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  • IEL oferece vagas de estágio, jovem aprendiz e empregos efetivos em Maceió e Arapiraca

    IEL oferece vagas de estágio, jovem aprendiz e empregos efetivos em Maceió e Arapiraca

    O Instituto Euvaldo Lodi (IEL) está com dezenas de oportunidades abertas para quem busca inserção no mercado de trabalho em Maceió e Arapiraca. As vagas estão distribuídas entre estágios, programas de jovem aprendiz e cargos efetivos, com oportunidades em diferentes níveis de escolaridade e áreas de atuação. Para se candidatar, os interessados devem se cadastrar no portal de carreiras do IEL: carreiras.iel.org.br/AL.

    Na capital alagoana, há vagas de estágio para estudantes de cursos como Administração, Arquitetura e Urbanismo, Ciências Contábeis, Engenharia Civil, Farmácia, Recursos Humanos, Marketing, Publicidade, Design, entre outros. A bolsa-estágio varia entre R$ 400,00 e R$ 1.000,00, além do auxílio-transporte, que pode chegar a R$ 176,00.

    Ainda em Maceió, o programa Jovem Aprendiz oferece duas vagas para assistente administrativo, e há dez oportunidades de trabalho efetivo para instrutores nas áreas de Biologia, Recursos Humanos, Logística, Direito, Administração, Psicologia, Engenharia de Produção, Sociologia e Pedagogia.

    Arapiraca

    Em Arapiraca, também há opções de estágio nas áreas de Ciências Contábeis e Marketing, com bolsas entre R$ 700,00 e R$ 800,00, além de auxílio-transporte. O programa Jovem Aprendiz disponibiliza 19 vagas — sendo 18 para teleatendimento e uma para assistente administrativo. Já para empregos efetivos, estão abertas três vagas nas funções de vendedor, supervisor e auxiliar de estoque.

  • SB COP seleciona iniciativas do setor privado com resultados na agenda do clima

    SB COP seleciona iniciativas do setor privado com resultados na agenda do clima

    Sustainable Business COP30 (SB COP) abriu chamada pública para selecionar iniciativas do setor privado com soluções concretas para o enfrentamento das mudanças climáticas.

    Lançada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), a medida reconhece cases inovadores e escaláveis que geram resultados reais alinhados ao Acordo de Paris – tratado internacional que visa limitar o aquecimento global a menos de 2 °C, com esforços para mantê-lo abaixo de 1,5 °C em relação aos níveis pré-industriais.

    Empresas, instituições e organizações privadas de todos os portes podem participar. Os cases devem se enquadrar em uma das oito áreas temáticas da SB COP:

    • Transição energética
    • Economia circular e materiais
    • Bioeconomia
    • Sistemas alimentares
    • Soluções baseadas na natureza
    • Cidades sustentáveis e resilientes
    • Finanças e Investimento para a transição
    • Empregos e habilidades verdes

    “O setor privado já atua com protagonismo e entrega resultados concretos para a agenda climática. A chamada reconhece essas iniciativas e oferece uma vitrine internacional para soluções que contribuem de forma real com uma transição justa e sustentável”, afirma Davi Bomtempo, superintendente de Meio Ambiente e Sustentabilidade da CNI.


    A avaliação dos cases considerará cinco critérios principais: escala de impacto, viabilidade em até cinco anos, retorno econômico ou custo acessível, inovação e alinhamento com as prioridades estratégicas da SB COP.

    Os casos selecionados poderão integrar a programação oficial da SB COP e ganhar visibilidade nos eventos preparatórios para a COP30, que será realizada em Belém (PA), em 2025. A proposta é transformar a COP na conferência da ação climática, mostrando como o setor privado já coloca em prática soluções efetivas para enfrentar os desafios ambientais.

    Como participar

    O formulário de inscrição está no site oficial da SB COP: https://sbcop30.com/

    Os participantes devem preencher informações detalhadas sobre o case, como objetivos, localização, cronograma, indicadores, impactos e fontes de financiamento, além de apresentar como o case atende aos critérios de seleção.

    Iniciativas já implementadas e com resultados têm prioridade, mas outras em fase de planejamento também podem se inscrever. O prazo para envio das propostas termina em 18 de julho.

