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  • 72% dos investimentos em infraestrutura em 2025 serão da iniciativa privada, diz estudo da CNI

    72% dos investimentos em infraestrutura em 2025 serão da iniciativa privada, diz estudo da CNI

    Até o fim de 2025, os investimentos privados devem responder por 72,2% do valor total aportado em infraestrutura no país, sobretudo em energia, transportes e saneamento. A estimativa é que a infraestrutura receba R$ 277,9 bilhões neste ano. A projeção está em estudo inédito da Confederação Nacional da Indústria (CNI), divulgado nesta sexta-feira (13). De acordo com os dados, encomendados à Inter B Consultoria, a iniciativa privada respondeu por 70,5% dos R$ 266,8 bilhões investidos em infra no ano passado. Desde 2019, o capital privado responde por mais de 70% dos recursos destinados à infraestrutura e logística no Brasil.

    No entanto, apesar dos avanços observados nos últimos anos, a infraestrutura nacional ainda precisa superar deficiências para colocar o país em condições de concorrer internacionalmente e garantir a efetiva inclusão nas cadeias globais de valor.

    Entre as principais dificuldades, estão entraves regulatórios, demora no processo de licenciamento ambiental e investimentos insuficientes. “O crescimento dos investimentos públicos e privados é, sem dúvida, uma etapa importante para promover a adequação da infraestrutura no país, mas não é suficiente”, destaca o presidente da CNI, Ricardo Alban.

    “O ambiente de negócios deve ser mais atrativo. Hoje, lidamos com juros altíssimos, que desestimulam o investimento produtivo e encarecem o crédito. São dois dos maiores problemas do Custo Brasil, que freiam nossa capacidade de modernizar a infraestrutura. E uma infra melhor reduz desigualdades, traz competitividade e impulsiona o crescimento da economia”, complementa Alban.

    Pensar em soluções para diminuir as ineficiências nesse setor é uma necessidade urgente. Hoje, um dos maiores problemas que enfrentamos são os juros excessivamente altos e as condições macroeconômicas desfavoráveis. A melhoria da infraestrutura significará ganhos de bem-estar para as famílias, redução das desigualdades, maior competitividade das empresas e crescimento sustentado da economia”, acrescenta o dirigente da CNI.

    Investimento aumentou em relação ao PIB

    Os investimentos em infraestrutura – somados púbico e privado –, em 2024, corresponderam a 2,27% do Produto Interno Bruto (PIB), alta de 0,24 ponto percentual do PIB em relação ao início do quadriênio 2021-24. Para 2025, o estudo projeta investimento na ordem de 2,21% do PIB, com avanços nos setores de saneamento básico e transportes, além de pequenos incrementos em telecomunicações e em energia elétrica.

    Ao longo do ano passado, o total investido em infra foi de R$ 266,8 bilhões. Os maiores aportes foram feitos nos setores de energia elétrica (R$ 112,8 bi), transportes (R$ 84,6 bi), saneamento básico (R$ 41,1 bi) e telecomunicações (R$ 28,3 bi).

    O Brasil é potencialmente um destino de primeira ordem para investimentos de infraestrutura, principalmente por ser um país com dimensões continentais, com economia e agroindústria fortes. Ao mesmo tempo, o país é reconhecido pela sua relevância no campo das mudanças climáticas e da transição energética, com elevado potencial de descarbonização a partir do uso de energias renováveis.

    Para o diretor de Relações Institucionais da CNI, Roberto Muniz, o principal desafio é mobilizar mais recursos privados e melhorar a governança dos investimentos públicos, que devem ser direcionados para onde forem maiores os retornos para a sociedade.

    “O crescimento da participação privada precisa estar ancorado num ambiente de negócios que ofereça um horizonte de estabilidade macroeconômica no médio e longo prazo, baixos custos de transação e menores barreiras setoriais à entrada, garantindo maior competição e mobilidade no mercado de infraestrutura”, afirma Muniz.

    Recomendações da indústria

    O estudo da CNI elencou os gargalos que dificultam o avanço da infraestrutura nacional e buscou alternativas para acelerar os investimentos e a solucionar o déficit do setor no Brasil. Oito pilares foram elencados como essenciais para a modernização da infraestrutura brasileira, levando a ganhos de bem-estar para as famílias e competividade para as empresas, além de redução da desigualdade social.

    Confira, a seguir, o estudo completo “Pilares da Infraestrutura Brasileira”:

    Estudo – Pilares da Infraestrutura Brasileira.pdf(15,7 MB)

    Confira os 8 pilares para a modernização da infraestrutura

    1. Tornar o investimento em infraestrutura uma política de Estado e garantir sua melhor governança.

    2. Ampliar de forma responsável (respeitando as restrições fiscais) e com racionalidade econômica os investimentos públicos, direcionando-os para projetos de maior retorno para a sociedade.

    3. Assegurar que o planejamento de governo seja rigoroso nos critérios de escolha de investimentos, públicos e PPPs, incluindo uma análise do custo-benefício dos projetos e cálculo da taxa social de retorno.

    4. Garantir maior segurança jurídica para os investimentos privados, com clareza, transparência, estabilidade e obediência às regras e sua aplicação.

    5. Aprimorar a regulação do setor de infraestrutura, reforçando o papel das agências reguladoras, sua autonomia técnica e administrativa, protegendo-as de interferência política.

    6. Ampliar a participação dos mercados de capitais no financiamento de projetos de infraestrutura.

    7. Fortalecer o papel do BNDES como estruturador de projetos sustentáveis de infraestrutura, assegurando maior resiliência frente às mudanças climáticas.

    8. Apoiar a expansão gradual dos investimentos em infraestrutura até que seja atingido o patamar de ao menos 4% do PIB.

  • Indústria brasileira leva propostas para diálogo com a Alemanha

    Indústria brasileira leva propostas para diálogo com a Alemanha

    Reposicionar o Brasil no ranking de principais fornecedores da Alemanha é estratégico para o desenvolvimento econômico nacional e está no centro das discussões do Encontro Empresarial Brasil-Alemanha, que acontece nos dias 16 e 17 de junho, no SENAI Cimatec, em Salvador. Para orientar esse esforço, a Confederação Nacional da Indústria (CNI) elaborou um pacote de propostas prioritárias do setor produtivo brasileiro, com foco em inovação, sustentabilidade e investimentos.

