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  • Dia da Indústria: presidente da Fiea destaca papel estratégico do setor

    Dia da Indústria: presidente da Fiea destaca papel estratégico do setor

    Neste domingo, 25 de maio, o Sistema Fiea celebra o Dia da Indústria reafirmando seu compromisso com o desenvolvimento sustentável de Alagoas.  O presidente da Federação das Indústrias do Estado de Alagoas (Fiea), José Carlos Lyra de Andrade, afirma que a data é um marco para reconhecer o papel transformador do setor no estado.

    “É um dia para festejar, mas também para renovar o nosso compromisso com a inovação, a qualificação profissional e o bem-estar da população alagoana”, afirmou Lyra.

    O Sistema Fiea — formado pela Fiea, Senai, Sesi e IEL — atua de forma integrada para fortalecer o setor produtivo. A Fiea articula políticas públicas, fomenta o debate por meio do Fórum Futuro da Indústria e disponibiliza dados estratégicos através do Observatório da Indústria. “Nosso trabalho diário é tornar a indústria mais competitiva e sustentável, gerando emprego e renda para mudar realidades”, disse o presidente.

    O Senai é referência em educação profissional e tecnologia, capacitando mais de 14 mil pessoas em 2024 e apoiando empresas com soluções inovadoras. O Sesi promove saúde, segurança no trabalho e educação de excelência com foco em tecnologia e inserção no mundo do trabalho. Já o IEL aproxima jovens talentos das empresas, estimulando inovação e promovendo programas de estágio, jovem aprendiz e capacitação.

    Homenagem

    Em alusão ao Dia da Indústria, a Fiea vai realizar a cerimônia de outorga da Ordem do Mérito Industrial, uma honraria concedida pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) ao diretor-superintendente do Grupo Santo Antônio, José Carlos Maranhão. A solenidade, que contará com a presença do vice-presidente da CNI e presidente da Fieb, Carlos Henrique Passos, acontece às 19h30 da próxima sexta-feira (30/05), na Casa da Indústria Napoleão Barbosa.

    Celebração nacional

    Para celebrar a data nacionalmente, a CNI realiza, nesta segunda-feira (26/05), um grande evento em Brasília-DF.  A programação inclui palestra magna com o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luís Roberto Barroso, debates sobre política industrial, lançamentos do Programa Mover, e a entrega da Ordem do Mérito Industrial a personalidades que contribuem com o setor. O evento começa às 14h. Informações: noticias.portaldaindustria.com.br.

  • Observatório da Indústria produz inteligência estratégica

    Observatório da Indústria produz inteligência estratégica

    Lançado em 2023 pela Fiea, o Observatório da Indústria foi criado para ser uma ferramenta estratégica essencial para o desenvolvimento econômico do estado. Inspirado nos Observatórios da Confederação Nacional da Indústria (CNI) e de outras Federações de Indústrias, o projeto transforma dados em decisões, oferecendo suporte técnico para o setor produtivo e para a gestão pública.

    A missão do Observatório é clara: reunir, tratar e analisar dados para subsidiar ações mais eficazes. Com uma equipe multidisciplinar, formada por 21 profissionais de diversas áreas, e tecnologia de ponta, o núcleo já produziu mais de 50 produtos técnicos, entre painéis interativos, estudos setoriais e diagnósticos estratégicos.

    Os resultados são visíveis. Painéis sobre mercado de trabalho, exportações, produtividade e investimentos já orientam políticas públicas e decisões empresariais. Estudos específicos nas áreas de alimentos, energia, construção e setor sucroalcooleiro também contribuem para identificar oportunidades e gargalos.

    Parcerias com prefeituras, secretarias estaduais e entidades do Sistema S ampliam o alcance dos dados produzidos. Além disso, a integração com a Rede de Observatórios da CNI garante acesso às melhores práticas nacionais em inteligência industrial.

    Além de subsidiar ações da própria Federação e segmentos industriais, o Observatório pode ser contratado para prestar serviços de inteligência competitiva, seja para iniciativa privada ou poder público, bastando para isso entrar em contato com a área comercial do Sistema Indústria.

