Autor: Wagner Oliveira

  • Palestra na Fiea apresenta potencialidades da exploração sustentável da economia do mar

    Palestra na Fiea apresenta potencialidades da exploração sustentável da economia do mar

    Nos últimos anos, o Brasil tem despertado para o potencial da exploração econômica sustentável da chamada “Amazônia Azul”, que, segundo a Marinha do Brasil, “compreende a superfície do mar, águas sobrejacentes ao leito marinho, solo e subsolo marinhos contidos na extensão atlântica que se projeta a partir do litoral até o limite exterior da Plataforma Continental brasileira”.

    Alagoas deu o primeiro passo para iniciar a discussão sobre como explorar suas potencialidades de forma sustentável nesta sexta-feira (29/11), com a realização da palestra “A importância da Economia do Mar para o Desenvolvimento Econômico”, ministrada pelo subsecretário adjunto de Economia do Mar do Rio de Janeiro, Marcelo Felipe Alexandre.

    A iniciativa é da Federação das Indústrias do Estado de Alagoas (Fiea), com apoio da Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra (Adesg-AL) e da Capitania dos Portos. “O evento foi importante e teve uma representatividade muito forte”, enfatizou o vice-presidente da Fiea, José da Silva Nogueira Filho, ao destacar a presença de representantes da academia e dos setores público e privado na Casa da Indústria, o que demonstrou o grande interesse despertado pelo tema.

    A segunda ação já tem data para ocorrer. Nogueira anunciou o 1º Fórum de Economia do Mar, marcado para 13 de fevereiro de 2025, que vai reunir parceiros para discutir como avançar no crescimento sustentável da economia do mar em Alagoas. “Esta é mais uma vertente que a Federação trabalha com o objetivo de trazer investimentos e promover o desenvolvimento do nosso estado”, afirmou.

    Oficial superior da Reserva da Marinha do Brasil, Marcelo Felipe trouxe as experiências do Rio de Janeiro para os participantes do encontro na Fiea. “O governo criou a Secretaria de Estado de Energia e Economia do Mar (Sinemar), a primeira do Brasil nessa área, que tem desenvolvido algumas iniciativas pioneiras, envolvendo a sociedade. Uma delas é a Comissão Estadual de Desenvolvimento da Economia do Mar, a Cedemar, que junta academia, empreendedores, governo estado e iniciativas que sugerem a formulação de políticas públicas nessa área, sempre no foco na geração de emprego, renda e alimentos através da pesca e da economia do mar”, explicou.

    Potenciais

    O comandante Rodrigo Garcia, capitão dos Portos de Alagoas, disse que o desenvolvimento da economia do mar é um caminho irreversível, e que o país tem um grande potencial, uma vez que a Amazônia Azul possui 5,7 milhões de quilômetros quadrados, cobrindo 60% do território nacional, sendo rica em biodiversidade, recursos vivos, não vivos, petróleo e gás natural.

    Segundo ele, o estado tem muito a ganhar com a soma de esforços visando aproveitar as oportunidades com foco na sustentabilidade. “Eu acho que Alagoas tem um potencial enorme para a economia do mar, especialmente, no turismo náutico e na pesca. Esse evento de hoje nada mais é do que um pontapé inicial, em que conseguimos congregar poder municipal, estadual, academia e forças empresariais de Alagoas. Quem sabe, em um futuro próximo, a gente consiga implementar uma Secretaria da Economia do Mar aqui no estado e ter grupos de trabalho para ter um bom proveito, de forma sustentável, da economia do mar?”, concluiu.

    Com o mar de um lado, rios do outro e banhado por lagoas, o estado tem um potencial “imenso” que, se bem aproveitado, pode alavancar a economia local, disse o presidente da Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra (Adesg), coronel PM Gerônimo do Nascimento. “A gente pode explorar a indústria de pesca, as fazendas de pescados e também a produção de algas, que hoje já é uma novidade, e Santa Catarina já faz isso muito bem. A gente pode trazer essas novas ideias e explorá-las para desenvolver o nosso estado”, afirmou.

