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  • Alagoas ganha estudo que aponta caminhos para uso sustentável da água na Indústria

    Alagoas ganha estudo que aponta caminhos para uso sustentável da água na Indústria

    A Confederação Nacional da Indústria (CNI), a Federação das Indústrias do Estado de Alagoas (Fiea) e o Governo de Alagoas lançaram nesta segunda-feira (7/3) o estudo “Reuso de Efluentes para Abastecimento Industrial: Avaliação da Oferta e da Demanda no Estado de Alagoas”, que pode ser baixado ao clicar aqui. A cerimônia realizada no Palácio República dos Palmares, em Maceió-AL, marcou o início das atividades da Semana da Água, e de uma parceria que busca soluções sustentáveis para o uso da água no setor industrial. A pesquisa foi apresentada pelo professor da Universidade de São Paulo (USP), José Carlos Mierzwa.

    O acordo de cooperação firmado entre os setores público e privado, com duração de cinco anos, tem como objetivo identificar formas eficazes de reutilizar águas residuais tratadas, ou efluentes, na Indústria. Isso visa a reduzir a dependência de recursos hídricos convencionais, como a água potável, e promover práticas sustentáveis que garantam a preservação dos mananciais do estado.

    O presidente da CNI, Ricardo Alban, destacou a importância do estudo, enfatizando que a sustentabilidade é a palavra-chave do momento. “A sustentabilidade não é apenas um conceito, é uma prática que deve estar presente em todos os aspectos da nossa sociedade e, especialmente, na Indústria. Este estudo representa um passo importante para a conscientização sobre o uso da água de reuso em Alagoas, que é pioneiro em vários aspectos, como a concessão dos sistemas de água e esgoto”, afirmou Alban.

    As ações incluirão a participação ativa de empresas de saneamento, como Casal, BRK, Sanama, Verde Alagoas e Águas do Sertão, além da Secretaria do Estado do Meio Ambiente e Recursos Hídricos de Alagoas (Semarh).

    O presidente da Fiea, José Carlos Lyra de Andrade, destacou que Alagoas está na vanguarda da busca por soluções estruturadas para garantir segurança hídrica e desenvolvimento sustentável. “A indústria tem feito sua parte para reduzir o consumo de água, adotando práticas como o reuso de efluentes e a dessalinização. O estudo que estamos lançando hoje servirá como um guia estratégico para as políticas públicas, permitindo que o estado se desenvolva de maneira mais sustentável”, explicou.

    O governador Paulo Dantas, por sua vez, enfatizou a relevância do estudo para a implantação de projetos concretos no estado. “Com esse material em mãos, teremos condições de aplicar projetos viáveis para reutilizar água na produção industrial. Isso vai ajudar na redução de custos, promover o desenvolvimento sustentável e contribuir para a preservação ambiental”, destacou o governador.

    O secretário da Semarh, Gino César, enalteceu o caráter inovador e colaborativo da parceria entre o governo e o setor produtivo. “Essa parceria é fundamental para garantir que o desenvolvimento do estado seja sustentável. O reuso de efluentes, já uma realidade em vários países, é uma solução que precisamos adotar com mais força, tanto para o meio ambiente quanto para a indústria”, afirmou César.

    O evento também contou com a presença de diversas autoridades, como o ministro dos Transportes, Renan Filho, o presidente da Federação das Indústrias do Estado da Bahia (Fieb), Carlos Henrique Passos, o diretor de Relações Institucionais da CNI, Roberto Muniz, o diretor de Comunicação da CNI, André Curvello, o superintendente de Meio Ambiente e Sustentabilidade da CNI, Davi Bomtempo, o diretor-geral do Senai Cimatec, Leone Peter, o vice-presidente da Fiea, José da Silva Nogueira Filho, o diretor regional do Senai e superintendente do Sesi/AL, Carlos Alberto Paes e representantes do setor industrial.

  • Indústria de Alagoas pode reduzir captação de mananciais com reuso de efluentes, aponta estudo de CNI, Fiea e governo do estado

    Indústria de Alagoas pode reduzir captação de mananciais com reuso de efluentes, aponta estudo de CNI, Fiea e governo do estado

    O reuso de efluentes tratados como alternativa sustentável para o abastecimento industrial em Alagoas é o foco de um estudo que será lançado, nesta segunda-feira (17), pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), em parceria com a Federação das Indústrias do Estado de Alagoas (Fiea) e o Governo de Alagoas. Com um índice de tratamento de esgoto de apenas 14,8%, Alagoas enfrenta desafios na gestão de recursos hídricos, tornando essencial a busca por soluções sustentáveis.