  • Fiea aposta no associativismo para alavancar setor industrial em Alagoas

    Fiea aposta no associativismo para alavancar setor industrial em Alagoas

    Com atuação estratégica e associativismo ativo, a Fiea fortalece o setor produtivo alagoano e promove um ambiente mais competitivo e representativo. A entidade representa, articula e defende os interesses de 19 sindicatos patronais que integram o Sistema Indústria. Com base no associativismo, a Federação promove a união das indústrias para enfrentar desafios coletivos e construir soluções estratégicas para o desenvolvimento industrial de Alagoas.

    Hoje, cerca de 350 indústrias alagoanas são filiadas a sindicatos vinculados à Fiea, tendo acesso a benefícios exclusivos, como condições especiais em produtos e serviços do Sesi, Senai e IEL. A atuação é coordenada pela Unidade Sindical, que oferece suporte jurídico, contábil, administrativo e de comunicação aos sindicatos, fortalecendo sua gestão e representatividade.

    Um dos principais espaços de diálogo é a reunião mensal da diretoria da Federação das Indústrias, realizada na última quinta-feira de cada mês. O encontro reúne lideranças sindicais para discutir políticas públicas, cenários econômicos e oportunidades de crescimento, debatendo sobre o futuro da indústria no estado de Alagoas.

    Interessados em associar suas indústrias a um dos sindicatos podem entrar em contato pelo telefone (82) 2121-3011 ou pelo e-mail unidadesindical@ fiea.com.br. A sede da Fiea é a Casa da Indústria Napoleão Barbosa, em Maceió.

  • Panorama da indústria: saldo positivo no comércio exterior e avanço da diversificação produtiva

    Panorama da indústria: saldo positivo no comércio exterior e avanço da diversificação produtiva

    A economia industrial de Alagoas vem dando sinais claros de transformação. Apesar de um ambiente nacional marcado por incertezas e desaceleração da confiança dos empresários, o setor industrial alagoano se destacou com superávit na balança comercial, expansão do número de empresas e aumento de empregos no acumulado do ano. Os dados são do Observatório da Indústria da Federação das Indústrias do Estado de Alagoas (Fiea).


    A balança comercial do estado encerrou o ano de 2024 com superávit de 33,7 milhões de dólares. O valor exportado ultrapassou os US$ 901 milhões, sendo 99,84% das vendas feitas por transporte marítimo, majoritariamente por minérios, açúcares e derivados. A importação, por sua vez, totalizou US$ 868 milhões, consolidando um saldo positivo impulsionado por uma pauta exportadora em expansão e pela consolidação de novos parceiros comerciais — hoje, 96 países compram de Alagoas.


    Um dos marcos desse desempenho é a consolidação da cidade de Craíbas como principal polo exportador do Estado, responsável por 28% de toda a exportação alagoana, com destaque para os minérios e derivados, vendidos para mercados como China, Finlândia, Singapura e EUA.

    A chegada da Mineradora Vale Verde foi determinante nesse novo perfil da balança comercial alagoana, elevando a relevância da indústria extrativa no portfólio de exportações. Craíbas é seguida por São Luís do Quitunde, Coruripe, São José da Laje e Atalaia no ranking de municípios exportadores.


    “O desempenho da indústria alagoana reflete um esforço articulado para ampliar o portfólio produtivo e gerar mais valor agregado à nossa pauta de exportações”, avalia o presidente da Fiea, José Carlos Lyra de Andrade. “Avançamos na diversificação, sem abrir mão dos setores tradicionais. O resultado é mais resiliência e mais oportunidades para o estado”, conclui.


    Entre os dez principais produtos exportados estão ainda produtos cerâmicos, tabaco, conservas vegetais, máquinas e até frutas e carnes. O açúcar e derivados continuam sendo os campeões de vendas, representando 68,7% do total exportado, mas perdem espaço para novas frentes industriais. A indústria extrativa, por exemplo, fechou 2024 com crescimento de 12,5% na geração de empregos, puxando o desempenho positivo do setor.


    Segundo o gerente do Observatório da Indústria, Rafael Fragoso, os dados demonstram uma reconfiguração produtiva em curso. “Mesmo com a queda da confiança no início de 2025, o ano passado mostrou que Alagoas ganhou musculatura no comércio exterior. Diversificamos mercados, ganhamos novos parceiros e ampliamos a base produtiva, com geração líquida de 4.621 empregos no setor industrial em 2024”, explica.


