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  • Terras raras, minerais críticos e estratégicos: entenda as diferenças e a importância para o Brasil

    Terras raras, minerais críticos e estratégicos: entenda as diferenças e a importância para o Brasil

    Nos últimos dias, terras raras e minerais estratégicos ganharam destaque na mídia, devido à sua importância econômica e papel central na tecnologia e no desenvolvimento sustentável. Mas qual a real diferença entre esses termos? Confira no vídeo a seguir:

    O que são minerais?

    Minerais são substâncias naturais extraídas da terra que compõem boa parte do nosso cotidiano. Eles estão presentes desde o celular e o carro até a energia que ilumina as casas. Eles passam por processos de beneficiamento e transformação para virar matérias-primas essenciais à indústria moderna.

    Minerais críticos e estratégicos: qual a diferença?

    Minerais críticos são aqueles essenciais para setores estratégicos, como energia limpa, eletrificação e defesa, com alta demanda global e riscos de fornecimento concentrados em poucos países. Já minerais estratégicos são definidos segundo o interesse de cada país, sendo vitais para a economia, segurança nacional e soberania tecnológica. 

    Terras raras: o que são e por que importam?

    As terras raras são um grupo de 17 elementos químicos usados para produzir ímãs superpotentes, ligas metálicas especiais e componentes de alta tecnologia. Apesar do nome, são relativamente abundantes, mas a extração é complexa e custosa. Atualmente, a China domina a produção global, detendo cerca de 40% das reservas conhecidas e produzindo mais de 70% do total mundial. O Brasil, por sua vez, tem uma das maiores reservas do mundo, cerca de 19%, mas sua produção ainda é muito baixa, representando menos de 0,1% do total global.

    Terras raras e o tarifaço dos EUA!

    Nos últimos meses, os Estados Unidos decretaram altas tarifas sobre produtos brasileiros. Em resposta, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, sugeriu incluir os minerais críticos e as terras raras nas negociações. Afinal, os EUA são altamente dependentes de importações desses recursos, principalmente da China, e o Brasil possui grande potencial de fornecimento.

    Nos últimos meses, os Estados Unidos decretaram altas tarifas sobre produtos brasileiros. Em resposta, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, sugeriu incluir os minerais críticos e as terras raras nas negociações. Afinal, os EUA são altamente dependentes de importações desses recursos, principalmente da China, e o Brasil possui grande potencial de fornecimento.

  • COP30: Empresários focam em soluções de sucesso da agenda verde

    COP30: Empresários focam em soluções de sucesso da agenda verde

    Liderar pelo exemplo é a estratégia da Sustainable Business COP (SB COP) para influenciar os rumos da 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30). É dessa forma que o chair da iniciativa, Ricardo Mussa, acredita que o setor empresarial pode contribuir efetivamente para a construção de consensos internacionais e o avanço da agenda climática. Lançada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), a SB COP quer mostrar, com base em experiências concretas, que o setor privado já entrega soluções e pode ir além.

    “Abrimos uma chamada para envio de cases de sucesso das empresas, e já recebemos mais de 700 projetos. Vamos, lá na COP, mostrar esses exemplos”, afirmou Mussa nesta quarta-feira (6), durante evento paralelo à São Paulo Climate Week, promovido pela SB COP na sede da CNI, em São Paulo.

    Ex-presidente da Raízen, uma das maiores fabricantes de etanol do mundo (biocombustível relevante para a redução das emissões globais), Mussa hoje lidera a articulação internacional que reúne organizações empresariais equivalentes à CNI em mais de 60 países. Ao todo, a SB COP representa mais de 35 milhões de empresas.

    A iniciativa organizou o trabalho em oito eixos temáticos, com o objetivo de apresentar contribuições práticas e relevantes para os negociadores da conferência nas seguintes áreas: economia circular; green skills e empregos verdes; soluções baseadas na natureza (NbS); cidades sustentáveis; transição energética; e bioeconomia. Em vez de anunciar novas iniciativas, o grupo aposta em demonstrar o que já está funcionando.

    “A melhor forma da gente ajudar, talvez, não seja só dar as recomendações. Como a gente tem 35 milhões de empresas, a gente pensou diferente. Vamos olhar o que está funcionando”, explicou. “Vamos entender por que um projeto de bioeconomia na Malásia está dando certo. Por que ele está funcionando? A partir desse entendimento, que veio de um caso concreto, partiremos para a negociação.”

