Categoria: Notícias FIEA

  • Fiea defende negociação coletiva como caminho para definir jornada de trabalho

    Fiea defende negociação coletiva como caminho para definir jornada de trabalho

    A Federação das Indústrias do Estado de Alagoas (Fiea) posicionou-se contra a proposta de emenda constitucional que visa reduzir a jornada de trabalho semanal para menos de 44 horas. Em sintonia com a Confederação Nacional da Indústria (CNI), a Fiea defende que a via mais eficaz para definir jornadas de trabalho é a negociação direta entre empresas e trabalhadores, como já está previsto na Constituição Federal e ocorre em boa parte do mundo.

    O presidente da Federação, José Carlos Lyra de Andrade, considera que uma mudança dessa natureza deve respeitar as diferentes realidades dos setores econômicos, os variados segmentos da indústria e as características das empresas de cada porte e região do País. Além disso, ele lembra que a minirreforma trabalhista de 2017 já possibilita que trabalhadores e empregadores negociem a carga horária, de acordo com as peculiaridades de cada atividade.

    “Essa proposta desconsidera as disparidades regionais e a complexidade do cenário econômico nacional, que exige soluções flexíveis e adaptáveis. Acreditamos que a via mais eficaz para definir jornadas de trabalho seja a negociação direta entre empresas e trabalhadores, como ocorre em boa parte do mundo”, afirmou. Para o presidente, o diálogo entre as partes permite um acordo mais adequado às especificidades e desafios de cada setor, fortalecendo tanto o ambiente de trabalho quanto a competitividade das empresas.

    Alagoas

    Segundo o Observatório da Indústria, dados da RAIS/2021 demonstram que em Alagoas mais de 90 mil trabalhadores industriais possuíam vínculos formais com carga semanal de 44 horas, o que representava 88,41% de todos os contratos de empregos industriais do Estado.

    Ainda segundo dados do Observatório, a redução da jornada semanal de 44 para 36 horas pode gerar a necessidade de mais contratações para compensar a menor disponibilidade horária dos trabalhadores. Para a indústria, onde o ritmo de produção depende do funcionamento contínuo, isso pode resultar em custos adicionais, tanto pela contratação de mais colaboradores quanto pelo possível aumento de horas extras.

    Quanto ao impacto na produtividade, a adoção de três dias de descanso e a eliminação da escala 6×1 poderiam reduzir a produtividade em áreas industriais que dependem de escalas rígidas para manter a operação. Ou seja: reduzir os dias de trabalho ativo pode diminuir o ritmo produtivo, obrigando a adaptação de turnos e o rearranjo das escalas para suprir a demanda sem interrupções.

    Micro e Pequenas Indústrias

    Pequenas indústrias, com menos margem de capital e flexibilidade, poderiam enfrentar maiores dificuldades para adaptar-se às novas regras. Aumentar a equipe para compensar a menor jornada de trabalho representa um desafio financeiro. Há o risco de redução de pessoal ou mesmo de fechamento de empresas, afetando a competitividade no setor. Destacando que 39% dos trabalhadores industriais – o que representa mais de 35 mil vínculos formais –  têm contratos com micro e pequenas empresas industriais.

  • Descarbonização na Indústria gera ganhos ambientais e viabiliza novos mercados

    Descarbonização na Indústria gera ganhos ambientais e viabiliza novos mercados

    Ao investir na descarbonização, o setor sucroalcooleiro alagoano não somente contribui com o meio ambiente, como também pode gerar novos negócios, ao ampliar a gama de produtos e de mercados. Este assunto, de importância mundial, está sendo discutido nesta segunda-feira, 4, na Casa da Indústria Napoleão Barbosa, durante o “1º Workshop Sucroalcooleiro de Alagoas para Descarbonização da Mobilidade”.

    A ação é uma iniciativa da Federação das Indústrias do Estado de Alagoas (Fiea), Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) e Sindicato da Indústria do Açúcar e do Álcool de Alagoas (Sindaçúcar), com apoio da Federação das Indústrias do Estado da Bahia (Fieb).

