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  • Economia circular: o que falta para acelerar boas práticas no Brasil?

    Economia circular: o que falta para acelerar boas práticas no Brasil?

    Não é novidade: o conceito de economia circular está consolidado como um modelo econômico viável no meio acadêmico. Da mesma forma, as boas práticas do setor produtivo têm contribuído para um cenário cada vez mais favorável. No setor financeiro, a sinalização de investimentos valiosos tem aumentado.

    Por que, então, ainda existem tantos desafios de mercado no Brasil, que impedem a adoção dessas práticas em grande escala? O que falta para o país acelerar a transição de uma economia linear para uma economia circular?

    Segundo o diretor executivo de ESG do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), Luiz Gabriel de Azevedo, financiar a circularidade em escala é um grande desafio.


    “Um dos principais entraves é o modelo de negócio tradicional linear, que ainda foca na produção em massa. As empresas já compreendem que as soluções de economia circular oferecem novas oportunidades de valor no mercado, porém, os modelos circulares exigem uma mudança sistêmica. Produtos circulares demandam investimento em pesquisa, inovação e design, por exemplo”, explicou o especialista em ESG, durante o painel no Fórum Mundial de Economia Circular, que teve início nesta quarta (13), em São Paulo.


    Confira as novidades da indústria no Fórum Mundial de Economia Circular

    Para Azevedo, é preciso pensar a longo prazo e focar em ações. “Como podemos trazer iniciativas interessantes e que podem ser aplicadas em escala? Temos muitas vantagens competitivas no Brasil. É uma oportunidade que não podemos desperdiçar na América Latina e Caribe”, destacou.  

    O representante do BID também afirmou que é necessário mudar a maneira como identificamos e avaliamos projetos, atribuindo mais peso a benefícios de longo prazo. “Muito pode ser obtido com as novas taxonomias [forma de avaliar se uma atividade/empresa é sustentável]. E, nesse ponto, os financiamentos dos setores público e privado são fundamentais”, apontou.

    Na opinião de Ambroise Fayolle, vice-presidente do Banco Europeu de Investimento (EIB) e que também participou do painel, a insegurança nos investimentos torna a economia circular menos atraente para o mercado.


    “A falta de regulamentação é um grande obstáculo. Previsibilidade e certeza são importantes, porque estão relacionadas ao risco. E são elementos interessantes, porque são positivos. É um processo lento, é verdade, mas totalmente necessário”, pontuou.


    Fayolle acrescentou que os produtos circulares costumam ser avaliados somente pelo preço. “Essa disparidade também desencoraja investimentos na economia circular. O plástico é um grande exemplo disso. Se avaliarmos a poluição plástica dos oceanos, em 2050 haverá mais plástico do que peixes no mar. Não é fácil repensar esses modelos, mas existem maneiras corretas de promover a produção, venda e tratamento de matérias-primas secundárias”, garantiu.

    O especialista foi enfático ao dizer que a economia do futuro é circular. “E vamos precisar cada vez mais de matérias-primas críticas. Se avaliarmos como se faz o design desses produtos, considerando sua reciclagem e com foco no processo circular, teremos um futuro esperançoso pela frente”, afirmou Fayolle.


    Outro ponto de atenção abordado por Luiz Gabriel de Azevedo foi a ausência de regras de contabilidade padronizadas. “Essa é uma barreia importante para destravarmos investimentos na área. Quando você engaja em projetos de economia circular, você precisa assumir outros riscos que vão além do financeiro, como o de reputação. O sistema financeiro precisa estar preparado para isso”, alertou.


    Azevedo afirmou que os padrões de contabilidade melhoram a transparência. “As empresas precisam ter KPIs [indicadores] muito bem definidos, para medir o retorno. Na medida em que padronizamos as métricas financeiras, possibilitamos a expansão de produtos financeiros baseados em sustentabilidade. Conectar a economia circular a outros riscos, com métricas padronizadas, permite aos investidores avaliarem a viabilidade a longo prazo. Ou seja, a métrica é vital para reduzir a incertezas e melhorar os investimentos”, avaliou.

  • Nadador do Sesi Alagoas disputa seletiva nacional para campeonato de natação paralímpica

    Nadador do Sesi Alagoas disputa seletiva nacional para campeonato de natação paralímpica

    O nadador do Sesi Alagoas William Costa Neves, de 32 anos, está entre os atletas que disputarão, nesta sexta (16) e sábado (17), a seletiva para o Campeonato Brasileiro Loterias Caixa de Natação Paralímpica, em Aracaju (SE). Integrante do Programa Sesi Pessoas com Deficiência (PSPCD), William é da categoria S11, destinada a competidores com deficiência visual.