    Turismo e pesca

    A economia do mar, para Alagoas, é uma vocação natural, disse a secretária de Estado do Turismo, Bárbara Braga. “O estado é banhado de rios, mares e lagoas, inclusive, a gente precisa, cada vez mais, incentivar esse segmento do Norte ao Sertão do nosso estado, como grande vetor de desenvolvimento econômico e de geração de emprego e renda”, disse ela.

    Como exemplo de como a economia do mar gera riqueza, a secretária destacou a chegada de cruzeiros na capital, que na temporada 2024/2025 baterá recordes, com mais de 140 mil leitos, a bordo de 13 navios, que farão 33 paradas no Porto de Maceió. “Isso é um dado histórico, mas, a economia do mar não conta somente com os cruzeiros marítimos. Vai desde o ambulante, o restaurante, o bar, que fica localizado nas encostas das nossas águas, sem contar com a grande possibilidade que a gente tem de fazer a interiorização do turismo”, explicou.

    Além do emprego e da renda, a economia do mar põe comida na mesa. A presidente da Federação dos Pescadores e Aquicultores do Estado de Alagoas (Fepeal), Maria José Santos, ressalta que este movimento vai fomentar mais do que o setor da pesca em Alagoas. “Todos os setores ganham e vai dar uma alavancada muito grande dentro da nossa economia”, concluiu.

  • Diretores da Fiea e industriais alagoanos participam do Encontro Nacional da Indústria

    Diretores da Fiea e industriais alagoanos participam do Encontro Nacional da Indústria

    Liderados pelo vice-presidente da Federação das Indústrias do Estado de Alagoas (Fiea), José da Silva Nogueira Filho, dirigentes da Indústria alagoana e do Sistema Fiea participaram, nesta quarta-feira (27), em Brasília-DF, do principal evento de mobilização do setor do país – o Encontro Nacional da Indústria (Enai).

    Na sua 14ª edição, o encontro promovido pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) teve como tema “Neoindustrialização e redução do Custo Brasil: uma nova indústria para um futuro sustentável”. As discussões abordaram o futuro da indústria, alinhando avanços tecnológicos, inovação e sustentabilidade às demandas do século 21. 

    A abertura do Enai, pela manhã, teve as presenças do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, do vice, Geraldo Alckmin, do presidente da CNI, Ricardo Alban, entre outras autoridades. “O Encontro Nacional da Indústria é uma oportunidade para discutirmos políticas e soluções que impulsionem a produtividade, preparando o setor industrial brasileiro para enfrentar as transformações do mercado e as exigências de sustentabilidade e inclusão, fundamentais para o desenvolvimento do país”, destacou o presidente da CNI.

    Durante o dia, o Enai contou na programação com painéis, mesas-redondas, celebração de acordos de cooperação, apresentação de estudos, além de uma feira de oportunidades, em que as instituições de fomento que operam programas e recursos da Nova Indústria Brasil (NIB) – BNDES, Finep, Senai, CNI, Embrapii e Sebrae – tiveram estandes para atendimento ao público empresarial tirando dúvidas sobre oportunidades de apoio e financiamento.

    De Alagoas, participam os representantes dos Sindicatos da Indústria da Construção Civil (Sinduscon), das Indústrias de Energia (Sindenergia), das Indústrias de Extração Mineral (Sindmineral), das Indústrias de Plásticos e Tintas (Sinplast), das Indústrias de Mármore e Granito (Simagral), das Indústrias de Cerâmica (Sindicer), das Indústrias de Vestuário (Sindvest) e da Indústria do Açúcar e do Álcool (Sindaçucar). O superintendente do Instituto Euvaldo Lodi (IEL/AL), Hélvio Braga Vilas Boas, também integrou a comitiva.

  • José Carlos Lyra cumpre agenda de trabalho em Brasília

    José Carlos Lyra cumpre agenda de trabalho em Brasília

    O presidente da Federação das Indústrias do Estado de Alagoas (Fiea), empresário José Carlos Lyra de Andrade, cumpriu agenda em Brasília-DF, nessa terça-feira (27), que incluiu participação na reunião da Diretoria da Confederação Nacional da Indústria (CNI). O fórum reúne empresários e lideranças de todo o país, que discutem temas estratégicos para o desenvolvimento da Indústria brasileira.

