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  • Entidades do setor produtivo voltam a alertar para impacto do aumento de impostos em AL

    Entidades do setor produtivo voltam a alertar para impacto do aumento de impostos em AL

    As principais entidades representativas do setor produtivo de Alagoas divulgaram, nesta quarta-feira (18), uma nova manifestação pública sobre as medidas encaminhadas pelo Governo do Estado que elevam a carga tributária sobre o consumo, ampliando o debate iniciado na nota divulgada no início da semana.

    A nova comunicação reúne esclarecimentos adicionais e rebate, ponto a ponto, os argumentos apresentados pelo Executivo para sustentar a restauração integral do FEFAL e o aumento da alíquota modal do ICMS de 19% para 20,5%.

    Segundo o novo documento, as justificativas de “justiça fiscal”, “proteção à população de baixa renda” e “adequação à Reforma Tributária” não se sustentam do ponto de vista econômico.

    As entidades reforçam que justiça fiscal pressupõe progressividade, conceito que não se aplica ao ICMS, um imposto regressivo, que pesa proporcionalmente mais sobre quem ganha menos. “Aumentar ICMS é tudo, menos justiça fiscal”, afirmam.

    A nota destaca ainda que o anúncio de “cesta básica com ICMS zero” não neutraliza o aumento da alíquota geral, porque grande parte dos produtos mencionados já possuía tratamento diferenciado. Além disso, o aumento proposto recairá sobre energia, transporte, logística, serviços e comércio, provocando o que as entidades classificam como “inflação disfarçada fora da cesta básica”.

    Outro ponto contestado é a declaração de que apenas 10% das empresas seriam afetadas. De acordo com o setor produtivo, trata-se de “meia verdade”, pois os custos se propagam pelas cadeias produtivas, chegando inevitavelmente ao consumidor final. “Imposto não fica parado. Ele anda pela cadeia até chegar às famílias.”

    As entidades também contestam o argumento de que o aumento seria uma exigência da Reforma Tributária. Segundo a nota, a reforma prevê uma transição gradual e não determina elevação imediata das alíquotas estaduais. Usar a reforma como justificativa, afirma o documento, é uma opção política, não técnica.

    O comparativo com outros estados, usado pelo Executivo para defender a equiparação de alíquotas, também é rebatido. As entidades lembram que Alagoas possui menor renda média e menor capacidade de consumo, além de já contar com a incidência ampliada do FECOEP, que, ao contrário do que ocorre em outras unidades da federação, alcança praticamente todos os itens de consumo. “Copiar alíquota não copia realidade.”

    O setor produtivo reforça que não se opõe a políticas de proteção social, mas defende que elas sejam financiadas por meio de eficiência do gasto público, combate à evasão e estímulo à atividade econômica, e não por meio de um imposto regressivo que encarece toda a economia.

    Ao final, as entidades reiteram o pedido de diálogo institucional com o Governo do Estado e com a Assembleia Legislativa, para que decisões de grande impacto econômico e social sejam tomadas com transparência, responsabilidade e visão de longo prazo.

    LEIA A ÍNTEGRA DA NOVA NOTA:

    NOTA DO SETOR PRODUTIVO DE ALAGOAS – ESCLARECIMENTOS SOBRE OS ARGUMENTOS DO GOVERNO

    Diante da divulgação, pelo Governo do Estado, de novos argumentos para sustentar a restauração integral do FEFAL e a proposta de aumento da alíquota modal do ICMS de 19% para 20,5%, as entidades do setor produtivo de Alagoas vêm a público, mais uma vez, para apresentar esclarecimentos adicionais.

    As medidas anunciadas, embora justificadas sob o discurso de justiça fiscal, proteção social e adequação à Reforma Tributária, representam na prática um aumento significativo da carga tributária sobre consumo, o que afeta empresas, famílias e toda a cadeia econômica do Estado.

    1. Sobre a alegada “justiça fiscal”:

    Justiça fiscal não se faz cobrando mais de quem já paga. Justiça fiscal se faz gastando melhor os recursos públicos existentes. Do ponto de vista técnico, justiça fiscal depende de progressividade (quem pode mais, paga proporcionalmente mais). O ICMS, porém, é um imposto regressivo: pesa proporcionalmente muito mais no orçamento de quem ganha menos.

    Por isso, aumentar ICMS é tudo, menos justiça fiscal.

    2. Sobre a “proteção da população de baixa renda” e a “cesta básica com ICMS zero”:

    Trata-se de um argumento que cria uma percepção positiva, mas não altera a realidade econômica. Grande parte dos itens citados pelo Governo já possui isenção ou redução de ICMS em Alagoas: carnes, ovos, leite e derivados e hortifrutigranjeiros, entre outros que são produzidos no Estado.

    O tratamento diferenciado já existia, portanto, não é necessário elevar a alíquota modal para preservar a cesta básica. Zerar ICMS em poucos produtos não neutraliza o aumento geral da alíquota modal.

    E por quê? Porque tudo o que compõe o preço final de alimentos, serviços e comércio ficará mais caro: energia sobe, transporte sobe, logística sobe, serviços sobem, comércio repassa. O resultado é simples e inevitável: inflação disfarçada, especialmente fora da cesta básica.