    Com histórico de destaque, William conquistou a medalha de bronze no nado peito na edição de 2024 do Campeonato Brasileiro Loterias Caixa. Agora, busca uma nova classificação para representar Alagoas na competição mais importante do calendário paralímpico nacional.

    Sob o comando técnico de Henrique Costa e orientação do professor Pablo Lucini, que o acompanha na viagem juntamente com o fisiterapeuta Sílvio Romero, William entra na piscina com boas expectativas. “Estamos confiantes. Ele vem treinando forte e tem chances reais de conquistar a vaga novamente”, afirma Lucini.

    A seletiva contará com cerca de 70 atletas de várias partes do país, todos em busca de um lugar na próxima edição do campeonato, promovido pelo Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB). A competição é uma das mais importantes da modalidade, reunindo os principais nomes da natação paralímpica nacional.

    O superintendente do Sesi Alagoas, Carlos Alberto Paes, destacou o compromisso da entidade com a inclusão e o desenvolvimento de seus atletas, especialmente, daqueles que enfrentam desafios. “O Programa Sesi Pessoas com Deficiência é uma das iniciativas que reforçam nossa missão de oferecer oportunidades para que todos possam mostrar seu talento e conquistar seus sonhos. Estamos muito orgulhosos do William e torcemos por seu sucesso nessa seletiva. Ele é um exemplo de superação e dedicação, e representa o melhor de nossa equipe”, disse.

  • O que é uma guerra comercial? | Indústria de A a Z (Ep. #41)

    O que é uma guerra comercial? | Indústria de A a Z (Ep. #41)

    Uma guerra comercial acontece quando pelo menos dois países começam a ter problemas na relação de comércio entre eles, a conhecida relação de compra e venda. Seja impondo tarifas aos produtos, barreiras, restrições…

    É como se eles dessem um recado: se quer vender pra cá, vai pagar o preço que eu considero justo. A briga geralmente começa porque um dos países não fica satisfeito com as tarifas praticadas nessa relação ou para forçar uma negociação. 

    E a alegação quase sempre é a mesma: proteger a indústria local. Tudo isso tem consequências, gera impactos e a gente juntou tudo nesse episódio #41 do Indústria de A a Z!

    O que você vai encontrar?

    • 0:00 – Abertura
    • 00:22 – Vamos entender o contexto de guerra comercial?
    • 01:10 – A grande disputa econômica
    • 01:55 – Quais as consequências e os impactos?
    • 03:14 – Como ficam os empregos?
    • 03:36 – A guerra comecial e o isolamento de outros países
    • 04:09 – Quando a guerra comercial vira uma oportunidade
    • 04:54 – Os meios de acalmar os ânimos e o papel da OMC
    • 06:06 – Negociar é preciso!
    • 6:53 – Encerramento

    Esse é o Indústria de A a Z

    Todo mês temos um novo encontro por aqui. A gente traz os temas da indústria sempre de um jeito muito fácil de entender. Para acompanhar os próximos programas, é só se inscrever no nosso canal no Youtube.

    Se ficou com alguma dúvida ou quer saber mais sobre um assunto, é só deixar um comentário lá no Youtube. A sua sugestão pode ser o nosso próximo vídeo!

  • Faturamento industrial sobe 4,7% no 1º trimestre do ano, aponta CNI

    Faturamento industrial sobe 4,7% no 1º trimestre do ano, aponta CNI

    O faturamento real da indústria subiu 4,7% no primeiro trimestre de 2025, em relação ao quarto trimestre do ano passado, revelam os Indicadores Industriais divulgados pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), nesta sexta-feira (9).  O resultado positivo ocorre mesmo após o faturamento das empresas do setor cair 2,4% em março. Na comparação com o primeiro trimestre de 2024, indicador cresceu 10,8%. 

    Em março, as horas trabalhadas na produção caíram 1,6%. A queda reverteu a maior parte da alta observada em fevereiro, de 1,9%. Ainda assim, o indicador encerrou o primeiro trimestre 1,1% acima do patamar registrado no quarto trimestre de 2024 e 4,2% acima do resultado do primeiro trimestre do mesmo ano. 

    Já a Utilização da Capacidade Instalada (UCI) seguiu estável. Assim como em fevereiro, a UCI não mudou em março. Permanece em 78,9%, considerando a série livre de efeitos sazonais. A UCI média do primeiro trimestre é 0,1 ponto percentual inferior à média do trimestre anterior e, está 0,6 ponto percentual aquém do primeiro trimestre do ano passado. 

