Categoria: Notícias FIEA

  • Fiea reforça preocupação com impacto da reforma tributária na construção civil

    Fiea reforça preocupação com impacto da reforma tributária na construção civil

    A Federação das Indústrias do Estado de Alagoas (Fiea) intensifica seu acompanhamento do projeto de lei complementar que regulamenta a reforma tributária, atualmente em tramitação na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado. A entidade tem como principal preocupação o impacto negativo que o novo sistema tributário pode gerar para o setor da construção civil, aumentando os custos habitacionais e prejudicando o mercado imobiliário. Para evitar tais efeitos, a Fiea defende ajustes no texto, mesmo que isso implique no retorno da proposta à Câmara dos Deputados.

    Na semana passada, o presidente da Federação, José Carlos Lyra de Andrade, e o vice-presidente do Sindicato da Indústria da Construção do Estado de Alagoas (Sinduscon-AL), Alfredo Brêda, estiveram em Brasília para discutir o tema com a bancada alagoana no Senado. Durante audiência com o senador Renan Calheiros (MDB), foi definido que o próximo passo será uma reunião com o senador Eduardo Braga (MDB-AM), relator do projeto, para reforçar os pleitos do setor e buscar alterações no texto.

    Segundo Alfredo Brêda, a proposta atual, que estabelece um redutor de 40% sobre a alíquota padrão do Imposto sobre Valor Adicionado (IVA), resultará em um aumento da carga tributária e do custo da moradia. “Defendemos um redutor de 60%, que foi calculado com base em estudos técnicos independentes e transparentes. Essa medida preservaria a carga tributária para o Minha Casa, Minha Vida e evitaria o aumento nos preços dos imóveis, garantindo a neutralidade tributária anunciada como objetivo da reforma”, afirma Brêda. Ele destacou ainda que o aumento da carga tributária desestimularia novos investimentos e comprometeria a sustentabilidade econômica do setor.

    Além do aumento do redutor, o setor da construção civil reivindica a adoção de um regime de transição que mantenha a carga tributária atual para empreendimentos iniciados antes da vigência do novo sistema. Outras demandas incluem a aplicação de regime tributário simplificado para lotes, regras claras para evitar a tributação de pessoas físicas em aluguéis e vendas de imóveis, e o reconhecimento de serviços de engenharia e gerenciamento de obras como atividades inerentes ao setor.

    Para a Fiea, o diálogo contínuo com o Senado será fundamental para ajustar o texto e assegurar que a reforma não comprometa o desenvolvimento do setor e a geração de empregos. “Estamos unidos na busca por uma solução que equilibre a carga tributária e preserve a competitividade do setor da construção civil, essencial para o desenvolvimento econômico de Alagoas e do Brasil”, conclui José Carlos Lyra.

  • Sistema Fiea e BNB firmam convênio para facilitar acesso de empresas ao crédito

    Sistema Fiea e BNB firmam convênio para facilitar acesso de empresas ao crédito

    A Federação das Indústrias do Estado de Alagoas (Fiea), o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), o Instituto Euvaldo Lodi (IEL), o Serviço Social da Indústria (Sesi) e o Banco do Nordeste do Brasil (BNB) firmaram uma parceria com o objetivo de melhorar a competitividade, a inovação e a sustentabilidade nas empresas, por meio do fomento e acesso facilitado a programas de crédito. O presidente da Fiea, José Carlos Lyra de Andrade, e o superintendente do banco em Alagoas, Sidnei Reis dos Santos, assinaram o termo de cooperação técnica nessa quinta-feira, 21, na Casa da Indústria Napoleão Barbosa.

    Durante o ato, Lyra reforçou que o acesso ao crédito é um dos principais desafios para as empresas viabilizarem projetos e buscarem a inovação. “O banco vai capacitar os nossos colaboradores, que darão suporte técnico para os empresários terem acesso ao crédito, visando a tornar suas empresas mais modernas, eficientes e competitivas”, destacou o presidente da Fiea.

    O superintendente estadual do BNB, Sidnei Reis, disse que a parceria beneficiará os setores da Indústria, Agroindústria, Comércio e Serviços. Juntamente com a Fiea, a instituição financeira quer reduzir as dificuldades que, historicamente, os empresários enfrentam para chegar ao ponto de conseguir o crédito propriamente dito. Para isso, os colaboradores do Sistema Fiea vão auxiliá-los no preenchimento de formulários e entrega da documentação, além de manter os participantes informados sobre os programas de crédito do BNB.