    O encontro é promovido em parceria com a Federação das Indústrias Alemãs (BDI) e a Federação das Indústrias do Estado da Bahia (FIEB), como parte da agenda bilateral entre os países, que são parceiros históricos no comércio e na indústria. As propostas foram construídas com diferentes setores para transformar desafios em oportunidades para ambos os lados.

    “Este momento é estratégico. Retomar o crescimento das exportações para a Alemanha não é somente uma questão comercial, é uma decisão essencial para o desenvolvimento do Brasil. As oportunidades nesse mercado representam emprego, renda e estímulo à inovação no nosso setor produtivo”, afirma o presidente da CNI, Ricardo Alban.

    1. Ratificação do Acordo Mercosul – União Europeia

    A indústria entende que o Acordo de Parceria Mercosul-União Europeia marca um avanço estratégico na integração entre os blocos, criando uma das maiores áreas de livre comércio do mundo, abrangendo cerca de 20% da economia global e um mercado de mais de 720 milhões de pessoas. Em um cenário de crescente protecionismo e tensões comerciais internacionais, o acordo garante ao Brasil e aos países do Mercosul acesso preferencial a importantes mercados, fortalecendo sua inserção no comércio internacional e ampliando oportunidades de comércio, investimentos e geração de empregos.

    2. Novo acordo para evitar a dupla tributação

    A ausência de um acordo vigente desde 2005 causa insegurança jurídica e desestimula investimentos bilaterais. Para a indústria, a retomada das negociações para um novo Acordo para Evitar a Dupla Tributação (ADT), adaptado aos padrões atuais da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), vai estimular o ambiente de negócios e a cooperação tecnológica entre os dois países.

    3. Cooperação sobre regras ambientais da União Europeia (EUDR e CBAM)

    Empresários brasileiros querem debater com a Alemanha o Regulamento Antidesmatamento (EUDR) e o Mecanismo de Ajuste de Carbono na Fronteira (CBAM) – que fazem parte do Pacto Ecológico Europeu (Green Deal). A preocupação é que a aplicação unilateral desses pacotes de regras crie barreiras comerciais e prejudique exportadores brasileiros.

    4. Integração energética regional com apoio europeu

    A proposta é mobilizar recursos do Global Gateway, do Banco Europeu de Investimento e de outras fontes para financiar projetos de interconexão elétrica entre o Brasil e países da América Latina. A medida transformaria o Brasil em uma referência de energia renovável, com benefícios também para empresas alemãs interessadas em infraestrutura verde.

    5. Parceria em energia

    A indústria defende uma plataforma de cooperação bilateral para projetos de energia renovável e hidrogênio verde. O objetivo é tornar o Brasil fornecedor confiável desses insumos à Alemanha, em um modelo baseado em inovação, certificação ambiental e promoção de valor local.

    6. Cooperação em saúde e insumos farmacêuticos

    A pandemia expôs a vulnerabilidade das cadeias globais de suprimento na área da saúde, por isso o setor industrial propõe a criação de uma plataforma de inovação para ampliar a produção nacional de vacinas, medicamentos e dispositivos médicos, com transferência de tecnologia e harmonização regulatória com a União Europeia.

    7. Digitalização e rastreabilidade de cadeias produtivas

    Para garantir acesso aos mercados europeus, a indústria também propõe uma parceria para promover a digitalização, rastreabilidade e sustentabilidade das cadeias produtivas brasileiras, com apoio técnico e financeiro da Alemanha.

    8. Cooperação em hidrogênio verde

    Outra proposta é a criação de uma plataforma bilateral para desenvolver tecnologias, certificações e rotas de exportação de hidrogênio verde, com projetos-piloto e marcos regulatórios comuns. A CNI considera a medida essencial para a transição energética brasileira e para o cumprimento das metas climáticas alemãs.

    9. Agregação de valor nos minerais críticos

    O Brasil quer deixar de ser apenas fornecedor de matérias-primas e passar a industrializar seus minerais estratégicos com apoio da tecnologia alemã. A proposta inclui um roteiro de cooperação para agregar valor local, atrair investimentos e garantir certificação ambiental dos processos.

    10. Fomento aos biocombustíveis e bioprodutos

    A indústria brasileira aposta no uso da biomassa para produzir combustíveis sustentáveis, como o SAF (usado na aviação), e defende a ampliação da cooperação com centros de pesquisa alemães. A meta é tornar o país líder na produção de biocombustíveis de baixo carbono.

    11. Capacitação para a indústria verde

    Para viabilizar a transição energética e aumentar a produtividade industrial, a CNI propõe criar programas conjuntos de qualificação técnica voltados à economia verde. A iniciativa pretende ampliar a cooperação entre instituições como o SENAI e organizações alemãs, com foco em pequenas e médias empresas.

    Parceria para o Encontro Empresarial Brasil-Alemanha

    O encontro tem o apoio da Volkswagen Caminhões-Ônibus, Basf, Deutsch-Brasilianische Industrie – und Hendelskammer (Câmara de Comércio e Indústria Brasil-Alemanha), Banco do Nordeste, Governo Federal do Brasil, Governo do Estado da Bahia, BDI – The voice of German Industry, FIEB e CNI.

    Evento terá rodada de negócios com compradores internacionais

    Em uma parceria dos realizadores do EEBA com a ApexBrasil, acontecerá também nos dias 16 e 17 a Rodada Internacional de Negócios – evento híbrido que já conta com 60 empresas brasileiras inscritas. Os empresários, que participarão presencialmente e virtualmente, integram setores como alimentos e bebidas, cosméticos, energia, farmacêutico, moda e acessórios, construção civil e mineração. Além disso, potenciais compradores internacionais da Alemanha estarão nas agendas de negócios, ampliando as oportunidades de parcerias estratégicas e investimentos bilaterais.

    Serviço:

    • Encontro Empresarial Brasil-Alemanha 2025
    • Data: 16 e 17 de junho de 2025
    • Programação completa!
    • Local: Av. Orlando Gomes, 1845 – Piatã, Salvador – BA – 41650-010 – Salvador – BA
    • Inscrições no site do EBBA
  • Indústria é contra qualquer tipo de aumento de impostos para setor produtivo, afirma Ricardo Alban

    Indústria é contra qualquer tipo de aumento de impostos para setor produtivo, afirma Ricardo Alban

    O setor produtivo brasileiro não pode ser prejudicado com novos aumentos de tributação para compensar os problemas de caixa do Estado, afirma o presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Ricardo Alban. Para a CNI, deve-se considerar o aumento da tributação sobre apostas online (bets), avançar na reforma administrativa, gerenciar com mais racionalidade os gastos públicos, além de implementar modernização das leis trabalhistas.