  • Virada Esportiva Inclusiva transforma Maceió em palco do paradesporto

    Virada Esportiva Inclusiva transforma Maceió em palco do paradesporto

    Durante três dias transformadores, aproximadamente mil pessoas descobriram na capital alagoana o poder do paradesporto para quebrar barreiras e aproximar corações. A Virada Esportiva Inclusiva (VEI), realizada entre 25 e 27 de junho, proporcionou experiências inesquecíveis que mudaram a perspectiva dos participantes sobre inclusão, superação e potencial humano.

    A chegada da Virada Esportiva Inclusiva a Maceió, viabilizada pelo patrocínio da Braskem através da Lei de Incentivo ao Esporte do Ministério do Esporte, representa um marco para o desenvolvimento do paradesporto no Nordeste. Isso reforça o compromisso com a transformação social e evidencia a importância de promover em Alagoas iniciativas de inclusão, posicionando o estado como referência nacional na promoção da igualdade através do esporte.

    Descobertas que transformam

    Na Vila Olímpica do Sesi, aproximadamente mil pessoas vivenciaram a experiência do paradesporto. Crianças correram com os olhos vendados no futebol de cinco, adolescentes dominaram cadeiras de rodas no basquete e adultos descobriram a precisão da bocha paralímpica.

    “A linha que conecta tudo isso é a relação humana que se estabelece pela vivência, pelo contato entre essas pessoas usando o esporte como ferramenta”, explicou Luiz Marcelo Ribeiro da Luz, coordenador do projeto realizado pelo Instituto Incentivar.

    O evento estruturou-se em três etapas: diálogos sobre inclusão e vivências práticas com 11 modalidades paradesportivas.

    Para Renato Buarque, praticante de goalball e pessoa com deficiência visual, a Virada representou uma oportunidade única. “Vivemos fora desse circuito do grande esporte nacional. Trazer um evento como esse apresenta novas modalidades”, destacou o atleta. “O esporte é vida. Faz evoluir como pessoa, socializar, encontrar um papel na sociedade.”

    Pedro Daniel, que não pratica esportes regularmente, saiu transformado: “O esporte é bom para ligar as pessoas, mas também faz cada um ficar melhor consigo mesmo.”

    Flávio Melo, coordenador do handebol em cadeira de rodas, observou a quebra de preconceitos: “Estar em uma cadeira de rodas não necessariamente está relacionado ao fato de ter uma deficiência. O público pode ver isso como uma alternativa, como até um brinquedo. Estamos falando de atletas, de pessoas que praticam esporte como qualquer outra, com uma característica distinta.”

    Parcerias estratégicas

    Milton Pradines, gerente de Relações Institucionais da Braskem em Alagoas, destacou o alinhamento com os valores da empresa: “É uma grande satisfação apoiar um projeto que promove a inclusão e a transformação social através do esporte. Iniciativas como a Virada fortalecem nossos laços com a sociedade.”

    Sarah Lessa, coordenadora de Desenvolvimento Socioambiental do Sesi Alagoas, reforçou que o apoio está alinhado ao Programa Sesi de Pessoas com Deficiência: “Acreditamos que o esporte tem a capacidade de melhorar a qualidade de vida, além de fazer a inclusão necessária.”

    Paulo Pontes, presidente do Instituto Incentivar, enfatizou: “O objetivo é permitir que o público realmente vivencie uma das modalidades, proporcionando uma experiência socioesportiva para pessoas com ou sem deficiência.”

    Alagoas como referência

    A terceira edição da Virada Esportiva Inclusiva em Maceió, após Campinas (2023) e Santo André (2024), consolida Alagoas como estado comprometido com a inclusão social. “O esporte é o melhor meio para inclusão de pessoas com deficiência. O esporte transforma e ressignifica vidas, criando ídolos e grandes exemplos de superação”, afirmou Luiz Marcelo.

    As 11 modalidades oferecidas – atletismo adaptado, parabadminton, basquete em cadeira de rodas, futebol de cinco, rugby em cadeira de rodas, goalball, voleibol sentado, handebol adaptado, hóquei indoor, bocha paralímpica e xadrez para pessoas com deficiência visual – contaram com coordenadores qualificados e instrutores especializados, todos atletas com deficiência.