    Para Marcelo Azevedo, gerente de Análise Econômica da CNI, a estagnação da UCI pode ter relação com queda na demanda por produtos industriais. “Isso caracteriza uma perda do dinamismo, que a gente vem observando desde o fim do ano passado. Esse movimento também pode se verificar no recuo do faturamento e da produção de março.” 

    Emprego sobe, mas massa salarial e rendimento diminuem

    Segundo o levantamento, o emprego industrial registrou estabilidade em março. Nos dois primeiros meses do ano, os postos de trabalho haviam crescido 0,4%. Com isso, o indicador encerrou o primeiro trimestre de 2025 com alta de 0,8% frente ao trimestre imediatamente anterior. Em relação aos três primeiros meses de 2024, a alta foi de 2,7%. 

    “O emprego industrial vinha de uma sequência de 17 meses de crescimento ininterrupto, com variações pequenas, mas consistentes. Nos dois primeiros meses, o ritmo de crescimento do emprego foi significativo e, agora, está estável. No entanto, ainda é cedo para apontar se é o fim desse longo ciclo ou se ele vai se repetir nos próximos meses, mas fica o alerta, sobretudo quando analisadas outras variáveis que, em sua maioria, foram negativas na passagem de fevereiro para março”, avalia o gerente de Análise Econômica da CNI, Marcelo Azevedo. 

    Por outro lado, a massa salarial e o rendimento médio dos trabalhadores da indústria fecharam os três primeiros meses do ano em queda. Após cair 2,8% em março, a massa salarial consolidou recuo de 1,9% no primeiro trimestre, em relação aos três meses anteriores.

    Já o rendimento médio diminuiu 2,6% na passagem de fevereiro para março. Foi o quarto mês consecutivo de queda do indicador. Na comparação do primeiro trimestre de 2025 com o último trimestre de 2024, o rendimento médio real caiu 3,1%. Já na comparação com o primeiro trimestre de 2024, a queda foi de 3,9%. 

  • Alunos do Sesi Alagoas participam da Febic com 30 projetos científicos

    Alunos do Sesi Alagoas participam da Febic com 30 projetos científicos

    As escolas Sesi de Alagoas terão uma participação expressiva na edição de 2025 da Feira Brasileira de Iniciação Científica (Febic). Ao todo, 30 projetos desenvolvidos por estudantes das unidades Benedito Bentes e Centro foram selecionados para a etapa virtual do evento, que acontece de 23 de junho a 4 de julho, de forma remota, com avaliação de 700 iniciativas de todo o Brasil.

    A Febic, promovida pelo Instituto Brasileiro de Iniciação Científica (IBIC), é uma das maiores vitrines de ciência, pesquisa e inovação estudantil no país. Além da etapa online, os projetos mais bem avaliados participarão da fase presencial em Joinville, Santa Catarina, de 8 a 12 de setembro. O evento contará com apresentações, oficinas, palestras e oportunidades de networking entre jovens cientistas e educadores.

    “Essa atuação reforça o compromisso pedagógico do Sesi com a formação científica, criativa e cidadã dos alunos. A Febic estimula o protagonismo juvenil, promovendo o desenvolvimento sustentável e a inclusão nas diversas áreas do conhecimento”, explica diretora de Educação e Tecnologia do Sesi Senai, Cristina Suruagy.

    O Sesi Alagoas marca presença na feira com 22 projetos da Escola Sesi Benedito Bentes e 8 da Escola Sesi Centro. Ao todo, 87 estudantes estão envolvidos nas iniciativas, com o suporte de 13 professores orientadores, sendo 9 da unidade Benedito Bentes e 4 da unidade Centro.

    Em 2024, a Rede Sesi já havia se destacado na Febic, conquistando o 1º lugar com o projeto Inclupen — caneta adaptada para pessoas com Parkinson, uma inovação voltada à acessibilidade e melhoria da qualidade de vida de pessoas com distúrbios motores. A inovação foi reconhecida por sua contribuição à acessibilidade e melhoria da qualidade de vida.

    Durante a etapa presencial, a feira oferece premiações que vão desde excelência acadêmica até o incentivo à participação feminina na ciência, como o Prêmio Maria Laura Mouzinho Leite Lopes, e a publicação dos melhores projetos na Revista Sementes.

  • Projeto de telessaúde do Sesi ganha atenção do ministro da Saúde, Alexandre Padilha

    Projeto de telessaúde do Sesi ganha atenção do ministro da Saúde, Alexandre Padilha

    A Estação Sesi Saúde Conectada, instalada no Sesi Lab, em Brasília, já alcançou outros quatro estados, e atende atualmente mais de 1 mil colaboradores da indústria. A estação é uma estrutura móvel, preparada para consultas médicas a distância e exames, que foi pensada para ampliar o acesso da população a atendimentos de saúde por meio da tecnologia digital. 

