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  • Quer manter uma boa postura no ambiente de trabalho? Mexa-se!

    Quer manter uma boa postura no ambiente de trabalho? Mexa-se!

    Quando você vê uma pessoa sentada à frente ao computador, coluna alinhada, cotovelos sobre a mesa e pés apoiados, você pensa que essa é uma postura impecável para o ambiente de trabalho? Se você respondeu sim, repense. Isso não é mais considerado sinônimo de uma condição saudável.

    A orientação mais moderna, endossada pelo Ministério da Saúde e pelo Serviço Social da Indústria (SESI), é que você precisa se mexer se quer evitar dores musculares e lesões.

    Estudos mais recentes apontam que manter a mesma postura por longos períodos é justamente o que pode causar dor ou desconforto. De acordo com o Ministério de Saúde, não existe uma postura ideal. A postura depende do contexto. O que sobrecarrega a coluna é manter o corpo em uma única posição por muito tempo. 

    “Você pode ter uma super cadeira de trabalho, mas, se ficar muito tempo sentado na mesma posição, poderá ter dores na lombar, pois seus músculos poderão ficar sobrecarregados”, explica Elen Passos, ergonomista do SESI Bahia. “Uma postura desalinhada não será um problema, desde que ela seja realizada em um período curto durante a jornada de trabalho. Mais de 10% do seu tempo de trabalho na mesma posição já representa um possível risco”, orienta a especialista. 

    Alternar é preciso

    Dito isso, a dica de ouro é alternar a postura enquanto trabalha. As cartilhas do Ministério da Saúde explicam que não é sobre “ficar reto” ou “sentar direito”, mas sobre manter o corpo ativo. A ergonomista do SESI Bahia reforça a mensagem, sobretudo para quem atua em escritório.

    “Esse é o ponto principal. A gente precisa se movimentar ao longo do dia. A postura alinhada é importante, mas não é isso que tem o maior peso. Ficar sentado o tempo inteiro pode ser mais prejudicial do que passar o dia em movimento”, pondera.

    Elen conta que muitas empresas oferecem mesas de ping-pong ou totó para os momentos de relaxamento. “Mas, se a pessoa trabalha digitando e mexendo no mouse o dia inteiro, acontecerá exatamente o contrário, pois ela vai sobrecarregar os membros superiores quando deveria relaxá-los”, explica.

    Quer saber mais sobre o assunto? 

    Segundo a ergonomista Elen Passos, o Brasil possui uma regulamentação exclusiva para tratar de ergonomia. Uma delas é a Norma Regulamentadora nº 17 (NR 17), que estabelece parâmetros para permitir a adaptação das condições de trabalho às características psicofisiológicas dos trabalhadores. O texto foi revisado em outubro de 2021. 
     
    Já a norma técnica brasileira NBR ISO 11.226, que trata da avaliação de posturas estáticas de trabalho, foi publicada em 2013 e determina as recomendações ergonômicas para diferentes tarefas de trabalho.

  • Setor privado entrega 24 recomendações de políticas públicas aos chefes de Estado do BRICS

    Setor privado entrega 24 recomendações de políticas públicas aos chefes de Estado do BRICS

    Representantes do setor privado do BRICS entregaram uma lista com 24 recomendações de políticas públicas aos chefes de Estado dos países que integram o bloco, presidido pelo Brasil em 2025. A cerimônia de entrega foi na Cúpula do BRICS, no Rio de Janeiro, neste domingo (6). É a primeira vez, desde a criação do BRICS, que o setor privado apresenta recomendações objetivas ao bloco.

    As medidas são para aprimorar os laços comerciais, o desenvolvimento de inovação e tecnologia, a conexão de infraestrutura, a sinergia regulatória, a transição energética e a equidade de gênero entre os países-membros.

    As recomendações resultam do trabalho conduzido ao longo do ano pelo Conselho Empresarial do BRICS (BRICS Business Council – BBC, na sigla em inglês) e pela Aliança Empresarial das Mulheres do BRICS (Women’s Business Alliance – WBA), ambos secretariados pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) durante o comando brasileiro do BRICS.

    A construção das propostas considerou os principais desafios e as oportunidades de avanços, com a participação de mais de 1 mil representantes do setor produtivo e especialistas das 11 nações que compõem o BRICS – Brasil, Rússia, Índia, China, Emirados Árabes, África do Sul, Indonésia, Etiópia, Irã, Egito e Arábia Saudita.

    A expectativa do Brasil é que a sistematização e padronização das recomendações contribua para o acompanhamento das entregas esperadas.

    Entre as recomendações gerais, estão a criação de um programa conjunto para a recuperação de áreas degradas por meio de agricultura regenerativa; a ampliação de rotas aéreas entre os países; a aceleração do uso de energias renováveis, inclusive de oferta de combustível sustentável para aviação; o aumento de oferta de qualificação de pessoas para tecnologias verdes; e a expansão de oferta de crédito para pequenos e médios negócios.

