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  • “Futuro energético do Brasil exige diálogo e visão de longo prazo”, diz José Carlos Lyra

    “Futuro energético do Brasil exige diálogo e visão de longo prazo”, diz José Carlos Lyra

    O presidente da Federação das Indústrias do Estado de Alagoas (FIEA), empresário José Carlos Lyra de Andrade, participou, na manhã desta terça-feira (15/07), da abertura do “Energia 360 Alagoas – Caminhos para a Segurança Energética”, promovido pela Origem Energia, no Hotel Jatiúca, em Maceió. O evento, que segue até quinta-feira (17/07), reúne autoridades, empresários e especialistas para debater os rumos da transição energética e o fortalecimento da matriz energética nacional.

    Em seu discurso, Lyra ressaltou que Alagoas vive um momento singular, consolidando-se como referência na produção, processamento e estocagem de gás natural. Ele saudou a atuação da Origem Energia, destacando a instalação da primeira unidade de estocagem subterrânea de gás natural do país, no município de Pilar. “Um projeto estratégico, que amplia a segurança energética e contribui para estabilizar preços — um ganho direto para a Indústria e para a sociedade”, afirmou ele, que também representou o presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Ricardo Alban, na solenidade.

    O presidente da FIEA também enfatizou a importância de uma política industrial que enxergue o gás como ativo estratégico na transição energética e defendeu maior infraestrutura de distribuição e harmonia regulatória. “Este encontro é uma oportunidade única para fortalecer a colaboração entre empresas, governo, reguladores, financiadores e tomadores de decisão. O futuro energético do Brasil exige diálogo, cooperação e visão de longo prazo”, completou.

    Durante a abertura, o CEO da Origem Energia, Luiz Felipe Coutinho, destacou a importância do Nordeste na transição energética, afirmando que a região é uma potência em energia renovável. “Alagoas tem agora a oportunidade de exercer sua vocação na produção de energias renováveis e pode ser um exemplo na produção de matriz energética eficiente, segura e competitiva”, afirmou. Segundo ele, iniciativas como o Energia 360 fomentam soluções sustentáveis e o diálogo entre os principais atores do setor.

    O secretário-executivo do Ministério dos Transportes, George Santoro, reforçou que, com a reforma tributária, os diferenciais logísticos e estruturais, além da matriz energética, serão decisivos para a atração de investimentos. Ele destacou que Alagoas pode se tornar um polo estratégico na estocagem de gás, com menor custo logístico. “Obras como o Arco Metropolitano aproximarão regiões industriais do Porto de Maceió, reduzindo custos e ampliando a competitividade”, disse. Santoro também enalteceu o trabalho do Governo de Alagoas e do Sistema FIEA na qualificação de mão de obra.

    A diretora da Agência Nacional do Petróleo (ANP), Symone Araújo, apontou os potenciais energéticos de Alagoas, destacando o papel do gás natural, o etanol — que terá maior proporção na gasolina, chegando a 30% — e o biometano, que, além do ganho energético, também gera benefícios ambientais.

    A mesa de abertura do evento também contou com a presença do secretário especial de Relações Institucionais de Alagoas, Felipe Cordeiro; do conselheiro da Origem Energia, José Luiz Alquéres; e do ex-ministro da Fazenda e atual diretor do Banco Safra, Joaquim Levy. O vice-presidente da FIEA, José da Silva Nogueira Filho, também esteve presente na cerimônia.

    Programação

    O Energia 360 segue até quinta-feira, com uma programação intensa, dividida em três eixos principais: Segurança e Flexibilidade Energética; Integração Energética; e Investimentos em Energia e Crescimento Socioeconômico. O fórum também inclui workshops, rodadas de negócios e palestras com nomes como Joaquim Levy, Wilson Ferreira Jr., Verônica Coelho, Pietro Mendes e representantes da Petrobras e Equinor.