    O estudo Reuso de Efluentes para Abastecimento Industrial: Avaliação da Oferta e da Demanda no Estado de Alagoas mapeou 116 Estações de Tratamento de Esgoto (ETEs) e identificou oportunidades para conectar essas unidades a indústrias próximas, reduzindo a captação de água dos mananciais e promovendo a economia circular.

    O documento será divulgado em evento no Palácio República dos Palmares, com a participação do governador Paulo Dantas, do ministro de Transportes, Renan Filho; do presidente da CNI, Ricardo Alban; do presidente da Fiea, José Carlos Lyra de Andrade, além de empresários e representantes de órgãos ambientais e concessionárias de saneamento.

    Reuso em polos dará mais resiliência hídrica ao estado

    Os resultados destacaram o Polo Industrial José Aprígio Vilela, em Marechal Deodoro, e a ETE Teotônio Vilela como casos potenciais de reuso no estado. De acordo com o levantamento, a implementação dessas estratégias pode garantir maior resiliência hídrica para as indústrias, reduzir custos operacionais e minimizar impactos ambientais. 

    O estudo também detalhou o panorama do estado e identificou que, dos 102 municípios alagoanos, 42 estão no semiárido – região que enfrenta problemas crônicos de seca e que abriga 30% da população. Embora o déficit hídrico seja mais crítico no semiárido, outras regiões de Alagoas também precisam de estratégias eficazes para garantir a sustentabilidade do abastecimento de água. 

    “A escassez de água é uma realidade em diversas regiões do país, e a indústria precisa ser protagonista na busca por alternativas sustentáveis. O reúso de efluentes não só é viável, como pode transformar a maneira como os recursos hídricos são gerenciados em Alagoas, fortalecendo o desenvolvimento econômico e a resiliência hídrica do estado”, afirma o presidente da CNI, Ricardo Alban.  

    Além da apresentação do levantamento, será assinado um Acordo de Cooperação Técnica (ACT) entre a CNI, a Fiea e o Governo de Alagoas para compartilhamento de informações com o objetivo de atualizar, em tempo real, os dados usados no estudo e, assim, permitir que ações na região sejam amparadas, de forma precisa, a partir do mapeamento apresentado nesta segunda.

    Oportunidades e desafios para a indústria

    A pesquisa usou duas metodologias para mapear a viabilidade do reúso de efluentes em Alagoas: 

    • Análise ETE-Usuário: identifica a proximidade entre Estações de Tratamento de Esgoto (ETEs) e indústrias potenciais usuárias da água de reúso, considerando volume disponível e demanda industrial. 
    • Índice de Aptidão de Reúso (IAR): avalia o potencial de diferentes regiões para a implementação de projetos de reúso com base em critérios como demanda hídrica, volume de efluentes gerados e equilíbrio hídrico. 

    Os resultados apontam que a adoção de água de reuso pode reduzir significativamente a pressão sobre os mananciais do estado, promovendo uma abordagem mais sustentável para a gestão da água. 

    “O reuso de efluentes representa uma oportunidade concreta para a indústria adotar um modelo produtivo mais sustentável. Este estudo nos mostra que Alagoas tem condições de implementar soluções inovadoras que garantam segurança hídrica e competitividade para o setor produtivo”, destacou o presidente da FIEA, José Carlos Lyra de Andrade.  

    Parceria entre setor produtivo e governo visa fortalecer segurança hídrica

    O estudo é parte de uma série de iniciativas da CNI para fomentar a segurança hídrica no país, e já foi aplicado em outros estados como Rio Grande do Norte, Pernambuco, Ceará, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul.  

    Em Alagoas, a pesquisa contou com o envolvimento da FIEA, da Secretaria de Meio Ambiente e Recursos Hídricos do estado e de todas as concessionárias locais de saneamento (Casal, Águas do Sertão, BRK, Sanama e Verde Alagoas). 