    “Nós temos políticas de crédito muito importantes e que podem ser molas propulsoras destes aspectos [competitividade, inovação e sustentabilidade]. O banco, como já tem esse know how de atuar, principalmente, junto às empresas de menor porte, se uniu à Fiea para acelerar esse acesso ao crédito e facilitar a chegada desses recursos nas mãos de quem gera emprego, renda e promove o desenvolvimento econômico e social”, disse Sidnei Reis.

  • Fiea e Adesg promovem palestra sobre a Economia do Mar em AL

    Fiea e Adesg promovem palestra sobre a Economia do Mar em AL

    A Federação das Indústrias do Estado de Alagoas (Fiea) e a Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra (Adesg-AL) realizam, no próximo dia 29 de novembro, a palestra “A importância da Economia do Mar para o Desenvolvimento Econômico”, ministrada por Marcelo Felipe Alexandre, subsecretário adjunto de Economia do Mar do Rio de Janeiro.

    O evento, que acontecerá às 9h, no auditório da Casa da Indústria, reforça a crescente relevância da Economia do Mar como vetor de desenvolvimento sustentável para Alagoas. A presença de Marcelo Felipe, referência nacional no setor e líder da única Secretaria de Economia do Mar do Brasil, proporcionará um diálogo estratégico com empresários, acadêmicos e representantes do setor industrial alagoano sobre as oportunidades e os desafios da chamada Economia Azul.

    Potencial

    Alagoas tem avançado no fortalecimento da Economia do Mar por meio de parcerias estratégicas, como a estabelecida entre a FIEA e a ADESG-AL, incentivada pela Capitania dos Portos de Alagoas. Essa colaboração busca alavancar o potencial marítimo do Estado, promovendo atividades como turismo, pesca, construção naval e outros setores ligados aos recursos oceânicos.

    A iniciativa tem como objetivo posicionar Alagoas no cenário nacional da Economia do Mar, gerando emprego, renda e desenvolvimento sustentável. A palestra do dia 29 pretende alinhar o estado aos avanços já em curso em outras regiões do Brasil.

    Quem é

    Marcelo Felipe Alexandre é oficial superior da Reserva da Marinha do Brasil, onde serviu por 33 anos, alcançando o posto de Capitão de Mar e Guerra. Durante sua carreira na Marinha, comandou três navios e atuou como diplomata na Coordenação da Área Marítima do Atlântico Sul, em Montevidéu, no Uruguai. Na Presidência da República, exerceu funções estratégicas, incluindo o cargo de Secretário Especial Adjunto de Assuntos Federativos. Possui doutorado e mestrado em Ciências Navais pela Escola de Guerra Naval (EGN) e especialização em Gestão Empresarial pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

    Serviço:

    O quê: Palestra “A importância da Economia do Mar para o Desenvolvimento Econômico”
    Quando: 29 de novembro de 2024, às 9h
    Onde: Casa da Indústria – Auditório, 4º andar
    Palestrante: Marcelo Felipe Alexandre – Subsecretário Adjunto de Economia do Mar (RJ)

  • Fiea comemora crescimento de 9,9% da Indústria alagoana no PIB de 2022

    Fiea comemora crescimento de 9,9% da Indústria alagoana no PIB de 2022

    O crescimento de 9,9% da indústria, que alcançou o primeiro lugar na região Nordeste, contribuiu para impulsionar o Produto Interno Bruto (PIB) de Alagoas, que registrou alta de 3,2% e atingiu R$ 76,07 bilhões em 2022. Segundo levantamento divulgado na quinta-feira (14/11) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), no período analisado o setor industrial obteve um valor corrente de R$ 8,32 bilhões.

    O presidente da Federação das Indústrias do Estado de Alagoas (Fiea), José Carlos Lyra de Andrade, comemorou o resultado, que ficou acima do apresentado em 2021, quando o setor industrial cresceu 7,6%. “Esse desempenho é fruto de uma política de atração de investimentos que vem sendo implementada ao longo dos anos, com incentivos para quem deseja aproveitar o potencial do nosso Estado, e da melhoria da nossa infraestrutura, o que produz um ambiente de negócios favorável”, afirmou.