    O modelo de atuação foi inspirado no B20, braço empresarial do G20. “A gente copiou muito da estrutura do B20, mas qual foi a vantagem que percebi ao longo do tempo? Que tínhamos uma infinidade de exemplos excelentes para levarmos para a COP”, aponta o chair da SB COP.

    Para Mussa, o caminho é oferecer soluções reais, testadas e replicáveis. “A gente tem que estar do lado da solução. Claro que tem mazelas, mas, em vez de falar dos problemas, vamos falar das soluções e fazer uma excelente COP.”

    Durante o fórum realizado nesta quarta-feira (6), os grupos temáticos da SB COP debateram o avanço das recomendações e a curadoria dos projetos que serão levados à conferência em Belém. A abertura reuniu o superintendente de Meio Ambiente e Sustentabilidade da CNI, Davi Bomtempo (CNI); Gabriella Dorlhiac, diretora executiva da ICC Brasil; Dan Ioschpe, Campeão de Alto Nível da COP30; e o próprio Mussa. 

    Participando remotamente, a CEO da COP30, Ana Toni, destacou a importância da mobilização do setor privado para o sucesso da conferência e parabenizou a atuação da SB COP.

  • Momento exige negociação e não retaliação, avalia CNI sobre decreto de tarifas de 50% dos EUA

    Momento exige negociação e não retaliação, avalia CNI sobre decreto de tarifas de 50% dos EUA

    Confederação Nacional da Indústria (CNI) reiterou nesta quarta-feira (30) que a imposição de tarifa de 50% para os produtos brasileiros, oficializada por decreto publicado pelo governo norte-americano, causa grande preocupação, pois compromete cadeias produtivas, reduz a produção, ameaça empregos e investimentos e contratos de longo prazo. A entidade descarta, contudo, a possibilidade de retaliação, e reforça que o país deve se manter unido e ampliar os canais de diálogo e de negociação com os Estados Unidos.


    “A confirmação da aplicação da sobretaxa sobre os produtos brasileiros, ainda que com exceções, penaliza de forma significativa a indústria nacional, com impactos diretos sobre a competitividade. Não há justificativa técnica ou econômica para o aumento das tarifas, mas acreditamos que não é hora de retaliar. Seguimos defendendo a negociação como forma de convencer o governo americano que essa medida é uma relação de perde-perde para os dois países, não apenas para o Brasil”, afirma o presidente da CNI, Ricardo Alban.


    Com o objetivo de atenuar os efeitos da aplicação das tarifas sobre a indústria nacional, a CNI apresentou ao governo federal uma lista de 8 medidas prioritárias com diversas propostas do setor em áreas como crédito, tributação, emprego e comércio exterior. A relação foi entregue nesta quarta-feira (30) ao ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Geraldo Alckmin.

    Conheça as medidas propostas: 

    • Criar linha de financiamento emergencial do BNDES, com juros de 1% a 4% a.a., específicas para capital de giro para empresas que tiverem exportações afetadas e suas cadeias produtivas;
    • Ampliar, de 750 dias para 1.500 dias, o prazo máximo entre a contratação e a liquidação do contrato de câmbio de exportação nas modalidades Antecipação de Contrato de Câmbio (ACC) e Adiantamento sobre Cambiais Entregues (ACE), especialmente aqueles que estão em andamento, realizados por bancos públicos e desenvolvimento, após o embarque da mercadoria ou após a prestação do serviço;
    • Prorrogar o prazo e/ou carência para pagamento de financiamentos direcionados ao comércio exterior, como PROEX e BNDES-Exim;
    • Aplicar direito provisório de dumping e reforçar os recursos humanos e tecnológicos para resposta rápida a desvios de comércio;
    • Adiar, por 120 dias, o pagamento de todos os tributos federais, incluindo as contribuições previdenciárias, e parcelar, em pelo menos seis parcelas mensais e sem incidência de multas e juros, o pagamento dos valores dos tributos que tiveram o recolhimento adiado;
    • Realizar o pagamento imediato dos pedidos de ressarcimento de saldos credores de tributos federais (PIS/Cofins e IPI) já homologados pela Receita Federal do Brasil e garantir compensações mais ágeis e previsíveis;
    • Ampliação do Reintegra, com elevação para 3% da alíquota de ressarcimento de tributos residuais nas exportações;
    • Reativar o Programa Seguro-Emprego (PSE) com aperfeiçoamentos.

    “Nossas propostas buscam mitigar os efeitos econômicos adversos aos setores afetados pelas barreiras, preservar a capacidade exportadora das empresas brasileiras e garantir a continuidade das operações internacionais em um cenário de alta imprevisibilidade”, destaca o presidente Ricardo Alban.