  • Fiea promove discussão sobre oportunidades e desafios da Economia do Mar em Alagoas

    Fiea promove discussão sobre oportunidades e desafios da Economia do Mar em Alagoas

    A Federação das Indústrias do Estado de Alagoas (Fiea) reuniu, na manhã desta quinta-feira (13/03), especialistas, lideranças do setor marítimo e autoridades, com o objetivo de discutir as oportunidades e os desafios para o desenvolvimento da Economia do Mar no Estado. A chamada “Economia Azul” abrange atividades como turismo náutico, pesca, aquicultura e infraestrutura portuária, com grande potencial para o estado.

    Na abertura do 1º Fórum de Economia do Mar de Alagoas, realizado na Casa da Indústria, em Maceió-AL, o presidente da Fiea, José Carlos Lyra de Andrade, destacou o enorme potencial de Alagoas e enfatizou que fomentar a Economia do Mar é uma estratégia essencial para o desenvolvimento sustentável. “O fórum é um marco no planejamento estratégico de Alagoas para aproveitar seu vasto potencial marítimo de maneira sustentável, integrando academia, governo e iniciativa privada”, afirmou.

    Lyra também fez referência ao trabalho do vice-presidente da Fiea, José da Silva Nogueira Filho, que tem liderado essa iniciativa com o objetivo de tornar a Economia Azul uma realidade no estado. “Este é o início de um esforço para consolidar Alagoas como um polo da economia do mar, buscando soluções inovadoras e sustentáveis”, acrescentou Nogueira Filho.

    Estudo revela potencialidades

    O estudo “Economia do Mar em Alagoas”, realizado pelo Observatório da Indústria da Fiea e lançado durante o Fórum, revela a dimensão do impacto socioeconômico do setor no estado, destacando dados relevantes sobre os segmentos ligados ao mar. Os dados mostram que o setor de serviços é o maior gerador de empregos relacionados ao mar em Alagoas, seguido pelo comércio de pescado.

    O turismo náutico, especialmente o turismo de cruzeiros, também tem se mostrado um motor importante para a economia local, com a temporada de cruzeiros estimando uma injeção de cerca de R$ 80 milhões na economia estadual. Além disso, a pesquisa destaca a crescente relevância da carcinicultura, com Arapiraca se consolidando como um grande polo produtor de camarão.

    O trabalho também apontou que o estado de Alagoas, com seus 27.830,661 km² e 16 municípios litorâneos, possui grandes oportunidades de desenvolvimento. Aproximadamente 40,74% da população alagoana residem na região litorânea, o que reforça a necessidade de investimentos em infraestrutura e políticas públicas voltadas para o fortalecimento da Economia Azul. O comércio e as manufaturas relacionadas ao mar também foram identificados como segmentos estratégicos para o crescimento econômico do estado.

    Economia Azul impacta no emprego e na renda

    O capitão de fragata Rodrigo Garcia, comandante dos Portos de Alagoas, ressaltou a importância do setor, afirmando que 25% da população brasileira depende diretamente da Economia do Mar, que representa cerca de 20% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional. Ele exemplificou o impacto local da economia do mar ao citar o movimento gerado por um navio de cruzeiro que atraca no Porto de Maceió, destacando como essa atividade beneficia desde pequenos vendedores até grandes restaurantes, gerando emprego e renda para a população local.

    O vice-almirante Alexander Reis Leite, comandante do 3º Distrito Naval, também participou do evento e reforçou a importância do mar para o Brasil, destacando as quatro vertentes da “Amazônia Azul”: econômica, ambiental, científica e de defesa. “O Brasil é inviável sem o mar”, afirmou Leite, destacando a vocação marítima do país e a importância de explorar seus recursos de maneira sustentável e estratégica.

    O evento teve uma série de palestras de renomados especialistas, como Eduardo Athayde, diretor da WWI Brasil; Miguel Andrade, gerente de Negócios do Senai Cimatec; Andréa Carvalho, professora de Economia da UFRG; e Gabriel Calzavara, presidente do Sindipesca-RN.

    Eles discutiram temas como inovação no setor, infraestrutura portuária e os impactos da Economia do Mar no PIB estadual. Além disso, a programação incluiu palestras sobre planejamento espacial marinho, com a professora Nidia Noemi Fabre, da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), e as perspectivas de investimentos para o Porto de Maceió, apresentados por Diogo Holanda, administrador do Porto.