    “Sob o lema Cooperação empresarial para um futuro inclusivo e sustentável, o relatório de 2025 apresenta recomendações objetivas do setor privado que contribuem de forma concreta para fortalecer o ambiente de negócios nos nossos países”, afirma Francisco Gomes Neto, CEO da Embraer e presidente da Seção Brasileira do Conselho.

    Mulheres no BRICS

    Já as recomendações para inclusão e desenvolvimento de mulheres, pelo WBA, as medidas visam a melhorar serviços e o acesso à saúde; a ampliação do crédito para empresas lideradas por mulheres; estimular a inserção de mulheres em carreiras tecnológicas e na indústria criativa.

    “A WBA é uma iniciativa inédita de fortalecimento da representatividade das mulheres não apenas nos negócios, mas no desenvolvimento social e econômico do BRICS, pois avançar na inclusão e na equidade de gênero tem reflexos positivos para todos. É fundamental construir políticas transversais que apoiem a atuação das mulheres nas empresas, na economia digital e criativa e, também, que garantam acesso à saúde”, afirma Mônica Monteiro, vice-presidente Comercial e de Novos Negócios da Times Brasil, licenciado exclusivo CNBC, e presidente global do WBA durante a gestão brasileira. 

    Conheça os mecanismos

    Criado em 2013, o Conselho Empresarial do BRICS é composto por representantes das principais entidades e empresas privadas dos países membros. Em 2025, o BBC operou sob a presidência brasileira com nove Grupos de Trabalho que cobriram setores estratégicos como Agronegócio, Aviação, Economia Digital, Energia, Finanças, Infraestrutura, Manufatura, Inovação, Comércio e Qualificação Profissional.

    Já a WBA, fundada em 2019 pelos Chefes de Estado do BRICS, promove a liderança feminina e a inclusão econômica por meio de seis Grupos Temáticos que tratam de Segurança Alimentar e Ambiental, Economia Criativa, Saúde, Turismo, Economia Inclusiva e Desenvolvimento Inovador.

    O Fórum Empresarial do BRICS

    Fórum Empresarial do BRICS é uma plataforma para o avanço da cooperação diante dos desafios globais que reúne esforços dos países membros para promover uma agenda baseada em inovação, sustentabilidade e inclusão econômica. O evento conta com os patrocinadores XCMGDP WorldKeetaWEGEmbraerValeFebrabanMebo InternationalMarfrig/BRFServiço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI)Serviço Social da Indústria (SESI) e Instituto Euvaldo Lodi (IEL), além do apoio institucional do Conselho Nacional do Sesi, da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), da Natura, do SEBRAE, da ApexBrasil e da Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan).

  • SB COP seleciona iniciativas do setor privado com resultados na agenda do clima

    SB COP seleciona iniciativas do setor privado com resultados na agenda do clima

    Sustainable Business COP30 (SB COP) abriu chamada pública para selecionar iniciativas do setor privado com soluções concretas para o enfrentamento das mudanças climáticas.

    Lançada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), a medida reconhece cases inovadores e escaláveis que geram resultados reais alinhados ao Acordo de Paris – tratado internacional que visa limitar o aquecimento global a menos de 2 °C, com esforços para mantê-lo abaixo de 1,5 °C em relação aos níveis pré-industriais.

    Empresas, instituições e organizações privadas de todos os portes podem participar. Os cases devem se enquadrar em uma das oito áreas temáticas da SB COP:

    • Transição energética
    • Economia circular e materiais
    • Bioeconomia
    • Sistemas alimentares
    • Soluções baseadas na natureza
    • Cidades sustentáveis e resilientes
    • Finanças e Investimento para a transição
    • Empregos e habilidades verdes

    “O setor privado já atua com protagonismo e entrega resultados concretos para a agenda climática. A chamada reconhece essas iniciativas e oferece uma vitrine internacional para soluções que contribuem de forma real com uma transição justa e sustentável”, afirma Davi Bomtempo, superintendente de Meio Ambiente e Sustentabilidade da CNI.


    A avaliação dos cases considerará cinco critérios principais: escala de impacto, viabilidade em até cinco anos, retorno econômico ou custo acessível, inovação e alinhamento com as prioridades estratégicas da SB COP.

    Os casos selecionados poderão integrar a programação oficial da SB COP e ganhar visibilidade nos eventos preparatórios para a COP30, que será realizada em Belém (PA), em 2025. A proposta é transformar a COP na conferência da ação climática, mostrando como o setor privado já coloca em prática soluções efetivas para enfrentar os desafios ambientais.

    Como participar

    O formulário de inscrição está no site oficial da SB COP: https://sbcop30.com/

    Os participantes devem preencher informações detalhadas sobre o case, como objetivos, localização, cronograma, indicadores, impactos e fontes de financiamento, além de apresentar como o case atende aos critérios de seleção.

    Iniciativas já implementadas e com resultados têm prioridade, mas outras em fase de planejamento também podem se inscrever. O prazo para envio das propostas termina em 18 de julho.