    Sobre a Virada Esportiva Inclusiva

    A Virada Esportiva Inclusiva é uma realização do Instituto Incentivar, com patrocínio da Braskem através da Lei de Incentivo ao Esporte do Ministério do Esporte, e apoio do Sesi Alagoas. O projeto promove a inclusão social através de vivências em modalidades paradesportivas.

  • FIEA consolida avanços no programa ESG em seu primeiro ano de atuação

    FIEA consolida avanços no programa ESG em seu primeiro ano de atuação

    Em um ano de implantação, o programa de ESG do Sistema FIEA já mostra resultados concretos na construção de uma nova cultura empresarial em Alagoas. A avaliação foi apresentada na quinta-feira (26), durante a reunião de Diretoria da Federação das Indústrias do Estado de Alagoas (FIEA), pelo assessor executivo Júlio Zorzal, que destacou os avanços obtidos desde o lançamento da iniciativa, em junho de 2024.

    “Após o lançamento do programa, percebemos como foi essencial esse trabalho com o setor empresarial. A mobilização promovida ao longo do ano permitiu não só disseminar o conceito de ESG, mas também incorporar inovação e sustentabilidade na agenda estratégica da indústria alagoana”, afirmou Zorzal.

    Dentre os destaques, estão a realização de painéis com mais de 65 especialistas discutindo sustentabilidade em Alagoas, parcerias para o desenvolvimento de projetos com foco em Bioeconomia, Energias Renováveis, Economia Circular e Transformação Digital, e a participação da startup local Nosso Mangue em eventos internacionais como a COP16. A FIEA também lançou estudos relevantes, como o Atlas Eólico e Solar do Estado de Alagoas e a proposta do atlas do biogás e biometano, com apoio do governo estadual e da Algás.

    Outro marco importante foi a criação da Assessoria Executiva de Sustentabilidade Industrial da FIEA, voltada a articular ações técnicas e institucionais em temas como transição energética, economia circular e transformação digital. A assessoria tem papel estratégico no apoio às empresas para adoção de práticas sustentáveis, alinhadas à política de neoindustrialização nacional.

    O presidente da Federação das Indústrias, José Carlos Lyra de Andrade, reforçou o papel do programa como vetor de desenvolvimento. “As práticas de sustentabilidade são decisivas para alavancar a neoindustrialização no nosso estado e no nosso país. A missão da FIEA, do SESI, do SENAI Alagoas e do IEL é apoiar as empresas na incorporação de práticas sustentáveis, garantindo uma atuação voltada ao hoje e, principalmente, ao amanhã”, disse Lyra.

    Segundo o empresário, com ações voltadas à inovação, acesso a crédito, qualificação profissional e cooperação com instituições públicas e privadas, o programa ESG da FIEA avança como um dos pilares da transformação do setor industrial alagoano.

    A entidade, destaca Lyra, também contribui para alinhar o estado aos princípios do programa Nova Indústria Brasil (NIB), lançado pelo governo federal com o objetivo de promover o desenvolvimento do setor industrial até 2033.

  • IEL abre mais de 50 vagas de estágio, jovem aprendiz e emprego em Maceió e Arapiraca

    IEL abre mais de 50 vagas de estágio, jovem aprendiz e emprego em Maceió e Arapiraca

    O mercado de trabalho em Alagoas segue com novas oportunidades para estudantes e profissionais em busca de inserção ou recolocação. Nesta sexta-feira (27), o Instituto Euvaldo Lodi (IEL), ligado à Federação das Indústrias do Estado de Alagoas (FIEA), divulga mais de 50 vagas de estágio, jovem aprendiz e emprego nos municípios de Maceió e Arapiraca, com bolsas que podem chegar a R$ 1.150, além de auxílio-transporte.

    Em Maceió, são ofertadas vagas de estágio para cursos como Administração (com diferentes habilitações), Direito, Arquitetura e Urbanismo, Engenharia Civil, Engenharia de Produção, Pedagogia, Química, além de áreas técnicas como Farmácia, Informática, Eletrônica e Ensino Médio. As bolsas variam entre R$ 500 e R$ 1.150, com auxílio-transporte de até R$ 160.