    O workshop foi aberto pelo presidente da Fiea, José Carlos Lyra de Andrade. Ele explicou que o objetivo da ação é mapear projetos e oportunidades visando à descarbonização, com foco na mobilidade urbana, envolvendo um dos principais segmentos da economia alagoana.

    “A palavra de ordem na Indústria é ESG (Meio Ambiente, Social e Governança Corporativa), descarbonização, racionalização do uso de energia e economia circular. Então, nós trouxemos uma equipe do Senai Cimatec para fornecer subsídios ao setor de forma que Alagoas se torne um exemplo entre os estados açucareiros do Brasil”, afirmou o industrial.

    O Senai Cimatec (Centro Integrado de Manufatura e Tecnologia) é considerado o mais avançado instituto de tecnologia e inovação do Brasil, localizado no coração do Polo Industrial de Camaçari, na Bahia.

    Com o conhecimento trazido para o estado, por meio do workshop, o setor sucroalcooleiro alagoano tem grande potencial para avançar na descarbonização, destacou o presidente do Sindaçúcar, Pedro Robério. “Nós produzimos etanol, temos potencial para produzir biogás, temos potencial para produzir hidrogênio, então, precisava que houvesse esse workshop para a gente uniformizar ações e potencialidades”, disse.

    O empresário reassalta que a descarbonização é benéfica em vários sentidos. “Quando você apresenta novos mercados para quem está produzindo, é tudo que o empresário quer ouvir. Além do que ele já faz, surgem novos mercados, mercados com valor agregado muito mais excelente. Então, é bom para o setor, é bom para o equilíbrio de descarbonização que o setor pode oferecer e bom para Alagoas, porque vai ter novos negócios a partir do setor sucroenergético”, explicou.

    Nos horários da manhã da tarde desta segunda-feira, 4, uma equipe do Senai Cimatec apresenta para representantes de usinas alagoanas  os caminhos efetivos que a Indústria deve seguir para contribuir com a descarbonização da mobilidade urbana.

    O gerente de Novos Negócios da unidade, Silmar Baptista, explica que existem várias linhas de fomento para descarbonização que atendem a projetos de pequeno, médio e grande portes. Na palestra, ele mostrou as novas tecnologias do setor e algumas oportunidades de projetos que podem ser viabilizados por meio da busca de fomento. “O que a gente precisa agora são ideias boas, projetos bons, obviamente, que tragam resultado para a empresa, para o estado e para o país”, disse ele, ao revelar que a parceria das entidades do setor produtivo traz inovação para Alagoas.

    A atuação junto ao setor sucroalcooleiro é um horizonte para que outros setores possam também se envolver nessa temática, garantiu Gerhard Ett, pesquisador do Senai Cimatec. O etanol, analisa, é uma importante contribuição do setor sucroalcooleiro para o meio ambiente, porém, isso pode ser ampliado.

    “O Senai tem várias soluções que pode oferecer para a indústria descarbonizar, desde a formação, novas tecnologias, aumento da eficiência de plantas industriais. A própria usina tem muita aplicação que eu posso melhorar. Eu posso aproveitar até o CO2 que é emitido na gaseificação, da fermentação, para transformar em combustível e aviação, o SAF. Atualmente, tem duas empresas em São Paulo que foram habilitadas para produção de querosene e aviação já habilitadas internacionalmente. Aqui, nós temos capacidade de melhorar ainda mais essa qualificação e produzir querosene de aviação aqui no Nordeste”, frisou.

    O workshop teve ainda a participação de representantes do Banco do Nordeste do Brasil (BNB) e da Maceió Investe. Yuri Pontes, presidente da Maceió Investe, diz que a temática é relevante e vanguardista. Ele assegurou apoio aos projetos que venham a surgir no caminho da descarbonização. “Isso tem uma convergência 100% com a Maceió Investe, porque é um dos nossos pilares de atuação, é tentar fazer geração econômica através da economia verde, da economia azul, ou seja, uma economia limpa, mostrando que tem como se gerar riqueza a partir de uma ação sustentável”, concluiu.