    Ainda na terça-feira (26), presidentes de Federações das Indústrias dos nove estados nordestinos elegeram a nova Diretoria da Associação Nordeste Forte, na qual Lyra se tornou um dos seus vice-presidentes. Por aclamação, o presidente da Federação das Indústrias do Estado da Paraíba (Fiepb), Cassiano Pascoal Pereira Neto, assume a presidência da Nordeste Forte em 1º de março de 2025, com mandato até 28 de fevereiro de 2027.

    A Associação foi criada em 2016, e representa todas as Federações de Indústrias da região Nordeste, atuando na promoção de ações de desenvolvimento socioeconômico, contribuindo para a competitividade do setor industrial nordestino. José Carlos Lyra estava acompanhado do vice-presidente da Fiea, José da Silva Nogueira Filho.

    Durante a eleição, na sede da CNI, o presidente Cassiano Pereira destacou o protagonismo do Nordeste dentro do setor industrial brasileiro. “Sempre foi um sonho – enquanto industrial há mais de 40 anos, ver o Nordeste disputando com outras regiões do nosso país, o protagonismo no setor industrial. A indústria do futuro é sustentável, é para todos e com certeza, à frente do Nordeste Forte vamos promover ainda mais o desenvolvimento e o crescimento da maior e mais promissora região do Brasil! Vamos ajudar a fazer do Nordeste a região mais forte!”, ressaltou.

    Ele foi cumprimentado pelo presidente da Confederação Nacional das Indústrias, Ricardo Alban. “A pauta do Nordeste possui muitas demandas, mas, todos reconhecem o esforço do presidente Cassiano Pereira à frente da Federação das Indústrias da Paraíba. Desejamos sucesso também, à frente do Nordeste Forte”, disse.

    Composição da nova diretoria da Associação Nordeste Forte

    Presidente – Cassiano Pascoal Pereira Neto (FIEPB)

    Vice-presidente Secretário – Bruno Salvador Veloso da Silveira (FIEPE)

    Vice-presidente Tesoureiro – Antonio José de Moraes Souza Filho (FIEPI)

    Vice-presidente – José Ricardo Motenegro Cavalcante (FIEC)

    Vice-presidente – José Carlos Lyra de Andrade (FIEA)

    Vice-presidente – Carlos Henrique de Oliveira Passos (FIEB)

    Vice-presidente – Edilson Baldez das Neves (FIEMA)

    Vice-presidente – Roberto Pinto Serquiz (FIERN)

    Vice-presidente – Eduardo Prado de Oliveira (FIES)

  • Fiea reforça preocupação com impacto da reforma tributária na construção civil

    Fiea reforça preocupação com impacto da reforma tributária na construção civil

    A Federação das Indústrias do Estado de Alagoas (Fiea) intensifica seu acompanhamento do projeto de lei complementar que regulamenta a reforma tributária, atualmente em tramitação na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado. A entidade tem como principal preocupação o impacto negativo que o novo sistema tributário pode gerar para o setor da construção civil, aumentando os custos habitacionais e prejudicando o mercado imobiliário. Para evitar tais efeitos, a Fiea defende ajustes no texto, mesmo que isso implique no retorno da proposta à Câmara dos Deputados.

    Na semana passada, o presidente da Federação, José Carlos Lyra de Andrade, e o vice-presidente do Sindicato da Indústria da Construção do Estado de Alagoas (Sinduscon-AL), Alfredo Brêda, estiveram em Brasília para discutir o tema com a bancada alagoana no Senado. Durante audiência com o senador Renan Calheiros (MDB), foi definido que o próximo passo será uma reunião com o senador Eduardo Braga (MDB-AM), relator do projeto, para reforçar os pleitos do setor e buscar alterações no texto.