  • CNI promove curso sobre técnicas de negociação

    CNI promove curso sobre técnicas de negociação

    Confederação Nacional da Indústria (CNI) promove, a partir desta sexta-feira (27), uma capacitação exclusiva sobre técnicas de negociação para os representantes de federações da indústria que formam a Rede Sindical.

    A iniciativa é realizada em parceria com a Organização Internacional do Trabalho (OIT), por meio do Escritório da OIT para Atividades dos Empregadores (ACT/EMP), e faz parte das ações do eixo de capacitações do Programa Excelência Sindical 2025. 

    O principal objetivo é fortalecer o associativismo e promover o desenvolvimento das entidades representativas, potencializando a capacidade de defender os interesses de seus representados. As aulas são online e vão até o dia 25 de julho.

    O curso será desenvolvido com foco no desenvolvimento de habilidades específicas de planejamento das negociações; condução assertiva e colaborativa; análise e interpretação de informações complexas; adaptação a diferentes estilos de negociação e contextos; e utilização de ferramentas e técnicas de negociação avançadas. 

    “Entidades que representam os empregadores, como as entidades que compõem o Sistema de Representação da Indústria, atuam em um ambiente cada vez mais competitivo e complexo, marcado por mudanças rápidas na legislação, na economia global e nas relações sociais. Nesse contexto, a capacidade de desenvolver negociações eficazes torna-se crucial para garantir a competitividade e a sustentabilidade dos setores que representamos”, destacou a chefe de gabinete da Presidência e superintendente de Compliance e Integridade da CNI, Danusa Costa Lima. 

    As aulas serão ministradas pela advogada e consultora internacional Julia Scandale. A especialista tem mais de 15 anos de experiência em consultoria internacional para as Nações Unidas, Organização Internacional do Trabalho (OIT), Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), Banco Mundial (BM), entre outros. Scandale também tem vasta experiência em Direito da Integração Internacional e Direitos Humanos.

    Especialista em reformas do setor judiciário, acesso à justiça e Estado de Direito, é reconhecida por sua atuação em desenvolvimento organizacional, sustentabilidade e planejamento estratégico técnico e jurídico em organizações públicas e privadas. 

    “Queremos capacitar os representantes da nossa Rede Sindical com técnicas modernas e eficazes, além de fortalecer as habilidades de negociação. Será uma oportunidade valiosa para debatermos de forma prática todas as técnicas e orientações”, reforça a gerente de Estratégia e Articulação da Superintendência de Relações do Trabalho da CNI, Andréia Lopes.

  • Medidas para compensar redução do IOF vão aumentar custos e prejudicar investimentos do setor produtivo, diz CNI

    Medidas para compensar redução do IOF vão aumentar custos e prejudicar investimentos do setor produtivo, diz CNI

    Confederação Nacional da Indústria (CNI) avalia que as propostas do governo para compensar a redução da tributação do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) não vão evitar o aumento de custos sobre as empresas e vão prejudicar investimentos do setor produtivo. Enquanto o Decreto 12.499/2025 reverte apenas parte da elevação da carga tributária via IOF, a Medida Provisória 1.303/2025 prioriza a alta da arrecadação, contendo poucas e insuficientes iniciativas para reduzir os gastos públicos.


    “O setor produtivo não suporta mais pagar a conta do ajuste fiscal. Nós precisamos equilibrar o orçamento público com medidas estruturais, de longo prazo, e não com iniciativas pontuais que penalizam as empresas e, consequentemente, o crescimento do país”, defende o presidente da CNI, Ricardo Alban.


    Embora reduza o IOF cobrado em algumas operações de crédito, câmbio e seguros, o novo decreto do governo não reverte o aumento de tributação, pois o impacto das mudanças passou de R$ 20 bilhões para R$ 10 bilhões, em 2025, e de R$ 40 bilhões para R$ 20 bilhões, em 2026.

    A alíquota do IOF-Crédito cobrada das empresas, por exemplo, caiu de 3,94% ao ano (a.a.) para 3,37% a.a., patamar ainda bem superior à alíquota de 1,88% a.a., que valia antes das medidas. Quanto às operações de “risco sacado”, o avanço foi moderado, pois só a alíquota fixa, antes em 0,95% a.a., foi zerada, mas a alíquota diária de 0,0082% permanece.

    Vale destacar que a criação de alíquota fixa de 0,38% de IOF na compra de cotas FDIC tende a aumentar o custo do crédito para as empresas, uma vez que os investidores poderão repassar a elevação dos custos com o imposto para os tomadores do crédito. Por outro lado, o governo acerta ao estabelecer que o retorno de investimentos diretos estrangeiros no Brasil terá alíquota zero de IOF-Câmbio, pois padroniza o tratamento tributário desses retornos com o que já ocorre para investimentos realizados no mercado financeiro.

    MP foca na arrecadação e deixa de lado controle das despesas

    Ao priorizar o aumento da receita em detrimento da redução das despesas, o governo prejudica a qualidade do pacote proposto para compensar a revisão do IOF. Além disso, em meio à busca da meta de resultado primário, é um contrassenso sugerir o aumento de gastos com pessoal em R$ 7 bilhões, em 2025, e em R$ 12,9 bilhões, em 2026.