  • Fiea, Senai e Sindaçúcar promovem workshop com o setor sucroalcooleiro para buscar a descarbonização da mobilidade

    Fiea, Senai e Sindaçúcar promovem workshop com o setor sucroalcooleiro para buscar a descarbonização da mobilidade

    Nesta segunda-feira, 4 de novembro, a partir das 8h30, a Casa da Indústria Napoleão Barbosa sedia o “1º Workshop Sucroalcooleiro de Alagoas para Descarbonização da Mobilidade”. A ação é uma parceria da Federação das Indústrias do Estado de Alagoas (Fiea), Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) e Sindicato da Indústria do Açúcar e do Álcool de Alagoas (Sindaçúcar).

    As entidades se uniram para realizar um diagnóstico junto às usinas sucroalcooleiras do estado, com o objetivo de estruturar uma carteira de projetos de inovação, além de promover a melhoria de processos e produtos destinados à descarbonização da mobilidade.

    A descarbonização na mobilidade refere-se ao desenvolvimento de tecnologias de baixo carbono para contribuir com a redução das emissões de gases de efeito estufa no transporte automotivo. Esse também é um dos objetivos da neoindustrialização.

    A iniciativa é continuidade do programa “Conectando o Futuro: Avançando com ESG na Indústria”, lançado em junho pela Fiea. Ela está alinhada ao plano de ação para a neoindustrialização (2024 a 2026), previsto no programa Nova Indústria Brasil (NIB). Na missão 5, o plano define que a bioeconomia, descarbonização e transição e segurança energéticas devem garantir os recursos para as gerações futuras.

    O workshop conta com o apoio de especialistas em descarbonização e produção de biocombustíveis do Senai Cimatec, como iniciativa do Acordo de Cooperação Técnica firmado entre a Fiea e a Federação das Indústrias da Bahia (Fieb). O evento terá, ainda, a participação da Maceió Investe e do Banco do Nordeste.

    Programação

    08h30 às 09h00

    – Recepção

    09h00 às 09h10

    – Abertura

    – Tema: Conectando o futuro: Avançando com ESG na Indústria

    09h10 às 10h00

    – Tema: Meio ambiente e Descarbonização para indústria sucroalcooleira

    – Palestrante: José Luís, Gerente Executivo do Senai Cimatec

    10h00 às 11h00

    – Tema: Processos eletroquímicos e termoquímicos para descarbonização da mobilidade urbana

    – Palestrante: Gerhard Ett, Professor e Pesquisador Líder em Descarbonização do Senai Cimatec

    11h00 às 11h30

    – Tema: Oportunidades de fomentos (subvenção econômica) e alinhamento para o mapeamento das oportunidades.

    – Palestrante: Silmar Baptista Nunes, Gerente de Novos Negócios do SENAI CIMATEC

    11h30 às 13h00

    – Almoço na Casa da Indústria

    13h00 às 15h00

    – Mesa redonda:

    – Mapeamento Oportunidades de projetos de inovação no setor sucroalcooleiro:

    1.Convergência por temas

    2.Priorização por investimento

    3.Avaliação do TRL – Nível de Maturidade Tecnológica

    4.Ranking das ideias

    15h00 às 15h30

    – Fechamento e próximos passos

  • IEL/AL e Senai apresentam soluções inovadoras para advogados no OAB Law Trend

    IEL/AL e Senai apresentam soluções inovadoras para advogados no OAB Law Trend

    A Federação das Indústrias do Estado de Alagoas (Fiea), por meio do Instituto Euvaldo Lodi (IEL) e do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), marcou presença no OAB Law Trend 2024, promovido pela Ordem dos Advogados do Brasil de Alagoas (OAB/AL) de 23 a 25 últimos.  

    Com palestras, oficinas práticas e oportunidades de networking nas áreas jurídica e tecnológica, a sede da OAB/AL, no bairro de Jacarecica, em Maceió, foi o espaço ideal para as entidades da Indústria mostrarem como podem contribuir com soluções inovadoras para os advogados alagoanos.