    A promotora de Justiça Lídia Malta, a secretária de Estado do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Alice Beltrão, e o administrador do Porto de Maceió, Diogo Holanda, também marcaram presença no evento, mostrando o apoio do governo e do setor privado ao desenvolvimento sustentável da economia do mar em Alagoas. A parceria entre a Fiea e esses diversos setores é fundamental para criar um ambiente propício à implementação de políticas públicas eficazes.

    O evento teve patrocínio do Sebrae e apoio do Porto de Maceió, Marinha do Brasil, Soamar-AL e Associação Comercial de Maceió.

  • IEL premia soluções inovadoras para os desafios climáticos no setor da construção

    IEL premia soluções inovadoras para os desafios climáticos no setor da construção

    A gerente da área de Inovação e Pesquisa do Instituto Euvaldo Lodi (IEL), Eliana Sá, apresentou os detalhes, objetivos e etapas do Prêmio IEL de Talentos da Construção a estudantes de Engenharia e de Arquitetura e Urbanismo, além de professores e coordenadores dessas áreas na Universidade Federal de Alagoas (Ufal). A palestra ocorreu nessa quarta-feira (12/03), no Centro de Tecnologia (CTEC/Ufal).

    Com o tema “O setor da construção e seu papel frente às mudanças climáticas”, o Prêmio IEL Talentos da Construção – Edição 2025 promove soluções inovadoras para enfrentar desafios climáticos no setor, como tempestades, inundações, emissões de carbono e demanda energética. Alinhado aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, o prêmio reconhece projetos de estudantes que tragam propostas resilientes e sustentáveis para o setor da construção.

    Durante a palestra, Eliana Sá ressaltou a importância da iniciativa, destacando que o IEL atua em todo o Brasil, desenvolvendo talentos e oferecendo soluções inovadoras para as empresas. “Nosso objetivo é preparar líderes empresariais e fortalecer a conexão entre a academia e a indústria, para que profissionais formados estejam prontos para transformar o setor”, afirmou.

    Premiações

    A iniciativa, que recebe inscrições até 31 de maio de 2025, oferece premiações significativas, com prêmios em dinheiro para os três melhores projetos (1º lugar – R$ 15 mil; 2º lugar – R$ 10 mil; e 3º lugar – R$ 5 mil), além de troféus, certificados e despesas pagas para o evento Rio Construção Summit 2025. Os critérios de avaliação incluem relevância, originalidade, sustentabilidade e viabilidade prática das propostas.

    Além do reconhecimento, os finalistas terão a oportunidade de destacar suas soluções inovadoras no Rio Construção Summit, promovido pela Firjan e Sinduscon-RJ. O edital do prêmio está disponível no endereço www.portaldaindustria.com.br/iel, na seção “Desenvolvimento de Talentos”. Eventuais dúvidas podem ser tiradas junto a equipe do IEL Alagoas pelo WhatsApp (82) 99155-8900.

  • 1º Fórum de Economia do Mar discute potencialidades do setor em Alagoas

    1º Fórum de Economia do Mar discute potencialidades do setor em Alagoas

    Nesta quinta-feira, 13 de março, a Federação das Indústrias do Estado de Alagoas (Fiea) realiza o 1º Fórum de Economia do Mar, no auditório da Casa da Indústria, em Maceió. O evento, que acontecerá das 8h30 às 12h, reunirá especialistas e lideranças do setor marítimo para debater as oportunidades e desafios que o estado enfrenta na exploração sustentável de suas riquezas marítimas.

    Para participar do evento, basta clicar neste link.

    Com uma extensa costa e vastos recursos hídricos, o estado tem grande potencial para expandir a chamada “economia do mar”, que abrange atividades como turismo náutico, pesca, aquicultura e o desenvolvimento de portos. “O Fórum é mais uma iniciativa da nossa Federação visando a integrar academia, governo e setor privado na formulação de políticas públicas para o setor. Alagoas, com seus recursos naturais e infraestrutura crescente, tem tudo para obter desenvolvimento da economia azul”, disse o presidente da Fiea, José Carlos Lyra de Andrade.