    Indústria avalia impactos para setores que ficaram de fora das isenções

    Uma análise preliminar do documento divulgado pela Casa Branca mostra que cerca de 700 produtos brasileiros serão isentos da tarifa de 50% (aumento de 40% nas tarifas já existentes, de 10%), aprovada pelo International Emergency Economic Powers Act (IEEPA). Importante ressaltar que eles seguirão sujeitos à tarifa de 10%, anunciadas em abril. 

    No entanto, setores importantes como de proteína animal e café, etanol, máquinas e equipamentos, outros manufaturados e produtos com grande relevância para a pauta exportadora brasileira, ficaram de fora da lista de exceções e enfrentarão o aumento da tarifa.

    Do total das exceções previstas, 565 referem‑se a produtos destinados ao uso da aviação civil. Essas mercadorias não estarão sujeitas à tarifa adicional, desde que comprovadamente destinadas ao setor de aviação civil.

    Cabe destacar que o ato normativo americano determinou que a tarifa adicional de 40% não se aplica quando já houver tarifa setorial em vigor sob a Seção 232, que incluem aço e alumínio, produtos derivados de alumínio e aço e automóveis e autopeças. 

    Confira exemplos de produtos isentos do tarifaço: 

    • Agroindústria: castanhas-do-pará, suco e polpa de laranja, frutas processadas;
    • Máquinas e equipamentos: compressores, motores, geradores, bombas, válvulas, peças industriais;
    • Aeronáutica: partes de aeronaves civis, drones, turbojatos, hélices, instrumentos de navegação;
    • Produtos químicos e minerais: ceras mineirais/sintéticas, derivados de petróleo, fertilizantes, minérios (ferro, níquel, silício, manganês, estanho);
    • Eletrônicos e tecnologia: telecomunicações, roteadores, monitores, baterias, circuitos impressos;
    • Energia e elétrica: transformadores, disjuntores, UPS, sistemas de iluminação e controle.
    • Outros setores: borracha vulcanizada, plásticos técnicos, fibras têxteis, papel e celulose, madeira tropical, cortiça, móveis industriais.

    CNI organiza missão aos EUA

    A CNI está organizando uma missão empresarial aos Estados Unidos para aproximar empresas brasileiras e americanas que mantêm relações comerciais. O objetivo é promover a sensibilização mútua sobre os impactos negativos do tarifaço e ampliar canais de interlocução, sem interferir diretamente nas negociações governamentais.

    “Nosso papel é ser um facilitador e o nosso objetivo é sensibilizar as empresas para que elas sensibilizem o governo. As tarifas também vão afetar a economia americana”, disse o dirigente. 

    EUA são principal parceiro comercial da indústria brasileira

    Brasil e Estados Unidos sustentam uma relação econômica robusta, estratégica e mutuamente benéfica alicerçada em 200 anos de parceria. Os EUA são o 3° principal parceiro comercial do Brasil e o principal destino das exportações da indústria de transformação brasileira. 

    O relacionamento bilateral Brasil-EUA é marcado por complementariedade, isto é, o comércio bilateral é composto por fluxos intensos de insumos produtivos. Na última década, esses bens representaram, em média, 61,4% das exportações e 56,5% das importações brasileiras.

    A forte integração econômica entre os dois países é evidenciada pelas 3.662 empresas americanas com investimentos no Brasil e pelas 2.962 empresas brasileiras com presença nos Estados Unidos. Os Estados Unidos foram o principal destino dos anúncios de investimentos greenfield brasileiro no mundo entre 2013 e 2023, concentrando 142 projetos de implantação produtiva.

    As exportações brasileiras para os EUA têm grande relevância para a economia nacional. Em 2024, a cada R$ 1 bilhão exportado ao mercado americano foram criados 24,3 mil empregos, R$ 531,8 milhões em massa salarial e R$ 3,2 bilhões em produção no Brasil. Portanto, o aumento da tarifa de importação americana para 50% impacta diretamente a economia brasileira e abala a cooperação com os EUA.


    *Conteúdo atualizado às 21h17 de 30 de julho para a seguinte correção: subsituição do termo ceras vegetais por ceras mineirais/sintéticas, no tópico Produtos químicos e mineirais da lista de exemplos de bens isentos 

  • Empresários defendem adiamento de tarifaço dos Estados Unidos

    Empresários defendem adiamento de tarifaço dos Estados Unidos

    O presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Ricardo Alban, convocou no fim da tarde desta segunda-feira (14) uma reunião virtual de emergência com os presidentes das federações das indústrias de todo o país para discutir o anúncio do governo norte-americano, feito na semana passada, de elevação tarifária de até 50% sobre produtos brasileiros.