    Lyra parabenizou o governador Paulo Dantas (MDB), que apresentou os números durante coletiva de imprensa, na qual destacou a união de forças como um diferencial competitivo do Estado. “Existe em Alagoas uma sinergia entre as forças produtivas e o poder público para acolher o empresário como não há em outro lugar. Os resultados a gente colhe na prática com desenvolvimento e geração de empregos”, afirmou.

    Em 2022, a indústria alagoana cresceu impulsionada por incentivos fiscais, expansão de obras e investimentos em infraestrutura. Diante disso, o levantamento do IBGE revela que o PIB da indústria em Alagoas foi puxado pelo subsetor de eletricidade e gás, esgoto, atividades de gestão de resíduos e descontaminação, que avançou 27,4%.  A indústria extrativista registrou um crescimento de 21,89%; a construção teve alta de 6,39%; e a indústria de transformação cresceu 5,87%.

    Com o melhor desempenho do Nordeste, em 2022, a indústria alagoana superou os índices de crescimento do Piauí (8,6%), Rio Grande do Norte (7%), Paraíba (6,6%), Bahia (6,2%), Maranhão (1,4%), Pernambuco (1,2%), Ceará (-2,3%) e Sergipe (-3,3%).

    Nacional

    O desempenho do PIB do Estado superou a média nacional de 3%. O maior peso participativo na composição do PIB alagoano pertence ao setor de serviços, que movimentou R$ 48,47 bilhões, um crescimento de 5%, o segundo maior do Nordeste, atrás apenas da Paraíba, que cresceu 5,1%.

    Em 2022, o IBGE aponta que a agropecuária movimentou R$ 11,55 bilhões, uma retração de 7,88% – o único resultado negativo entre os setores que compõem o PIB do Estado, impactado pelo excesso de chuvas que afetou as lavouras temporárias e permanentes e o cultivo da cana-de-açúcar, causando aumento de pragas e pelo custo alto com adubos e fertilizantes, que contribuiu para desestimular a produção.

  • Fiea defende negociação coletiva como caminho para definir jornada de trabalho

    Fiea defende negociação coletiva como caminho para definir jornada de trabalho

    A Federação das Indústrias do Estado de Alagoas (Fiea) posicionou-se contra a proposta de emenda constitucional que visa reduzir a jornada de trabalho semanal para menos de 44 horas. Em sintonia com a Confederação Nacional da Indústria (CNI), a Fiea defende que a via mais eficaz para definir jornadas de trabalho é a negociação direta entre empresas e trabalhadores, como já está previsto na Constituição Federal e ocorre em boa parte do mundo.

    O presidente da Federação, José Carlos Lyra de Andrade, considera que uma mudança dessa natureza deve respeitar as diferentes realidades dos setores econômicos, os variados segmentos da indústria e as características das empresas de cada porte e região do País. Além disso, ele lembra que a minirreforma trabalhista de 2017 já possibilita que trabalhadores e empregadores negociem a carga horária, de acordo com as peculiaridades de cada atividade.

    “Essa proposta desconsidera as disparidades regionais e a complexidade do cenário econômico nacional, que exige soluções flexíveis e adaptáveis. Acreditamos que a via mais eficaz para definir jornadas de trabalho seja a negociação direta entre empresas e trabalhadores, como ocorre em boa parte do mundo”, afirmou. Para o presidente, o diálogo entre as partes permite um acordo mais adequado às especificidades e desafios de cada setor, fortalecendo tanto o ambiente de trabalho quanto a competitividade das empresas.

    Alagoas

    Segundo o Observatório da Indústria, dados da RAIS/2021 demonstram que em Alagoas mais de 90 mil trabalhadores industriais possuíam vínculos formais com carga semanal de 44 horas, o que representava 88,41% de todos os contratos de empregos industriais do Estado.

    Ainda segundo dados do Observatório, a redução da jornada semanal de 44 para 36 horas pode gerar a necessidade de mais contratações para compensar a menor disponibilidade horária dos trabalhadores. Para a indústria, onde o ritmo de produção depende do funcionamento contínuo, isso pode resultar em custos adicionais, tanto pela contratação de mais colaboradores quanto pelo possível aumento de horas extras.