    Na terça-feira (06/05), o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, visitou a cabine e pode conferir todos os serviços disponíveis pela Estação Sesi Saúde. Padilha declarou que a iniciativa está alinhada à diretriz do governo federal de ampliar o acesso da população a serviços especializados com o uso de tecnologias e parcerias estratégicas.

    Segundo ele, o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, determinou que toda a estrutura existente no país seja mobilizada para garantir atendimento médico em tempo adequado em todo o território nacional. “O Sesi tem sido um grande parceiro, inovando com uma proposta que mexe com a indústria, cria emprego e cuida dos trabalhadores e trabalhadoras”, afirmou. 

    O ministro destacou que a privacidade oferecida na cabine e a possibilidade de ter um atendimento completo e multiprofissional é uma solução que alia geração de emprego e inovação industrial. 


    “Quem estiver dentro dessa cabine, no meio da fábrica, por exemplo, tem a privacidade assegurada. Além disso, é um canal importante de integração entre os dados gerados nas cabines e o SUS (Sistema Único de Saúde). Vamos fortalecer essa integração para que o prontuário eletrônico do atendimento possa ser visualizado por unidades de saúde da cidade ou hospitais, garantindo continuidade e qualidade no cuidado”, defendeu Alexandre Padilha. 

    Tecnologia é aliada à saúde do trabalhador 

    O presidente do Conselho Nacional do Sesi, Fausto Augusto Junior, ressaltou que a saúde do trabalhador é um dos pilares de atuação da instituição e que o avanço da telessaúde é parte de uma estratégia nacional em articulação com o Ministério da Saúde. Segundo ele, o Sesi, por meio do Conselho Nacional e do Departamento Nacional, tem buscado estruturar políticas de ampliação do acesso à atenção integral em saúde. 


    “A saúde do trabalhador é um dos principais focos de ação do Serviço Social da Indústria. Apresentar a cabine hoje é a possibilidade de abrir o debate e avançar na discussão sobre a telessaúde e a telemedicina como formas de levar atendimento a regiões distantes e de difícil acesso”, afirmou Fausto Augusto Junior. 


    Fausto explicou que o projeto está em fase de implementação, com 12 estações em operação em diferentes partes do país. “Essa experiência tem a ver com a construção de novas formas de garantir saúde integral ao conjunto dos trabalhadores brasileiros”, afirmou. 

    Projeto tem potencial para expansão 

    O diretor superintendente do Sesi Nacional, Paulo Mól, afirmou que a Estação Sesi Saúde Conectada representa um passo estratégico na atuação em saúde por parte do Sesi. Atualmente, o projeto atende cerca de mil trabalhadores em diferentes regiões do país. 

    Mól ressaltou que, embora seja uma fase de testes, a proposta tem potencial de expansão. “É um projeto teste, mas que tem toda a possibilidade de alcançar um número ainda maior de trabalhadores, não só da indústria, mas de todo o país.” 

    Segundo ele, as estações foram estruturadas para lidar com as doenças mais recorrentes, com suporte remoto de médicos e outros profissionais. “É um atendimento de qualidade, em que você consegue, de fato, dar assistência aos nossos trabalhadores para que possam ter uma vida mais saudável”, disse. 

    Iniciativa humaniza o atendimento 

    Segundo Emmanuel Lacerda, superintendente de Saúde e Segurança na Indústria do Sesi, a expectativa da Estação Sesi Saúde Conectada é alcançar locais que ainda não contam com a presença do Sesi. Hoje, existem oito projetos, alocados em cinco estados: Bahia, Ceará, Santa Catarina, São Paulo e Rio Grande do Sul. 


    “A proposta da Estação Sesi Saúde Conectada está alinhada ao movimento global de desospitalização e humanização dos ambientes de saúde, focando em proporcionar uma experiência mais acolhedora aos usuários. O conceito abrange toda a cadeia de saúde, reconhecendo que o ambiente de atendimento influencia diretamente o bem-estar do paciente”, enfatiza Emmanuel Lacerda. 


    Conheça a Estação Sesi Saúde Conectada 

    Projetada conforme a norma NBR 9050, a estação foi desenvolvida no Centro Universitário Senai (Cimatec), na Bahia, com foco em acessibilidade e segurança. O local possui rampa de entrada, barras de apoio, sinalização em braile e espaço adaptado para diferentes perfis de usuários. O agendamento das consultas é feito por celular, tablet ou computador e o acesso à cabine é liberado por meio de QR Code, no dia e horário marcados. 