    A reunião contou também com a participação da secretária de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Tatiana Lacerda Prazeres, e teve como foco a avaliação dos impactos econômicos e sociais da medida.

    Durante o encontro, os representantes do setor produtivo alinharam a defesa de um adiamento mínimo de 90 dias na aplicação das novas tarifas. Esse prazo é considerado essencial para que a indústria brasileira possa analisar de forma mais aprofundada os efeitos da medida, além de buscar soluções diplomáticas para evitar perdas mais amplas.

    A estimativa preliminar apresentada durante a reunião aponta para uma possível perda de pelo menos 110 mil postos de trabalho, caso a medida entre em vigor nos termos anunciados, além de forte impacto negativo no PIB.

    Os participantes também destacaram a importância de conduzir o processo com prudência, equilíbrio e diálogo técnico, preservando os canais institucionais entre os dois países e reforçando a necessidade de cooperação para manter relações comerciais estáveis e previsíveis.

    A secretária de Comércio Exterior do MDIC assegurou que as ponderações serão encaminhadas ao governo.

  • Custo Brasil está entre as principais barreiras da competitividade industrial, revela pesquisa da CNI

    Custo Brasil está entre as principais barreiras da competitividade industrial, revela pesquisa da CNI

    Pesquisa inédita da Confederação Nacional da Indústria (CNI) revela que 45% dos empresários industriais brasileiros acreditam que a bitributação e a complexidade tributária são as principais barreiras para a competitividade internacional. Em seguida, aparecem o Custo Brasil, com 35% dos empresários; a falta de mão de obra qualificada, com 31%; burocracia e ambiente regulatório, 25%; e a insegurança jurídica, 22%.

    A lista ainda traz inovação e tecnologia, 14%; reputação e imagem do Brasil, 13%; custos de energia, 13%; exigências da legislação ambiental internacional, 11%; falta de crédito para a exportação, 10%; e cumprimento de exigências ambientais de clientes, 8%.

    O impacto do Custo Brasil

    “O Custo Brasil é esse conjunto de dificuldades estruturais, burocráticas e econômicas que prejudica o ambiente de negócios do país, pois encarece os custos das empresas, atrapalha investimentos e compromete a competitividade. Todos os fatores apresentados na pesquisa estão ligados ao valor do Custo Brasil, estimado em R$ 1,7 trilhão por ano, o que equivale a 20% do PIB brasileiro”, pontua o presidente da CNI, Ricardo Alban.

    Visão regional

    Quando comparado regionalmente, 55% dos empresários do Nordeste afirmam que a bitributação e a complexidade tributária são os fatores que mais influenciam a competitividade industrial, seguidos dos industriais do Sudeste, com 45%; do Sul, 43%; e do Norte/Centro-Oeste, com 33%.

    Quando o assunto é o cumprimento de exigências ambientais de clientes, apenas 7% dos empresários da região Sul acreditam que esse fator pode impactar a competitividade industrial; enquanto 8% dos industriais do Sudeste acham o mesmo; 9% do Norte/Centro-Oeste; e 11% do Nordeste.

    Fortalecimento da imagem da indústria e aumento da exportação

    Outra pergunta destaque da pesquisa é se o fortalecimento da imagem da indústria brasileira pode contribuir para o aumento da exportação do setor. Os empresários são otimistas e 77% acreditam que sim. 29% informaram que o fortalecimento pode “aumentar muito” a exportação, enquanto 48% disseram “aumentar um pouco”. Já 19% responderam que o fato não interfere.

    A pesquisa Sustentabilidade e Indústria foi realizada pelo Instituto de Pesquisa Nexus e ouviu representantes de mil empresas industriais de pequeno, médio e grande portes, em todo o país. As entrevistas foram realizadas entre 15 de maio a 17 de junho de 2025.

  • Quer manter uma boa postura no ambiente de trabalho? Mexa-se!

    Quer manter uma boa postura no ambiente de trabalho? Mexa-se!

    Quando você vê uma pessoa sentada à frente ao computador, coluna alinhada, cotovelos sobre a mesa e pés apoiados, você pensa que essa é uma postura impecável para o ambiente de trabalho? Se você respondeu sim, repense. Isso não é mais considerado sinônimo de uma condição saudável.

    A orientação mais moderna, endossada pelo Ministério da Saúde e pelo Serviço Social da Indústria (SESI), é que você precisa se mexer se quer evitar dores musculares e lesões.

