inovador na advocacia: Construindo persona e segmento de cliente”, em que destacou o contexto de hiperpersonalização nos produtos do Hub Senai. “O objetivo central foi ajudar os advogados a identificar e entender o perfil do cliente ideal e segmentar com precisão para as personas compradoras”, ressaltou.
O supervisor utilizou como exemplo os produtos do Hub Senai, localizado na unidade Senai Poço. “Nós ofertamos produtos personalizados, que entregam inovação para os clientes, seja nos programas de empreendedorismo inovador ou através dos projetos e das prototipações no laboratório”, concluiu Marcos Guimarães.
O protagonismo, a criatividade, o raciocínio científico e a capacidade de inovação dos estudantes das escolas Sesi Benedito Bentes e Sesi Centro foram premiados na Semana Institucional de Pesquisa, Tecnologia e Inovação na Educação Básica (Sinpete), promovida pela Universidade Federal de Alagoas (Ufal).
Nessa terceira edição, a Sinpete foi aberta no último dia 16, com o tema “Inovação Sustentável: Educação, Tecnologia e Empreendedorismo para a Conservação dos Biomas Brasileiros”. A solenidade de encerramento e a premiação dos projetos expostos durante o evento foi realizada nessa terça-feira, 22, no Campus A.C. Simões, bairro Cidade Universitária, em Maceió.
A expectativa se transformava em vibração a cada anúncio. Entre as escolas da Rede Sesi de Educação Básica, foram dois primeiros lugares e uma segunda colocação, além de cinco menções honrosas.
Projetos premiados
No Ensino Fundamental, o primeiro lugar foi para o projeto Cobogós Ecológicos e Renda Filé – Sustentabilidade e Cultura na Arquitetura, da Escola Sesi Benedito Bentes. O trabalho se destaca por relacionar dois elementos inéditos distintos, o cobogó e a renda filé alagoana, com o objetivo de valorizar a cultura imaterial e promover a sustentabilidade conforme os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). O cobogó integra elementos da cultura local com matérias-primas sustentáveis, como a cana-de-açúcar e o pó de coco seco, amplamente disponíveis na região e nacionalmente. Além disso, busca-se criar um produto sustentável que incorpore o cobogó como um símbolo cultural regional.
No Ensino Médio, os estudantes do Benedito Bentes fizeram uma dobradinha no pódio. Em primeiro, ficou o projeto Sargassole – Produção de Borracha Sustentável. O objetivo dos alunos é desenvolver uma borracha que seja aplicável e biodegradável, utilizando algas pardas como matéria-prima principal, gerando um ciclo de renda para a comunidade local e empregos.
Em segundo, o Gess Eco – Utilização Sustentável de Casca de Ovo na Produção de Gesso. O projeto visa à sustentabilidade e à aplicabilidade do gesso em setores cruciais, como a construção civil e a saúde. Para isso, prevê a utilização de matérias-primas como casca de ovo, fibra de coco, vinagre, xantana e amido de milho, buscando criar um material ecologicamente correto, eliminando a dependência de processos convencionais e substâncias químicas prejudiciais.
Menções honrosas
Os trabalhos dos alunos Sesi também foram reconhecidos com Menção Honrosa. Do Benedito Bentes, foram agraciados a Inclupen: Caneta Adaptada para Pessoas com Parkinson – uma caneta vibratória adaptada para melhorar a escrita de pessoas com tremores; Kuya – absorventes ecológicos feitos a partir da fibra do maracujá e do bambu, visando a minimizar o cenário de pobreza menstrual na sociedade; e Climplent – um composto de biomassas capaz de substituir parcialmente o clínquer na produção de cimento, utilizando subprodutos agrícolas.
Da Escola Sesi Centro mereceram Menção Honrosa os projetos Plastmob – que propõe a fabricação de mobílias escolares utilizando plásticos e alumínios recicláveis, contribuindo para a sustentabilidade e redução de resíduos; e Mollis Sonus – um abafador de ruído com conexão sem fio ao microfone de professores.
Um momento de celebração da amizade e da competição saudável. Este é o espírito dos Jogos Estudantis Sesi (JES) 2024, abertos nessa segunda-feira, 21, para os estudantes do ensino médio das escolas Sesi Centro e Sesi Benedito Bentes. Nesta quarta-feira, 23, o campo e as quadras da Vila Olímpica Albano Franco, na Cambona, serão tomados pela alegria e pelos gritos das torcidas do ensino fundamental.