    A participação do IEL/AL no OAB Law Trend foi uma oportunidade para a instituição lançar uma novidade, a consultoria “Planejamento estratégico para advogados e escritórios de advocacia”, explica a coordenadora de Inovação e Pesquisa do IEL/AL, Eliana Sá. Ela também foi mediadora de painéis realizados no evento, com abordagens sobre empreendedorismo jurídico e o novo modelo de advocacia.

    Além disso, o IEL sorteou duas consultorias em planejamento estratégico e um processo de recrutamento e seleção de talentos. O evento proporcionou uma aproximação produtiva entre a entidade e a advocacia. “O networking com os advogados foi necessário para a divulgação dos produtos e proporcionou muito conhecimento sobre as dores e ansiedades da classe”, afirmou.

    Morgana Moura, analista de Inovação do IEL/AL, ministrou a oficina “Metodologias ágeis”, ensinando os advogados a usarem o sistema Kanban nas suas atividades.

    Hub Senai foi um dos destaques

    Durante os três dias do OAB Law Trend, profissionais e estudantes do Direito puderam conhecer as ações de empreendedorismo, soluções digitais e de inovação ofertadas pelo Hub Senai de Inovação e Tecnologia, por meio do estande montado na sede da Ordem dos Advogados em Alagoas.

    Na sexta-feira, 25, o supervisor de Inovação e Empreendedorismo do Senai/AL, Marcos Guimarães, ministrou a oficina “Empreendedorismo inovador na advocacia: Construindo persona e segmento de cliente”, em que destacou o contexto de hiperpersonalização nos produtos do Hub Senai. “O objetivo central foi ajudar os advogados a identificar e entender o perfil do cliente ideal e segmentar com precisão para as personas compradoras”, ressaltou.

    O supervisor utilizou como exemplo os produtos do Hub Senai, localizado na unidade Senai Poço. “Nós ofertamos produtos personalizados, que entregam inovação para os clientes, seja nos programas de empreendedorismo inovador ou através dos projetos e das prototipações no laboratório”, concluiu Marcos Guimarães.

  • Coragem que inspira: colaboradora do Sistema Fiea é homenageada em campanha que conscientiza sobre câncer de mama

    Coragem que inspira: colaboradora do Sistema Fiea é homenageada em campanha que conscientiza sobre câncer de mama

    Outubro é o mês de conscientização sobre a prevenção ao câncer de mama, a doença mais comum entre as mulheres no mundo. A campanha Outubro Rosa, iniciada no Brasil em 2002, busca promover a importância do autocuidado e dos exames regulares para a detecção precoce.  

    Manter a rotina de exames preventivos, como a mamografia, aumenta significativamente as chances de um diagnóstico precoce e de um tratamento bem-sucedido. Foi assim que Patrícia Ferreira, colaboradora do IEL, aos 39 anos, descobriu um nódulo ainda em estágio inicial. Durante uma consulta de rotina, seu médico ultrassonografista recomendou que procurasse um mastologista para aprofundar a investigação.  

    “Já percebi que algo estava errado pela reação da médica. No início de julho, veio a confirmação do diagnóstico. No ano passado, não tinha nada, mas desta vez o nódulo foi detectado cedo”, relata.  

    Mesmo em tratamento, Patrícia mantém a rotina que está acostumada, o que tem sido fundamental para seu bem-estar. “É uma questão psicológica, né? Continuar com o trabalho e a atividade física trazem essa leveza e a ideia de que a vida segue”. Estudos mostram que a prática de exercícios durante o tratamento oncológico melhora a qualidade de vida e pode reduzir riscos de mortalidade.  

    “[…] A vida da mulher é corrida – trabalho, casa, filhos –, mas é importante reservar tempo para cuidar de si. Se você não se cuidar, quem é que vai cuidar de você?”, reflete.  

    Mas Patrícia tem motivos para se manter otimista. Além do apoio da medicina, ela se sustenta em uma rede de amor formada pela mãe, irmã e filha, que a acompanham de perto. “A rede de apoio é essencial. Elas são minha base e cuidam de mim quando eu mais preciso. Sempre foram tudo para mim, e tê-las por perto é muito importante”, declara.  