    A expectativa é que o governo envie ao Congresso Nacional a redação alternativa para a medida provisória que aumentou as alíquotas do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) – de natureza regulatória, que não deve ser usado como instrumento arrecadatório. 

    Entre as novas propostas do Ministério da Fazenda estão a tributação de 5% sobre títulos incentivados de desenvolvimento produtivo, como as letras de crédito Imobiliário (LCI) e do Agronegócio (LCA), atualmente isentas. Além disso, a pasta propõe maior cobrança de Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) de instituições financeiras. 


    “O setor produtivo já está sufocado por juros abusivos e spreads bancários distorcidos. Agora, o crédito vai ficar ainda mais caro. No fim das contas, quem vai arcar com isso é o consumidor. É inadmissível continuar prorrogando essa situação. O Brasil precisa, com urgência, de uma reforma que traga justiça tributária de verdade”, ressalta Alban.


    O dirigente aponta que, em dois anos, o governo federal já arrecadou o montante de R$ 170 bilhões por meio de medidas arrecadatórias extraordinárias, como receitas extras e mudanças em impostos.

    Alban destaca, ainda, que as confederações que representam setores produtivos – CNI, Confederação Nacional dos Transportes (CNT), Confederação Nacional do Comércio, de Bens, Serviços e Turismo (CNC), Confederação Nacional das Instituições Financeiras (CNF) e Confederação Nacional das Seguradoras (CNSeg) – entregaram ao presidente Lula, em Paris, propostas para promover o equilíbrio fiscal.

    Indústria sente os efeitos de piora no ambiente de negócios

    O desempenho industrial já reflete os efeitos do ambiente de negócios deteriorado. Os juros elevados e o aumento das importações comprometeram o crescimento do setor no 1 º trimestre de 2025. De acordo com o IBGE, a indústria foi o único dos três principais setores da economia a encolher em relação ao 4º trimestre do ano passado. Apesar de o PIB ter registrado alta de 1,4%, o segmento recuou 0,1%.

  • Inscrições para o Prêmio IEL de Talentos 2025 foram prorrogadas até o dia 13 de junho

    Inscrições para o Prêmio IEL de Talentos 2025 foram prorrogadas até o dia 13 de junho

    Instituto Euvaldo Lodi (IEL) prorrogou até 13 de junho as inscrições para o Prêmio IEL de Talentos 2025. A iniciativa celebra ações de valorização da educação inovadora, do estágio de qualidade e da pesquisa aplicada com impacto direto no setor produtivo.

    Estudantes, estagiários, pesquisadores, empresas e instituições de ensino têm uma nova chance de participar e ganhar visibilidade com iniciativas que impulsionam o crescimento do Brasil.


    “Mais do que reconhecer talentos, o Prêmio IEL reforça nosso papel como ponte entre o conhecimento e a indústria. É uma celebração do que há de mais transformador na educação, na ciência e na inovação. Ao premiar essas iniciativas, estimulamos um ciclo virtuoso de desenvolvimento industrial sustentável e competitivo”, afirma Sarah Saldanha, superintendente nacional do IEL. 


    A premiação reconhece práticas em dois eixos estratégicos de atuação do IEL: o Programa de Estágio e o Inova Talentos, que vai reconhecer as melhores práticas em desenvolvimento de talentos e inovação no setor produtivo. 

    Conheça as categorias e as novidades da edição 2025 

     IEL Estágio – voltada a práticas inovadoras de estágio, instituições de ensino que se destacam na formação de alunos, empresas com programas de estágio exemplares e estagiários com destaque pela performance e inovação. 

     Inova Talentos – reconhece bolsistas, orientadores e empresas que desenvolvem projetos inovadores com impacto real, por meio de pesquisa aplicada e soluções alinhadas às necessidades do mercado. 

    A edição 2025 terá como novidade o Destaque Sistema S, que vai premiar práticas inovadoras conduzidas por estagiários, bolsistas e instituições ligadas ao Sistema S. Outro diferencial é que os semifinalistas das etapas regionais avançam automaticamente para a disputa nacional, o que amplia a visibilidade e o reconhecimento das iniciativas selecionadas em todo o país. 

    Inscrições abertas até 13 de junho 

    Todos os detalhes sobre regulamento, categorias e como participar estão disponíveis no site oficial do IEL

    Não deixe essa oportunidade passar. Mostrar seu talento pode ser o primeiro passo para transformar o presente e o futuro da indústria brasileira. 

  • Sucessão Empresarial: IEL cria jornada para garantir longevidade de empresas familiares

    Sucessão Empresarial: IEL cria jornada para garantir longevidade de empresas familiares

    A sucessão empresarial é um fator decisivo para a continuidade de negócios construídos ao longo de décadas. Embora o ideal seja uma transição tranquila e bem-sucedida entre gerações, a realidade mostra que muitas empresas não resistem ao processo e enfrentam dificuldades já na primeira sucessão.

    Para enfrentar esse desafio, o Instituto Euvaldo Lodi (IEL) criou a Jornada de Sucessão Empresarial, um programa que combina capacitação, mentoria e planejamento estratégico com o objetivo de preparar novos líderes e garantir a preservação do legado empresarial familiar. 

    Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) 2022, cerca de 90% das empresas brasileiras têm origem familiar. No entanto, os dados indicam que apenas 30% delas chegam à segunda geração, e menos de 10% até a terceira.  A superintendente do IEL Nacional, Sarah Saldanha, explica que a sucessão empresarial deixou de ser um tabu e passou a ser uma necessidade no cenário corporativo brasileiro.


    “A sucessão empresarial não deve ser adiada. Quando tratada com seriedade e planejamento, ela deixa de ser um obstáculo e passa a ser uma oportunidade de evolução e modernização”, explicou Sarah Saldanha.


    Por isso, o IEL desenvolveu a Jornada de Sucessão Empresarial, o programa de abrangência nacional que busca garantir continuidade, profissionalização e governança às empresas familiares.  

    “Queremos assegurar a continuidade do legado empresarial nas indústrias brasileiras, e promover uma transição planejada que possa unir tradição, inovação e sustentabilidade é fundamental na nossa atualidade. É nítido que empresas que encaram a sucessão como um projeto de longo prazo possuem mais chances de se manterem competitivas e relevantes no mercado”, evidencia Sarah Saldanha.  