    Ainda na capital, há duas vagas abertas para jovem aprendiz no cargo de assistente administrativo, além de 11 cargos efetivos para instrutores em áreas como Biologia, Direito, Psicologia, Recursos Humanos, Engenharia de Produção, Sociologia e Informática.

    Arapiraca

    Já em Arapiraca, há duas vagas de estágio, destinadas aos cursos de Administração e Direito, com bolsas que vão de R$ 600 a R$ 700, além de auxílio-transporte. Também estão abertas 30 vagas para jovem aprendiz na função de assistente administrativo, além de duas oportunidades de emprego efetivo nos cargos de vendedor e supervisor.

    Os interessados devem se cadastrar no portal de carreiras do IEL, no endereço carreiras.iel.org.br/al.

  • CNI promove curso sobre técnicas de negociação

    CNI promove curso sobre técnicas de negociação

    Confederação Nacional da Indústria (CNI) promove, a partir desta sexta-feira (27), uma capacitação exclusiva sobre técnicas de negociação para os representantes de federações da indústria que formam a Rede Sindical.

    A iniciativa é realizada em parceria com a Organização Internacional do Trabalho (OIT), por meio do Escritório da OIT para Atividades dos Empregadores (ACT/EMP), e faz parte das ações do eixo de capacitações do Programa Excelência Sindical 2025. 

    O principal objetivo é fortalecer o associativismo e promover o desenvolvimento das entidades representativas, potencializando a capacidade de defender os interesses de seus representados. As aulas são online e vão até o dia 25 de julho.

    O curso será desenvolvido com foco no desenvolvimento de habilidades específicas de planejamento das negociações; condução assertiva e colaborativa; análise e interpretação de informações complexas; adaptação a diferentes estilos de negociação e contextos; e utilização de ferramentas e técnicas de negociação avançadas. 

    “Entidades que representam os empregadores, como as entidades que compõem o Sistema de Representação da Indústria, atuam em um ambiente cada vez mais competitivo e complexo, marcado por mudanças rápidas na legislação, na economia global e nas relações sociais. Nesse contexto, a capacidade de desenvolver negociações eficazes torna-se crucial para garantir a competitividade e a sustentabilidade dos setores que representamos”, destacou a chefe de gabinete da Presidência e superintendente de Compliance e Integridade da CNI, Danusa Costa Lima. 

    As aulas serão ministradas pela advogada e consultora internacional Julia Scandale. A especialista tem mais de 15 anos de experiência em consultoria internacional para as Nações Unidas, Organização Internacional do Trabalho (OIT), Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), Banco Mundial (BM), entre outros. Scandale também tem vasta experiência em Direito da Integração Internacional e Direitos Humanos.

    Especialista em reformas do setor judiciário, acesso à justiça e Estado de Direito, é reconhecida por sua atuação em desenvolvimento organizacional, sustentabilidade e planejamento estratégico técnico e jurídico em organizações públicas e privadas. 

    “Queremos capacitar os representantes da nossa Rede Sindical com técnicas modernas e eficazes, além de fortalecer as habilidades de negociação. Será uma oportunidade valiosa para debatermos de forma prática todas as técnicas e orientações”, reforça a gerente de Estratégia e Articulação da Superintendência de Relações do Trabalho da CNI, Andréia Lopes.

  • IEL oferta mais de 60 oportunidades de emprego e estágio em Maceió e Arapiraca

    IEL oferta mais de 60 oportunidades de emprego e estágio em Maceió e Arapiraca

    O Instituto Euvaldo Lodi (IEL), integrante do Sistema Indústria, divulgou nesta semana, mais de 60 oportunidades de estágio, jovem aprendiz e cargos efetivos em Maceió e Arapiraca. As vagas contemplam diferentes níveis de escolaridade e áreas do conhecimento. Os estudantes selecionados para estágio podem receber bolsas entre R$ 535,33 e R$ 1.000, além de auxílio-transporte de até R$ 146,00.