    Quanto ao impacto na produtividade, a adoção de três dias de descanso e a eliminação da escala 6×1 poderiam reduzir a produtividade em áreas industriais que dependem de escalas rígidas para manter a operação. Ou seja: reduzir os dias de trabalho ativo pode diminuir o ritmo produtivo, obrigando a adaptação de turnos e o rearranjo das escalas para suprir a demanda sem interrupções.

    Micro e Pequenas Indústrias

    Pequenas indústrias, com menos margem de capital e flexibilidade, poderiam enfrentar maiores dificuldades para adaptar-se às novas regras. Aumentar a equipe para compensar a menor jornada de trabalho representa um desafio financeiro. Há o risco de redução de pessoal ou mesmo de fechamento de empresas, afetando a competitividade no setor. Destacando que 39% dos trabalhadores industriais – o que representa mais de 35 mil vínculos formais –  têm contratos com micro e pequenas empresas industriais.

  • Descarbonização na Indústria gera ganhos ambientais e viabiliza novos mercados

    Descarbonização na Indústria gera ganhos ambientais e viabiliza novos mercados

    Ao investir na descarbonização, o setor sucroalcooleiro alagoano não somente contribui com o meio ambiente, como também pode gerar novos negócios, ao ampliar a gama de produtos e de mercados. Este assunto, de importância mundial, está sendo discutido nesta segunda-feira, 4, na Casa da Indústria Napoleão Barbosa, durante o “1º Workshop Sucroalcooleiro de Alagoas para Descarbonização da Mobilidade”.

    A ação é uma iniciativa da Federação das Indústrias do Estado de Alagoas (Fiea), Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) e Sindicato da Indústria do Açúcar e do Álcool de Alagoas (Sindaçúcar), com apoio da Federação das Indústrias do Estado da Bahia (Fieb).

    O workshop foi aberto pelo presidente da Fiea, José Carlos Lyra de Andrade. Ele explicou que o objetivo da ação é mapear projetos e oportunidades visando à descarbonização, com foco na mobilidade urbana, envolvendo um dos principais segmentos da economia alagoana.

    “A palavra de ordem na Indústria é ESG (Meio Ambiente, Social e Governança Corporativa), descarbonização, racionalização do uso de energia e economia circular. Então, nós trouxemos uma equipe do Senai Cimatec para fornecer subsídios ao setor de forma que Alagoas se torne um exemplo entre os estados açucareiros do Brasil”, afirmou o industrial.

    O Senai Cimatec (Centro Integrado de Manufatura e Tecnologia) é considerado o mais avançado instituto de tecnologia e inovação do Brasil, localizado no coração do Polo Industrial de Camaçari, na Bahia.

    Com o conhecimento trazido para o estado, por meio do workshop, o setor sucroalcooleiro alagoano tem grande potencial para avançar na descarbonização, destacou o presidente do Sindaçúcar, Pedro Robério. “Nós produzimos etanol, temos potencial para produzir biogás, temos potencial para produzir hidrogênio, então, precisava que houvesse esse workshop para a gente uniformizar ações e potencialidades”, disse.

    O empresário reassalta que a descarbonização é benéfica em vários sentidos. “Quando você apresenta novos mercados para quem está produzindo, é tudo que o empresário quer ouvir. Além do que ele já faz, surgem novos mercados, mercados com valor agregado muito mais excelente. Então, é bom para o setor, é bom para o equilíbrio de descarbonização que o setor pode oferecer e bom para Alagoas, porque vai ter novos negócios a partir do setor sucroenergético”, explicou.

    Nos horários da manhã da tarde desta segunda-feira, 4, uma equipe do Senai Cimatec apresenta para representantes de usinas alagoanas  os caminhos efetivos que a Indústria deve seguir para contribuir com a descarbonização da mobilidade urbana.

    O gerente de Novos Negócios da unidade, Silmar Baptista, explica que existem várias linhas de fomento para descarbonização que atendem a projetos de pequeno, médio e grande portes. Na palestra, ele mostrou as novas tecnologias do setor e algumas oportunidades de projetos que podem ser viabilizados por meio da busca de fomento. “O que a gente precisa agora são ideias boas, projetos bons, obviamente, que tragam resultado para a empresa, para o estado e para o país”, disse ele, ao revelar que a parceria das entidades do setor produtivo traz inovação para Alagoas.