    Segundo Alfredo Brêda, a proposta atual, que estabelece um redutor de 40% sobre a alíquota padrão do Imposto sobre Valor Adicionado (IVA), resultará em um aumento da carga tributária e do custo da moradia. “Defendemos um redutor de 60%, que foi calculado com base em estudos técnicos independentes e transparentes. Essa medida preservaria a carga tributária para o Minha Casa, Minha Vida e evitaria o aumento nos preços dos imóveis, garantindo a neutralidade tributária anunciada como objetivo da reforma”, afirma Brêda. Ele destacou ainda que o aumento da carga tributária desestimularia novos investimentos e comprometeria a sustentabilidade econômica do setor.

    Além do aumento do redutor, o setor da construção civil reivindica a adoção de um regime de transição que mantenha a carga tributária atual para empreendimentos iniciados antes da vigência do novo sistema. Outras demandas incluem a aplicação de regime tributário simplificado para lotes, regras claras para evitar a tributação de pessoas físicas em aluguéis e vendas de imóveis, e o reconhecimento de serviços de engenharia e gerenciamento de obras como atividades inerentes ao setor.

    Para a Fiea, o diálogo contínuo com o Senado será fundamental para ajustar o texto e assegurar que a reforma não comprometa o desenvolvimento do setor e a geração de empregos. “Estamos unidos na busca por uma solução que equilibre a carga tributária e preserve a competitividade do setor da construção civil, essencial para o desenvolvimento econômico de Alagoas e do Brasil”, conclui José Carlos Lyra.

  • Sistema Fiea e BNB firmam convênio para facilitar acesso de empresas ao crédito

    Sistema Fiea e BNB firmam convênio para facilitar acesso de empresas ao crédito

    A Federação das Indústrias do Estado de Alagoas (Fiea), o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), o Instituto Euvaldo Lodi (IEL), o Serviço Social da Indústria (Sesi) e o Banco do Nordeste do Brasil (BNB) firmaram uma parceria com o objetivo de melhorar a competitividade, a inovação e a sustentabilidade nas empresas, por meio do fomento e acesso facilitado a programas de crédito. O presidente da Fiea, José Carlos Lyra de Andrade, e o superintendente do banco em Alagoas, Sidnei Reis dos Santos, assinaram o termo de cooperação técnica nessa quinta-feira, 21, na Casa da Indústria Napoleão Barbosa.

    Durante o ato, Lyra reforçou que o acesso ao crédito é um dos principais desafios para as empresas viabilizarem projetos e buscarem a inovação. “O banco vai capacitar os nossos colaboradores, que darão suporte técnico para os empresários terem acesso ao crédito, visando a tornar suas empresas mais modernas, eficientes e competitivas”, destacou o presidente da Fiea.

    O superintendente estadual do BNB, Sidnei Reis, disse que a parceria beneficiará os setores da Indústria, Agroindústria, Comércio e Serviços. Juntamente com a Fiea, a instituição financeira quer reduzir as dificuldades que, historicamente, os empresários enfrentam para chegar ao ponto de conseguir o crédito propriamente dito. Para isso, os colaboradores do Sistema Fiea vão auxiliá-los no preenchimento de formulários e entrega da documentação, além de manter os participantes informados sobre os programas de crédito do BNB.

    “Nós temos políticas de crédito muito importantes e que podem ser molas propulsoras destes aspectos [competitividade, inovação e sustentabilidade]. O banco, como já tem esse know how de atuar, principalmente, junto às empresas de menor porte, se uniu à Fiea para acelerar esse acesso ao crédito e facilitar a chegada desses recursos nas mãos de quem gera emprego, renda e promove o desenvolvimento econômico e social”, disse Sidnei Reis.

  • Fiea e Adesg promovem palestra sobre a Economia do Mar em AL

    Fiea e Adesg promovem palestra sobre a Economia do Mar em AL

    A Federação das Indústrias do Estado de Alagoas (Fiea) e a Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra (Adesg-AL) realizam, no próximo dia 29 de novembro, a palestra “A importância da Economia do Mar para o Desenvolvimento Econômico”, ministrada por Marcelo Felipe Alexandre, subsecretário adjunto de Economia do Mar do Rio de Janeiro.