    Além disso, o saldo entre abertura e fechamento de empresas foi positivo: 7.078 novas empresas foram constituídas entre janeiro e abril, com destaque para a formalização de microempreendedores e o crescimento do número de empresas industriais — hoje, 26.989 empreendimentos industriais ativos no estado, sendo 57% MEIs e 29% microempresas.

    CIN: apoio à internacionalização e conquista de mercados


    Esse movimento de fortalecimento do setor exportador tem contado com o apoio do Centro Internacional de Negócios (CIN) da Fiea, que atua na qualificação e orientação de empresas interessadas em acessar o mercado internacional.

    A gerente do CIN, Dielze Mello, afirma que o foco está em democratizar o acesso à exportação. “Temos investido em capacitação, consultorias e rodadas de negócios para inserir pequenas e médias empresas alagoanas no comércio exterior. Nosso objetivo é que mais empreendedores enxerguem a exportação como caminho de crescimento”, afirma.

    Ela ressalta que a perspectiva para 2025 é de crescimento ainda maior, com diversificação da pauta exportadora e consolidação de novos mercados.

  • Gestores da Rede NAC se reúnem em Maceió

    Gestores da Rede NAC se reúnem em Maceió

    Foi encerrado na última quinta-feira (22) o I Encontro de Gestores da Rede NAC de 2025, realizado na Casa da Indústria, em Maceió. O evento reuniu representantes de federações de todo o país para debater o desempenho e as perspectivas dos Núcleos de Acesso ao Crédito (NACs).

    A abertura contou com a presença do presidente da Federação das Indústrias do Estado de Alagoas (Fiea), José Carlos Lyra de Andrade, dos gerentes da Unidade Sindical da Fiea, Francisco Acioli, e de política econômica da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Fábio Guerra.

    Programação

    No primeiro dia, foram apresentados dados de atendimentos dos NACs e houve participação virtual de instituições como BNDES, Febraban e Finep. No segundo dia, a Associação Brasileira de Desenvolvimento (ABDE) abordou o Sistema Nacional de Fomento e os 10 anos da Rede.

    O encontro reforçou a importância do crédito para o setor produtivo e alinhou estratégias de ação para o segundo semestre de 2025.

  • Sesi Alagoas participa do Dia D de Vacinação do Trabalhador da Indústria

    Sesi Alagoas participa do Dia D de Vacinação do Trabalhador da Indústria

    Trabalhadores da indústria em Alagoas começaram a ser imunizados contra a gripe e outras doenças na tarde desta sexta-feira (23/05), como parte da mobilização nacional de vacinação promovida pelo Ministério da Saúde em parceria com o Serviço Social da Indústria (Sesi).

    No estado, a campanha, que abrange 25 estados e o Distrito Federal, teve início em três unidades industriais. Com o apoio da Secretaria de Estado da Saúde (Sesau), foram disponibilizadas 60 doses de cada uma das vacinas previstas, além de 150 doses da vacina contra a gripe (H1N1).

    A ação seguirá por mais 30 dias, com atendimento direto nas empresas interessadas. As indústrias que desejam aderir à campanha podem entrar em contato pelo e-mail [email protected], pela Central de Atendimento, no telefone (82) 3021-7374, ou nas Clínicas Sesi de Maceió e Arapiraca.

    A campanha oferece até cinco tipos de vacinas, dependendo da disponibilidade em parceria com as Secretarias Municipais de Saúde: contra gripe, febre amarela, tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola), dupla adulto (difteria e tétano) e hepatite B. O objetivo é ampliar a cobertura vacinal e garantir ambientes de trabalho mais saudáveis.

    Segundo Cláudia Piatti, diretora de Segurança e Saúde para a Indústria (SSI) do Sesi Alagoas, a vacinação dentro das empresas é uma forma eficiente de prevenção. “Essa é uma ação fundamental para proteger os trabalhadores, reduzir afastamentos por doenças e contribuir com a saúde coletiva. Estamos levando a vacina até o local de trabalho”, destacou.

    A campanha faz parte de um esforço nacional para imunizar até 1 milhão de trabalhadores industriais até o fim do ano. Em 2024, mais de 815 mil pessoas foram vacinadas com apoio do Sesi, que é hoje o maior vacinador privado do país contra a gripe, atrás apenas do Governo Federal.