    Parte significativa das medidas que visam elevar a arrecadação vai prejudicar as empresas. É o caso do aumento da alíquota de IRRF de Juros sobre Capital Próprio (JCP), de 15% para 20%, que deve aumentar em  R$ 15,9 bilhões o custo tributário para os negócios, entre 2026 e 2028.

    A CNI lembra que o JCP é fundamental para a indústria investir, pois o instrumento busca aproximar o tratamento tributário entre o financiamento das empresas via endividamento e via aporte de capital dos sócios e acionistas. Com o aumento da tributação no JCP, as empresas devem investir menos a partir de capital dos sócios e, por consequência, mais com recursos de terceiros, via dívida.

    Ao comprometer o equilíbrio no tratamento entre capital próprio e capital de terceiros, a medida vai impactar o modelo de financiamento de muitas empresas e deve reduzir a propensão ao investimento, crucial para o crescimento econômico.

    Também merece atenção o fim da isenção de IR sobre o lucro de aplicações financeiras, como LCI, LCA, CRI, CRA e LCD. O rendimento dessas letras de crédito, importantes para o financiamento das empresas, passarão a ser tributados em 5%. Segundo a CNI, a tributação dos rendimentos de LCD é especialmente preocupante, porque o mecanismo visa aumentar a captação de recursos pelos bancos de desenvolvimento e fomento como forma de estimular o crédito de longo prazo à indústria.

    Outro ponto preocupante da MP diz respeito à vedação do aproveitamento de créditos de tributos federais. O texto não é claro quanto ao que vai definir “inexistência de documento de arrecadação”, o que torna impreciso o alcance da medida. A CNI discorda da proposta para limitar o aproveitamento do crédito de PIS/Cofins. A aplicação da nova regra, que é ampla, deve impedir o uso de créditos legítimos, sobretudo porque há muita subjetividade quanto à conexão do crédito e a atividade econômica da empresa. As duas limitações ao aproveitamento dos créditos elevam em R$ 10 bilhões o custo tributário para o setor produtivo, em 2025 e em 2026.

    A CNI também alerta que a unificação da tributação de aplicações financeiras para uma alíquota de IRRF de 17,5%, no lugar da atual tabela regressiva (que vai de 15% a 22,5%, a depender do prazo do investimento), torna menos atrativas as aplicações de prazos mais longos. Isso é bastante prejudicial aos títulos públicos de longo prazo e deteriora as condições de rolamento da dívida pública, pois pode ser necessário o pagamento de juros maiores para títulos de longo prazo, por exemplo.

    Por outro lado, a CNI concorda com o aumento da tributação das bets, que têm gerado prejuízos à população brasileira. Ressalva, no entanto, que elevar a tributação sobre a receita líquida tende a não ser tão eficiente quanto a criação de um tributo seletivo (CIDE-bets) sobre o valor apostado, como sugere a CNI. Além de ser mais eficiente para mudar o comportamento do apostador, a proposta da CNI tem maior capacidade de arrecadação: cerca R$ 25,2 bilhões, contra R$ 1,7 bilhão.

    Embora adequadas e importantes para racionalização dos gastos públicos, as medidas propostas para reduzir as despesas não são suficientes para reverter ou, pelo menos amenizar, o preocupante nível de gastos federais.

    A CNI defende medidas efetivas e estruturantes para o controle das despesas, como a revisão da vinculação de benefícios sociais (BPC, abono salarial e seguro desemprego, por exemplo) ao salário mínimo; a alteração da política de atualização anual do valor do salário mínimo e a revisão da forma de contabilização dos mínimos constitucionais de despesas com saúde e educação, que deveriam deixar de ser vinculadas a um percentual fixo das receitas.

  • 72% dos investimentos em infraestrutura em 2025 serão da iniciativa privada, diz estudo da CNI

    72% dos investimentos em infraestrutura em 2025 serão da iniciativa privada, diz estudo da CNI

    Até o fim de 2025, os investimentos privados devem responder por 72,2% do valor total aportado em infraestrutura no país, sobretudo em energia, transportes e saneamento. A estimativa é que a infraestrutura receba R$ 277,9 bilhões neste ano. A projeção está em estudo inédito da Confederação Nacional da Indústria (CNI), divulgado nesta sexta-feira (13). De acordo com os dados, encomendados à Inter B Consultoria, a iniciativa privada respondeu por 70,5% dos R$ 266,8 bilhões investidos em infra no ano passado. Desde 2019, o capital privado responde por mais de 70% dos recursos destinados à infraestrutura e logística no Brasil.

    No entanto, apesar dos avanços observados nos últimos anos, a infraestrutura nacional ainda precisa superar deficiências para colocar o país em condições de concorrer internacionalmente e garantir a efetiva inclusão nas cadeias globais de valor.

    Entre as principais dificuldades, estão entraves regulatórios, demora no processo de licenciamento ambiental e investimentos insuficientes. “O crescimento dos investimentos públicos e privados é, sem dúvida, uma etapa importante para promover a adequação da infraestrutura no país, mas não é suficiente”, destaca o presidente da CNI, Ricardo Alban.