    Ela percorre agora o caminho do seu processo de cura, da qual ela sempre teve certeza, com uma determinação e vivacidade que são fundamentais em momentos como esse, onde o autoconhecimento e a espiritualidade são instrumentos para nutrir a esperança.  

    “Gosto de ler sobre autoconhecimento e assistir palestras religiosas. Venho trabalhando isso há uns dois anos. Sinto que estava sendo preparada para esse momento. Talvez a Patrícia de dois anos atrás teria lidado de uma maneira muito mais desesperada”, revela.  

    No final, a história da Patrícia e sua coragem em compartilhá-la nos deixa uma lição: a capacidade de lidar com os medos e incertezas nos dão poder diante das circunstâncias inesperadas, e que manter-se de pé para enfrentar o que vier é, na verdade, uma grande chance de nos tonarmos melhores.  

    “Tem a frase de um filósofo que eu gosto muito, ‘Nada acontece ao homem que não seja do próprio homem’. Então, nada acontece com a Patrícia que não seja da Patrícia. Não é à toa que eu esteja passando por isso, existe uma lição que eu tenho que tirar.” 

  • Fiea promove participação de 22 empresas alagoanas na Missão Origem Brasil-Portugal

    Fiea promove participação de 22 empresas alagoanas na Missão Origem Brasil-Portugal

    A Federação das Indústrias do Estado de Alagoas (Fiea), por meio do Centro Internacional de Negócios (CIN), levará 22 empresas alagoanas para a Missão Origem Brasil – Portugal, com destaque para os setores de alimentos e bebidas, moda criativa e autoral, e artesanato.

    Entre os dias 24 e 27 de outubro próximos, Vila Nova de Gaia e o Porto, em Portugal, serão palco do evento organizado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), em parceria com a ApexBrasil. O projeto, articulado pela Federação das Indústrias da Bahia (Fieb), conta com o apoio das federações de indústrias, incluindo a Fiea, em colaboração com o Sindicato da Indústria do Vestuário (Sindivest) de Alagoas.

    A missão tem como objetivo fortalecer e apresentar ao mercado internacional a diversidade e originalidade da indústria brasileira. Nela, serão realizadas Rodadas de Negócios Internacionais, que contarão com compradores de Portugal, Espanha, Reino Unido e Holanda.

    Este ano, o evento inova ao oferecer rodadas tanto presenciais quanto virtuais. Além disso, empresas alagoanas poderão expor seus produtos na Casa Brasiliana, um showroom permanente, que ainda contará com um coquetel de degustação e desfile. Após o evento, essas empresas poderão ainda enviar seus produtos para a Embaixada do Brasil em Paris, ampliando suas oportunidades de negócios na França, em uma extensão da Missão Origem Brasil.

    A edição anterior, realizada em 2023, contou com a participação de mais de 70 empresas brasileiras e gerou mais de R$ 3 milhões em negócios. Em 2024, a expectativa é ainda maior, com a participação de produtores de cacau, café, frutas, mel, própolis, fécula de mandioca, flocos e farinhas de milho, coco e derivados, além de cachaças, cervejas artesanais e moda autoral.

    Esses setores terão destaque internacional, evidenciando a origem dos produtos. O estado de Alagoas, reconhecido por sua forte produção nos segmentos de alimentos, bebidas e moda, desempenha um papel vital na economia regional e nacional, reforçando sua relevância no mercado global.

  • Startup liderada por mulher em Maceió representa a indústria de Alagoas na COP16, na Colômbia

    Startup liderada por mulher em Maceió representa a indústria de Alagoas na COP16, na Colômbia

    A startup alagoana Nosso Mangue, incubada no HUB de Inovação e Tecnologia do Senai Alagoas, foi selecionada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) para representar o estado e o Brasil na 16ª Conferência das Partes da Convenção sobre Diversidade Biológica (COP16).