  • Dia da Indústria, na CNI, terá palestra de Luís Roberto Barroso sobre IA, anúncio de novos recursos para o Mover e painel com Geraldo Alckmin

    Dia da Indústria, na CNI, terá palestra de Luís Roberto Barroso sobre IA, anúncio de novos recursos para o Mover e painel com Geraldo Alckmin

    Confederação Nacional da Indústria (CNI) realiza na próxima segunda-feira (26/5), a partir das 14h, um evento de comemoração do Dia da Indústria, em Brasília. A programação terá palestra magna do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Luís Roberto Barroso; anúncio de nova chamada do Programa Mover e painel sobre política industrial e o contexto geopolítico, com a participação do vice-presidente e ministro de Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Geraldo Alckmin, e do advogado-geral da União, Jorge Messias.

    A palestra do ministro Luís Roberto Barroso se dará em torno da regulamentação da inteligência artificial (IA) no país, sob a perspectiva jurídica e seus impactos para o desenvolvimento tecnológico brasileiro.

    Na sequência, o evento contará com o anúncio de recursos para nova chamada do Programa Mover, de fomento ao setor automotivo, por meio de parceria entre o MDIC, o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI) e a Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii).

    O programa também será tema de painel, com participação do presidente da CNI, Ricardo Alban; da diretora de Desenvolvimento da Indústria de Alta-Média Complexidade Tecnológica do MDIC, Margarete Gandini; da diretora Tributária de Comércio Exterior da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), Andrea Serra; do diretor de Inovação do Sindicato Nacional da Indústria de Componentes para Veículos Automotores (Sindipeças), Maurício Muramoto; da diretora de Comunicação da Associação Brasileira de Engenharia Automotiva (AEA), Luciana Giles; do presidente da Embrapii, Álvaro Prata; e do diretor geral do SENAI, Gustavo Leal.

    O painel seguinte abordará o papel da política industrial em um novo contexto geopolítico, do qual participam Geraldo Alckmin; o ministro da Advocacia-Geral da União, Jorge Messias; a secretária-Geral das Relações Exteriores do Itamaraty, Maria Laura da Rocha; o vice-presidente da Siemens Energy e coordenador da Mobilização Empresarial pela Inovação (MEI), André Clark Juliano; o vice-presidente da CNI e presidente da Fibrasa, Léo de Castro; e o senador Nelsinho Trad (PSD/MS), presidente da Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional do Senado.

    Para encerrar o evento, haverá a cerimônia de entrega da Ordem do Mérito Industrial, que reconhece a contribuição de empresários e autoridades ao desenvolvimento da indústria.

    AVISO DE CREDENCIAMENTO – Os jornalistas interessados em cobrir o evento presencialmente devem enviar e-mail com o título “Pedido de credenciamento – Dia da Indústria” para [email protected].

    Programação

    • 13h30 | Recepção dos convidados
    • 14h | Abertura, com presidente da CNI, Ricardo Alban
    • 14h15 | Palestra magna: Inteligência Artificial e Desenvolvimento Nacional com o ministro Luís Roberto Barroso (STF)
    • 15h | Programa MOVER: resultados, impactos e lançamento de chamada de projetos
    • 16h | Painel: O papel da política industrial no novo cenário global
    • 17h | Cerimônia de entrega da Ordem do Mérito Industrial
  • Aprovação do PL do licenciamento ambiental vai ampliar investimentos e promover desenvolvimento sustentável, avalia CNI

    Aprovação do PL do licenciamento ambiental vai ampliar investimentos e promover desenvolvimento sustentável, avalia CNI

    Confederação Nacional da Indústria (CNI) avalia como positiva a aprovação, pelo plenário do Senado Federal, do Projeto de Lei nº 2.159/2021, que institui um novo marco legal para o licenciamento ambiental no Brasil. Após mais de 20 anos de debates intensos, a medida aprovada busca uniformizar procedimentos em todo o país e simplificar a concessão de licenças para empreendimentos de menor impacto. Representa um passo importante para modernizar a gestão ambiental, trazendo mais eficiência, previsibilidade e segurança jurídica.

    Como o texto sofreu alterações, será necessário que a proposta retorne à Câmara dos Deputados, onde foi originalmente apresentada. A CNI defende que a tramitação seja concluída com celeridade, garantindo a aprovação final de um marco legal equilibrado e tecnicamente robusto.


    A regulamentação do licenciamento ambiental permite que o país supere gargalos históricos com mais racionalidade, mantendo o foco na proteção ambiental e qualificando, tornando previsível e ampliando o investimento essencial para o crescimento econômico e para a transição para uma economia de baixo carbono”, afirma o presidente da CNI, Ricardo Alban.


