Autor: Wagner Oliveira

  • Indústria de Alagoas pode reduzir captação de mananciais com reuso de efluentes, aponta estudo de CNI, Fiea e governo do estado

    Indústria de Alagoas pode reduzir captação de mananciais com reuso de efluentes, aponta estudo de CNI, Fiea e governo do estado

    O reuso de efluentes tratados como alternativa sustentável para o abastecimento industrial em Alagoas é o foco de um estudo que será lançado, nesta segunda-feira (17), pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), em parceria com a Federação das Indústrias do Estado de Alagoas (Fiea) e o Governo de Alagoas. Com um índice de tratamento de esgoto de apenas 14,8%, Alagoas enfrenta desafios na gestão de recursos hídricos, tornando essencial a busca por soluções sustentáveis.

    O estudo Reuso de Efluentes para Abastecimento Industrial: Avaliação da Oferta e da Demanda no Estado de Alagoas mapeou 116 Estações de Tratamento de Esgoto (ETEs) e identificou oportunidades para conectar essas unidades a indústrias próximas, reduzindo a captação de água dos mananciais e promovendo a economia circular.

    O documento será divulgado em evento no Palácio República dos Palmares, com a participação do governador Paulo Dantas, do ministro de Transportes, Renan Filho; do presidente da CNI, Ricardo Alban; do presidente da Fiea, José Carlos Lyra de Andrade, além de empresários e representantes de órgãos ambientais e concessionárias de saneamento.

    Reuso em polos dará mais resiliência hídrica ao estado

    Os resultados destacaram o Polo Industrial José Aprígio Vilela, em Marechal Deodoro, e a ETE Teotônio Vilela como casos potenciais de reuso no estado. De acordo com o levantamento, a implementação dessas estratégias pode garantir maior resiliência hídrica para as indústrias, reduzir custos operacionais e minimizar impactos ambientais. 

    O estudo também detalhou o panorama do estado e identificou que, dos 102 municípios alagoanos, 42 estão no semiárido – região que enfrenta problemas crônicos de seca e que abriga 30% da população. Embora o déficit hídrico seja mais crítico no semiárido, outras regiões de Alagoas também precisam de estratégias eficazes para garantir a sustentabilidade do abastecimento de água. 

    “A escassez de água é uma realidade em diversas regiões do país, e a indústria precisa ser protagonista na busca por alternativas sustentáveis. O reúso de efluentes não só é viável, como pode transformar a maneira como os recursos hídricos são gerenciados em Alagoas, fortalecendo o desenvolvimento econômico e a resiliência hídrica do estado”, afirma o presidente da CNI, Ricardo Alban.  

    Além da apresentação do levantamento, será assinado um Acordo de Cooperação Técnica (ACT) entre a CNI, a Fiea e o Governo de Alagoas para compartilhamento de informações com o objetivo de atualizar, em tempo real, os dados usados no estudo e, assim, permitir que ações na região sejam amparadas, de forma precisa, a partir do mapeamento apresentado nesta segunda.

    Oportunidades e desafios para a indústria

    A pesquisa usou duas metodologias para mapear a viabilidade do reúso de efluentes em Alagoas: 

    • Análise ETE-Usuário: identifica a proximidade entre Estações de Tratamento de Esgoto (ETEs) e indústrias potenciais usuárias da água de reúso, considerando volume disponível e demanda industrial. 
    • Índice de Aptidão de Reúso (IAR): avalia o potencial de diferentes regiões para a implementação de projetos de reúso com base em critérios como demanda hídrica, volume de efluentes gerados e equilíbrio hídrico. 

    Os resultados apontam que a adoção de água de reuso pode reduzir significativamente a pressão sobre os mananciais do estado, promovendo uma abordagem mais sustentável para a gestão da água. 

    “O reuso de efluentes representa uma oportunidade concreta para a indústria adotar um modelo produtivo mais sustentável. Este estudo nos mostra que Alagoas tem condições de implementar soluções inovadoras que garantam segurança hídrica e competitividade para o setor produtivo”, destacou o presidente da FIEA, José Carlos Lyra de Andrade.  