    A Jornada foi lançada primeiramente em parceria com o IEL Mato Grosso (IEL MT) e o Conselho dos Novos Líderes da  https://fiemt.ind.br/, e já conta com edições previstas na Bahia, Goiás e em outros 11 estados, aliados sempre com o IEL regional e o conselho de novos líderes de cada federação. Com apoio da Cambridge Family Enterprise Group (CFEG), consultoria global referência no suporte a famílias empresárias, fundada em 1989 pelo professor John A. Davis, do Massachusetts Institute of Technology (MIT), o programa foi desenvolvido para mediar conflitos geracionais e preparar as novas lideranças por meio de um modelo de capacitação dividido em três fases com duração de seis meses. 

    1. Sensibilização estratégica: etapa inicial com ações de impacto voltadas para sucedidos e sucessores, com foco no diagnóstico da situação atual da empresa e no engajamento familiar. 
    2. Workshop empresarial: fase prática, com dinâmicas em grupo e conteúdos aplicados sobre gestão, liderança e planejamento sucessório. 
    3. Formação e mentoria especializada: curso de 80 horas com imersão intensiva, palestras com especialistas e acompanhamento individualizado para implementação de um plano de sucessão estruturado. 

    “E é justamente isso que a Jornada de Sucessão oferece, um caminho seguro, planejado e orientado por especialistas, para transformar o desafio da transição em um salto rumo ao futuro. Queremos novos líderes sim, mas também queremos que esses líderes sejam estratégicos e possam fortalecer a indústria brasileira”, explicou Sarah. 

    Para conhecer mais sobre o programa e participar, procure o IEL do seu estado.  

    Previsão para início das próximas jornadas: 

    • Rio Grande do Norte:  julho/2025 
    • Ceará, Goiás, Pernambuco, Rio Grande do Sul: agosto/2025 
    • Espírito Santo: setembro/2025 
    • Acre, Alagoas, Maranhão, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Roraima: data a definir. 
  • Quase metade das indústrias brasileiras já investe em fontes renováveis de energia, mostra pesquisa da CNI

    Quase metade das indústrias brasileiras já investe em fontes renováveis de energia, mostra pesquisa da CNI

    Com a urgência de combater as mudanças climáticas, a indústria brasileira tem intensificado os esforços para incorporar fontes renováveis de energia no processo produtivo. Em 2024, 48% das empresas afirmaram investir em ações ou projetos de uso de energia hídrica, eólica, solar, biomassa ou hidrogênio de baixo carbono, segundo pesquisa realizada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI).

    O percentual representa um salto significativo em relação a 2023, quando 34% das empresas indicaram iniciativas voltadas à geração de energia limpa. Os resultados integram pesquisa encomendada pela CNI à Nexus, que entrevistou 1 mil executivos de indústrias de pequeno, médio e grande porte de todos os estados brasileiros entre 24 de outubro e 25 de novembro de 2024.

    Entre as indústrias que investiram em programas ou ações para o uso de fontes renováveis de energia, a autoprodução foi a principal estratégia (42%). Elas buscaram, sobretudo, reduzir custos (50%).

    Regionalmente, o Nordeste se destaca como líder em termos de investimentos em projetos de energias renováveis. De acordo com o estudo, 60% das indústrias da região apostam em projetos de energia limpa.

    No Norte e Centro-Oeste, o índice é de 56%; no Sul, 53%; e no Sudeste, 39%.

    Inovação é estratégica para a descarbonização

    Aumentou também o número de indústrias que consideram a energia renovável e a inovação como estratégias para a descarbonização. Em 2024, 25% das empresas indicaram o uso de fontes renováveis como prioridade para reduzir emissões de gases de efeito estufa (GEE), um crescimento de 2 pontos percentuais em relação a 2023.

    No quesito inovação, o avanço foi ainda mais expressivo: o percentual de empresas que priorizam a inovação tecnológica para descarbonização passou de 14% em 2023 para 20% em 2024.

    Mais de 60% das empresas entrevistadas têm interesse em financiamento para adequação do maquinário para fins de descarbonização. Por outro lado, a 9 em cada 10 reclamam da falta de incentivo tributário para as ações de descarbonização industriais. 

    Brasil: uma posição privilegiada para energias renováveis  

    As características geográficas e climáticas colocam o Brasil em posição privilegiada na busca por um crescimento econômico sustentável. Mais de 90% da matriz elétrica brasileira têm origem em fontes renováveis, segundo a Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL).

    As três maiores fontes renováveis da matriz elétrica nacional são: hídrica, eólica e biomassa. Entre as fontes não renováveis, destacam-se gás natural, petróleo e carvão mineral. No mundo, ainda há grande dependência de energias provenientes de fontes não renováveis.

    Em 2024, pela primeira vez em 84 anos, as fontes de energia limpa responderam por 40,9% da geração global de eletricidade, segundo a Ember, think tank dedicado à energia. Em 1940, o sistema elétrico mundial era 50 vezes menor e a geração renovável se concentrava, basicamente, em hidrelétricas. O Brasil teve papel relevante ao se tornar o quinto maior produtor de energia solar do mundo, ultrapassando a Alemanha, considerada uma referência no setor. O mesmo estudo mostrou que os países mais impactados pelo aumento das temperaturas, como China e Índia, intensificaram o uso de fontes fósseis, especialmente carvão. 

    Em relação à logística reversa, 70% das médias e grandes indústrias já desenvolvem ações. Empresas que fabricam produtos no Brasil têm responsabilidade compartilhada com governos e cidadãos para evitar o desperdício.

    Para 83% dos entrevistados que investem em práticas e projetos em economia circular, as iniciativas contribuem diretamente para a redução de GEE. 

  • Indústria brasileira investe mais de R$ 100 mi em tecnologia de captura carbono

    Indústria brasileira investe mais de R$ 100 mi em tecnologia de captura carbono

    Com potencial de reduzir 57% das emissões de gases de efeito estufa (GEE) das indústrias no Brasil, os projetos de captura, utilização e armazenamento de carbono (CCUS, na sigla inglês) são alternativas para os setores mais intensivos que, mesmo adotando todas as estratégias de descarbonização possíveis, têm mais dificuldade de serem livres de carbono nos seus processos produtivos. Por exemplo, as indústrias de cimento e de siderurgia.