    3. Sobre o argumento de que “apenas 10% das empresas serão afetadas

    Trata-se de meia verdade. Mesmo que parte das empresas pague o aumento diretamente, o custo se espalha por toda a cadeia produtiva.A indústria, o transporte e a distribuição pagam mais, o comércio repassa e o consumidor, no final, é quem paga a conta. Em linguagem simples: imposto não fica parado. Ele anda pela cadeia até chegar ao consumidor. Portanto, todas as famílias sentem o impacto, especialmente as de menor renda. A empresa é mera repassadora do tributo.

    4. Sobre a alegada “adequação técnica à Reforma Tributária”

    A Reforma Tributária prevê transições graduais, não aumento imediato de alíquotas estaduais. Usar a reforma como justificativa não é exigência técnica, mas opção política. Além disso: outros estados priorizam revisão de gastos e a transição federal não determina elevação prévia de ICMS. Assim, ao propor reajuste de 19% para 20,5% (podendo chegar a 22,5%), o governo escolheu antecipar um movimento que não é obrigatório.

    5. Sobre a comparação com outros estados (“Alagoas precisa se equiparar”)

    É um argumento de manada: copiar alíquota não copia realidade.Alagoas possui menor renda média, menor poder de consumo e menor base industrial e de serviços. Comparar alíquota sem comparar renda e estrutura econômica distorce a realidade. Além disso, como já alertado pelas entidades, fundos adicionais como o FECOEP, em outros estados, incidem majoritariamente sobre produtos supérfluos. Em Alagoas, porém, o FECOEP incide amplamente (1% geral e 2% para supérfluos), alcançando quase todos os itens de consumo, com poucas exceções.

    Ou seja: o peso total da carga no consumo em Alagoas já é estruturalmente maior que na maioria dos estados vizinhos.

    6. Sobre o argumento social

    O setor produtivo não é contra políticas de proteção aos mais pobres.É contra financiar essas políticas com aumento generalizado de um imposto regressivo, que recai proporcionalmente mais sobre quem tem menos.Proteção social precisa vir de eficiência do gasto público, prioridade, gestão, combate à evasão e ampliação da atividade econômica. E não de aumentos silenciosos no preço de tudo.

    Por fim, respeitamos a intenção social apresentada pelo Governo, mas alertamos para o efeito colateral das medidas: redução do consumo e consequente queda na arrecadação. As entidades reafirmam o pedido de diálogo institucional com o Governo e a Assembleia Legislativa, para que decisões de grande impacto econômico e social sejam tomadas com responsabilidade, transparência e visão de futuro.

    Maceió, 18 de dezembro de 2025

    – Federação das Indústrias do Estado de Alagoas (FIEA)

    – Federação do Comércio do Estado de Alagoas (Fecomércio)

    – Federação da Agricultura do Estado de Alagoas (FAEAL)

    – Federação das Associações Comerciais do Estado de Alagoas (Federalagoas)

    – Federação dos Clubes de Diretores Lojistas (FCDL)

    – Associação Comercial de Maceió (ACM)

    – Associação dos Atacadistas do Estado de Alagoas (ACADEAL)

    – Associação dos Supermercados de Alagoas (ASA)

    – Associação das Empresas do Distrito Industrial Major Luiz Cavalcante (Adedi)

    – Associação das Empresas do Mercado Imobiliário (Ademi)

    – Associação dos Bares e Restaurantes de Alagoas (Abrasel)

    – Associação Brasileira da Indústria Hoteleira (ABIH)

    – Aliança Comercial de Maceió

    – Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL)

    – Conselho Regional de Administração (CRA)

    – Conselho Regional de Contabilidade (CRC)

  • FIEA e SENAI Alagoas passam a integrar o Comitê da Região Hidrográfica do Rio Pratagy

    FIEA e SENAI Alagoas passam a integrar o Comitê da Região Hidrográfica do Rio Pratagy

    A Federação das Indústrias do Estado de Alagoas (FIEA) e o Senai Alagoas passam a integrar o Comitê da Região Hidrográfica do Rio Pratagy. A instância colegiada é responsável por discutir, planejar e acompanhar a gestão dos recursos hídricos na bacia do rio Pratagy, uma das mais relevantes para o abastecimento e o desenvolvimento socioeconômico da Região Metropolitana de Maceió.

    Os comitês de bacia hidrográfica são fóruns de governança participativa previstos na Política Nacional e Estadual de Recursos Hídricos. Eles reúnem representantes do poder público, da sociedade civil organizada e dos usuários de recursos hídricos, com o objetivo de promover o uso sustentável da água, prevenir conflitos e contribuir para a formulação de políticas públicas voltadas à preservação e ao uso racional desse recurso natural.

    Entre as instituições participantes estão as prefeituras de Flexeiras e de Rio Largo, a Universidade Federal de Alagoas (Ufal), a Companhia de Saneamento de Alagoas (Casal), o Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Alagoas (Crea-AL), a Secretaria de Estado do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos (Semarh), o Instituto do Meio Ambiente de Alagoas (IMA), a Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental (ABES), a Codevasf, além de empresas e entidades do setor produtivo como Norsa Refrigerantes (Solar), Cristal Águas do Nordeste (CAF), Usina Santa Clotilde, Usina Santo Antônio, Sindacúcar, Cimapra, Companhia Alagoana de Empreendimentos, Caetex Florestal, Usina Caeté, BRK, Frascali e Cesmac.