    “O ambiente de negócios deve ser mais atrativo. Hoje, lidamos com juros altíssimos, que desestimulam o investimento produtivo e encarecem o crédito. São dois dos maiores problemas do Custo Brasil, que freiam nossa capacidade de modernizar a infraestrutura. E uma infra melhor reduz desigualdades, traz competitividade e impulsiona o crescimento da economia”, complementa Alban.

    Pensar em soluções para diminuir as ineficiências nesse setor é uma necessidade urgente. Hoje, um dos maiores problemas que enfrentamos são os juros excessivamente altos e as condições macroeconômicas desfavoráveis. A melhoria da infraestrutura significará ganhos de bem-estar para as famílias, redução das desigualdades, maior competitividade das empresas e crescimento sustentado da economia”, acrescenta o dirigente da CNI.

    Investimento aumentou em relação ao PIB

    Os investimentos em infraestrutura – somados púbico e privado –, em 2024, corresponderam a 2,27% do Produto Interno Bruto (PIB), alta de 0,24 ponto percentual do PIB em relação ao início do quadriênio 2021-24. Para 2025, o estudo projeta investimento na ordem de 2,21% do PIB, com avanços nos setores de saneamento básico e transportes, além de pequenos incrementos em telecomunicações e em energia elétrica.

    Ao longo do ano passado, o total investido em infra foi de R$ 266,8 bilhões. Os maiores aportes foram feitos nos setores de energia elétrica (R$ 112,8 bi), transportes (R$ 84,6 bi), saneamento básico (R$ 41,1 bi) e telecomunicações (R$ 28,3 bi).

    O Brasil é potencialmente um destino de primeira ordem para investimentos de infraestrutura, principalmente por ser um país com dimensões continentais, com economia e agroindústria fortes. Ao mesmo tempo, o país é reconhecido pela sua relevância no campo das mudanças climáticas e da transição energética, com elevado potencial de descarbonização a partir do uso de energias renováveis.

    Para o diretor de Relações Institucionais da CNI, Roberto Muniz, o principal desafio é mobilizar mais recursos privados e melhorar a governança dos investimentos públicos, que devem ser direcionados para onde forem maiores os retornos para a sociedade.

    “O crescimento da participação privada precisa estar ancorado num ambiente de negócios que ofereça um horizonte de estabilidade macroeconômica no médio e longo prazo, baixos custos de transação e menores barreiras setoriais à entrada, garantindo maior competição e mobilidade no mercado de infraestrutura”, afirma Muniz.

    Recomendações da indústria

    O estudo da CNI elencou os gargalos que dificultam o avanço da infraestrutura nacional e buscou alternativas para acelerar os investimentos e a solucionar o déficit do setor no Brasil. Oito pilares foram elencados como essenciais para a modernização da infraestrutura brasileira, levando a ganhos de bem-estar para as famílias e competividade para as empresas, além de redução da desigualdade social.

    Confira, a seguir, o estudo completo “Pilares da Infraestrutura Brasileira”:

    Estudo – Pilares da Infraestrutura Brasileira.pdf(15,7 MB)

    Confira os 8 pilares para a modernização da infraestrutura

    1. Tornar o investimento em infraestrutura uma política de Estado e garantir sua melhor governança.

    2. Ampliar de forma responsável (respeitando as restrições fiscais) e com racionalidade econômica os investimentos públicos, direcionando-os para projetos de maior retorno para a sociedade.

    3. Assegurar que o planejamento de governo seja rigoroso nos critérios de escolha de investimentos, públicos e PPPs, incluindo uma análise do custo-benefício dos projetos e cálculo da taxa social de retorno.

    4. Garantir maior segurança jurídica para os investimentos privados, com clareza, transparência, estabilidade e obediência às regras e sua aplicação.

    5. Aprimorar a regulação do setor de infraestrutura, reforçando o papel das agências reguladoras, sua autonomia técnica e administrativa, protegendo-as de interferência política.

    6. Ampliar a participação dos mercados de capitais no financiamento de projetos de infraestrutura.

    7. Fortalecer o papel do BNDES como estruturador de projetos sustentáveis de infraestrutura, assegurando maior resiliência frente às mudanças climáticas.

    8. Apoiar a expansão gradual dos investimentos em infraestrutura até que seja atingido o patamar de ao menos 4% do PIB.

  • Indústria brasileira leva propostas para diálogo com a Alemanha

    Indústria brasileira leva propostas para diálogo com a Alemanha

    Reposicionar o Brasil no ranking de principais fornecedores da Alemanha é estratégico para o desenvolvimento econômico nacional e está no centro das discussões do Encontro Empresarial Brasil-Alemanha, que acontece nos dias 16 e 17 de junho, no SENAI Cimatec, em Salvador. Para orientar esse esforço, a Confederação Nacional da Indústria (CNI) elaborou um pacote de propostas prioritárias do setor produtivo brasileiro, com foco em inovação, sustentabilidade e investimentos.