    O dado é da organização CCS Brasil e integra estudo da Confederação Nacional da Indústria (CNI). O levantamento “Captura, utilização e armazenamento de carbono (CCUS): experiências internacionais e o potencial brasileiro” analisa os programas de Estados Unidos (EUA), Canadá, União Europeia, Noruega, Reino Unido, Alemanha, Dinamarca e Indonésia, destacando como as principais lições, avanços e desafios aprendidos em outros países podem fornecer subsídios para o desenvolvimento de CCUS no Brasil.

    CAPTURA, UTILIZAÇÃO E ARMAZENAMENTO DE CARBONO (CCUS) EXPERIÊNCIAS INTERNACIONAIS E O POTENCIAL BRASILEIRO.docx(1,1 MB)

    Atualmente, existem cerca de 45 instalações comerciais em operação no mundo, com uma capacidade total de captura de mais de 50 milhões de toneladas de CO2 anualmente. Entre 2022 e 2023, dez grandes instalações começaram a operar, incluindo novos projetos na China e nos Estados Unidos (EUA). No entanto, mesmo com esse crescimento recente, a capacidade atual de captura continua abaixo do necessário.

    No Brasil, segundo a CCS Brasil, o potencial de captura pode atingir cerca de 190 milhões de toneladas de CO2 por ano, apenas considerando o atual nível de produção industrial e geração de energia. Para não ficar atrás na corrida mundial pelo domínio da tecnologia, a indústria brasileira tem investidos mais de R$ 100 milhões em projetos de pesquisa espalhados pelo país (mais informações sobre os quatro projetos do setor com Institutos de Inovação do SENAI abaixo).

    No ritmo atual, captura mundial vai alcançar apenas 40% da meta Net Zero para 2030 

    A Agência Internacional de Energia (IEA) estima que, para atender ao cenário Net Zero, ou seja, de zerar as emissões líquidas de carbono até 2030 para evitar o ponto de “não-retorno” – quando a quantidade de carbono levada à atmosfera for igual à quantidade que é removida – a capacidade global de CCUS deve atingir aproximadamente 1,2 bilhão de toneladas de CO2 por ano.  

    No momento, a capacidade dos projetos anunciados em desenvolvimento para 2030 representa apenas 40% dessa meta, o que, para a CNI, evidencia a necessidade de um aumento expressivo na velocidade de implementação e investimentos em novas tecnologias de captura e armazenamento. Até agora, cerca de 20% das capacidades anunciadas já estão em operação ou com decisão final de investimento (FID), indicando que muitos projetos permanecem em estágios iniciais.  

    “As experiências internacionais mostram que a implementação bem-sucedida de projetos de CCUS foi possível em países em que indústria e governo trabalharam de maneira coordenada, criando um cenário de incentivos e previsibilidade regulatória que estimulou o investimento tecnológico. Ainda que em estágio embrionário no Brasil, temos potencial técnico e institucional para integrar essas tecnologias nas nossas cadeias produtivas”, afirma o superintendente de Meio Ambiente e Sustentabilidade, Davi Bomtempo.  

    Como funcionam as tecnologias de CCUS?  

    As principais rotas tecnológicas de captura de carbono incluem:  

    • Captura pós-combustão, em que o CO2 é removido dos gases de combustão após a queima de combustíveis fósseis, como carvão ou gás natural, em usinas de energia ou processos industriais. São instaladas tubulações ou filtros químicos que impedem que o CO2 resultante de processos industriais vá para a atmosfera.   
    • Captura pré-combustão, usada principalmente em processos de gaseificação e em plantas de produção de hidrogênio a partir de fontes fósseis. O combustível é convertido em gás de síntese (H2 e CO) antes da combustão, e o CO2 é removido antes da queima.  
    • Captura oxicombustão, processo em que o combustível é queimado em uma mistura de oxigênio puro, em vez de ar, resultando em uma corrente de gases de combustão rica em CO2 e água, que facilita a captura. Apesar de ter uma eficiência relativamente alta na separação do CO2, os custos de separação e compressão do oxigênio são desafiadores.  

    As tecnologias comerciais mais estabelecidas, como a captura pós-combustão, são implementadas desde 1930 por diversas indústrias, embora ainda enfrentem desafios de custo e eficiência energética quando aplicadas em larga escala. Por isso, os países têm investido em pesquisa, desenvolvimento e inovação (PD&I) para aprimorar essas rotas, aumentar as taxas de captura e reduzir a demanda energética do processo.  

    Depois de capturado, o que é feito com o CO2?   

    Após a captura, o CO2 é comprimido, transportado e depositado em locais seguros de armazenamento, em formações geológicas subterrâneas, como de petróleo e gás natural já exauridos e reservatórios salinos. Se essa for a etapa final, a sigla vira CCS (captura e armazenamento em carbono, em inglês).  

    Os principais modais de transporte de CO2 incluem dutos, navios e caminhões, sendo a escolha determinada por fatores como a distância a ser percorrida, o volume de CO₂ transportado, as características geográficas da região e a infraestrutura disponível.  

    Nos Estados Unidos, há mais de 8 mil quilômetros de dutos em operação, movimentando aproximadamente 70 milhões de toneladas por ano (Mtpa) de CO2. Esse modal apresenta um histórico seguro desde a década de 1970 e representava 85% de toda a infraestrutura global de dutos de CO2 em 2019.   

    Quais os usos do CO2 capturado?   

    • Produção de combustíveis sintéticos: o CO2 pode ser combinado com hidrogênio de baixo carbono para criar combustíveis sintéticos, como metano ou combustíveis líquidos, oferecendo uma alternativa ao uso de combustíveis de alta intensidade de emissões de GEE.  
    • Materiais de construção: o CO2 pode ser utilizado para a produção de concreto e agregados de baixo carbono.   
    • Produção de produtos químicos: o CO₂ pode ser insumo para a produção de produtos químicos como metanol e ureia, que têm diversas aplicações industriais. No entanto, muitos desses produtos resultam em uma liberação posterior do CO2 ao serem consumidos, o que limita o impacto de mitigação no longo prazo.  
    • Indústria alimentícia: o CO₂ é amplamente utilizado em indústrias alimentícias para carbonatação de bebidas e na refrigeração, embora essa rota não ofereça uma solução de armazenamento permanente e seja considerada de menor impacto na redução total das emissões.  

    Qual é o estágio da tecnologia no Brasil? 

    Na indústria brasileira, a aplicação de CCUS pode ser uma ferramenta para atender aos compromissos ambientais do país e assegurar a competitividade global com a crescente pressão por soluções e produtos industrializados de baixo carbono. 