    Com a nova composição, a presidência do Comitê ficará a cargo do representante do Cesmac, a vice-presidência será exercida pela Usina Santa Clotilde, e as funções de primeiro e segundo secretários serão ocupadas, respectivamente, por Cimapra e FIEA.

    Para o presidente da Federação das Indústrias do Estado de Alagoas, José Carlos Lyra de Andrade, a presença do setor industrial no Comitê reforça o compromisso da indústria com a agenda ambiental e com a gestão responsável dos recursos naturais. Segundo ele, a solicitação de participação de um representante da indústria se deu pelo alinhamento direto do Comitê com os objetivos do Grupo de Trabalho instituído pela FIEA voltado às temáticas de Baixo Carbono e Recursos Naturais.

    A analista de Sustentabilidade Industrial da FIEA, Marília Belo, foi indicada para representar a FIEA. Para ela, a participação da Federação no Comitê do Rio Pratagy amplia o diálogo entre o setor produtivo, o poder público e a sociedade civil, contribuindo para soluções técnicas e sustentáveis que conciliem desenvolvimento econômico, segurança hídrica e preservação ambiental. Já o SENAI Alagoas, será representado pelo Assessor de Sustentabilidade Industrial, Julio Zorzal.

  • SESI destaca impacto da educação tecnológica no desenvolvimento dos municípios alagoanos

    SESI destaca impacto da educação tecnológica no desenvolvimento dos municípios alagoanos

    O Serviço Social da Indústria (SESI) promoveu nessa terça-feira (16), no Hotel Jatiúca, em Maceió, o Encontro Anual das Indústrias do Conhecimento, reunindo gestores públicos, interlocutores municipais e especialistas para discutir os resultados e impactos das ações educacionais desenvolvidas pela instituição nos municípios de Alagoas.

    Com o tema “Conexões que Transformam”, o evento evidenciou como as iniciativas do SESI têm contribuído para o fortalecimento da educação pública, por meio do uso da tecnologia, da inovação e de práticas pedagógicas voltadas à recomposição da aprendizagem e ao desenvolvimento de competências para o futuro.

    A diretora de Educação e Tecnologia do SESI SENAI em Alagoas, Cristina Suruagy, ressaltou o compromisso da instituição em compartilhar sua experiência educacional para além das unidades próprias. “A gente precisa fazer a Educação sair dos muros das escolas do SESI e atravessar toda essa ponte para chegar aos municípios. É um prazer imenso fazer esse tipo de trabalho, porque a gente acredita no nosso propósito e acredita que isso faz a diferença verdadeira na vida das pessoas e no futuro”, destacou.

    Cristina também reforçou a visão estratégica do programa Cidade do Amanhã, iniciativa do SESI que oferta soluções em diversas áreas do desenvolvimento municipal, entre elas, a Educação. “Não é à toa que a gente chama esse programa de Cidade do Amanhã. Que cidade a gente espera e anseia? Quando falamos de Educação, falamos do futuro desses jovens e dessas crianças, com tecnologia, inovação, cultura, qualidade e um significado muito forte de aprendizagem”, afirmou.

    O gerente executivo de Educação Básica do SESI, Tássio Paiva, destacou que o encontro anual consolida a atuação educacional da instituição nos municípios alagoanos, fortalecendo parcerias e ampliando o alcance das soluções ofertadas. “O principal ganho desse evento é potencializar ainda mais nossa atuação nos municípios, já que estamos presentes em mais de 40 cidades. Também é uma oportunidade de apresentar as diversas soluções do SESI SENAI, como o programa Cidade do Amanhã, além de celebrar resultados importantes”, explicou.

    Segundo Tássio, somente em 2025 o SESI formalizou mais de 20 mil matrículas em educação continuada, contribuindo de forma estratégica para o cumprimento dos indicadores de gratuidade regulamentar da instituição.  “É um evento que traz propósito, provocação, celebração e, principalmente, visão de futuro”, completou.

    O prefeito de Pão de Açúcar, Jorge Dantas, compartilhou a experiência da cidade com as ações educacionais do SESI, destacando a importância da tecnologia como ferramenta para a melhoria do ensino. “Trabalhamos com a Indústria do Conhecimento desde 2016. A tecnologia é determinante em todos os setores da vida moderna e, na Educação, não poderia ser diferente. Ela depende cada vez mais de equipamentos e de práticas tecnológicas”, afirmou.

    O gestor também ressaltou o papel das iniciativas na recomposição da aprendizagem. “Através da Indústria do Conhecimento, temos a oportunidade de buscar quem ficou para trás, introduzir tecnologia e dar condições reais para que essas pessoas se desenvolvam e aprendam melhor”, pontuou.

    A programação contou com palestra magna sobre “Educação Tecnológica como Estratégia para a Recomposição da Aprendizagem”, ministrada pela professora doutora Joice Lopes Leithe, além de experiências tecnológicas, oficinas simultâneas voltadas a gestores públicos e interlocutores municipais, a apresentação de resultados alcançados ao longo do ano e premiação às Indústrias do Conhecimento de destaque.

    Álbum de fotos no Flickr.