    Parceria entre setor produtivo e governo visa fortalecer segurança hídrica

    O estudo é parte de uma série de iniciativas da CNI para fomentar a segurança hídrica no país, e já foi aplicado em outros estados como Rio Grande do Norte, Pernambuco, Ceará, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul.  

    Em Alagoas, a pesquisa contou com o envolvimento da FIEA, da Secretaria de Meio Ambiente e Recursos Hídricos do estado e de todas as concessionárias locais de saneamento (Casal, Águas do Sertão, BRK, Sanama e Verde Alagoas). 

  • Sesi inaugura Escola de Referência na próxima segunda (17), no Centro

    Sesi inaugura Escola de Referência na próxima segunda (17), no Centro

    A segunda Escola Sesi de Referência de Maceió será inaugurada oficialmente na próxima segunda-feira (17/3), em solenidade marcada para as 14 horas, no Centro da capital. Para a entrega das novas instalações da Escola Sesi Centro Industrial Abelardo Lopes, o presidente da Federação das Indústrias do Estado de Alagoas (Fiea), José Carlos Lyra de Andrade, convidou o presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Ricardo Alban.

    Fundada em 1956, a unidade educacional mais antiga do Departamento Regional do Sesi teve a infraestrutura de Ensino Médio modernizada, com espaços de convivência para professores, além de um pátio revitalizado e áreas de paisagismo.

    O evento desta segunda-feira marca a transformação do espaço em uma Escola Sesi de Referência, um conceito que integra inovação pedagógica, tecnologia e infraestrutura de ponta para atender às demandas educacionais do século 21.

    O modelo educacional adotado pelo Sesi, que já conta com uma unidade instalada no Benedito Bentes, é baseado em uma proposta pedagógica que integra as áreas de Ciência, Tecnologia, Engenharia, Arte e Matemática (STEAM). Além disso, oferece um ambiente educacional inovador, com salas de aula temáticas, salas de robótica e uma Sala Maker para o desenvolvimento de projetos práticos.

    O presidente da Fiea, José Carlos Lyra de Andrade, destacou a importância do modelo de ensino da Escola Sesi de Referência. “Este é um marco para a educação em Alagoas. O Sesi está, mais uma vez, na vanguarda, oferecendo um ensino que integra tecnologia e práticas pedagógicas inovadoras, preparando os nossos jovens para os desafios de um mundo em constante transformação. A escola não só forma alunos com conhecimento técnico, mas também com habilidades para o futuro, como pensamento crítico e criatividade”, explicou.

    O presidente da CNI, Ricardo Alban, marcará presença na inauguração, reforçando o papel estratégico da educação para o mundo do trabalho no desenvolvimento do país. Com a inauguração desta nova unidade, a rede Sesi em Alagoas agora conta com 100% das suas escolas alinhadas ao modelo de Escola Sesi de Referência, consolidando a educação de qualidade o estado e garantindo aos alunos uma formação de excelência, com amplas possibilidades de inserção no mercado de trabalho.

    Pioneirismo

    A modernização da escola faz parte de um esforço contínuo do Sesi Alagoas, que desde 2018 se antecipou à implementação do Novo Ensino Médio, oferecendo uma educação alinhada às novas diretrizes curriculares e à metodologia STEAM. A unidade também segue rigorosos critérios para se tornar uma Escola SESI de Referência, que incluem o uso intensivo de tecnologia educacional, metodologias ativas de ensino e espaços de aprendizagem equipados para desenvolver competências essenciais para o futuro.

  • Fiea promove discussão sobre oportunidades e desafios da Economia do Mar em Alagoas

    Fiea promove discussão sobre oportunidades e desafios da Economia do Mar em Alagoas

    A Federação das Indústrias do Estado de Alagoas (Fiea) reuniu, na manhã desta quinta-feira (13/03), especialistas, lideranças do setor marítimo e autoridades, com o objetivo de discutir as oportunidades e os desafios para o desenvolvimento da Economia do Mar no Estado. A chamada “Economia Azul” abrange atividades como turismo náutico, pesca, aquicultura e infraestrutura portuária, com grande potencial para o estado.