    A geologia brasileira oferece condições vantajosas para o desenvolvimento de CCUS em larga escala. O país conta com uma base técnica consolidada na indústria de óleo e gás, e a disponibilidade de formações geológicas adequadas, como reservatórios salinos e campos de petróleo exauridos, que colocam o Brasil em uma posição de destaque global para a adoção de projetos de captura e armazenamento de carbono. 

    Recentemente, o Brasil aprovou um marco regulatório para CCUS, a Lei do Combustível do Futuro, que representou um avanço importante na agenda. Outro incentivo relevante é a lei que estabelece o Programa de Aceleração da Transição Energética (PATEN). Este programa inclui CCUS entre as atividades que poderão se beneficiar de incentivos específicos para a promoção de tecnologias de baixo carbono.   

    O estabelecimento de um mercado regulado de carbono no Brasil também criou um ambiente favorável para os projetos de CCUS. Sancionada no fim do ano passado, a lei que criou o sistema de precificação de carbono estabeleceu metas de redução de emissões, permitindo que a captura e o armazenamento de carbono se tornem uma opção viável e atrativa para setores industriais que buscam cumprir as obrigações de mitigação de emissões.   

    Para que o Brasil possa aproveitar as oportunidades atreladas ao desenvolvimento de CCUS, o estudo recomenda:

    • Criação de incentivos fiscais e linhas de financiamento específicas para projetos de CCUS.
    • Desenvolvimento de hubs industriais de CCUS, compartilhando infraestrutura entre diferentes setores industriais.
    • Ampliação dos investimentos em pesquisa, desenvolvimento e inovação (P&D) para aprimorar as tecnologias de captura e armazenamento.
    • Promoção do engajamento público e do diálogo com as comunidades locais para garantir a licença social para operar.
    • Implementação de regulamentação clara para o licenciamento ambiental e monitoramento dos projetos de CCUS.
    • Estabelecimento de um mapeamento das áreas mais promissoras para a criação de hubs industriais de CCUS, com sinergias para produção de hidrogênio.
    • Mapeamento da cadeia de suprimentos de CCUS no Brasil para identificar lacunas e oportunidades no desenvolvimento de infraestrutura.
    • Fomento de parcerias internacionais para achatamento da curva de aprendizado e aceleração da implementação de projetos.
    • Promoção da integração de CCUS às políticas climáticas e industriais nacionais, assegurando sua presença em estratégias de descarbonização.

    Conheça projetos brasileiros de captura de carbono 

    Quatro projetos de PD&I para captura de carbono são desenvolvidos por Institutos SENAI de Inovação de diferentes regiões do país com indústrias e outras instituições de pesquisa. Mais de R$ 100 milhões estão sendo investidos para o Brasil ter domínio tecnológico das soluções de captura. Conheça os projetos: 

    1 – Captura de CO2 em unidade alimentada por energia renovável

    2 – Tupã

    3 – CO2CHEM: combustível sintético de hidrogênio verde

    4 – Captura de CO2 e utilização em materiais avançados

    As salas de prova têm um papel crucial na avaliação do desempenho dos motores a combustão interna, proporcionando um ambiente controlado para conduzir testes rigorosos.

    Elas desempenham um papel duplo, não apenas como locais essenciais para aprimorar o desempenho dos motores a combustão interna, mas também como catalisadores para o desenvolvimento de tecnologias mais eficientes e sustentáveis, que podem reduzir o consumo de combustível e as emissões de poluentes na indústria automotiva. 

    Dada sua importância, é essencial desenvolver estratégias para mitigar o impacto ambiental dessas instalações. E nossa abordagem tecnológica permite a captura e utilização do CO2 gerado durante os ensaios.  

    Importante salientar que o projeto tem como pressuposto não apenas realizar a captura do CO2, mas sim desenvolver novos usos e materiais a partir dele. Isso porque a simples mitigação das emissões não é suficiente; é igualmente crucial explorar tecnologias inovadoras que permitam o aproveitamento do CO2 capturado.

    Isso envolve pesquisa e o desenvolvimento de tecnologias que transformem o CO2 em matérias-primas valiosas, como sua aplicação para a produção de materiais cimentícios, contribuindo assim para a busca de soluções mais sustentáveis na indústria automotiva. O processo de captura proposto tem potencial de capturar até 90% do CO2 emitido no processo.  

    Os Institutos SENAI 

    Os 28 Institutos SENAI de Inovação (ISIs) compõem a maior rede de ciência e tecnologia para o setor industrial. Espalhados por 13 Unidades da Federação (UFs), eles fazem a ponte entre a indústria e a academia, por meio do trabalho de mais de 1.560 pesquisadores, desses 47% doutores e mestres.

    Desde sua criação, em 2011, a rede já desenvolveu mais de 3,3 mil projetos de PD&I e teve mais de 1,3 mil empresas atendidas, totalizando mais de R$2,47 bilhões em projetos. 

  • Dia da Indústria, na CNI, terá palestra de Luís Roberto Barroso sobre IA, anúncio de novos recursos para o Mover e painel com Geraldo Alckmin

    Dia da Indústria, na CNI, terá palestra de Luís Roberto Barroso sobre IA, anúncio de novos recursos para o Mover e painel com Geraldo Alckmin

    Confederação Nacional da Indústria (CNI) realiza na próxima segunda-feira (26/5), a partir das 14h, um evento de comemoração do Dia da Indústria, em Brasília. A programação terá palestra magna do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Luís Roberto Barroso; anúncio de nova chamada do Programa Mover e painel sobre política industrial e o contexto geopolítico, com a participação do vice-presidente e ministro de Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Geraldo Alckmin, e do advogado-geral da União, Jorge Messias.

    A palestra do ministro Luís Roberto Barroso se dará em torno da regulamentação da inteligência artificial (IA) no país, sob a perspectiva jurídica e seus impactos para o desenvolvimento tecnológico brasileiro.

    Na sequência, o evento contará com o anúncio de recursos para nova chamada do Programa Mover, de fomento ao setor automotivo, por meio de parceria entre o MDIC, o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI) e a Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii).

    O programa também será tema de painel, com participação do presidente da CNI, Ricardo Alban; da diretora de Desenvolvimento da Indústria de Alta-Média Complexidade Tecnológica do MDIC, Margarete Gandini; da diretora Tributária de Comércio Exterior da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), Andrea Serra; do diretor de Inovação do Sindicato Nacional da Indústria de Componentes para Veículos Automotores (Sindipeças), Maurício Muramoto; da diretora de Comunicação da Associação Brasileira de Engenharia Automotiva (AEA), Luciana Giles; do presidente da Embrapii, Álvaro Prata; e do diretor geral do SENAI, Gustavo Leal.