    O interior da cabine reúne assento, maca, equipamentos clínicos digitais e integração com prontuário eletrônico. Estão disponíveis medidor de pressão, oxímetro, termômetro, glicosímetro, espirômetro e balança digital. Três câmeras – frontal, lateral e traseira – com recurso de zoom permitem ao profissional de saúde visualizar o paciente com precisão, inclusive em atendimentos como telefisioterapia. 

    A estação oferece suporte para consultas com médicos, enfermeiros, fisioterapeutas, psicólogos e nutricionistas. Também há um botão de emergência, que pode ser acionado pelo paciente ou pelo profissional remoto, garantindo resposta rápida da equipe de apoio local em casos de intercorrência. 

    Ao fim de cada atendimento, a cabine passa por higienização por meio do sistema de oxisanitização – tecnologia com luz infravermelha que elimina microrganismos no ambiente. A iniciativa do SESI busca levar serviços de saúde de qualidade a diferentes localidades, promovendo inclusão, conectividade e inovação no cuidado com a população. 

  • Exposição interativa no Sesi Lab desafia visitantes sobre transição energética

    Exposição interativa no Sesi Lab desafia visitantes sobre transição energética

    Como garantir a transição energética no futuro? Você decide! É com este desafio que o Sesi Lab apresenta a exposição interativa “Energia, Sou Watt?”, em cartaz a partir de 9 de maio na sede do museu de arte, ciência e tecnologia, em Brasília. Especialistas e representantes da sociedade civil guiarão os visitantes com informações para que assumam o controle de decisões estratégicas e aprendam mais sobre o tema.

    Sesi Lab investe em programação viva

    Cada visitante tem a responsabilidade de tomar decisões sobre o futuro energético de uma cidade, estado ou país, equilibrando demandas sociais, econômicas e ambientais. Ao longo de dez estações, equipadas com dispositivos interativos, são apresentados problemas reais sobre um tema cada vez mais urgente, construindo, passo a passo, um mix energético equilibrado e com metas até 2050.


    “Desde que o Sesi Lab abriu as portas, escolhemos trabalhar com temas anuais para deixar nossa programação mais viva. Assim, conseguimos mergulhar fundo em assuntos importantes, que já fazem parte das nossas atividades ou que estão em pauta no mundo, sempre conectando diferentes áreas do conhecimento com a indústria e com a realidade”, explica a superintendente de Cultura do Serviço Social da Indústria (Sesi), Cláudia Ramalho.


    “Em 2025, o tema que guia as experiências do Sesi Lab é ‘Energia e Transição Energética’, um assunto urgente e essencial para enfrentar as mudanças climáticas. A transição energética está no centro das discussões científicas e movimenta empresas, universidades e governos ao redor do mundo”, completa Ramalho.

    O jogo imersivo da exposição “Energia, Sou Watt?” traz os temas: acesso à energia, dependência de fontes fósseis, matérias-primas renováveis, energia nuclear, energias renováveis, armazenamento, redes, mobilidade, habitação e produção e consumo responsável. Em cada estação, o visitante assiste a um vídeo explicativo, é apresentado a um desafio real e escolhe uma entre três políticas públicas, com pontos fortes e fracos sobre cada uma.

    O objetivo é definir estratégias energéticas que garantam a descarbonização até 2050, como previsto no acordo climático assinado por diversos países em 2015, em Paris. Como fazer isso sem comprometer o crescimento econômico e a demanda por energia? O mix energético deve equilibrar produção e consumo, garantir aceitação social e ser financeiramente viável.

    Os desafios incluem análise de dados reais e reações da opinião pública, por exemplo. Todas as escolhas são registradas em um cartão magnético e, dependendo das respostas ao longo das dez estações, o visitante saberá em qual perfil se encaixa, como por exemplo se é alguém que acredita na economia de mercado, na cooperação internacional ou em regulamentações para o tema, entre outros. Ao final, recebe um cartão com sua avaliação, levando para casa uma lembrança da experiência e uma reflexão sobre seu papel na transição climática.

    Os resultados gerais da exposição também são apresentados em painéis eletrônicos na exposição e podem ser compartilhados nas redes sociais com um QR code.

    Eu sou um watt? 

    A exposição “Energia, Sou Watt?” foi criada originalmente pela Citéco (Cité de l’Économie), museu interativo francês. O nome é uma brincadeira com a unidade padrão usada para medir a transferência de energia, ou seja, a quantidade de energia usada ou gerada por um aparelho.

    A unidade foi criada pelo engenheiro escocês James Watt no século 18. A exposição, então, traz um senso de pertencimento aos visitantes: como você faz parte da energia no mundo?