  • Empresários defendem adiamento de tarifaço dos Estados Unidos

    Empresários defendem adiamento de tarifaço dos Estados Unidos

    O presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Ricardo Alban, convocou no fim da tarde desta segunda-feira (14) uma reunião virtual de emergência com os presidentes das federações das indústrias de todo o país para discutir o anúncio do governo norte-americano, feito na semana passada, de elevação tarifária de até 50% sobre produtos brasileiros.

    A reunião contou também com a participação da secretária de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Tatiana Lacerda Prazeres, e teve como foco a avaliação dos impactos econômicos e sociais da medida.

    Durante o encontro, os representantes do setor produtivo alinharam a defesa de um adiamento mínimo de 90 dias na aplicação das novas tarifas. Esse prazo é considerado essencial para que a indústria brasileira possa analisar de forma mais aprofundada os efeitos da medida, além de buscar soluções diplomáticas para evitar perdas mais amplas.

    A estimativa preliminar apresentada durante a reunião aponta para uma possível perda de pelo menos 110 mil postos de trabalho, caso a medida entre em vigor nos termos anunciados, além de forte impacto negativo no PIB.

    Os participantes também destacaram a importância de conduzir o processo com prudência, equilíbrio e diálogo técnico, preservando os canais institucionais entre os dois países e reforçando a necessidade de cooperação para manter relações comerciais estáveis e previsíveis.

    A secretária de Comércio Exterior do MDIC assegurou que as ponderações serão encaminhadas ao governo.

  • Posicionamento da FIEA sobre a tarifa de 50% imposta pelos EUA às exportações brasileiras

    Posicionamento da FIEA sobre a tarifa de 50% imposta pelos EUA às exportações brasileiras

    A Federação das Indústrias do Estado de Alagoas (FIEA) manifesta integral concordância com a posição da Confederação Nacional da Indústria (CNI) ao considerar injustificável, sob a ótica econômica e comercial, a decisão do governo norte-americano de aplicar uma tarifa de 50% sobre os produtos brasileiros.

    Segundo a entidade, a medida compromete o ambiente de negócios e afeta diretamente a indústria alagoana, em especial o setor sucroalcooleiro, cuja principal pauta exportadora para os Estados Unidos é o açúcar. Segundo levantamento do Observatório da Indústria, em 2024 os EUA foram o terceiro maior destino das exportações do estado, somando mais de US$ 61 milhões. Em 2025, somente São Miguel dos Campos respondeu por mais de 90% das exportações de açúcar para os Estados Unidos.

    Para o presidente da FIEA, José Carlos Lyra de Andrade, é essencial que o diálogo diplomático e comercial prevaleça, com vistas à manutenção de uma relação estratégica entre os dois países e à proteção dos empregos e investimentos no Brasil.

  • IEL oferta vagas de estágio, jovem aprendiz e emprego em Maceió e Arapiraca

    IEL oferta vagas de estágio, jovem aprendiz e emprego em Maceió e Arapiraca

    O Instituto Euvaldo Lodi (IEL) está com vagas abertas para estudantes e profissionais em Maceió e Arapiraca. As oportunidades incluem estágios remunerados, programas de jovem aprendiz e cargos efetivos. Para se candidatar, os interessados devem se cadastrar no portal de carreiras do IEL: https://carreiras.iel.org.br/AL.

    Em Maceió, as bolsas de estágio variam entre R$ 535,33 e R$ 1.000, com acréscimo de auxílio-transporte que pode chegar a R$ 146. As vagas disponíveis contemplam os cursos de Administração (5 vagas), Administração Pública (1), Ciências Contábeis (2), Direito (1), Engenharia Civil (2), Engenharia de Produção (1), Jornalismo (1), Marketing, Relações Públicas, Publicidade e Propaganda ou Design (1), Pedagogia (1), Técnico em Segurança do Trabalho (1) e Sistemas de Informação ou Engenharia de Software (1). Além disso, há quatro vagas para jovem aprendiz na função de assistente administrativo.