    Estudos mais recentes apontam que manter a mesma postura por longos períodos é justamente o que pode causar dor ou desconforto. De acordo com o Ministério de Saúde, não existe uma postura ideal. A postura depende do contexto. O que sobrecarrega a coluna é manter o corpo em uma única posição por muito tempo. 

    “Você pode ter uma super cadeira de trabalho, mas, se ficar muito tempo sentado na mesma posição, poderá ter dores na lombar, pois seus músculos poderão ficar sobrecarregados”, explica Elen Passos, ergonomista do SESI Bahia. “Uma postura desalinhada não será um problema, desde que ela seja realizada em um período curto durante a jornada de trabalho. Mais de 10% do seu tempo de trabalho na mesma posição já representa um possível risco”, orienta a especialista. 

    Alternar é preciso

    Dito isso, a dica de ouro é alternar a postura enquanto trabalha. As cartilhas do Ministério da Saúde explicam que não é sobre “ficar reto” ou “sentar direito”, mas sobre manter o corpo ativo. A ergonomista do SESI Bahia reforça a mensagem, sobretudo para quem atua em escritório.

    “Esse é o ponto principal. A gente precisa se movimentar ao longo do dia. A postura alinhada é importante, mas não é isso que tem o maior peso. Ficar sentado o tempo inteiro pode ser mais prejudicial do que passar o dia em movimento”, pondera.

    Elen conta que muitas empresas oferecem mesas de ping-pong ou totó para os momentos de relaxamento. “Mas, se a pessoa trabalha digitando e mexendo no mouse o dia inteiro, acontecerá exatamente o contrário, pois ela vai sobrecarregar os membros superiores quando deveria relaxá-los”, explica.

    Quer saber mais sobre o assunto? 

    Segundo a ergonomista Elen Passos, o Brasil possui uma regulamentação exclusiva para tratar de ergonomia. Uma delas é a Norma Regulamentadora nº 17 (NR 17), que estabelece parâmetros para permitir a adaptação das condições de trabalho às características psicofisiológicas dos trabalhadores. O texto foi revisado em outubro de 2021. 
     
    Já a norma técnica brasileira NBR ISO 11.226, que trata da avaliação de posturas estáticas de trabalho, foi publicada em 2013 e determina as recomendações ergonômicas para diferentes tarefas de trabalho.

  • Setor privado entrega 24 recomendações de políticas públicas aos chefes de Estado do BRICS

    Setor privado entrega 24 recomendações de políticas públicas aos chefes de Estado do BRICS

    Representantes do setor privado do BRICS entregaram uma lista com 24 recomendações de políticas públicas aos chefes de Estado dos países que integram o bloco, presidido pelo Brasil em 2025. A cerimônia de entrega foi na Cúpula do BRICS, no Rio de Janeiro, neste domingo (6). É a primeira vez, desde a criação do BRICS, que o setor privado apresenta recomendações objetivas ao bloco.

    As medidas são para aprimorar os laços comerciais, o desenvolvimento de inovação e tecnologia, a conexão de infraestrutura, a sinergia regulatória, a transição energética e a equidade de gênero entre os países-membros.

    As recomendações resultam do trabalho conduzido ao longo do ano pelo Conselho Empresarial do BRICS (BRICS Business Council – BBC, na sigla em inglês) e pela Aliança Empresarial das Mulheres do BRICS (Women’s Business Alliance – WBA), ambos secretariados pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) durante o comando brasileiro do BRICS.

    A construção das propostas considerou os principais desafios e as oportunidades de avanços, com a participação de mais de 1 mil representantes do setor produtivo e especialistas das 11 nações que compõem o BRICS – Brasil, Rússia, Índia, China, Emirados Árabes, África do Sul, Indonésia, Etiópia, Irã, Egito e Arábia Saudita.

    A expectativa do Brasil é que a sistematização e padronização das recomendações contribua para o acompanhamento das entregas esperadas.

    Entre as recomendações gerais, estão a criação de um programa conjunto para a recuperação de áreas degradas por meio de agricultura regenerativa; a ampliação de rotas aéreas entre os países; a aceleração do uso de energias renováveis, inclusive de oferta de combustível sustentável para aviação; o aumento de oferta de qualificação de pessoas para tecnologias verdes; e a expansão de oferta de crédito para pequenos e médios negócios.

    “Sob o lema Cooperação empresarial para um futuro inclusivo e sustentável, o relatório de 2025 apresenta recomendações objetivas do setor privado que contribuem de forma concreta para fortalecer o ambiente de negócios nos nossos países”, afirma Francisco Gomes Neto, CEO da Embraer e presidente da Seção Brasileira do Conselho.