    O evento, que acontecerá às 9h, no auditório da Casa da Indústria, reforça a crescente relevância da Economia do Mar como vetor de desenvolvimento sustentável para Alagoas. A presença de Marcelo Felipe, referência nacional no setor e líder da única Secretaria de Economia do Mar do Brasil, proporcionará um diálogo estratégico com empresários, acadêmicos e representantes do setor industrial alagoano sobre as oportunidades e os desafios da chamada Economia Azul.

    Potencial

    Alagoas tem avançado no fortalecimento da Economia do Mar por meio de parcerias estratégicas, como a estabelecida entre a FIEA e a ADESG-AL, incentivada pela Capitania dos Portos de Alagoas. Essa colaboração busca alavancar o potencial marítimo do Estado, promovendo atividades como turismo, pesca, construção naval e outros setores ligados aos recursos oceânicos.

    A iniciativa tem como objetivo posicionar Alagoas no cenário nacional da Economia do Mar, gerando emprego, renda e desenvolvimento sustentável. A palestra do dia 29 pretende alinhar o estado aos avanços já em curso em outras regiões do Brasil.

    Quem é

    Marcelo Felipe Alexandre é oficial superior da Reserva da Marinha do Brasil, onde serviu por 33 anos, alcançando o posto de Capitão de Mar e Guerra. Durante sua carreira na Marinha, comandou três navios e atuou como diplomata na Coordenação da Área Marítima do Atlântico Sul, em Montevidéu, no Uruguai. Na Presidência da República, exerceu funções estratégicas, incluindo o cargo de Secretário Especial Adjunto de Assuntos Federativos. Possui doutorado e mestrado em Ciências Navais pela Escola de Guerra Naval (EGN) e especialização em Gestão Empresarial pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

    Serviço:

    O quê: Palestra “A importância da Economia do Mar para o Desenvolvimento Econômico”
    Quando: 29 de novembro de 2024, às 9h
    Onde: Casa da Indústria – Auditório, 4º andar
    Palestrante: Marcelo Felipe Alexandre – Subsecretário Adjunto de Economia do Mar (RJ)

  • Muito além do robô: robótica educacional potencializa aprendizado em diversas disciplinas

    Muito além do robô: robótica educacional potencializa aprendizado em diversas disciplinas

    Dos eletrodomésticos inteligentes e assistentes virtuais aos brinquedos tecnológicos e processos industriais, a robótica já faz parte do nosso dia a dia. Em Alagoas, a Rede Sesi de Educação Básica se destaca como pioneira ao incorporar essa tecnologia ao currículo escolar. Os resultados são promissores: alunos com desempenho acadêmico aprimorado, maior socialização por meio do ensino de novas tecnologias e programação, além de conquistas em competições nacionais e internacionais.

    A construção de robôs tem o poder de transformar o processo de aprendizagem, tornando as aulas mais atrativas. No Sesi, a abordagem STEAM (Science, Technology, Engineering, Arts, Mathematics) integra as áreas de conhecimento – Ciência, Tecnologia, Engenharia, Artes e Matemática – com o objetivo de potencializar as experiências dos alunos.

    Bruno Felipe, do 9º ano da Escola Sesi Centro, em Maceió, conta que melhorou muito em matemática a partir das aulas de robótica. “Nós aprendemos muito a questão da lógica, né? Então, isso interfere bastante na matéria de matemática, que trabalha a questão de cálculos e mais a logística de programação. Ela reflete não só em matemática, mas em outras disciplinas também. Com a robótica, me tornei cada vez mais focado no que eu deveria fazer na sala de aula”, afirmou.

    Tandara Cordeiro está na 1ª série do ensino médio e tinha as mesmas dificuldades que o Bruno. Assim como ele, a robótica ajudou a superá-las durante o processo de montagem do robô. “A gente utiliza matemática para calcular o diâmetro da roda, a circunferência e muitos outros cálculos. Então, me fez ter mais interesse e gostar mais da matéria”, revela. Segundo ela, a disciplina traz outros benefícios. “A robótica trabalha diversos aspectos, desde a comunicação. Ela ajuda o aluno a emergir mais na sala de aula, a prestar mais atenção. Facilita bastante o aprendizado”, conta.