    As oportunidades são ideais para quem busca o primeiro emprego ou uma recolocação profissional no mercado de trabalho alagoano. Os interessados devem se cadastrar no portal de carreiras do IEL: carreiras.iel.org.br/al.

    Confira abaixo a distribuição das vagas:

    Vagas em Maceió

    Estágios (Bolsa entre R$ 535,33 e R$ 1.000 + Auxílio-Transporte)
    • Administração: 4 vagas
    • Administração/Técnico em Administração: 1 vaga
    • Administração/Gestão Financeira: 1 vaga
    • Administração/Gestão de Recursos Humanos: 1 vaga
    • Administração/Gestão de RH/Técnico em Administração: 1 vaga
    • Administração/Técnico em Administração/Gestão Financeira/Gestão Comercial: 1 vaga
    • Análise e Desenvolvimento de Sistemas: 1 vaga
    • Arquitetura e Urbanismo: 1 vaga
    • Ciências Contábeis: 1 vaga
    • Comunicação Social: 1 vaga
    • Direito: 2 vagas
    • Educação Física: 1 vaga
    • Engenharia Civil: 2 vagas
    • Engenharia Civil/Técnico em Edificações: 1 vaga
    • Engenharia de Produção: 1 vaga
    • Engenharia Elétrica: 1 vaga
    • Engenharia Mecânica: 1 vaga
    • Jornalismo/Publicidade e Propaganda: 1 vaga
    • Nutrição: 1 vaga
    • Pedagogia: 2 vagas
    • Psicologia: 1 vaga
    • Publicidade e Propaganda: 1 vaga
    • Técnico em Enfermagem: 1 vaga
    • Técnico em Logística: 1 vaga
    • Técnico em Segurança do Trabalho: 1 vaga

    Jovem Aprendiz
    • Assistente Administrativo: 1 vaga

    Cargos Efetivos

    (1 vaga para cada função):
    • Instrutor de Engenharia de Produção
    • Instrutor de Recursos Humanos
    • Instrutor de Direito
    • Instrutor de Logística
    • Instrutor de Pedagogia
    • Instrutor de Psicologia

    Vagas em Arapiraca

    Estágios (Bolsa entre R$ 535,33 e R$ 1.000 + Auxílio-Transporte)
    • Administração: 3 vagas
    • Direito: 1 vaga
    • Enfermagem: 1 vaga
    • Ensino Médio: 1 vaga
    • Marketing: 2 vagas
    • Pedagogia: 1 vaga
    • Técnico em Eletrotécnica: 1 vaga

    Jovem Aprendiz
    • Assistente Administrativo: 2 vagas

  • Medidas para compensar redução do IOF vão aumentar custos e prejudicar investimentos do setor produtivo, diz CNI

    Medidas para compensar redução do IOF vão aumentar custos e prejudicar investimentos do setor produtivo, diz CNI

    Confederação Nacional da Indústria (CNI) avalia que as propostas do governo para compensar a redução da tributação do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) não vão evitar o aumento de custos sobre as empresas e vão prejudicar investimentos do setor produtivo. Enquanto o Decreto 12.499/2025 reverte apenas parte da elevação da carga tributária via IOF, a Medida Provisória 1.303/2025 prioriza a alta da arrecadação, contendo poucas e insuficientes iniciativas para reduzir os gastos públicos.


    “O setor produtivo não suporta mais pagar a conta do ajuste fiscal. Nós precisamos equilibrar o orçamento público com medidas estruturais, de longo prazo, e não com iniciativas pontuais que penalizam as empresas e, consequentemente, o crescimento do país”, defende o presidente da CNI, Ricardo Alban.


    Embora reduza o IOF cobrado em algumas operações de crédito, câmbio e seguros, o novo decreto do governo não reverte o aumento de tributação, pois o impacto das mudanças passou de R$ 20 bilhões para R$ 10 bilhões, em 2025, e de R$ 40 bilhões para R$ 20 bilhões, em 2026.

    A alíquota do IOF-Crédito cobrada das empresas, por exemplo, caiu de 3,94% ao ano (a.a.) para 3,37% a.a., patamar ainda bem superior à alíquota de 1,88% a.a., que valia antes das medidas. Quanto às operações de “risco sacado”, o avanço foi moderado, pois só a alíquota fixa, antes em 0,95% a.a., foi zerada, mas a alíquota diária de 0,0082% permanece.