    O painel seguinte abordará o papel da política industrial em um novo contexto geopolítico, do qual participam Geraldo Alckmin; o ministro da Advocacia-Geral da União, Jorge Messias; a secretária-Geral das Relações Exteriores do Itamaraty, Maria Laura da Rocha; o vice-presidente da Siemens Energy e coordenador da Mobilização Empresarial pela Inovação (MEI), André Clark Juliano; o vice-presidente da CNI e presidente da Fibrasa, Léo de Castro; e o senador Nelsinho Trad (PSD/MS), presidente da Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional do Senado.

    Para encerrar o evento, haverá a cerimônia de entrega da Ordem do Mérito Industrial, que reconhece a contribuição de empresários e autoridades ao desenvolvimento da indústria.

    AVISO DE CREDENCIAMENTO – Os jornalistas interessados em cobrir o evento presencialmente devem enviar e-mail com o título “Pedido de credenciamento – Dia da Indústria” para [email protected].

    Programação

    • 13h30 | Recepção dos convidados
    • 14h | Abertura, com presidente da CNI, Ricardo Alban
    • 14h15 | Palestra magna: Inteligência Artificial e Desenvolvimento Nacional com o ministro Luís Roberto Barroso (STF)
    • 15h | Programa MOVER: resultados, impactos e lançamento de chamada de projetos
    • 16h | Painel: O papel da política industrial no novo cenário global
    • 17h | Cerimônia de entrega da Ordem do Mérito Industrial
  • Aprovação do PL do licenciamento ambiental vai ampliar investimentos e promover desenvolvimento sustentável, avalia CNI

    Aprovação do PL do licenciamento ambiental vai ampliar investimentos e promover desenvolvimento sustentável, avalia CNI

    Confederação Nacional da Indústria (CNI) avalia como positiva a aprovação, pelo plenário do Senado Federal, do Projeto de Lei nº 2.159/2021, que institui um novo marco legal para o licenciamento ambiental no Brasil. Após mais de 20 anos de debates intensos, a medida aprovada busca uniformizar procedimentos em todo o país e simplificar a concessão de licenças para empreendimentos de menor impacto. Representa um passo importante para modernizar a gestão ambiental, trazendo mais eficiência, previsibilidade e segurança jurídica.

    Como o texto sofreu alterações, será necessário que a proposta retorne à Câmara dos Deputados, onde foi originalmente apresentada. A CNI defende que a tramitação seja concluída com celeridade, garantindo a aprovação final de um marco legal equilibrado e tecnicamente robusto.


    A regulamentação do licenciamento ambiental permite que o país supere gargalos históricos com mais racionalidade, mantendo o foco na proteção ambiental e qualificando, tornando previsível e ampliando o investimento essencial para o crescimento econômico e para a transição para uma economia de baixo carbono”, afirma o presidente da CNI, Ricardo Alban.


    O atual sistema de licenciamento ambiental é marcado por insegurança burocrática, jurídica e sobreposição de exigências, o que compromete a qualidade das análises e desestimula o investimento produtivo. O novo marco busca qualificar procedimentos, com normas mais claras, proporcionais ao risco ambiental e com uso intensivo de ferramentas técnicas e tecnológicas, como o licenciamento digital.

    A proposta também favorece setores estratégicos como infraestrutura, energia e logística, além de beneficiar micros e pequenas empresas, que muitas vezes enfrentam grandes obstáculos para operar devido à complexidade do sistema atual. Com critérios mais objetivos e previsíveis, o país poderá acelerar a tramitação de licenças sem abrir mão da qualidade técnica das decisões.

    A proposta de lei também contribui com a agenda ambiental e climática ao viabilizar projetos voltados à sustentabilidade com mais agilidade e segurança, como os de energia renovável, eficiência energética, infraestrutura verde e economia circular.

    Aspectos técnicos que fortalecem o novo marco legal

    • Respeito às competências federativas: a Constituição determina que Lei Complementar regulamente as competências administrativas comuns, como faz a LC nº 140/2011. O texto mantém regras gerais nacionais, preserva as competências dos entes federativos e a autonomia para adotar procedimentos próprios, conforme suas realidades econômicas, sociais e ambientais.
    • Ritos e processos adaptados: o texto apresenta diferentes estudos, tipos e modalidades de licenciamento ambiental, definidos pelo órgão competente conforme as características das atividades. Essa flexibilidade permite adequar exigências à realidade de cada caso.
    • Previsibilidade: a proposta aumenta a previsibilidade do processo, com Termos de Referência padrão, prazos administrativos definidos e exigência de digitalização e transparência em todas as etapas.
    • Otimização e redução de custos: obriga o poder público a disponibilizar dados e estudos anteriores para novos empreendimentos e unificar procedimentos similares. A Licença por Adesão e Compromisso (LAC) evita repetição de estudos para empreendimentos já conhecidos.
    • Condicionantes proporcionais aos impactos: prevê que condicionantes ambientais devem ter nexo causal com os impactos identificados, evitando exigências abusivas ou desvinculadas da atividade licenciada.
    • Independência do órgão ambiental: garante que manifestações de órgãos como Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), Fundação Cultural Palmares e Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) não sejam vinculantes e respeitem prazos, evitando atrasos e exigências desproporcionais.
    • Fortalecimento dos órgãos ambientais: exige que autoridades apresentem relatórios sobre recursos humanos, financeiros e institucionais necessários ao cumprimento da lei.
    • Redução do risco de financiamento: define que terceiros não têm poder de polícia ambiental. Basta exigir comprovação de regularidade ambiental dos contratados, reduzindo riscos para financiamentos

    Setor produtivo expressa, em carta, apoio ao marco legal  

    Diversas instituições representativas do setor produtivo divulgaram nesta semana uma carta aberta em apoio à aprovação do novo marco legal do licenciamento ambiental. O documento foi entregue à senadora Tereza Cristina (PP-MS), relatora da matéria na Comissão de Agricultura e Reforma Agrária (CRA) do Senado, durante reunião da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), em Brasília. 

    Na carta, mais de 80 entidades reconhecem o licenciamento como um instrumento de proteção ambiental e destacam a necessidade de modernizar o processo, conferindo mais eficiência, previsibilidade e segurança jurídica. Elas também manifestam apoio ao relatório unificado dos senadores Tereza Cristina e Confúcio Moura (MDB-RO), e reforçam o pedido de celeridade na votação final da proposta.