    Já em Arapiraca, o valor das bolsas de estágio varia entre R$ 600 e R$ 800, também com auxílio-transporte incluso. Estudantes dos cursos de Administração, Ciências Contábeis, Ensino Médio e Marketing podem se candidatar. Há ainda 41 vagas de jovem aprendiz — sendo 40 para teleatendimento e uma para assistente administrativo.

    O IEL também está ofertando três oportunidades de emprego em Arapiraca para cargos efetivos: vendedor, operador de caixa e auxiliar de estoque.

    As vagas são uma chance de ingresso ou recolocação no mercado de trabalho, com benefícios e atuação em empresas de destaque. A seleção é realizada por meio do cadastro no site do IEL, que recebe as candidaturas e faz o acompanhamento dos processos seletivos.

  • Aliança entre FIEA, SESI e FIEC busca fortalecer a sustentabilidade na Indústria alagoana

    Aliança entre FIEA, SESI e FIEC busca fortalecer a sustentabilidade na Indústria alagoana

    A Federação das Indústrias do Estado de Alagoas (FIEA), por meio do Serviço Social da Indústria (SESI/AL), deu início, nessa terça-feira (08/06), a uma parceria estratégica com a Federação das Indústrias do Estado do Ceará (FIEC) voltada ao desenvolvimento de produtos sustentáveis com base nos princípios ESG (ambiental, social e de governança). O marco inicial foi a visita da gestora do Núcleo ESG da FIEC, Alcileia Farias, à Casa da Indústria, em Maceió, onde promove uma capacitação com lideranças da FIEA.

    A colaboração tem como meta estruturar um programa de certificação de práticas sustentáveis da indústria alagoana, contribuindo para o fortalecimento da cultura empresarial responsável e inovadora no estado. “Nós iniciamos, hoje, uma parceria para capacitação e consultoria em ESG, tendo como referência o trabalho já consolidado da FIEC. Essa troca de conhecimento vai gerar diagnósticos e planos de ação para impulsionar negócios sustentáveis em Alagoas”, disse Kledson Cavalcante, coordenador de Segurança do Trabalho do SESI/AL.

    A gestora Alcileia Farias ressaltou a importância da cooperação entre federações industriais como estratégia para acelerar a agenda da sustentabilidade no setor produtivo nacional. Segundo ela, o que se pretende com a parceria entre Alagoas e Ceará é mais do que compartilhar uma metodologia, é oferecer um modelo de governança orientado para o futuro.

    “A FIEC vem compartilhar um conhecimento que, para nós, é muito caro: a certificação de práticas sustentáveis no setor industrial. A FIEA exerce um papel fundamental na disseminação de conhecimento e no alinhamento dos sindicatos à agenda global de desenvolvimento sustentável. Não se trata apenas de uma prática, mas de uma transformação de mentalidade: de como fazemos negócios, de como produzimos, de como impactamos a sociedade”, ressaltou.

    Segundo Alcileia, o que a FIEA está fazendo em Alagoas, por meio do programa de ESG lançado há pouco mais de um ano, já é uma referência. “Encontramos uma instituição com posicionamento firme, com políticas estruturadas e um compromisso autêntico com o ESG. Instituir um programa próprio, com diagnóstico e plano de ação para as empresas, é uma ação concreta que ultrapassa a gestão e se transforma em legado”, disse.

    A diretora de Saúde e Segurança para Indústria (SSI) do SESI/AL, Cláudia Piatti, também destacou as ações contínuas alinhadas ao ESG realizadas pela FIEA. “A indústria tem um papel transformador na sociedade. Aqui em Alagoas, estamos construindo uma nova cultura empresarial baseada na sustentabilidade, com resultados expressivos que apontam para um futuro mais equilibrado e promissor”, disse.

    Piatti também reforçou que a parceria entre as federações visa não apenas à qualificação das empresas, mas, também, a geração de valor para o setor industrial, alinhando crescimento econômico com responsabilidade em governança, social e ambiental.