    O fórum, patrocinado pelo Sebrae e com apoio do Porto de Maceió, Marinha do Brasil, Soamar-AL e Associação Comercial de Maceió, contará com palestras de renomados especialistas, como Dino Antunes, secretário nacional de Hidrovias e Navegações do Ministério dos Portos e Aeroportos, e Eduardo Athayde, diretor da WWI Brasil. Entre os temas abordados, estão a infraestrutura portuária, inovação na economia do mar e o impacto do setor no Produto Interno Bruto (PIB) estadual.

    A programação será composta por painéis e apresentações sobre o futuro da economia azul em Alagoas. Dino Antunes, por exemplo, falará sobre o impacto da infraestrutura portuária na economia marítima, enquanto Diogo Holanda, administrador do Porto de Maceió, apresentará perspectivas de investimentos no local. Além disso, Eduardo Athayde abordará a economia do mar na Amazônia Azul, conceito utilizado para descrever a vasta área marítima brasileira, rica em biodiversidade e recursos naturais.

    Outro ponto de destaque será a palestra de Miguel Andrade, gerente de Negócios do Senai Cimatec, que discutirá a importância da educação e inovação para o desenvolvimento sustentável do setor. O presidente do Sindicato da Indústria de Pesca do Rio Grande do Norte (Sindipesca-RN), Gabriel Calzavara, apresentará o case do Cluster Tecnológico Naval do RN, seguido da apresentação de um estudo sobre a economia do mar em Alagoas, feito por Rafael Fragoso e Beatriz Almeida, do Observatório da Indústria da Fiea.

    A professora de Economia da UFRG, Andréa Carvalho, virá a Maceió pra apresentar palestra na qual o mar é analisado como setor econômico através do principal indicador econômico, que é o PIB.

    Roberto Zitemann de Oliva Júnior, CEO da Itermarítima, fará uma apresentação do plano de desenvolvimento do terminal de graneis da empresa no Porto de Maceió.

    O evento também trará palestra sobre o planejamento espacial marinho no Nordeste, com Nidia Noemi Fabre, professora da Universidade Federal de Alagoas (Ufal).

  • Sesi e Senai AL conquistam certificação GPTW pelo segundo ano consecutivo

    Sesi e Senai AL conquistam certificação GPTW pelo segundo ano consecutivo

    O Serviço Social da Indústria (Sesi) e o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) de Alagoas foram, novamente, certificados como Excelentes Lugares para Trabalhar pelo Great Place to Work (GPTW). O resultado da certificação, divulgado nessa quarta-feira (05/03), reforça o compromisso das instituições com um ambiente organizacional pautado na valorização de seus profissionais.

    Com 87% de satisfação dos colaboradores na pesquisa de clima organizacional deste ano, o Sesi e o Senai demonstram que os esforços implementados desde a primeira certificação, em 2024, geraram impacto positivo no dia a dia dos colaboradores. Entre as ações desenvolvidas nesse período, destacam-se 21 planos de ação voltados para o bem-estar, saúde física e emocional, plano de cargos e salários, inovação, reconhecimento, dentre outros, impactando no fortalecimento da cultura organizacional.

    Para Nathália Romaguera, diretora de Gestão Estratégica do Sesi e Senai e responsável pela área de Gente e Cultura Organizacional, a conquista da certificação pelo segundo ano consecutivo reflete o excelente clima organizacional que está no DNA do Sesi e Senai. “O selo obtido no ano passado nos permitiu reconhecer nossos pontos fortes e identificar áreas de melhoria. A partir daí, estruturamos planos de ação que resultaram em avanços significativos, priorizando o bem-estar dos nossos colaboradores e fortalecendo ainda mais nossa cultura organizacional”, afirmou.

    O que é o GPTW?

    O Great Place To Work® (GPTW) é uma consultoria global que apoia organizações a alcançarem melhores resultados por meio da construção de uma cultura de confiança, alto desempenho e inovação.

    A certificação é baseada na pesquisa de clima organizacional Trust Index, aplicada aos funcionários das empresas participantes. O questionário aborda aspectos como credibilidade, respeito, imparcialidade, orgulho e camaradagem, garantindo um diagnóstico preciso da percepção dos colaboradores sobre o ambiente de trabalho.

    Desde 1997, a metodologia GPTW tem sido utilizada no Brasil para identificar e premiar as melhores empresas para trabalhar. A pesquisa, realizada de forma sigilosa e anônima, segue critérios rigorosos, assegurando que os resultados reflitam, genuinamente, a opinião dos funcionários.