     O evento, que ocorre de 21 de outubro a 1º de novembro em Cali, na Colômbia, reunirá 196 países para discutir estratégias globais de conservação e regeneração de ecossistemas, alinhadas ao Marco Global da Biodiversidade de Kunming-Montreal, assinado em 2022.

    A Conferência das Partes é uma reunião global que acontece anualmente com o objetivo de discutir medidas para a preservação da diversidade biológica do planeta. Durante a sua 16ª edição, os países discutirão questões relacionadas à conservação da diversidade biológica, ao uso sustentável de seus componentes e à distribuição justa e equitativa dos benefícios decorrentes da utilização dos recursos genéticos. O objetivo é encontrar soluções para os problemas críticos que o planeta enfrenta.

    A Nosso Mangue é especializada no reflorestamento e regeneração de manguezais, considerados “berçários” da vida marinha. Liderada por uma mulher alagoana, a startup já plantou mais de 15 mil mudas e retirou mais de meia tonelada de resíduos dos mangues do Pontal da Barra, em Maceió. Além disso, promove ações de ecoturismo e educação ambiental, capacitando comunidades ribeirinhas na preservação de seus territórios. Essas iniciativas estão em sintonia com as metas globais de conservação e os princípios da bioeconomia, uma prioridade da indústria brasileira.

    Mayris Nascimento, idealizadora do projeto, vê na participação na COP16 uma oportunidade de dar visibilidade ao trabalho realizado em Alagoas. “Representar o estado com o Nosso Mangue na COP16 é uma honra e uma enorme responsabilidade. Significa colocar a riqueza dos nossos manguezais e o compromisso com a sustentabilidade no cenário internacional, mostrando que é possível conciliar desenvolvimento econômico e conservação ambiental”, destaca.

    Desafios globais

    Durante a COP16, a startup participará de discussões sobre financiamento para ações de conservação, repartição justa de benefícios relacionados ao uso de recursos genéticos, monitoramento de metas de biodiversidade, entre outros assuntos.

     Julia Pupe, analista da Gerência de Recursos Naturais da CNI, destaca que a seleção da startup pela Confederação demonstra a importância de ações locais para enfrentar desafios globais, reforçando a presença da indústria alagoana nos debates internacionais sobre sustentabilidade.

    “Como maior representante da indústria nacional, a atuação da CNI na COP16 reforça o engajamento da indústria brasileira com a biodiversidade e a necessidade de integrar práticas sustentáveis aos negócios”, destaca a analista.

    Documentos estratégicos

    A entidade apresentará documentos estratégicos, como a “Visão da Indústria para a COP16 de Biodiversidade”, que destaca temas prioritários para o Brasil, e o estudo “Integração da Biodiversidade aos Negócios”, que oferece recomendações práticas para o setor. Essa participação reafirma o compromisso com a preservação da biodiversidade e a integração da agenda ESG em suas operações.

    Após o evento, serão elaborados materiais e estudos para capacitar o setor em questões relacionadas à biodiversidade, criando um canal de comunicação com stakeholders globais para compartilhar práticas e experiências.

     Cristina Suruagy Nogueira, diretora de Educação e Tecnologia do Senai Alagoas, ressalta o papel essencial do HUB Senai de Inovação no apoio a startups que combinam tecnologia e sustentabilidade. “Nosso foco é na transformação digital e na sustentabilidade. Oferecemos consultoria e desenvolvimento de soluções digitais, e o Sistema Fiea está comprometido com a agenda ESG, promovendo bioeconomia e transição energética”, afirma.

    Compromisso com a sustentabilidade

    Como entidade comprometida com a sustentabilidade, a Fiea atua como um canal para disseminar informações e práticas sustentáveis para o setor industrial alagoano, incentivando mais empresas a integrarem a biodiversidade em seus negócios. “O Sistema Indústria do Estado de Alagoas tem se posicionado como principal promotor dessa agenda, lançando recentemente o programa ‘Conectando o futuro: Avançando com ESG na Indústria’, o qual, por meio de uma mobilização empresarial, levantou as principais demandas das indústrias locais nos temas da Bioeconomia, Transição Energética, Transformação Digital e Economia Circular”, destacou a executiva.