  • Sistema FIEA certifica lideranças e reforça compromisso com o futuro sustentável da indústria

    Sistema FIEA certifica lideranças e reforça compromisso com o futuro sustentável da indústria

    Com foco no futuro da Indústria alagoana, o Sistema FIEA está ampliando a qualificação de suas lideranças com certificações em ESG. O termo, sigla em inglês para Environmental, Social and Governance, traduz-se em práticas que valorizam a responsabilidade ambiental, o impacto social e a boa governança corporativa.

    Nove profissionais do SESI e do SENAI já receberam a Certificação Profissional em Liderança em ESG (CPESG) e outros cinco estão em processo de certificação. O curso é oferecido pelo LEC Certification Board, em parceria com a FGV Projetos, e tem validade de dois anos.

    A certificação é resultado de um movimento iniciado em 2024, quando a instituição estruturou uma frente de qualificação em ESG voltada a setores-chave como Educação, Gente & Cultura, Mercado, Comunicação, Observatório da Indústria, Serviços Compartilhados e Governança.

    O objetivo é formar lideranças com capacidade de implementar e gerir estratégias alinhadas aos princípios ambientais, sociais e de governança, reforçando a posição do Sistema FIEA como referência em sustentabilidade e inovação no setor produtivo.

    Essa iniciativa reforça os avanços do Programa de ESG do Sistema FIEA, que completou um ano em junho e já apresenta resultados concretos na transformação da cultura empresarial em Alagoas. Desde seu lançamento, em 2024, a estratégia mobiliza empresários, especialistas e instituições em torno de temas como inovação e desenvolvimento sustentável.

    Entre os destaques do primeiro ano estão a realização de painéis com mais de 65 especialistas, que elaboraram publicações nas áreas como Bioeconomia, Energias Renováveis, Economia Circular e Transformação Digital, além do estudo de estudo Reúso de Efluentes para Abastecimento Industrial: avaliação de oferta e da demanda no estado de Alagoas objetiva identificar as oportunidades para implantação de programas de reúso não potável de água para atendimento de demandas industriais no estado.

    Outro marco importante foi a criação da Assessoria Executiva de Sustentabilidade Industrial da FIEA, responsável por articular ações institucionais voltadas à transição energética e ao alinhamento da indústria alagoana à agenda de neoindustrialização nacional com base nas diretrizes da Nova Indústria Brasil (NIB).

    No Sistema FIEA, o conceito ganhou força como base para um modelo de desenvolvimento industrial que alia crescimento econômico a compromissos sustentáveis, preparando a Indústria de Alagoas para os desafios e as oportunidades do futuro.

  • Custo Brasil está entre as principais barreiras da competitividade industrial, revela pesquisa da CNI

    Custo Brasil está entre as principais barreiras da competitividade industrial, revela pesquisa da CNI

    Pesquisa inédita da Confederação Nacional da Indústria (CNI) revela que 45% dos empresários industriais brasileiros acreditam que a bitributação e a complexidade tributária são as principais barreiras para a competitividade internacional. Em seguida, aparecem o Custo Brasil, com 35% dos empresários; a falta de mão de obra qualificada, com 31%; burocracia e ambiente regulatório, 25%; e a insegurança jurídica, 22%.

    A lista ainda traz inovação e tecnologia, 14%; reputação e imagem do Brasil, 13%; custos de energia, 13%; exigências da legislação ambiental internacional, 11%; falta de crédito para a exportação, 10%; e cumprimento de exigências ambientais de clientes, 8%.

    O impacto do Custo Brasil

    “O Custo Brasil é esse conjunto de dificuldades estruturais, burocráticas e econômicas que prejudica o ambiente de negócios do país, pois encarece os custos das empresas, atrapalha investimentos e compromete a competitividade. Todos os fatores apresentados na pesquisa estão ligados ao valor do Custo Brasil, estimado em R$ 1,7 trilhão por ano, o que equivale a 20% do PIB brasileiro”, pontua o presidente da CNI, Ricardo Alban.

    Visão regional

    Quando comparado regionalmente, 55% dos empresários do Nordeste afirmam que a bitributação e a complexidade tributária são os fatores que mais influenciam a competitividade industrial, seguidos dos industriais do Sudeste, com 45%; do Sul, 43%; e do Norte/Centro-Oeste, com 33%.