  • Lyra defende que reforma tributária mantenha capacidade de atração de investimentos por estados

    Lyra defende que reforma tributária mantenha capacidade de atração de investimentos por estados

    O presidente da Federação das Indústrias do Estado de Alagoas (Fiea), José Carlos Lyra de Andrade, defendeu, nessa quinta-feira (27), que a reforma tributária seja estruturada de forma a não limitar a capacidade de atração de investimentos de alguns estados, após o fim dos benefícios fiscais.

    “Estes programas, como o Prodesin, têm sido essenciais para atrair empresas e fomentar a economia, especialmente, em estados com menos infraestrutura, como Alagoas”, afirmou o empresário, durante a reunião de Diretoria da Fiea, na Casa da Indústria. O encontro teve como convidada a secretária de Estado da Fazenda, Renata Santos, que dialogou com o empresariado sobre a reforma tributária e seus impactos no setor produtivo.

    Na reunião, a secretária reforçou a necessidade de cooperação entre os estados e o setor produtivo para garantir que as mudanças da reforma tributária não prejudiquem os estados mais carentes, mas, sim, incentivem o crescimento sustentável e a atração de investimentos.

    Renata Santos destacou a importância de se consolidar dois fundos previstos pela reforma para minimizar os impactos dessa transição. O primeiro é o Fundo de Compensação, que visa a equilibrar as perdas de estados e empresas com a eliminação de benefícios fiscais e será transferido, diretamente, pela União.

    “É essencial que os estados, junto ao setor privado, dialoguem com o governo federal para que encaminhe ao Congresso um projeto de lei que regule esse fundo de forma eficiente”, ressaltou.

    O outro é o Fundo de Desenvolvimento Regional, que será fundamental para que estados como Alagoas possam investir em infraestrutura, fomentem a atividade produtiva e continuem atraindo novas empresas. “Esse fundo terá recursos da União e será um instrumento importante para reduzir as desigualdades regionais e garantir um desenvolvimento mais equilibrado”, explicou.

    Para explicar aos empresários como será a transição, além de detalhes técnicos e operacionais da reforma tributária, que começa a ser implantada a partir de 2026, a secretária levou à Fiea o secretário especial da Receita Estadual, Francisco Luiz Suruagy Motta Cavalcanti, o auditor fiscal Marcos Datolli e o assessor especial de Projetos da Sefaz-AL, Luiz Dias de Alencar Neto.

  • Fiea firma parceria com a Fiec para reforçar política de inovação

    Fiea firma parceria com a Fiec para reforçar política de inovação

    A Federação das Indústrias do Estado de Alagoas (Fiea) firmou uma parceria com a Federação das Indústrias do Ceará (Fiec) visando a reforçar sua política de inovação. Para dar início a essa colaboração, as consultoras da Fiec Ronara Marques e Eligenes Sampaio estão em Maceió, onde ficam até esta quinta-feira (13/02) para compartilhar a experiência da gestão da inovação implantada na entidade cearense, que é uma referência nacional.

    O presidente da Fiea, José Carlos Lyra de Andrade, ressaltou a importância da parceria estratégica com a Fiec no fortalecimento da política de inovação das entidades alagoanas. “Este é um passo fundamental para o desenvolvimento do Sistema Fiea, que colabora com a indústria alagoana por meio da implantação de soluções inovadoras, promovendo o crescimento econômico sustentável e a geração de novas oportunidades para o setor”, ressaltou.

    Na capital alagoana, as consultoras abordaram a criação de uma política de inovação robusta, o estabelecimento de diretrizes para a propriedade intelectual, além da operacionalização de processos que envolvem desde a prospecção até a transferência de tecnologia e o compartilhamento de royalties. “Hoje a gente tem um time que é responsável para realizar essa gestão da inovação, que é a Unidade de Inovação e Tecnologia. Temos conseguido resultados bem positivos a partir da criação da política de inovação, que trouxe segurança”, revelou Ronara.

    O principal avanço, explica, é o fortalecimento do ecossistema de inovação. “É tornar as entidades da indústria agentes impulsionadores da inovação e trazer para os nossos alunos e colaboradores essa visão de que, através da inovação, que hoje não é mais uma opção, já é uma necessidade, eles podem ir até mais distante, conseguir alçar grandes voos a partir de projetos inovadores”, afirmou a consultora.