No total, estão inscritos nos JES 2.172 estudantes das duas escolas Sesi. Eles competem nas modalidades futset, futsal, vôlei, queimado, xadrez, dama, atletismo (100m e 400m), arremesso de peso e salto em distância.
Serão quatro dias de muitas conquistas e aprendizado. “A escola, quando promove os jogos, promove também a inclusão, a parceria e a convivência social entre os alunos”, destacou a gerente executiva de Educação do Sesi em Alagoas, Clarisse Barreiros.
Este clima de união e de trabalho em equipe tomou conta das escolas Sesi no dias que antecederam os jogos. Gabriel Dias, 17, do 3º ano da Escola Sesi Centro, vivenciou esta experiência com os colegas de sala. “A gente se preparou fazendo o bandeirão e as bandeirinhas, porque a gente vai ter uma torcida surpresa. Foi muito legal, a turma toda ajudou”, lembrou. O jovem, que está em seu último ano na escola, disse que espera fazer o melhor nos jogos.
Presente no dia a dia do colégio, a diretora da Escola Sesi Centro, Alessandra Damacena, ressaltou o impacto dos jogos entre os alunos. “A gente percebe que os alunos, que adolescentes e crianças, estão vibrando com a ação da escola e que querem participar, colocando todo o seu coração”, afirmou.
No Sesi Benedito Bentes não foi diferente, revela o diretor Eduardo Barsi. “Estava todo mundo na expectativa, todo mundo querendo receber as camisas para vê-las logo. A expectativa foi muito alta e todos com vontade de que chegasse o dia de hoje para poder participar [dos jogos]. Isso confraterniza mais, o pessoal se une mais, você sente a energia entre eles quando começam a fazer a equipe. Teve ainda a questão do ‘grito de guerra’, do concurso, então, eles se juntam, isso é muito positivo”, afirmou.
Para a estudante do 7º ano do Sesi Benedito Bentes Hadassa Santos, 13, os JES só começam na quarta-feira, 23. Mas, a expectativa dela é grande e a ansiedade também. “A vibração eu acho que vai ser muito boa, vai ser legal. Os jogos são bons porque a gente forma um time e fica mais unido”, disse ela.
No Sesi Alagoas, a união entre ensino tradicional e métodos inovadores permite aos estudantes terem acesso ao melhor dos dois mundos. Por meio do projeto de Iniciação científica e com propostas que vão desde o empreendedorismo à soluções que podem impactar a indústria, eles se aventuram no universo da faculdade enquanto ainda estão na escola.
Só neste ano de 2024, os alunos tiveram grandes conquistas com projetos que surgiram como ideias dentro da sala de aula. Em junho, os estudantes do Sesi Benedito Bentes trouxeram para o Brasil o prêmio Champions Awards, do Asia Pacific Open Championship First Lego. O evento é considerado uma das maiores competições de robótica do mundo.
Já agora em setembro, os sesianos voltaram a trazer mais orgulho para Alagoas ao desenvolverem a Inclupen, uma caneta que facilita a escrita de pessoas com a doença de Parkinson. O produto ganhou o primeiro lugar na 9ª Feira Brasileira de Iniciação Científica (Febic).
Esses resultados mostram que, quando estimulados a pensar de forma científica e empreendedora, crianças e adolescentes podem ir além da sala de aula e contribuir para a construção de um futuro melhor. E os professores do Sesi são peça fundamental nesse processo, orientando os alunos na busca por soluções inovadoras e significativas.
“É um processo contínuo de evolução. Temos estudantes com dois ou três anos de experiência em pesquisa científica, e a transformação é evidente. Os alunos da robótica, por exemplo, demonstram mudanças claras na forma como se expressam e se posicionam, seja nos trabalhos escolares, seja em entrevistas de emprego”, destaca o professor de linguagens Alef Marinho.
Para Vinícius Alves, aluno do 8º ano e integrante da equipe da Inclupen, a orientação do professor Alef foi essencial para o sucesso do projeto. “O professor faz a gente enxergar o que temos dificuldade de ver, ajuda em coisas que nem sabíamos que podíamos fazer e inspira quando a gente perde a esperança. E ele acredita muito na gente.” O depoimento de Vinícius ilustra o impacto que a relação entre professor e aluno pode ter, fortalecendo a confiança dos jovens e estimulando seu potencial criativo.