    A CNI reconhece o empenho dos senadores Confúcio Moura e Tereza Cristina pela construção conjunta e pelo esforço de convergência que permitiu a aprovação do texto no Senado.

  • Brasil precisa priorizar a manufatura na relação com a China

    Brasil precisa priorizar a manufatura na relação com a China

    O estreitamento da relação comercial entre o Brasil e a China precisa vir acompanhado de um protagonismo da nossa indústria de transformação, que hoje está em enorme desvantagem na balança comercial com o país asiático. A chamada indústria manufatureira – que engloba as atividades de transformar matérias-primas e insumos em produtos intermediários ou finais – é a responsável por desenvolver e disseminar tecnologia no país e pelos maiores investimentos e salários. Embora represente apenas 14,4% do PIB nacional, a manufatura responde por 47,6% das exportações de bens e serviços do país, por 62,4% do investimento empresarial em pesquisa e desenvolvimento, e por 25,6% da arrecadação de tributos federais.

    Esses dados ilustram a importância da indústria de transformação para o desenvolvimento do país e mostram que a agropecuária não pode ser a única protagonista na relação com a China. Esse setor tem fundamental importância para o Brasil. Não se trata de reduzir a participação do agro, mas de ampliar o leque de atração de investimentos para a indústria da manufatura e de buscar espaço para que o nosso produto entre no mercado chinês.

    A China foi o principal destino das exportações brasileiras em 2024, com US$ 94,4 bilhões, o que significa 28% do que exportamos no ano passado. O país asiático foi também a principal origem das nossas importações, com US$ 63,6 bilhões, o equivalente a 24,2% do que importamos. No entanto, quando falamos da indústria de transformação, a balança está longe, muito longe do equilíbrio: temos um déficit de R$ 45 bilhões entre o que vendemos e o que compramos de bens industriais.

    O crescimento sustentado da China aumenta a demanda por produtos agropecuários, minerais e insumos industriais, favorecendo especialmente os setores de commodities no Brasil, mas também há espaço para o produto manufaturado. Precisamos de uma estratégia consistente e arrojada para abrir mais espaço para o produto de maior valor agregado da indústria brasileira na China.

    Reafirmo. A indústria brasileira precisa ganhar espaço na relação bilateral com a China. As oportunidades estão surgindo, mas é imprescindível que o governo brasileiro impulsione políticas industriais e priorize a manufatura para equilibrar a balança comercial de produtos manufaturados, hoje muito desfavorável ao país.

    Uma estratégia é focar em inovação, qualidade e diferenciação de produtos, em vez de competir apenas pelo preço. Precisamos investir em design, branding e atendimento especializado para agregar valor e criar nichos de mercado onde a simples vantagem de custo não é determinante. Além disso, a adoção de tecnologias avançadas de automação e gestão da produção, bem como a busca de parcerias comerciais mais amplas, fortalecerão a nossa competitividade.

    Precisamos atrair investimentos produtivos da China, de forma que a presença asiática não se baseie apenas em exploração do nosso mercado para consumo de bens, mas em encadeamento produtivo, de forma que a parceria contribua para a neoindustrialização do Brasil e para a integração das nossas empresas a cadeias mais complexas e tecnológicas.  

    Recentemente, atraímos empresas chinesas do setor automotivo e de eletrônicos na Bahia, em Goiás e no Amazonas. Esse movimento é essencial, mas ainda mais importante é garantir o encadeamento produtivo de forma que peças e equipamentos sejam fabricados no Brasil. A instalação de polos de pesquisa e desenvolvimento e a criação de novos parques fabris com parceiros chineses no país, como anunciados durante a visita do presidente Lula à China recentemente, precisam ganhar escala e integrar, irrevogavelmente, a agenda de negociações entre os países.

    Outro exemplo do que o Brasil precisa nessa relação bilateral é o acordo que prevê a instalação do grupo Windey Energy Technology Group Co. no campus do SENAI CIMATEC, na Bahia. A parceria busca soluções em energia eólica, hidrogênio verde e sistemas de armazenamento de energia em baterias, com inovação aplicada e investimento para a instalação de fábricas de turbinas eólicas e sistemas para armazenamento de energia em baterias. Essa é mais uma medida que pode fortalecer a cadeia produtiva nacional e contribuir para a geração de empregos.

    Podemos e devemos fabricar máquinas agrícolas em vez de importar esses equipamentos na China, como também precisamos explorar cada vez mais o nosso potencial para atender a elevada demanda mundial por minerais críticos, especialmente no contexto da transição energética.

    A atração de Data Centers também é uma outra oportunidade que bate a nossa porta. Temos enorme disponibilidade de energias renováveis e podemos desenvolver em conjunto com parceiros comerciais tecnologias como super baterias para serem usadas em polos tecnológicos. Muitos países, como a China e os EUA, usam pequenas termelétricas para abastecer os Data Centers, enquanto nós temos condições de fazer centros de dados realmente verdes com energia totalmente renovável.

    A ampliação do uso de políticas industriais ativas pós-pandemia e a recente guerra tarifária provocada pelos Estados Unidos mostraram ao mundo a extrema necessidade de os países protegerem e fortalecerem suas indústrias, sob o risco de perderem espaço e serem engolidos pelas tecnologias e investimentos de outras economias. Nesse cenário, precisamos manter diálogo aberto com países que querem acordos e relações de ganha-ganha.

    O anúncio esta semana de acordos de cooperação entre Brasil e China, assinados durante visita do presidente Lula a Pequim, preocupa setores da indústria brasileira. Os investimentos chineses em infraestrutura são bem-vindos, mas não podemos abrir mão de produzir e exportar para a China, em detrimento de comprar produtos manufaturados chineses – o que enfraquece a indústria brasileira.

    A baixa capacidade de agregação de valor no Brasil pode ser evidenciada pela realidade de que vamos exportar etanol para a China transformar em combustível da aviação e revender para o mundo. Esse não é o caminho. Precisamos ter capacidade e tecnologia para produzir e vender o produto final.

    Os empresários industriais brasileiros entendem que o Brasil corre o risco de deixar a indústria da manufatura em segundo plano diante das oportunidades de estreitamento do comércio com a China. Precisamos aproveitar essa onda. Caso contrário, quem perderá será a indústria nacional.

    *Ricardo Alban é empresário e presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI).

    O artigo foi publicado na CNN Brasil, no dia 19 de maio.