    O atual sistema de licenciamento ambiental é marcado por insegurança burocrática, jurídica e sobreposição de exigências, o que compromete a qualidade das análises e desestimula o investimento produtivo. O novo marco busca qualificar procedimentos, com normas mais claras, proporcionais ao risco ambiental e com uso intensivo de ferramentas técnicas e tecnológicas, como o licenciamento digital.

    A proposta também favorece setores estratégicos como infraestrutura, energia e logística, além de beneficiar micros e pequenas empresas, que muitas vezes enfrentam grandes obstáculos para operar devido à complexidade do sistema atual. Com critérios mais objetivos e previsíveis, o país poderá acelerar a tramitação de licenças sem abrir mão da qualidade técnica das decisões.

    A proposta de lei também contribui com a agenda ambiental e climática ao viabilizar projetos voltados à sustentabilidade com mais agilidade e segurança, como os de energia renovável, eficiência energética, infraestrutura verde e economia circular.

    Aspectos técnicos que fortalecem o novo marco legal

    • Respeito às competências federativas: a Constituição determina que Lei Complementar regulamente as competências administrativas comuns, como faz a LC nº 140/2011. O texto mantém regras gerais nacionais, preserva as competências dos entes federativos e a autonomia para adotar procedimentos próprios, conforme suas realidades econômicas, sociais e ambientais.
    • Ritos e processos adaptados: o texto apresenta diferentes estudos, tipos e modalidades de licenciamento ambiental, definidos pelo órgão competente conforme as características das atividades. Essa flexibilidade permite adequar exigências à realidade de cada caso.
    • Previsibilidade: a proposta aumenta a previsibilidade do processo, com Termos de Referência padrão, prazos administrativos definidos e exigência de digitalização e transparência em todas as etapas.
    • Otimização e redução de custos: obriga o poder público a disponibilizar dados e estudos anteriores para novos empreendimentos e unificar procedimentos similares. A Licença por Adesão e Compromisso (LAC) evita repetição de estudos para empreendimentos já conhecidos.
    • Condicionantes proporcionais aos impactos: prevê que condicionantes ambientais devem ter nexo causal com os impactos identificados, evitando exigências abusivas ou desvinculadas da atividade licenciada.
    • Independência do órgão ambiental: garante que manifestações de órgãos como Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), Fundação Cultural Palmares e Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) não sejam vinculantes e respeitem prazos, evitando atrasos e exigências desproporcionais.
    • Fortalecimento dos órgãos ambientais: exige que autoridades apresentem relatórios sobre recursos humanos, financeiros e institucionais necessários ao cumprimento da lei.
    • Redução do risco de financiamento: define que terceiros não têm poder de polícia ambiental. Basta exigir comprovação de regularidade ambiental dos contratados, reduzindo riscos para financiamentos

    Setor produtivo expressa, em carta, apoio ao marco legal  

    Diversas instituições representativas do setor produtivo divulgaram nesta semana uma carta aberta em apoio à aprovação do novo marco legal do licenciamento ambiental. O documento foi entregue à senadora Tereza Cristina (PP-MS), relatora da matéria na Comissão de Agricultura e Reforma Agrária (CRA) do Senado, durante reunião da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), em Brasília. 

    Na carta, mais de 80 entidades reconhecem o licenciamento como um instrumento de proteção ambiental e destacam a necessidade de modernizar o processo, conferindo mais eficiência, previsibilidade e segurança jurídica. Elas também manifestam apoio ao relatório unificado dos senadores Tereza Cristina e Confúcio Moura (MDB-RO), e reforçam o pedido de celeridade na votação final da proposta.

    A CNI reconhece o empenho dos senadores Confúcio Moura e Tereza Cristina pela construção conjunta e pelo esforço de convergência que permitiu a aprovação do texto no Senado.

  • Brasil precisa priorizar a manufatura na relação com a China

    Brasil precisa priorizar a manufatura na relação com a China

    O estreitamento da relação comercial entre o Brasil e a China precisa vir acompanhado de um protagonismo da nossa indústria de transformação, que hoje está em enorme desvantagem na balança comercial com o país asiático. A chamada indústria manufatureira – que engloba as atividades de transformar matérias-primas e insumos em produtos intermediários ou finais – é a responsável por desenvolver e disseminar tecnologia no país e pelos maiores investimentos e salários. Embora represente apenas 14,4% do PIB nacional, a manufatura responde por 47,6% das exportações de bens e serviços do país, por 62,4% do investimento empresarial em pesquisa e desenvolvimento, e por 25,6% da arrecadação de tributos federais.