  • Entidades do setor produtivo defendem diálogo institucional contra aumento de ICMS

    Entidades do setor produtivo defendem diálogo institucional contra aumento de ICMS

    As principais entidades representativas do setor produtivo alagoano divulgaram, nesta segunda-feira (15), nota conjunta em que manifestam preocupação com medidas adotadas pelo Governo do Estado que resultam no aumento de impostos, especialmente sobre o consumo. No documento, solicitam a abertura de diálogo institucional para tratar do tema.As entidades destacam duas iniciativas centrais.

    A primeira é a restauração dos efeitos da Lei nº 8.235/2020, que instituiu o Fundo de Equilíbrio Fiscal do Estado de Alagoas (FEFAL). Com a medida, empresas que usufruem de incentivos fiscais relacionados ao ICMS voltam a ser obrigadas a recolher um percentual adicional ao fundo, custo que tende a ser repassado ao preço final dos produtos.

    A segunda iniciativa apontada é a proposta de aumento da alíquota padrão do ICMS, de 19% para 20,5%, em operações internas e importações que não possuem alíquota específica, atualmente em tramitação na Assembleia Legislativa.

    As entidades ressaltam que, por se tratar de um imposto indireto, o ICMS impacta diretamente o consumidor, com reflexos no custo de vida, no consumo, na atividade econômica e no emprego. Acrescido do FECOEP, o percentual poderá chegar até 22,5%.Na avaliação das entidades, chama atenção o avanço dessas medidas em um contexto no qual o Estado divulga resultados fiscais positivos, equilíbrio das contas públicas e capacidade de investimento.

    O setor produtivo defende o equilíbrio fiscal e o desenvolvimento de Alagoas, mas pondera que esses objetivos devem ser alcançados com maior eficiência do gasto público, combate à evasão fiscal, estímulo à atividade produtiva e ampliação da base econômica, com previsibilidade e segurança jurídica.

    Ao final da nota, o conjunto de entidades solicita formalmente a abertura de diálogo institucional com o Governo do Estado e com a Assembleia Legislativa, para que decisões de grande impacto econômico e social sejam construídas de forma transparente, responsável e alinhada ao desenvolvimento sustentável de Alagoas.

    Leia o texto na íntegra:

    Nota Oficial das Entidades do Setor Produtivo de Alagoas

    As entidades representativas do setor produtivo de Alagoas expressam preocupação com as medidas do Governo do Estado que resultam no aumento de impostos pagos pelo consumidor final.

    Duas iniciativas merecem atenção especial:

    1.Restauração do FEFAL (Fundo de Equilíbrio Fiscal do Estado de Alagoas)

    *A Assembleia Legislativa aprovou, em dezembro de 2025, um projeto de lei do Governo que restaura integralmente a Lei n. 8.235/2020, que criou o FEFAL.

    • Implicação: Empresas que usufruem de incentivos relacionados ao ICMS são obrigadas a depositar mensalmente um percentual do valor do benefício no FEFAL.

    • Isso representa um acréscimo no imposto já pago, um custo que tende a ser repassado aos preços para o consumidor.

    2. Proposta de Aumento da Alíquota do ICMS

    • Tramita na Assembleia Legislativa o Projeto de Lei n. 1818/2025, que propõe o aumento da alíquota do ICMS de 19% para 20,5%.

    • Este aumento incidiria nas operações internas e importações que não possuam alíquota específica.

    • Argumento do Governo: A medida busca alinhar Alagoas às práticas adotadas por outros estados do Nordeste.Posição do Setor Produtivo e ImpactoO setor produtivo argumenta que as medidas elevam a carga tributária sobre o consumo:

    • ICMS como Imposto Indireto: O ICMS é um imposto indireto, incorporado aos preços, que impacta diretamente o consumidor, pressionando o custo de vida, reduzindo o consumo e afetando negativamente a atividade econômica e o emprego.

    • Contradição: Considera contraditório o Estado elevar a carga tributária sobre o consumo em um momento em que divulga resultados fiscais positivos, equilíbrio das contas públicas e capacidade de investimento.

    • FECOEP em Alagoas: Destaca que, em outros estados, fundos adicionais como o FECOEP (Fundo Estadual de Combate e Erradicação da Pobreza) incidem majoritariamente sobre produtos supérfluos. Em Alagoas, entretanto, o FECOEP incide de forma ampla (alíquota geral de 1% e 2% para supérfluos), alcançando praticamente todos os itens de consumo, com poucas exceções.

    • Crítica Estrutural: O aumento de impostos sobre o consumo não resolve problemas estruturais e transfere para empresas e cidadãos o custo da ineficiência.Solicitação e CompromissoAs entidades defendem que o equilíbrio fiscal e o desenvolvimento de Alagoas sejam alcançados por meio de:

    • Maior eficiência do gasto público.• Combate à evasão fiscal.

    • Estímulo à atividade produtiva e à ampliação da base econômica.

    • Previsibilidade e segurança jurídica.O setor produtivo solicita a abertura de diálogo institucional com o Governo do Estado e a Assembleia Legislativa para construir decisões de grande impacto econômico e social com transparência e responsabilidade.