    Na abertura do 1º Fórum de Economia do Mar de Alagoas, realizado na Casa da Indústria, em Maceió-AL, o presidente da Fiea, José Carlos Lyra de Andrade, destacou o enorme potencial de Alagoas e enfatizou que fomentar a Economia do Mar é uma estratégia essencial para o desenvolvimento sustentável. “O fórum é um marco no planejamento estratégico de Alagoas para aproveitar seu vasto potencial marítimo de maneira sustentável, integrando academia, governo e iniciativa privada”, afirmou.

    Lyra também fez referência ao trabalho do vice-presidente da Fiea, José da Silva Nogueira Filho, que tem liderado essa iniciativa com o objetivo de tornar a Economia Azul uma realidade no estado. “Este é o início de um esforço para consolidar Alagoas como um polo da economia do mar, buscando soluções inovadoras e sustentáveis”, acrescentou Nogueira Filho.

    Estudo revela potencialidades

    O estudo “Economia do Mar em Alagoas”, realizado pelo Observatório da Indústria da Fiea e lançado durante o Fórum, revela a dimensão do impacto socioeconômico do setor no estado, destacando dados relevantes sobre os segmentos ligados ao mar. Os dados mostram que o setor de serviços é o maior gerador de empregos relacionados ao mar em Alagoas, seguido pelo comércio de pescado.

    O turismo náutico, especialmente o turismo de cruzeiros, também tem se mostrado um motor importante para a economia local, com a temporada de cruzeiros estimando uma injeção de cerca de R$ 80 milhões na economia estadual. Além disso, a pesquisa destaca a crescente relevância da carcinicultura, com Arapiraca se consolidando como um grande polo produtor de camarão.

    O trabalho também apontou que o estado de Alagoas, com seus 27.830,661 km² e 16 municípios litorâneos, possui grandes oportunidades de desenvolvimento. Aproximadamente 40,74% da população alagoana residem na região litorânea, o que reforça a necessidade de investimentos em infraestrutura e políticas públicas voltadas para o fortalecimento da Economia Azul. O comércio e as manufaturas relacionadas ao mar também foram identificados como segmentos estratégicos para o crescimento econômico do estado.

    Economia Azul impacta no emprego e na renda

    O capitão de fragata Rodrigo Garcia, comandante dos Portos de Alagoas, ressaltou a importância do setor, afirmando que 25% da população brasileira depende diretamente da Economia do Mar, que representa cerca de 20% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional. Ele exemplificou o impacto local da economia do mar ao citar o movimento gerado por um navio de cruzeiro que atraca no Porto de Maceió, destacando como essa atividade beneficia desde pequenos vendedores até grandes restaurantes, gerando emprego e renda para a população local.

    O vice-almirante Alexander Reis Leite, comandante do 3º Distrito Naval, também participou do evento e reforçou a importância do mar para o Brasil, destacando as quatro vertentes da “Amazônia Azul”: econômica, ambiental, científica e de defesa. “O Brasil é inviável sem o mar”, afirmou Leite, destacando a vocação marítima do país e a importância de explorar seus recursos de maneira sustentável e estratégica.

    O evento teve uma série de palestras de renomados especialistas, como Eduardo Athayde, diretor da WWI Brasil; Miguel Andrade, gerente de Negócios do Senai Cimatec; Andréa Carvalho, professora de Economia da UFRG; e Gabriel Calzavara, presidente do Sindipesca-RN.

    Eles discutiram temas como inovação no setor, infraestrutura portuária e os impactos da Economia do Mar no PIB estadual. Além disso, a programação incluiu palestras sobre planejamento espacial marinho, com a professora Nidia Noemi Fabre, da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), e as perspectivas de investimentos para o Porto de Maceió, apresentados por Diogo Holanda, administrador do Porto.

    A promotora de Justiça Lídia Malta, a secretária de Estado do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Alice Beltrão, e o administrador do Porto de Maceió, Diogo Holanda, também marcaram presença no evento, mostrando o apoio do governo e do setor privado ao desenvolvimento sustentável da economia do mar em Alagoas. A parceria entre a Fiea e esses diversos setores é fundamental para criar um ambiente propício à implementação de políticas públicas eficazes.