    Entre as fases da robótica educacional estão a pesquisa, a descoberta e a construção da máquina a partir de conhecimentos adquiridos em sala de aula. “A robótica faz com que o aluno teste, experimente, obtenha conhecimento por meio da pesquisa, da socialização com os colegas, através da negociação sobre um tema proposto. Isso é fundamental porque faz o aluno navegar por vários temas, o ajuda a desenvolver a autonomia e a consolidar a autoestima”, explica a diretora da Escola Sesi Centro, Alessandra Damacena.

    Ela reforça que a educação tecnológica é fundamental em um mundo no qual até tarefas como acender uma lâmpada não são feitas como antes. “Como a gente não vai trazer isso para um estudante do sexto ano, do sétimo, até o terceiro ano do ensino médio? A manipulação da tecnologia tem que fazer parte da realidade deles. E a gente traz, através da robótica, a lógica, a programação e a iniciação científica. Tudo junto, por meio dessa ferramenta pedagógica que é tão importante”, afirmou.

    De aluno a instrutor de robótica do Sesi. Na sua trajetória, Joab Almeida destaca que a robótica proporciona desenvolvimento interdisciplinar. “Os alunos ampliam, na verdade, as habilidades que eles já possuem. [Tem] a parte de comunicação, a parte de expressão, a parte de fundação teórica, de pesquisar e verificar se aquela fonte é confiável”, ressalta.

    A robótica é um diferencial para os estudos e para a vida. “Esse método científico é o que fortalece cada vez mais o desempenho deles nas atividades acadêmicas também. Os alunos saem daqui preparados já para um nível de universidade mesmo, porque eles sabem construir um projeto científico, eles sabem realmente questões de regras da ABNT, toda a linguagem portuguesa, gramática toda. Eles saem do Sesi já em um nível acima da média”, concluiu.

  • Fiea comemora crescimento de 9,9% da Indústria alagoana no PIB de 2022

    Fiea comemora crescimento de 9,9% da Indústria alagoana no PIB de 2022

    O crescimento de 9,9% da indústria, que alcançou o primeiro lugar na região Nordeste, contribuiu para impulsionar o Produto Interno Bruto (PIB) de Alagoas, que registrou alta de 3,2% e atingiu R$ 76,07 bilhões em 2022. Segundo levantamento divulgado na quinta-feira (14/11) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), no período analisado o setor industrial obteve um valor corrente de R$ 8,32 bilhões.

    O presidente da Federação das Indústrias do Estado de Alagoas (Fiea), José Carlos Lyra de Andrade, comemorou o resultado, que ficou acima do apresentado em 2021, quando o setor industrial cresceu 7,6%. “Esse desempenho é fruto de uma política de atração de investimentos que vem sendo implementada ao longo dos anos, com incentivos para quem deseja aproveitar o potencial do nosso Estado, e da melhoria da nossa infraestrutura, o que produz um ambiente de negócios favorável”, afirmou.

    Lyra parabenizou o governador Paulo Dantas (MDB), que apresentou os números durante coletiva de imprensa, na qual destacou a união de forças como um diferencial competitivo do Estado. “Existe em Alagoas uma sinergia entre as forças produtivas e o poder público para acolher o empresário como não há em outro lugar. Os resultados a gente colhe na prática com desenvolvimento e geração de empregos”, afirmou.

    Em 2022, a indústria alagoana cresceu impulsionada por incentivos fiscais, expansão de obras e investimentos em infraestrutura. Diante disso, o levantamento do IBGE revela que o PIB da indústria em Alagoas foi puxado pelo subsetor de eletricidade e gás, esgoto, atividades de gestão de resíduos e descontaminação, que avançou 27,4%.  A indústria extrativista registrou um crescimento de 21,89%; a construção teve alta de 6,39%; e a indústria de transformação cresceu 5,87%.

    Com o melhor desempenho do Nordeste, em 2022, a indústria alagoana superou os índices de crescimento do Piauí (8,6%), Rio Grande do Norte (7%), Paraíba (6,6%), Bahia (6,2%), Maranhão (1,4%), Pernambuco (1,2%), Ceará (-2,3%) e Sergipe (-3,3%).