    Quando o assunto é o cumprimento de exigências ambientais de clientes, apenas 7% dos empresários da região Sul acreditam que esse fator pode impactar a competitividade industrial; enquanto 8% dos industriais do Sudeste acham o mesmo; 9% do Norte/Centro-Oeste; e 11% do Nordeste.

    Fortalecimento da imagem da indústria e aumento da exportação

    Outra pergunta destaque da pesquisa é se o fortalecimento da imagem da indústria brasileira pode contribuir para o aumento da exportação do setor. Os empresários são otimistas e 77% acreditam que sim. 29% informaram que o fortalecimento pode “aumentar muito” a exportação, enquanto 48% disseram “aumentar um pouco”. Já 19% responderam que o fato não interfere.

    A pesquisa Sustentabilidade e Indústria foi realizada pelo Instituto de Pesquisa Nexus e ouviu representantes de mil empresas industriais de pequeno, médio e grande portes, em todo o país. As entrevistas foram realizadas entre 15 de maio a 17 de junho de 2025.

  • Quer manter uma boa postura no ambiente de trabalho? Mexa-se!

    Quer manter uma boa postura no ambiente de trabalho? Mexa-se!

    Quando você vê uma pessoa sentada à frente ao computador, coluna alinhada, cotovelos sobre a mesa e pés apoiados, você pensa que essa é uma postura impecável para o ambiente de trabalho? Se você respondeu sim, repense. Isso não é mais considerado sinônimo de uma condição saudável.

    A orientação mais moderna, endossada pelo Ministério da Saúde e pelo Serviço Social da Indústria (SESI), é que você precisa se mexer se quer evitar dores musculares e lesões.

    Estudos mais recentes apontam que manter a mesma postura por longos períodos é justamente o que pode causar dor ou desconforto. De acordo com o Ministério de Saúde, não existe uma postura ideal. A postura depende do contexto. O que sobrecarrega a coluna é manter o corpo em uma única posição por muito tempo. 

    “Você pode ter uma super cadeira de trabalho, mas, se ficar muito tempo sentado na mesma posição, poderá ter dores na lombar, pois seus músculos poderão ficar sobrecarregados”, explica Elen Passos, ergonomista do SESI Bahia. “Uma postura desalinhada não será um problema, desde que ela seja realizada em um período curto durante a jornada de trabalho. Mais de 10% do seu tempo de trabalho na mesma posição já representa um possível risco”, orienta a especialista. 

    Alternar é preciso

    Dito isso, a dica de ouro é alternar a postura enquanto trabalha. As cartilhas do Ministério da Saúde explicam que não é sobre “ficar reto” ou “sentar direito”, mas sobre manter o corpo ativo. A ergonomista do SESI Bahia reforça a mensagem, sobretudo para quem atua em escritório.

    “Esse é o ponto principal. A gente precisa se movimentar ao longo do dia. A postura alinhada é importante, mas não é isso que tem o maior peso. Ficar sentado o tempo inteiro pode ser mais prejudicial do que passar o dia em movimento”, pondera.

    Elen conta que muitas empresas oferecem mesas de ping-pong ou totó para os momentos de relaxamento. “Mas, se a pessoa trabalha digitando e mexendo no mouse o dia inteiro, acontecerá exatamente o contrário, pois ela vai sobrecarregar os membros superiores quando deveria relaxá-los”, explica.

    Quer saber mais sobre o assunto? 

    Segundo a ergonomista Elen Passos, o Brasil possui uma regulamentação exclusiva para tratar de ergonomia. Uma delas é a Norma Regulamentadora nº 17 (NR 17), que estabelece parâmetros para permitir a adaptação das condições de trabalho às características psicofisiológicas dos trabalhadores. O texto foi revisado em outubro de 2021. 
     