    O evento teve patrocínio do Sebrae e apoio do Porto de Maceió, Marinha do Brasil, Soamar-AL e Associação Comercial de Maceió.

  • IEL premia soluções inovadoras para os desafios climáticos no setor da construção

    IEL premia soluções inovadoras para os desafios climáticos no setor da construção

    A gerente da área de Inovação e Pesquisa do Instituto Euvaldo Lodi (IEL), Eliana Sá, apresentou os detalhes, objetivos e etapas do Prêmio IEL de Talentos da Construção a estudantes de Engenharia e de Arquitetura e Urbanismo, além de professores e coordenadores dessas áreas na Universidade Federal de Alagoas (Ufal). A palestra ocorreu nessa quarta-feira (12/03), no Centro de Tecnologia (CTEC/Ufal).

    Com o tema “O setor da construção e seu papel frente às mudanças climáticas”, o Prêmio IEL Talentos da Construção – Edição 2025 promove soluções inovadoras para enfrentar desafios climáticos no setor, como tempestades, inundações, emissões de carbono e demanda energética. Alinhado aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, o prêmio reconhece projetos de estudantes que tragam propostas resilientes e sustentáveis para o setor da construção.

    Durante a palestra, Eliana Sá ressaltou a importância da iniciativa, destacando que o IEL atua em todo o Brasil, desenvolvendo talentos e oferecendo soluções inovadoras para as empresas. “Nosso objetivo é preparar líderes empresariais e fortalecer a conexão entre a academia e a indústria, para que profissionais formados estejam prontos para transformar o setor”, afirmou.

    Premiações

    A iniciativa, que recebe inscrições até 31 de maio de 2025, oferece premiações significativas, com prêmios em dinheiro para os três melhores projetos (1º lugar – R$ 15 mil; 2º lugar – R$ 10 mil; e 3º lugar – R$ 5 mil), além de troféus, certificados e despesas pagas para o evento Rio Construção Summit 2025. Os critérios de avaliação incluem relevância, originalidade, sustentabilidade e viabilidade prática das propostas.

    Além do reconhecimento, os finalistas terão a oportunidade de destacar suas soluções inovadoras no Rio Construção Summit, promovido pela Firjan e Sinduscon-RJ. O edital do prêmio está disponível no endereço www.portaldaindustria.com.br/iel, na seção “Desenvolvimento de Talentos”. Eventuais dúvidas podem ser tiradas junto a equipe do IEL Alagoas pelo WhatsApp (82) 99155-8900.

  • Alagoas terá 5 equipes do Sesi Senai no Festival Nacional de Robótica

    Alagoas terá 5 equipes do Sesi Senai no Festival Nacional de Robótica

    Cinco equipes alagoanas representarão o estado no Festival Nacional de Robótica 2025, um dos maiores eventos de robótica educacional do Brasil. O festival, promovido pelo Sesi Nacional e pela First, acontecerá entre os dias 12 e 15 de março, em Brasília, e reunirá estudantes de todo o país para competições que estimulam a inovação e o pensamento crítico.

    A delegação de Alagoas contará com 49 participantes, entre estudantes, técnicos e equipe de suporte. O estado será representado por cinco equipes do Sesi Senai, cada uma competindo em uma categoria específica. As equipes Sesi Robocamb Sesi Cambtec disputarão na categoria FLL Challenge, após conquistarem o Champion Award na etapa regional. Já as equipes Sesi FTCamb e Sesi Senai FTBen competirão na categoria FTC, enquanto a equipe Sesi Senai BBTECH participará da categoria FRC.

    Nesta edição, o festival tem como tema “First Dive”, desafiando os competidores a explorarem soluções para a preservação dos oceanos. Cada categoria abordará uma vertente específica do tema. No FLL Challenge, o desafio será “Submerged”, que explora questões relacionadas ao ambiente subaquático. No FTC, a abordagem será “Into the Deep”, incentivando soluções inovadoras para as profundezas dos mares. Já no FRC, o tema “ReefscapeSM” trará desafios voltados para a preservação e recuperação dos recifes de corais.