    Vale destacar que a criação de alíquota fixa de 0,38% de IOF na compra de cotas FDIC tende a aumentar o custo do crédito para as empresas, uma vez que os investidores poderão repassar a elevação dos custos com o imposto para os tomadores do crédito. Por outro lado, o governo acerta ao estabelecer que o retorno de investimentos diretos estrangeiros no Brasil terá alíquota zero de IOF-Câmbio, pois padroniza o tratamento tributário desses retornos com o que já ocorre para investimentos realizados no mercado financeiro.

    MP foca na arrecadação e deixa de lado controle das despesas

    Ao priorizar o aumento da receita em detrimento da redução das despesas, o governo prejudica a qualidade do pacote proposto para compensar a revisão do IOF. Além disso, em meio à busca da meta de resultado primário, é um contrassenso sugerir o aumento de gastos com pessoal em R$ 7 bilhões, em 2025, e em R$ 12,9 bilhões, em 2026.

    Parte significativa das medidas que visam elevar a arrecadação vai prejudicar as empresas. É o caso do aumento da alíquota de IRRF de Juros sobre Capital Próprio (JCP), de 15% para 20%, que deve aumentar em  R$ 15,9 bilhões o custo tributário para os negócios, entre 2026 e 2028.

    A CNI lembra que o JCP é fundamental para a indústria investir, pois o instrumento busca aproximar o tratamento tributário entre o financiamento das empresas via endividamento e via aporte de capital dos sócios e acionistas. Com o aumento da tributação no JCP, as empresas devem investir menos a partir de capital dos sócios e, por consequência, mais com recursos de terceiros, via dívida.

    Ao comprometer o equilíbrio no tratamento entre capital próprio e capital de terceiros, a medida vai impactar o modelo de financiamento de muitas empresas e deve reduzir a propensão ao investimento, crucial para o crescimento econômico.

    Também merece atenção o fim da isenção de IR sobre o lucro de aplicações financeiras, como LCI, LCA, CRI, CRA e LCD. O rendimento dessas letras de crédito, importantes para o financiamento das empresas, passarão a ser tributados em 5%. Segundo a CNI, a tributação dos rendimentos de LCD é especialmente preocupante, porque o mecanismo visa aumentar a captação de recursos pelos bancos de desenvolvimento e fomento como forma de estimular o crédito de longo prazo à indústria.

    Outro ponto preocupante da MP diz respeito à vedação do aproveitamento de créditos de tributos federais. O texto não é claro quanto ao que vai definir “inexistência de documento de arrecadação”, o que torna impreciso o alcance da medida. A CNI discorda da proposta para limitar o aproveitamento do crédito de PIS/Cofins. A aplicação da nova regra, que é ampla, deve impedir o uso de créditos legítimos, sobretudo porque há muita subjetividade quanto à conexão do crédito e a atividade econômica da empresa. As duas limitações ao aproveitamento dos créditos elevam em R$ 10 bilhões o custo tributário para o setor produtivo, em 2025 e em 2026.

    A CNI também alerta que a unificação da tributação de aplicações financeiras para uma alíquota de IRRF de 17,5%, no lugar da atual tabela regressiva (que vai de 15% a 22,5%, a depender do prazo do investimento), torna menos atrativas as aplicações de prazos mais longos. Isso é bastante prejudicial aos títulos públicos de longo prazo e deteriora as condições de rolamento da dívida pública, pois pode ser necessário o pagamento de juros maiores para títulos de longo prazo, por exemplo.

    Por outro lado, a CNI concorda com o aumento da tributação das bets, que têm gerado prejuízos à população brasileira. Ressalva, no entanto, que elevar a tributação sobre a receita líquida tende a não ser tão eficiente quanto a criação de um tributo seletivo (CIDE-bets) sobre o valor apostado, como sugere a CNI. Além de ser mais eficiente para mudar o comportamento do apostador, a proposta da CNI tem maior capacidade de arrecadação: cerca R$ 25,2 bilhões, contra R$ 1,7 bilhão.