    “Transição energética é um tema complexo e que afeta a todos nós, porque as escolhas feitas hoje moldarão a sociedade amanhã. É exatamente por isso que a ‘Sou Watt?’ foi criada”, afirma Raphaël Bonetto, do departamento de exposições da Citéco.


    “A experiência divertida e imersiva permite que você se coloque no lugar de um tomador de decisões e sinta o peso dessas escolhas. Uma coisa fica clara: não existe receita única e universal quando se trata de energia. A exposição faz as pessoas pensarem e discutirem com amigos e familiares. Ao fazer isso, capacita cidadãos e torna questões complexas mais acessíveis e até mesmo agradáveis”, completa Bonetto.

    A versão especial para o público brasileiro foi desenvolvida pela Ponto Produção e conta com curadoria científica do Observatório do Clima. “Energia, Sou Watt?” faz parte da Temporada França-Brasil 2025, organizada pelo Instituto Guimarães Rosa e pelo Institut Français, com apoio dos ministérios da cultura e das relações exteriores dos dois países.

    Serviço
    Exposição “Energia, Sou Watt?”
    Período: de 9 de maio de 2025 a 7 de setembro de 2025
    Local: SESI Lab, ao lado da rodoviária do Plano Piloto, Brasília (DF)
    Visitação: de terça a sexta-feira, das 9h às 18h; sábado, domingo e feriados, das 10h às 19h

  • Brasil lança programa Open Industry e entra na corrida global da Economia de Dados

    Brasil lança programa Open Industry e entra na corrida global da Economia de Dados

    Incluir o Brasil no novo mundo da economia de dados e impulsionar a inovação e a competitividade industrial. Esse é o objetivo do Open Industry Brasil, uma iniciativa que visa posicionar o país como um dos protagonistas globais no uso ético, soberano e colaborativo de dados industriais, lançado no dia 30 de abril, no Parque de Inovação Tecnológica (PIT) de São José dos Campos.

    Idealizado pela Associação Brasileira de Internet das Coisas (Abinc) em parceria com a Confederação Nacional da Indústria (CNI) e a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), o Open Industry tem como objetivo estabelecer no Brasil os Espaços de Dados (Data Spaces) — ambientes seguros, normatizados e interoperáveis para o compartilhamento de dados entre empresas, fornecedores, startups, governo e centros de pesquisa.

    A missão do Open Industry é estimular uma cultura de dados no país, capacitar profissionais, apoiar a criação dos primeiros Data Spaces brasileiros e fomentar o surgimento de novos modelos de negócios sustentáveis.

    Para Jefferson Gomes, diretor de Desenvolvimento Industrial, Tecnologia e Inovação da CNI e professor do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), o Open Industry representa uma oportunidade de posicionar o Brasil com protagonismo na economia digital.


    “Quando você faz avião, você aprende o que é integração de sistemas — e nós sabemos fazer isso. A troca de dados já é parte da nossa história. Mas precisamos agora avançar: melhorar infraestrutura, capacitar pessoas, adaptar modelos de negócio e criar regulações que permitam ao Brasil liderar essa transformação. O Open Industry tem potencial para isso — e se a gente medir os KPIs, vai ter muito motivo para aplaudir”, afirmou Jefferson Gomes.


    Paulo Spaccaquerche, presidente da Abinc, explicou que o dado já é um ativo econômico, porém a indústria ainda não sabe como explorar todo esse potencial: “Com o Open Industry, temos a chance de liderar esse movimento nas Américas”.

    O programa vai além da Indústria 4.0: trata-se da construção de uma nova economia baseada no fluxo seguro e escalável de dados entre ecossistemas corporativos, permitindo que dados sejam tratados como ativos estratégicos, gerando valor em toda a cadeia produtiva. Isso inclui aplicações em setores como manufatura, agronegócio, logística, energia e saúde.

    Plano de criação do primeiro Data Space 

    Durante a programação de lançamento, foram apresentados os fundamentos técnicos e jurídicos da nova infraestrutura digital, com destaque para o plano de criação do primeiro Data Space brasileiro, em parceria com a ABDI – seguindo o padrão da International Data Spaces Association (IDSA) que está sendo implementado no Brasil pela ABNT em parceria com a Abinc. Também foram compartilhados cases internacionais, como a cadeia de logística da Thyssenkrupp e a rede de fornecedores conectados da ASML.

    O apoio governamental também foi reforçado por Henrique Miguel, secretário de Ciência e Tecnologia para a Transformação Digital do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), que ressaltou que o governo já vem trabalhando com o Plano Brasileiro de Inteligência Artificial, que inclui ações voltadas ao setor privado e à criação de um centro nacional para desenvolvimento de IA com foco na indústria.