    Inovação e impacto social

    As equipes do Sesi Robocamb e Sesi Cambtec, da Escola Sesi Centro, desenvolveram projetos inovadores para resolver problemas enfrentados por trabalhadores do mar.

    O Sesi Robocamb criou o “Desincraca”, um solvente natural à base de bicarbonato de sódio, água oxigenada e vinagre, que facilita a remoção de cracas dos cascos das embarcações sem prejudicar o meio ambiente. A solução pode reduzir em até 80% os custos anuais de limpeza dos barcos.

    O Sesi Cambtec desenvolveu o “Calminho”, um pirulito natural feito com gengibre, óleo de hortelã, suco de limão e xilitol, que combate os efeitos da cinetose (enjoo por movimento), problema que afeta pescadores e trabalhadores marítimos. 

    Para Carlos Alberto Paes, superintendente do Sesi/AL e diretor regional do Senai, a participação no Festival Nacional de Robótica representa muito mais do que uma competição. “Neste evento, os estudantes são desafiados a desenvolver soluções inovadoras baseadas em ciência, tecnologia, engenharia, artes e matemática promovendo habilidades do século XXI e preparando os jovens para desafios reais”, destaca, referindo-se ao método STEAM, desenvolvido nas escolas da rede. 

  • 1º Fórum de Economia do Mar discute potencialidades do setor em Alagoas

    1º Fórum de Economia do Mar discute potencialidades do setor em Alagoas

    Nesta quinta-feira, 13 de março, a Federação das Indústrias do Estado de Alagoas (Fiea) realiza o 1º Fórum de Economia do Mar, no auditório da Casa da Indústria, em Maceió. O evento, que acontecerá das 8h30 às 12h, reunirá especialistas e lideranças do setor marítimo para debater as oportunidades e desafios que o estado enfrenta na exploração sustentável de suas riquezas marítimas.

    Para participar do evento, basta clicar neste link.

    Com uma extensa costa e vastos recursos hídricos, o estado tem grande potencial para expandir a chamada “economia do mar”, que abrange atividades como turismo náutico, pesca, aquicultura e o desenvolvimento de portos. “O Fórum é mais uma iniciativa da nossa Federação visando a integrar academia, governo e setor privado na formulação de políticas públicas para o setor. Alagoas, com seus recursos naturais e infraestrutura crescente, tem tudo para obter desenvolvimento da economia azul”, disse o presidente da Fiea, José Carlos Lyra de Andrade.

    O fórum, patrocinado pelo Sebrae e com apoio do Porto de Maceió, Marinha do Brasil, Soamar-AL e Associação Comercial de Maceió, contará com palestras de renomados especialistas, como Dino Antunes, secretário nacional de Hidrovias e Navegações do Ministério dos Portos e Aeroportos, e Eduardo Athayde, diretor da WWI Brasil. Entre os temas abordados, estão a infraestrutura portuária, inovação na economia do mar e o impacto do setor no Produto Interno Bruto (PIB) estadual.

    A programação será composta por painéis e apresentações sobre o futuro da economia azul em Alagoas. Dino Antunes, por exemplo, falará sobre o impacto da infraestrutura portuária na economia marítima, enquanto Diogo Holanda, administrador do Porto de Maceió, apresentará perspectivas de investimentos no local. Além disso, Eduardo Athayde abordará a economia do mar na Amazônia Azul, conceito utilizado para descrever a vasta área marítima brasileira, rica em biodiversidade e recursos naturais.

    Outro ponto de destaque será a palestra de Miguel Andrade, gerente de Negócios do Senai Cimatec, que discutirá a importância da educação e inovação para o desenvolvimento sustentável do setor. O presidente do Sindicato da Indústria de Pesca do Rio Grande do Norte (Sindipesca-RN), Gabriel Calzavara, apresentará o case do Cluster Tecnológico Naval do RN, seguido da apresentação de um estudo sobre a economia do mar em Alagoas, feito por Rafael Fragoso e Beatriz Almeida, do Observatório da Indústria da Fiea.