    Entidades Signatárias

    (Maceió, 15 de dezembro de 2025)

    * Federação das Indústrias do Estado de Alagoas (FIEA)

    * Federação do Comércio do Estado de Alagoas (Fecomércio)

    * Federação da Agricultura do Estado de Alagoas (FAEAL)

    * Federação das Associações Comerciais do Estado de Alagoas (Federalagoas)

    * Associação Comercial de Maceió (ACM)

    * Associação dos Atacadistas do Estado de Alagoas (ACADEAL)

    * Associação dos Supermercados de Alagoas (ASA)

    * Associação das Empresas do Distrito Industrial Major Luiz Cavalcante (Adedi)

    * Associação das Empresas do Mercado Imobiliário (Ademi)

    * Associação dos Bares e Restaurantes de Alagoas (Abrasel)

    * Associação Brasileira da Indústria Hoteleira (ABIH)

    * Aliança Comercial de Maceió

    * Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL)

    * Conselho Regional de Administração (CRA)

    * Conselho Regional de Contabilidade (CRC)

  • SESI e SENAI apresentam conquistas e desafios no Encontro de Líderes 2025

    SESI e SENAI apresentam conquistas e desafios no Encontro de Líderes 2025

    O Serviço Social da Indústria (SESI) e o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI) reuniram gestores e lideranças na Casa da Indústria Napoleão Barbosa para o Encontro de Líderes 2025. Realizado na última quinta-feira (11), o evento marcou o encerramento de um ciclo de trabalho e a reflexão sobre os resultados alcançados ao longo do ano.

    As lideranças das instituições apresentaram conquistas, ações estratégicas e os principais desafios enfrentados em 2025.

    Durante o encontro, o presidente da Federação das Indústrias do Estado de Alagoas (FIEA), José Carlos Lyra de Andrade, destacou o desempenho positivo das equipes. “A gente tem que dizer que teve um ano bom, com o sentimento de dever cumprido, de ter alcançado objetivos, de ter aqui pessoas tão competentes, que a gente sabe que pode melhorar cada vez mais. Nosso papel está sendo cumprido. Nós somos uma família unida que luta por uma causa importante, que é a melhoria da mão de obra e da competitividade da indústria”, afirmou.

    O diretor regional do SENAI e superintendente do SESI/AL, Carlos Alberto Paes, também ressaltou que 2025 consolidou uma gestão mais integrada e eficiente. “Fica a certeza de que estamos entregando duas instituições muito mais fortes. Foi um ano de desafios, de aprendizado e de evolução. SESI e SENAI contam com estruturas prontas e estratégias cada vez mais alinhadas, com processos, tecnologia e pessoas crescendo continuamente”, afirmou.

    Impactos

    Os números apresentados reforçam o impacto das instituições na vida dos alagoanos em 2025. Até novembro, o SESI atendeu 1.721 empresas com serviços diversos na área de Saúde e Segurança para a Indústria, além de registrar 3.116 matrículas na Educação Básica. Já o SENAI prestou Serviços de Tecnologia e Inovação a 999 empresas e alcançou 35.400 matrículas na Educação Profissional, consolidando-se como peça fundamental no desenvolvimento de competências voltadas à indústria.

    O evento contou ainda com a presença do vice-presidente da FIEA, José da Silva Nogueira Filho, e das diretoras de Saúde e Segurança para a Indústria (SSI), Cláudia Piatti; de Educação e Tecnologia, Cristina Suruagy; de Gestão Estratégica, Nathália Romaguera; e de Marketing, Irene Simões. Todas participaram das discussões sobre os avanços obtidos e as metas para o próximo ciclo das instituições.

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  • IEL Alagoas abre vagas de estágio e emprego em Maceió e Arapiraca

    IEL Alagoas abre vagas de estágio e emprego em Maceió e Arapiraca

    O Instituto Euvaldo Lodi de Alagoas (IEL/AL) está com vagas abertas para estágio e contratação efetiva nos municípios de Maceió e Arapiraca, com oportunidades destinadas a estudantes do ensino médio, técnico e superior, além de profissionais para cargo efetivo. As seleções reúnem benefícios como bolsa-auxílio, auxílio-transporte e bonificação por produção, dependendo da modalidade.

    Vantagens oferecidas

    Em Maceió, as vagas de estágio apresentam bolsa mínima de R$ 535,33 acrescida de R$ 146,00, podendo chegar a R$ 1.000,00 mais auxílio-transporte. Já para contratação efetiva, a remuneração é de R$ 1.910,00, além de bonificação por produção.

    Em Arapiraca, as bolsas de estágio variam entre R$ 600,00 e R$ 750,00, com auxílio-transporte de até R$ 100,00.

    Vagas de estágio em Maceió

    As oportunidades de estágio na capital alagoana contemplam os seguintes cursos e quantidades de vagas:

    • Administração – 1 vaga
    • Ciências Contábeis – 7 vagas
    • Desenvolvimento de Sistemas / Sistemas de Informação / Ciência da Computação – 1 vaga
    • Engenharia Civil – 2 vagas
    • Ensino Médio – 4 vagas
    • Ensino Médio / Técnico em Administração – 2 vagas
    • Marketing Digital / Publicidade e Propaganda / Tecnologia em Marketing – 1 vaga
    • Marketing / Publicidade e Propaganda / Jornalismo / Comunicação Social – 3 vagas
    • Pedagogia – 1 vaga
    • Publicidade e Propaganda / Design Gráfico / Marketing / Comunicação Social – 1 vaga
    • Publicidade e Propaganda / Design / Marketing / Comunicação Social / Jornalismo – 1 vaga
    • Técnico em Administração – 1 vaga

    Vaga efetiva em Maceió

    • Coordenador de Produção – 1 vaga

    Vagas de estágio em Arapiraca

    No município de Arapiraca, estão disponíveis vagas de estágio para:

    • Administração – 3 vagas
    • Ensino Médio – 3 vagas

    Inscrições

    As inscrições devem ser realizadas exclusivamente pelo portal oficial do IEL Alagoas:
    👉 carreiras.iel.org.br/AL

    Os interessados devem acessar a plataforma, realizar o cadastro e se candidatar às vagas compatíveis com seu perfil acadêmico ou profissional.