    Embora adequadas e importantes para racionalização dos gastos públicos, as medidas propostas para reduzir as despesas não são suficientes para reverter ou, pelo menos amenizar, o preocupante nível de gastos federais.

    A CNI defende medidas efetivas e estruturantes para o controle das despesas, como a revisão da vinculação de benefícios sociais (BPC, abono salarial e seguro desemprego, por exemplo) ao salário mínimo; a alteração da política de atualização anual do valor do salário mínimo e a revisão da forma de contabilização dos mínimos constitucionais de despesas com saúde e educação, que deveriam deixar de ser vinculadas a um percentual fixo das receitas.

  • Cursos gratuitos marcam início de um sonho para 235 futuros profissionais da indústria em Alagoas

    Cursos gratuitos marcam início de um sonho para 235 futuros profissionais da indústria em Alagoas

    O auditório do SENAI Poço, em Maceió, ficou completamente lotado no último sábado (14/06), durante a aula inaugural dos cursos ofertados por meio da parceria entre o SENAI Alagoas, a Braskem e a In-Haus Industrial. A iniciativa representa não apenas uma oportunidade de formação técnica, mas também o início de um sonho para centenas de pessoas que vislumbram um futuro profissional dentro da indústria.

    Com a oferta de 235 vagas em cursos voltados à capacitação em áreas como caldeiraria, instrumentação e segurança industrial, o programa busca qualificar mão de obra local para atuar na manutenção planejada da unidade de PVC da Braskem em Alagoas. Os cursos, totalmente gratuitos para os alunos, têm aulas teóricas e práticas e podem garantir contratação para mais de 60% dos concluintes.

    “Estamos muito felizes em fazer parte desse processo e de contribuir com a formação dessas pessoas. Essa parceria prevê nove turmas e pode resultar em 235 novos profissionais para a indústria alagoana”, destacou Welton Barbosa, gerente da Unidade SENAI Poço.

    Representando a Braskem, o gerente de manutenção Silas Oliveira celebrou o momento. “É uma honra estar aqui falando sobre essa parceria. Isso é valorização da mão de obra local. É oportunidade de garantir qualificação, desenvolvimento profissional e econômico para o Estado. É uma parceria que vai transformar realidades”, afirmou.

    Erick Fialho, gerente de negócios da In-Haus Alagoas, reforçou o compromisso da empresa com a empregabilidade. “Treinamento, qualificação e oportunidade real de emprego. Estamos muito motivados, e queremos vocês com a gente na indústria”, disse ele, aos alunos no auditório do SENAI.

    Realização de sonhos

    A emoção tomou conta também dos alunos. Jayane Cristina, que iniciou o curso de Observador de Segurança, descreveu o momento como um divisor de águas. “Era um curso que eu sempre quis fazer e fui aprovada. Estou bastante ansiosa pelas aulas práticas e espero ser excelente em tudo e ser contratada ao final”, declarou, com brilho nos olhos.

    Histórias de sucesso já começam a inspirar os novos estudantes. Júlio, ex-aluno do SENAI, hoje contratado pela In-Haus, voltou à escola técnica para compartilhar seu exemplo. “Lá no comecinho eu já estive aqui também”, disse, lembrando como a formação mudou sua trajetória.

    O programa oferece capacitação nas áreas de Caldeireiro de Fabricação, Caldeireiro de Tubulações e Equipamentos, Montador de Instrumentos de Precisão e Observador de Segurança. Com aulas desenhadas para atender às necessidades reais do setor, os participantes têm a chance de se inserir num mercado cada vez mais exigente e promissor.

  • Virada Esportiva Inclusiva atenderá mil pessoas gratuitamente em Maceió

    Virada Esportiva Inclusiva atenderá mil pessoas gratuitamente em Maceió

    Maceió receberá, pela primeira vez, a Virada Esportiva Inclusiva (VEI), que acontece gratuitamente no Sesi Vila Olímpica Albano Franco, entre 25 e 27 de junho. A expectativa é atender a um público de cerca de mil pessoas, sendo o maior encontro do paradesporto realizado no município.