    A professora de Economia da UFRG, Andréa Carvalho, virá a Maceió pra apresentar palestra na qual o mar é analisado como setor econômico através do principal indicador econômico, que é o PIB.

    Roberto Zitemann de Oliva Júnior, CEO da Itermarítima, fará uma apresentação do plano de desenvolvimento do terminal de graneis da empresa no Porto de Maceió.

    O evento também trará palestra sobre o planejamento espacial marinho no Nordeste, com Nidia Noemi Fabre, professora da Universidade Federal de Alagoas (Ufal).

  • Sesi e Senai AL conquistam certificação GPTW pelo segundo ano consecutivo

    Sesi e Senai AL conquistam certificação GPTW pelo segundo ano consecutivo

    O Serviço Social da Indústria (Sesi) e o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) de Alagoas foram, novamente, certificados como Excelentes Lugares para Trabalhar pelo Great Place to Work (GPTW). O resultado da certificação, divulgado nessa quarta-feira (05/03), reforça o compromisso das instituições com um ambiente organizacional pautado na valorização de seus profissionais.

    Com 87% de satisfação dos colaboradores na pesquisa de clima organizacional deste ano, o Sesi e o Senai demonstram que os esforços implementados desde a primeira certificação, em 2024, geraram impacto positivo no dia a dia dos colaboradores. Entre as ações desenvolvidas nesse período, destacam-se 21 planos de ação voltados para o bem-estar, saúde física e emocional, plano de cargos e salários, inovação, reconhecimento, dentre outros, impactando no fortalecimento da cultura organizacional.

    Para Nathália Romaguera, diretora de Gestão Estratégica do Sesi e Senai e responsável pela área de Gente e Cultura Organizacional, a conquista da certificação pelo segundo ano consecutivo reflete o excelente clima organizacional que está no DNA do Sesi e Senai. “O selo obtido no ano passado nos permitiu reconhecer nossos pontos fortes e identificar áreas de melhoria. A partir daí, estruturamos planos de ação que resultaram em avanços significativos, priorizando o bem-estar dos nossos colaboradores e fortalecendo ainda mais nossa cultura organizacional”, afirmou.

    O que é o GPTW?

    O Great Place To Work® (GPTW) é uma consultoria global que apoia organizações a alcançarem melhores resultados por meio da construção de uma cultura de confiança, alto desempenho e inovação.

    A certificação é baseada na pesquisa de clima organizacional Trust Index, aplicada aos funcionários das empresas participantes. O questionário aborda aspectos como credibilidade, respeito, imparcialidade, orgulho e camaradagem, garantindo um diagnóstico preciso da percepção dos colaboradores sobre o ambiente de trabalho.

    Desde 1997, a metodologia GPTW tem sido utilizada no Brasil para identificar e premiar as melhores empresas para trabalhar. A pesquisa, realizada de forma sigilosa e anônima, segue critérios rigorosos, assegurando que os resultados reflitam, genuinamente, a opinião dos funcionários.

  • Lyra defende que reforma tributária mantenha capacidade de atração de investimentos por estados

    Lyra defende que reforma tributária mantenha capacidade de atração de investimentos por estados

    O presidente da Federação das Indústrias do Estado de Alagoas (Fiea), José Carlos Lyra de Andrade, defendeu, nessa quinta-feira (27), que a reforma tributária seja estruturada de forma a não limitar a capacidade de atração de investimentos de alguns estados, após o fim dos benefícios fiscais.

    “Estes programas, como o Prodesin, têm sido essenciais para atrair empresas e fomentar a economia, especialmente, em estados com menos infraestrutura, como Alagoas”, afirmou o empresário, durante a reunião de Diretoria da Fiea, na Casa da Indústria. O encontro teve como convidada a secretária de Estado da Fazenda, Renata Santos, que dialogou com o empresariado sobre a reforma tributária e seus impactos no setor produtivo.

    Na reunião, a secretária reforçou a necessidade de cooperação entre os estados e o setor produtivo para garantir que as mudanças da reforma tributária não prejudiquem os estados mais carentes, mas, sim, incentivem o crescimento sustentável e a atração de investimentos.