  • Duração do contrato e regras de rescisão no Programa Jovem Aprendiz

    Duração do contrato e regras de rescisão no Programa Jovem Aprendiz

    O que é o contrato de aprendizagem?

    O contrato de aprendizagem é um tipo especial de contrato previsto na Lei nº 10.097/2000. Sua finalidade é garantir a formação técnico-profissional de jovens de 14 a 24 anos, unindo teoria e prática em um modelo seguro, regulamentado e com todos os direitos trabalhistas assegurados.

    Para empresas do comércio e serviços em Alagoas, esse contrato representa uma forma estruturada de formar talentos, cumprir a lei com tranquilidade e reduzir riscos jurídicos.

    Qual é a duração do contrato de jovem aprendiz?

    A legislação estabelece que o contrato de aprendizagem pode durar até 2 anos, dependendo do programa de formação adotado.

    Regras importantes sobre a duração:

    • O contrato pode ter um prazo menor, conforme a carga horária do curso profissionalizante.
    • Não há prorrogação após o encerramento — exceto para aprendizes com deficiência.
    • A jornada permitida é de até 6 horas diárias, podendo chegar a 8 horas apenas para jovens que concluíram o ensino fundamental, desde que a carga excedente seja destinada à formação teórica.

    O IEL organiza toda a rotina de aprendizagem, garantindo que jornada, teoria e prática sigam a lei e causem o menor impacto operacional possível.

    Quais são os direitos do aprendiz durante o contrato?

    O aprendiz tem direitos trabalhistas garantidos por lei, incluindo:

    • Salário mínimo-hora
    • FGTS com alíquota reduzida de 2%
    • 13º salário
    • Férias (preferencialmente no período escolar)
    • INSS
    • Vale-transporte
    • Jornada compatível com os estudos
    • Participação obrigatória na formação teórica

    O IEL assegura que todos esses direitos sejam aplicados corretamente, reduzindo riscos de passivos trabalhistas.

    Regras de rescisão do contrato de aprendiz

    O contrato de aprendizagem possui regras específicas na legislação. Rescisões indevidas geram multas e ações trabalhistas — por isso, a empresa deve ter máximo cuidado.

    Situações que permitem rescisão:

    • Término do prazo do contrato
    • Desempenho insuficiente ou inadaptação comprovados
    • Falta disciplinar grave
    • Ausência injustificada à formação teórica
    • Pedido de demissão pelo aprendiz

    Situações que não justificam rescisão:

    • Gravidez
    • Problemas escolares
    • Faltas justificadas
    • Questões pessoais sem impacto legal
    • Mudança de gestão ou reorganização interna da empresa

    O IEL oferece orientação jurídica para avaliar cada caso, evitando rescisões indevidas.

    Como realizar a rescisão corretamente?

    Para evitar problemas legais, a empresa deve seguir as seguintes etapas:

    • Formalizar a rescisão por escrito
    • Comunicar o jovem e seus responsáveis (se menor de idade)
    • Efetuar corretamente todas as verbas rescisórias
    • Atualizar registros na carteira de trabalho e no eSocial
    • Arquivar documentos por, no mínimo, 5 anos

    Com o IEL, todas essas etapas são orientadas e acompanhadas, garantindo conformidade total.

    Dúvidas frequentes sobre duração e rescisão

    1. Posso renovar o contrato do mesmo aprendiz?

    Não. O contrato não permite prorrogação. Após o fim, a empresa pode efetivar o jovem em regime comum.

    2. E se o aprendiz for menor de idade?

    A empresa precisa redobrar cuidado. O IEL acompanha e orienta para garantir que o processo seja legal e seguro.

    3. O que acontece se eu rescindir sem justificativa legal?

    A empresa pode sofrer multas, autuações e até ações judiciais movidas pelo jovem.

    Como o IEL Alagoas ajuda sua empresa

    O IEL é o parceiro ideal para empresas que querem cumprir a Lei da Aprendizagem com segurança jurídica, previsibilidade e baixo impacto operacional.

    Vantagens exclusivas do Programa Jovem Aprendiz IEL:

    • Acompanhamento jurídico completo
    • Orientação detalhada em casos de rescisão
    • Documentação e registros organizados corretamente
    • Formação teórica alinhada à CBO, em parceria com o SENAI
    • Modelo dual com o menor afastamento possível da operação
    • Monitoramento pedagógico e administrativo constante

    Com o IEL, sua empresa evita erros, reduz passivos e garante que a jornada do aprendiz seja produtiva e segura.

    Benefícios de seguir a legislação corretamente

    • Redução de riscos e passivos trabalhistas
    • Fortalecimento da reputação e responsabilidade social
    • Formação de talentos alinhados à cultura da empresa
    • Maior probabilidade de efetivar jovens já treinados
    • Desafogamento da rotina do RH

    Conclusão

    Compreender as regras de duração e rescisão do contrato de aprendizagem é essencial para evitar penalidades e assegurar uma experiência formativa de qualidade.