    “O Open Industry se encaixa nesse esforço: estamos falando da criação de mecanismos que permitam compartilhar dados com segurança, apoiar a digitalização das cadeias produtivas e gerar valor. Essa é uma infraestrutura essencial para a nova economia baseada em dados, e o MCTI está comprometido em apoiar sua construção, em parceria com a indústria e com instituições nacionais e internacionais”​, disse Henrique Miguel.


    Cristiane Rauen, diretora de Transformação Digital e Inovação do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), também destacou a urgência da agenda. “A economia digital precisa ser agora uma economia baseada em dados, uma economia voltada a criar valor a partir dos dados gerados”, afirmou. “96% dos dados da indústria não são utilizados ou apropriados em termos de valor. É hora de estruturar práticas de compartilhamento seguro, eficiente e tecnologicamente respaldado de dados – seja de governo para empresas, de empresas para governos ou entre empresas”.

    Segundo Cristiane, o MDIC está comprometido com a construção dessa nova infraestrutura digital: “Estamos muito entusiasmados em criar o primeiro data space da indústria e apoiar ações de inteligência artificial para a indústria brasileira. É com muito entusiasmo que hoje o MDIC se representa. Falo isso em nome de todo o Ministério, de todas as secretarias, e não só da minha secretaria”.

    A expectativa é que a economia global de dados atinja 827 bilhões de euros até o fim de 2025, com quase 30% da datasfera operando em tempo real. O Open Industry pretende garantir que o Brasil participe ativamente desse novo ciclo econômico, com inovação e competitividade. “Essa é a hora do Brasil. A indústria precisa aprender a gerar valor com dados, e o Open Industry é a ponte para isso”, concluiu Maeda.

  • Instituto Sesi Senai leva edtechs e destaca inovação aberta na Bett Brasil

    Instituto Sesi Senai leva edtechs e destaca inovação aberta na Bett Brasil

    O Instituto Sesi Senai de Tecnologias Educacionais participou da 30ª edição da Bett Brasil, realizada entre os dias 28 de abril e 1º de maio, em São Paulo (SP), como frente de inovação aberta na educação do Serviço Social da Indústria (Sesi) e do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai). O evento é o maior da América Latina dedicado à educação e tecnologia, com a presença de representantes do setor público e privado, educadores, especialistas e empreendedores do Brasil e do mundo.

    Ao lado da Amazon Web Services (AWS) e da Associação Catarinense de Tecnologia (ACATE), o Sesi e o Senai foram patrocinadores da Arena de Startups, um espaço exclusivo do evento que reuniu edtechs com soluções voltadas à transformação da educação. Durante os quatro dias, o Instituto levou dez startups parceiras para apresentar tecnologias educacionais inovadoras ao público, incluindo soluções com foco em inteligência artificial, personalização da aprendizagem, gamificação e recursos digitais para professores.

    Além da exposição, representantes do Sistema Indústria participaram de painéis estratégicos que discutiram os rumos da inovação educacional no país. O debate “Inovação aberta: o futuro da educação está na colaboração” contou com a presença de coordenadora do Instituto Sesi Senai de Tecnologias Educacionais, Juliana Gavini; do superintendente de Educação Profissional e Superior do SENAI, Felipe Morgado; do superintendente de Educação do SESI, Wisley Pereira; especialista de educação AWS, Domenica Parada; e o diretor da ACATE, Otavio Pinheiro.

    Outro painel de destaque foi “Desafios e oportunidades da transformação digital”, com a participação do gerente de Educação Tecnológica do SESI, Arioston Cerqueira Rodrigues, e do gerente executivo de Negócios Digitais do SenaiI de Santa Catarina, Tiago Torres Manchini, que trouxeram reflexões sobre a digitalização do ensino e os caminhos para preparar a educação para o futuro do trabalho.

    Durante a Bett, o Instituto ainda promoveu conexões estratégicas com redes de ensino, startups, parceiros, investidores e organizações do terceiro setor, ampliando o diálogo sobre desafios comuns e oportunidades de cooperação.

    O Instituto Sesi Senai de Tecnologias Educacionais atua como elo entre a rede e o ecossistema de inovação, desenvolvendo programas de inovação aberta na educação, editais, rodadas de cocriação e iniciativas com startups para fomentar o uso de tecnologias educacionais na educação básica, profissional e superior. A participação na Bett Brasil 2025 reforça esse compromisso com a transformação da educação brasileira.