    Renata Santos destacou a importância de se consolidar dois fundos previstos pela reforma para minimizar os impactos dessa transição. O primeiro é o Fundo de Compensação, que visa a equilibrar as perdas de estados e empresas com a eliminação de benefícios fiscais e será transferido, diretamente, pela União.

    “É essencial que os estados, junto ao setor privado, dialoguem com o governo federal para que encaminhe ao Congresso um projeto de lei que regule esse fundo de forma eficiente”, ressaltou.

    O outro é o Fundo de Desenvolvimento Regional, que será fundamental para que estados como Alagoas possam investir em infraestrutura, fomentem a atividade produtiva e continuem atraindo novas empresas. “Esse fundo terá recursos da União e será um instrumento importante para reduzir as desigualdades regionais e garantir um desenvolvimento mais equilibrado”, explicou.

    Para explicar aos empresários como será a transição, além de detalhes técnicos e operacionais da reforma tributária, que começa a ser implantada a partir de 2026, a secretária levou à Fiea o secretário especial da Receita Estadual, Francisco Luiz Suruagy Motta Cavalcanti, o auditor fiscal Marcos Datolli e o assessor especial de Projetos da Sefaz-AL, Luiz Dias de Alencar Neto.

  • Fiea firma parceria com a Fiec para reforçar política de inovação

    Fiea firma parceria com a Fiec para reforçar política de inovação

    A Federação das Indústrias do Estado de Alagoas (Fiea) firmou uma parceria com a Federação das Indústrias do Ceará (Fiec) visando a reforçar sua política de inovação. Para dar início a essa colaboração, as consultoras da Fiec Ronara Marques e Eligenes Sampaio estão em Maceió, onde ficam até esta quinta-feira (13/02) para compartilhar a experiência da gestão da inovação implantada na entidade cearense, que é uma referência nacional.

    O presidente da Fiea, José Carlos Lyra de Andrade, ressaltou a importância da parceria estratégica com a Fiec no fortalecimento da política de inovação das entidades alagoanas. “Este é um passo fundamental para o desenvolvimento do Sistema Fiea, que colabora com a indústria alagoana por meio da implantação de soluções inovadoras, promovendo o crescimento econômico sustentável e a geração de novas oportunidades para o setor”, ressaltou.

    Na capital alagoana, as consultoras abordaram a criação de uma política de inovação robusta, o estabelecimento de diretrizes para a propriedade intelectual, além da operacionalização de processos que envolvem desde a prospecção até a transferência de tecnologia e o compartilhamento de royalties. “Hoje a gente tem um time que é responsável para realizar essa gestão da inovação, que é a Unidade de Inovação e Tecnologia. Temos conseguido resultados bem positivos a partir da criação da política de inovação, que trouxe segurança”, revelou Ronara.

    O principal avanço, explica, é o fortalecimento do ecossistema de inovação. “É tornar as entidades da indústria agentes impulsionadores da inovação e trazer para os nossos alunos e colaboradores essa visão de que, através da inovação, que hoje não é mais uma opção, já é uma necessidade, eles podem ir até mais distante, conseguir alçar grandes voos a partir de projetos inovadores”, afirmou a consultora.

    A diretora de Educação e Tecnologia do Sesi Senai em Alagoas, Cristina Suruagy, destacou que a cultura da inovação já faz parte do Sistema Fiea, que estimula os colaboradores e alunos a desenvolverem ideias com potencial de impactar positivamente na indústria e na vida das pessoas. “Nossos projetos inovadores já nos trouxeram premiações nacionais e internacionais. Com essa parceria, nós vamos consolidar esse processo e ampliar a participação do Sistema Fiea na construção de um futuro que exige adaptações constantes, com mais segurança”, disse.

    A diretora de Gestão Estratégica do Sistema Fiea, Nathália Romaguera, disse que a parceria vai ser muito importante para o futuro da inovação no Sistema Fiea. Ela lembra que Federação das Indústrias, IEL, Sesi e Senai já trabalham a cultura inovadora entre colaboradores e alunos por meio de diversas ações como a iniciação científica, Projetos Integradores e programas de Intraempreendedorismo, Inno-X e Inovação Aberta, por exemplo.