    O IEL Alagoas oferece todo o suporte necessário para que sua empresa cumpra a lei com tranquilidade, proteja-se juridicamente e contribua para a formação de novos profissionais no estado.

    Faça parte da transformação social com segurança jurídica

    Contrate com segurança. Transforme com responsabilidade. IEL Alagoas é sua ponte para o futuro.

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  • Principais erros das empresas na contratação de jovens aprendizes (e como evitá-los)

    Principais erros das empresas na contratação de jovens aprendizes (e como evitá-los)

    A importância de contratar aprendizes de forma correta

    Contratar aprendizes é mais do que cumprir uma obrigação legal: é uma estratégia para fortalecer o desenvolvimento de talentos, promover responsabilidade social e qualificar jovens para o mercado de trabalho.

    Entretanto, erros comuns — muitos deles relacionados à falta de orientação especializada — podem gerar riscos trabalhistas, retrabalho no RH e perda de produtividade.

    Para empresas do comércio e serviços em Alagoas, evitar essas falhas é essencial para garantir segurança jurídica, redução de riscos e um programa de aprendizagem realmente eficaz.

    Erro #1: Desconhecer a legislação vigente

    A Lei nº 10.097/2000 determina que empresas com 7 ou mais colaboradores em funções que exigem formação profissional devem contratar jovens entre 14 e 24 anos na condição de aprendizes.

    Como evitar:

    • Manter-se atualizado sobre a legislação e seus desdobramentos
    • Consultar fontes oficiais do Governo Federal
    • Contar com apoio de uma instituição especializada, como o IEL Alagoas, que interpreta e orienta a empresa sobre o cumprimento seguro da lei

    Erro #2: Não calcular corretamente a cota de aprendizes

    Um dos erros mais frequentes é subestimar ou calcular de forma incorreta a cota legal — o que pode gerar multas e enquadramentos indevidos.

    Como evitar:

    • Aplicar corretamente o percentual entre 5% e 15% sobre o número de funções que exigem qualificação
    • Excluir da base estagiários, temporários e funções administrativas não enquadradas
    • Utilizar o suporte técnico do IEL para realizar o cálculo com precisão e segurança

    Erro #3: Improvisar na definição das atividades do aprendiz

    Indicar tarefas incompatíveis com a formação teórica ou com o perfil do jovem é um problema recorrente e um dos principais fatores de desligamento precoce.

    Como evitar:

    • Planejar funções alinhadas ao curso de formação teórica, respeitando a CBO
    • Evitar atividades repetitivas, inseguras ou acima da capacidade de aprendizado
    • Designar um tutor interno para orientar e fortalecer a experiência prática

    Erro #4: Não acompanhar a formação teórica

    A parte teórica é obrigatória por lei e essencial para o desenvolvimento profissional do jovem. Ignorá-la pode gerar descumprimento da legislação e prejudicar o desempenho do aprendiz.

    Como evitar:

    • Monitorar a frequência regularmente
    • Manter comunicação ativa com a instituição formadora
    • Registrar e documentar informações para fins de auditoria e fiscalização

    Erro #5: Contratar sem suporte especializado

    Assumir todas as etapas internamente — recrutamento, documentação, formação, acompanhamento e compliance — aumenta significativamente o risco de erros jurídicos e operacionais.

    Como evitar:

    Contratar uma instituição credenciada e especializada. O IEL Alagoas oferece:

    • Recrutamento e pré-seleção qualificada
    • Cursos alinhados à CBO, em parceria com o SENAI
    • Modelo dual com o menor impacto operacional possível
    • Acompanhamento pedagógico próximo, reduzindo problemas comportamentais
    • Gestão documental e suporte jurídico, garantindo total conformidade
    • Previsibilidade para o RH, com rotinas claras e acompanhamentos estruturados

    Erro #6: Tratar o jovem aprendiz como mão de obra comum

    O aprendiz está em formação. Ele não substitui mão de obra qualificada, e tratá-lo dessa forma compromete sua experiência e o cumprimento da lei.

    Como evitar:

    • Criar um ambiente acolhedor e educativo
    • Indicar um tutor para acompanhamento diário
    • Fornecer feedback contínuo e estimular o desenvolvimento comportamental

    Benefícios de acertar no processo de contratação de aprendizes

    Quando a empresa estrutura corretamente seu programa de aprendizagem, obtém:

    • Cumprimento legal seguro e sem riscos
    • Redução de passivos trabalhistas
    • Formação de talentos alinhados à cultura da empresa
    • Reforço positivo na imagem institucional
    • Maior chance de efetivar jovens já adaptados à rotina

    Como o IEL Alagoas pode ajudar sua empresa

    O IEL oferece um programa robusto, pensado para reduzir riscos e simplificar a gestão da aprendizagem:

    • Diagnóstico da cota legal e orientação personalizada
    • Formação teórica estruturada, alinhada à prática
    • Integração do jovem à empresa com acompanhamento contínuo
    • Acompanhamento pedagógico e intervenções comportamentais
    • Suporte jurídico, administrativo e operacional
    • Relatórios, auditorias e controle de frequência

    Empresas do comércio e serviços ganham segurança, agilidade e previsibilidade, reduzindo esforço do RH e garantindo conformidade total com a legislação.