    O encontro é promovido em parceria com a Federação das Indústrias Alemãs (BDI) e a Federação das Indústrias do Estado da Bahia (FIEB), como parte da agenda bilateral entre os países, que são parceiros históricos no comércio e na indústria. As propostas foram construídas com diferentes setores para transformar desafios em oportunidades para ambos os lados.

    “Este momento é estratégico. Retomar o crescimento das exportações para a Alemanha não é somente uma questão comercial, é uma decisão essencial para o desenvolvimento do Brasil. As oportunidades nesse mercado representam emprego, renda e estímulo à inovação no nosso setor produtivo”, afirma o presidente da CNI, Ricardo Alban.

    1. Ratificação do Acordo Mercosul – União Europeia

    A indústria entende que o Acordo de Parceria Mercosul-União Europeia marca um avanço estratégico na integração entre os blocos, criando uma das maiores áreas de livre comércio do mundo, abrangendo cerca de 20% da economia global e um mercado de mais de 720 milhões de pessoas. Em um cenário de crescente protecionismo e tensões comerciais internacionais, o acordo garante ao Brasil e aos países do Mercosul acesso preferencial a importantes mercados, fortalecendo sua inserção no comércio internacional e ampliando oportunidades de comércio, investimentos e geração de empregos.

    2. Novo acordo para evitar a dupla tributação

    A ausência de um acordo vigente desde 2005 causa insegurança jurídica e desestimula investimentos bilaterais. Para a indústria, a retomada das negociações para um novo Acordo para Evitar a Dupla Tributação (ADT), adaptado aos padrões atuais da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), vai estimular o ambiente de negócios e a cooperação tecnológica entre os dois países.

    3. Cooperação sobre regras ambientais da União Europeia (EUDR e CBAM)

    Empresários brasileiros querem debater com a Alemanha o Regulamento Antidesmatamento (EUDR) e o Mecanismo de Ajuste de Carbono na Fronteira (CBAM) – que fazem parte do Pacto Ecológico Europeu (Green Deal). A preocupação é que a aplicação unilateral desses pacotes de regras crie barreiras comerciais e prejudique exportadores brasileiros.

    4. Integração energética regional com apoio europeu

    A proposta é mobilizar recursos do Global Gateway, do Banco Europeu de Investimento e de outras fontes para financiar projetos de interconexão elétrica entre o Brasil e países da América Latina. A medida transformaria o Brasil em uma referência de energia renovável, com benefícios também para empresas alemãs interessadas em infraestrutura verde.

    5. Parceria em energia

    A indústria defende uma plataforma de cooperação bilateral para projetos de energia renovável e hidrogênio verde. O objetivo é tornar o Brasil fornecedor confiável desses insumos à Alemanha, em um modelo baseado em inovação, certificação ambiental e promoção de valor local.

    6. Cooperação em saúde e insumos farmacêuticos

    A pandemia expôs a vulnerabilidade das cadeias globais de suprimento na área da saúde, por isso o setor industrial propõe a criação de uma plataforma de inovação para ampliar a produção nacional de vacinas, medicamentos e dispositivos médicos, com transferência de tecnologia e harmonização regulatória com a União Europeia.

    7. Digitalização e rastreabilidade de cadeias produtivas

    Para garantir acesso aos mercados europeus, a indústria também propõe uma parceria para promover a digitalização, rastreabilidade e sustentabilidade das cadeias produtivas brasileiras, com apoio técnico e financeiro da Alemanha.

    8. Cooperação em hidrogênio verde

    Outra proposta é a criação de uma plataforma bilateral para desenvolver tecnologias, certificações e rotas de exportação de hidrogênio verde, com projetos-piloto e marcos regulatórios comuns. A CNI considera a medida essencial para a transição energética brasileira e para o cumprimento das metas climáticas alemãs.

    9. Agregação de valor nos minerais críticos

    O Brasil quer deixar de ser apenas fornecedor de matérias-primas e passar a industrializar seus minerais estratégicos com apoio da tecnologia alemã. A proposta inclui um roteiro de cooperação para agregar valor local, atrair investimentos e garantir certificação ambiental dos processos.

    10. Fomento aos biocombustíveis e bioprodutos

    A indústria brasileira aposta no uso da biomassa para produzir combustíveis sustentáveis, como o SAF (usado na aviação), e defende a ampliação da cooperação com centros de pesquisa alemães. A meta é tornar o país líder na produção de biocombustíveis de baixo carbono.

    11. Capacitação para a indústria verde

    Para viabilizar a transição energética e aumentar a produtividade industrial, a CNI propõe criar programas conjuntos de qualificação técnica voltados à economia verde. A iniciativa pretende ampliar a cooperação entre instituições como o SENAI e organizações alemãs, com foco em pequenas e médias empresas.