    Nacional

    O desempenho do PIB do Estado superou a média nacional de 3%. O maior peso participativo na composição do PIB alagoano pertence ao setor de serviços, que movimentou R$ 48,47 bilhões, um crescimento de 5%, o segundo maior do Nordeste, atrás apenas da Paraíba, que cresceu 5,1%.

    Em 2022, o IBGE aponta que a agropecuária movimentou R$ 11,55 bilhões, uma retração de 7,88% – o único resultado negativo entre os setores que compõem o PIB do Estado, impactado pelo excesso de chuvas que afetou as lavouras temporárias e permanentes e o cultivo da cana-de-açúcar, causando aumento de pragas e pelo custo alto com adubos e fertilizantes, que contribuiu para desestimular a produção.

  • Fiea defende negociação coletiva como caminho para definir jornada de trabalho

    Fiea defende negociação coletiva como caminho para definir jornada de trabalho

    A Federação das Indústrias do Estado de Alagoas (Fiea) posicionou-se contra a proposta de emenda constitucional que visa reduzir a jornada de trabalho semanal para menos de 44 horas. Em sintonia com a Confederação Nacional da Indústria (CNI), a Fiea defende que a via mais eficaz para definir jornadas de trabalho é a negociação direta entre empresas e trabalhadores, como já está previsto na Constituição Federal e ocorre em boa parte do mundo.

    O presidente da Federação, José Carlos Lyra de Andrade, considera que uma mudança dessa natureza deve respeitar as diferentes realidades dos setores econômicos, os variados segmentos da indústria e as características das empresas de cada porte e região do País. Além disso, ele lembra que a minirreforma trabalhista de 2017 já possibilita que trabalhadores e empregadores negociem a carga horária, de acordo com as peculiaridades de cada atividade.

    “Essa proposta desconsidera as disparidades regionais e a complexidade do cenário econômico nacional, que exige soluções flexíveis e adaptáveis. Acreditamos que a via mais eficaz para definir jornadas de trabalho seja a negociação direta entre empresas e trabalhadores, como ocorre em boa parte do mundo”, afirmou. Para o presidente, o diálogo entre as partes permite um acordo mais adequado às especificidades e desafios de cada setor, fortalecendo tanto o ambiente de trabalho quanto a competitividade das empresas.

    Alagoas

    Segundo o Observatório da Indústria, dados da RAIS/2021 demonstram que em Alagoas mais de 90 mil trabalhadores industriais possuíam vínculos formais com carga semanal de 44 horas, o que representava 88,41% de todos os contratos de empregos industriais do Estado.

    Ainda segundo dados do Observatório, a redução da jornada semanal de 44 para 36 horas pode gerar a necessidade de mais contratações para compensar a menor disponibilidade horária dos trabalhadores. Para a indústria, onde o ritmo de produção depende do funcionamento contínuo, isso pode resultar em custos adicionais, tanto pela contratação de mais colaboradores quanto pelo possível aumento de horas extras.

    Quanto ao impacto na produtividade, a adoção de três dias de descanso e a eliminação da escala 6×1 poderiam reduzir a produtividade em áreas industriais que dependem de escalas rígidas para manter a operação. Ou seja: reduzir os dias de trabalho ativo pode diminuir o ritmo produtivo, obrigando a adaptação de turnos e o rearranjo das escalas para suprir a demanda sem interrupções.

    Micro e Pequenas Indústrias

    Pequenas indústrias, com menos margem de capital e flexibilidade, poderiam enfrentar maiores dificuldades para adaptar-se às novas regras. Aumentar a equipe para compensar a menor jornada de trabalho representa um desafio financeiro. Há o risco de redução de pessoal ou mesmo de fechamento de empresas, afetando a competitividade no setor. Destacando que 39% dos trabalhadores industriais – o que representa mais de 35 mil vínculos formais –  têm contratos com micro e pequenas empresas industriais.