    Mulheres no BRICS

    Já as recomendações para inclusão e desenvolvimento de mulheres, pelo WBA, as medidas visam a melhorar serviços e o acesso à saúde; a ampliação do crédito para empresas lideradas por mulheres; estimular a inserção de mulheres em carreiras tecnológicas e na indústria criativa.

    “A WBA é uma iniciativa inédita de fortalecimento da representatividade das mulheres não apenas nos negócios, mas no desenvolvimento social e econômico do BRICS, pois avançar na inclusão e na equidade de gênero tem reflexos positivos para todos. É fundamental construir políticas transversais que apoiem a atuação das mulheres nas empresas, na economia digital e criativa e, também, que garantam acesso à saúde”, afirma Mônica Monteiro, vice-presidente Comercial e de Novos Negócios da Times Brasil, licenciado exclusivo CNBC, e presidente global do WBA durante a gestão brasileira. 

    Conheça os mecanismos

    Criado em 2013, o Conselho Empresarial do BRICS é composto por representantes das principais entidades e empresas privadas dos países membros. Em 2025, o BBC operou sob a presidência brasileira com nove Grupos de Trabalho que cobriram setores estratégicos como Agronegócio, Aviação, Economia Digital, Energia, Finanças, Infraestrutura, Manufatura, Inovação, Comércio e Qualificação Profissional.

    Já a WBA, fundada em 2019 pelos Chefes de Estado do BRICS, promove a liderança feminina e a inclusão econômica por meio de seis Grupos Temáticos que tratam de Segurança Alimentar e Ambiental, Economia Criativa, Saúde, Turismo, Economia Inclusiva e Desenvolvimento Inovador.

    O Fórum Empresarial do BRICS

    Fórum Empresarial do BRICS é uma plataforma para o avanço da cooperação diante dos desafios globais que reúne esforços dos países membros para promover uma agenda baseada em inovação, sustentabilidade e inclusão econômica. O evento conta com os patrocinadores XCMGDP WorldKeetaWEGEmbraerValeFebrabanMebo InternationalMarfrig/BRFServiço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI)Serviço Social da Indústria (SESI) e Instituto Euvaldo Lodi (IEL), além do apoio institucional do Conselho Nacional do Sesi, da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), da Natura, do SEBRAE, da ApexBrasil e da Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan).

  • SB COP seleciona iniciativas do setor privado com resultados na agenda do clima

    SB COP seleciona iniciativas do setor privado com resultados na agenda do clima

    Sustainable Business COP30 (SB COP) abriu chamada pública para selecionar iniciativas do setor privado com soluções concretas para o enfrentamento das mudanças climáticas.

    Lançada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), a medida reconhece cases inovadores e escaláveis que geram resultados reais alinhados ao Acordo de Paris – tratado internacional que visa limitar o aquecimento global a menos de 2 °C, com esforços para mantê-lo abaixo de 1,5 °C em relação aos níveis pré-industriais.

    Empresas, instituições e organizações privadas de todos os portes podem participar. Os cases devem se enquadrar em uma das oito áreas temáticas da SB COP:

    • Transição energética
    • Economia circular e materiais
    • Bioeconomia
    • Sistemas alimentares
    • Soluções baseadas na natureza
    • Cidades sustentáveis e resilientes
    • Finanças e Investimento para a transição
    • Empregos e habilidades verdes

    “O setor privado já atua com protagonismo e entrega resultados concretos para a agenda climática. A chamada reconhece essas iniciativas e oferece uma vitrine internacional para soluções que contribuem de forma real com uma transição justa e sustentável”, afirma Davi Bomtempo, superintendente de Meio Ambiente e Sustentabilidade da CNI.


    A avaliação dos cases considerará cinco critérios principais: escala de impacto, viabilidade em até cinco anos, retorno econômico ou custo acessível, inovação e alinhamento com as prioridades estratégicas da SB COP.

    Os casos selecionados poderão integrar a programação oficial da SB COP e ganhar visibilidade nos eventos preparatórios para a COP30, que será realizada em Belém (PA), em 2025. A proposta é transformar a COP na conferência da ação climática, mostrando como o setor privado já coloca em prática soluções efetivas para enfrentar os desafios ambientais.

    Como participar

    O formulário de inscrição está no site oficial da SB COP: https://sbcop30.com/

    Os participantes devem preencher informações detalhadas sobre o case, como objetivos, localização, cronograma, indicadores, impactos e fontes de financiamento, além de apresentar como o case atende aos critérios de seleção.