Com seis anos de experiência no Sesi, Alef foi mentor do projeto Inclupen desde o início, acompanhando o desenvolvimento da ideia com seus alunos. “É gratificante ver a evolução deles. Eles aprendem a enxergar o mundo com um olhar crítico e a entender como podem transformar a sociedade por meio da ciência e da inovação.”
A aluna Zahyra Ataíde, por sua vez, conta que sua turma encontrou nos professores o apoio necessário para transformar uma ideia em realidade ao criar a Conecta, uma agência de comunicação liderada por estudantes do Sesi. “Ano passado, minha turma já tinha bastante envolvimento com a parte visual, que eu sempre gostei. Mas eu queria algo mais ativo, que não ficasse preso só na sala de aula”, relata.
Ela e um grupo de alunos levaram a proposta de uma agência ao diretor da escola, após uma reunião, decidiram criar algo totalmente novo. “Queríamos algo que não apenas ajudasse no nosso aprendizado, mas que também contribuísse para o desenvolvimento de toda a comunidade escolar.” Assim surgiu a Conecta, um projeto que une criatividade e colaboração para ampliar as habilidades de comunicação dos alunos e melhorar a interação na escola.
O professor Cleitton Lourenço, responsável pela disciplina Projetos de Vida, também comemora o desempenho dos alunos. Sua equipe desenvolveu cobogós sustentáveis voltados à construção civil, conquistando o segundo lugar na 20ª Feira Nordestina de Ciência e Tecnologia (Fenecit), realizada em Recife. Cleitton explica que o projeto foi inspirado na renda-filé, com o uso de materiais como bagaço de cana-de-açúcar e pó de coco seco, fortalecendo a conexão entre inovação e identidade local.
“No total, foram 14 tentativas até encontrarmos uma composição viável. Durante o processo, os alunos aprenderam sobre paciência, resiliência e trabalho em equipe. Com o apoio dos estudantes de edificações do SENAI e orientação técnica do instrutor Eliseu, conseguimos chegar a um protótipo funcional”, relata Cleitton. “Ser professor no Sesi é mediar o conhecimento e preparar os alunos para serem protagonistas do próprio aprendizado.”
A professora Karolyne Camile, que leciona matemática, também acredita na importância de conectar o ensino às possibilidades reais que os alunos podem aplicar. “É comum eles perguntarem: ‘Eu vou usar isso para quê?’. Por isso, buscamos uma abordagem que vá além dos livros e que faça sentido para a vida real”, explica.
No itinerário de matemática do Sesi, os alunos trabalham com programação, desenho técnico e conceitos de engenharia, utilizando ferramentas como o GeoGebra para aplicar vetores e geometria na prática. “O foco não é só cálculo, mas desenvolver habilidades que eles possam usar no futuro. Essa metodologia os ajuda a descobrir o que realmente querem fazer e a se prepararem para enfrentar desafios de forma mais segura e consciente.”
Além dos projetos voltados para os estudantes regulares, o Sesi se destaca pela inclusão por meio da Educação de Jovens e Adultos (EJA), ensino que é oferecido gratuitamente através de Editais de Gratuidade. Felipe Aimaás, professor de Ciências da Natureza na EJA há seis meses, acredita que sua missão vai além do ensino de conceitos teóricos.
“Trabalhar com esse público é aprender um pouco todo dia com suas experiências, é ter empatia e compreender que cada um tem seu tempo. A vida não é linear; ela tem altos e baixos, mas com esforço conseguimos alcançar tudo o que desejamos, independentemente do tempo.” O relato de Felipe ilustra como o SESI busca criar espaços de aprendizagem que se ajustam às diferentes realidades dos alunos, reconhecendo suas vivências e promovendo uma formação que vai além do conteúdo.
Neste dia dos professores, os exemplos de Alef, Cleitton, Felipe e Karolyne mostram que o impacto de ser professor vai além do ensino em sala de aula: é um trabalho transformador, que desperta talentos e forma cidadãos.
“Então, toda essa metodologia nossa faz eles começarem a ter esse outro olhar, e eu acho que isso ajuda muito eles a entenderem o que querem fazer no futuro”, relata a professora Karollyne.
A Escola Sesi Benedito Bentes, de Maceió, teve quatro projetos agraciados na Feira Nordestina de Ciência e Tecnologia (Fenecit) 2024, que aconteceu no Recife-PE, até o último sábado (12). Na sua 20ª edição, a maior feira de ciência e tecnologia da região teve 129 trabalhos inscritos, sendo 58 do Nordeste – dos quais 15 de Alagoas – e os demais das outras regiões brasileiras e América Latina.