  • Saúde mental do trabalhador é tema de evento promovido pelo Sesi/AL

    Saúde mental do trabalhador é tema de evento promovido pelo Sesi/AL

    Em Maceió a convite do Serviço Social da Indústria (Sesi AL), o advogado e médico do trabalho Marcos Mendanha, autor de livros como “O que ninguém te contou sobre Burnout” (Editora Mizuno), disse que, diante de um problema que atinge pessoas de todas as idades e classes sociais, as organizações têm uma “oportunidade ímpar” de fazerem com que as pessoas se sensibilizem sobre a saúde mental.

    Na noite dessa segunda-feira (4), na Casa da Indústria, ele proferiu a palestra “O impacto da saúde mental no futuro do trabalho e suas repercussões para o mundo corporativo”. O público foi formado por empresários, médicos, psicólogos, gestores e recursos humanos, além da diretora de Saúde e Segurança para Indústria (SSI) do Sesi/AL, Cláudia Piatti, do gerente executivo de SSI, Alexandre Calzado e da gerente executiva comercial, Mônica Vieira.

    Os líderes, destaca Mendanha, devem fazer desses cuidados um verdadeiro valor nas empresas. “Porque esse valor, segundo pesquisas, está também associado à maior produtividade, maior índice de felicidade das pessoas. Ou seja, no final, todo mundo sai ganhando quando a gente leva esse assunto com a seriedade que ele merece”, afirmou.

    Na ocasião, Mendanha explicou como é importante o trabalho desenvolvido pelas empresas, juntamente com parceiros como o Sesi, para cuidar do trabalhador. “A pauta produtividade está cada dia mais associada com a pauta saúde. O que as pesquisas em nível mundial têm mostrado é que, quanto maior o nível de saúde dos colaboradores, maior também a produtividade e, consequentemente, a lucratividade. Ou seja, falando no linguajar mais atual impossível, a gente chegou num match muito interessante, onde saúde e produtividade estão alinhadas”, concluiu.

    ASSTI

    Durante a noite em que se debateu a saúde mental do trabalhador, o Sesi Alagoas apresentou a plataforma ASSTI – Avaliação de Saúde e Segurança do Trabalhador da Indústria. Ela permite avaliar a saúde dos trabalhadores e oferece insights práticos para melhorar o ambiente de trabalho.

    Impactos

    O gerente executivo de SSI do Sesi/AL, Alexandre Calzado, afirmou que os cuidados com a saúde mental do trabalhador têm se tornado cada vez mais estratégicos para as empresas e organizações. “Nos últimos 30 anos, a natureza do trabalho tem mudado de braçal a cognitiva, trazendo novos desafios, que foram acelerados após a pandemia de Covid-19. E isso tem impactos observáveis”, destacou.

    Segundo Alexandre, em 2023, o INSS concedeu 288 mil benefícios por incapacidade devido à disfunção da atividade cerebral e comportamental. “Esse número é 38% superior ao de 2022. A nova ferramenta pode auxiliar as empresas a enfrentarem uma das grandes dificuldades da área de saúde e segurança no trabalho, que é fazer a identificação de riscos psicossociais presentes no ambiente de trabalho”, explicou.

    O processo da ASSTI é totalmente on-line. Nela, o colaborador responde a uma pesquisa rápida no chat bot. Com base nas respostas e em protocolos existentes, ele recebe um arquivo personalizado com dicas de saúde. Já a empresa recebe um relatório apresentado pela equipe do Sesi, com insights sobre o que pode ser feito para reduzir riscos e aumentar a qualidade do ambiente de trabalho.

    Também é disponibilizado acesso a um painel de business intelligence para análise de indicadores e tomada de decisões. A ferramenta aborda aspectos relacionados a demografia, estilo de vida, morbidade, produtividade e segurança.

    As soluções do Sesi, explica o gerente, visam a aumentar a produtividade nas empresas por meio da melhoria na saúde dos trabalhadores. “Uma pessoa que passa por ansiedade, depressão, situações de estresse, acaba não produzindo. Isso acaba aumentando o absenteísmo e, de forma geral, o impacto é sentido em toda a empresa. A ASSTI é uma ferramenta muito boa, de fácil de implantação, rápida, 100% on-line e atendendo a toda a LGPD [Lei Geral de Proteção de Dados]”, finalizou Calzado.