    A diretora de Educação e Tecnologia do Sesi Senai em Alagoas, Cristina Suruagy, destacou que a cultura da inovação já faz parte do Sistema Fiea, que estimula os colaboradores e alunos a desenvolverem ideias com potencial de impactar positivamente na indústria e na vida das pessoas. “Nossos projetos inovadores já nos trouxeram premiações nacionais e internacionais. Com essa parceria, nós vamos consolidar esse processo e ampliar a participação do Sistema Fiea na construção de um futuro que exige adaptações constantes, com mais segurança”, disse.

    A diretora de Gestão Estratégica do Sistema Fiea, Nathália Romaguera, disse que a parceria vai ser muito importante para o futuro da inovação no Sistema Fiea. Ela lembra que Federação das Indústrias, IEL, Sesi e Senai já trabalham a cultura inovadora entre colaboradores e alunos por meio de diversas ações como a iniciação científica, Projetos Integradores e programas de Intraempreendedorismo, Inno-X e Inovação Aberta, por exemplo.

    Os conhecimentos trazidos pela consultora da Fiec, explica, servirão como base para fortalecer este movimento de inovação corporativa e de inovação. “A gente quer chegar numa instituição que se conecta com o futuro, que se conecta com as tendências, com a necessidade da indústria. Para isso, precisamos, de fato, conectar nossos colaboradores, nossos alunos, nossos parceiros, por meio das nossas ações diárias, tornando-as perenes”, concluiu.

    O assessor executivo do Sistema Fiea, Júlio Zorzal, ressalta que um dos maiores benefícios da parceria é a segurança jurídica para a entrega de produtos inovadores, por meio da garantia das patentes. “Observamos que isso trouxe um ganho muito expressivo para o próprio regional do Ceará, inclusive, envolvendo alunos dos cursos técnicos do Senai, até os alunos da educação básica [do Sesi], contribuindo com ideias para a inovação e trazendo uma segurança jurídica por meio da geração de patentes”, afirmou Júlio, ao destacar que essa iniciativa faz parte da jornada do programa “Conectando o Futuro: Avançando com ESG na Indústria”.

  • Fiea e IEL conectam empresários alagoanos à indústria do futuro

    Fiea e IEL conectam empresários alagoanos à indústria do futuro

    O presidente da Federação das Indústrias do Estado de Alagoas (Fiea), José Carlos Lyra de Andrade, destacou a importância da capacitação empresarial para o crescimento dos negócios no mundo em constante transformação. Ele fez o alerta na última sexta-feira (7/2), durante a abertura de um encontro empresarial realizado na capital alagoana pelo Programa IEL Educação Executiva Global.

    O evento na Casa da Indústria Napoleão Barbosa foi uma iniciativa do Instituto Euvaldo Lodi (IEL) Nacional. “Pedi que o IEL Alagoas amplie as ações de capacitação empresarial no Estado para contribuir, ainda mais, na construção da indústria do futuro. Programas com este, do IEL Nacional, são muito importantes para o crescimento das nossas empresas”, afirmou o presidente da Fiea.

    Em Maceió, a coordenadora do Programa de Educação Executiva Global do IEL Nacional, Solete Foizer, ressaltou que o empresário capacitado ganha o diferencial da vantagem competitiva global. “Hoje, não é mais aquela vantagem que vai de tempos em tempos, ela agora é diária. Então, essa conexão do empresário com a inovação tem que ser imediata. O futuro é hoje! E essa gestão tem que partir da pessoa. A gente trabalha muito na transformação dessa pessoa com esse olhar de inovação”, disse.

    A reunião na Casa da Indústria despertou o interesse do empresariado alagoano, revelando o interesse em se conectar com o futuro. “Eu sinto que Alagoas é um estado que tem muito a contribuir. Em uma roda de conversa com cinco empresários alagoanos, percebi que eles têm um olhar muito diferenciado e a gente precisa dar esse suporte, essa oportunidade de conhecer o velho mundo que a gente fala e que traz aí as tendências, as mega tendências da neoindustrialização”, concluiu Foizer.