    Iniciativas já implementadas e com resultados têm prioridade, mas outras em fase de planejamento também podem se inscrever. O prazo para envio das propostas termina em 18 de julho.

  • CNI promove curso sobre técnicas de negociação

    CNI promove curso sobre técnicas de negociação

    Confederação Nacional da Indústria (CNI) promove, a partir desta sexta-feira (27), uma capacitação exclusiva sobre técnicas de negociação para os representantes de federações da indústria que formam a Rede Sindical.

    A iniciativa é realizada em parceria com a Organização Internacional do Trabalho (OIT), por meio do Escritório da OIT para Atividades dos Empregadores (ACT/EMP), e faz parte das ações do eixo de capacitações do Programa Excelência Sindical 2025. 

    O principal objetivo é fortalecer o associativismo e promover o desenvolvimento das entidades representativas, potencializando a capacidade de defender os interesses de seus representados. As aulas são online e vão até o dia 25 de julho.

    O curso será desenvolvido com foco no desenvolvimento de habilidades específicas de planejamento das negociações; condução assertiva e colaborativa; análise e interpretação de informações complexas; adaptação a diferentes estilos de negociação e contextos; e utilização de ferramentas e técnicas de negociação avançadas. 

    “Entidades que representam os empregadores, como as entidades que compõem o Sistema de Representação da Indústria, atuam em um ambiente cada vez mais competitivo e complexo, marcado por mudanças rápidas na legislação, na economia global e nas relações sociais. Nesse contexto, a capacidade de desenvolver negociações eficazes torna-se crucial para garantir a competitividade e a sustentabilidade dos setores que representamos”, destacou a chefe de gabinete da Presidência e superintendente de Compliance e Integridade da CNI, Danusa Costa Lima. 

    As aulas serão ministradas pela advogada e consultora internacional Julia Scandale. A especialista tem mais de 15 anos de experiência em consultoria internacional para as Nações Unidas, Organização Internacional do Trabalho (OIT), Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), Banco Mundial (BM), entre outros. Scandale também tem vasta experiência em Direito da Integração Internacional e Direitos Humanos.

    Especialista em reformas do setor judiciário, acesso à justiça e Estado de Direito, é reconhecida por sua atuação em desenvolvimento organizacional, sustentabilidade e planejamento estratégico técnico e jurídico em organizações públicas e privadas. 

    “Queremos capacitar os representantes da nossa Rede Sindical com técnicas modernas e eficazes, além de fortalecer as habilidades de negociação. Será uma oportunidade valiosa para debatermos de forma prática todas as técnicas e orientações”, reforça a gerente de Estratégia e Articulação da Superintendência de Relações do Trabalho da CNI, Andréia Lopes.

  • Medidas para compensar redução do IOF vão aumentar custos e prejudicar investimentos do setor produtivo, diz CNI

    Medidas para compensar redução do IOF vão aumentar custos e prejudicar investimentos do setor produtivo, diz CNI

    Confederação Nacional da Indústria (CNI) avalia que as propostas do governo para compensar a redução da tributação do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) não vão evitar o aumento de custos sobre as empresas e vão prejudicar investimentos do setor produtivo. Enquanto o Decreto 12.499/2025 reverte apenas parte da elevação da carga tributária via IOF, a Medida Provisória 1.303/2025 prioriza a alta da arrecadação, contendo poucas e insuficientes iniciativas para reduzir os gastos públicos.


    “O setor produtivo não suporta mais pagar a conta do ajuste fiscal. Nós precisamos equilibrar o orçamento público com medidas estruturais, de longo prazo, e não com iniciativas pontuais que penalizam as empresas e, consequentemente, o crescimento do país”, defende o presidente da CNI, Ricardo Alban.


    Embora reduza o IOF cobrado em algumas operações de crédito, câmbio e seguros, o novo decreto do governo não reverte o aumento de tributação, pois o impacto das mudanças passou de R$ 20 bilhões para R$ 10 bilhões, em 2025, e de R$ 40 bilhões para R$ 20 bilhões, em 2026.

    A alíquota do IOF-Crédito cobrada das empresas, por exemplo, caiu de 3,94% ao ano (a.a.) para 3,37% a.a., patamar ainda bem superior à alíquota de 1,88% a.a., que valia antes das medidas. Quanto às operações de “risco sacado”, o avanço foi moderado, pois só a alíquota fixa, antes em 0,95% a.a., foi zerada, mas a alíquota diária de 0,0082% permanece.