    Além do apoio da CNI e do HUB Senai, a startup conta com o suporte de empresas como a Maceió Investe. Mariane Silveira, gerente de captação de novos negócios, destaca que a parceria com o Nosso Mangue está alinhada aos objetivos da empresa. “A criação da Maceió Investe tem o objetivo de manter e expandir os níveis de crescimento da cidade. Por isso, entendemos que investir nos ativos estratégicos é uma forma de promovermos o crescimento sustentável, a inovação e a prosperidade econômica. O meio ambiente emerge como um ativo especial em Maceió, pois o sistema costeiro e estuarino-lagunar e a insolação da cidade não apenas atraem para o turismo, mas também pode se converter em uma fonte de energia sustentável”, diz.

    Com sua participação na COP16, a startup Nosso Mangue, em colaboração com a indústria alagoana e outros apoiadores, busca demonstrar que o desenvolvimento sustentável é um caminho viável para a conservação de ecossistemas essenciais, como os manguezais, e para o fortalecimento da economia verde em Alagoas.

  • Indústria recebe homenagem por apoiar projeto de reinserção de egressos do sistema prisional

    Indústria recebe homenagem por apoiar projeto de reinserção de egressos do sistema prisional

    O presidente da Federação das Indústrias do Estado de Alagoas (Fiea) e diretor regional do Serviço Social da Indústria (Sesi/AL), empresário José Carlos Lyra de Andrade, foi um dos homenageados pelo Tribunal de Justiça (TJAL) como parceiro do projeto Começar de Novo. Criado pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), o projeto tem como objetivo promover a reinserção social de egressos do sistema prisional, em todo País.

    “Aqui em Alagoas o projeto vem sendo desenvolvido com eficiência. É um grande trabalho, que vem dando frutos”, disse o presidente do TJAL, desembargador Fernando Tourinho, na solenidade de entrega de selo e certificado aos homenageados, realizada nessa segunda-feira (30), na sede do Tribunal.

    Ele destacou o trabalho da equipe do Começar de Novo, liderada pelo desembargador Otávio Praxedes, e cooperação das instituições que se disponibilizaram a dar oportunidades para os presos na volta ao convívio em sociedade.

    Para José Carlos Lyra, que falou em nome dos agraciados, o projeto Começar de Novo é fundamental para o apenado voltar ao convívio social de forma digna. “Todo preso, cumprida a pena, volta à sociedade. Todos precisam de uma oportunidade”, disse ele.

    A Federação das Indústrias, por meio do Sesi e Senai, tem convênios com o Judiciário e a Secretaria de Estado da Ressocialização e Inclusão Social (Seris) que garantem cursos do formação profissional a egressos do sistema prisional alagoano, parte das atividades do projeto Começar de Novo. O mais recente convênio de cooperação foi assinado em agosto último.

    Juntamente com o presidente da Federação das Indústrias, foram homenageados Carlos Alberto Paes, superintendente do Sesi/Al e diretor regional do Senai; Rafael Tenório, sócio da empresa Verdes Mares; Adeildo Sotero, presidente da Fecomércio AL; Felipe Dietschi, diretor regional do Senac; e Carlos Alberto Marques, diretor regional do Sesc, que foi representado pela diretora financeira Natália Bakker.   Participaram da solenidade os desembargadores Orlando Rocha (vice-presidente do TJAL), Ivan Brito, Fábio Ferrário e Márcio Roberto Tenório; o presidente da Associação Alagoana de Magistrados (Almagis), Hélio Pinheiro; os juízes Antônio Rafael Casado (auxiliar da Presidência do TJAL), Diego Araújo e Fátima Pirauá, além de servidores do Judiciário alagoano.

  • Senai Alagoas e Prefeitura de Penedo entregam 395 certificados e anunciam novas turmas do programa Minha Chance 

    Senai Alagoas e Prefeitura de Penedo entregam 395 certificados e anunciam novas turmas do programa Minha Chance 

    O Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial de Alagoas (Senai/AL), em parceria com a Prefeitura de Penedo, entregou mais 395 certificados de qualificação técnica aos estudantes beneficiados pelo programa Minha Chance. A cerimônia que marcou o início de uma nova fase para os concluintes de 23 turmas aconteceu no Centro de Convenções da cidade no último sábado, 14. 