    Para falar sobre como o empresário pode se capacitar para a indústria do futuro, o IEL trouxe a Maceió o cofundador e diretor executivo do Boston Innovation Gateway, Manuel Mendes. “Nosso objetivo é conectar o empresário com o mundo, através de novas técnicas voltadas para o crescimento do seu negócio e como dar o primeiro passo neste sentido”, explicou.

    Mendes também apresentou uma oportunidade de capacitação internacional na Espanha, marcada para o período de 31 de março a 4 de abril, do Programa de Educação Executiva Global – La Salle/Barcelona 2025. As informações estão disponíveis na aba “eventos” do endereço www.portaldaindustria.com.br/iel/eventos.

    O vice-presidente da Fiea, José da Silva Nogueira Filho, e o superintendente do IEL em Alagoas, Helvio Vilas Boas, participaram do encontro em Maceió.

  • Setor sucroenergético conta com projetos e recursos para aumentar competitividade

    Setor sucroenergético conta com projetos e recursos para aumentar competitividade

    Entidades do setor produtivo alagoano reuniram representantes da indústria sucroenergética para apresentar a eles cinco projetos inovadores elaborados com o objetivo de acelerar a modernização e o desenvolvimento de um dos mais importantes segmentos econômicos do estado. As propostas são resultado do “1º Workshop Sucroalcooleiro de Alagoas para Descarbonização da Mobilidade”, realizado no último mês de novembro, em Maceió.

    O encontro para apresentá-las foi realizado na última quarta-feira (05/02), na Casa da Indústria Napoleão Barbosa. Os projetos foram desenvolvidos após um diagnóstico construído em parceria com as indústrias participantes do workshop. Outra novidade é que, para implantar as inovações nas suas indústrias, os empresários contam com linhas de financiamento do Banco do Nordeste do Brasil (BNB), com taxas competitivas, que também foram apresentadas durante a reunião na Fiea.

    A iniciativa é da Federação das Indústrias do Estado de Alagoas (Fiea), Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) e Sindicato da Indústria do Açúcar e do Álcool de Alagoas (Sindaçúcar), com apoio da Federação das Indústrias do Estado da Bahia (Fieb), por meio do Senai Cimatec.

    O assessor executivo do Sistema Fiea, Júlio Zorzal, explica que as soluções resultantes do Workshop de Descarbonização promoverão ganho de produtividade e desenvolvimento sustentável com o uso de tecnologias verdes, gerando maior competitividade para o setor. “Os cinco projetos de inovação são associados à cadeia produtiva do setor sucroenergético, desde a mecanização da colheita de cana-de-açúcar, passando pela melhoria dos processos produtivos, até estudos de mercado para novos produtos, destinados para agenda da descarbonização”, explicou.

    “O setor sucroenergético de Alagoas precisa acelerar a sua modernização”, disse Manoel Carnaúba Cortez, sócio-diretor da Impacto Bioenergia S/A, que considera o Senai Cimatec, a Fiea, o Senai Alagoas e Sindaçúcar como aliados estratégicos nesse movimento. “Em especial, o Senai Cimatec, com corpo técnico de primeira linha e instalações espetaculares, pode trazer conhecimento que vai fazer com que a indústria do açúcar e do álcool em Alagoas passe por uma transformação que se faz necessária nesses novos tempos”, disse.

    Carnaúba alerta que as indústrias precisam se atualizar diante da transição energética, que traz grandes oportunidades. “Acredito que o Senai Cimatec será um instrumento de muita valia para nós. Fico muito contente de tê-los aqui e podermos usufruir desses seus conhecimentos”, concluiu.

    O diretor agroindustrial da Usina Caeté, Luiz Magno Brito, destaca que os debates promovidos para elaboração dos projetos refletem uma nova visão da indústria sucroenergética. “Nós estamos passando por uma fase de transição e temos que nos adaptar. O setor precisa se mobilizar, sentar, conversar e ver suas necessidades. E o Sistema Fiea pode nos ajudar muito nisso”, afirmou.

    Além das tecnologias apresentadas em parceria com o Senai Cimatec da Bahia, com o uso de recursos da Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii), as empresas receberam informações do Banco do Nordeste (BNB) sobre linhas de financiamento de projetos, com taxas competitivas, como o Fundo Constitucional do Nordeste (FNE) Inovação e do FNE Verde, por exemplo.