    Os conhecimentos trazidos pela consultora da Fiec, explica, servirão como base para fortalecer este movimento de inovação corporativa e de inovação. “A gente quer chegar numa instituição que se conecta com o futuro, que se conecta com as tendências, com a necessidade da indústria. Para isso, precisamos, de fato, conectar nossos colaboradores, nossos alunos, nossos parceiros, por meio das nossas ações diárias, tornando-as perenes”, concluiu.

    O assessor executivo do Sistema Fiea, Júlio Zorzal, ressalta que um dos maiores benefícios da parceria é a segurança jurídica para a entrega de produtos inovadores, por meio da garantia das patentes. “Observamos que isso trouxe um ganho muito expressivo para o próprio regional do Ceará, inclusive, envolvendo alunos dos cursos técnicos do Senai, até os alunos da educação básica [do Sesi], contribuindo com ideias para a inovação e trazendo uma segurança jurídica por meio da geração de patentes”, afirmou Júlio, ao destacar que essa iniciativa faz parte da jornada do programa “Conectando o Futuro: Avançando com ESG na Indústria”.

  • Fiea e IEL conectam empresários alagoanos à indústria do futuro

    Fiea e IEL conectam empresários alagoanos à indústria do futuro

    O presidente da Federação das Indústrias do Estado de Alagoas (Fiea), José Carlos Lyra de Andrade, destacou a importância da capacitação empresarial para o crescimento dos negócios no mundo em constante transformação. Ele fez o alerta na última sexta-feira (7/2), durante a abertura de um encontro empresarial realizado na capital alagoana pelo Programa IEL Educação Executiva Global.

    O evento na Casa da Indústria Napoleão Barbosa foi uma iniciativa do Instituto Euvaldo Lodi (IEL) Nacional. “Pedi que o IEL Alagoas amplie as ações de capacitação empresarial no Estado para contribuir, ainda mais, na construção da indústria do futuro. Programas com este, do IEL Nacional, são muito importantes para o crescimento das nossas empresas”, afirmou o presidente da Fiea.

    Em Maceió, a coordenadora do Programa de Educação Executiva Global do IEL Nacional, Solete Foizer, ressaltou que o empresário capacitado ganha o diferencial da vantagem competitiva global. “Hoje, não é mais aquela vantagem que vai de tempos em tempos, ela agora é diária. Então, essa conexão do empresário com a inovação tem que ser imediata. O futuro é hoje! E essa gestão tem que partir da pessoa. A gente trabalha muito na transformação dessa pessoa com esse olhar de inovação”, disse.

    A reunião na Casa da Indústria despertou o interesse do empresariado alagoano, revelando o interesse em se conectar com o futuro. “Eu sinto que Alagoas é um estado que tem muito a contribuir. Em uma roda de conversa com cinco empresários alagoanos, percebi que eles têm um olhar muito diferenciado e a gente precisa dar esse suporte, essa oportunidade de conhecer o velho mundo que a gente fala e que traz aí as tendências, as mega tendências da neoindustrialização”, concluiu Foizer.

    Para falar sobre como o empresário pode se capacitar para a indústria do futuro, o IEL trouxe a Maceió o cofundador e diretor executivo do Boston Innovation Gateway, Manuel Mendes. “Nosso objetivo é conectar o empresário com o mundo, através de novas técnicas voltadas para o crescimento do seu negócio e como dar o primeiro passo neste sentido”, explicou.

    Mendes também apresentou uma oportunidade de capacitação internacional na Espanha, marcada para o período de 31 de março a 4 de abril, do Programa de Educação Executiva Global – La Salle/Barcelona 2025. As informações estão disponíveis na aba “eventos” do endereço www.portaldaindustria.com.br/iel/eventos.

    O vice-presidente da Fiea, José da Silva Nogueira Filho, e o superintendente do IEL em Alagoas, Helvio Vilas Boas, participaram do encontro em Maceió.