    Desde sua criação, em agosto de 2023 pela Secretaria Municipal de Assistência Social e Direitos Humanos (SEMASDH), já foram mais de 1.300 penedenses capacitados para o mercado de trabalho. 

    “Penedo vive uma realidade incrível e o ‘Minha Chance’ é um dos programas que a gestão atual criou para promover a qualificação profissional gratuita e mudar a vida de quem precisa”, afirmou a Secretária Ana Teresa Lopes. 

    De acordo com a gerente da Unidade Integrada Sesi Senai de Arapiraca, Thiana Cysneiros, o programa reforça o compromisso com o desenvolvimento econômico e social da cidade, capacitando os cidadãos para o mercado de trabalho.  

    “Cada certificado representa uma nova oportunidade de transformação, inserção profissional e melhoria da qualidade de vida, transformando vidas e fortalecendo o desenvolvimento da cidade”, afirmou. 

    Para o instrutor Rômulo França, fazer parte do programa é motivo de grande satisfação. “Muitos chegam sem uma profissão definida e saem qualificados, prontos para o mercado de trabalho. Ver a evolução de cada um deles, buscando uma nova oportunidade e acreditando no seu potencial, é muito gratificante. Me sinto privilegiado em poder contribuir com essa transformação”, concluiu. 

    Os cursos oferecidos nesta etapa abrangeram diversas áreas profissionais, como Confeitaria, Costura, Mecânica de Motocicletas, Operação de Computadores, Instalação Elétrica Predial, Soldagem no Processo TIG em Aço, Instalação de Sistemas de Refrigeração e Climatização Doméstica, Planejamento e Controle da Produção, Eletricidade Automotiva, Assistência Administrativa, Soldagem com Eletrodo Revestido em Aço Carbono, e Operação de Processos de Produção de Pães, Massas, Bolos e Biscoitos. 

    A oferta de cursos no programa Minha Chance segue em expansão, com a meta de qualificar mais de dois mil alunos. Novas turmas serão abertas em outubro, ampliando ainda mais as oportunidades de capacitação para a população de Penedo, fortalecendo a economia local e proporcionando inserção no mercado de trabalho. 

  • FIEA atua para ampliar parcerias de Alagoas com a Argentina

    FIEA atua para ampliar parcerias de Alagoas com a Argentina

    Além de ampliar as relações com o país, a Federação das Indústrias do Estado de Alagoas (FIEA) está comprometida em criar um ambiente propício para o diálogo construtivo, a colaboração empresarial e a construção de parcerias duradouras entre Alagoas e a Argentina. Por ocupar a 3ª posição entre os maiores destinos das exportações brasileiras, Alagoas vem ampliando cada vez mais suas relações com este país.


    Neste sentido, o vice-presidente da FIEA, José da Silva Nogueira Filho, recebeu, nesta quinta-feira, 12, a Consulesa-Geral da Argentina, Julieta Grande, com quem discutiu as relações comerciais, parcerias e colaboração internacional entre a Argentina e o Estado de Alagoas.


    No encontro, com a participação da gerente do Centro Internacional de Negócios (CIN/FIEA), Dielze Mello, foram discutidos e compartilhados dados econômicos importantes que destacam o potencial e o crescimento da indústria de Alagoas.


    O empresário José Nogueira revelou que, nos últimos cinco anos, os três principais produtos alagoanos exportados para a Argentina foram placas de cerâmica (da indústria Pointer), suco de frutas e derivados (das empresas Sococo e Copra) e dicloreto de etileno (utilizado como matéria-prima). Já nas importações, há diversidade na pauta.


    Por sua vez, Dielze Mello disse que a reunião com a consulesa Julieta Grande foi significativa, por concretizar essa parceria com as indústrias alagoanas e incentivar a participação argentina no desenvolvimento industrial de Alagoas.