    Esses dados ilustram a importância da indústria de transformação para o desenvolvimento do país e mostram que a agropecuária não pode ser a única protagonista na relação com a China. Esse setor tem fundamental importância para o Brasil. Não se trata de reduzir a participação do agro, mas de ampliar o leque de atração de investimentos para a indústria da manufatura e de buscar espaço para que o nosso produto entre no mercado chinês.

    A China foi o principal destino das exportações brasileiras em 2024, com US$ 94,4 bilhões, o que significa 28% do que exportamos no ano passado. O país asiático foi também a principal origem das nossas importações, com US$ 63,6 bilhões, o equivalente a 24,2% do que importamos. No entanto, quando falamos da indústria de transformação, a balança está longe, muito longe do equilíbrio: temos um déficit de R$ 45 bilhões entre o que vendemos e o que compramos de bens industriais.

    O crescimento sustentado da China aumenta a demanda por produtos agropecuários, minerais e insumos industriais, favorecendo especialmente os setores de commodities no Brasil, mas também há espaço para o produto manufaturado. Precisamos de uma estratégia consistente e arrojada para abrir mais espaço para o produto de maior valor agregado da indústria brasileira na China.

    Reafirmo. A indústria brasileira precisa ganhar espaço na relação bilateral com a China. As oportunidades estão surgindo, mas é imprescindível que o governo brasileiro impulsione políticas industriais e priorize a manufatura para equilibrar a balança comercial de produtos manufaturados, hoje muito desfavorável ao país.

    Uma estratégia é focar em inovação, qualidade e diferenciação de produtos, em vez de competir apenas pelo preço. Precisamos investir em design, branding e atendimento especializado para agregar valor e criar nichos de mercado onde a simples vantagem de custo não é determinante. Além disso, a adoção de tecnologias avançadas de automação e gestão da produção, bem como a busca de parcerias comerciais mais amplas, fortalecerão a nossa competitividade.

    Precisamos atrair investimentos produtivos da China, de forma que a presença asiática não se baseie apenas em exploração do nosso mercado para consumo de bens, mas em encadeamento produtivo, de forma que a parceria contribua para a neoindustrialização do Brasil e para a integração das nossas empresas a cadeias mais complexas e tecnológicas.  

    Recentemente, atraímos empresas chinesas do setor automotivo e de eletrônicos na Bahia, em Goiás e no Amazonas. Esse movimento é essencial, mas ainda mais importante é garantir o encadeamento produtivo de forma que peças e equipamentos sejam fabricados no Brasil. A instalação de polos de pesquisa e desenvolvimento e a criação de novos parques fabris com parceiros chineses no país, como anunciados durante a visita do presidente Lula à China recentemente, precisam ganhar escala e integrar, irrevogavelmente, a agenda de negociações entre os países.

    Outro exemplo do que o Brasil precisa nessa relação bilateral é o acordo que prevê a instalação do grupo Windey Energy Technology Group Co. no campus do SENAI CIMATEC, na Bahia. A parceria busca soluções em energia eólica, hidrogênio verde e sistemas de armazenamento de energia em baterias, com inovação aplicada e investimento para a instalação de fábricas de turbinas eólicas e sistemas para armazenamento de energia em baterias. Essa é mais uma medida que pode fortalecer a cadeia produtiva nacional e contribuir para a geração de empregos.

    Podemos e devemos fabricar máquinas agrícolas em vez de importar esses equipamentos na China, como também precisamos explorar cada vez mais o nosso potencial para atender a elevada demanda mundial por minerais críticos, especialmente no contexto da transição energética.

    A atração de Data Centers também é uma outra oportunidade que bate a nossa porta. Temos enorme disponibilidade de energias renováveis e podemos desenvolver em conjunto com parceiros comerciais tecnologias como super baterias para serem usadas em polos tecnológicos. Muitos países, como a China e os EUA, usam pequenas termelétricas para abastecer os Data Centers, enquanto nós temos condições de fazer centros de dados realmente verdes com energia totalmente renovável.