    A atuação junto ao setor sucroalcooleiro é um horizonte para que outros setores possam também se envolver nessa temática, garantiu Gerhard Ett, pesquisador do Senai Cimatec. O etanol, analisa, é uma importante contribuição do setor sucroalcooleiro para o meio ambiente, porém, isso pode ser ampliado.

    “O Senai tem várias soluções que pode oferecer para a indústria descarbonizar, desde a formação, novas tecnologias, aumento da eficiência de plantas industriais. A própria usina tem muita aplicação que eu posso melhorar. Eu posso aproveitar até o CO2 que é emitido na gaseificação, da fermentação, para transformar em combustível e aviação, o SAF. Atualmente, tem duas empresas em São Paulo que foram habilitadas para produção de querosene e aviação já habilitadas internacionalmente. Aqui, nós temos capacidade de melhorar ainda mais essa qualificação e produzir querosene de aviação aqui no Nordeste”, frisou.

    O workshop teve ainda a participação de representantes do Banco do Nordeste do Brasil (BNB) e da Maceió Investe. Yuri Pontes, presidente da Maceió Investe, diz que a temática é relevante e vanguardista. Ele assegurou apoio aos projetos que venham a surgir no caminho da descarbonização. “Isso tem uma convergência 100% com a Maceió Investe, porque é um dos nossos pilares de atuação, é tentar fazer geração econômica através da economia verde, da economia azul, ou seja, uma economia limpa, mostrando que tem como se gerar riqueza a partir de uma ação sustentável”, concluiu.

  • Fiea, Senai e Sindaçúcar promovem workshop com o setor sucroalcooleiro para buscar a descarbonização da mobilidade

    Fiea, Senai e Sindaçúcar promovem workshop com o setor sucroalcooleiro para buscar a descarbonização da mobilidade

    Nesta segunda-feira, 4 de novembro, a partir das 8h30, a Casa da Indústria Napoleão Barbosa sedia o “1º Workshop Sucroalcooleiro de Alagoas para Descarbonização da Mobilidade”. A ação é uma parceria da Federação das Indústrias do Estado de Alagoas (Fiea), Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) e Sindicato da Indústria do Açúcar e do Álcool de Alagoas (Sindaçúcar).

    As entidades se uniram para realizar um diagnóstico junto às usinas sucroalcooleiras do estado, com o objetivo de estruturar uma carteira de projetos de inovação, além de promover a melhoria de processos e produtos destinados à descarbonização da mobilidade.

    A descarbonização na mobilidade refere-se ao desenvolvimento de tecnologias de baixo carbono para contribuir com a redução das emissões de gases de efeito estufa no transporte automotivo. Esse também é um dos objetivos da neoindustrialização.

    A iniciativa é continuidade do programa “Conectando o Futuro: Avançando com ESG na Indústria”, lançado em junho pela Fiea. Ela está alinhada ao plano de ação para a neoindustrialização (2024 a 2026), previsto no programa Nova Indústria Brasil (NIB). Na missão 5, o plano define que a bioeconomia, descarbonização e transição e segurança energéticas devem garantir os recursos para as gerações futuras.

    O workshop conta com o apoio de especialistas em descarbonização e produção de biocombustíveis do Senai Cimatec, como iniciativa do Acordo de Cooperação Técnica firmado entre a Fiea e a Federação das Indústrias da Bahia (Fieb). O evento terá, ainda, a participação da Maceió Investe e do Banco do Nordeste.

    Programação

    08h30 às 09h00

    – Recepção

    09h00 às 09h10

    – Abertura

    – Tema: Conectando o futuro: Avançando com ESG na Indústria

    09h10 às 10h00

    – Tema: Meio ambiente e Descarbonização para indústria sucroalcooleira

    – Palestrante: José Luís, Gerente Executivo do Senai Cimatec

    10h00 às 11h00

    – Tema: Processos eletroquímicos e termoquímicos para descarbonização da mobilidade urbana

    – Palestrante: Gerhard Ett, Professor e Pesquisador Líder em Descarbonização do Senai Cimatec

    11h00 às 11h30

    – Tema: Oportunidades de fomentos (subvenção econômica) e alinhamento para o mapeamento das oportunidades.