    Já a norma técnica brasileira NBR ISO 11.226, que trata da avaliação de posturas estáticas de trabalho, foi publicada em 2013 e determina as recomendações ergonômicas para diferentes tarefas de trabalho.

  • Setor privado entrega 24 recomendações de políticas públicas aos chefes de Estado do BRICS

    Setor privado entrega 24 recomendações de políticas públicas aos chefes de Estado do BRICS

    Representantes do setor privado do BRICS entregaram uma lista com 24 recomendações de políticas públicas aos chefes de Estado dos países que integram o bloco, presidido pelo Brasil em 2025. A cerimônia de entrega foi na Cúpula do BRICS, no Rio de Janeiro, neste domingo (6). É a primeira vez, desde a criação do BRICS, que o setor privado apresenta recomendações objetivas ao bloco.

    As medidas são para aprimorar os laços comerciais, o desenvolvimento de inovação e tecnologia, a conexão de infraestrutura, a sinergia regulatória, a transição energética e a equidade de gênero entre os países-membros.

    As recomendações resultam do trabalho conduzido ao longo do ano pelo Conselho Empresarial do BRICS (BRICS Business Council – BBC, na sigla em inglês) e pela Aliança Empresarial das Mulheres do BRICS (Women’s Business Alliance – WBA), ambos secretariados pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) durante o comando brasileiro do BRICS.

    A construção das propostas considerou os principais desafios e as oportunidades de avanços, com a participação de mais de 1 mil representantes do setor produtivo e especialistas das 11 nações que compõem o BRICS – Brasil, Rússia, Índia, China, Emirados Árabes, África do Sul, Indonésia, Etiópia, Irã, Egito e Arábia Saudita.

    A expectativa do Brasil é que a sistematização e padronização das recomendações contribua para o acompanhamento das entregas esperadas.

    Entre as recomendações gerais, estão a criação de um programa conjunto para a recuperação de áreas degradas por meio de agricultura regenerativa; a ampliação de rotas aéreas entre os países; a aceleração do uso de energias renováveis, inclusive de oferta de combustível sustentável para aviação; o aumento de oferta de qualificação de pessoas para tecnologias verdes; e a expansão de oferta de crédito para pequenos e médios negócios.

    “Sob o lema Cooperação empresarial para um futuro inclusivo e sustentável, o relatório de 2025 apresenta recomendações objetivas do setor privado que contribuem de forma concreta para fortalecer o ambiente de negócios nos nossos países”, afirma Francisco Gomes Neto, CEO da Embraer e presidente da Seção Brasileira do Conselho.

    Mulheres no BRICS

    Já as recomendações para inclusão e desenvolvimento de mulheres, pelo WBA, as medidas visam a melhorar serviços e o acesso à saúde; a ampliação do crédito para empresas lideradas por mulheres; estimular a inserção de mulheres em carreiras tecnológicas e na indústria criativa.

    “A WBA é uma iniciativa inédita de fortalecimento da representatividade das mulheres não apenas nos negócios, mas no desenvolvimento social e econômico do BRICS, pois avançar na inclusão e na equidade de gênero tem reflexos positivos para todos. É fundamental construir políticas transversais que apoiem a atuação das mulheres nas empresas, na economia digital e criativa e, também, que garantam acesso à saúde”, afirma Mônica Monteiro, vice-presidente Comercial e de Novos Negócios da Times Brasil, licenciado exclusivo CNBC, e presidente global do WBA durante a gestão brasileira. 

    Conheça os mecanismos

    Criado em 2013, o Conselho Empresarial do BRICS é composto por representantes das principais entidades e empresas privadas dos países membros. Em 2025, o BBC operou sob a presidência brasileira com nove Grupos de Trabalho que cobriram setores estratégicos como Agronegócio, Aviação, Economia Digital, Energia, Finanças, Infraestrutura, Manufatura, Inovação, Comércio e Qualificação Profissional.

    Já a WBA, fundada em 2019 pelos Chefes de Estado do BRICS, promove a liderança feminina e a inclusão econômica por meio de seis Grupos Temáticos que tratam de Segurança Alimentar e Ambiental, Economia Criativa, Saúde, Turismo, Economia Inclusiva e Desenvolvimento Inovador.