    Parceria para o Encontro Empresarial Brasil-Alemanha

    O encontro tem o apoio da Volkswagen Caminhões-Ônibus, Basf, Deutsch-Brasilianische Industrie – und Hendelskammer (Câmara de Comércio e Indústria Brasil-Alemanha), Banco do Nordeste, Governo Federal do Brasil, Governo do Estado da Bahia, BDI – The voice of German Industry, FIEB e CNI.

    Evento terá rodada de negócios com compradores internacionais

    Em uma parceria dos realizadores do EEBA com a ApexBrasil, acontecerá também nos dias 16 e 17 a Rodada Internacional de Negócios – evento híbrido que já conta com 60 empresas brasileiras inscritas. Os empresários, que participarão presencialmente e virtualmente, integram setores como alimentos e bebidas, cosméticos, energia, farmacêutico, moda e acessórios, construção civil e mineração. Além disso, potenciais compradores internacionais da Alemanha estarão nas agendas de negócios, ampliando as oportunidades de parcerias estratégicas e investimentos bilaterais.

    Serviço:

    • Encontro Empresarial Brasil-Alemanha 2025
    • Data: 16 e 17 de junho de 2025
    • Programação completa!
    • Local: Av. Orlando Gomes, 1845 – Piatã, Salvador – BA – 41650-010 – Salvador – BA
    • Inscrições no site do EBBA
  • Indústria é contra qualquer tipo de aumento de impostos para setor produtivo, afirma Ricardo Alban

    Indústria é contra qualquer tipo de aumento de impostos para setor produtivo, afirma Ricardo Alban

    O setor produtivo brasileiro não pode ser prejudicado com novos aumentos de tributação para compensar os problemas de caixa do Estado, afirma o presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Ricardo Alban. Para a CNI, deve-se considerar o aumento da tributação sobre apostas online (bets), avançar na reforma administrativa, gerenciar com mais racionalidade os gastos públicos, além de implementar modernização das leis trabalhistas.

    A expectativa é que o governo envie ao Congresso Nacional a redação alternativa para a medida provisória que aumentou as alíquotas do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) – de natureza regulatória, que não deve ser usado como instrumento arrecadatório. 

    Entre as novas propostas do Ministério da Fazenda estão a tributação de 5% sobre títulos incentivados de desenvolvimento produtivo, como as letras de crédito Imobiliário (LCI) e do Agronegócio (LCA), atualmente isentas. Além disso, a pasta propõe maior cobrança de Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) de instituições financeiras. 


    “O setor produtivo já está sufocado por juros abusivos e spreads bancários distorcidos. Agora, o crédito vai ficar ainda mais caro. No fim das contas, quem vai arcar com isso é o consumidor. É inadmissível continuar prorrogando essa situação. O Brasil precisa, com urgência, de uma reforma que traga justiça tributária de verdade”, ressalta Alban.


    O dirigente aponta que, em dois anos, o governo federal já arrecadou o montante de R$ 170 bilhões por meio de medidas arrecadatórias extraordinárias, como receitas extras e mudanças em impostos.

    Alban destaca, ainda, que as confederações que representam setores produtivos – CNI, Confederação Nacional dos Transportes (CNT), Confederação Nacional do Comércio, de Bens, Serviços e Turismo (CNC), Confederação Nacional das Instituições Financeiras (CNF) e Confederação Nacional das Seguradoras (CNSeg) – entregaram ao presidente Lula, em Paris, propostas para promover o equilíbrio fiscal.

    Indústria sente os efeitos de piora no ambiente de negócios

    O desempenho industrial já reflete os efeitos do ambiente de negócios deteriorado. Os juros elevados e o aumento das importações comprometeram o crescimento do setor no 1 º trimestre de 2025. De acordo com o IBGE, a indústria foi o único dos três principais setores da economia a encolher em relação ao 4º trimestre do ano passado. Apesar de o PIB ter registrado alta de 1,4%, o segmento recuou 0,1%.

  • Inscrições para o Prêmio IEL de Talentos 2025 foram prorrogadas até o dia 13 de junho

    Inscrições para o Prêmio IEL de Talentos 2025 foram prorrogadas até o dia 13 de junho

    Instituto Euvaldo Lodi (IEL) prorrogou até 13 de junho as inscrições para o Prêmio IEL de Talentos 2025. A iniciativa celebra ações de valorização da educação inovadora, do estágio de qualidade e da pesquisa aplicada com impacto direto no setor produtivo.

    Estudantes, estagiários, pesquisadores, empresas e instituições de ensino têm uma nova chance de participar e ganhar visibilidade com iniciativas que impulsionam o crescimento do Brasil.


    “Mais do que reconhecer talentos, o Prêmio IEL reforça nosso papel como ponte entre o conhecimento e a indústria. É uma celebração do que há de mais transformador na educação, na ciência e na inovação. Ao premiar essas iniciativas, estimulamos um ciclo virtuoso de desenvolvimento industrial sustentável e competitivo”, afirma Sarah Saldanha, superintendente nacional do IEL. 


    A premiação reconhece práticas em dois eixos estratégicos de atuação do IEL: o Programa de Estágio e o Inova Talentos, que vai reconhecer as melhores práticas em desenvolvimento de talentos e inovação no setor produtivo. 