    Vale destacar que a criação de alíquota fixa de 0,38% de IOF na compra de cotas FDIC tende a aumentar o custo do crédito para as empresas, uma vez que os investidores poderão repassar a elevação dos custos com o imposto para os tomadores do crédito. Por outro lado, o governo acerta ao estabelecer que o retorno de investimentos diretos estrangeiros no Brasil terá alíquota zero de IOF-Câmbio, pois padroniza o tratamento tributário desses retornos com o que já ocorre para investimentos realizados no mercado financeiro.

    MP foca na arrecadação e deixa de lado controle das despesas

    Ao priorizar o aumento da receita em detrimento da redução das despesas, o governo prejudica a qualidade do pacote proposto para compensar a revisão do IOF. Além disso, em meio à busca da meta de resultado primário, é um contrassenso sugerir o aumento de gastos com pessoal em R$ 7 bilhões, em 2025, e em R$ 12,9 bilhões, em 2026.

    Parte significativa das medidas que visam elevar a arrecadação vai prejudicar as empresas. É o caso do aumento da alíquota de IRRF de Juros sobre Capital Próprio (JCP), de 15% para 20%, que deve aumentar em  R$ 15,9 bilhões o custo tributário para os negócios, entre 2026 e 2028.

    A CNI lembra que o JCP é fundamental para a indústria investir, pois o instrumento busca aproximar o tratamento tributário entre o financiamento das empresas via endividamento e via aporte de capital dos sócios e acionistas. Com o aumento da tributação no JCP, as empresas devem investir menos a partir de capital dos sócios e, por consequência, mais com recursos de terceiros, via dívida.

    Ao comprometer o equilíbrio no tratamento entre capital próprio e capital de terceiros, a medida vai impactar o modelo de financiamento de muitas empresas e deve reduzir a propensão ao investimento, crucial para o crescimento econômico.

    Também merece atenção o fim da isenção de IR sobre o lucro de aplicações financeiras, como LCI, LCA, CRI, CRA e LCD. O rendimento dessas letras de crédito, importantes para o financiamento das empresas, passarão a ser tributados em 5%. Segundo a CNI, a tributação dos rendimentos de LCD é especialmente preocupante, porque o mecanismo visa aumentar a captação de recursos pelos bancos de desenvolvimento e fomento como forma de estimular o crédito de longo prazo à indústria.

    Outro ponto preocupante da MP diz respeito à vedação do aproveitamento de créditos de tributos federais. O texto não é claro quanto ao que vai definir “inexistência de documento de arrecadação”, o que torna impreciso o alcance da medida. A CNI discorda da proposta para limitar o aproveitamento do crédito de PIS/Cofins. A aplicação da nova regra, que é ampla, deve impedir o uso de créditos legítimos, sobretudo porque há muita subjetividade quanto à conexão do crédito e a atividade econômica da empresa. As duas limitações ao aproveitamento dos créditos elevam em R$ 10 bilhões o custo tributário para o setor produtivo, em 2025 e em 2026.

    A CNI também alerta que a unificação da tributação de aplicações financeiras para uma alíquota de IRRF de 17,5%, no lugar da atual tabela regressiva (que vai de 15% a 22,5%, a depender do prazo do investimento), torna menos atrativas as aplicações de prazos mais longos. Isso é bastante prejudicial aos títulos públicos de longo prazo e deteriora as condições de rolamento da dívida pública, pois pode ser necessário o pagamento de juros maiores para títulos de longo prazo, por exemplo.

    Por outro lado, a CNI concorda com o aumento da tributação das bets, que têm gerado prejuízos à população brasileira. Ressalva, no entanto, que elevar a tributação sobre a receita líquida tende a não ser tão eficiente quanto a criação de um tributo seletivo (CIDE-bets) sobre o valor apostado, como sugere a CNI. Além de ser mais eficiente para mudar o comportamento do apostador, a proposta da CNI tem maior capacidade de arrecadação: cerca R$ 25,2 bilhões, contra R$ 1,7 bilhão.

    Embora adequadas e importantes para racionalização dos gastos públicos, as medidas propostas para reduzir as despesas não são suficientes para reverter ou, pelo menos amenizar, o preocupante nível de gastos federais.

    A CNI defende medidas efetivas e estruturantes para o controle das despesas, como a revisão da vinculação de benefícios sociais (BPC, abono salarial e seguro desemprego, por exemplo) ao salário mínimo; a alteração da política de atualização anual do valor do salário mínimo e a revisão da forma de contabilização dos mínimos constitucionais de despesas com saúde e educação, que deveriam deixar de ser vinculadas a um percentual fixo das receitas.