    – Palestrante: Silmar Baptista Nunes, Gerente de Novos Negócios do SENAI CIMATEC

    11h30 às 13h00

    – Almoço na Casa da Indústria

    13h00 às 15h00

    – Mesa redonda:

    – Mapeamento Oportunidades de projetos de inovação no setor sucroalcooleiro:

    1.Convergência por temas

    2.Priorização por investimento

    3.Avaliação do TRL – Nível de Maturidade Tecnológica

    4.Ranking das ideias

    15h00 às 15h30

    – Fechamento e próximos passos

  • IEL/AL e Senai apresentam soluções inovadoras para advogados no OAB Law Trend

    IEL/AL e Senai apresentam soluções inovadoras para advogados no OAB Law Trend

    A Federação das Indústrias do Estado de Alagoas (Fiea), por meio do Instituto Euvaldo Lodi (IEL) e do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), marcou presença no OAB Law Trend 2024, promovido pela Ordem dos Advogados do Brasil de Alagoas (OAB/AL) de 23 a 25 últimos.  

    Com palestras, oficinas práticas e oportunidades de networking nas áreas jurídica e tecnológica, a sede da OAB/AL, no bairro de Jacarecica, em Maceió, foi o espaço ideal para as entidades da Indústria mostrarem como podem contribuir com soluções inovadoras para os advogados alagoanos.

    A participação do IEL/AL no OAB Law Trend foi uma oportunidade para a instituição lançar uma novidade, a consultoria “Planejamento estratégico para advogados e escritórios de advocacia”, explica a coordenadora de Inovação e Pesquisa do IEL/AL, Eliana Sá. Ela também foi mediadora de painéis realizados no evento, com abordagens sobre empreendedorismo jurídico e o novo modelo de advocacia.

    Além disso, o IEL sorteou duas consultorias em planejamento estratégico e um processo de recrutamento e seleção de talentos. O evento proporcionou uma aproximação produtiva entre a entidade e a advocacia. “O networking com os advogados foi necessário para a divulgação dos produtos e proporcionou muito conhecimento sobre as dores e ansiedades da classe”, afirmou.

    Morgana Moura, analista de Inovação do IEL/AL, ministrou a oficina “Metodologias ágeis”, ensinando os advogados a usarem o sistema Kanban nas suas atividades.

    Hub Senai foi um dos destaques

    Durante os três dias do OAB Law Trend, profissionais e estudantes do Direito puderam conhecer as ações de empreendedorismo, soluções digitais e de inovação ofertadas pelo Hub Senai de Inovação e Tecnologia, por meio do estande montado na sede da Ordem dos Advogados em Alagoas.

    Na sexta-feira, 25, o supervisor de Inovação e Empreendedorismo do Senai/AL, Marcos Guimarães, ministrou a oficina “Empreendedorismo inovador na advocacia: Construindo persona e segmento de cliente”, em que destacou o contexto de hiperpersonalização nos produtos do Hub Senai. “O objetivo central foi ajudar os advogados a identificar e entender o perfil do cliente ideal e segmentar com precisão para as personas compradoras”, ressaltou.

    O supervisor utilizou como exemplo os produtos do Hub Senai, localizado na unidade Senai Poço. “Nós ofertamos produtos personalizados, que entregam inovação para os clientes, seja nos programas de empreendedorismo inovador ou através dos projetos e das prototipações no laboratório”, concluiu Marcos Guimarães.

  • Coragem que inspira: colaboradora do Sistema Fiea é homenageada em campanha que conscientiza sobre câncer de mama

    Coragem que inspira: colaboradora do Sistema Fiea é homenageada em campanha que conscientiza sobre câncer de mama

    Outubro é o mês de conscientização sobre a prevenção ao câncer de mama, a doença mais comum entre as mulheres no mundo. A campanha Outubro Rosa, iniciada no Brasil em 2002, busca promover a importância do autocuidado e dos exames regulares para a detecção precoce.  

    Manter a rotina de exames preventivos, como a mamografia, aumenta significativamente as chances de um diagnóstico precoce e de um tratamento bem-sucedido. Foi assim que Patrícia Ferreira, colaboradora do IEL, aos 39 anos, descobriu um nódulo ainda em estágio inicial. Durante uma consulta de rotina, seu médico ultrassonografista recomendou que procurasse um mastologista para aprofundar a investigação.  

    “Já percebi que algo estava errado pela reação da médica. No início de julho, veio a confirmação do diagnóstico. No ano passado, não tinha nada, mas desta vez o nódulo foi detectado cedo”, relata.  