    O Fórum Empresarial do BRICS

    Fórum Empresarial do BRICS é uma plataforma para o avanço da cooperação diante dos desafios globais que reúne esforços dos países membros para promover uma agenda baseada em inovação, sustentabilidade e inclusão econômica. O evento conta com os patrocinadores XCMGDP WorldKeetaWEGEmbraerValeFebrabanMebo InternationalMarfrig/BRFServiço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI)Serviço Social da Indústria (SESI) e Instituto Euvaldo Lodi (IEL), além do apoio institucional do Conselho Nacional do Sesi, da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), da Natura, do SEBRAE, da ApexBrasil e da Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan).

  • Nova escola pública de Maceió começa a ser construída com modelo pedagógico inspirado no SESI

    Nova escola pública de Maceió começa a ser construída com modelo pedagógico inspirado no SESI

    A nova escola pública na parte alta de Maceió já está em construção, com fundações e serviço preliminares em andamento. A obra é executada pela Federação das Indústrias do Estado de Alagoas (FIEA), por meio do Termo de Cooperação Técnica firmado entre o Ministério Público do Trabalho (MPT), a Braskem e a Prefeitura de Maceió.

    Localizada no residencial Novo Jardim, bairro da Cidade Universitária, a unidade terá mais de 4.200 m² de área construída, distribuída em dois pavimentos, com previsão de entrega para março de 2026. A obra teve início em junho deste ano e será executada em dez meses.

    O presidente da FIEA, José Carlos Lyra de Andrade, visitou, recentemente, o canteiro de obras e destacou a importância da iniciativa, acompanhado do superintendente do SESI Alagoas, Carlos Alberto Paes, e da equipe de Engenharia. “Estaremos entregando não apenas uma estrutura física de excelência, mas um espaço pensado para promover transformação social por meio da Educação”, afirmou.

    A iniciativa surgiu como alternativa para viabilizar, com maior celeridade e qualidade, a construção de um equipamento educacional de grande porte. A escola será um importante legado de um conjunto de compromissos institucionais voltados às ações de reparação promovidas pela Braskem na capital alagoana e ao fortalecimento da educação pública no município.

    A unidade será capaz de atender a 1.080 estudantes nos turnos da manhã e tarde, com possibilidade de oferecer turmas da Educação de Jovens e Adultos (EJA) à noite. A construção adota o moderno método Light Steel Frame, sistema industrializado que proporciona agilidade na execução, sustentabilidade e alto padrão de qualidade.

    Projeto educacional inspirado no SESI

    Além da engenharia eficiente, a nova escola se diferencia pelo conceito pedagógico. Inspirado no modelo das Escolas de Referência do Sesi, o projeto educacional foi idealizado para oferecer uma experiência de ensino moderna e significativa. O espaço contará com 12 salas de aula e diversos ambientes de apoio à aprendizagem, como laboratórios de ciências, salas maker, de robótica, de informática, além de áreas destinadas às artes e à convivência.

    A gerente executiva de Educação do Serviço Social da Indústria (SESI/AL), Clarisse Barreiros, explica que o Sistema FIEA contribui não apenas com a construção da unidade, mas também com o desenvolvimento do seu modelo pedagógico. “A proposta contempla metodologias ativas, organização curricular por áreas do conhecimento, cultura digital e estímulo ao protagonismo estudantil. Após a entrega da escola, o SESI continuará atuando com assessoria técnico-pedagógica, por meio do Programa SESI de Gestão Educacional (PSGE)”, detalhou.

    Ela acrescenta que essa assessoria incluirá desde a estruturação do Projeto Político-Pedagógico (PPP) até formações continuadas para professores, coordenadores e gestores escolares, com foco em avaliação formativa, inovação, liderança pedagógica e gestão baseada em resultados. Haverá ainda suporte ao uso de simulados, análise de indicadores e elaboração de planos de melhoria com base em evidências.