A Fenecit é realizada pelo Instituto Princípio do Saber, com o objetivo de despertar nos estudantes o interesse pela produção e saber científico, por meio da construção de projetos de pesquisas no cotidiano escolar.
Premiações
Ao final da feira científica, o Sesi Alagoas comemorou o segundo lugar de dois projetos: o Paperben – Papel Reciclado Antifúngico e o Gess Eco – Utilização Sustentável de Casca de Ovo na Produção de Gesso. Em quarto lugar, com Menção Honrosa, ficou o projeto Sargassole – Produção de Borracha Sustentável, também reconhecido com o Prêmio por um Mundo sem Lixo Internacional.
O desempenho dos estudantes do Sesi Alagoas também rendeu às equipes credenciais para participar de outros eventos científicos. O projeto Cobogós Ecológicos e Renda Filé – Sustentabilidade e Cultura na Arquitetura credenciou-se para a Fecitec Girasoles (Paraguai); o Sargassole para a Izmir International Innovation Science Energy Engineering Fair (Turquia); o Paperben e o Gess Eco para a Milaet Expo-Sciences International 2025 (Abu Dhabi, Emirados Árabes Unidos).
A Federação das Indústrias do Estado de Alagoas (Fiea), por meio do Centro Internacional de Negócios (CIN), levará 22 empresas alagoanas para a Missão Origem Brasil – Portugal, com destaque para os setores de alimentos e bebidas, moda criativa e autoral, e artesanato.
Entre os dias 24 e 27 de outubro próximos, Vila Nova de Gaia e o Porto, em Portugal, serão palco do evento organizado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), em parceria com a ApexBrasil. O projeto, articulado pela Federação das Indústrias da Bahia (Fieb), conta com o apoio das federações de indústrias, incluindo a Fiea, em colaboração com o Sindicato da Indústria do Vestuário (Sindivest) de Alagoas.
A missão tem como objetivo fortalecer e apresentar ao mercado internacional a diversidade e originalidade da indústria brasileira. Nela, serão realizadas Rodadas de Negócios Internacionais, que contarão com compradores de Portugal, Espanha, Reino Unido e Holanda.
Este ano, o evento inova ao oferecer rodadas tanto presenciais quanto virtuais. Além disso, empresas alagoanas poderão expor seus produtos na Casa Brasiliana, um showroom permanente, que ainda contará com um coquetel de degustação e desfile. Após o evento, essas empresas poderão ainda enviar seus produtos para a Embaixada do Brasil em Paris, ampliando suas oportunidades de negócios na França, em uma extensão da Missão Origem Brasil.
A edição anterior, realizada em 2023, contou com a participação de mais de 70 empresas brasileiras e gerou mais de R$ 3 milhões em negócios. Em 2024, a expectativa é ainda maior, com a participação de produtores de cacau, café, frutas, mel, própolis, fécula de mandioca, flocos e farinhas de milho, coco e derivados, além de cachaças, cervejas artesanais e moda autoral.
Esses setores terão destaque internacional, evidenciando a origem dos produtos. O estado de Alagoas, reconhecido por sua forte produção nos segmentos de alimentos, bebidas e moda, desempenha um papel vital na economia regional e nacional, reforçando sua relevância no mercado global.
A startup alagoana Nosso Mangue, incubada no HUB de Inovação e Tecnologia do Senai Alagoas, foi selecionada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) para representar o estado e o Brasil na 16ª Conferência das Partes da Convenção sobre Diversidade Biológica (COP16).
O evento, que ocorre de 21 de outubro a 1º de novembro em Cali, na Colômbia, reunirá 196 países para discutir estratégias globais de conservação e regeneração de ecossistemas, alinhadas ao Marco Global da Biodiversidade de Kunming-Montreal, assinado em 2022.
A Conferência das Partes é uma reunião global que acontece anualmente com o objetivo de discutir medidas para a preservação da diversidade biológica do planeta. Durante a sua 16ª edição, os países discutirão questões relacionadas à conservação da diversidade biológica, ao uso sustentável de seus componentes e à distribuição justa e equitativa dos benefícios decorrentes da utilização dos recursos genéticos. O objetivo é encontrar soluções para os problemas críticos que o planeta enfrenta.