    Conclusão

    Evitar erros na contratação de jovens aprendizes é um diferencial estratégico e competitivo.
    Com planejamento adequado e o suporte especializado do IEL Alagoas, sua empresa cumpre a legislação com tranquilidade, contribui para o futuro da juventude alagoana e fortalece sua imagem no mercado.

    Faça parte da transformação social com segurança jurídica

    Contrate com segurança. Transforme com responsabilidade. IEL Alagoas é sua ponte para o futuro.

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  • Estudo da FIEA revela expansão do eucalipto e reposiciona AL no mapa da economia verde

    Estudo da FIEA revela expansão do eucalipto e reposiciona AL no mapa da economia verde

    A paisagem produtiva de Alagoas vive uma transformação silenciosa, mas, decisiva. O estudo “Plantio de Eucalipto em Alagoas”, produzido pelo Observatório da Indústria da Federação das Indústrias do Estado de Alagoas (FIEA), revela a ascensão de um setor que deixou de ser periférico para se tornar uma das frentes mais estratégicas da economia estadual.

    Em uma década, a área de eucalipto saltou de pouco mais de 2,5 mil hectares para 27,6 mil hectares, um crescimento que reflete não apenas expansão territorial, mas também a crescente relevância desse cultivo para a indústria, o emprego e a sustentabilidade.

    Para a indústria, o eucalipto não é tendência: é oportunidade concreta. “O setor cresce de forma consistente e se tornou um ativo estratégico para Alagoas”, afirma o presidente da FIEA, José Carlos Lyra de Andrade. “Estamos falando de uma cadeia que gera empregos, atrai investimentos, fortalece nossa competitividade e contribui para a transição para uma economia de baixo carbono. O potencial do eucalipto em Alagoas é extraordinário e está apenas começando a ser aproveitado”, acrescenta.

    Municípios como Maceió, Atalaia e Flexeiras lideram o avanço, enquanto Maragogi emerge como novo polo de produção florestal. O dinamismo impressiona: a produção de madeira em tora passou de 35 mil m³ em 2016 para 561 mil m³ em 2023, consolidando Alagoas como protagonista no Nordeste, com participação superior a 80% na produção regional. Ao mesmo tempo, o aumento da lenha e o salto recente do carvão vegetal reforçam a diversificação do uso industrial.

    Avanço abre novas vagas e eleva produtividade do setor

    Essa expansão tem efeitos diretos no mercado de trabalho. Somente em 2024, o setor abriu saldo de 93 novos postos formais, impulsionado pelo ciclo de colheita, pela mecanização crescente e pela chegada de novos investimentos. Jovens entre 18 e 24 anos lideram as admissões, um indicador de renovação da força de trabalho e potencial de inclusão produtiva.

    O estado já se prepara para ultrapassar 42 mil hectares até 2025, impulsionado pelo Plano ABC+ Alagoas e por iniciativas como a Caetéx Florestal – parceria entre a Dexco e a Usina Caeté – que, sozinha, planeja atingir 40 mil hectares plantados. O estudo também destaca a alta produtividade local, que chega a 60 m³/ha/ano e pode alcançar até 80 m³/ha/ano, muito acima da média nacional.

  • Confira as vagas ofertadas pelo IEL nesta semana

    Confira as vagas ofertadas pelo IEL nesta semana

    O Instituto Euvaldo Lodi (IEL) divulgou novas oportunidades de estágio e emprego para os municípios de Maceió e Arapiraca nesta semana. As vagas abrangem diversas áreas e níveis de formação, com valores de bolsas e remunerações já definidos. As inscrições devem ser realizadas exclusivamente pelo portal carreiras.iel.org.br/AL.

    Em Maceió, estão abertas vagas de estágio para os cursos de Administração (1 vaga); Administração, Ciências Contábeis ou Economia (1); Administração ou Técnico em Administração (1); Administração, Técnico em Administração ou Gestão Comercial (2); Ciências Contábeis (8); Engenharia Civil (2); Marketing Digital, Publicidade e Propaganda ou Tecnologia em Marketing (1); Marketing, Publicidade e Propaganda, Jornalismo ou Comunicação Social (1); Pedagogia (1 vaga); Publicidade e Propaganda, Design, Marketing, Comunicação Social ou Jornalismo (1); além de Técnico em Administração (3).

    As bolsas variam entre R$ 550,00 e R$ 1.000,00, com auxílio-transporte entre R$ 67,00 e R$ 150,00, conforme o curso e a carga horária. Para contratação efetiva, há oportunidades para operador de injetora e coordenador de produção, com remuneração de R$ 1.910,00 mais bonificação por produção.

    Em Arapiraca, as vagas de estágio são destinadas aos cursos de Administração (2) e Ensino Médio (1). A bolsa é de R$ 600,00, com auxílio-transporte que pode chegar a R$ 150,00. No quadro efetivo, há uma vaga para secretária administrativa, com remuneração de R$ 1.600,00 mais auxílio-alimentação.

    Todas as oportunidades permanecem disponíveis até o preenchimento, e o IEL reforça que as candidaturas devem ser realizadas unicamente pelo portal carreiras.iel.org.br/AL.