    Conheça as categorias e as novidades da edição 2025 

     IEL Estágio – voltada a práticas inovadoras de estágio, instituições de ensino que se destacam na formação de alunos, empresas com programas de estágio exemplares e estagiários com destaque pela performance e inovação. 

     Inova Talentos – reconhece bolsistas, orientadores e empresas que desenvolvem projetos inovadores com impacto real, por meio de pesquisa aplicada e soluções alinhadas às necessidades do mercado. 

    A edição 2025 terá como novidade o Destaque Sistema S, que vai premiar práticas inovadoras conduzidas por estagiários, bolsistas e instituições ligadas ao Sistema S. Outro diferencial é que os semifinalistas das etapas regionais avançam automaticamente para a disputa nacional, o que amplia a visibilidade e o reconhecimento das iniciativas selecionadas em todo o país. 

    Inscrições abertas até 13 de junho 

    Todos os detalhes sobre regulamento, categorias e como participar estão disponíveis no site oficial do IEL

    Não deixe essa oportunidade passar. Mostrar seu talento pode ser o primeiro passo para transformar o presente e o futuro da indústria brasileira. 

  • Sucessão Empresarial: IEL cria jornada para garantir longevidade de empresas familiares

    Sucessão Empresarial: IEL cria jornada para garantir longevidade de empresas familiares

    A sucessão empresarial é um fator decisivo para a continuidade de negócios construídos ao longo de décadas. Embora o ideal seja uma transição tranquila e bem-sucedida entre gerações, a realidade mostra que muitas empresas não resistem ao processo e enfrentam dificuldades já na primeira sucessão.

    Para enfrentar esse desafio, o Instituto Euvaldo Lodi (IEL) criou a Jornada de Sucessão Empresarial, um programa que combina capacitação, mentoria e planejamento estratégico com o objetivo de preparar novos líderes e garantir a preservação do legado empresarial familiar. 

    Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) 2022, cerca de 90% das empresas brasileiras têm origem familiar. No entanto, os dados indicam que apenas 30% delas chegam à segunda geração, e menos de 10% até a terceira.  A superintendente do IEL Nacional, Sarah Saldanha, explica que a sucessão empresarial deixou de ser um tabu e passou a ser uma necessidade no cenário corporativo brasileiro.


    “A sucessão empresarial não deve ser adiada. Quando tratada com seriedade e planejamento, ela deixa de ser um obstáculo e passa a ser uma oportunidade de evolução e modernização”, explicou Sarah Saldanha.


    Por isso, o IEL desenvolveu a Jornada de Sucessão Empresarial, o programa de abrangência nacional que busca garantir continuidade, profissionalização e governança às empresas familiares.  

    “Queremos assegurar a continuidade do legado empresarial nas indústrias brasileiras, e promover uma transição planejada que possa unir tradição, inovação e sustentabilidade é fundamental na nossa atualidade. É nítido que empresas que encaram a sucessão como um projeto de longo prazo possuem mais chances de se manterem competitivas e relevantes no mercado”, evidencia Sarah Saldanha.  

    A Jornada foi lançada primeiramente em parceria com o IEL Mato Grosso (IEL MT) e o Conselho dos Novos Líderes da  https://fiemt.ind.br/, e já conta com edições previstas na Bahia, Goiás e em outros 11 estados, aliados sempre com o IEL regional e o conselho de novos líderes de cada federação. Com apoio da Cambridge Family Enterprise Group (CFEG), consultoria global referência no suporte a famílias empresárias, fundada em 1989 pelo professor John A. Davis, do Massachusetts Institute of Technology (MIT), o programa foi desenvolvido para mediar conflitos geracionais e preparar as novas lideranças por meio de um modelo de capacitação dividido em três fases com duração de seis meses. 

    1. Sensibilização estratégica: etapa inicial com ações de impacto voltadas para sucedidos e sucessores, com foco no diagnóstico da situação atual da empresa e no engajamento familiar. 
    2. Workshop empresarial: fase prática, com dinâmicas em grupo e conteúdos aplicados sobre gestão, liderança e planejamento sucessório. 
    3. Formação e mentoria especializada: curso de 80 horas com imersão intensiva, palestras com especialistas e acompanhamento individualizado para implementação de um plano de sucessão estruturado. 

    “E é justamente isso que a Jornada de Sucessão oferece, um caminho seguro, planejado e orientado por especialistas, para transformar o desafio da transição em um salto rumo ao futuro. Queremos novos líderes sim, mas também queremos que esses líderes sejam estratégicos e possam fortalecer a indústria brasileira”, explicou Sarah. 

    Para conhecer mais sobre o programa e participar, procure o IEL do seu estado.  

    Previsão para início das próximas jornadas: 

    • Rio Grande do Norte:  julho/2025 
    • Ceará, Goiás, Pernambuco, Rio Grande do Sul: agosto/2025 
    • Espírito Santo: setembro/2025 
    • Acre, Alagoas, Maranhão, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Roraima: data a definir.