    Mesmo em tratamento, Patrícia mantém a rotina que está acostumada, o que tem sido fundamental para seu bem-estar. “É uma questão psicológica, né? Continuar com o trabalho e a atividade física trazem essa leveza e a ideia de que a vida segue”. Estudos mostram que a prática de exercícios durante o tratamento oncológico melhora a qualidade de vida e pode reduzir riscos de mortalidade.  

    “[…] A vida da mulher é corrida – trabalho, casa, filhos –, mas é importante reservar tempo para cuidar de si. Se você não se cuidar, quem é que vai cuidar de você?”, reflete.  

    Mas Patrícia tem motivos para se manter otimista. Além do apoio da medicina, ela se sustenta em uma rede de amor formada pela mãe, irmã e filha, que a acompanham de perto. “A rede de apoio é essencial. Elas são minha base e cuidam de mim quando eu mais preciso. Sempre foram tudo para mim, e tê-las por perto é muito importante”, declara.  

    Ela percorre agora o caminho do seu processo de cura, da qual ela sempre teve certeza, com uma determinação e vivacidade que são fundamentais em momentos como esse, onde o autoconhecimento e a espiritualidade são instrumentos para nutrir a esperança.  

    “Gosto de ler sobre autoconhecimento e assistir palestras religiosas. Venho trabalhando isso há uns dois anos. Sinto que estava sendo preparada para esse momento. Talvez a Patrícia de dois anos atrás teria lidado de uma maneira muito mais desesperada”, revela.  

    No final, a história da Patrícia e sua coragem em compartilhá-la nos deixa uma lição: a capacidade de lidar com os medos e incertezas nos dão poder diante das circunstâncias inesperadas, e que manter-se de pé para enfrentar o que vier é, na verdade, uma grande chance de nos tonarmos melhores.  

    “Tem a frase de um filósofo que eu gosto muito, ‘Nada acontece ao homem que não seja do próprio homem’. Então, nada acontece com a Patrícia que não seja da Patrícia. Não é à toa que eu esteja passando por isso, existe uma lição que eu tenho que tirar.” 

  • Fiea promove participação de 22 empresas alagoanas na Missão Origem Brasil-Portugal

    Fiea promove participação de 22 empresas alagoanas na Missão Origem Brasil-Portugal

    A Federação das Indústrias do Estado de Alagoas (Fiea), por meio do Centro Internacional de Negócios (CIN), levará 22 empresas alagoanas para a Missão Origem Brasil – Portugal, com destaque para os setores de alimentos e bebidas, moda criativa e autoral, e artesanato.

    Entre os dias 24 e 27 de outubro próximos, Vila Nova de Gaia e o Porto, em Portugal, serão palco do evento organizado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), em parceria com a ApexBrasil. O projeto, articulado pela Federação das Indústrias da Bahia (Fieb), conta com o apoio das federações de indústrias, incluindo a Fiea, em colaboração com o Sindicato da Indústria do Vestuário (Sindivest) de Alagoas.

    A missão tem como objetivo fortalecer e apresentar ao mercado internacional a diversidade e originalidade da indústria brasileira. Nela, serão realizadas Rodadas de Negócios Internacionais, que contarão com compradores de Portugal, Espanha, Reino Unido e Holanda.

    Este ano, o evento inova ao oferecer rodadas tanto presenciais quanto virtuais. Além disso, empresas alagoanas poderão expor seus produtos na Casa Brasiliana, um showroom permanente, que ainda contará com um coquetel de degustação e desfile. Após o evento, essas empresas poderão ainda enviar seus produtos para a Embaixada do Brasil em Paris, ampliando suas oportunidades de negócios na França, em uma extensão da Missão Origem Brasil.

    A edição anterior, realizada em 2023, contou com a participação de mais de 70 empresas brasileiras e gerou mais de R$ 3 milhões em negócios. Em 2024, a expectativa é ainda maior, com a participação de produtores de cacau, café, frutas, mel, própolis, fécula de mandioca, flocos e farinhas de milho, coco e derivados, além de cachaças, cervejas artesanais e moda autoral.

    Esses setores terão destaque internacional, evidenciando a origem dos produtos. O estado de Alagoas, reconhecido por sua forte produção nos segmentos de alimentos, bebidas e moda, desempenha um papel vital na economia regional e nacional, reforçando sua relevância no mercado global.