    A Virada tem como público-alvo crianças, jovens e adultos, com ou sem deficiência, e idade mínima de 6 anos. Na quarta-feira (25), no Auditório da Casa da Indústria, a atividade será de teoria e conscientização, com a abertura oficial e roda de conversa com atletas, tratando das possibilidades de inclusão.

    Já na quinta-feira (26), na Vila Olímpica do Sesi, na Cambona, se iniciam as atividades práticas, com pequenas vivências para a sensibilização dos alunos e professores de escolas públicas parceiras. Serão realizadas atividades nas modalidades de atletismo, bocha, hóquei sobre piso, voleibol sentado e xadrez.

    Na sexta-feira (27), no “Espaço Experimentações”, novamente na Vila Olímpica, o público será convidado a vivenciar, experimentar e se aproximar das modalidades paradesportivas oferecidas pela programação.

    Cada uma das estações terá uma modalidade, um coordenador qualificado e três instrutores especializados (atletas com deficiência praticantes da modalidade) na apresentação do esporte. Os instrutores, com o apoio dos auxiliares, transmitirão as regras e as técnicas de cada jogo e modalidade, além de orientar sobre os procedimentos de segurança e demais curiosidades sobre o esporte para o público geral.

    Nesse formato, cada clínica tem a sua capacidade de atendimento, tempo médio de duração, regras e estruturação física. No total, serão 11 espaços reservados para: atletismo, parabadminton, basquete em cadeiras de rodas, futebol de cinco (deficientes visuais), rugby em cadeira de rodas, goalball, vôlei sentado, handebol, hóquei indoor, bocha e xadrez para deficientes visuais.

    “O objetivo é permitir que o público realmente vivencie uma das modalidades do projeto. O resultado esperado é de que esta metodologia proporcione uma experiência socioesportiva para pessoas com ou sem deficiência por meio da experimentação do esporte adaptado”, afirma Paulo Pontes, presidente do Instituto Incentivar, realizador da Virada Esportiva Inclusiva.

    A Virada tem o patrocínio da Braskem, com recursos da Lei de Incentivo ao Esporte, do Ministério do Esporte. Esta é a terceira edição do evento, que já passou pelos municípios paulistas de Campinas, no final de 2023, e Santo André (SP), em junho de 2024.

    Para Milton Pradines, gerente de Relações Institucionais da Braskem em Alagoas, a chegada da Virada Esportiva Inclusiva a Maceió, confirma as ações de apoio ao paradesporto que a empresa já realiza no Brasil, inclusive patrocinando os esportes paralímpicos.

    “É uma grande satisfação para a Braskem apoiar um projeto que promove a inclusão e a transformação social através do esporte. Acreditamos que iniciativas como a Virada fortalecem nossos laços com a sociedade e contribuem diretamente para o desenvolvimento e bem-estar das pessoas, oferecendo oportunidades únicas de vivência e aprendizado para todos, com ou sem deficiência”, destaca.

    O coordenador do projeto, Luiz Marcelo Ribeiro da Luz, afirma que o esporte é o melhor meio para inclusão de pessoas com deficiência. “Além de sofrerem preconceito, elas podem fazer uma autoavaliação equivocada de que são incapazes. O esporte, porém, transforma e ressignifica vidas, criando ídolos e grandes exemplos de superação, principalmente para as novas gerações.”

    Para a coordenadora de Desenvolvimento Socioambiental do Sesi Alagoas, Sarah Lessa, o apoio às atividades esportivas voltadas a pessoas com deficiência está no escopo do Programa Sesi de Pessoas com Deficiência (PSPCD). “Acreditamos que o esporte tem a capacidade de melhorar a qualidade de vida, além de fazer a inclusão necessária de pessoas com deficiência”, afirma.

    A programação completa pode ser encontrada no Instagram do evento (@viradaesportivainclusiva).

    Serviço

    Virada Esportiva Inclusiva – Maceió

    Quando: 25 a 27 de junho

    Horário: 8h às 12h (todos os dias) e das 13h às 17h (quinta-feira, 26)

    Locais: Avenida Fernandes Lima, 385, Farol e Avenida Francisco de Menezes, 763ª, Levada

    Instagram: @viradaesportivainclusiva