  • Pirataria digital ameaça a propriedade intelectual de indústrias criativas

    Pirataria digital ameaça a propriedade intelectual de indústrias criativas

    A pirataria digital representa um grande desafio para a proteção da propriedade intelectual, especialmente nas indústrias criativas, como a música. De acordo com Federação Internacional da Indústria Fonográfica (IFPI), 47% dos brasileiros consomem música de forma ilegal, o que representa 29% acima da média global.

    Além disso, a maioria é da classe A e B, revelou Paulo Batimarchi, diretor regional da IFPI na América Latina, durante o evento Propriedade Intelectual e a música: sinta o ritmo da PI, realizado no último dia 29/04, no SESI Lab, em Brasília.

    Segundo Batimarchi, mesmo com a indústria musical brasileira em 9ª posição global entre os maiores mercados, o país está ameaçado com a reprodução e distribuição não autorizadas de obras protegidas por direitos autorais, o que resulta em perdas econômicas substanciais para os criadores e profissionais do setor.


    “Dados mostram que consumidores das classes A e B não gostam de pagar pelo ativo da música e, assim, eles fomentam a pirataria, desestimulam a inovação e são expostos a conteúdos de baixa qualidade e riscos de cibersegurança”, destacou.


    Na indústria audiovisual brasileira, a propriedade intelectual também é afetada diretamente pelos prejuízos causados pela pirataria.

    Um estudo encomendado pela Motion Picture Association (MPA) e realizado pelo Instituto Ipsos revelou que, em um período de três meses, cerca de 470 milhões de filmes e 538 milhões de episódios de séries e programas de TV deixaram de ser comprados de maneira legítima, resultando em perdas de aproximadamente R$ 4 bilhões para a indústria audiovisual no Brasil.

    Para o diretor-presidente da RioFilme, Leonardo Edde, é necessária a criação e desenvolvimento do Marco Legal da Economia Criativa, alinhado com as diretrizes da Política Nacional de Economia Criativa que equilibrem propriedade intelectual e democratização de acesso.


    “Proteger o que a gente cria sempre será a parte mais importante do nosso trabalho, porque criatividade traz valor, inovação. E uma indústria criativa forte incentiva a cena cultural local, cria conexões sociais, atrai investimentos e impulsiona a competitividade e a produtividade do Brasil”.


    Propriedade intelectual, ferramenta estratégica para a neoindustrialização

    Ao falar sobre as medidas que os setores público e privado devem buscar para proteger a propriedade intelectual, principalmente no âmbito da indústria criativa, a gerente de Política Industrial da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Samantha Cunha, lembrou que a PI é um dos instrumentos da Nova Indústria Brasil (NIB).


    “A NIB utiliza a propriedade intelectual como instrumento para alcançar as missões que orientam a política, em temas como a análise das informações de patentes, o licenciamento tecnológico, a transferência de tecnologia, a agenda que olha para os ativos intangíveis como uma possibilidade de garantia de crédito. E como instrumento para melhorar o nosso ambiente de negócios”, ressaltou.


    Segundo ela, propriedade intelectual é uma das grandes agendas da CNI para garantir um ambiente favorável à inovação, por isso, a Confederação tem apoiado o fortalecimento do Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) e participado do Grupo Interministerial de Propriedade Intelectual, que atualmente trabalha com o Terceiro Plano de Ação da Estratégia Nacional da Propriedade Intelectual 2023-2025.

    Durante o encontro, a secretária de Competitividade e Política Regulatória, Andrea Macera, ainda destacou a PI como ferramenta transversal necessária para o fortalecimento da indústria criativa.

    Para o presidente do Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), Júlio César Castelo Branco, a propriedade intelectual também é ferramenta imprescindível para o fomento à competitividade. 

    No entanto, o presidente da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), Ricardo Cappelli, lembrou que proteger a agenda de PI pode ser complexo, já que o conjunto de novas tecnologias liderado pela inteligência artificial torna o cenário cada vez mais desafiador.

    Estratégia Nacional de Propriedade Intelectual

    A diretora de Propriedade Intelectual e Infraestrutura da Qualidade do MDIC, Juliana Ghizzi Pires, também esteve no encontro e explicou como funciona os eixos da Estratégia Nacional de Propriedade Intelectual.

    Ela apresentou os resultados do Plano de Ação 2023-2025, que termina em julho, e elencou os principais objetivos e desafios do próximo Plano de Ação 2025-2027, que será iniciado em agosto deste ano.


    “O nosso objetivo é trabalhar o uso estratégico da propriedade intelectual em temas de interesse nacional que incentive a criatividade, facilite os investimentos em inovação e possibilite o acesso ao conhecimento para ampliar a competitividade e o desenvolvimento econômico e social do Brasil”.