    A ampliação do uso de políticas industriais ativas pós-pandemia e a recente guerra tarifária provocada pelos Estados Unidos mostraram ao mundo a extrema necessidade de os países protegerem e fortalecerem suas indústrias, sob o risco de perderem espaço e serem engolidos pelas tecnologias e investimentos de outras economias. Nesse cenário, precisamos manter diálogo aberto com países que querem acordos e relações de ganha-ganha.

    O anúncio esta semana de acordos de cooperação entre Brasil e China, assinados durante visita do presidente Lula a Pequim, preocupa setores da indústria brasileira. Os investimentos chineses em infraestrutura são bem-vindos, mas não podemos abrir mão de produzir e exportar para a China, em detrimento de comprar produtos manufaturados chineses – o que enfraquece a indústria brasileira.

    A baixa capacidade de agregação de valor no Brasil pode ser evidenciada pela realidade de que vamos exportar etanol para a China transformar em combustível da aviação e revender para o mundo. Esse não é o caminho. Precisamos ter capacidade e tecnologia para produzir e vender o produto final.

    Os empresários industriais brasileiros entendem que o Brasil corre o risco de deixar a indústria da manufatura em segundo plano diante das oportunidades de estreitamento do comércio com a China. Precisamos aproveitar essa onda. Caso contrário, quem perderá será a indústria nacional.

    *Ricardo Alban é empresário e presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI).

    O artigo foi publicado na CNN Brasil, no dia 19 de maio. 

  • Três provas, três ouros: nadador do Sesi Alagoas brilha em seletiva paralímpica

    Três provas, três ouros: nadador do Sesi Alagoas brilha em seletiva paralímpica

    O sábado (17) foi de conquistas para o nadador William Costa Neves, de 32 anos, integrante do Programa Sesi Pessoas com Deficiência (PSPCD). Em Aracaju (SE), onde disputou a seletiva nacional para o Campeonato Brasileiro Loterias Caixa de Natação Paralímpica, o alagoano brilhou ao vencer as três provas que disputou: os 400 metros livre, os 50 metros livre e os 100 metros peito.

    William encerrou sua participação com o tempo de 6min23s74 nos 400m livre, 34s74 nos 50m livre e 1min29s92 nos 100m peito — marcas que lhe renderam o lugar mais alto do pódio em sua categoria e o índice para a competição nacional.

    Na primeira prova do dia, os 400 metros livre, o atleta chegou a sentir uma fisgada na região lombar durante a virada dos 300 metros. A dor acendeu o alerta da equipe técnica, mas, graças ao trabalho rápido e eficaz do fisioterapeuta Sílvio Romero, William conseguiu se recuperar a tempo e disputar as duas provas seguintes, nas quais também saiu campeão.

    Além das medalhas de ouro, William alcançou o índice necessário para garantir vaga no Brasileiro, que será realizado em dezembro, na sede do Comitê Paralímpico Brasileiro, em São Paulo, reunindo os melhores atletas da natação paralímpica do país.

    Competindo na classe S12 — destinada a atletas com deficiência visual —, William mostrou domínio técnico e excelente desempenho físico ao longo da competição. A seletiva contou com a participação de cerca de 70 atletas de diversos estados, todos em busca de um lugar no principal evento da modalidade no calendário nacional, promovido pelo Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB).

    “Ele fez uma competição perfeita. Resultado do comprometimento nos treinos e da experiência acumulada em outras provas importantes”, avaliou o professor Pablo Lucini, que acompanhou o atleta na viagem junto ao fisioterapeuta Sílvio Romero.

    A preparação e a estratégia foram coordenadas pelo técnico Henrique Costa.Em 2024, William já havia subido ao pódio com um bronze no nado peito no Campeonato Brasileiro.

    Agora, retorna ao cenário nacional com ainda mais confiança. “Voltar com três ouros e o índice é uma vitória pessoal e coletiva. Agradeço ao Sesi Alagoas por todo o suporte. Vamos com tudo para o Brasileiro”, comemorou o atleta.

    O Programa Sesi Pessoas com Deficiência é uma iniciativa voltada ao desenvolvimento esportivo e à inclusão por meio do esporte. Atualmente, cerca de 150 pessoas com deficiência são atendidas pelo programa, que conta com estrutura técnica especializada e acompanhamento multidisciplinar.