A Nosso Mangue é especializada no reflorestamento e regeneração de manguezais, considerados “berçários” da vida marinha. Liderada por uma mulher alagoana, a startup já plantou mais de 15 mil mudas e retirou mais de meia tonelada de resíduos dos mangues do Pontal da Barra, em Maceió. Além disso, promove ações de ecoturismo e educação ambiental, capacitando comunidades ribeirinhas na preservação de seus territórios. Essas iniciativas estão em sintonia com as metas globais de conservação e os princípios da bioeconomia, uma prioridade da indústria brasileira.
Mayris Nascimento, idealizadora do projeto, vê na participação na COP16 uma oportunidade de dar visibilidade ao trabalho realizado em Alagoas. “Representar o estado com o Nosso Mangue na COP16 é uma honra e uma enorme responsabilidade. Significa colocar a riqueza dos nossos manguezais e o compromisso com a sustentabilidade no cenário internacional, mostrando que é possível conciliar desenvolvimento econômico e conservação ambiental”, destaca.
Desafios globais
Durante a COP16, a startup participará de discussões sobre financiamento para ações de conservação, repartição justa de benefícios relacionados ao uso de recursos genéticos, monitoramento de metas de biodiversidade, entre outros assuntos.
Julia Pupe, analista da Gerência de Recursos Naturais da CNI, destaca que a seleção da startup pela Confederação demonstra a importância de ações locais para enfrentar desafios globais, reforçando a presença da indústria alagoana nos debates internacionais sobre sustentabilidade.
“Como maior representante da indústria nacional, a atuação da CNI na COP16 reforça o engajamento da indústria brasileira com a biodiversidade e a necessidade de integrar práticas sustentáveis aos negócios”, destaca a analista.
Documentos estratégicos
A entidade apresentará documentos estratégicos, como a “Visão da Indústria para a COP16 de Biodiversidade”, que destaca temas prioritários para o Brasil, e o estudo “Integração da Biodiversidade aos Negócios”, que oferece recomendações práticas para o setor. Essa participação reafirma o compromisso com a preservação da biodiversidade e a integração da agenda ESG em suas operações.
Após o evento, serão elaborados materiais e estudos para capacitar o setor em questões relacionadas à biodiversidade, criando um canal de comunicação com stakeholders globais para compartilhar práticas e experiências.
Cristina Suruagy Nogueira, diretora de Educação e Tecnologia do Senai Alagoas, ressalta o papel essencial do HUB Senai de Inovação no apoio a startups que combinam tecnologia e sustentabilidade. “Nosso foco é na transformação digital e na sustentabilidade. Oferecemos consultoria e desenvolvimento de soluções digitais, e o Sistema Fiea está comprometido com a agenda ESG, promovendo bioeconomia e transição energética”, afirma.
Compromisso com a sustentabilidade
Como entidade comprometida com a sustentabilidade, a Fiea atua como um canal para disseminar informações e práticas sustentáveis para o setor industrial alagoano, incentivando mais empresas a integrarem a biodiversidade em seus negócios. “O Sistema Indústria do Estado de Alagoas tem se posicionado como principal promotor dessa agenda, lançando recentemente o programa ‘Conectando o futuro: Avançando com ESG na Indústria’, o qual, por meio de uma mobilização empresarial, levantou as principais demandas das indústrias locais nos temas da Bioeconomia, Transição Energética, Transformação Digital e Economia Circular”, destacou a executiva.
Além do apoio da CNI e do HUB Senai, a startup conta com o suporte de empresas como a Maceió Investe. Mariane Silveira, gerente de captação de novos negócios, destaca que a parceria com o Nosso Mangue está alinhada aos objetivos da empresa. “A criação da Maceió Investe tem o objetivo de manter e expandir os níveis de crescimento da cidade. Por isso, entendemos que investir nos ativos estratégicos é uma forma de promovermos o crescimento sustentável, a inovação e a prosperidade econômica. O meio ambiente emerge como um ativo especial em Maceió, pois o sistema costeiro e estuarino-lagunar e a insolação da cidade não apenas atraem para o turismo, mas também pode se converter em uma fonte de energia sustentável”, diz.
Com sua participação na COP16, a startup Nosso Mangue, em colaboração com a indústria alagoana e outros apoiadores, busca demonstrar que o desenvolvimento sustentável é um caminho viável para a conservação de ecossistemas essenciais, como os manguezais, e para o fortalecimento da economia verde em Alagoas.